sábado, dezembro 03, 2011

Novas Igrejas Desconstrucionistas


Vejam a antiga Basílica de Fátima: 







Vejam a nova:
Nova Basílica Fátima


Qual das duas parece mais , não digo "bonita", mas qual das duas transmite mais humanidade, proximidade com as pessoas? Obviamente a primeira.
A "nova" basílica parece um coliseu anódino onde , se não fosse pelo crucifixo (que também é difícil de perceber), nada levaria a concluir que ali há um templo de oração, uma "casa de Deus"..

Esta é a nova tendência da moderna arquitetura que, já não contente em enfeiar / desumanizar todos os espaços urbanos, com suas caixas sem sentido nem estética, volta-se para destruir a última fronteira: os templos religiosos, mais particularmente os católicos.

O novíssimo exemplo desta sandice, que enterra milhões de euros (aqui em Portgal), é a nova igreja do Restelo, também conhecida como "Igreja-caravela".




Ainda não está completa. Ao final ficará assim:

Ainda há dezenas de outros exemplos, espalhados pelo país...

No artigo anterior falei sobre o suicídio cristão, este parece mais um capítulo.. Até os sinais externos -- como a marca indelével que a arquitetura sacra deixou nas cidades ao longo de milênios, sendo mesmo as maiores atrações destes locais (Paris - Notre Dame, por exemplo) -- parece que sucumbiram à auto-negação cristã.
Não basta tolerar seus inimigos ao ponto de render-se à eles, mas eliminar os próprios traços externos de sua própria fé. Ou fazer uma paródia do que foram, durante séculos, exemplares de devoção e desapego ao terreno..

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Tolerância Cristã ou Suicídio?



Muçulmanos rezam em frente ao Duomo, em Milão; João Paulo II beija o Corão (Maio de 1999 Vaticano).

O movimento de Islamização da Europa, para ser melhor entendido, tem de ser observado pelas suas partes constituintes que, ao meu ver, mesclam valores tradicionais e fundantes da fé cristã com outros que foram cuidadosamente plantados para mesmo explorará-las, tornando-as mesmo cavalos de tróia desta invasão.
Dividi estes elementos em passivos, circunstânciais/históricos e ativos.

Elementos passivos:
São os valores tradicionais da fé cristã. Destaco a tolerância e o amor ao próximo, especialmente as palavras de Jesus em "dar a outra face ao inimigo".
Mas é claro que eles são utilizados como pano de fundo. Ao tempo de Jesus estes novos valores serviram para mostrar que o Reino de Deus estava ao alcance de todos que ouvissem Suas palavras e que a maior fortaleza que os cristãos poderiam mostrar aos seus inimigos era escolher a morte à renegar seus valores.

Ora, isto é o contrário do que acontece hoje em dia, em que a tolerância não é usada para dar acesso a todos sobre as "boas novas" mas sim refrear os cristãos em divulgar estas boas novas.
Mas esta nova percepção não teria lugar se não fosse a ajuda dos outros elementos.

Elementos circustânciais / históricos:
Classifico-os assim pois a sua origem, apesar de ser rastreável ao longo dos séculos (principalmente depois da Reforma protestante culminando com a Revolução Francesa) não tem um ator único. Refiro-me ao
Revisionismo histórico I (anticlerical): que deu origem aos inúmeros "complexos de culpa" da Igreja Católica, especialmente , neste caso às Cruzadas e a "ocupação" de Jerusalém.

Revisionismo histórico II (a vitimização dos muçulmanos): Ao mesmo tempo que se reforça a "culpa" dos cristãos, se cria uma vitimização dos muçulmanos. Sim, apesar deles mesmo terem dominado todo o sul da Europa durante séculos, reintroduzindo a escravidão entre outras coisas, são tratados como vítimas do cristianismo.


Elementos ativos:
Concílio Vaticano II: A "nova igreja", moderna, se incorpora ao mundo. Ao incorporar-se, começa a fazer "parte do mundo", exatamente o contrário do que JC havia pregado. O quanto isso se deve à influência comunista nas fundações do concílio tem de ser ainda completamente esclarecidas, mas é inegável que, depois de mais 5 décadas tentando acabar com o seu maior inimigo, o catolicismo, o comunismo compreendeu que só poderia ganhar a batalha por invadir a Igreja por dentro.

