quarta-feira, dezembro 21, 2005

Abaixo a lógica II - a volta

Depois de meu último artigo, me dei conta de que nesta semana completei longos 19 anos desde que eu me formei na faculdade de Engenharia Mecânica da UPF (Universidade de Passo Fundo). Portanto a lógica matemática é parte fundamental da minha trajetória profissional.

Uma bela ocasião para acertar as contas com esta velha conhecida. Afinal juntado aos seis anos de preparação, somam-se 25 anos de convívio com os esquemas lógico-racionais da engenharia. Sempre uma convivência bi-polar.

Como aqui revelei minha área de atuação profissional - a engenharia - não tenho como não deixar de falar sobre os arquétipos mais conhecidos do engenheiro:

  • Estão sempre no mundo da lua, aliás no mundo dos cálculos e especulações matemáticas.

  • Têm um pensamento 'cartesiano' por excelência.

  • Pouco ou nenhum interesse pelas ditas 'ciências humanas' tais como línguas, (a não ser um inglês macarrônico nível técnico 1 yázigi – especializado em leitura de manuais) história ou filosofia.

Apesar de minhas eternas diferenças com o curso (confesso: escolhi a engenharia pelo meu gosto pelo desenho!) acabei descobrindo a beleza da lógica matemática. Principalmente quando descobri que ela poderia ser tão abstrata quanto uma pintura de Kandisky.


Mas a maior contribuição da engenharia para mim – fora a beleza inata de uma equação de Navier-Stokes (a mecânica dos fluídos foi a coisa mais genial que aprendi na universidade) – uma vez que ela me proporcionou o ingresso à universidade, foi a descoberta da porta da biblioteca.


Não me entendam mal mas o curso me obrigava a passar horas e mais horas enfurnando na biblioteca a buscar bibliografia para solucionar equações. Para relaxar um pouco do cálculo, eu me aventurava pelas outras estantes.


Foi ali que eu pude reencontrar minha própria história intelectual – depois de um hiato de 10 anos perdidos em leituras de coisas como "Mad" e "Homem-Aranha" - quando buscava na biblioteca da escola por obras do Monteiro Lobato e Júlio Verne. Mas agora meu apetite era outro: História das idéias, Bauhaus, Le Corbusier, Jack Kerouac, Kafka, Orwell, Albert Camus e os meus favoritos Dostoievski, Hesse, Wells e Wilde. E também um panorama dos movimentos de arte vanguardistas do princípio do século vinte como dadaísmo, futurismo, pontilhismo, cubismo, fauvismo, surrealismo, todos detonados com a ascenção irresistível do impressionismo no século anterior.

Mas todo este movimento de fluxo e refluxo de influências, entre o dever da matemática e o prazer sensorial intelectual da literatura e da pintura, acabou por esculpir-me um perfil híbrido, uma construção arquitetônica atípíca onde o onde equilíbrio é fundamental.


Mas para isto devo muito à minha metade 'engenheiro' e sua visão utilitarista da lógica. Esta mesma influência da lógica pode ter efeitos muito benéficos no tempo. Uma delas – a mais notável – é que o ensino da engenharia ainda está livre da influência marxista. Ainda não foi criada uma "engenharia social" pelo menos não nestes termos, apesar de toda prática do socialismo dito científico ser rotulado como 'engenharia social' sua similitude com a prática de engenharia termina por aí.


Outro fato importante é que – por mais que tentem dizer o contrário – o número de engenheiros formados em cada país é considerado um indicador confiável da tendência de crescimento econômico deste país. Ironicamente, apesar de muitos notórios esquerdistas serem engenheiros, no final os engenheiros são, pela própria natureza de sua 'praxis', um sólido alicerce à sociedade industrializada que é, por sua vez, é o sustentáculo maior do capitalismo. Capitalismo sem indústria não existe. E para uma indústria existir...


Talvez esteja aí um dos fatores que me levaram a ficar longe das teorias mais coletivistas. Sinto que a lógica teve papel central nesta conseqüência. Mas ela somente não faz milagres. Sem uma boa base de valores e sem a preocupação com equilíbrio das partes ela sucumbiria ao mundo sensível, ficando subjugada a ele. A lógica por si só não estabelece as premissas, e se deixarmos ela chegar à tanto, só vai estabeler premissas que possam ser perfeitamente medidas e avaliadas , o que resultaria num reducionismo pueril.


Um episódio ilustra a influência da engenharia em desfazer a hipnose coletivista. Tive a grata surpresa de encontrar meus antigos colegas e professores dos tempos da faculdade recentemente. Um de meus professores - coincidentemente o que era responsável pela disciplina de mecânica dos fluídos com seu Navier-Stokes – era conhecido ao tempo da faculdade como "comunista". Havia sido detido pelos serviços de inteligência do regime militar. Ao aproximar-me dele veio a pergunta fatal: "Continuas comunista?" e a grata resposta: "Não! Não sou comunista desde 1983. A esquerda perdeu totalmente o rumo . Aprendi que não é pela política que se muda a sociedade e sim o indivíduo, sua família e a manutenção de valores positivos é que podem mudar a sociedade. O sentido do movimento é inverso. Não é do social para o indivíduo; É do indivíduo para o social." Continuou: "Hoje o ensino no país está arruinado Dou graças a Deus em poder lecionar um assunto técnico, sem influência do esquerdismo. Tenho pena dos que hoje tem de cursar alguma faculdade na área de ciências humanas e ter de agüentar ideologia vendida como educação. As pessoas desaprenderam a pensar".


O que eu posso concluir é que meu antigo mestre trilhou o caminho do bem, mas só seria possível numa faculdade como a de engenharia. Qual seria o impacto de tal transformação se o mestre lecionasse história , por exemplo? Provavelmente enfrentaria grandes conflitos, pois é uma disciplina que tem seu tour-de-force em Marx e Hegel.


Apesar de tudo, a lógica ainda é um caminho de saída do vícios mentais, mas na exata medida em que ela mesma não se transforme em outro vício. Talvez a grande descoberta ainda oculta sobre a natureza do universo não seja a da infalibilidade da matemática newtoniana ou mesmo pós-newtoniana, mas a percepção de que o arranjo universal das coisas segue sobretudo uma 'lógica' artística.


Talvez por isso mesmo que eu goste muito mais de um M. Escher ou William Turner com suas obras que despertam a mesmo tempo a curiosidade e o prazer sensorial intensos do que um projeto de desenho mecânico no AUTOCAD 2006 for windows XP.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Abaixo a Lógica!!

ou A Revolta dos Dândis - parte um

Quero fazer aqui um manifesto. O manifesto de um homem só cansado de explicações infindáveis sobre tudo: Abaixo a lógica.
 
Depois de tentar durante muito tempo procurar argumentos lógicos para minhas percepções, de criar proposições  que pudessem explicar as minhas intuições de uma forma clara, objetiva e portanto, 'irrefutáveis', cheguei à conclusão de que é em alguma medida um esforço inútil a quase um desvio na busca da verdade mais objetiva.
 
O cerne da questão é que minhas percepções vem 'a priori'. Minhas conclusões já nascem prontas e então - como se elas por si mesmas não bastassem - fico a procurar esquemas mentais que mais encaixem numa explicação lógica para tentar demonstrar estas percepções de forma objetiva.
 
Acontece que a natureza das percepções são diametralmente opostas as das racionalizações: uma nasce no escuro mais recôndito de minha mente, agindo por si a estabelecer ligações entre eventos aparentemente desconexos e a tirar de sua cartola mágica conclusões ready-made, enquanto que a outra é o seu oposto. A lógica -se bem usada -  serve como caminho para a busca da verdade. Então explicar o que lhe veio de forma intuitiva através de um modelo lógico-racional, pode transformar o que era verdade numa espécie de jogo mental.  
 
Esta forma de pensamento 'impressionista' age mais ou menos como um Marcel Duchamp a encontrar significados novos para objetos de pensamento e eventos aparentemente banais. Tentar fazer a a 'engenharia reversa' da intuição não leva a lugar algum. Ou a um lugar pior ainda.
 
Por mais brilhante que a demonstração do 'cálculo' seja ela sempre vai repousar sobre dois pilares: a lógica e seu primo-irmão, a matemática. E estas duas nos levam a um mundo material de demonstrações obrigatórias a cada ponto.
 
Com isso, tudo vira táctil. E o táctil é o mundo da economia e das sensações. Tentar explicar as motivações humanas por fatores unicamente sensoriais e econômicos sem levar em conta a real natureza do espírito humano é uma redução formidável.
 
Como explicar Deus em termos lógicos? É claro que é possível catalogar pistas e enumerar evidências sutis de sua existência usando estes caminhos, mas estas demonstrações, por mais evidentes que sejam,exigem do seu interlocutor um talento inato para a abstração quase na mesma medida de seu proponente.
 
Por tudo isso minha auto-definição como "liberal-conservador" é muito mais um cacoete mental - de tentar catalogar minhas crenças em algo palatável e razoavelmente sabido -  do que uma explicação real.
 
Acredito que todo o ser humano e em especial o seu pensamento sejam inclassificáveis por natureza. Todo mundo é uma ilha. Mas num mundo como o atual em que alguns valores tomaram o lugar do todo - como o esquerdismo militante - este rótulo serve muito mais como uma demonstração inequívoca de contrariedade.
 
Uma antiga música dos Engenheiros do Hawaii dizia "eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem que não passa por aqui". A definição pode ter brotado involuntáriamente do autor mas é realmente a expressão da verdade.
 
Minha auto-definição como "liberal-conservador' é antes de tudo uma declaração de guerra. E ao mesmo tempo uma declaração de fé no equilíbrio. Um liberal e conservador só pode sobreviver se as suas duas partes puderem conviver num arranjo equânime. "Tudo na sua justa medida" como dizia Aristóteles. Este é o real segredo. E guerra às definições fáceis, aos jogos mentais que levam muitos ao esquerdismo mais pueril ou ao econimicismo radical - ambos lados da mesma moeda.
Como 'moeda' é um assunto puramente econômico, fico de fora desta questão.
 
