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sábado, março 05, 2011

Brasil: Este não é um país para crianças

Cada vez que volto do Brasil demoro cada vez mais tempo para recuperar-me dos seus efeitos... É claro que eu não deixo de sentir profundamente, toda a vez que piso novamente em Portugal, a perda temporária de todos aqueles que amo, especialmente a minha filha, mas a estupefação e o sentimento de impotência diante da decadência ostensiva do país deixam sequelas cada vez mais duradouras a cada viagem. Este é o motivo do “nadando” estar quase “afundando” neste período. Já vão lá mais de dois meses: natal, ano-novo e resolvo escrever exatamente agora, num sábado-de-carnaval!

O professor Olavo de Carvalho costuma dizer que dar sentido à história é algo totalmente relativo ao ponto de vista do observador, seja a sensação de “avanço” ou “ decadência”, mas é óbvio que , em períodos determinados, a sensação da entropia torna-se auto-evidente. O Brasil é um destes casos.

A propaganda em nível mundial de um país que “acabou com a pobreza” sob o governo messiânico de Lula da Silva não tem qualquer contato com a realidade, assim que se desembarca em qualquer aeroporto brasileiro. Mesmo assim, concedendo o argumento ao “outro lado”, resolvi me questionar se esta sensação não é apenas a casmurrice de quem torce o nariz para a pós-modernidade e os “novos valores morais” implantados à “alma do homem sob o socialismo”. Quem sabe mesmo tenha estado a ver o país de óculo escuros? Será que existe uma forma de medir se decadentes estamos ou se na verdade nunca “neste país” estivemos tão bem?

Pensando nisso, concluí que a forma mais concreta para definir esta situação seria verificar o que a país (nas quais as palvras de ordem “cidadania” e “justiça social” se incrustaram de modo indelével ) tem a oferecer ou como influencia parte da população que irá definir o seu futuro: as crianças. Seria o Brasil um país saudável às crianças? Sob este aspecto avaliei o tempo que no Brasil permaneci. Depois de mais de ano sem pisar em terras brasileiras, por lá fiquei por exatos dez dias – no Rio Grande do Sul, para ser mais exato – e tirei um polaroid da situação atual.

A primeira coisa que me “surpreendeu” é que pode-se se dizer que falta de segurança não é problema no Brasil. O problema é o seu excesso: há “segurança” em todo o lugar, de bancos à repartição pública, postos de gasolina e até lojinha 1,99. Vi mais armas em dois dias à rua no Brasil do que nos filmes arrasa-quarteirão de Hollywood que vi na TV. O absurdo é que para a maioria da população isso é invisível. Tão invisível que há sociólogos promovendo a “não violência” por perseguir programas de televisão e armas de brinquedo. Parece uma paródia mas não é. Pode parecer que sou a favor das campanhas pelo desarmamento da população. Sou sim, mas da população criminosa, sendo o desarmamento do restante de população uma consequencia natural disso.

Outro fato que me espanta e que nessa época de carnaval isso se acentua, é como jogamos nossas crianças à mercê dos predadores sexuais com uma ingenuidade suicida. Ver crianças emulando as caras e bocas e rebolado sensual de passistas de samba ao som de sucessos que só incentivam a pedofilia é algo que me revolta profundamente. Ainda havia – não sei se ainda existem – aqueles programas de auditório que promoviam concursos tipo “É o Tchan – infantil”.

Outro aspecto a notar é que, nas novelas, os escritores teimam em fazer reprogramação mental às crianças – sem o nosso consentimento – trazendo para dentro de casa temas que as crianças não estão preparadas para lidar, como o tórridas cenas amorosas hetero ou (parece que é moda) homoeróticas , em nome da tal modernidade ou “da vida como ela é”. Certamente que estes fatos existem na vida das pessoas e nossos filhos são ou serão confrontados com eles. Mas é tarefa dos pais comentar sobre estes fatos e orientar seus filhos dentro do seu contexto educacional e religioso da família e não a televisão. Outro aspecto é que sim, fatos como estes acontecem, assim como mortes violentas, abusos sexuais e guerras também , todos os dias e não é por isso que temos de mostrar estas cenas às crianças para sermos “educacionais”. Isto não é entretenimento, é doutrinação. Assim como o que se chama de “ educação” também não passa de linha lateral de apoio às políticas governamentais de condicionamento social. É neste ambiente “ cultural” que nossos filhos tem de conviver hoje, no Brasil.

