quarta-feira, julho 07, 2004
Olavo de Carvalho, Lobos e Rinocerontes
Pois aqui fa�o minha humilde vers�o, reconhecendo a refer�ncia direta da den�ncia na obra do nosso fil�sofo com os "Rinocerontes" de Eugene Ionesco.
A similaridade da den�ncia social de Ionesco - baseada no espanto provocado pela convers�o generalizada de tantos pensadores livres aos ideais fascistas antes, durante e depois da segunda guerra mundial- e da den�ncia Olaviana de que vivemos num pa�s em que a elite intelectual de livre e espont�nea vontade tamb�m escolheu o mesmo caminho � impressionante.
O processo de imbeciliza��o coletiva preconizado nos artigos e livros de Olavo - principalmente no "Imbecil Coletivo", de 1996 - tem o seu precursor na not�vel obra teatral de Ionesco "Os Rinocerontes".
Nosso imbecil coletivo pode ser descrito como um primo muito pr�ximo dos rinocerontes Ionesquianos. Minha desconfian�a � que o imbecil seja o estado larval imediatamente anterior ao rinocerantismo. Com o mesmo teor absurdo.
A obra de Ionesco era baseada no sentimento do absurdo al�m da compreens�o sobre como a ra�a humana, especialmente a elite da elite - os intelectuais da Europa - pessoas livres e bem pensantes poderiam se dedicar a defender atrocidades totalit�rias em nome e em troca de abstratos "bons sentimentos".
A mesma situa��o se aplica ao cen�rio nacional. Mas Olavo n�o teve a mesma recep��o de sua plat�ia. Enquanto a obra de Ionesco at� hoje � cultuada como um vigoroso protesto contra os totalitarismos e o processo de boviniza��o do seres humanos, tal qual "1984", a den�ncia de nosso "Imbecil Coletivo" n�o teve o mesmo destino. Ao inv�s de desnudar o processo de imbeciliza��o �s massas, de modo cristalino e factual, o que se seguiu aqui foi a eleva��o de seu autor � categoria de celebridade com sinal invertido.
Se visitarmos alguns sites na internet ou f�runs de discuss�es iremos encontrar toneladas de palavras vazias e iradas contra a obra de Olavo. Muitas opini�es baseadas em outras opini�es, que s�o ainda criadas em laborat�rio pelos nossos engenheiros sociais.
Algumas vezes nosso fil�sofo parece ter se tornado n�o uma figura de carne e osso, mas mais uma "lenda urbana" que infestam a internet ("Olavo n�o existe" � um dos temas recorrentes nestes f�runs). Outras vezes � pintado como uma vers�o daquilo mesmo que est� a denunciar: um fascista, um nazista....
Quando as emo��es, os tais "bons sentimentos" vazios, destitu�dos de sentido mais amplo, dominam os argumentos de quem se pretende mudar o pa�s, s� posso chegar a seguinte conclus�o: Olavo, chegaste tarde demais!!
A imbecilidade coletiva j� se elevou ao "state of the art" neste pa�s. � quando o imbecil, encontrando seus pares em tal elevado n�mero se acredita poderoso o suficiente para definir o que seja "verdade". Para eles, a verdade n�o se revela no rec�ndito secreto de sua pr�pria consci�ncia. N�o, a verdade � o consenso do grupo. A vers�o atual de realidade, neste contexto pode ser definida como uma grande vota��o num reality show: o importante � "acertar" o que a maioria ir� decidir. Ficar com a maioria. Fazer parte do grupo. That�s reality...show.
Aos poucos que conseguem enxergar o processo - ao longe, tais como lobos solit�rios (pois � necess�rio uma dist�ncia profil�tica desta manada para evitar o cont�gio)- verificam a transforma��o do nosso jovem em imbecil, e finalmente de imbecil em rinoceronte.
A figura do rinoceronte � muito feliz nesta analogia: contra uma manada de rinocerontes enfurecida n�o h� nada que possa ser feito.
Chegamos tarde: os imbecis j� est�o em franco processo de rinoceriza��o. S� resta a n�s solit�rios lobos da estepe, o momento certo de correr....
terça-feira, julho 06, 2004
A trai��o de Hollywood aos valores americanos
"Estou t�o contente em conhecer sua fam�lia" disse uma mulher isl�mica a um visitante americano. "'N�s pens�vamos que os americanos n�o tinham valores, que eles eram materialistas e s� pensasem neles mesmos. Pens�vamos que n�o havia compromisso com as crian�as e suas fam�lias, que todos viviam na imoralidade. � t�o maravilhoso ver que estas coisas n�o s�o verdade!' E de onde vem esta imagem da Am�rica? Se algu�m planejasse criar uma poderosa estrat�gia de propaganda para desacreditar completamente os valores americanos, n�o teria pensado em nada t�o efetivo quanto os produtos made in Holywwod mostrados � bilh�es de pessoas todos os dias".
Realmente se pode dizer que a ind�stria do cinema e da m�dia em geral Norte-Americana � o maior promotor do anti-americanismo e at� da Jihad, pois promovendo os valores que s�o o contr�rio dos verdadeiros valores da sociedade americana, atraem a ira dos fundamentalistas para com os n�o-fi�is.
N�o tinha me dado conta, mas o fato de que Holywood tenha sido o primeiro (e maior) foco de "invas�o" e coopta��o do Partido Comunista Sovi�tico dentro dos Estados Unidos n�o pode ser por acaso.
Leio alguns textos que a estrat�gia da tomada de Hollywood s� foi tentada ap�s a primeira e fracassada investida direta no meio sindical americano.
Olhando deste ponto de vista, � fundamental ter um servi�o de propaganda negativa funcionando e financiado inteiramente pela pr�pria "v�tima"...
segunda-feira, julho 05, 2004
Socialismo: a "terceiriza��o" do altru�smo...
ou o comunismo - ou qualquer outra ideologia coletivista - t�m tanto apelo no subconsciente coleti�vo nacional.
Por exemplo: o 'novo' partido do rebeldes do PT. � claro que tinha que ter 'socialismo' obrigatoria�mente no nome, e se sa�ram com um nome digno de Ionesco:'Partido do Socialismo e da Liberdade', ou simplesmente P-Sol. Parece nome de doen�a capilar.. 'Livre-se da 'P-Sol'-r�ase!'
Retornando: A causa primordial � a estrat�gia gramsciana de ocupar os espa�os, emulando uma
sociedade "socialista" em toda a sua express�o cultural. Isto explica o atual estado das coisas e � percebido pelo uso da linguagem como arma de transforma��o social. Este esquema mental � t�o poderoso que at� not�rios pensadores liberais e conservadores acabam, em algum ponto, escorre�gando no discurso f�cil de "justi�a social" e cidadania, por exemplo.
Mas isso n�o poderia por si s� exercer tanta atra��o sobre por��es t�o grandes de nossa popula��o.
Por qu� o socialismo agrada tanto aos ouvidos das massas?
A minha opini�o � por que existe um outro componente: o discurso do desapego "material" e da caridade, contrabandeados sorrateiramente do universo crist�o para dentro do socialismo.
O altru�smo e a caridade s�o fortes elementos nas doutrinas crist�s, s� que o ator principal - dentro de sua concep��o - � o indiv�duo. A responsabilidade por tais atos pertence ao indiv�duo. Os conceitos de caridade e altru�smo n�o podem ser coletivizados. Mas isso n�o � considerado ou levado em conta e como o discurso se casa com o do igualitarismo, acaba projetando �s massas que a responsabilidade por ajudar os mais pr�ximos N�O � de responsabilidade do indiv�duo, mas do 'MODELO ECON�MICO'.
Dentro desta vis�o, a maldade impl�cita do modelo capitalista fica evidente, pois os elementos ou o 'mercado' n�o pensa no coletivo.Ent�o o modelo socialista � '�ticamente' superior ao modelo capitalista.
Com o socialismo como 'mocinho' e o capitalismo como 'bandido' neste tele-catch farsesco montado pela esquerda, n�o � de estranhar que a plat�ia tor�a entusiasticamente pelos primeiros.
Isto � particularmente atraente, principalmente entre a popula��o mais jovem, que acabam associando as responsabilidades pela caridade ou altru�smo ao Estado. O socialismo da "inclus�o social" e do igualitarismo seria ent�o a solu��o ideal para aqueles que se preocupam com os mais necessitados mas n�o querem perder tempo com tarefas relacionadas a isso. Como o igualitarismo � uma tarefa do Estado, eu - pessoa f�sica - n�o precisaria me preocupar com tais detalhes.
O Estado faria a sua parte, levando o bem-estar e os "direitos sociais" �s faixas mais carentes da popula��o. Simples, sem envolvimento pessoal, sem obriga��es .
O pre�o a pagar, na forma de altos impostos (embutidos em todos os bens e servi�os obtidos ou contratados pela popula��o) seriam uma justa medida, haja visto o n�mero aberrante de pessoas vivendo "abaixo da linha da pobreza" e a brutal desigualdade social neste pa�s.
O efeito colateral seria ainda mais ben�fico: resolvidas as responsabilidades sobre quem deve agir - no caso, o Estado - as pessoas, tranquilizadas (eu diria "entorpecidas") de que "algu�m"
estaria fazendo "a sua parte", estariam liberadas ent�o para se dedicarem ao que lhes � mais caro e importante - segundo a �tica dos formadores de opini�o deste pa�s - o seu pr�prio umbigo.
Na sociedade brasileira atual isto � terrivelmente vis�vel. Enquanto se espera do governo que gere o desenvolvimento, que resolva os problemas da "fome", da sa�de, da educa��o de toda a popula��o,
o que se espera dos indiv�duos?
Aos indiv�duos, resta o conforto de se preocupar com o que o Estado permite que sejam decis�es pessoais, que se resumem no que consumir, em que quantidade ou que frequ�ncia. Com o que sobrar.
Resumindo: O socialismo representa uma esp�cie de "terceiriza��o do altru�smo", no qual as pessoas acreditam por que a contrapartida tamb�m � vantajosa: libera as pessoas de terem de se preocupar com seu semelhante, afinal tal 'tarefa' caberia ao Estado. Mesmo a um pre�o alt�ssimo.
Esta tamb�m � uma das raz�es do sucesso do discurso coletivista em nosso pa�s.
Artigo: Olavo de Carvalho - Evolu��o e Mito
"As discuss�es correntes sobre evolucionismo e criacionismo, ci�ncia e f�, espiritualismo e materialismo, s�o em geral bem pobres de compreens�o filos�fica, em compara��o com a riqueza de dados e argumentos que p�em em jogo. Se eu metesse minha colher no assunto, seria apenas no intuito de chamar a aten��o para algumas precau��es b�sicas que t�m sido a� bastante negligenciadas.
� que o ser humano s� tem tr�s linguagens para dar forma ao que apreende da realidade: o mito, que expressa compactamente impress�es de conjunto; a ci�ncia experimental, que descreve e explica grupos particulares de fen�menos segundo um protocolo convencional de m�todos e aferi��es; a filosofia, que faz a transi��o entre as duas anteriores. Qualquer conhecimento satisfat�rio das origens escapa necessariamente �s possibilidades da ci�ncia, j� que a descoberta delas seria apenas mais um cap�tulo do mesmo processo c�smico que se pretende explicar e n�o um miraculoso arrebatamento da mente cient�fica para fora e para cima do processo. Um evolucionismo conseq�ente teria de explicar-se a si mesmo como etapa da evolu��o, mas para isso seria for�ado a abdicar da pretens�o de veracidade literal e consentir em ser apenas mais um s�mbolo provis�rio depois de tantos, sujeito, como todos eles, a converter-se no seu contr�rio mais dia menos dia. A �nica verdade do evolucionismo � a de uma contrapartida dial�tica do criacionismo, assim como nenhum criacionismo pode existir sem deixar aberta alguma brecha evolucionista.
