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quarta-feira, agosto 03, 2011

O correção política é doença do esquerdismo crônico

Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais brasileiras | Educação: "A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso (inclusão de negros). Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo — avalia."


Comentário:
Esta visão de que a sociedade brasileira tem uma "dívida" para com a população negra é algo que não posso concordar. Pensar que os "erros" de mais de 300 anos atrás tem de ser compensados nos dias de hoje é um absurdo. Se todos os povos que ao longo da história escravizaram a outros povos tivessem de compensar retroativamente seus escravos, não tinha de como identificar de forma unívoca os senhores dos escravos, pois estes papéis trocaram ao longo do tempo. Senhores num dia, escravos nos outros. Há dados comprovados que havia escravidão entre tribos africanas e que até mesmo os portugueses aprenderam com eles a prática do uso de escravos como moeda de troca. Ou seja, identificar somente aos negros como eternas vítimas da escravidão é esquecer um passado mais longíquo, onde os negros representam somente a sua última camada.

Outro pressuposto é que a população negra no Brasil nunca se misturou, que os negros ou pardos são de descendência exclusiva africana. Isto é outra falácia. Brancos, negros e índios sempre se misturaram no Brasil. Sendo esta "mistura" motivo de críticas e vereditos definitivos de países europeus setentrionais (e segregacionistas por definição) que viam nisso a causa de todos nossos males. Pois essa miscigenação também torna as supostas "vítimas" como parte dos "culpados" também.

Um estudo, com o título de "Brasileiros são mais europeus do que se imaginava", mostra dados "chocantes" como este:
"O trabalho revelou que, em todas as regiões, a ancestralidade europeia é dominante, com percentuais que variam de 60,6% no Nordeste a 77,7% no Sul. Mesmo as pessoas que se denominam negras pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentam, na verdade, uma alta ancestralidade europeia. Para se ter uma ideia, na Bahia, os negros tem 53,9% de raízes europeias. Na análise dos especialistas envolvidos no trabalho, a "europeização" do Brasil se deu a partir do fim do século XIX, com o fim do tráfico negreiro e da escravidão e o início do fluxo migratório de aproximadamente 6 milhões de trabalhadores europeus."
Resumo: todos, inclusive os negros, são mais europeus do que africanos e portanto "escravizadores".

Outra coisa a notar é que esta mentalidade de danos e reparações ancestrais tem um componente segregacionista e racista por definição. Pois no mundo perfeito dos racistas do "bem" nem negros, nem brancos, nem índios não deveriam nunca terem se "misturado". Só desta maneira é que a "compensação" seria perfeita, pois isolaria o "mal" (a influência branca) de ter "corrompido" a "raça" negra.

No fundo o que pregam estas políticas de compensação é a institucionalização do geto, da segregação "reparadora".

A origem do corretismo político é uma a redução simplificadora, geralmente de esquerda, em identificar vítimas e vilões na história. No caso do Brasil, não só o branco europeu (português) mas a própria miscigenação nacional são identificadas como "más".

Se Gilberto Freyre estivesse vivo, reviraria-se no túmulo, pois foi com a sua obra é que os brasileiros começaram a ver a miscigenação como algo bom, diferentemente da visão da Europa setentrional que pregava exatamente o contrário.

Parece que no fundo o politicamente correto quer é retornar a esta visão deturpada de preconceituosa.



segunda-feira, março 22, 2004

Vem aí o estatuto racial...


Li que o governo quer transformar em lei todas as ações "afirmativas" já em curso em alguns estados no sentido de definir cotas para estudantes negros em universidades e funcionalismo público

Eu sou contra o uso de qualquer cota ou reserva de mercado como critério de avaliação de candidatos. Seja em função da cor da sua pele, seja do time que torce ou do partido que seja filiado. O "mérito" é o único critério aceitável.
Alguns dizem que serve para reparar alguns séculos de discriminação e exclusão dos negros.. Mas isso não é justo. Ninguém deve ser culpado ou inocentado/privilegiado pelos eventuais crimes ou privações cometidos pelos seus antepassados...

O que acho á que a saída para isso á instituir melhoria no nível básico e intermediário de ensino de modo que ele realmente seja universal e que dá condições para qualquer um competir para vagas de qualquer universidade ou emprego.

Outro motivo á a diversidade racial brasileira. Por quê privilegiar os negros se temos índios por exemplo em igual ou atá pior situação?

Mais uma ponto negativo á que não temos -- e não devemos instituir -- nenhum critério de definição do que seja uma pessoa "negra" por exemplo. Somente países nitidamente racistas e segregacionistas como os EUA, África do Sul e Alemanha de Hitler tinha, critérios "científicos" para a determinação da raça de uma pessoa. Será que temos que criar um "racismo" jurídico para garantir a tal "igualdade"?

Pois se o critério for a auto-declaração (que á usada pelo censo do IBGE por exemplo) teremos muitos casos de brancos auto-declarados negros e que não se poderá negar a vaga da "cota".

E se por acaso o governo definir quem á negro ou branco por critérios visuais, aí então podermos dizer que o Brasil tem políticas racistas, e ainda assim vai ter gente fazendo como Al Jolson (que era Judeu) no filme "The Jazz Singer", pintando a cara de preto para entrar na faculdade...

(Lembro de um filme dos oitenta: "Soul Man" onde C. Thomas Howell se passa por negro para entrar na universidade "na cota"..)