Mas o aspecto pedófilo da cultura brasileira é algo a examinar com mais cuidado. Minha percepção é que quanto mais fundo a cultura afunda-se na apologia da pedofilia (seja em termos lúdicos ou não) mais o Estado tenta aprovar leis “ duras” contra os supostos pedófilos, tudo para satisfazer à opinião pública. O caso Escola Base é o emblema deste tipo de ação midiático e brancaleônico, assim como parece ser este outro caso. De nada adianta criar leis mais “duras” para estes crimes se a ação é errônea em sua condução e se não se ataca suas raízes. O Brasil parece ser um país em que o único tipo de nudez “aceito” pela mídia é aquele com sentido sexual e com isso prestam um belo serviço à favor de uma erotização da cultural que só pode estimular mais abusos. Neste sentido o Brasil é um “caldo natural” de cultura para criminosos de todo o tipo, mas especialmente os abusadores sexuais.

Para terminar, é sábado de carnaval e o sinal da Rede Glogo, durante 10 dias, estará aberto em Portugal. Manchete no jornal mostra a nudez da “Globeleza” e a chamada: “ Venha curtir o carnaval brasileiro na Globo”. Definitivamente, o Brasil não é um país para crianças.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Manifesto em Defesa da Democracia

Beautiful Brazil, from beautiful friends, than...Image by U-g-g-B-o-y-(-Photograph-World-Sense-) via FlickrManifesto em Defesa da Democracia: "É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses. É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo."

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segunda-feira, setembro 29, 2008

A Turma do Chavez

No Brasil, um programa de grande sucesso entre as crianças (desde os anos 80) foi o "Chaves" (uma adaptação de um original mexicano chamado "Chavo").
No início, Chavez na Venezuela foi considerado um comediante.
Mas que tipo de comédia seria possível para um ditador sentado sob reservas incomensuráveis de petróleo, com armas russas e que hoje já comanda dois países (Bolívia e Equador) além de ser amigo de terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia?
Pois em Portugal, tal líder é recebido como um "amigo" pelo primeiro ministro português, José Sócrates.
Nem mesmo Lula da Silva no Brasil - que é amigo de longa data de Chávez, tendo usado o seu cargo como presidente do Brasil para ajudá-lo durante sua destituição em 2003 - teria coragem de recebê-lo com os rapapés com que foi recebido por aqui.

Muitos portugueses comentam que não se pode levar em conta a ideologia nestes casos. Que é puro pragmatismo político.

Será que o mesmo Sócrates daria a mesma recepção à George W. Bush?
Duvido.
No link abaixo, reportagem da SIC.
SIC Online

E aqui, um sketch do grupo "Gato Fedorento" sobre um encontro anterior da dupla, com participação especial de um conhecido treinador brasileirto..



Gato Fedorento - Sócrates e Hugo Chávez (subtitled)

quinta-feira, setembro 18, 2008

Minhas Férias

Pequena Revisão das Férias


Nas férias (agosto) pude conhecer o sul de Portugal e depois voltei ao Brasil por algumas semanas. Aqui as minhas impressões:


Portugal - Algarve


Fiquei cinco dias no extremo sul de Portugal, a região mais ao sul do país. A diferença entre o norte e o sul deste pequeno país é gritante. Saí do norte (Porto) com 24 graus no máximo. Cheguei ao sul (Albufeira), 400 km depois, sob africanos 37 graus. A paisagem também é radicalmente diferente. Saem o verde do norte e entram os tons amarelados, calcáreos, semi-desérticos do sul.


