quinta-feira, setembro 15, 2005

Por que o brasileiro é tão "socialista"?

Descobri uma relação entre socialismo / libertarianismo e a demografia brasileira.

Dado que a maior parte das famílias há mais de vinte anos está tendendo a filhos únicos.
Posto que filhos únicos são por natureza egoístas, temos a seguinte constatação:

Dentre o universo de egoístas em nossa sociedade podemos dividir:
a) Os egoístas-envergonhados, que sentem-se culpados de sua condição, aderem à teses socialistas para "aplacar" sua culpa, ou terceirizar o altruísmo.
b) Os egoístas legítimos e bem assumidos, que sabem que o são e não vêem nenhum problema nisso, pelo contrário. Esses se tornam  libertários.
c) Os não-egoístas [famílias grandes(?) cristãos (?)] , esses são  os conservadores.

Os primeiros (a) são libertários enrustidos pelo complexo de culpa. Quando crescerem pelos estudos vão chegar lá. Mas a maioria nem chega perto. Estes pseudo-socialistas apoiam a causa pelos motivos errados e ajudam a piorar mais os indicadores sociais por apoiar uma maior apropriação de riquezas pelo Estado, o que reforça o poder dos socialistas reais, gerando maior pobreza e mais e mais programas sociais e impostos. Tudo pelo social.
Os segundos (b)  ajudam  a fomentar o capitalismo e como efeito colateral deste, a diminuição da pobreza.
 
Já os últimos (c) focam na conservação de valores universais da cultura ocidental e aderem ao capitalismo de forma lateral, por aceitar a estrutura da realidade (do ser humano) como ela é, e  sendo este sistema o menos ruim de todos, segundo os resultados apurados.

Respondendo à pergunta: O brasileiro adora teses socialistas por puro desconhecimento; Não passa de um amoral, ignorante e com um imenso complexo de culpa.
A questão nem é política, mas psicológica.

Pelo visto o número de socialistinhas por nascer ainda irá aumentar, pois afinal o número de famílias de única prole é inevitável. Com sorte poderemos desviá-los para o libertarianismo, depois de um tratamento no "Arkham Asylum" da Gotham City mais próxima.



7 comentários:

Jorge Nobre disse...

Interessante teoria psicoideológica.

Há também os filhos de mãe solteira. Sem terem tido um pai para lhes ensinar grandes príncipios morais eles tendem a achar que roubar não é um pecado grave e que vale a pena dizer qualquer coisa para agradar o interlocutor. E percebem que promovendo o crescimento do Estado podem fazer isso legalmente, ou seja, sem problemas com a polícia. Geralmente se tornam políticos fisiológicos.

São os F.D.P. Nem direita nem esquerda, antes muito pelo contrário, desde que ganhem um mensalão e uma vaga no governo. São maioria no atual congresso.

Daniel disse...

Essa resposta foi tão estúpida que talvez nem merecesse uma réplica. Mas só faltava essa agora: as mães solteiras não conseguem ensinar princípios morais, só a figura paterna?

Talvez a sua mãe não tenha sido mulher o suficiente pra ensinar o que é certo pros filhos, caro Jorge Nobre, mas sugiro que não tome sua experiência própria como uma generalização.

Ass: Um filho único de mãe solteira, que não é egoísta nem muito menos imoral, como muitos por aí que tiveram a presença dos dois pais na criação.

Anônimo disse...

Como eu disse, Madame Eulália Pompadour de Carvalho está realmente fazendo escola. Quanto lixo em tão poucas linhas...

Anônimo disse...

QUEM VOCÊ PENSA QUE É SEU FILHO DA PUTA? SÓ PORQUE É "CONSERVADOR E LIBERAL" SE JULGA MELHOR DO QUE OS OUTROS? MERDA É O QUE VOCÊ É! GRAÇAS A DEUS VERMES COMO VOCÊ E SEU GRANDE "MESTRE" OLAVO DE CARVALHO ESTÃO DESTINADOS AO OSTRACISMO, ESQUECIMENTO, DESPREZO E A LATA DE LIXO DA HISTÓRIA. VÁ TOMAR BEM NO MEIO DO SEU CU SEU BOCHE FILHO DA PUTA!