Ecumenismo: É um dos filhotes do concílio, mas deve ser examinado de modo especial, pois apesar de parecer uma resposta ao "complexo de culpa" histórico é, em si mesmo, uma confissão de que a fé católica - e cristã por extensão - é uma commodity como qualquer outra no mundo das religiões. Não há qualquer razão para alguém ser cristão, a não ser históricas e culturais. Todas as religiões ao fim e ao cabo tem o mesmo "fim". O beijo de João Paulo II ao Corão pode ser atribuído diretamente a este motivo.

Jihadismo: Concomitante às forças que levaram ao Concílio II, no mundo muçulmano desenvolveu-se uma corrente ultra radical que pregava a leitura do Corão em termos absolutos (ou reais - não sei em que extensão o Al-Corão é baseado na matança para estabelecer a "verdade" ou se isso é uma explicação não verdadeira).

O uso dos elementos anteriores pelos ex-comunistas: Aqui está o acendimento do rastilho de pólvora. Historicamente o ano de 1979 poderia ser definido como o ano da inauguração do uso dos regimes islâmicos radicais pelos soviéticos. Havia é claro a OLP. A OLP foi criada pela KGB. Um falso movimento, com um falso líder (Lula é outro criado da mesma forma, assim como Obama), mas a OLP não tinha o poder que os Ayatolás tinham, que unia o poder secular recém conquistado com a liderança religiosa inconteste. Pois bem, o ano de 1979 foi o ano que a KGB roubou o movimento islâmico dos muçulmanos. Isso quer dizer que, neste ano, os "estudantes iranianos" -- afogados em propaganda marxista soviética, como descrito em detalhes no "KGB and the Soviet Disinformation" Ladislav Bittman -- resolveram começar a sua "ação direta", invadindo a embaixada americana en Teerã. O Khomeini foi arrastado a ser líder de uma "revolução" a qual não era a que ele primeiramente se propunha.. A partir daí é história.

A conclusão é que os comunistas estão usando agora os muçulmanos para acabar com a sociedade ocidental e com ela o seu pior inimigo: a Igreja Católica.
Para a destruição completa, não basta destruí-la por dentro, até por que, estes movimentos como ecumenismo, Concílio II e tudo mais seriam contra-atacados dentro da Igreja, como estão sendo neste momento. O objetivo é enfraquecer a Igreja por dentro, mas não destruí-la.
Querem uma Igreja amigável, ou pelo menos "inimiga" do seu maior inimigo: O capitalismo, os Estados Unidos e seus aliados..
Estão conseguindo...










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segunda-feira, novembro 28, 2011

Off topic: soundcloud

Meus amigos, não tenho postado nada novo por absoluta falta de tempo..
Não, não abandonei o blog, como muitos gostariam...
Como estamos em época de natal (e faz um friozinho por aqui) resolvi dar um presente  aos leitores do "nadando"...
Aqui vai o link para o meu perfil público no soundcloud e algumas versões de alguns clássicos (outros nem tanto) que gravei como hobby...
Abs..
http://soundcloud.com/luis-afonso






terça-feira, setembro 06, 2011

"A dúvida de Descartes"

Descartes é o precursor do mundo contemporâneo. Pelo menos a ideia de mundo contemporâneo que durou até as revelações da Física Quântica, quando se pensava que tudo poderia ser matematicamente determinado.

O suporte central deste novo mundo lógico-racional foi a dedução ("Cogito ergo sum") de Descartes, a partir de seu exercício de dúvida metódica. Apresento o texto abaixo, retirado da coleção "Grandes Pensadores" sobre o tema, onde o autor faz algumas análises pertinentes sobre o tal processo da dúvida metódica.

A dúvida de Descartes (luisafonso): "Antes de mais , é evidente que o processo de dúvida metódica evolui sob a supervisão da faculdade racional. Contudo, Descartes afirma que “rejeita” como falsos todos os raciocínios que antes tinha tomado por demonstrações.

Ora, não parece lógico limitar a rejeição unicamente aos próprios raciocínios. Os raciocínios não aparecem sozinhos e são, pelo contrário, o produto da razão humana. E, se os raciocínios foram erróneos, isso é por que o seu emissor, a razão, não pode ser considerada como uma instância absolutamente fiável. Mas, nesse caso, como poderemos confiar nela para o resto do processo?"

quinta-feira, agosto 11, 2011

Liberais-Conservadores no Brasil

Sempre que identifico-me como "liberal-conservador", recebo opiniões que variam entre a curiosidade ou a crítica. Destes últimos a pergunta mais frequente é o que haveria de bom no Brasil para "conservar".
Já escrevi alguns artigos tentando desvendar esta entidade, sendo o último "Conservadores ... No Brasil?", em 2008. De lá para cá, algumas percepções e principalmente, algumas leituras me proporcionaram uma visão com mais profundidade e perspectiva do que escrevi em 2008 e que gostaria de compartilhar com meus leitores.