A paisagem humana também não poderia ser mais diferente, a começar pela língua. Saem portugueses e entram, de sola e Daily Star debaixo do braço, os ingleses. Aí temos vantagem: consegui encontrar minhas adoráveis Guiness e Old Specked Hen nos supermercados mais próximos e a bom preço. E, de quebra, quase nenhum axé music ou similar (com a exceção de Vanessa “tudo o que quer de miiiim”da Matta e Ben Harper, disparado a pior música da estação). No hotel que hospedei-me, os únicos falantes de português eram eu, minha filha e o pessoal do hotel.

Muitos portugueses desdenham dos turistas ingleses que por aqui aportam por que não são ingleses “chiques”. O Algarve não é um destino “cool”, ao contrário, é destino barato para trabalhadores (do tipo blue collar) em férias. Ninguém famoso realmente vem para cá, com exceção do casal McCann, mas estes tornaram-se tragicamente famosos somente após a sua estada no Algarve.


Este desdém pelos ingleses classe-média-baixa que aqui chegam para mim é um pouco contraditório, pois os mesmos portugueses que os criticam com ar de superioridade, tecem loas de admiração quando falam do seu candidato de estimação: Barack Hussein Obama. Ora, Obama é tão “povão” quanto os seus pares ingleses que refestelam-se nas praias portuguesas no verão. Se Obama fosse inglês provavelmente poderia ser visto no Algarve usando os indefectíveis tamancos croc, a beber Guiness e a bisbilhotar a vida dos famosos pelo “Daily Star” ou o “The Sun”.


E as praias? Ótimas. Quase quentes.


Porto Alegre


Passei uma temporada no Brasil, quando levei minha filha de volta. Em Porto Alegre, percebo que é época de eleições municipais. E o que definiu o tom desta campanha foi a candidatura da Manuela, ícone do PC do B. Já escrevi sobre ela. É um rostinho bonito sem nenhuma substância. Passou de vereadora a fenômeno eleitoral como deputada federal nas últimas eleições. Com ela, subitamente todos os partidos investiram em seus mal-ajambrados clones de Manuela. Se o modelo já é intragável, imagina as imitadoras.

Tiraram até o bolor da Luciana Genro (a filha do Tarso), a eterna candidata-poodle: deram um banho (acho que de verdade), tosaram e alisaram as madeixas num trabalho que só pode ter sido obra de algum Pet Shop de pedigree. O problema é que agora as pessoas conseguem ver seu rosto. Nunca ninguém conseguiu ver o rosto de Luciana Genro. Só a cabeleira. Ninguém irá reconhecê-la. Ainda mais que a candidatura foi sabotada com o aporte de doações de odiosos meta-capitalistas como Jorge Gerdau Johanpeter.

Outra que deu o seu retorno dos Mortos Vivos foi Maria do Rosário. Tudo na onda Manuelina.

Todas parecendo bonitinhas mas sendo ordinárias. A decadência do debate e das estratégias políticas no estado do Rio Grande do Sul, um estado tido como “altamente” politizado é notável.


Outra surpresa desagradável foi abrir os jornais e deparar-me com notícias como “Milésimo assassinato do ano em Porto Alegre”.

A nota positiva era de que notei menos “sem teto”a vagar a esmo pelas ruas da capital. O que não é pouco, se compararmos com 16 anos de administração do partido hegemônico.

Em Passo Fundo

Também fiquei alguns dias na cidade onde cresci : Passo Fundo. Terra de Teixerinha (onde há uma estátua em sua homenagem, de gosto duvidoso). Ah, ainda é conhecida como a cidade da “Jornada de Literatura” e do “Festival Internacional do Folclore”. Minha mãe e minhas irmãs moram por lá. Além do mais tive um sério compromisso como padrinho de crisma de meu sobrinho de 13 anos.

Aproveitei para atualizar-me com o maior jornal da cidade, “O Nacional”.

Pois na primeira página já tenho a notícia que Passo Fundo enfrenta o 40 assassinato no ano.. Que coisa horrível. Obviamente, os crimes são todos ligados ao tráfico de drogas. Em todo o lugar, a mesma notícia.

Lendo o jornal, algo chamou-me a atenção: Num anúncio de duas páginas , a coordenadora da “Jornada de Literatura” , Tania Rösing, convidava à leitura de jornais (com um exemplar de “O Nacional” em mãos, obviamente) com a seguinte frase : “A leitura diária do jornal oportuniza o (sic) leitor contato com diferentes gêneros textuais e imagens com informações que difundem o conhecimento e provocam transformações no entorno social”.