Anônimo disse...

Que lixo, só uma besta como esse senhor pode tirar conclusões tão idiotas para escrever tanta merda, merda esta que nem merece ser respondida, tamanha a estupidez das linhas digitadas............

polenta disse...

Eu tenho uma contribuição a dar a sua teoria besteirol liberalógica.
Existem também os filhos de famílias tradicionais que, acreditando em todas as bobagens neo-liberais, descobrem na África o seu paraíso da liberdade.
O continente africano foi a meca do livre comércio, desde a época do capitalismo comercial. Os africanos não alugavam a própria mãó-de-obra. Eles vendiam, ou melhor, eram vendidos como mercadoria. Ser vendido era melhor, pois a interferência direta da mercadoria na relação de consumo tornava mais imperfeita a relação entre vendedor e comprador, prejudicando assim o funcionamento das leis de mercado.
Na época do capitalismo industrial, as potências imperialistas dividiram o continente africano, sem ouvir a opinião do povo da África. Quem tinha mais força no mercado mundial, ficou com a melhor fatia, através da concorrência das guerras imperialistas. Que grande exemplo da validade das leis de mercado! No século 20, apesar da independência política, os países africanos continuaram sob a influência do mercado, acerca da propriedade da terra. Propriedade nacional da terra é xenofobia! Que as leis do mercado valham para a questão fundiária. Vieram as monoculturas das grandes multinacionais de alimentos. O povo não tinha terra agricultável para cultivar. Porém, a África foi, nos anos 50 a 80, líder mundial na produção de diversas commodities agrícolas. Quando as multinacionais esgotaram o solo e se mudaram para a Argentina, Chile e Costa Rica, os africanos ficaram com desertos para cultivar suas subsistência.
Fome na África? Etiópia? Shows de rock beneficentes para ajudar os africanos a subsistirem?
-"Não"! Pensou o filhote quatrocentão.
-"O meu papai sempre disse que o mercado é que é bom. Fome onde o mercado impera é lorota de comunista"! Prosseguiu o moleque liberalóide em sua diarréia mental.
-"Vou mudar para a África, hoje mesmo"!
Ele mudou-se para o Gabão, onde ele sabia que havia grandes fazendas da "General Foods". Chegando lá, encontrou a terra esgotada, onde o povo desesperado não tinha qualque assistência estatal (afinal, era o paraíso do livre mercado), e uma classe dominante corrupta vendia armas para gangues de famintos em luta enquanto vivia nababescamente com as comissões que ganhava das empresas estrangeiras que saqueavam as últimas riquezas remanescentes no país.
Faminto, foi recrutado por uma multinacional para fazer parte da gangue da multinacional "A", que buscava tomar uma mina de diamantes da multinacional "B".
Terminou levando uma rajada de balas de fuzil M-16, contrabandeada de Miami por uma gangue de "refugiados" cubanos anti-castristas.

polenta disse...

Ai, hoje está difícil hein, vocês estão me fazendo digitar muito, e acabei de fazer as unhas! A manicure era preta, mulher, pobre, favelada e socialista, mas não era a Benedita porque essa se mandou pros estados unidos, aquela ingrata! Eu também tenho uma contribuição pra dar, mas não é apenas a contribuição que eu quero dar. Me liguem gracinhas, prometo acabar com a sua fome, assim como acabei com a fome na África, na Etiópia (aliás, acho que a Etiópia fica na África, mas não tenho certeza porque meu professor de geografia do mobral preferia falar mal dos estadunidenses a me ensinar coisas úteis, hihihi). Mas voltando ao assunto, só essa semana já acabei com a fome do Mutambo, um negão de 3 metros (2 de altura, 1 de comprimento) vindo diretamente da Etiópia. Ou da África, sei lá. Boa tarde amiguinhos, por hoje é só, beijinho beijinho, fidel.