Primeiro um resumo: o liberal-conservador é um ente político-cultural com os pés fincados na tradição (no Brasil seriam o respeito à uma hieraquia de valores que vão do cristianismo e a responsabilidade individual em oposição aos valores coletivistas, com especial ojeriza a processos revolucionários) e com a cabeça econômica voltada aos modelos liberais da Escola de Salamanca, Adam Smith a Mises e Hayek. Muitos alegam que esta criatura nunca existiu em solo nacional, sendo apenas uma fracassada tentativa de tropicalizar o conservadorismo Made in USA.

Estes mesmos críticos "nacionalistas" não conseguem perceber que as teorias revolucionárias é que foram implantadas à força em solo nacional, não o conservadorismo e muito menos o liberalismo econômico.

Nos últimos meses li dois livros que ajudaram-me a refinar esta percepção. Com o primeiro, "1822" de Laurentino Gomes, percebi que os personagens que circundam os acontecimentos relativos à Independência do Brasil não tinham nada a dever aos tão admirados "pais fundadores" dos Estados Unidos, principalmente Dom Pedro I e o "patrono da Independência" José Bonifácio de Andrada e Silva; Com o segundo, "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" de Leandro Narloch, obtive uma comprovação de que o pensamento liberal-conservador é de fato a base da formação do Brasil, por isso mesmo é anterior a qualquer modelo revolucionário importado desde então, seja pela influência da Revolução Francesa seja os ideais comunistas e socialistas que a sucederam. No livro de Narloch há um capítulo chamado "Elogio à Monarquia" que abaixo reproduzo alguns trechos luminares.

Elogio à Monarquia (luisafonso):
"Entre 1822 e 1831, todos os ministros brasileiros que tinham educação superior haviam estudado em Portugal – 72% deles em Coimbra" (..)
"O iluminismo propagado em Coimbra era mais comedido e cauteloso. Os estudantes liam Adam Smith, pai do liberalismo econômico, e Edmund Burke, o pai do conservadorismo britânico – os dois autores foram traduzidos para o português por José da Silva Lisboa, o visconde de Cairu. Cairu foi o homem que aconselhou D. João VI, quando este chegou à Bahia, a abrir os portos às nações amigas." (..)
"O visconde de Uruguai, que foi deputado, senador, ministro e conselheiro de D. Pedro II, acreditava que era preciso “empregar todos os meios para salvar o país do espírito revolucionário, porque este produz a anarquia e a anarquia destrói, mata a liberdade, a qual somente pode prosperar com a ordem”. (..)
"Criou-se assim um ambiente em que era deselegante e infantil pregar revoluções e reformas radicais. Havia um consenso, mesmo entre os políticos brasileiros de grupos inimigos, que mudanças, se necessárias, deveriam passar por um processo lento e gradual, sem sobressaltos e traumas, garantindo liberdades individuais. “Buscavam mudanças inovadoras, mas ao mesmo tempo queriam conservar o espírito das antigas estruturas econômico-sociais”, explica a historiadora Lúcia Barros Pereira das Neves no livro Corcundas e Constitucionais, outro clássico daquela época.5 No meio do caminho entre as reformas e a necessidade de manter a tradição, esses políticos são chamados hoje de liberais-conservadores." (..)"Desse ponto de vista, a monarquia teve para o século 19 o mesmo papel de ditadura militar no século 20: evitar que baixarias ideológicas instaurassem o caos entre os cidadãos."

Por este trecho percebe-se que o liberal-conservador sim é que é um perfil tradicional na política nacional, mas que foi embaçado pelos aventureiros, revolucionários que adentraram à história do país a partir da proclamação da República.
De um certo modo, ao entrar na "República", abandonamos o modo político verdadeiramente republicano para nos dedicar a selvagens experiências mais o menos revolucionárias, num processo crescente que teve, de tempos em tempos, apenas intervalos de redução em sua velocidade.

É hora, mais do que nunca, dos liberais-conservadores, voltarem ao seu lugar de direito na vida política nacional, lugar que foi lhes tirado ja há muito tempo.

quarta-feira, agosto 03, 2011

O correção política é doença do esquerdismo crônico

Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais brasileiras | Educação: "A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso (inclusão de negros). Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo — avalia."