A ser continuado.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Liberais da Argentina dizem não ao protocolo Kyoto


Como todos já sabem, mas fingem que acreditam só para colocar os Estados Unidos como vilão mundial, a Fundação Atlas da Argentina se pronuncia também pelo 'não' ao controle de emissões pretendido pelo protocolo.
Tal como a Russia, que já havia considerado impraticável o 'Kyoto' (não antes de trombetear aos quatro cantos a "recusa" americana") os Argentinos chegaram ao óbvio:
Controlar emissões poluentes em países em desenvolvimento só trará mais pobreza. Os custos de energia ficarão mais altos, dificultando o desenvolvimento.
Como todos sabem, não é com políticas coletivistas que se combate a pobreza. É com desenvolvimento.
E é com desenvolvimento também que se chega a forma mais limpas de energia.
Ou seja. A melhor equação para proteger o meio ambiente é ..Desenvolvimento industrial.

Trecho do comunicado --Brilhante:

"El desarrollo económico en países como Argentina llevará a la adopción de formas más limpias de energía. Los países ricos también son los más sanos y limpios. Las naciones pobres necesitan hacer la transición de la pobreza a la prosperidad con el fin de mejorar el bienestar humano y proteger el ambiente".

Leiam a transcrição original do comunicado da Atlas Foundation Argentina:


Comunicado de Prensa

Montreal, 9 de diciembre del 2005

 

No canten por mí, dicen los argentinos

Control de emisiones empobrecería aún más a la Argentina

 

Montreal/Buenos Aires—Algunos gobiernos y grupos ambientalistas sostienen que las economías en desarrollo—como argentina—deben participar en los esfuerzos de control climático mediante la imposición de restricciones a las emisiones de gases de efecto invernadero. Un centro de estudios políticos argentino afirma que esto tendría consecuencias nefastas sobre los países en desarrollo.

 

Durante la Conferencia sobre Cambio Climático (COP-11), la Unión Europea y otros gobiernos han propuesto un sistema obligatorio de control de emisiones que entraría en vigencia a partir del 2012, año en que el Protocolo de Kyoto expira. Este sistema incluiría a las grandes economías en desarrollo como Argentina, México, China, India y Brasil, y obligaría a estos países a reducir su consumo de combustibles y electricidad.

 

Martín Simonetta, Director Ejecutivo de la Fundación Atlas 1853 en Buenos Aires, señaló que dicho control de emisiones haría más daño que bien para una Argentina ya de por sí golpeada. Explicó que "Argentina ya cuenta con innumerables problemas internos como para que las ONG's argentinas e incluso nuestro mismo gobierno vengan a decirnos que tenemos que participar en un régimen de control del clima que encarecerá los costos de la energía que consumimos".

 

Simonetta añadió que "Hoy en día el costo de la vida continúa aumentando para los argentinos. Esta propuesta de control climático es una estafa: perjudicaría al argentino al disminuir el crecimiento económico y su ingreso, lo que extenderá la pobreza en nuestro país".

 

Juan Carlos Hidalgo, vocero de la Sustainable Development Network, considera que la idea del control climático es inherentemente contradictoria: "Durante estas dos semanas hemos escuchado que los países pobres son los más vulnerables a los efectos del cambio climático. Sin embargo, la solución propuesta no es la de eliminar la pobreza, sino la de imponer más obstáculos al crecimiento económico de los países pobres, en particular al aumentarles el costo de la energía".

 

De acuerdo con Hidalgo, el control climático afectará nuestra habilidad de proteger el ambiente. Indicó que "El desarrollo económico en países como Argentina llevará a la adopción de formas más limpias de energía. Los países ricos también son los más sanos y limpios. Las naciones pobres necesitan hacer la transición de la pobreza a la prosperidad con el fin de mejorar el bienestar humano y proteger el ambiente".

 

Para mayor información contacte a la Fundación Atlas 1853 (Argentina): Lic. Martín Simonetta, msimonetta@atlas.org.ar, 011.15.5119.6640 (celular). Juan Carlos Hidalgo (Montreal), jchidalgo@sdnetwork.net, 001.212.495.9597 (celular) 

 

Sobre la Fundación Atlas 1853:

La Fundación Atlas1853 es una organización apartidaria sin fines de lucro suya misión es liderar el cambio hacia una sociedad abierta basada en la defensa de la libertad individual, la existencia de límites institucionales a la acción del gobierno, la economía de mercado, la propiedad privada, la libre empresa, y el estado de derecho. Sitio en Internet: www.atlas.org.ar

 

Sobre la Sustainable Development Network:

La Sustainable Development Network es una coalisión de individuos y organizaciones no gubernamentales que sostienen que el desarrollo sustentable consiste en darle mayor poder a las personas, promover el progreso, eliminar la pobreza y alcanzar la protección ambiental a través de las instituciones de una sociedad libre. Sitio en Internet: www.sdnetwork.n


segunda-feira, dezembro 05, 2005

A revolução Gramsciana no Brasil está em declínio?

Na coluna de Olavo de Carvalho no Jornal do Comércio, uma nova leitura do processo revolucionário gramsciano do Brasil.
Será que quarenta anos de hegemonia cultural vão acabar por auto-combustão espontânea?

Acho que não é tão espontânea assim. A mudança da opinião pública não foi assim automática. Existe influência sim. De todos os que se mobilizaram para denunciar a farsa democrática brasileira, principalmente pós-2002.

Mas a batalha não está ganha. Não é só com o vislumbre de Gandalf montando Scadufax contra o horizonte que vai dar a vitória quase impossível aos bravos resistentes no Abismo de Helm. Não, ainda falta muito. Mordor continua governando todo o resto.

Mas é uma esperança. Uma nova esperança.


Ah! O final do texto é ótimo:
"Aquele velhinho maluco com a bengala, em Brasília, não era o Yves Hublet. Era eu. Não saí da Virginia, mas, juro, era eu. Esse prazer ninguém me tira. E acho que alguns milhões de brasileiros sentem o mesmo."

Muitos brasileiros sentem o mesmo, caro Olavo, muitíssimos mesmo.

Feliz 2006 (adiantado)

Trecho:

"Ao contrário do que aconteceu nos EUA, onde a revolução cultural entrou em refluxo sob os golpes de uma intelectualidade cristã e conservadora diligente e criativa, no Brasil quarenta anos de maquiavelismo gramscista estão sendo abortados simplesmente desde dentro, pela mágica inexplicável da burrice. O problema é que, quando a força hegemônica se extingue a si mesma, sem um único adversário para sequer remover o seu cadáver, o mau cheiro da sua decomposição pode se impregnar por muito tempo no campo de batalha vazio."


DANDO (FINALMENTE) NOME AOS BOIS

Diogo Mainardi cansou de codinomes ("bananão dos bananões"). Para descrever o mundo vermelho-rosa do jornalismo petista deu literalmente nome aos bois and girls.

Divirtam-se.

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OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Diogo Mainardi (Veja)

Os lulistas reclamam da imprensa. Não entendo o motivo. Lula já teria sido
deposto se jornais, revistas e redes de televisão não estivessem tomados por
seus partidários.

Eu acompanho todo o noticiário político. Minha maior diversão é tentar
adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista. Não sou um
grande especialista no assunto. Não freqüento o ambiente jornalístico. Tenho
apenas quatro ou cinco amigos no ramo. E nunca fui de esquerda. Não sei
direito quem é quem dentro do PT. Esses pelegos me parecem todos iguais. Mas
tenho um bom olho para reconhecer o jargão lulista. Não preciso de mais de
uma frase, perdida no meio de um artigo, para identificar um governista
infiltrado.

O Globo tem Tereza Cruvinel. É lulista do PC do B. Repete todos os dias que
o mensalão ainda não foi provado. E que, de fato, José Dirceu não deveria
ter sido cassado. Cruvinel aparelhou o jornal da mesma maneira que os
lulistas aparelharam os órgãos públicos. Quando ela tira férias, seu
cunhado, Ilimar Franco, assume sua coluna.

Kennedy Alencar foi assessor de imprensa do PT. Ele continua sendo assessor
de imprensa do PT, só que agora de maneira não declarada, em suas matérias
para a Folha de S.Paulo. Ele é o taquígrafo oficial de André Singer,
secretário de Imprensa de Lula. Singer dita e Kennedy Alencar publica.

Franklin Martins é José Dirceu até a morte. Eliane Cantanhêde é da turma de
Aloizio Mercadante. Luiz Garcia é lulista, sem dúvida nenhuma, mas não
consigo identificar sua corrente. Vinicius Mota é do grupo de Marta Suplicy.
Quem mais? Alberto Dines é seguidor de Dirceu, e só se cerca de seguidores
de Dirceu. Alon Feuerwerker, do Correio Braziliense, é do partidão, e apóia
quem o partidão mandar. Paulo Markun, da TV Cultura, tem simpatia por
qualquer um que seja minimamente de esquerda. Paulo Henrique Amorim é
lulista de linha bolivariana. Ricardo Noblat era lulista ligado a Dirceu,
mas pulou fora no momento oportuno.

Leonardo Attuch, da IstoÉ Dinheiro, é subordinado a Daniel Dantas. Quando
Dantas está satisfeito com o governo, Attuch é governista. Quando Dantas
está insatisfeito com o governo, Attuch vira oposicionista. Mino Carta, por
outro lado, é subordinado a Carlos Jereissati. Tem a missão de atacar
Dantas. E de defender a ala lulista representada por Luiz Gushiken.