A intelig�ncia humana tende na dire��o de um conhecimento explicativo das origens e dos fins e sente por ele uma atra��o que � elemento constitutivo e essencial da sua estrutura; mas uma tend�ncia n�o � e n�o ser� jamais uma realiza��o. O ideal da ci�ncia como conhecimento universal apod�ctico � ao mesmo tempo uma miragem inalcan��vel e o princ�pio efetivo que d� estrutura e validade ao esfor�o cient�fico. � algo simultaneamente real e irreal ? exatamente como o significado dos mitos, que brilha na dist�ncia mas se furta a uma decifra��o cabal. Toda ci�ncia, nesse sentido, � ritual: cont�nua reencarna��o c�nica de um sentido inaugural (e ao mesmo tempo �ltimo) que nem pode desaparecer por completo do cen�rio vis�vel nem manifestar-se por inteiro dentro dele, pela simples raz�o de que o abarca e transcende. ?Nele vivemos, nos movemos e somos?, dizia o Ap�stolo.
Por isso a busca incoerc�vel e insaci�vel do conhecimento apod�ctico, tal como o conhecimento potencial que nela j� se insinua, s� � apropriadamente expressa na linguagem mitol�gica, e isso � tanto mais verdade quanto mais essa tend�ncia se amplia para abarcar a ?totalidade?. Toda teoria cient�fica ou especula��o filos�fica das origens desemboca, em �ltima inst�ncia, no mito, e acus�-la de mito n�o �, por isso, uma obje��o s�ria. Tanto o evolucionismo quanto o criacionismo s�o mitos, isto �, narrativas anal�gicas, insinua��es finitas de um conte�do infinito, separadas do seu sentido por um hiato t�o imensur�vel quanto esse mesmo sentido.
Todos os mitos giram em torno de dois modelos b�sicos: o criacionismo b�blico e o casualismo epicuriano. Entre esses dois, n�o se trata de escolher o mais "cient�fico", o que seria apenas uma confus�o de planos, uma "met�basis eis allo gu�nos" (troca de g�neros), e sim de averiguar qual o mais apropriado � express�o da estrutura da realidade existencial e portanto ao adequado posicionamento do homem no processo c�smico. Como esta estrutura � observada desde dois pontos de vista -- a confian�a dos crentes num Deus bondoso e o sentimento gn�stico de abandono --, sem que um possa suprimir o outro, de vez que ambos constituem elementos estruturais da mesma condi��o humana que se desejaria expressar, o debate deve ser transferido do terreno das pretens�es cient�ficas para o da adequa��o existencial. � no autoconhecimento, e n�o em especula��es cosmol�gicas despropositadas, que se descobre, quando se pode, a efic�cia maior e a maior legitimidade intelectual do criacionismo, o que n�o nos d� evidentemente os meios de "refutar" o casualismo, mas apenas o de desmascar�-lo como mentira existencial. Menrira existencial porque, n�o podendo explicar-se a si mesmo como etapa do processo, n�o reconhece essa sua impot�ncia constitutiva e em vez disso se refugia num arremedo de transcend�ncia, a pretens�o de certeza cient�fica final habilitada a exorcisar para sempre todos os mitos. "
Olavo de Carvalho � professor de filosofia,
diretor do Semin�rio de Filosofia do Centro Universit�rio da Cidade (RJ)
e autor de "O Imbecil Coletivo:Atualidades Inculturais Brasileiras"
sábado, julho 03, 2004
Evolucionistas e criacionistas
Talvez não haja mais eloqüente sinal da miséria mental dos nossos tempos do que o debate entre o evolucionistas e anti-evolucionistas. Nunca tanta informação científica foi usada a serviço de idéias tão simplórias e filosoficamente insustentáveis.
Invariavelmente, a questão toma aí a direção de um confronto entre a combinatória espontânea e a idéia de um “propósito” da criação. Se for possível provar que o homem como espécie biológica nasceu de adaptações oportunistas às exigências do meio-ambiente físico, acreditam os materialistas, estará derrubada a hipótese de um plano inteligente na engenharia da criação. Inversamente, para sustentar essa hipótese, será preciso reduzir cada passo da história natural a uma etapa lógica de um longo silogismo cosmogônico cuja premissa maior seriam as metas fixadas por Deus antes da criação do mundo.
Em termos aristotélicos, é uma disputa entre causas eficientes e causas finais. O método consiste portanto em examinar as primeiras para saber se elas se bastam a si mesmas ou se exigem uma explicação suplementar finalística.
O papa atual do evolucionismo, Richard Dawkins, simplifica ainda mais a fórmula do problema: trata-se apenas de saber se “organizações complexas”, como homens e computadores -- e homens que fazem computadores -- podem ser explicadas a partir de meros arranjos bem sucedidos ou se requerem um plano inteligente. Se a sucessão de arranjos não deixar nenhum hiato para as causas finais, adeus causas finais. Os adversários do evolucionismo, por isso, são pertinazes buscadores de hiatos na sucessão de arranjos oportunistas (ou causas eficientes).
Ninguém aí parece se dar conta de que a finalidade de qualquer coisa transcende, por definição, a existência material dessa coisa. Nenhum ente, examinado nas minúcias da sua constituição imanente, revelará jamais sua finalidade, porque esta, se existe, só pode realizar-se para além dele. Sinais que insinuem uma finalidade podem-se talvez encontrar no corpo do imanente, porém sempre juntos com indícios contraditórios que ao menos pareçam desmenti-la. Se a finalidade estivesse explícita, manifesta, nítida na atualidade corporal do ente, ao ponto de poder ser provada empiricamente como um dado sensível, ela estaria, por isso mesmo, plenamente realizada na existência atual, sem qualquer necessidade de um salto para o transcendente.
Mais ainda, nenhum fato, por mais simples que seja, pode produzir-se sem o encadeamento completo de suas causas eficientes, acidentais inclusive. Se por explicação se entende a reconstituição intelectual desse encadeamento, todo e qualquer ato ou acontecimento pode ser inteiramente “explicado” por suas causas eficientes, sem qualquer necessidade de uma causa final. Esta só aparece pelo sentido total do resultado último, que se estende para além da materialidade do fato mesmo.
Por exemplo, toda a sucessão causal de gestos que um marceneiro realiza para construir uma mesa tem de poder ser explicada pelas causas psicofisiológicas e processos mecânicos postos em movimento durante a operação. Se um só desses elementos falhar, a mesa não chegará a existir. Logo, a sucessão das causas eficientes não pode ser incompleta. Se dependêssemos disso para poder apostar numa causa final da mesa, jamais as mesas teriam qualquer finalidade ou utilidade. A finalidade -- portanto a intenção -- só se revela no sentido da forma final tal como este se revelará no uso que alguém possa vir a fazer da mesa. Este sentido evidentemente está para além da sucessão de gestos do construtor, portanto também além da operação total de construção da mesa. Nenhum exame das operações realizadas pelo marceneiro, bem como das transformações sofridas pela madeira durante essas operações, nos dirá jamais para que serve uma mesa ou o que o marceneiro tinha “em mente” ao construí-la. É verdade que o uso previsto determina a forma essencial da mesa; mas a conexão entre a forma essencial e a seqüência da construção é meramente acidental, já que há muitas maneiras de construir uma mesa. Logo, o conhecimento dessa seqüência, por si, não pode mostrar o propósito final senão a quem o conheça antecipadamente.
Se isso é assim para a simples fabricação de um artefato, quanto mais não o será para a totalidade operante da natureza universal!
No entanto, os evolucionistas não cessam de tentar completar a descrição em detalhes do processo originante dos seres da natureza, na esperança de suprimir as causas finais, e os anti-evolucionistas não cessam de buscar hiatos nesse processo, na esperança de salvá-las.
A dose de canhestrice filosófica necessária para se empenhar em qualquer dessas linhas de argumentação é formidável.
A rigor, seria inconcebível, metafisicamente, um mundo criado que mostrasse claramente, nos lineamentos da sua construção material, a prova da sua finalidade. A razão disto é simples. Nenhuma realidade concreta pode consistir somente de seus traços essenciais, reveladores da sua natureza. Tudo o que existe requer, para existir, a concorrência de um número ilimitado de acidentes que preparam, acompanham e sustentam sua existência. A possibilidade de localizar, na malha de acidentes, a linha nítida de uma “finalidade”, é praticamente nula. Sinais, indícios da finalidade, certamente existirão, mas sempre de mistura com uma massa obscura de acidentes fortuitos que ao menos parecerão desmenti-la e que a desmentirão mais ainda se, na esperança de encontrá-la, revirarmos cada um em busca de descobrir as causas eficientes que os produziram; pois nada acontece sem causa eficiente e a descoberta das causas eficientes que produziram os acidentes pode prosseguir indefinidamente, sem que jamais se reconstitua a lógica do todo.
Por exemplo, a execução de uma sinfonia consiste de uma grande número de gestos corporais e efeitos mecânico-acústicos que, rastreados um a um, dissolverão cada vez mais a forma final da sinfonia num caos de processos fisiológicos e físicos nos quais será impossível encontrar o menor sinal de uma “idéia musical”. É deplorável o esforço com que os anti-evolucionistas se empenham em demonstrar a existência da Quinta Sinfonia de Beethoven mediante a revelação de hiatos causais na fisiologia dos músicos e na mecânica dos instrumentos. É grotesco o ar de triunfo com que os evolucionistas, preenchendo esses hiatos, crêem ter demonstrado a inexistência de Beethoven.
Nem o evolucionismo nem o anti-evolucionismo são teorias científicas, porque nenhum dos dois pode ser validado ou impugnar o outro exceto por uma acumulação ilimitada de provas e contraprovas.
A discussão só prossegue porque é possível alguém conhecer muita biologia ignorando ao mesmo tempo os princípios da lógica científica, enquanto seu adversário conhece muita teologia sem ter a menor idéia de quanto ela depende de pressupostos metafísicos.
05/03/02
terça-feira, junho 29, 2004
Darwin: o autor intelectual dos crimes do Nazismo e do Comunismo
Apesar de todas as críticas que tais afirmações possam levantar, não posso deixar de compartilhar alguns dados.
Hitler era Darwinista. Apesar de várias insinuações de que Hitler era cristão e levou ao cabo uma interpretação psicótica dos desígnios divinos, a verdade era o contrário. "(Hitler)acreditava decididamente e também era um adepto do evolucionismo. Apesar da profunda gravidade e complexidade de sua psicose, é certo que seu livro 'Mein Kampf', claramente lista uma série de idéias evolucionistas, particularmente aquelas enfatizando que a luta, sobrevivência do mais forte e o extermínio dos mais fracos produzem uma sociedade melhor" 1983; Jerry Bergman, "Darwinism and the Nazi Race Holocaust,"
Marx e Engels usaram os conceitos demonstrados nos escritos de Darwin para tecer o paralelo econômico na obra "O Capital".
Mas resta um senão: Darwin não poderia ser responsável pelo que seus discípulos fizeram. Assim como até mesmo os crimes cometidos por cristãos não podem ser atribuídos a Jesus Cristo.