Comentário:
Esta visão de que a sociedade brasileira tem uma "dívida" para com a população negra é algo que não posso concordar. Pensar que os "erros" de mais de 300 anos atrás tem de ser compensados nos dias de hoje é um absurdo. Se todos os povos que ao longo da história escravizaram a outros povos tivessem de compensar retroativamente seus escravos, não tinha de como identificar de forma unívoca os senhores dos escravos, pois estes papéis trocaram ao longo do tempo. Senhores num dia, escravos nos outros. Há dados comprovados que havia escravidão entre tribos africanas e que até mesmo os portugueses aprenderam com eles a prática do uso de escravos como moeda de troca. Ou seja, identificar somente aos negros como eternas vítimas da escravidão é esquecer um passado mais longíquo, onde os negros representam somente a sua última camada.

Outro pressuposto é que a população negra no Brasil nunca se misturou, que os negros ou pardos são de descendência exclusiva africana. Isto é outra falácia. Brancos, negros e índios sempre se misturaram no Brasil. Sendo esta "mistura" motivo de críticas e vereditos definitivos de países europeus setentrionais (e segregacionistas por definição) que viam nisso a causa de todos nossos males. Pois essa miscigenação também torna as supostas "vítimas" como parte dos "culpados" também.

Um estudo, com o título de "Brasileiros são mais europeus do que se imaginava", mostra dados "chocantes" como este:
"O trabalho revelou que, em todas as regiões, a ancestralidade europeia é dominante, com percentuais que variam de 60,6% no Nordeste a 77,7% no Sul. Mesmo as pessoas que se denominam negras pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentam, na verdade, uma alta ancestralidade europeia. Para se ter uma ideia, na Bahia, os negros tem 53,9% de raízes europeias. Na análise dos especialistas envolvidos no trabalho, a "europeização" do Brasil se deu a partir do fim do século XIX, com o fim do tráfico negreiro e da escravidão e o início do fluxo migratório de aproximadamente 6 milhões de trabalhadores europeus."
Resumo: todos, inclusive os negros, são mais europeus do que africanos e portanto "escravizadores".

Outra coisa a notar é que esta mentalidade de danos e reparações ancestrais tem um componente segregacionista e racista por definição. Pois no mundo perfeito dos racistas do "bem" nem negros, nem brancos, nem índios não deveriam nunca terem se "misturado". Só desta maneira é que a "compensação" seria perfeita, pois isolaria o "mal" (a influência branca) de ter "corrompido" a "raça" negra.

No fundo o que pregam estas políticas de compensação é a institucionalização do geto, da segregação "reparadora".

A origem do corretismo político é uma a redução simplificadora, geralmente de esquerda, em identificar vítimas e vilões na história. No caso do Brasil, não só o branco europeu (português) mas a própria miscigenação nacional são identificadas como "más".

Se Gilberto Freyre estivesse vivo, reviraria-se no túmulo, pois foi com a sua obra é que os brasileiros começaram a ver a miscigenação como algo bom, diferentemente da visão da Europa setentrional que pregava exatamente o contrário.

Parece que no fundo o politicamente correto quer é retornar a esta visão deturpada de preconceituosa.



segunda-feira, agosto 01, 2011

Desafiando a Nomenklatura Científica: A Árvore da Vida de Darwin já era!!!

Desafiando a Nomenklatura Científica: A Árvore da Vida de Darwin já era!!!: "“Darwin afirmou que um padrão de relações, único e inclusivamente hierárquico, entre todos os organismos baseado em suas semelhanças e diferenças [a Árvore da Vida (Tree of Life - TOL)] era um fato da natureza, pela qual a evolução, e em particular um processo de ramificação de descendência com modificação, era a explicação. Todavia, não há nenhuma evidência independente de que a ordem natural seja uma hierarquia inclusive, e a incorporação dos procariontes na Árvore da Vida [TOL] é especialmente problemática."

terça-feira, junho 07, 2011

Série: Livros Inesquecíveis - "E O Homem Conquistou a Lua" (1970)