Os jornalistas que não pertencem à área de Dirceu, Gushiken, Mercadante,
Suplicy ou Rebelo em geral pertencem à área de Antonio Palocci. Nunca houve
um político tão protegido pela imprensa quanto ele. Palocci tem defensores
influentes em todos os veículos, sobretudo em O Estado de S. Paulo e Valor.

Nem mesmo VEJA escapa do tribunal macartista mainardiano. Os lulistas
costumam definir a revista como tucana, mas eu desconfio que ela esteja
cheia de lulistas. Não posso revelar seus nomes por puro corporativismo. E
porque não quero perder aqueles quatro ou cinco amigos na profissão.




quinta-feira, dezembro 01, 2005

Forum de São Paulo rides again: Lula apóia Evo Morales. Alguma surpresa?

Será que para alguém é surpreendente o apoio de Lula ao cocalero Evo Morales? Eles são parceiros no Foro de São Paulo há quinze anos!!!

Para os idiotas úteis, que aind acham que o Foro de São Paulo é só 'um grupo de debates' o discurso do presidente é -mais uma vez - revelador. Leiam os trechos das notícias:

Na folha on line de hoje

"Olha o que significou a eleição do (Hugo) Chávez na Venezuela. Imagine o que significa se o Evo Morales ganhar as eleições na Bolívia. São mudanças tão extraordinárias que nem mesmo os melhores cientistas políticos dos nossos países poderiam ter escrito."


 
O Globo de Hoje

"Lula apóia candidatura de Morales na Bolívia


PUERTO IGUAZÚ, Argentina. A menos de três semanas das eleições presidenciais na Bolívia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou ontem, publicamente, sua preferência pelo deputado e líder cocaleiro Evo Morales. Num improvisado discurso, na cerimônia de encerramento da reunião entre os presidentes do Brasil e da Argentina, Néstor Kirchner, para comemorar os 20 anos do nascimento do Mercosul, Lula assegurou que a eventual eleição de Morales no próximo dia 18 de dezembro significaria uma mudança extraordinária na região".


Final : Para os  crentes na versão clube de canastra, oops, 'grupo de debates' do FSP, faço uma  aposta: me mostrem  uma declaração , apoio, ou intenção de nosso presidente  que seja contrária  a  qualquer diretiva ou outro integrante do  FSP. Se houver isso, me rendo às evidências. E vou jogar meu baralhinho também.



quarta-feira, novembro 30, 2005

Rock The Casbah! - A intifada francesa e o punk-rock


White riot - I wanna riot / a riot of my own
Black people gotta lot a problems / But they don’t mind throwing a brick
White people go to school / Where they teach you how to be thick”
(“White Riot” - The Clash)



Já vou logo avisando que uma das coisas que mais gosto de fazer é encontrar relações entre eventos aparentemente desconexos, criar pontes imaginárias ligando estes pontos distantes.

Pois aqui estou fazendo uma crônica sobre o movimento da intifada francesa. Mas com um enfoque diferenciado.

Muito se tem falado da cobertura errônea da imprensa local e mundial sobre a natureza dos eventos na França. A maioria da imprensa – comprometida com o socialismo rosa-choque da social democracia e o welfare state – acha que os acontecimentos foram uma clara demonstração de falta de compaixão e cuidado da sociedade francesa e o estado francês para com os imigrantes, especialmente da África e Oriente Médio. Na visão desta parte da imprensa a solução para este problema seria AUMENTAR ainda mais o crasso assistencialismo das políticas sociais francesas. Isto mesmo, querem aumentar ainda mais as políticas assistenciais. Se Bush também ameaça fazer o mesmo em Nova Orleans- a cidade na qual a obesidade mórbida de assistencialismo transformou seus cidadãos em passivos espectadores da própria tragédia – uma versão acidental de “Esperando Godot” - , imagine na França.

A decisão do governo francês em aumentar ainda mais as políticas assistencialistas terá o mesmo efeito dar pílulas e preservativos à uma adolescente grávida.

Por outro lado, a parte lúcida da mídia revela a que o movimento é na verdade uma “intifada”. Uma proto “jihad” em solo europeu, muitos séculos após a 'reconquista'.

Depois de décadas de políticas coniventes com imigrantes islâmicos que querem gozar do “dolce farniente” do welfare europeu mas não se iintegrar ao novo continente, a Europa percebeu que perdeu o cerne da sua cultura tentando se “defender” do “radicalismo” religioso dos imigrantes (símbolos religiosos – até mesmo os que sforjaraam a própria identidade francesa – foram banidos das escolas) em vão: hoje a cultura européia só existem em seus museus e os descendentes dos imigrantes dizem ao que vieram. Trouxeram a “jihad” ao âmago da Europa. Mas de um jeito legitimamente ocidental, na forma de uma “revolta juvenil” que todos os jornalistas adoram.

Todos os jornalistas engajados gostam de uma “revolta”. Ela faz parte do ideário da esquerda, desde especificamente maio de 68. É a essa ligação que eu quero me aprofundar.

No final dos anos 50, um grupo de poetas criou um movimento – claramente inspirado na visão filosófica existencial – chamado de “angry young man”. Era a revolta do jovem na Europa com o mundo do pós-guerra ainda despedaçado à sua volta. Mesmo nos Estados Unidos, com os beatniks e o cool jazz havia esta mesma tensão, revolta no ar. Era a época do “homem revoltado” de Camus ao lado do “Rebelde Sem Causa” americano, que roubavam carros em gangues tendo dois carros na garagem de casa.

Outra e mais definitiva semelhança da revolta francesa vem do outro lado do Canal: A explosão, ou revolta Punk Rock na Inglaterra dos anos 70. Explico:

Durante os anos 70 a Inglaterra vivia uma grande recessão, impulsionada pela crise do petróleo e pelo welfare state. É . Depois de décadas de política assistencialista-sindical patrocinada pelo partido trabalhista, a Inglaterra convivia com a decadência do partido. E uma decadência que parecia, aos olhos da juventude, a decadência do próprio país. Greves espoucavam em quase todos os setores dos serviços públicos (diziam que os mortos teriam que ser jogados no Tâmisa por causa da greve dos coveiros), o desemprego entre os jovens batia na casa dos dois dígitos.. E aí?

Joe Strummer dava a senha para o movimento “revolta branca – eu quero uma revolta, uma revolta do meu jeito/ Os negros têm muitos problemas mas eles não ligam em atirar tijolos equanto os brancos vão para a escola / Onde lhes ensinam a ser estúpidos”

Este era o sentimento: o de se sentirem-se estúpidos que necessitam de cuidados especiais.

Exatamente o que o âmago do welfare-state acaba provocando: a apatia e a total dependência do indivíduo ao Estado. Contra este estado de coisas, os punks revitalizaram o velho bordão libertário de “faça você mesmo”. Mas no caso deles, a revolta se voltou mesmo à cultura – o punk se transformou numa iinfluência arrasadora em tudo o que foi feito na cultura pop das três últimas décadas – ou melhor dizendo , ao rock´n'roll (ou o que eles achavam que isso era). Então nossos punks se dedicaram aos coqueteés molotovs sonoros de pouco mais de três acordes que vitimaram milhares de tímpanos e qualquer senso de estética musical.

Uma espécie de resposta às causas da revolta punk foi emblemática: em 1979 foi eleita Margareth Thatcher e a Inglaterra começa sua rota de volta ao desenvolvimento e à relevância mundial.

E na França? Se nos anos 60 Mick Jagger cantava “O que um jovem pobre pode fazer senão montar uma banda de rock?”, nos anos 2000 na França, o que jovens islâmicos revoltosos poderiam fazer? Criar a “sua revolta”. Se os negros a tiveram nos anos 60, os hippies nos anos 60, os brancos nos anos 70. então agora era a sua vez.. E lá foram eles, sob os ensinamentos da Jihad, querendo criar um “Iraque na França”, mas com um feeling de “revolta” muito ocidental e pós-moderna na medida exata para diexar os jornalistas de ocasião extasiados..A diferença é emblemática: Como eles não sabem tocar guitarra, optaram por incendiar o carro mais próximo.

Ah, se eles pelo menos escutassem mais rock'n'roll, ou tivéssem um empresário com tino comercial como o de Malcon Mclaren (empresário dos Sex Pistols e inventor do movimento), poderíamos agora, ao invés de fogo e revolta, termos uma versão novo-milênio para “Rock the Casbah”!


quinta-feira, novembro 17, 2005

"Je Suis Pour La Paix"

Buemba!! Buemba!!

Depois do fracasso local da campanha "Sou da Paz", nossos bravos 'companheiros' - percebendo que talvez a luta local pelo desarmamento seja mais dura do que imaginavam - levantaram acampamento e levaram cuia, caixas de champagne (e os seguranças particulares) para onde talvez sejam mais inúteis: França.

O movimento "Sou da Paz" agora transformado em "Oui! Je Suis Pour La Paix" já marca sua presença na capital francesa: LFV (Louis Fernando Vouitton) acaba de entornar a segunda champange enquanto conta como está a cobertura preliminar sobre a revolta na França e a inauguração do comitê "Je Suis Pour La Paix" na cidade: "A campanha é um sucesso imediato", afirma LVF. "Não vi nenhum carro incendiado aqui em Champs Elyseés" afirma o dublê de escritor.
Mas o foco não era em Clichy-sus-Bois? "Não sou louco de ir para um moquifo daqueles"..

Para isso, argumenta LVF, são necessários reforços. Segundo nossa reportagens, os "reforços" não tardam : Fernanda Montenegro e Chico preparam sua chegada à capital.

E o que o pessoal irá fazer? "Vamos dar uma geral em todos os pontos culturais da cidade". E Clichy-sus-Bois? "Mandaremos distribuir um material que trouxemos do Brasil por lá".
E o que é? "....."

Num esforço extra de reportagem obtivemos o material que será distrubuido por lá....
