Aí se encontra, não em "Origin of Species" mas em "Descent of Man" (1875) a defesa dos seguintes pontos de vista:
" At some period, no very distant as measured by centuries, THE CIVILIZED RACES WILL ALMOST CERTAINLY EXTERMINATE, AND REPLACE, THE SAVAGE RACES THROUGHOUT THE WORLD....The break between man and his nearest allies will then be wider, for it will intervene between man in a more civilized state, as we may hope, even than the Caucasian, and some ape as low as a baboon, instead of as now between the NEGRO or Australian and the Gorilla"
Leiam este trecho no mesmo livro:
"With savages, the weak in body or mind are soon eliminated; and those that survive commonly exhibit a vigorous state of health.We civilized men, on the other hand, do our utmost to check the process of elimination: we build asylums for the imbecile, the maimed, and the sick; we institute poor-laws; and our medical men exert their utmost skill to save the life of everyone to the last moment... Thus the weak members of civilized societes propagate their kind. No one who has attended to the breeding of domestic animals will doubt that this must be highly injurious to the race of man... excepting in the case of man himself, hardly anyone is so ignorant as to allow his worst animals to breed"(Darwin, 1871, 1896, p.133-134).
Ou seja: Darwin pregava que a supremacia das "raçaas mais favorecidas" não deveria ser considerada só no âmbito animal, mas também no humano. "Até mesmo os mais fracos elementos das sociedades civilizadas propagam sua linhagem. Ninguém que tenha auxiliado animais domésticos
a parir duvidará que isto é altamente prejudicial à raçaa humana...Exceto no caso do próprio homem, dificilmente alguém seria tão ignorante em permitir que os piores animais proliferassem".
A frase é cortante demais para permitir uma "distorções" dos conceitos Darwinistas...Hitler e Stalin simplesmente os colocaram no sistema de "produção em série". Ou seja: Darwin foi o autor "intelectual" dos crimes destes regimes.
É claro que nem todos os darwinistas se tornaram comunistas ou nazistas, mas o contrário não pode ser negado.
Além de tudo o paralelo com Cristo é igualmente falacioso: Cristo nunca ensinou nada diferente de "amar o outro como a si mesmo", "dar a outra face" e "atire a primeira pedra quem nunca tiver pecado". Isto é muito distante de considerar qualquer crime cometido por um cristão - ou pretenso cristão - como inspirado pelo próprio Jesus Cristo.
Resumo: se serviram como justificativa moral e científica para o barbarismo assassino do nazismo e do comunismo, que frutos virtuosos podemos esperar de sua doutrina?
quinta-feira, junho 24, 2004
Muito al�m de Golytsin: as revela��es do "Viajante do Tempo"
argumento de Bush:
Presidente russo diz ter advertido a Casa Branca sobre potenciais ataques de
Saddam Hussein aos EUA" (correio do povo- 20/06/04)
Aviso: Este � um texto totalmente paran�ico. Como o t�tulo diz, � um exerc�cio de criar um
cen�rio prov�vel das consequ�ncias da estrat�gia de desinforma��o e mentiras
delineadas e detalhadas por Golytsin em "New Lies for Old" e "The Perestroika
Deception".
Para atualizar os leigos no assunto: Anatoli Golytsin, desertor da KGB nos
anos 60, escreveu "New Lies For Old" em 1983 e "The Perestroika Deception" em
1995 antecipando todas as altera��es futuras no mundo sovi�tico, a ascens�o
de Gorbachev Glasnost e a Perestroika, incluindo at� a queda do muro de
Berlim, como uma estrat�gia para desarmar o Ocidente, fazendo-o acreditar que
tinha vencido a Guerra Fria e o regime comunista de modo triunfal.
Tudo n�o passou de jogo de cena para fazer o inimigo acreditar em ?paz? e
progresso globais. O real objetivo � a vit�ria final sobre o inimigo e o
atingimento do socialismo global.
A novidade com rela��o ao passado foi a incorpora��o dos elementos da pol�tica
NEP de L�nin num grau in�dito: fazendo de conta que o comunismo morreu, a
id�ia � que se acredite que os antigos pa�ses da cortina de ferro est�o
firmemente comprometidos com reformas liberais e democr�ticas em seus pa�ses.
Enquanto o primeiro est� correto ? estes pa�ses, incluindo a China, est�o
adotando realmente pol�ticas liberais de apoio � liberdade econ�mica. Mas
pelo singelo motivo que necessitam rapidamente acesso e dom�nio de novas
tecnologias e gera��o de riquezas, de modo a obter financiamentos � nova
investida global contra os pa�ses democr�ticos.
Deste ponto de vista, as viradas democr�ticas s�o apenas desinforma��o: todos
os l�deres ex-comunistas est�o de volta ao poder ?democraticamente? em seus
pa�ses de origem.
A outra frente de batalha, talvez a mais bem sucedida at� agora, � criar e
apoiar o mais inacredit�vel movimento pacifista que o mundo j� viu. � claro
que conjugado com a maior campanha mundial de desinforma��o contra os
presidentes dos Estados Unidos e de Israel. De fato, George W. Bush e Sharon
s�o os l�deres mais odiados pela opini�o p�blica mundial.
Outro elemento est� em influenciar
nas elei��es dos Estados Unidos. Claramente China e R�ssia alimentam a
contradi��o nos EUA, apoiando ma�i�amente os democratas em sua cruzada contra
os Republicanos e a guerra anti-terror. A jogada � fazer que as contradi��es
cheguem a um ponto pr�ximo de ruptura. Para isso o apoio log�stico e material
para terroristas isl�micos perpetrarem suas a��es contra os americanos no
Iraque � fundamental.
Pois bem. Estabelecido os pontos principais desta estrat�gia, chegamos ao
objetivo deste coment�rio, que � obter a vis�o mais clara das conseq��ncias
poss�veis destas a��es, de modo a estabelecer os objetivos de longo prazo.
Para isso , chamo a aten��o a um relato que � considerado uma ?lenda urbana?
da internet, mas que a leitura atenta se mostrou completamente coerente com
as a��es estrat�gicas do plano sovi�tico. O grau de consist�ncia dos relatos
� impressionante e pode-se ent�o definir toda a tese de Golytsin como o
?antes? e este como o ?depois?.
O relato que me chamou a aten��o trata-se do caso do ?viajante do tempo?
chamado John Titor (de "TIme TRaveller").
O caso de JT tem um site www.johntitor.com com as descri��es detalhadas, mas
quero resumir: um homem intitulado John Titor postou v�rias mensagens em
grupos de discuss�o na internet entre novembro de 2000 e fevereiro de 2001
relatando que viera do futuro, mas exatamente de 2036. N�o quero discutir
detalhes de f�sica qu�ntica e outras especula��es sobre viagens no tempo. O
que me interessa � sua descri��o sobre o que aconteceu no mundo at� aquela
data: os Estados Unidos sofrem com uma guerra civil de longa dura��o e o
mundo assiste a uma curta mas fulminante nova Guerra Mundial.
O relato destes dois acontecimentos guarda uma semelhan�a muito grande com as
a��es descritas por Golytsin que na minha opini�o deduzem ou que o autor
conhecia os conte�dos dos livros (editados em 1983 e 1995) e os usou para
forjar a sua est�ria. Ou ele conhece mais a fundo a estrat�gia e se permitiu
a mandar um aviso em forma de fic��o. Ou...
Bem. Vamos aos casos.
JT explica com alguns detalhes o ponto central da mudan�a do mundo em 2036: a
guerra civil nos Estados Unidos. Ela come�aria em 2005. "O conflito se
estender� por 10 anos. Em 2015, R�ssia lan�a um ataque nuclear contra as
maiores cidades americanas (que representam 'eles' na minha perspectiva de
guerra civil), China e Europa. Os Estados Unidos contra-ataca. As cidades
americanas s�o destru�das junto com o 'AFE' (American Federal Empire)...
apesar de tudo, n�s (os moradores do interior) sejamos os vencedores. A Uni�o
Europ�ia e a China tamb�m s�o destru�das. R�ssia � agora nosso maior parceiro
comercial e a capital dos EUA se mudou para Omaha, Nebraska".
"Os eventos mais violentos no mundo come�am com a desestabiliza��o do ocidente
como resultado da degrada��o da pol�tica externa dos EUA. Isto se torna claro
por volta de 2004, quando rebeli�es civis se desenvolvem pr�ximos � elei��o
presidencial. A popula��o de Israel n�o est� preparada para uma guerra
realmente ofensiva. Eles est�o preparados para um guerra realmente defensiva.
O fraco apoio ocidental � Israel d� aos seus vizinhos a confian�a necess�ria
para atacar. O �ltimo recurso de Israel contra a ofensiva de seus inimigos �
o uso de armas de destrui��o em massa. Num esquema geral, os acontecimentos
no Oriente M�dio s�o parte da coisa, n�o a sua causa".
Bem apesar de tudo, as v�timas n�o olham para os seus algozes (R�ssia e China)
com raiva. Eles acreditam que a culpa � deles mesmos, os americanos e seu
governo. Leia esta passagem : "Eu observo todos os dias o que voc�s fazem
com sendo parte de uma sociedade. Enquanto voc�s ficam a�, parados e sentados
enquanto observam sua constitui��o ser desconsiderada e destru�da, voc�s
cheios de orgulho comem comida envenenada, compram produtos manufaturados que
ningu�m necessita e viram de lado para n�o ver os milh�es de pessoas sofrendo
e morrendo � sua volta. Esta � a 'Lei Universal' que voc�s aprovaram?"
Waal, como diria Paulo Francis.
A estrat�gia tem como ponto inicial a promo��o de uma Guerra Civil nos Estados
Unidos. Com uma longa guerra civil, os inimigos das democracias ocidentais, a
China e a R�ssia tem todo o tempo do mundo para preparar o seu ataque final.
A lideran�a americana come�a a ser corro�da por dentro. A progressiva
desordem nos Estados Unidos d� a senha para ataques expansionistas da China e
dos inimigos �rabes dos Judeus. Ali�s a Europa tamb�m fica desprotegida.
E a� se revela que as estrat�gias da R�ssia e da China s�o de competi��o entre
si pela hegemonia global, com vantagem para a R�ssia , afinal. Cai a m�scara.
Notem que o evento mais importante para tudo acontecer, o evento que define o
grau de sucesso de todos os outros � o estabelecimento de uma longa guerra
civil nos estados unidos, enfraquecendo-o.
Claramente esta � uma estrat�gia da R�ssia. Por qu�? Por que na corrida contra
a China esta leva vantagem de j� possuir um n�vel tecnol�gico muito mais
avan�ado, al�m de ogivas nucleares. A China tem uma estrat�gia diferente,
ainda parecida com a antiga dos russos, que � colocar um presidente democrata
no governo que n�o ameace ou facilite seu acesso � tecnologias.
Na vis�o Russa, pelo contr�rio � imperativo estabelecer as bases para uma
longa guerra civil. Para isto � fundamental dois pontos: que o presidente
americano CONTINUE SENDO GEORGE W. BUSH!!!!
O sucesso retumbante do pacifismo anti-bush realmente foi muito maior do que o
esperado. Acabou colocando em xeque a at� ent�o segura re-elei��o de Bush.
Por isso, apesar de Putin ser , junto com a China, contr�rio � invas�o do
Iraque desde a primeira hora, era necess�rio uma mudan�a de postura. Ent�o ,
desde h� alguns dias � poss�vel encontrar as seguintes manchetes nos jornais:
?Bush agradeceu a Putin o apoio dado pela Russa a esta resolu��o (daONU).
�Aprecio a vossa ajuda, Vladimir�, disse o presidente norte-americano. O
presidente russo disse, por seu lado, que a aprova��o da resolu��o era �um
grande passo em frente� (09/junho/04).
"Bush e Putin 'de bra�o dado': Os presidentes dos EUA, George W. Bush, e
russo, Vladimir Putin, est�o dispostos a trabalhar em conjunto em quest�es
fundamentais iraquianas, como a nova resolu��o da ONU ou a prepara��o de
elei��es".(04 de maio/04)
"Putin diz que R�ssia alertou EUA sobre Saddam : R�ssia alertou os Estados
Unidos, por diversas vezes, sobre planos de "ataques terroristas" do
ex-ditador iraquiano Saddam Hussein contra o territ�rio americano, declarou
nesta sexta-feira o presidente russo, Vladimir Putin."(18/06/2004)
Ou seja: Putin est� apoiando Bush por que sabe que se deix�-lo sucumbir diante
de Kerry nas elei��es, as chances de criar uma ruptura nos Estados Unidos
ser�o nulas.