Vou iniciar minhas memórias...Afinal quase aos 47 tenho de começar pois se demorar mais já não vou lembrar mesmo...
Para iniciar a minha série, vou voltar bem ao passado. Deve ser por volta de 1971.
Naquele ano, recebi de aniversário de minha irmã Celsa, um livro chamado "E o Homem Conquistou a Lua".
É um livro-reportagem sobre a Apolo 11, que em 1969 pousou na Lua.
Lembro de ter visto, naquele ano, em TV preto e branco as reportagens na TV Piratini (hoje RBS TV) sobre a aventura.
Mas nada se comparou à experiência de ler/ver o "E o Homem..". Pela primeira vez vi imagens em cores do passeio lunar.
Mas o que ficou na minha mente até hoje foi o assombro de ver uma foto da Terra do espaço em que se podia ver nitidamente os contornos dos continentes...
Nos livros da escola as imagens da Terra eram sempre de um globo azulado cheio de nuvens. Nada poderia ser visto abaixo disso. Eu olhava os mapas no meu "mapa mundi" escolar e ficava me perguntando como é que sabiam que os continentes eram daquela forma se nunca havia visto nada que comprovasse tudo aquilo.
Foi então que ao folhear o livro, vi, com surpresa e assombro, que a África e a América Latina eram exatamente como no meu pequeno "atlas" escolar.



Impressionaram-me também a solidão daqueles homens (Aldrin,Collins, Aldrin) naquelas desérticas crateras empoiradas e sem vida, estando tão perto - com a Terra a fazer as vezes de "lua" alternativa.

A intuição da raça humana como algo único apresentava-se, nestas imagens, com um certeza quase absoluta.

Depois disso meu interesse em geografia, viagens espaciais e é claro, ficção científica aumentaram... Foi por causa deste livro que depois encontrei-me com Verne e H.G. Wells..

Obrigado mana!!!

segunda-feira, junho 06, 2011

Eleições em Portugal: Lições para o Brasil!

A campanha eleitoral legislativa 2011 em Portugal deu a vitória ao candidato da oposição (? a ser clarificada) PSD - Pedro Passos Coelho.
O que tem de interessante é que sua campanha - segundo a imprensa - foi cheia de equívocos e "tiros no pé" - conforme listado abaixo pelo Blasfêmias.

Os tiros no pé de Passos Coelho « BLASFÉMIAS

Passos Coelho ganhou as eleições depois de:


- ter defendido uma revisão constitucional radical
- ter imposto ao PSD um cabeça de lista por Lisboa vindo da sua esquerda
- ter dito que não haveria ministério da cultura
-ter dito que não haveria um ministro em exclusivo para a agricultura
- ter dito que aplicaria o programa da troika
- ter criticado Pacheco Pereira em plena campanha eleitoral
- ter dito que a lei do aborto poderia ser revista


Ao mesmo tempo, a campanha do Partido Socialista (PS) era decantada pela mesma mídia como "vencedora" e sem falhas...

Qual a lição para o Brasil? Deixem de ser seduzidos pela comunicação social achando que o que ela "aprova" é o que os eleitores querem.
Há muito que a imprensa é motivada ideologicamente. Vocês, políticos brasileiros, venderam a alma à mídia, apenas para serem "bem citados" por ela, tanto nos jornais como na televisão, quando na verdade estavam desviando-se completamente do que o povo brasileiro necessita.

Abandonem o Politicamente Correto e deixem esta mídia a falar sozinha. Cada vez menos votantes lêem os seus jornais, vêem os seus noticiosos. Voltem ao povo..

Mas acho que estou falando para as paredes, pois afinal, politiqueiros puxa-sacos de jornalistas não merecem um pingo de consideração, pelo contrário.

terça-feira, maio 03, 2011

segunda-feira, maio 02, 2011

Obama: Um Morto Muito Louco


Un muerto de 'photoshop' | elmundo.es

Depois da certidão de nascimento falsa, temos um morto tão falso quanto isso...

Wolrd Net Daily muda de lado acerca do certificado de Obama

Publiquei um post no dia 28 de Abril assegurando que o a certidão de nascimento de Obama era uma fraude.
No mesmo dia, o World Net Daily negou tais evidências num artigo (Artistas gráficos desafiam legitimidade da certidão de Obama http://www.wnd.com/?pageId=292673#ixzz1LBTxahIo) que reproduzia uma opinião assegurando que a existência de camadas ou outra anomalias no documento "nenhuma delas é indicação de falsificação" ..."Eles só queriam poupar alguns trocados em largura de banda, pelo que parece."
Mantivemos a posição anterior, à despeito disso. Agoram três dias depois, NWD junta-se à turma dos que têm sérias dúvidas quanto ao documento. NWD agora diz que o "documento da Certidão de nascimento online foi 'alterado'. Análise levanta a possibilidade de o conteúdo ter sido alterado". (Online 'birth certificate' document 'was changed').