É ou não é desanimador?


O Brasil de hoje parece perfeito para encenações do tipo “Ensaio Sobre a Cegueira”. Parece que as pessoas perderam um senso crítico básico, o norte magnético natural que todos recebemos ao nascer e que deve ser aprimorado, com educação e conhecimento, para que possamos avançar na vida. E não digo materialmente, mas como seres humanos que somos - à imagem e semelhança do Criador.


Já disse para muito amigos que o Brasil de hoje é uma imensa arena de lutas cada vez mais encarniçadas entre grupos de interesse que, ainda que minorias, tomaram cultura brasileira como refém. Todo e qualquer diálogo está tomado pela denúncia oca dos politicamente corretos que, finalmente, ao cabo de uma década, fizeram todas as minorias “excluídas” lutarem por seus “direitos”, imaginários ou não, sejam gays, mulheres, índios, negros, sem-terra, sem-teto lutam contra o brasileiro médio, ou aquele indivíduo que ainda considera-se homem, heterossexual, católico e – pior de tudo – conservador.


Aqui encerra-se a minha pequena viagem de Redescobrimento do Brasil.

terça-feira, julho 17, 2007

Novo: "Farol da Democracia Representantiva"!




Uma iniciativa inovadora no Brasil: Um grupo de brasileiros preocupados com os rumos do país acaba de fundar o "Farol da Democracia Representativa".
O "Farol" tem por objetivos "iluminar" o debate sobre os problemas nacionais de modo a resolver "a falta dos conhecimentos que possibilitariam, ao brasileiro comum, a análise do que ocorre no cenário nacional e internacional".
Somente como o conhecimento (a "verdade", afinal) poderemos saber como agir. Sem o conhecimento correto das causas, corremos o risco de combater o fogo com gasolina, o que é exatamente o que está ocorrendo no país atualmente.

link: http://www.faroldademocracia.org/

quarta-feira, julho 04, 2007

Chávez, Em Psicose Persecutória, Dá Ultimato a Congresso Brasileiro Depois De Ser Rejeitado Por Putin

Chávez, mesmo bajulando a Rússia e mesmo até a União Soviética de modo canino e patético, (“A União Soviética, dizemos nós com muito respeito, muito lamentavelmente, caiu. Porém, a Rússia não desapareceu, nem os povos que a formaram. Hoje estão mais vivos que nunca. Hoje há um renascimento na Rússia”, disse Chávez ao inaugurar um centro de cultura latino-americana na capital russa) nem foi considerado pelo Kremlin em sua visita à Rússia. E quanto mais ele se afunda na obediência à Fidel e seus amiguinhos, mais ele acha que os outros é que o são. Típico pensamento de um psicopata em estado terminal.

Agora inverte totalmente o sentido de provocação ao Senado do Brasil feito anteriormente e, num psicose persecutória, acha-se vítima de uma afronta. Sim, que bela vítima, sentado sobre cem mil armas russas novinhas em folha e agora mais submarinos...

Mercosul? Já é ruim com imagine transformado em plataforma de disseminação ideológica e lavagem cerebral...


Chávez dá ultimato a Congresso brasileiro

Venezuela prepara retirada do Mercosul se adesão não for aprovada

Caracas

Depois de afirmar, em junho, que o Senado brasileiro é "papagaio" do Congresso americano, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu ontem um ultimato aos Congressos do Brasil e do Paraguai.

Se os parlamentos não ratificarem nos próximos três meses o processo de adesão da Venezuela ao Mercosul, ameaçou Chávez, ele desistirá de entrar no bloco.

- Se não for feito em três meses, nos retiraremos por dignidade, porque consideramos uma falta de respeito - afirmou o presidente, em discurso transmitido por cadeia de rádio e TV.

O presidente da Venezuela reiterou que seu país propõe outro sistema de integração na América do Sul. Em uma parte do discurso, ele referiu-se diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Nós não desistimos do Mercosul, insistimos em que mude - afirmou.



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