Os democratas v�o enfraquecer a guerra contra o terror, podendo at� se retirar
definitivamente do Iraque. Os ativistas isl�micos n�o ter�o tanto motivo para
ataques terroristas, o que n�o provocaria tanta pol�mica na opini�o p�blica
americana que propiciasse uma ruptura do tecido social.
Efetivamente, a extens�o da estrat�gia pode ser muito maior do que se pensa,
numa escala apavorante. N�o sei exatamente o que fazer contra tudo isso, mas
penso que a tornar p�blica as minhas divaga��es � a �nica forma de esclarecer
o ponto.
E acompanhar muito atentamente as pr�ximas elei��es americanas.
quinta-feira, junho 17, 2004
Primeira Leitura e a retomada americana: Mordendo a L�ngua!
Sua �nsia em denunciar que qualquer medida de corte de impostos � intrisicamente ruim e s� "beneficia os mais ricos" o site "Primeira Leitura" cumpre um sil�ncio obsequioso quando as suas profecias furadas n�o se concretizam.
Quando eles denunciam uma situa��o, prevendo coisas que efetivamente acontece, orgulhosamente isto � exibido em seu conte�do anal�tico como um grande feito. No caso do governo Lula, temos que concordar que o PLeitura n�o caiu no Lulismo Paz e Amor desbragado em que toda a m�dia acabou entrando.
J� na quest�o da retomada americana a coisa � bem diferente:
Leia o trecho anal�tico dos belos n�meros de crescimento dos EUA em outubro de 2003:
http://www.primeiraleitura.com.br/auto/entenda.php?id=2756
"O crescimento nos pr�ximos trimestres n�o ser� t�o vigoroso quanto no per�odo que passou; O crescimento que houver gerar� poucos empregos. Dois grandes pontos de interroga��o sobre o futuro.
Ademais, h� outros fatores que refor�am a id�ia de um ponto fora da curva, de um per�odo de crescimento n�o-org�nico, por assim dizer. O primeiro, e mais forte deles, � que o terceiro trimestre concentrou um pesado movimento de devolu��o impostos para os contribuintes, dentro dos tr�s grandes programas de redu��o dos tributos aprovados durante o governo Bush. Estima-se que isso significou uma inje��o de mais de US$ 100 bilh�es num per�odo consideravelmente curto de tempo. Seria literalmente imposs�vel que tal est�mulo n�o produzisse resultados positivos.
Evidentemente, n�o � isso que Bush disse nesta quinta. Para ele, a redu��o cambial aprovada em seu governo est� funcionando. N�o � nada isso. Cortes de impostos mal-dimensionados e feitos de maneira a privilegiar apenas as classes mais ricas do pa�s produzem, sim, algum barulho. Mas s� isso. O dinheiro do cheque assinado por Tio Sam uma hora acaba. � gasto com consumo ou para pagar d�vidas. E depois? Depois, n�o h� nada."
Agora, compare com a not�cia de hoje http://www.primeiraleitura.com.br/auto/leia.php?id=28137:
"A produ��o industrial dos EUA subiu 1,1% em maio, a maior expans�o desde agosto de 1998, de acordo com o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Em abril, a produ��o havia crescido 0,8%. O uso da capacidade instalada avan�ou para 77,8% no m�s passado, maior alta desde maio de 2001. Analistas esperavam alta de 0,8% na produ��o e aumento para 77,5% no uso da capacidade.
Para o Fed, o crescimento da atividade industrial, aliado ao aumento nas contrata��es, confirma a retomada da economia dos EUA"
Alguma palavra para entender o crescimento americano?
Nenhum...
Este � o jogo dos economistas socias-democratas de plant�o (entre outros coletivistas): As a��es de Bush na economia (redu��o de impostoso) n�o produzem resultados vigorosos. E quando os resultados vigorosos acontecem, s�o assim como um "fato da vida". N�o tem paternidade. O mais citado na mat�ria foi o FED - nenhuma palavra sobre a pol�tica econ�mica do presidente BUSH.
Nosso dever como liberais � denunciar este tipo de mistifica��o econ�mica.
Justamente h� uma semana do falecimento do saudoso presidente Reagan vemos que sua escola - que n�o � o NEO-liberalismo, mas o velho e simples liberalismo econ�mico - n�o morreu como muitos articulistas querem nos fazer acreditar.
O vigor da economia americana prova que as li��es de Reagan quando bem aplicadas ainda rendem resultados altamente positivos.
N�o podemos deixar esta grande oportunidade para botar na pauta da m�dia este novo renascimento americano...
quarta-feira, junho 16, 2004
A Verdade sobre o Iraque
"Estas pessoas querem que acreditemos que os iraquinaos n�o s�o dignos de confian�a, que odeiam a Am�rica e que este processo � um fracasso total, mas o que dever�amos ent�o acreditar? Podemos ousar questionar suas raz�es? Temos mentes independentes quie possam nos levar a enxergar todo o quadro? N�o existem muito fatos positivos que aconteceram no Iraque no �ltimo ano? Se todos os iraquianos s�o contra as mudan�as ou est�o indiferentes, ent�o como todos estes fatos positivos puderam ter acontecido? Poderemos parar e perguntar a n�s mesmos porqu� os terroristas est�o t�o interessados em mostrar suas a��es - cuidadosamente filmadas - ao mundo?
Estas pessoas querem que percamos a f� em n�s mesmos e obt�m ajuda de muitos pa�ses da regi�o que est�o com muito medo das mudan�as e tamb�m de pa�ses democr�ticos que odeiam o fato de a Am�rica estar no topo. Eles tamb�m t�m o apoio da grande m�dia americana que parece ter somente preocupa��o com nada a n�o ser dinheiro.
Eles dizem que George W. Bush quer que o mundo viva com medo por meio do seu cont�nuo discurso de "Guerra contra o Terror". Eu quero dizer que George W. Bush e sua administra��o t�m feito a coisa certa para a Am�rica, pelo Iraque, pela regi�o (Oriente M�dio) e pelo mundo todo. Voc� pode discordar da maneira que eles est�o gerenciando isto mas n�s n�o dever�amos deixar nossos sentimentos nos cegar de ver a verdade, e eu me sinto muito encorajado quando vejo muitos democratas apoiando seus governos na quest�o do Iraque. Por outro lado, o pessoal do movimento pacifista, a m�dia e os pa�ses que querem que desistamos, querem que acreditemos que o esfor�o � in�til, que os iarquianos n�o merecem o sacrif�cio, que os americanos est�o no Iraque pelo petr�leo e que todos os soldados americanso abusam e odeiam os iraquianos. Eles querem que vivamos em paz, na paz "deles", com cada um de n�s escondido atr�s de um muro e apontando um arma contra os outros, "todos os mu�ulmanos s�o terroristas", "iraquianos s�o b�rbaros que n�o entendem o conceito de democracia", "os americanso est�o no Iraque para controlar os po�os de petr�leo", "esta guerra n�o � nossa" eles insistem em gritar. � impressionante que estas pessoas sempre clamam por apoio � paz, liberdade e democracia quando eles n�o t�m a m�nima id�ia de como se faz para isto se tornar realidade! Mas a verdade � que eles s�o o coro do inferno!!
Eu decidi h� tempos atr�s n�o confiar em nada do que estas pessoas dizem nem o que a m�dia mostra. Eu decidi nem mesmo assistir � Al-Jazeera e Al-Arabyia. Eu decidi amar e confiar nos outros e n�o permitir que pequenos eventos cometidos por uns poucos ignorantes mudem minha vis�o sobre a na��o como um todo. N�o, meus amigos, eu recuso em cair na armadilha desta escurid�o moment�nea que est� muito longe da realidade n�o s� por que eu sou iraquiano mas por que eu n�o posso deixar que qualquer um me diga o que devo acreditar".
-By Ali.
Ali: 33 anos m�dico/solteiro/ graduado na Universidade de Bagd� em 1995. Deixou seu emprego por tr�s anos por que se recusou a servir no ex�rcito de Saddam, acabou fazendo o servi�o militar depois de perder a esperan�a de uma mudan�a, apenas para poder voltar � sua profiss�o. Agora trabalha em Bagd� como residente senior e est� estudando para se tornar pediatra. Interesses: xadez, livros (hist�ria, parapsicologia, pol�tica e romances)
Mais informa��es sobre o Iraque
"Um rep�rteres de uma das redes �rabes - eu n�o quero mencionar o nome - chegou ao centro da cidade, juntou um grupo de adolescentes, deu a cada um deles US$ 20,00 e algumas fotografias de Saddam. Ele ent�o pediu a eles para gritar e dan�ar e fez uma "grande" mat�ria disso. A mesma coisa aconteceu novamente exatamente da mesma maneira!"
E tem gente por aqui que mostra Al-Jazeera e Al-Arabya como fontes "confi�veis"...
terça-feira, junho 15, 2004
Por qu� o Mundo �rabe anseia tanto a derrota da coaliz�o...
"A resposta a esta pergunta � de que o mundo �rabe age covardemente contra si mesmo, auto-iludido, com falta da necess�ria coragem para reconhecer e admitir os fatos como eles s�o como o Jap�o e a Alemanha reconheceram depois da Segunda Guerra, e ent�o o que falta ao Mundo �rabe � coragem necess�ria para admitir suas auto-insufici�ncias, suas fraquezas, pobreza, ignor�ncia e sua pobre capacidade pr�tica e cient�fica ...
O Mundo �rabe acredita at� hoje - como � ensinado pelas institui��es Pan-Ar�bicas civis, militares e religiosas - que o Andalus (Espanha) ir� retornar, que a Palestina ter� o territ�rio livre do Rio Jord�o at� o mar, que Iskenderun (Iskenderun � um centro econ�mico importante e um dos maiores portos da Turquia no Mediterr�neo) ir� retornar, que Al-Mahdi vai reaparecer, que a lideran�a de Saddam e os assassinatos em massa ir�o retornar ao Iraque, e que Saddam - como j� aconteceu antes - com o suporte das institui�oes Pan-Ar�bes e religiosas liderados pela Irmandade Mu�ulmana de o partido Baath ir�o vencer novamente, mesmo de tr�s das grades!"
segunda-feira, junho 14, 2004
Depois do "Oil for Food" , a ONU apresenta o "Sex for Food"
WorldNetDaily: Tropas da ONU exploram sexualmente jovens refugiadas no Congo : "Tropas de paz das Na��es Unidas est�o explorando sexualmente adolescentes v�timas de estupro que querem deixar a Rep�blica Democr�tica do Congo, de acordo com um invstiga��o do jornal brit�nico Independent"
"Muitas das garotas, com idade de 13 anos, s�o jovens m�es que usaram a moeda do sexo para obter comida para alimentarem seus beb�s famintos".
"As garotas , que vivem num campo de refugiados em Bunia, noroeste do Congo, j� eram v�timas de estupro m�ltiplo por milicianos.
"O jornal brit�nico entrevistou as garotas e enfermeiros que disseram que todas as noites as garotas se esgueiravam atrav�s de uma cerca de arame farpado e se encontravam com os soldados da ONU, de modo a vender seus corpos para soldados Marroquinos de Uruguaios."
� dose: Algu�m ouviu falar de alguma coisa por aqui? Claro que n�o! A ONU � tratada aqui como uma institui��o "intoc�vel" , em que cada deslize � cuidadosamente apagado....