Na saída uma última pergunta de LVF: "Como se diz 'La Paix' em árabe" ??

"I PAGGLIOCCI" - ATO 2

O Depoimento do Palocci no Senado foi comovedor : "nunca houve dinheiro de Angola, das Farc, de Cuba, de .......... ( espaço para preencher no decorrer de novas revelações) na campanha de Lula".
Agora sim!
Tudo resolvido. E eu preocupado com aquelas reportagens falsas da Veja, com o depoimento etílico do Poleto, com Roberto Jefferson..
É por isso que o Brasil está num momento econômico tão grandioso: nunca se vendeu e se comprou tantos deputados no congresso, mas isto se deve ao KAPITALISMO!! À "mão invisível do mercado".
Um depoimento realmente emocionante.
Não vejo a hora de sair de DVD, CD e CD-ruim.

(Não dá, caros leitores comentar esta pantomima sem recorrer à blague, à ironia: Palocci acha que todos os brasileiros são os seus "pagliaços". Não passou de mais uma bravata, como já revelou nosso presidente. Espantoso é que vai se revelando a verdadeira pele de uma parte da oposição  - PSDB - que por baixo dos panos faz tudo para Lula continuar exatamente onde está. Qual seria o motivo? Minha resposta é que PT e PSDB sofrem daquela síndrome dos irmãos separados no nascimento, vão negar, vão espernear, brigar mas são parentes próximos).

Que venha o próximo "ato" . Aliás "Ato" vem bem a calhar, pois todo o episódio , além da teatralidade tem muito a ver com "Pegos no Ato".
 

sexta-feira, novembro 11, 2005

O "Segundo Caderno" de ZH: anti-americanismo infantilóide

Faz tempo que ler o "segundo caderno" em Zero Hora está cada vez mais difícil: O tom anti-americano de passeata impregna quase a totalidade dos textos, especialmente os escritos pelo jornalista Roger Lerina.
Na edição de 11/11/05 ele se esmera ao máximo.
Para comentar os títulos de dois filmes em cartaz na mostra de cinema em SP, o jornal saca uma chamada escandalosa: "Segundo Caderno:
A agressividade americana em cartaz"
Isto mesmo. Após semanas de "intifada" francesa, de tumultos e mortes no país de Molière, a chamada prefere dirigir suas "análise crítica" à uma pretensa "agressividade americana". O que diria o jornalista sobre a agressividade muçulmana ou francesa?
Mas o melhor está no texto da matéria. Leiam o trecho:

"Cinema :
Meu ódio será sua herança
Estréia hoje "Marcas da violência", novo filme do diretor David Cronenberg
ROGER LERINA



Dois filmes que se destacaram na 29ª Mostra BR de Cinema, em São Paulo, entram em cartaz trazendo um olhar estrangeiro para a agressividade da sociedade americana: Marcas da violência (A history of violence, EUA, 2005), de David Cronenberg, e Manderlay, de Lars von Trier. Diferentemente do dinamarquês Von Trier, porém, que situa sua fábula negativa na década de 1930 (leia na página 2), o canadense Cronenberg aponta para a brutalidade que se aninha no coração de qualquer cidadezinha da América dos dias de hoje."

Não é o máximo? Isto aqui é considerado "Jornalismo cultural", ou seja, uma cruzamento acéfalo de Michael Moore & MTV.


quinta-feira, novembro 10, 2005

Acabo de me juntar ao movimento dos sem "Terra"

Quinta feira, 10/11/05.

É noticiado o depoimento de Vladimir Poleto à CPI dos bingos. A manchete do portal Terra era:
"Ex-assessor de Palocci contesta Veja e diz que estava bêbado: "O economista Vladimir Poleto, que foi assessor de Palocci, afirmou que foi coagido pelo autor da reportagem e que estaria alcoolizado no momento da gravação da entrevista"
Já o detalhe da notícia é informado que:

"Durante a sessão, o senador Demóstenes Torres (PFL-GO) afirmou que a Veja havia disponibilizado em seu site a gravação feita pelo repórter Policarpo Júnior. A gravação foi ouvida pelos senadores, que contestaram a versão de que Poleto estivesse embriagado.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que a gravação deixa claro que não houve nenhuma coação e que Poleto não parecia alcoolizado. O senador afirmou estar claro que o depoente mentiu e pediu o imediato indiciamento de Poleto."

Ainda é colocado uma legenda na foto de Poleto informando "Vladimir Poleto é acusado de mentir em CPI".

Ou seja a "Veja" da manchete, acusada de mau jornalismo, é a mesma que no detalhe prova que o Poleto mentiu.

Ouça aqui a gravação da conversa do repórter Policarpo Júnior e verifique se Poleto estava ou não "bêbado" com alega. Acho que Poleto acredita é que nós estamos é que estamos bêbados.

Quanto ao "Terra", mais uma confirmação de sua completa má-fé como empresa jornalística. Este casos e mais ou outros aqui relatados provam que o portal se assemelha cada vez mais a uma versão cibernética do antigo "Notícias Populares" com suas manchetes mentirosas.

Quanto a mim, acabo de me juntar ao movimento dos Sem Terra.com.br. Chega de imprensa idiota.

PS.: Será que dá para processar por propaganda enganosa estes caras?


domingo, novembro 06, 2005

O que Maradona, Evo Morales queriam realmente dizer...















Ao ver a foto de Maradona e "cocalero" Evo Morales mosntrando uma camiseta anti-bush, tive a certeza que a camiseta estava errada: As caras faceiras de ambos não podem estar somente relacionadas ao Bush. Depois de alguma pesquisa descobri que a foto foi montada!!
Eis a verdadeira foto...
"Viestes do pó e ao pó voltarás"...

sábado, novembro 05, 2005

Pesquisa da Isto é confirma o "nadando"..

Em agosto, quando defini o povo brasileiro como um egoísta, não faltaram detratores - meu público fiel - acusando-me de "ofender" ao povo brasileiro.
Vão fazer o quê agora? Acusar a "Isto é" de "ofender" também?

Como eu disse, o discurso socialista só pega num ambiente completamente egoísta, como uma forma de livrar do complexo de culpa por não pensar nos outros. Uma forma de "terceirizar o altruísmo".
Leiam o trecho..

ISTO é Online
O umbigo nacional – pensando no coletivo. Agindo no individual. Os brasileiros hoje. O título, sintomático, batiza uma abrangente pesquisa nacional realizada pela agência de publicidade Ogilvy Brasil, que traz um diagnóstico não muito positivo sobre o caráter e a personalidade do brasileiro. Entre 31 de agosto e 6 de setembro, a agência ouviu 450 homens e 450 mulheres das principais capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Curitiba e Porto Alegre), de todas as classes sociais (A/B, C e D/E) e faixas etárias (acima de 18 anos) da população. Suas conclusões apontam que o brasileiro é no mínimo contraditório. Solidários em seu discurso e egoístas em suas ações, 60% condenam pequenas transgressões, como bater o cartão de ponto para um colega, comprar um CD pirata ou falar no celular no trânsito, mas 66%, por exemplo, admitem que não se incomodam em comprar produtos piratas. Não é à toa que 95% concordam que o individualismo e o egoísmo cresceram no País, nos últimos anos. O que justifica essa afirmação pode ser a crença de 72% dos entrevistados de que quem faz a coisa certa nem sempre é recompensado. As considerações da pesquisa mostram que “criou-se uma espécie de egoísmo produtivo” em que, para o cidadão prosperar, não é preciso acontecer o mesmo com o País.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Brazil: a Disneylândia do PT .. e do Bush

Chega um ponto que não dá mais para levar nada disso à sério.

Quanto mais e mais provas da corrupção endêmica deste governo se empilham. Quanto mais indícios fortíssimos de que a escala é continental, com tentáculos de Cuba se materializando. Com a óbvia influência do Foro de São Paulo a ungir e dar sentido a toda esta movimentação, quando fica clara para a população o tamanho desta trama, quando tudo poderia ser desmantelado, eis que todos são enfeitiçados novamente.

Custo a acreditar que jornalistas e "intelectuais" como Alberto Dines ou Fernando Morais tenham tamanha desfaçatez de vir à público repudiar as claras, límpidas e detalhadas descrições de como o dinheiro cubano foi parar no comitê eleitoral de Lula da Silva em 2002 feito pela revista Veja desta semana. Pois estes dois agentes (teria como classificá-los de modo diferente?) rotularam toda a reportagem como totalmente fantasiosa.
Alberto Dines (do observatório (??) de imprensa) declarou: "A denúncia pressupõe um gigantesco, incomensurável, grau de estupidez nas duas pontas da operação: o governo cubano e a direção do PT. Difícil acreditar que políticos experientes aqui e no Caribe tenham embarcado numa aventura tão primária".

E este elemento se diz fazer "media watch".. Avisem que o máximo que pode se arrogar é de ser um "watchdog" do PT. O outro caso é patético: Fernando Morais, que já havia mentido sobre Olga Benário em seu famosésimo livreco ataca de novo.
"O Autor do livro A Ilha e amigo de Fidel Castro, o escritor Fernando Morais classificou a reportagem da revista Veja sobre a suposta ajuda financeira cubana à campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 de " delírio sem pé nem cabeça".
Que estes dois declarem o que quiserem, não há problema. O problema é a opinião pública entrar na onda influenciada por uma imprensa que age como um cão de guarda de Lula e do PT.
Tenho vergonha de dizer que existe imprensa livre no Brasil.
A piada é por demais grosseira para ser ao menos engraçada.
A denúncia de Veja foi divulgada de um modo tão , mas tão envergonhado que quase passa desapercebido do público. Mas dois dias depois, a negativa de Cuba mereceu capa em quase todos os jornais.

Será que o mais elementar estagiário de jornalismo não entende que "negativas" de Cuba e um monte de excrementos valem a mesma coisa? Fidel já se declarou "não comunista" perante a ONU!!