Novamente, agradeço ao Daniel Wachholz, que ajudou-me no assunto.

quinta-feira, abril 28, 2011

Como provar que o "long form certificate" de Obama é falso ....

De acordo com o site infowars, o certificado que Obama apresentou ontem é uma falsificação grosseira...
Resolvi provar por conta própria.


1) Vá para o site da presidência americana

Lá tem o tal "long form birth certificate" com um link para download do documento em pdf.

http://www.whitehouse.gov/blog/2011/04/27/president-obamas-long-form-birth-certificate?utm_source=wh.gov&utm_medium=shorturl&utm_campaign=shorturl

Clique no link para pdf


2) Salve o pdf no seu computador

3) Abra o pdf usando o libreoffice (openoffice)


Para provar que a fraude é mesmo de nível jardim da infância, vou usar um programa comum para abrir o pdf, nada de photoshop, ou outra ferramenta para "experts".

Vou usar o libreoffice (antigo openoffice).

Selecionar a ferramenta de desenho



Ferramenta de desenho


4) No aplicativo de desenho, abra o arquivo pdf anteriormente salvo






5) Veja o arquivo pdf aberto


Ao abrir o pdf, percebemos que o documento se divide , automaticamente em quase uma dezena de camadas em separado.

Nunca um documento real, impresso revelaria as "camadas" desta fabricação grosseira.

É um arquivo gerado por computador pretendendo ser um documento real "batido à máquina" em 1961...


É tão irreal ver um documento "oficial" dividir-se num punhado de elementos diferentes (camadas) que se pode manipular livremente. Pode-se ver o fundo (verde) e o texto (em negro) separados... Isto prova que de fato, é um arquivo gerado por computador.

Pode-se até "brincar" com o certificado...

Faça o seu certificado do Obama!




UPDATE!!!
Recebi de um amigo que é arte-finalista uma prova final de que o documento é falso.

"Acabei de fazer o download do arquivo e o abri no Adobe Illustrator. Eu fiz o teste e coloco aqui minhas conclusões. É um pouco longo, mas acho que vale a pena.

No Photoshop, que o blog cita, é impossível ver as camadas. Mas o AI, como edita PDFs, reconhece uma camada, mas dividida em dezenas de sublayers ("subcamadas"), cada uma com um ou um punhado de objetos. Isso já é mais do que o suficiente para provar que não é uma imagem única, digitalizada.

Mas vamos supor que, na geração do PDF, a imagem tenha sido "fatiada", o que é possível acontecer. Esse seria um argumento dos crentes. Bom, caso fosse uma imagem digitalizada e fatiada na saída, os diversos "pedaços" (fatias) da imagem não teriam profundidade alguma. Seriam diversos objetos em um mesmo nível, lado a lado. Nesse PDF, há imagens sobre imagens: há profundidade e não existe o "fatiamento". Ponto.

Aprofundando um pouco mais, e ignorando as provas acima (a profundidade e as diversas sublayers não são evidências, mas provas), esse PDF poderia ser feito de duas maneiras, caso fosse real:
  1. A certidão oficial foi fotocopiada no formulário verde, e depois digitalizada. Neste caso, a fotocopiadora transmitiria ao papel timbrado a impressão da certidão, usando o tonner. Abram o PDF e aproximem bem ao redor dos textos. Notaram algo diferente? Há brilho ao redor de todos os objetos em preto. Como não há tonner branco e não existe fotocopiadora com borracha, esse brilho é uma impossibilidade completa.
  2. A certidão oficial foi digitalizada, e sobreposta ao fundo, que seria uma folha timbrada também digitalizada, eletronicamente. Nesse caso, tanto o fundo quanto a certidão seriam importadas em um editor, e após isso, exportadas como um PDF. Mas há um problema aí. A certidão, se digitalizada, teria o fundo em branco. Quando importada e posta em cima do papel timbrado, veríamos seu fundo. Mas esse fundo não aparece. Aí, há duas possibilidades:
    1. Definir a opacidade da certidão como "multiply". Com as cores multiplicadas, tudo que é branco some, inclusive o brilho. Impossível então. Isso leva à segunda possibilidade.
    2. Editar a imagem, removendo o fundo branco (ou apagá-lo, ou vetorizá-la ou salvar como um PNG ou GIF com fundo transparente). Isso explicaria a possibilidade de colocar o brilho ("outglow"). Só que, aí, temos comprovada a edição da imagem.
Eis, ponto por ponto, o porquê do documento ser falso",

Att.
Daniel Wachholz, que é arte-finalista.



sexta-feira, abril 15, 2011

Vídeo: Porto

Este vídeo é muito bom. Apresento a cidade onde vivo (quase, pois moro na Maia, a uns 8 km do Porto)..