Lech Walesa lembra Ronald Reagan
No blog oficial de George Bush h� uma declara��o do l�der do Solidariedade, Lech Walesa sobre Reagan:
GeorgeWBush.com :: Official Blog: "Embora suas pol�ticas eram questionadas em casa, o Presidente Reagan, era um her�i para aqueles que vivam atr�s da cortina de ferro. e Walesa oferece uma lembra�a poderosa da op��o que Reagen fez em dire��o da liberdade:"
".....There were no doubters among those who swung hammers at the hated wall as the first and hardest blow had been struck by President Ronald Reagan."
"Ronald Reagan acreditou na for�a da verdade na condu��o da pol�tica externa. Quando ele viu a maldade se instalando no horizonte, ele a chamou pelo nome. N�o havia ningu�m que duvidasse seja nas pris�es ou nos Gulags, onde os dissidentes espalhavam a not�cia do que o Presidente Reagan tinha ousado dizer. N�o havia quem duvidasse disso nos por�es dos navios, nas igrejas e nas reuni�es secretas, onde bravos homens e mulheres come�avam a ouvir os estalidos e rangidos de um imp�rio que ruia. N�o haviam d�vidas entre os que baixaram os martelos sobre o odioso Muro de que o primeiro e mais duro ataque contra ele tinha sido dado pelo Presidente Ronald Reagan"
Bravo ! Walesa!!
Um homenagem justa a quem acreditava e lutava n�o s� pela "liberdade econ�mica" mas acima de tudo na "Liberdade" onde houvessem seres humanos precisando delas....
quinta-feira, junho 10, 2004
Herald Sun: Experts da ONU encontram evid�ncia de Armas de Destrui��o em Massa [10jun04]
� verdade pessoal: aquelas armas que o pessoal creditava � imagina��o f�rtil dos americanos. Um pretexto para invadir o Iraque. As mesmas que os inspetores da ONU (enganados pelos americanos - coitadinhos) procuravam evid�ncias de que tinham sido destru�das... ("Pera�!" Se n�o existiam, como a ONU pediria provas de sua destrui��o ao Iraque? Hummm).
Bueno, os inspetores da ONU acharam evid�ncias das tais armas na Jord�nia!! Isto mesmo.
Lembra quando Bush mostrou aqueles v�deos em que ve�culos iraquianos saindo de s�tios suspeitos exatamente no momento das visitas "de surpresa" da ONU?
Pois �. Descobriram na Jord�nia (num terreno baldio) 20 motores usados nos m�sseis Al Samoud iraquianos. A est�ria � a seguinte: o Iraque enviou como "scrap" (sobras) v�rios itens que constavam na pauta dos materiais e equipamentos monitorados pela UN. Claramente uma forma de "esconder" as evid�ncias.
Os itens incluem turbinas para m�sseis de longa dist�ncia (proibidos no Iraque), reatores qu�micos , trocadores de calor e um recipiente para mistura de propelente s�lido (para fabricar combust�vel de m�sseis).
O material saiu do Iraque e j� foi encontrado em pa�ses como Holanda, Arg�lia, Turquia, Alemanha, Fran�a, Chile, Espanha, R�ssia, China e ...Brasil.
Sim!
N�s tamb�m recebemos "lixo de destrui��o em massa".
Gozado que a maioria dos pa�ses que receberam tal material s�o pa�ses que lutaram at� o �ltimo minuto contra a invas�o do Iraque. Tudo por que n�o haviam "evid�ncias" claras sobre as armas de destrui��o... Claro! Estavam bem protegidas em seus pr�prios pa�ses!!!
Pacifistas? Pois sim!!
Coisas que eu detesto : Consulta � devolu��o do IRPF
O endere�o do site � Secretaria da Receita Federal
Ent�o est� inaugurado a vers�o 2004 do esporte que mesmerizou a aten��o do p�blico em 2003!!!
As vezes me parece que tudo isso foi urdido por uma mente doentia e s�dica de modo a deixar os pobres contribuintes como eu em "suspense" por mais de 10 meses.
No ano passado, consultei TODOS os lotes, religiosamente, a cada an�ncio de libera��o de consulta. Confesso que nos 5 �ltimos j� me benzia, batia tr�s vezes na madeira e rezava uma Ave Maria antes de proceder � consulta... Tudo em v�o...
Se por acaso um dia eu acabar perdendo minha f� em Deus, com certeza esta ser� uma das pequenas raz�es.
Para "facilitar" a minha vida, o governo disponibilizou naquele ano, um "aviso" autom�tico por e-mail. Eu pensei: finalmente uma coisa boa!! Chega de consultar religiosamente o site da receita.. Posso receber por e-mail um aviso quando minha restitui��o ficar dispon�vel. Pr�tico e racional.
Cadastrei meu endere�o de e-mail e fiquei a esperar...
Quando recebi meu primeiro "aviso" alguns dias depois fiquei em �xtase!! A coisa funciona!
Abr�-lo na maior ansiedade... Para dar de cara com um aviso lac�nico: "Seu nome n�o consta do lote atual de restitui��es. Aguarde o pr�ximo lote"...
U�? N�o era uma aviso para quando a restitui��o fosse liberada? Ent�o para que enviar quando ela N�O fosse liberada?
At� voltei ao site para saber se havia um aviso para quando N�O fosse liberado (sei l�... tem tanta gente masoquista neste mundo) e talvez outro para quando realmente FOSSE liberado. N�o havia. Era isso mesmo.
Tentei descadastrar... Sem sucesso.
Ao cabo de dois meses, eu continuava a consultar afoitamente o site e ainda recebia os tais e-mails de aviso que eu n�o havia sido contemplado...
Depois de tr�s meses, eu via cada e-mail de aviso como um esc�rnio: "Oi!... Olha eu aqui de novo...Ainda n�o foi desta vez...(risos hist�ricos!!!)"... Acabei cadastrando o endere�o da receita na lista de spam...
A coisa foi indo at� que finalmente chega dezembro...
Parece que finalmente ia conseguir algo, pois o "clamor popular" havia chegado aos jornais. O ministro Palocci prometeu ent�o que at� o final do ano seriam pagas as restitui��es - "se houver caixa suficiente"..
Quer dizer que o governo pegou nosso dinheiro indevidamente e agora n�o tinha como devolver o que roubou?? Sem coment�rios.
Mas dezembro passou e nada...S� fui receber a minha restitui��o em abril deste ano...
Fui descobrir uma coisa curiosa: todos os meus colegas de trabalho tamb�m estavam na mesma situa��o! A causa, segundo me explicou um colega do setor fiscal, era que minha empresa tinha alguns cr�ditos pendentes com a receita. Que por sua vez se "vingou" nos funcion�rios...
Ent�o: � ou n�o � sadismo em estado bruto?
Vejo que para este ano a coisa est� mais refinada. A receita lan�ou um site de consulta da devolu��o agora h� pouco. A "novidade" � que para consultar agora al�m do CPF � obrigat�rio o n�mero do recibo de entrega da declara��o!!!
Poderiam ter colocado o n�mero da identidade, nome do pai ou da m�e, a data de nascimento ou at� o n�mero da placa do carro, mas acharam um que NINGU�M guarda!! Talvez isso fosse retardar o acesso do pessoal mais uns dois ou tr�s dias, at� que o povo achasse o tal recibo no meio da papelada do imposto de renda l� na gaveta do escrit�rio..
Ontem li nos jornais que o site n�o funcionou!! Hoje foi lan�ada nova vers�o....
Acabei de entrar.. E adivinha : "Resultado indispon�vel"...
Este ano ser� inesquec�vel....
quarta-feira, junho 09, 2004
terça-feira, junho 08, 2004
"Ronald(o) foi Pra Guerra" e "O Rock Errou" ...
O bom mesmo era ficar falando mal do Figueiredo, Delfim, da infla��o e escutar m�sica de "protesto".
Naquele ano eu comecei a aprender viol�o e a primeira m�sica que aprendi foi o cl�ssico "Pr� N�o Dizer Que N�o Falei de Flores" do Geraldo Vandr�.
Esta can��o era o s�mbolo da uma gera��o "amorda�ada" pelo regime militar. Liberada em 1979 virou grande sucesso nas r�dios e foi regravada com mais sucesso ainda pela Simone em LP lan�ado em dezembro de 1979.
Mas havia uma nova gera��o que nascia: o rock brasileiro.De Bras�lia vinham bandas como Capital Inicial, Plebe Rude e principalmente o Legi�o Urbana."Gera��o Coca-Cola" virou nosso hino: "Somos os filhos da revolu��o/ Somos burgueses sem religi�o / Somos o futuro da na��o / Gera��o Coca-Cola"...
Ronald Reagan?
Um caub�i est�pido que n�o satisfeito em explodir o planeta, queria ainda levar a guerra ao espa�o sideral...
Na Inglaterra ent�o t�nhamos a "Dama de Ferro", Margaret Thatcher, que invadiu a Argentina...
O Lob�o � que tinha raz�o quando cantava que a "Dama de Ferro e Podre" "errou"..("O Rock Errou" - 1986).
Em suma: �ramos n�s, os jovens idealistas e rom�nticos de um lado e os "bandidos" do outro: Reagan, Thatcher e os milicos...
Corte: 1989
L� estava eu comemorando a queda do Muro de Berlim e me dei conta de como eu tinha mudado naquela d�cada.
Quem acertou? Margareth Thatcher e principalmente Ronald Reagan.
Estas duas personalidades foram os grandes respons�veis pela mudan�a do mundo exterior e do meu mundo interior.
Reagan, com seu jeito de caub�i, resolveu falar as coisas pelos nomes que elas tinham. A Uni�o Sovi�tica era o "Imp�rio do Mal". E a enfrentar o inimigo da mesma maneira. Enquanto isso a Europa continuava - e continua - anestesiada pela "det�nte" pop em que socialistas da hora e personalidades da m�dia condenavam a instala��o dos m�sseis defensivos na Alemanha, por exemplo.Reagan insistia em investir na defesa da Europa de modo direto, respondendo na mesma moeda a qualquer provoca��o sovi�tica.
Ali�s � curiosa a tradi��o europ�ia de sempre tratar o inimigo com flores e rapap�s e desconfiar dos aliados.
Pois bem, este homem conseguiu fazer desmoronar o "Imp�rio do Mal" sem disparar um �nico tiro. Tamb�m calou a voz de conhecidos mecenas do terrorismo internacional como Kaddafi.
Sua defesa do liberalismo econ�mico e seu fabuloso "Reaganomics" (r�tulo que a oposi��o jocosamente tentou impingir mas que acabou saindo pela culatra..), reativaram o gigante adormecido americano e fizeram dele um dos maiores presidentes da hist�ria americana.
Enfim, o que eu posso dizer mais sobre ele?
Sabe, � dif�cil de escrever agora, na ocasi�o de sua morte. Dizer que � uma "perda irrepar�vel" � um lugar comum mas que - infelizmente - n�o tenho outras palavras para descrever.
Vou sentir muito a sua falta. E O mundo tamb�m....
O que sei dizer com certeza � que Lob�o dos anos 80 estava certo.
" O Rock Errou*"!
"Ronaldo foi pra Guerra"* e venceu!!!
* T�tulo de duas m�sicas famosas de Lob�o dos anos 80.
Lu�s Afonso
terça-feira, junho 01, 2004
Pedro Mallman, Marco Aur�lio, Eu , Fernando. Carlos Guilherme, Assandro e J�lio Belmonte
Veja fotos em la3-liberal.buzznet.com
 

quinta-feira, maio 20, 2004
Well-Fare State ou Well- "Fairy Tale" ?
A social-democracia é um modelo econômico "híbrido" que teoricamente tenta agregar o melhor do capitalismo e do socialismo.