O povo brasileiro mostrou realmente a sua credulidade perante uma tropa de manipuladores nada profissionais. É mesmo senhor Dines. Pegar dinheiro em Cuba é tão primário e infantil que em qualquer país decente seria considerado um suicídio político - avaliando "de dentro" como o senhor faz; - ou uma alta traição - analisando pelo código eleitoral e penal. Mas aqui no bananão estas questões são laterais, pois está provado que mesmo fazendo isto tudo e muito, muito mais, mesmo assim a "ficha" não cai.

Se bobear a revista Veja acabará sendo a grande "culpada", ficando ao lado do Jefferson nesta categoria.
Ao resto, a toda a alcatéia de lobos tão primários quanto faceiros em sua patifaria continental, sobrará o tempo e os recursos para abocanhar com calma e paciência todo o rebanho de ovelhas à sua disposição.

O Brasil virou a grande disneylândia do PT. Eles riem em nossa cara e ninguém, mas ninguém parece se importar com isso.
O Brasil é um caso de decadência sem ter sido nunca uma "civilização".
Justamente duas semanas após a retumbante derrota deste mesmo governo no referendo do desarmamento.

O pior é que a influência é avassaladora: nossos Gramscis caboclos conseguem enganar até Mr. Bush, que se derrete em elogios ao presidente...

O que sobra? As posições coerentes de um Reinaldo Azevedo e de Olavo de Carvalho, as exceções de sempre.

Já não era hora da cortina baixar? Não agüento mais este triste espetáculo...

terça-feira, novembro 01, 2005

Lula já está pagando pela ajuda recebida de Cuba

Deu no blog do César Maia:

"DE CERTA FORMA, O GOVERNO LULA JÁ ESTAVA PAGANDO O QUE RECEBEU !

São Paulo, sábado, 27 de setembro de 2003 -FOLHA SP
Lula desembarca em Cuba com presentes econômicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 57, desembarcou ontem em Cuba com presentes econômicos para o ditador Fidel Castro, 77. Será facilitado o pagamento de 20% da dívida de cerca de R$ 134 milhões do país com o Banco do Brasil e serão investidos R$ 20 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na construção de uma usina de álcool combustível.

A suavização do pagamento da dívida cubana com o Banco do Brasil será feita pelo seguinte mecanismo: 20% da dívida poderá ser paga por produtos importados pelo Brasil de uma lista específica. Nessa lista, há, por exemplo, medicamentos e barcos cubanos para pesca de lagosta. Exemplo: nas novas exportações de medicamentos de Cuba para o Brasil, o Banco do Brasil reteria 20% para o pagamento da dívida. A assessoria de imprensa do Banco do Brasil confirmou a informação, mas não revelou o valor da dívida nem a natureza do empréstimo.

O mesmo mecanismo, com o teto de 20%, também funcionará para o pagamento de dívidas de Cuba com empresas brasileiras. Essa dívida, porém, é pequena. Segundo o embaixador Washington Luís Pereira de Sousa, diretor do Departamento de América do Norte do Itamaraty, "Cuba deve algo entre R$ 36 milhões e R$ 43 milhões]". Esse acordo foi negociado pelo Banco do Brasil e o Banco Exterior de Cuba, equivalente ao BC  brasileiro".


Comentário: Talvez, talvez mesmo, o eixinho-do-mal (Cuba-Venezuela-Brasil)  não tenha a função tão maligna assim, talvez seja apenas o "plano de aposentadoria privada" que  Fidel  planejou cuidadosamente  desde  1990 usando o Foro de São Paulo. Tudo foi feito e está sendo feito para manter-se e a si e a seu regime à tona quando o ouro de Moscou sumiu. Seria como tirar doce de criança, haja vista a lista enorme de 'wannabe-revolutionaries' para bater a carteira na AL, enquanto os incautos babam na farda do "comandante".
Talvez seja isso mesmo: Fidel não passaria de uma versão verde-oliva de Cary Grant em "O Ladrão de Casaca" (ou melhor, "de Farda"). Convenhamos que enganar 'useful-idiots' como Chávez e Lula, para quem já enganou/usou Che & Allende, é como tirar doce de criança...


Terra manipula novamente

Mais uma do "Terra". Dia 30/10/05, também repassada por Carlos Guilherme.

"Mais uma vez peguei os canalhas no ato e mandei mensagem reclamando. Dessa vez, a manchete na "capa" dizia "PM invade favela, e jovem perde a mão". Dando a entender que a culpa era da polícia. Quando li a reportagem, vi que o "jovem" perdeu a mão quando tentou ATIRAR UMA GRANADA CONTRA A PM. Aliás, por que chamar um bandido, traficante de "jovem"?"

Comentário: É , definitivamente o Terra parece ser redigido por um bando de adolescentes rebeldes de grêmio estudantil!! O pior é que temos que pagar pelos tais "serviços de notícias"...
A versão espanhol do Terra tem pelo menos uma vantagem sobre a versão nacional: Lá eles tem acesso ao horóscopo do Walter Mercado,  o que é definitivamente muito mais "cara" do  Terra (ou  devo dizer "tierra") do que esta falsa capa de "site de notícias"... "Desligue Xá"!!
 




Manipulação de notícias no Terra (1)

Estou publicando algumas denúncias de manipulações das notícias aqui no Brasil também. Afinal a frequência foi muito maior do que nos Estados Unidos.
Esta me foi enviada pelo Carlos Guilherme em 25/10.

"Venho reclamar de uma manipulação de "chamadas" para pegar o leitor desatento - aquele que só lê as manchetes.
Na chamada da capa do Terra (em 24/10) , lia-se "Partidário do 'não' agride a do 'sim'". Quando clicamos na foto para ler mais sobre a notícia, a manchete já está amenizada com "Partidários do "não" e "sim" se enfrentam no Rio". Mas, para a minha surpresa, quando vou ler na íntegra a notícia, descubro que quem começou tudo foi uma partidária do "sim", que ATIRAVA PEDRAS EM UM CARRO DO "NÃO". Por que essa manipulação para dar a impressão, repito, ao leitor desatento, que os agressores eram os partidários do "não"? Desde a chamada da capa até a leitura da notícia na íntegra, se verifica uma mudança de 180 graus no conteúdo da notícia. Custo a acreditar que tenha sido apenas uma desatenção do sujeito que postou a notícia."
--
Comentário: Óbvio que não foi desatenção. Imagino que na redação alguém deve ter pensado, "O que fazer para mostrar que os partidários do 'não' são do mal?". Simples, a gente bota uma chamado na legenda da foto AO CONTRÁRIO do que realmente aconteceu!!". E dá-lhe BIAS!!

E tem gente que acredita na "grande mídia"...

PT DIZ QUE VAI PROCESSAR A REVISTA VEJA, mas não os denunciantes...

Saiu na www.videversus.com.br de hoje

"
PT DIZ QUE VAI PROCESSAR A REVISTA VEJA

O PT anunciou, ontem, que vai mover processo judicial contra a revista Veja, por calúnia e difamação. A d ireção do PT disse que a notícia sobre a utilização de dinheiro vindo de Cuba na campanha de lula, em 2002, é falsa. A matéria de Veja diz que o PT recebeu US$ 3 milhões de Cuba nas eleições de 2002. Ricardo Berzoini, presidente do PT, comunicou a decisão em reunião realizada ontem, com a bancada petista na Câmara. Os deputados apoiaram a iniciativa. Não se pode mais aceitar esse tipo de denúncia vazia, leviana, sem provas e vindas de fontes sem legitimidade e credibilidade, disse Henrique Fontana (RS), líder do PT na Câmara. Engraçado, por que Berozini e seus colegas deputados federais do PT não anunciaram também a abertura de processos contra os dois denunciantes ouvidos pela revista Veja, Vladimir Poleto e Rogério Buratti, ambos ex-assessores de Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto? Estão desafiados a fazer isso. Se não o fizerem, estarão dando veracidade à denúncia dos dois."

Comentário: Mais engraçado ainda foi a reação da "grande mídia" petista : noticiou denúncia da "Veja" sem grande destaque, mas deu capa à negativa de Cuba em relação ao empréstimo.
Alguém aí acredita em "negativas" do Fidel? Ao que eu saiba, Fidel já jurou na ONU que não era comunista, que não recebia ajuda dos Russos e que nunca ajudou Allende...
Na prática, cada negativa de Cuba equivale a uma confissão de culpa.

Por falar nisso, e aquela denúncia antiga sobre o dinheiro das FARC na campanha do PT? O PT também acusou de ser mentira mas a verdade é que o pivô da crise, o tal "emissário" Olivério Medina está preso e em processo de extradição para a Colômbia.


domingo, outubro 30, 2005

Condoleezza Rice vira Anakin Skywalker no USA Today

O blog Paxety Pages mostra como o USA today modificou uma foto de Condoleezza Rice: "Como reportado no Drudge Report e no Blog de Michelle Malkin, o USA today recentemente publicou uma foto de Condeleezza Rice com um olhar tão assustador que faria até um molestador de crianças acreditar em demônios"
Veja a foto publicada e a original:












A resposta do USA today: "USATODAY.com, like other news organizations, often adjusts photos for sharpness and brightness to optimize their appearance when published online. In this case, a newly hired USATODAY.com editor sharpened the photo and then brightened a portion of Rice's face. Those changes had the effect of inadvertently distorting the photo . .. ."

"Inadvertidamente dirtorceu a foto"???!!!
A Rice ficou com a cara do Anaki Skywalker totalmente por acaso então. Quem acredita nisso?

O dia depois do “Não”: desplugando da Matrix??



No dia 23/10 – há uma semana portanto – o Brasil viveu um dia diferente. Fiquei sem escrever sobre o referendo nestes dias para pensar um pouco mais nos prováveis desdobramentos do "Não".