PORTO with a SONY PMW-F3 from FilmesDaMente on Vimeo.

sexta-feira, abril 08, 2011

10 provas que Wellington era um radical muçulmano


O blog do "agência cristã de notícias" ,entre outros, cita uma fonte do New York times onde o reporter "descobriu" o que ninguém na mídia brasileira tem coragem de dizer:


http://www.nytimes.com/2011/04/08/world/americas/08brazil.html?_r=1&ref=brazil

"A longtime neighbor and former member of Mr. Oliveira's church said Mr. Oliveira had been a lifelong Jehovah's Witness before turning to Islam two years ago. Other neighbors on the street where he grew up said he had few friends and spent many hours in front of his computer on social networking sites. In the past year, several said, he had taken to wearing black clothing".
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sábado, março 05, 2011

Brasil: Este não é um país para crianças

Cada vez que volto do Brasil demoro cada vez mais tempo para recuperar-me dos seus efeitos... É claro que eu não deixo de sentir profundamente, toda a vez que piso novamente em Portugal, a perda temporária de todos aqueles que amo, especialmente a minha filha, mas a estupefação e o sentimento de impotência diante da decadência ostensiva do país deixam sequelas cada vez mais duradouras a cada viagem. Este é o motivo do “nadando” estar quase “afundando” neste período. Já vão lá mais de dois meses: natal, ano-novo e resolvo escrever exatamente agora, num sábado-de-carnaval!

O professor Olavo de Carvalho costuma dizer que dar sentido à história é algo totalmente relativo ao ponto de vista do observador, seja a sensação de “avanço” ou “ decadência”, mas é óbvio que , em períodos determinados, a sensação da entropia torna-se auto-evidente. O Brasil é um destes casos.

A propaganda em nível mundial de um país que “acabou com a pobreza” sob o governo messiânico de Lula da Silva não tem qualquer contato com a realidade, assim que se desembarca em qualquer aeroporto brasileiro. Mesmo assim, concedendo o argumento ao “outro lado”, resolvi me questionar se esta sensação não é apenas a casmurrice de quem torce o nariz para a pós-modernidade e os “novos valores morais” implantados à “alma do homem sob o socialismo”. Quem sabe mesmo tenha estado a ver o país de óculo escuros? Será que existe uma forma de medir se decadentes estamos ou se na verdade nunca “neste país” estivemos tão bem?

Pensando nisso, concluí que a forma mais concreta para definir esta situação seria verificar o que a país (nas quais as palvras de ordem “cidadania” e “justiça social” se incrustaram de modo indelével ) tem a oferecer ou como influencia parte da população que irá definir o seu futuro: as crianças. Seria o Brasil um país saudável às crianças? Sob este aspecto avaliei o tempo que no Brasil permaneci. Depois de mais de ano sem pisar em terras brasileiras, por lá fiquei por exatos dez dias – no Rio Grande do Sul, para ser mais exato – e tirei um polaroid da situação atual.

A primeira coisa que me “surpreendeu” é que pode-se se dizer que falta de segurança não é problema no Brasil. O problema é o seu excesso: há “segurança” em todo o lugar, de bancos à repartição pública, postos de gasolina e até lojinha 1,99. Vi mais armas em dois dias à rua no Brasil do que nos filmes arrasa-quarteirão de Hollywood que vi na TV. O absurdo é que para a maioria da população isso é invisível. Tão invisível que há sociólogos promovendo a “não violência” por perseguir programas de televisão e armas de brinquedo. Parece uma paródia mas não é. Pode parecer que sou a favor das campanhas pelo desarmamento da população. Sou sim, mas da população criminosa, sendo o desarmamento do restante de população uma consequencia natural disso.

Outro fato que me espanta e que nessa época de carnaval isso se acentua, é como jogamos nossas crianças à mercê dos predadores sexuais com uma ingenuidade suicida. Ver crianças emulando as caras e bocas e rebolado sensual de passistas de samba ao som de sucessos que só incentivam a pedofilia é algo que me revolta profundamente. Ainda havia – não sei se ainda existem – aqueles programas de auditório que promoviam concursos tipo “É o Tchan – infantil”.