Na indústria do software, especialmente no sistemas integrados de gestão, existem empresas que ao invés de escolher uma única solução para toda a sua operação, definem implementar uma abordagem chamada "best of breed" que é escolher a "melhor solução" do mercado para cada operação. Então podemos ter na mesma empresa, um sistema para controlar o estoque e outro sistema para gerar o faturamento, por exemplo.
Ao fim e ao cabo, ao invés de termos um sistema integrado e robusto único - em que aparentes deficiências localizadas acabam se anulando pelo efeito sinérgico - temos uma colcha de retalhos, desintegrada, com custo proibitivo de implantação e uma verdadeira babilônia para manter as integrações entre diferentes sistemas..
Podemos dizer que a social-democracia seria o "best of breed" dos modelos econômicos: ela tenta manter do capitalismo a cren�a na liberdade econ�mica plena, na �nfase � inova��o e no mercado como regulador natural de pre�os e demandas. Do socialismo agrega o conceito de "bem estar" social, em que o governo se encarrega de prestar aos cidad�os ? de modo gratuito e universal ? todos os servi�os que seriam de sua responsabilidade: sa�de, educa��o, seguran�a, alimenta��o, seguro-desemprego, e muitos outros etc.
O problema � que a conta n�o fecha. Para poder manter, controlar e dar acesso dos servi�os p�blicos � toda a popula��o, o tamanho do estado tem que aumentar de forma proporcional. E sabemos que cada vez que o estado aumenta, a carga tribut�ria aumenta para apoiar o aumento da m�quina estatal. Por conseq��ncia, como dois corpos n�o podem ocupar o mesmo espa�o, o setor privado encolhe. Com isso temos um menor desenvolvimento que vai ter cada vez menos condi��es de financiar a opul�ncia do estado e que fatalmente ir� minar o modelo ao longo do tempo, condenando-o ao fracasso.
Apesar disso, existem muitos sociais-liberais que acreditam na via "sueca". A Su�cia seria o pa�s-s�mbolo do modelo social-democrata. Segundo seus defensores, estando bem posicionada em dois �ndices importantes como o da liberdade econ�mica do Instituto Fraser (19� lugar - base 2002) e o �ndice de Desenvolvimento Humano da ONU (2� lugar - base 2002) , bastaria para colocar a experi�ncia sueca (e dos pa�ses b�lticos em geral) acima do capitalismo ocidental norte-americano, por exemplo.
Para refutar estas vis�es, apresento alguns dados.
Primeiro: Alguns "fatos sobre a Su�cia" (leia completo em ttp://www.washingtontimes.com/commentary/20040425-102740-9436r.htm)
1. Nenhum novo emprego tem sido criado no setor privado sueco desde 1950.
2. "Nenhuma das 50 maiores companhias da bolsa de Estocolmo foi criada
depois de 1970."
3. "...mais de 1 Milh�o de pessoas est�o sem trabalho e por volta de 4
milh�es n�o tiveram emprego em 2003, vivendo dos variados tipos de
programas governamentais de bem estar social como pens�es, seguro
desemprego, aux�lio sa�de, etc.."
4. "A Su�cia caiu do quarto para o d�cimo-quarto lugar em 2002 entre
os pa�ses mais industrializados e influentes (OECD) em termos de PIB
per capita desde 1970."
Segundo: Opini�o de quem mora por l�.
O blogueiro sueco Martin Lindeskog (http://egoist.blogspot.com/2004_03_01_egoist_archive.html) tem uma opini�o ainda mais �cida sobre o modelo democr�tico sueco:
"Como um capitalista radical e um Americano de esp�rito, eu tenho passado maus bocados tentando me habituar com o modelo de economia misto dentro do 'para�so' socialista da Su�cia. Aqui os direitos dos trabalhadores s�o controlados e manejados por fortes sindicatos. O Partido Social Democrata que se mant�m no governo d� um apoio moral aos sindicatos em troca do endosso dos l�deres sindicais e um grande percentual de votos dentro da classe trabalhadores nas pr�ximas elei��es. � dif�cil encontrar alguma forma de 'dec�ncia humana b�sica' aqui no 'welfare state'. Tudo gira em torno de partidos pol�ticos, grupos de press�o e um ineficiente setor p�blico."
Terceiro: O alto �ndice obtido pela Su�cia no IDH pode ser considerado completamente duvidoso.
O Fraser Institute tem s�rias d�vidas sobre o m�todo de c�lculo usado pela ONU em seu �ndice de Desenvolvimento Humano. As restri��es s�o bem fundamentadas. Segundo eles "o �ndice da Onu � profundamente falho. Usa uma f�rmula matem�tica inapropriada, feita deliberadamente para reduzir o peso do progresso econ�mico das na��es. Al�m disso o �ndice da ONU n�o leva em conta o progresso tecnol�gico e a facilidade das pessoas em se comunicar com as outras.
'Francamente, o estranho � que o �ndice da ONU parece n�o avaliar corretamente os avan�os econ�micos', diz Fred McMahon, diretor do Centro para Estudos sobre Globaliza��o do Fraser Institute. 'Quando o PIB per capita aumenta, o bem estar dos cidad�o tamb�m aumenta. Mais importante � que o crescimento econ�mico � o motor para a redu��o da pobreza'.
A f�rmula que a ONU usa minimiza o peso dos avan�os econ�micos quando o n�vel de PIB per capita atinge o n�vel de U$ 7.000,00. 'N�o faz nenhum sentido dizer que qualquer ganho acima deste n�vel s�o de alguma forma menos importantes', diz McMahon". (fonte:http://www.fraserinstitute.ca/shared/readmore.asp?sNav=nr&id=455)
Ent�o o Fraser Institute lan�ou o seu pr�prio �ndice de "Progresso Humano" corrigindo as falhas apontadas no IDH da ONU. Neste estudo, lan�ado no ano de 2002 a coloca��o da Su�cia cai de 2� para 8�, e os Estados Unidos passam de 6� para 5�.
Mas nem � necess�rio ir t�o longe para desacreditar o modelo. Se analisarmos os dados referentes � Liberdade Econ�mica (base 2002) verificaremos que a Su�cia compartilha o �ndice 19� em liberdade econ�mica. Pode ser considerado alto? Em tese sim, mas n�o pode ser considerado como o pelot�o de frente da liberdade econ�mica mundial.
Com o mesmo �ndice da Su�cia, encontramos os seguintes pa�ses: Emirados �rabes Unidos, Oman, Panam�, e Portugal. Isto lhe parece a "elite" da liberdade econ�mica mundial? N�o. Evidentemente que n�o! No pelot�o logo � frente da Su�cia encontramos a �ustria, Chile, Alemanha e B�lgica. Ou seja at� nossos vizinho sul-americano tem mais liberdade econ�mica que o nosso "modelo" sueco.
Para comprovar minha tese, criei um novo �ndice, que seria a soma do �ndice de Liberdade Econ�mica e o �ndice de Progresso Humano (o IDH corrigido) ambos do Fraser Institute (base 2002). Neste novo �ndice temos no Top Ten (com a respectiva pontua��o) :
1.Sui�a (8)
2.Estados Unidos (8)
3.Luxemburgo (14)
4.Dinamarca (15)
5.Reino Unido (16)
6.Netherlands (17)
7.Finl�ndia (18)
8.Austr�lia (18)
9.Cingapura (23)
10.Isl�ndia (24)
A Su�cia nem fica na fica na lista, amargando um distante 16� lugar....
Resumo: A vida � dura mesmo, " ... e obter�s o p�o com o suor do teu rosto" explica muito mais a realidade como ela � do que o "..and they lived happilly ever after" dos doces "fairy-tales".
quarta-feira, maio 19, 2004
A Elei��o em Porto Alegre
Ali�s, � o �nico que se apresenta com este r�tulo...
Mas - sinal dos tempos - vemos que nem entre as hostes que deveriam defender o liberalismo, afinal o Onyx � do PFL, o discursinho coletivista n�o arrefece....
Eis um blog novo que d� um panorama sobre estes liberais "gramscianos" que concordo em 100%.
Enquanto os gramscianos de esquerda dizem uma coisa e fazem outra, os liberais gramscianos acabam acreditando no pr�prio discurso-"nicho de mercado". E quando isso acontece o resultado � �bvio: adeus liberalismo.
Uma das principais bandeiras do Onyx candidato � tipicamente canhotinha: "Universidade para todos"....
� de chorar!!!
E a� vai o link....
DE DENTRO DO BUNKER: Lorenzoni e a oposi��o ao PT
quarta-feira, maio 12, 2004
Se��o Nostalgia : Discoth�que
Reuni os remixes feitos com o software acid pro em uma p�gina no geocities.
Quem quiser testar, fa�a download na p�gina:
http://www.geocities.com/la3br/musicas/index.html
"Everybody Dance..."
sexta-feira, maio 07, 2004
M�dia Sem M�scara -- Neg�cio da China
Coment�rio: � bom para o ego, mas tamb�m d� a falsa impress�o que eu possa estar no mesmo n�vel de Olavo de Carvalho, Heitor de Paola, Ubiratan Iorio & Nivaldo Cordeiro... Falta muuiito. E com certeza vai continuar faltando, por maior o esfor�o aplicado.
Mas como o importante � a mensagem, n�o o seu autor, o objetivo est� alcan�ado.
Encaro este humilde blog como um p�lpito eletr�nico. E igualzinho aos pastores, o que importa aqui � a mensagem e n�o seu propagador. � isso. N�o me considero na verdade o autor destas mensagens, mais um catalisador da rea��o, pois eu tenho acesso � informa��o e (ainda) aos meios de propagar a mensagem...
M�dia Sem M�scara - "Neg�cio da China"
quarta-feira, maio 05, 2004
O Fascismo � Fashion
Para quem est� de saco cheio daquelas camisetas pr�-Guevara, esta � um modelo ideal para "radicalizar"...
Compre aqui: Bureaucrash - Dispatches
Quem armou Saddam??
O gr�fico acima � interessante. Mostra os maiores fornecedores de armas para o regime de Saddam Hussein de 1973 a 2002.
Nos primeiros lugares os campe�es do pacifismo �til: R�ssia, Fran�a e China...
O Brasil vem em sexto lugar e os EUA num distante 11� lugar...
Leia o texto completo em :the dissident frogman's Propaganda Bureau | Top of the pops ? Top des Hits
segunda-feira, maio 03, 2004
A infantiliza��o do debate
A produ��o intelectual e o revisionismo hist�rico est�o criando uma nova gera��o de pessoas que acreditam fielmente em estere�tipos. Processos hist�ricos lentos, intrincados e at� contradit�rios ganharam r�tulos simplificantes para as novas massas de analfabetos-funcionais.
Como exemplo assisti ao filme infantil �Caminho para El Dorado� do est�dio do Spielberg, onde os r�tulos politicamente corretos e imbecilidades se encontram aos montes.
Cort�z � representado por uma figura enorme, brutal e sem cora��o, distribuindo amea�as e senten�as como verdadeiro �soldado de Cristo�....
J� os �mocinhos� s�o dois trapa�eiros que s� querem saber de ouro mas que acabam encontrando o amor e a bondade ind�gena...
No meu tempo os modelos vigentes (Pato Donald, Tom e Jerry) eram acusados de agentes do imperialismo e incita��o � viol�ncia....
Na representa��o atual, o embate de id�ias na pol�tica internacional � tratado como uma mera luta de mocinhos e bandidos.
Os bonzinhos � claro representados pelos ateus, socialistas, democratas, ONU, ecologistas e outros coletivistas (at� evetualmente isl�micos fundamentalistas e terroristas s�o colocados na turma dos mocinhos..)
E os bandidos s�o os de sempre: capitalistas, liberais, republicanos, crist�os fundamentalistas & conservadores. E se juntar tudo numa s� entidade - VADE RETRO � a� estamos diante do pr�prio Satan�s...