Algumas coisas ficaram visíveis. Os que sempre apoiaram a "democracia direta" - uma democracia apoiada em plebiscitos e referendos, com interferência direta do "povo", desde que por "povo" se entenda os participantes /militantes dos movimentos sociais ou os que já foram devidamente influenciados por eles – pois bem, agora estes defensores começam a mostrar as suas garras. O resultado não foi o esperado pela ONU, IANSA, Ford Foundation, TV Globo, George Soros e por outras ONG's menos votadas ("sorry, periferia"), significando que a doutrinação, parcialidade e total dominação da mídia ainda não são suficientes para abobalhar de vez o eleitorado. Ouso a dizer que esta mesma over-dose foi o que fez a população despertar, num efeito contrário ao da homeopatia – em que pequenas doses de veneno servem para curar – quando se fala em doutrinação política, pequenas doses de mentiras acabam se tornando verdades, mas grandes doses de mentiras, estas acabam rejeitadas .

Pois bem, em vista do resultado avassalador da votação do último domingo, os engenheiros sociais do "Sim" começam a deixar de lado a fantasia de cordeiros. Para estes a "culpa" agora recai sobre o povo – que provou não saber votar.


Luís Fernando Verissimo, filho do grande escritor Erico Verissimo, colunista de costumes e roteirista de sitcom comparou a defesa ao direito de defesa, pregado pelos adeptos do "não" com os que defendiam o "direito a ter um escravo" antes da abolição da escravatura no Brasil em 1888. Comparou os votantes do não à escravagistas.


Não percebeu que para os adeptos do "não", se os escravos tivessem armas, não haveria escravidão.


Outro comentário, este mais significativo veio de John Crook (isto mesmo: João "Escroque") presidente de uma tal organização não-governamental Gun Control Austrália, declarou ao site da BBC brasil que "É uma decisão que marca o Brasil como um país de Terceiro Mundo. Os países terceiro-mundistas não são apenas aqueles com economias em caos, mas também os que não confiam em suas instituições. E essa decisão mostra falta de confiança no sistema legal do país e na habilidade da polícia".


Provavelmente este tal John Crook pode colocar os EUA no rol de nações do "terceiro mundo", afinal a segunda emenda, foi criada pelos "pais fundadores" justamente para defender as instituições de modo que elas não sejam usadas contra a população por corruptos, ladrões e assemelhados. Senhor Crook, estou fora dessa, como dizia Nixon, "I am not a crook".

Outro dado interessante é que o estado brasileiro onde o "não!" teve a maior vantagem sobre o "sim" foi o Rio Grande do Sul, onde moro. Aqui o "não" teve estratosféricos 79% de aprovação. O Rio Grande do Sul por coincidência tem o maior percentual de posse de armas e uma das menores taxas de criminalidade do país.



Mas, fora a baba convulsiva dos pregadores da Nova Ordem, outros dados emergem do referendo: o desmascaramento da Grande Mídia e a quebra do espelho.


Sites como o Mídia Sem Máscara, que tenho o orgulho de participar, onde colunistas como Peter Hof e Heitor de Paola , entre outros, desmontaram uma por uma das falácias cor-de-rosa da turma do SIM, como políticos como Alberto Fraga, Presidente da Frente Parlamentar Pelo Direito da Legítima Defesa, conseguiram derrotar os argumentos da Grande Mídia e foram vencedores, tais como Davi diante de Golias.


O brasileiro não acredita mais na Grande Mídia, nem em Fernanda Montenegro e Chico Buarque que viram sua "credibilidade" ir para o brejo com seu engajamento pelo "sim".

Não sei o quanto esta "falha na Matrix" que foi a derrota do projeto hegemônico mundial pode favorecer o aparecimento de uma verdadeira oposição.

Um dos organizadores da campanha do "Sim", deputado Raul Jungmann disse à Folha de São Paulo "temer a tendência de uma "maré conservadora" devido à vitória do "não".

Aí está o germe da "quebra do espelho": com o fim da confiança nos agentes de influência tradicionais (atores globais, jornalecos e TV globo) quem sabe o povo brasileiro deixa de lado a lenga-lenga auto complacente de "povo pacífico" e "tolerante" e consiga enxergar que – bem debaixo de nossos olhos – existe uma guerra silenciosa no país. Entre o conservadores e liberais como eu e os estatizantes e "reformadores" radicais do espírito humano.

É tempo de escolher um lado. Apesar de o brasileiro amar o consenso e a convivência "harmônica" entre as pessoas, não dá mais para passar a mão na cabeça de quem "finge te amar".

Isto talvez seja o que Jungmann teme quando fala em "onda conservadora". Tem razão o Sr. Jungmann, pois se tal onda realmente vier a acontecer, será como desplugar milhares da Matrix ao mesmo tempo. Será insustentável para gente e partidos como o dele, que fingem ser de "direita" só para enganar a todos na velha estratégia das tesouras. As falhas e rachaduras na Matrix podem se tornem irremediáveis. É o que espero.

Mas para isso devemos manter a chama acesa. Isto quer dizer o seguinte: o tal estatuto do desarmamento merece ser derrubado imediatamente! Ou pelo menos colocado em votação novamente ou em referendo popular. Se a população se pronunciou com tal intensidade, nossos parlamentares não podem evitar que esta vontade seja feita pela metade. Todo o estatuto tem de ser revisto à luz desta nova percepção da opinião pública.

Que seja o início...

A revolta da direita oculta

Respondendo ao artigo de Luís Nassif "A Volta da Direita Inculta" - publicado na Folha de São Paulo em 18/10, enviei a seguinte mensagem. Até agora sem resposta..

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Prezado Luís Nassif:

Li o seu artigo e deveras fiquei muito feliz. Se o que a esquerda "culta" tem a dizer é que o "discurso raivoso" provém da direita é por que já deve ter sublimado todos os insultos 'xiitas' proferidos a Roberto Campos e Paulo Francis de seu passado. Pena que nem todos esquecem disto não é verdade?
Mas não, de maneira alguma o discurso 'raivoso' da direita é um repeteco do que a esquerda xiita fazia (fazia?. Como assim ? Se a cada nova denúncia contra os comuna-mafiosos o presidente vem colocar a culpa nos conservadores e na 'zelite'?). A 'fixação' pelo wishful thinking é um monopólio ainda da m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a esquerda, seja ela frufru, social-caviar ou de porta de sindicato.

Meu caro Nassif, a tal 'raiva' presente é simples constatação de que o tal 'pensamento mágico' se revelou um grande Mágico de OZ, esta é a questão.
Existe algum ressentimento, sim. Mas eles vêm dos ex-eleitores do partido-príncipe desencantados, enganados pelas promessas douradas de uma esquerda xiita travestida - em mal ajambrado paquete de marketing - em esquerda light. O sonho, cuidadosamente construído com o apoio mas que suspeito de toda a grande mídia, teve os detratores de sempre, como Olavo de Carvalho - com sua eterna 'fixação' pela verdade e procedimentos como 'fact checking' antes de proferir tranquilizadoras e grandiosas mentiras .
A mídia nacional, com exceções que se podem contar pelos dedos da mão esquerda de Lula não passam de agentes de  influência.
A direita, os radicais conservadores que denuncias não passam de um bogus. A verdadeira direita ainda está oculta e provavelmente ainda continuará por muito tempo a menos que migre para outras plagas. A maior arma da verdadeira direita ainda é o passaporte.
O que tu chamas de "radicais", "incultos" são apenas uma reação de revolta genuína contra todos os dissimuladores e enganadores da mídia nacional. Atores, 'jornalistas', cineastas e demais foram longe demais. Não dá para desfazer o que foi feito.
Como tu chamarias as turba ensandecida que invadiu o prisão da Bastilha?
A caixa de Pandora está aberta, mas não culpes fantasmas, mortos vivos, Freddy Krueggers nem Jason´s pela sua abertura.

Luís Afonso

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sexta-feira, outubro 21, 2005

quinta-feira, outubro 20, 2005

A Saga da Campanha dos "The SIMs" - de "Vence na vida quem diz 'SIM'" para "Yes! Nós temos banana"

Numa antiga música - anos 70 - Chico Buarque ensinava "Vence na vida quem diz 'sim'" (Trilha da peça "Calabar") . Não podemos negar o imenso, o grande, nababesco sucesso comercial dos que dizem 'sim'.
Atores globais e músicos de quinta arrendando seus cérebros, ONG's e Fundações Ford da vida investindo 'os tubos' enquanto fábricas de armas e segurança privada estrangeiras firmam contratos milionários de exclusividade com o governo federal..

E assim começou a campanha da mais grotesca tentativa de empulhação da opinião pública que se tem notícia. Não que a OP nacional seja assim tão brilhante, mas imagino que os organizadores do 'sim' pensaram: já que os brasileiros, esquecendo 30 anos de radicalismo xiita, caíram fácil no mito do 'Lulinha Paz de Amor' em 2002 então qualquer nova pataquada será como tirar pirulito de criança.

Juntaram-se então aos cifrões dos 'starlefts' mais conhecidos da mídia nacional uma coleção de argumentos pseudo-científicos freudianos de doer. Juro que vendo uma das propagandas dos 'the sims' na TV achei que o 'reverendo' era para se votar a favor de alguma campanha de castração em massa da população masculina do país e não sobre o comércio de armas de fogo, tal era o enfoque psicologês digno do "Analista de Bagé".

Tudo pronto para um feérico show, mas em algum ponto algo deu errado. No começo da segunda semana em cartaz o espetáculo começou a fazer água.

"I say Yes , you say No" - Longe tinha ido os tempos em que colocar artista na TV rendia algum efeito. Aliás o efeito 'We are the world' de se colocar um monte de artistas em favor de alguma causa 'nobre' só rendeu frutos nos anos 80. Hoje em dia nem Bono conseguiu um carguinho no Banco Mundial...