Outro aspecto a notar é que, nas novelas, os escritores teimam em fazer reprogramação mental às crianças – sem o nosso consentimento – trazendo para dentro de casa temas que as crianças não estão preparadas para lidar, como o tórridas cenas amorosas hetero ou (parece que é moda) homoeróticas , em nome da tal modernidade ou “da vida como ela é”. Certamente que estes fatos existem na vida das pessoas e nossos filhos são ou serão confrontados com eles. Mas é tarefa dos pais comentar sobre estes fatos e orientar seus filhos dentro do seu contexto educacional e religioso da família e não a televisão. Outro aspecto é que sim, fatos como estes acontecem, assim como mortes violentas, abusos sexuais e guerras também , todos os dias e não é por isso que temos de mostrar estas cenas às crianças para sermos “educacionais”. Isto não é entretenimento, é doutrinação. Assim como o que se chama de “ educação” também não passa de linha lateral de apoio às políticas governamentais de condicionamento social. É neste ambiente “ cultural” que nossos filhos tem de conviver hoje, no Brasil.

Mas o aspecto pedófilo da cultura brasileira é algo a examinar com mais cuidado. Minha percepção é que quanto mais fundo a cultura afunda-se na apologia da pedofilia (seja em termos lúdicos ou não) mais o Estado tenta aprovar leis “ duras” contra os supostos pedófilos, tudo para satisfazer à opinião pública. O caso Escola Base é o emblema deste tipo de ação midiático e brancaleônico, assim como parece ser este outro caso. De nada adianta criar leis mais “duras” para estes crimes se a ação é errônea em sua condução e se não se ataca suas raízes. O Brasil parece ser um país em que o único tipo de nudez “aceito” pela mídia é aquele com sentido sexual e com isso prestam um belo serviço à favor de uma erotização da cultural que só pode estimular mais abusos. Neste sentido o Brasil é um “caldo natural” de cultura para criminosos de todo o tipo, mas especialmente os abusadores sexuais.

Para terminar, é sábado de carnaval e o sinal da Rede Glogo, durante 10 dias, estará aberto em Portugal. Manchete no jornal mostra a nudez da “Globeleza” e a chamada: “ Venha curtir o carnaval brasileiro na Globo”. Definitivamente, o Brasil não é um país para crianças.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Gaivota pescadora no Douro



Tirei esta foto em um dia gélido, mas ensolarado de Janeiro/2011.
Como uma outro foto parecida, mereceu publicação no "globo rural", aqui está a minha resposta...

domingo, fevereiro 20, 2011

Da série: "Dos livros que eu não li..."

Na feira do livro, no Porto (a cada ano menor e menos atrativa
..Uma pena) encontrei alguns livros interessantes
Este é um deles.
http://www.martinsfontespaulista.com.br/ch/prod/226619/689/0/newton-heretico.aspx
NEWTON HERÉTICO

"Conhecíamo-lo como matemático, astrónomo e físico, mas afinal Sir Isaac Newton tem vindo a ser gradualmente revelado como um refinado teólogo e teísta, desde cedo mergulhado em complexas deduções proféticas dos textos bíblicos, «para aprender a linguagem de Deus», além do alquimista já consensualmente aceite pela historiografia das ciências (¿).Este compêndio tenta, assim, introduzir o leitor (¿) nas modalidades menos «ortodoxas» e mais controversas do pensamento de Isaac Newton, afinal menos linear e pacífico do que o 'retrato' histórico a que nos habituáramos.»Joaquim Fernandes«O alquimista surge, (¿) como um sacerdote, o qual, pelo seu trabalho espiritual e pelo seu labor paciente e caridoso, converte (¿) o chumbo em ouro (aurus non vulgi), a pedra bruta em pedra preciosa, lapidada e salvadora, a imperfeição corpórea em «corpo de luz» e o humano em divino. (¿)«Newton não era o primeiro do século da Razão, mas o último dos mágicos, o último dos Babilónios e dos Sumérios, o último grande espírito que se apercebia do mundo visível e do mundo do espírito (¿) Porquê dar-lhe o nome de mágico? Porque ele considerava o universo inteiro e tudo o que ele contém como um enigma (¿) Newton considerava o universo como um criptograma entregue pelo Todo-Poderoso»José Manuel Anes

Pecado Original

Nos dias de hoje não existe mais pecado original, somente falsificações "made in China"