Em primeiro lugar, � incr�vel como uma cultura laica como a ate�sta, que professa a total relatividade moral (afinal n�o h� Deus) tenha gerado a um sistema de valores totalmente "moralista", com bons e maus. Ora, se Deus n�o existe, por qu� o dem�nio existiria? Ent�o n�o existem seres humanos bons e maus... Simplesmente mais ou menos adaptados. E como somos resultados da evolu��o, a consequ�ncia � confirmar que os mais adaptados sobrevivam, restando aos fracos e menos adaptados o caminho inevit�vel da extin��o.Por qu� ter pena ent�o dos menos capacitados??
Este � o �caminho da servid�o� que levou � Nietzche, Karl Marx e rendeu frutos em Hitler e St�lin...
S� que no samba do criolo doido do �politicamente correto� o per�odo em que argumenta��es racionais s�o permitidas j� se encerrou. E se encerrou quando a �teoria de evolu��o� foi aceita de bra�os abertos pela sociedade cient�fica � e com ela seus afilhados Nietsche e Karl Marx. Da� se come�ou a falar em socialismo �cient�fico� e outras coisas - faladas at� hoje nos c�rculos socialistas. Em sua pr�xima fase foi absorver o terceiro-mundismo �n�o alinhado� (fabricado pela pol�tica externa sovi�tica) da ONU como resultado do capitalismo �amoral� ou �imoral�.
De Rousseau veio o conceito de que o homem � intrinsamente �bom� e � a sociedade que o deforma.. Da� para dizer que o sistema � que � �assassino� e n�o as pessoas � um passo m�nimo...
Em resumo: a fragilidade dos argumentos � tanta, dentro da vis�o politicamente correta que s� mesmo recorrendo a figuras do bicho-pap�o para enganar esta plat�ia. E a plat�ia gosta de ser enganada...
E nem sei se j� n�o � muito tarde para que estas pobres criaturas saibam que �Free Will� n�o tem nada a ver com �Free Willy!!�
quinta-feira, abril 29, 2004
Deve-se destacar o que, no jarg�o petista (ou socialista), quer dizer que "estar�o cada vez melhor" (sic)... Para os seus pr�prios funcion�rios, cargos de comiss�o e outros. Somente neste vis�o � que se pode considerar a privatiza��o uma "amea�a".
Os Correios j� foram considerados a institui��o mais confi�vel do Brasil por pesquisa do IBGE. Mas desde que as camarilhas neo-socialistas (PDT) e retro-socialistas (PT) tomaram o poder o que est� acontecendo � flagrante. Na gest�o anterior, do ex-prefeito de Passo Fundo Airton Dipp (PDT) a coisa j� estava de mal a pior, com gente despreparada substituindo profissionais de carreira de modo irrespon�vel.
Parece que esta � o direcionamento atual...
Pobres dos eleitores.. e usu�rios...
quarta-feira, abril 28, 2004
Diminui��o do Estado: A receita da Nova Zel�ndia
Este exemplo veio direto do blog de John Ray, da Austr�lia (dissectleft.blogspot.com) do qual sou leitor ass�duo e eventual "correspondente" na Am�rica Latina.
�Quem pensa que � imposs�vel diminuir o tamanho do Estado, deveria ler o que a Nova Zel�ndia fez durante os anos 80: 'N�s obtemos uma redu��o global do tamanho do Estado de 66 por cento, medida em n�meros de funcion�rios p�blicos. A participa��o do governo no PIB caiu de 44 para 27%.' A esquerda se preparou para a cat�strofe resultante disto mas isto de fato tornou a vida dos Neo-Zelandenses melhor do que nunca�
A receita? Leia aqui http://www.hillsdale.edu/newimprimis/2004/april/april_printable.htm
terça-feira, abril 27, 2004
Neg�cio da China
"Elei��o direta � vetada em Hong Kong (da ag�ncia folha - 27/04/2004)
"O governo dos EUA se disse �desapontado" com a decis�o chinesa. J� o Reino Unido, de quem Hong Kong foi col�nia por 156 anos, afirmou que a atitude chinesa contraria os acordos firmados para a devolu��o do territ�rio � China, em 1997."
O comportamento repetitivo das democracias ocidentais nesta est�ria � impressionante: SEMPRE ACREDITAM que as inten��es dos comunistas s�o sinceras.
Mas por via das d�vidas, fazem tais pa�ses assinar acordos para "garantir" que as que inten��es sejam realmente implementadas. A cren�a ocidental de que institui��es internacionais, acordos, compromissos bilaterais e outras regulamenta��es possam garantir a execu��o das inten��es � realmente aterradora.
O mundo ocidental cr� nisso t�o arraigadamente que acredita que seja a solu��o definitiva e "pac�fica" para todos os conflitos e quest�es internacionais.
Ser� que quase 70 anos de implanta��o do comunismo como regime pol�tico n�o levaram algum aprendizado ao ocidente? 70 anos de espionagem, tortura, campos de concentra��o e trabalhos for�ados escondidos sob o manto de acordos, promessas e boas inten��es n�o incutiram alguma experi�ncia e traquejo em lidar com esta estirpe?
N�o. Efetivamente n�o.
O com�rcio exterior tomou decididamente o rumo em dire��o � China de modo avassalador. E esta abertura chinesa iniciada em Deng Xiao Ping provoca rea��es e antecipa��es (digo mais "esperan�as") no capitalismo liberal de que fatalmente a abertura econ�mica levar� a abertura pol�tica. Consideram isto uma consequ�ncia inevit�vel. Nem o massacre na Pra�a da Paz Celestial afastou a turma dos liberais "hegelianos" (termo cunhado por Heitor de Paola) de sua f� por muito tempo.
A causas disto ao meu ver s�o:
- A cren�a que o comunismo acabou com a vit�ria da democracia capitalista de modo definitivo. Ningu�m mais acredita em comunismo, a KGB acabou e quem acredita nisso � "paran�ico".
- O "exemplo" do capitalisto democr�tico se alastraria pelo mundo de modo natural e triunfante: Se at� a China adota o capitalismo (um mercantilismo exportador eu diria) e isto gera riquezas ao estado e seus habitantes seria um desdobramento coerente esperar pela ado��o de algum modelo de democracia mais � frente. Afinal � o �nico modelo que comprovadamente "funciona".
- O pacifismo como pol�tica externa: A "det�nte" oitentista numa cruza transg�nica com o "paz e amor" hippie se transformaram num "enpeasement-new-age" em que rezas, passeatas e ret�rica oca encabe�adas pela ONU tomaram o lugar de uma real pol�tica externa.
O resultado � que o Ocidente virou novamente um "crente" em "boas inten��es", mesmo lidando com regimes assassinos. Se acreditaram em acordos firmados at� com pa�ses como a Cor�ia do Norte (na quest�o nuclear) como n�o acreditariam na China?
O m�ximo que se poder fazer contra esta a��es agora � demontrar "desapontamento", depois da porta arrombada, n�o adianta mesmo colocar cadeado novo. A melhor garantia de que qualquer acordo seja cumprido � a firme vigil�ncia dos ex�rcitos. O problema � que a China tem o MAIOR ex�rcito do mundo (de baixa tecnologia, por enquanto - afinal quem acha que os chineses est�o aprendendo a produzir eletr�nicos para vender brinquedos est� se enganando redondamente.) Quem ent�o, poderia agora exigir da China o cumprimento aos acordos?
Isto traz `a baila a quest�o do com�rcio com pa�ses anti-democr�ticos. Ser� que realmente estamos melhorando a vida da popula��o chinesa e fomentando uma prov�vel futura "luta" pelos direitos humanos? Ou apenas dando dinheiro e tempo para a nomemklatura Chinesa dar mais uma volta no torniquete do controle estatal sobre o cidadad�o chin�s enquanto ele se diverte com sua nova "liberdade" de consumo?
A quest�o de fundo � se a vis�o pol�tica deve prevalecer sobre a vis�o econ�mica, nas quest�es externas. Eu acredito firmemente que sim. Devemos fazer como Jo�o VI e abrir os portos �s "na��es amigas"...
A est�ria da China lembra aquela velha f�bula do sapo que ajuda o escorpi�o a atravessar o rio com a condi��o de o escorpi�o nunca o ferr�-lo.
A diferen�a aqui � que o escorpi�o j� atravessou o rio e tem todos os sapos do outro lado para se alimentar....
Enquanto isso, nossos "hegelianos" ficam tomando seu u�squezinho 12 anos enquanto esperam a vit�ria total do capitalismo liberal ser anunciada pelos telejornais.
quinta-feira, abril 22, 2004
Novo E-mail do Google
Dizem que tem 1G de espa�o em disco!!!
E totalmente free!
Para quem quiser testar l� vai o endere�o do Gmail
Quinto Encontro Liberal
Ontem, no Bar do Beto em POA, novo encontro Liberal:
Novidades:
- Entrada do Bertrand no grupo
- Curso do Olavo: j� temos mais de 20 participantes!!
Da esquerda para a direita (como sempre)
- Carlos Gulherme
- Felipe Sim�es Pires
- Bertrand
- Eu
- Marco Aur�lio
- Fernando Souza
Vejam outras fotos no Flog
terça-feira, abril 20, 2004
Melhorias no Blog
Que tal?
segunda-feira, abril 19, 2004
sexta-feira, abril 16, 2004
Mais sobre o "Folha do Porto"
D�-lhe Bertrand Dias Kolecza! (editor, e tudo o mais)
Confirmando por quem a imprensa torce
A imprensa torce por aqueles que a escravizam, isto �, o governo, mesmo que na pessoa dos funcion�rios p�blicos, bucha de canh�o da elite pol�tico-partid�ria. Se for o MST que faz passeata tumultuando a cidade o verbo �tumultuar� n�o aparece no notici�rio. O mesmo para as passeatas dos 'fora' sociais mundiais, que infernizam a vida de quem paga para os fora existirem, ou seja, a maioria silenciosa trabalhadora.
Na edi��o de 04/03, o Correio de Povo mostrou que torce por quem lhe escraviza. Em passeata, funcion�rios p�blicos �bloquearam a avenida Mau� por 20 minutos� (capa). J� os funcion�rios de bingos, desempregados pela corrup��o no governo federal, �voltaram a tumultuar o tr�nsito na capital� (p�gina 3). Houve tamb�m a passeata dos funcion�rios da seguran�a estadual. Que querem aumento. Bloquearam a Borges.
Proposta Zona para a Prostitui��o
Bons tempos aqueles em que existiam os cabar�s, em que a prostitui��o n�o usava e abusava das ruas para fazer neg�cio. Manter uma casa de prostitui��o pe crime, o tal do lenoc�nio, mas prostituir-se nas ruas n�o! Lei hip�crita...
Bons tempos tamb�m aqueles em que gente de cabelo comprido e pernas de fora, fazendo ponto na esquina era mulher. O desvio sexual tornou-se um dos mais fortes fornecedores de servi�os sexuais.
Para resolver o problema o secret�rio de seguran�a, Jos� Ot�vio Germano, prop�s um zoneamento para a prostitui��o. Mas as pessoas n�o querem nem saber de ter o sexo in natura, na rua, na porta de suas casas. O mais estranho, nesses dias de hoje, � que t�m raz�o.
No dia 19/03 houve uma reuni�o realizada em uma sala da Usina do Gas�metro, reunindo associa��es de bairro, autoridades estaduais e municipais que defendem os �direitos humanos� da prostitui��o, especialmente a transviada, mais o sindicato da categoria homem-que-�-mulher.
Um problema de conviv�ncia, enfim, num pa�s t�o pequeno. H� pouco espa�o para todos.
Normal ou Anormal?