Pois nesta última semana de campanha, a menos de 4 dias para a votação do referendo popular acerca da proibição do comércio de armas de fogo, o que parecia impossível aconteceu: se antes 80% da população concordava com a proibição, em pesquisa divulgada hoje, 52% da população agora vota NÃO.

A música subitamente foi mudada de um féerico "Vence Na Vida Quem Diz Sim" para um ensurdecedor "YES! Chico, Fernanda Montenego, Maitê, Luís Fernando Veríssimo: Nós Temos Bananas". Para todos vocês. Aguardem o dia 23.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Michelle Malkin: O viés anti-blog da Grande Mídia Americana


[http://michellemalkin.com/archives/003729.htm]

Michelle Malkin, uma popular blogueira conservadora em Oklahoma desbanca as falsas alegações de "teorias da conspiração" do mundo dos blogs acerca do aparente 'suicídio' (versão da mídia) de um estudante em universidade local que está sendo investigado pela comunidade blogger como uma tentativa de atentado terrorista islâmico. Ao final de um detalhado 'fact checking' contra falsas alegações da mídia, que apesar disso mantém o ar de desdém contra a blogosfera conservadora, ela acha o ponto focal:
"E, acrescentaria (entre outros) , a necessidade petulante da grande mídia em menosprezar aqueles que acham estes fatos dignos de investigação e estão usando os seus pequenos blogs para informar. Uma das maiores virtudes da blogosfera, com já dito antes, é sua habilidade em mobilizar recursos de inteligência 'open-source' (abertas); e como a grande mídia , o processo de obtenção de informação dos blogs também pode falhar. Mas também pode acertar. Mas a grande mídia tem uma fixação agressiva em enfraquecer e depreciar os blogs para manter seus decadentes monopólios."

É. Apesar de toda a liberdade de expressão nos EUA, encontramos barreiras na grande mídia para a investigação da verdade.
Se lá está assim, imagine aqui no terceiro mundo, onde jornalismo consideraro "sério" é só aquele com apoio oficial e o mais anódino possível, para evitar perda na receitas de propaganda estatal.

Resumindo: ZH, FSP, Estadão, JB, Correio Braziliense.. Podem botar tudo o que chamam de jornalismo no Brasil na lata de lixo.
Se um dos maiores representantes do "jornalismo independente" no Brasil, "O Semanário" dos anos 60, não passava de uma agência de divulgação de propaganda mantido pela KGB e Cheka (conforme revelação do desertor e chefe de espionagem Ladislav Bittmann) e mesmo com a divulgação, NUNCA FOI DENUNCIADO POR SEUS INVESTIGATIVOS PARES é sinal que os agentes de influência estão em toda a parte.
Ao menos existem o Mídia Sem Máscara e um pequeno grupo de bloggers. Vida longa ao MSM.

domingo, outubro 16, 2005

O que nazistas e socialistas têm em comum? Muito além de slogans

Um dos mais ativos bloggers da Austrália, John Ray traz uma coleção de posters nazistas da década de trinta que revelam uma conexão atemporal com os slogans da esquerda moderna.
Esta é mais uma prova que entre Nazis e Socialistas havia muito mais em comum do que ocasionais briguinhas poderiam sugerir. Algo como o PT e o PSDB aqui no Brasil.
Por mais que esquerdistas encham a boca para acusar alguém de "nazista", no fundo não estão lançando "petardos" contra seus inimigos. São bumerangues que logo voltarão a atingí-los.

Vejam os posters:


Este primeiro poster é sobre a "compaixão" nazista: faz propaganda da instituição nazista de caridade, a NSV. O texto traduzido é "Saúde, proteção à criança, combate à pobreza, ajudar aos viajantes, às comunidades, ajudar às mães: Estas são as tarefas da Caridade Comunitária Nacional Socialista: junte-se a ela!"

Mas mais interessante provavelmente é este aqui. Mostra não a foice e o martelo soviético, mas apenas o martelo. E o texto diz o por quê. Traduzido fica assim: "Com suas mentes e com sua mãos, trabalhadores escolhem o soldado para o front de batalha: HITLER!"



Se somar a isso que Hitler ele mesmo era anti-tabagista e vegetariano, teremos um perfil muito próximo do "politicamente correto" do nossos dias.
O parentesco é evidente.

quarta-feira, outubro 05, 2005

A melhor frase dos últimos tempos

Esta deixaria o nosso amiguinho Richard Dawkins fulo da vida...

No blog  http://www.larry-bernard.blogspot.com/, encontramos uma das melhores frases dos últimos tempos:


"Ouvimos dizer que um milhão de macacos em um milhão de teclados poderiam produzir as obras completas de Shakespeare; Graças à internet, agora sabemos que isto não é verdade"
~Robert Wilensky, (professor computação em Berkeley) numa conferência de 1996
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"Divisão Estado / Igreja": restou zero!!

Meu artigo anterior gerou dezenas de comentários/críticas completamente equivocados sobre a sua natureza. Diziam elas que eu defendia uma "Religião do Estado".
Procurei no texto se havia algo parecido com isso e o máximo que encontrei foi:

"A cada justificativa de 'divisão do Estado e Igreja' mais e mais anti-cristianismo é vendido como sendo a atitude moderna e adequada a adotar."

Existe algo aí que defina uma aprovação da tal "Religião" do Estado?

É claro que não. Meus detratores não entenderam o texto.

A frase acima demonstra o seguinte, de forma um pouco mais completa:

A divisão Estado/Igreja definida pela Revolução Americana e na sua Constituição foi uma conquista pois garantiu que, não existindo uma "Religião do Estado", cada indivíduo poderia demonstrar a sua fé sem perigo de ser perseguido por isso.

Os séculos passam e agora é usada esta mesma justificativa para .... IMPEDIR QUE ALGUÉM POSSA DEMONSTRAR A SUA RELIGÃO.
Um giro notável de 180 graus do sentido original.

O que se vende como "divisão Estado / igreja" hoje em dia é um programa Marxista de eliminação de qualquer resquício cultural de fundo religioso, até mesmo das pessoas com cargos públicos. È uma divisão com resto igual a zero.

No fundo o Estado já foi tomado por uma outra religão, de característica meio totalitária, herdeira do Marxismo.

Se fosse apenas um Estado Laico, estaríamos bem, o problema é que já passamos do Estado Ateísta para um Anti-teísta.
Esta é a nova religião do Estado, enquanto um bando de idiotas úteis acham que o problema se resume a alguns "crucifixos marca INRI" como naquela velha piada.


sexta-feira, setembro 30, 2005

A Verdade em balões de gás.



Esta é a imagem mais bonita que eu vi na internet em anos. Representa ao mesmo tempo o ponto mais baixo que uma ideologia enlouquecida pode chegar em tentar aprisionar o espírito humano e quão alto este mesmo espírito pode chegar para tentar recuperar sua liberdade.

A imagem vem da fronteira entre as duas Coréias e mostra alguns desertores do regime Norte-Coreano tentando espalhar a Palavra de Deus de volta ao seu país da única maneira possível: amarrando folhas da Bíblia em balões que são soltos para o outro lado da fronteira.

É improvável que outra imagem tão cheia de esperança e verdadeira solidariedade possa revelar subliminarmente o nível de brutalidade de um regime totalitário.

Nos sentimos chocados quando vemos as imagens de sofrimento físico (tortura, agressões e mesmo assassinato) contra inocentes civis nestes regimes, mas a tentativa de controle do pensamento, do espírito humano pode ser ainda mais dolorosa.
Segundo estas pessoas esta é a única forma de "espalhar a Palavra de Deus ao povo da Coréia do Norte". (fonte Daily NK)

Por exemplo aqui, na América Latina, numa cela qualquer de prisão, suja e sem comida adequada, ainda é permitido aos condenados o livre acesso às leituras e mesmo `a Bíblia.

O que me toca nesta imagem também é um entendimento de que elas não estão assim tão distantes do nosso horizonte. Passo a passo o torniquete secular contra cristãos, o cristianismo e seus símbolos começa a exercer uma pressão sensível - mas irresistível - nas democráticas sociedades ocidentais. A cada justificativa de "divisão do Estado e Igreja" mais e mais anti-cristianismo é vendido como sendo a atitude moderna e adequada a adotar.

Crucifixos estão para ser retirados das salas dos tribunais gaúchos, assim como já o foram de todas as salas de aula na França além da tentativa de retirada de representação dos "Dez Mandamentos" frente à Suprema Corte americana são sinais claros.

Apesar do senso comum acreditar que o capitalismo venceu o comunismo num longínquo ano de 1989, estamos como sociedade nos aproximando cada vez mais dos valores e credos dos regimes socialistas/comunistas, como ateísmo, anti-cristianismo, tentativas de "reforma" e controle sociais. O "vencido" sempre adota os valores culturais do vencedor, correto? Então alguma coisa está errada pois o que acontece no mundo de hoje é o contrário.

Cada vez mais os valores de uma ideologia morta e suas fobias são absorvidos pelo ocidente, numa onda irresistível. É a "convergência" (tal como explicada no artigo de Heitor de Paola para o MSM: "Raízes Históricas do Eixo do Mal Latino Americano" - parte V) em seu mais avançado estágio de aplicação. A convergência prega a aproximação dos valores capitalistas e comunistas, mas com a predominância dos últimos.

O que fica claro é que a marcha contra as religiões ocidentais - cristianismo e judaísmo - irá aumentar ainda muito, inclusive por aqui.

