terça-feira, março 28, 2006

Caiu Palocci. Mas e o "chefe"?

"Quero esclarecer, Senhor Presidente, que não tive nenhuma participação, nem de mando, nem operacional, no que se refere à quebra do sigilo bancário de quem quer que seja (..) Não divulguei nem autorizei nenhuma divulgação sobre informações sigilosas da Caixa Econômica Federal. Sou consciente das leis e da responsabilidade do meu cargo. Sou consciente das regras da democracia e do Estado de Direito" - Antônio Palocci (carta de demissão)

"Está ficando provado que o lado mais fraco não é o de um simples caseiro. É o da mentira.
" - Francenildo dos Santos Costa

A grande notícia de hoje é de que Palocci caiu. Junto com o presidente da Caixa Econômica Federal , Jorge Mattoso. Em depoimento ontem na PF, Mattoso acabou por revelar outra mentira de Palocci. Ele foi quem ordenou a quebra do sigilo bancário de Francenildo. Mattoso testemunhou que entregou pessoalmente o extrato nas mãos do chefe.

Realmente não havia nenhuma possibilidade de Palocci continuar.

Se um ministro de Estado pessoalmente ordena a execução de um crime contra um inocente, é sinal de que não há mais a menor possibilidade de um Estado de Direito vigorar neste país.

O pior é de as reações da imprensa partem de um princípio de que a 'punição' por perder o cargo já é suficiente. É claro que tem de se descontar aí a inacreditável bancada petista infiltrada nos meios de comunicação que sempre tentarão adocicar o quadro, impedir investigações mais profundas, para ao final salvar a pele de seu amado partido. Pelo menos até dar tempo de o P-Sol ser uma alternativa viável.

Dentro deste contexto, uma notícia vazada, de que a PF não estaria considerando crime a quebra do sigilo de Francenildo (por Mattoso a mando de Palocci) mas sim seu vazamento à revista "Época"!!. Mais um inacreditável golpe para tentar salvar os dedos do governo.

Não, não há motivos para voltar agora. Como Palocci temia, sua queda é menos um obstáculo rumo ao chefe da quadrilha: Luís Inácio Lula da Silva.

Lula já esteve em "cana" uma vez, quando era presidente do sindicato dos metalúrgicos no ABC paulista, lá pelos idos de 1978. Muito antes que a intelectualidade esquerdista anistiada em 1979 o recriasse à sua imagem. Talvez seja hora de considerar seriamente a possibilidade de uma volta às suas "origens", levando consigo as sementes desta ideologia insana que o produziu (traduzindo: Heloísa Helena, a amiguinha de terrorista).