Quando por aqui chegar, esta imagem não será apenas um registro factual histórico, mas também profética: estaremos todos nós a espalhar a Palavra do Senhor (ou seu sinônimo, a Verdade) em balões de gás soltos ao anoitecer...

quinta-feira, setembro 29, 2005

“Ô Cride, fala pra mãe...” - Reinaldo Azevedo

"Ô Cride, fala pra mãe..."
Por Reinaldo Azevedo

É evidente que eu sei que os espadachins da reputação alheia dizem por aí que escrevo textos reacionários, "de direita". Dizem-no como se fosse pecado mortal ou moral, já que identificam com essa tal "direita" tudo aquilo que consideram ruim ou nefasto — ou, como diria Marilena Chaui, tudo o que agride a igualdade. Como aprendi com Madame, na sua tele-aula na TV Cultura, que não se pode falar em ética sem falar na dita-cuja, ser "de direita" corresponderia, pois, a ser aético e, então, um homem mau e defensor da injustiça, do desequilíbrio de direitos — o que também corromperia outro princípio ético: a liberdade. Assim, quando essa gente crava a pecha "de direita", quer dizer, na verdade, um sujeito mau, desprezível, desses que a gente não deve tolerar no salão, a ser banido a cusparadas de indignação progressista.

É por isso que a esquerda, ao longo da história, matou tanto e tão continuamente. Como ela o fazia em nome da igualdade e da liberdade, todos os seus assassinatos foram éticos. Tal visão está presente ainda hoje, inclusive no jornalismo, especialmente naquele desinformado, inimigo da história e da teoria política. O que me leva a escrever este texto é a morte de Apolônio de Carvalho, ocorrida na última sexta, que se fez acompanhar, na imprensa, de panegíricos encharcados de má-fé, burrice e lágrimas.

Lamento a morte de Apolônio como John Donne lamentava a morte de todo homem, com nem mais nem menos cuidado retórico. Meus sentimentos também dobram por ele e tal. E mando minhas condolências. Mas não tenho a menor nostalgia de suas idéias — tampouco quero crer que tenha levado consigo utopias que um dia tenham valido a pena. Pior ainda é tentar fazer de sua história uma espécie de exemplo de consistência e coerência em contraste com o PT de Lula-Delúbio. Uma pausa para outra reflexão e já volto a esse ponto.

Que a democracia não seja um valor universal entre as esquerdas — e também para alguns setores da extrema direita —, isso posso compreender. Não se pode, obviamente, defender um regime totalitário, como é o caso do socialismo, e posar indefinidamente de democrata amoroso. Quando aparece a situação prática em que esse amor é testado, a primeira coisa que essa gente faz, a exemplo de Madame e seus vassalos mentais, é atirar contra as instituições democráticas, tratadas como deformidades ideológicas a serem vencidas por quem porta a verdade e o futuro: a classe operária. Como ela já morreu, resta-lhes a distopia do horror burocrático: rigorosamente essa estrovenga que o PT decidiu fazer no Brasil.

Compreendo esses caras. O que me deixa constrangido é ver até a imprensa que Madame chama "burguesa" submeter a biografia de Apolônio a um retoque, fazendo do homem não mais do que um poeta que lutou ao lado dos republicanos na Guerra Civil Espanhola ou que integrou a Resistência na França. Tratou-se como pormenor um dado óbvio de sua história: a participação na tentativa do golpe comunista de 1935, a tal "Intentona". Ela existiu, deixou mortos e se fez de forma covarde, pusilânime, traiçoeira. Especialmente em se tratando de soldados. Omitiu-se o fato de que todas as suas lutas eram travadas a serviço e sob as ordens do Comintern — a Internacional Comunista comandada por Moscou.

Em novembro de 1935, mês da Intentona, Apolônio era segundo-tenente do Exército brasileiro. E participou do delírio de Luiz Carlos Prestes, que havia assegurado a Moscou que o seu "golpe" seria seguido por uma rebelião das massas. Sugiro que os leitores façam uma pesquisa caso se interessem. Na biblioteca, e talvez só lá, vocês encontram A Revolta Vermelha, de Hélio Silva (ninguém vai reeditar a obra no Brasil?), e Anarquistas e Comunistas no Brasil (1900-1935), de John W. Foster Dulles. Nas livrarias, há o excelente Camaradas nos Arquivos de Moscou, do jornalista William Waack.

Não! A Intentona não foi uma palhaçada getulista, à moda do Plano Cohen (pesquisem também) para justificar um golpe de Estado. Ao contrário: estava em curso um governo constitucional e reformista, e os comunistas decidiram depô-lo na base das baionetas. O centro da conspiração era a rebelião nos quartéis. Nada menos de 28 soldados foram assassinados por seus pares — alguns enquanto dormiam. As vítimas defenderam a ordem constitucional e deram sua vida por ela. Ninguém lhes canta as glórias. Seguem seus nomes em ordem alfabética. Volto em seguida.

— Abdiel Ribeiro dos Santos
— Alberto Bernardino de Aragão
— Armando de Souza Mello
— Benedicto Lopes Bragança
— Clodoaldo Ursulano
— Coriolano Ferreira Santiago
— Danilo Paladini
— Fidelis Batista de Aguiar
— Francisco Alves da Rocha
— Geraldo de Oliveira
— Jaime Pantaleão de Moraes
— João de Deus Araújo
— João Ribeiro Pinheiro
— José Bernardo Rosa
— José Hermito de Sá
— José Mário Cavalcanti
— José Menezes Filho
— José Sampaio Xavier
— Lino Vitor dos Santos
— Luiz Augusto Pereira
— Luiz Gonzaga
— Manoel Biré de Agrella
— Misael Mendonça
— Orlando Henrique
— Pedro Maria Netto
— Péricles Leal Bezerra
— Walter de Souza e Silva
— Wilson França

Quantas lágrimas foram derramadas pela "utopia" desse pessoal? Nenhuma. Seus descendentes nem mesmo têm o direito de reivindicar um passado digno. Ao contrário: a história os trata como bandidos que resistiram à utopia. Fernando Morais, por exemplo, escreveu um livro contando a vida da judia alemã Olga Benario, mulher de Prestes. Ela era uma agente comunista enviada ao Brasil para fazer aquela maravilha. Só se destacam os aspectos heróicos da moça, bem como os do marido, saudado por sua retidão de caráter, seu estoicismo, sua convicção, sua crença em amanhãs gloriosos. Getúlio Vargas, com efeito, cometeu uma ignomínia ao extraditá-la, mais tarde — judia, comunista e grávida — para a Alemanha nazista. Foi morta num campo de concentração. Mas isso não refaz sua biografia nem muda a história do Brasil. Em nome do "progressismo", Prestes sai da cadeia em 1945 e adere ao movimento "queremista" (o "queremos Getúlio"). Como se vê, para certa ideologia, a morte tem valor apenas instrumental.

De Lula a uma boa parte da crônica política, todos fizeram questão de tratar Apolônio, o petista nº 1, como se ele jamais tivesse querido outra coisa na vida que não a democracia. De quantas outras pessoas que participaram de movimento que promoveu assassinato em massa, uma chacina, se diria a mesma coisa? Não, não era a idade avançada que despertava essa ternura por Apolônio: era a sua ideologia.

Quantas vezes, para citar uma personagem que não matou ninguém, mas também era chegada a um golpe, vimos os nossos críticos "isentos" a exaltar as qualidades de Carlos Lacerda? Ah, é verdade: ele era um direitista e vivia tentando solapar a democracia... Mas e Apolônio? Era, por acaso, um democrata? Compreenderia as lágrimas que caíssem sob a inspiração de John Donne, mas não as que li, como se também a democracia estivesse de luto. Tenham paciência! Desinformação? Ignorância histórica? Hoje em dia, em certos meios, é quase impossível alegar isso. Parece-me é que estamos diante de uma vitória intelectual inequívoca. Embora a esquerda fale permanentemente a linguagem do vitimismo, é óbvio que venceu batalhas e dá as cartas da interpretação, sobretudo na imprensa.

Tem importância?
Que importância tem essa velharia agora, às portas dos 70 anos da Intentona, em 27 de novembro? Aparentemente, nenhuma. De fato, tem toda. Reitero: ainda não entendemos a democracia como valor universal; ainda achamos que, em nome da "igualdade", da "liberdade", da "justiça", até o crime é justificável porque a gente precisa disso tudo para, como diria a outra, ser "ético". Ainda que o reino da ética tenha, então, de pegar o atalho do crime para apressar a história. A lição é de Lênin. Não desejava a morte de Apolônio. Não desejo a morte de ninguém. Mas lamento muito mais a de Ronald Golias. A realidade brasileira não merece nada além de uma caricatura.

Deixo Apolônio para Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça, que queria promovê-lo a general. Teria sido um prêmio e tanto por sua participação no movimento que assassinou 28 de seus colegas de farda. É que Bastos se fez um milionário progressista de tanto defender outros tantos nem tão progressistas assim. Eu sou apenas um pobre reacionário.

"Ô Cride, fala pra mãe que vai ver o Márcio tá certo..."

Publicado em 28 de setembro de 2005.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Enquanto isso, no país do socialismo "real"..




Olhem bem estas imagens.
Não se sabe como foram obtidas, mas mostram o tratamento típico para quem tenta fugir da Coréia do Norte.
A mulher é bárbaramente agredida. Está sozinha, desarmada e sem defesa aparente.
Pois este é o "comunismo" , sinônimo do socialismo, que tem por objetivo uma sociedade "igualitária e justa"
O blog Free Thoughts trouxe o link para esta matéria sobre a agressão a uma provável defectora pelos militares da Coréia do Norte.

"Na fronteira Coréia do Norte-China, existe um posto militar a cada 2-4km. Aqueles que são pegos pela polícia chinesa quase sempre são repatriados à força para a Coréia do Norte pela polícia chinesa e aqueles que são pegos pelos militares da Coreia do Norte por tentativa de fuga são primeiramente interrogados nestes postos militares ao longo da fronteira".

Estas imagens se referem ao estilo "igualitário e justo" de um típico interrogatório nestes postos.