Ao falar na reuni�o a presidente da associa��o dos moradores do bairro Medianeira (assamed), Alzira Dornelles B�n, formada em biologia, op�-se veemente � presen�a dos travestis nas ruas. Foi quando um representante dos travestis perguntou se �a senhora est� nos chamando de anormais?�.
Ao que a veterana professora de biologia retorquiu sem pestaneja.�Querida, eu acho que uma pessoa pode fazer o que bem entender com o seu corpo, o problema � dela, mas que fa�a dentro de quatro paredes e n�o na rua, como cachorro vira-lata. Al�m do mais, eu sou professora de biologia; n�o posso considerar normal algu�m utilizar o orif�cio do tubo digestivo para fazer sexo�. Fez-se o sil�ncio...
Resultado pr�tico? Os ofendidos normais ainda aguardam provid�ncias das caras autoridades.
De qual l�der necessita a democracia?
"Para o professor universit�rio estadunidense Irving Babbitt, a democracia necessita de l�deres. E que deles depende a derrocada ou n�o da civiliza��o, a ascens�o da barb�rie. Para Babbitt, em sua obra cl�ssica de 1923, �Democracia e Lideran�a�, o l�der aut�ntico � aquele que est� sob o imp�rio da humildade, ou seja, de valores morais superiores � sua personalidade. O l�der est� sob o imp�rio do poder de veto. Ao l�der n�o se faculta deteriore os conceitos b�sicos que unem as pessoas em uma ordem social. Sua imagina��o e personalidade n�o podem expandir-se.
A humildade prevalece. Predomina suas concep��es religiosas, do divino, � qual se submetem as pessoas, o seu l�der, pois a for�a do exemplo n�o pode ser desprezada. O l�der, submetido a valores superiores, divinos, sagrados, religiosos, ser� aut�ntico. O l�der que expandir sua personalidade e imagina��o. Recusando-se � humildade torna-se um l�der depravado.
A conclus�o � que Babbitt ainda acredita no papel do governo eleito, da lideran�a que o chefe de Estado exerce. Apesar de ser contra as revolu��es sanguin�rias francesa e bolchevique, ambas coletivistas, de defender radicalmente o individualismo, a liberdade e a responsabilidade, ou seja, � um liberal no sentido cl�ssico, ele � contra o capitalismo Laissez-Faire.
Nisso tem como grande oponente � escritora russa Ayn Rand, naturalizada nos EUA, onde viveu quase toda a sua vida. Rand, roteirista de cinema, novelista e, enfim, criadora de uma escola filos�fica, o Objetivismo, em muitas coisas concordaria com Bobbitt, principalmente na defesa do indiv�duo,d e sal vida interior, dos valores morais, da responsabilidade individual. Mas seus postulados discordam da cren�a de Babbitt na necessidade crucial do l�der pol�tico.
Os valores morais superiores, para Rand, n�o necessitam da chancela de Deus.Os valores morais s�o necess�rios para que o homem respeite o outro homem. Ela apela � exist�ncia do indiv�duo, que � real, e recusa o m�stico, seja o religioso (Deus), seja o de for�a bruta (socialismos e demais coletivismos).
Para ela, o papel do governo � o de prote��o � amea�a externa, e de justi�a, mais pol�cia. Ou seja, o Estado, que � sustentado pelos impostos, deve ser forte para defender os indiv�duos, como nos casos de agress�o, fraude, roubo; para defender a integridade individual em especial a de sua vida, trabalho e de sua propriedade.
Para Rand, o l�der n�o � o pol�tico eleito, pois a ele cabe controlar o Estado, para que n�o se degenere em excesso de poder sobre o indiv�duo. Para Rand, l�der � cada homem que trabalha, cria, inova, em pequena ou grande escala, viabilizando a sua exist�ncia. E, quanto mais o homem cria com seu trabalho, mas pessoa beneficia.
Rand resumiu, para os exigentes cr�ticos, suas id�ias.
Metaf�sica: Realidade objetiva, ou, �A natureza, para ser governada, deve ser obedecida�. Epistemologia: Raz�o, ou, �Voc� n�o pode comer o bolo e ainda o ter�. �tica: Interesse Pr�prio, ou, �O homem � um fim em si mesmo�. Pol�tica: Capitalismo, ou, �D�-me a liberdade ou d�-me a morte�.
quinta-feira, abril 08, 2004
Minha opini�o sobre a "Modernidade"
esp�cies que sobrevive, nem o mais inteligente, mas aquele que mais r�pido
responde �s mudan�as" - essas palavras s�o o cerne e a pedra de toque do que chamamos �Darwinismo�.O Darwinismo gerou o conceito de �evolu��o permanente�.
A sociedade humana ocidental est� largamente hipnotizada pelo mantra da �evolu��o�, �modernidade� e �inova��o�.
A sociedade tecnol�gia, com seu not�vel progresso no s�culo XX � resultado da adapta��o de princ�pios e id�ias novos e antigos gerando novas e revolucion�rias aplica��es - difundiu o conceito de que tudo o que � mais moderno ou novo � melhor. Melhor por que incorpora id�ias e princ�pios recentemente descobertos. Melhor por que a experi�ncia em produ��o em escalas maiores leva � especializa��o e � queda de pre�o e maior qualidade ao produto.
Outro filhote gerado pelo choque cultural positivo da inova��o tecnol�gica foi o �marketing da inova��o� atrav�s do design. Se o produto � mais barato e tem mais qualidade ele tem de ter um design diferenciado representando esta eleva��o conceitual. Tem de haver uma �marca�.
O resultado cultural desta sopa de Darwin, evolu��o tecnol�gica e marketing da inova��o � que hoje n�o sabemos mais diferenciar �inova��o� de �melhoria�. E todos os aspectos da cultura humana est�o envenenados com esta �obrigatoriedade� de mudan�as por que as �mudan�as� representam uma �evolu��o� e por consequ�ncia uma �melhoria�.
O Deus neon da modernidade nos assalta a cada dia para mostrar que tudo o que � moderno � necessariamente melhor. E chega ainda a mais uma hip�rbole: se est� acontecendo isso agora, se � uma pr�tica comum, ent�o � �moderna�, sendo moderna � inovadora, sendo inovadora � uma evolu��o e sendo evolu��o � uma melhoria. A partir da� o estrago se fez.
Institui��es, cren�as, religi�es milenares, muitas delas definidoras do pr�prio conceito de humanidade tamb�m passaram a ter a necessidade de �inova��o� e �evolu��o� cada vez mais exigida.
Temos assim, exemplos dentro da igreja cat�lica, de grupos �modernizadores� que exigem dela um absurdo: uma laicaliza��o, uma mundaniza��o da igreja. N�o quero aqui discutir o quanto a Igreja Cat�lica j� se rendeu nestes quase dois mil anos a esta �seculariza��o� pois vai longe. Tomemos como exemplo da virul�ncia do ataque da �modernidade�.
Na outra ponta, as rela��es humanas passaram a ter tamb�m a sua modernidade e inova��o exigidas pela sociedade. O que custo a acreditar � que, por for�a de N agentes, a sociedade ocidental perde a cada dia a capacidade de se manter dentro dos princ�pios morais e �ticos que a criaram, numa curva decadente absoluta, e ainda assim existem detratores a lhe denunciar o �conservadorismo� como causa de todos os �erros� passados.
Nesta �tica evolutiva, por exemplo, o rock era melhor do que a balada e os Beatles melhores ainda, o rock progressivo tamb�m, e etc.. Chegamos ao c�mulo do cinismo em dizer que isto tudo � �evolu��o�. Ali�s �revolu��o�.
A irracionalidade, o barbarismo, a amoralidade e o hedonismo imperam hoje dentro da cultura ocidental. Vendida aos incautos por associa��o ao progresso cient�fico, como uma EVOLU��O.
Ver televis�o, escutar m�sica, ler jornal num pa�s como o Brasil, que � �moderno� e �liberado� � simplesmente uma tortura para quem quer preservar alguma coisa de sua pr�pria tradi��o e cultura.
Paradoxalmente, eu poderia ser bem sucedido se fosse ind�gena. No pa�s dos �direitos� os �ndios s�o obrigados a continuar na idade da pedra, mesmo n�o querendo. Enquanto que quem ficar longe das inova��es trazidas pela Kelly Key , da eg�inha pocot� ou pelo menos se manter heterossexual a si e a sua fam�lia por algum tempo ainda � obrigado a ser �moderno�...
O �direito� obrigat�rio � uma trag�dia, mas quero ressaltar que a obriga��o da �modernidade� � uma � uma ditadura draconiana.
Lembro de uma charge de Dave Berg na fase cl�ssica da �Mad� americana em que um casal de velhinhos v� outro casal e hippies se �bolinando� em pleno passeio p�blico. O velhino pergunta para a velhinha o que era aquilo. A velhinha pergunta ao jovem casal e devolve:
- �� a tal 'nova' moralidade�.
Ao que o velho responde:
- �J� conhe�o: � a velha imoralidade�..
Forum Liberdade / Encontro Liberal 4
Como voc�s v�em na foto, o �ltimo encontro Liberal em POA teve um ilustre visitante: OdeC , que estando por aqui para o Forum da Liberdade, foi convidado para o encontro.
Eram mais de 22:00h quando o encontro iniciou, se estendendo para mais de 1:00h.
Obrigado Olavo pela disposi��o de realizar este encontro em hor�rio t�o avan�ado!
Da esquerda para direita:
- Fernando Souza
- Bianca & Seu Pai
- Olavo de Carvalho
- Eu
- Marco Aur�lio Antunes
- Carlos Guilherme
- C�sar
- Julio Belmonte
Ah! O painel do Olavo foi com o Peninha "500 anos de abobrinhas sobre o Brasil" Bueno, sobre "Cultura e Desenvolvimento".
CLIQUE AQUI PARA IR AO �LBUM DE FOTOS
segunda-feira, abril 05, 2004
"A Paix�o de Cristo" e o Orgulho Crist�
Sabe por qu�?
Por que eu - crist�o - acredito nas palavras de Jesus Cristo, em sua hist�ria e o que significou o seu sacrif�cio. Mas tamb�m sei que no mundo de hoje a preserva��o da cultura crist�, dos seus ensinamentos e sua hist�ria � algo marginal, algo fora do foco da sociedade cada vez mais engajada em quest�es leigas e materialistas. Confesso que o meu cristianismo tamb�m se viu influenciado por isso.
Ao assistir o filme, tive um curto-circuito no meu sistema de cren�as atual. Rever o mart�rio de Cristo em sua pungente crueza disparou um sentimento poderoso dentro de mim. Como eu pude deixar por tanto tempo, quest�es t�o fundamentais da vida como o pr�prio significado dela e do por que estarmos aqui, fora do escopo da minha pr�pria vida?
Sa� do cinema de alma lavada, de cabe�a erguida em partilhar de uma cren�a que teve o seu g�nese num ato de sacrif�cio altru�sta sem paralelo na hist�ria humana. Entender o gesto de Jesus Cristo sua dimens�o hist�rica e seu significado para a humanidade atual � realmente um soco na boca do est�mago. Isto brotou muitas perguntas, principalmente em como resolver minhas quest�es pessoais com rela��o � f�...
Este foi o sentimento que me assaltou imediatamente ap�s a exibi��o do filme. Confesso que estou sob este efeito at� agora.
O objetivo do filme foi exatamente este: fazer todo crist�o refor�ar sua f�, demonstrar que o significado de palavras proferidas h� quase 2.000 anos continuam a fazer sentido, mesmo num mundo conturbado como o nosso. E o mais extraordin�rio: um filme que por causa de sua perturbadora honestidade est� fazendo o mundo parar para assisti-lo.
Perturbador.
Mas mesmo com todos estes sentimentos brotados de sua vis�o, eu n�o tinha planos de redigir qualquer coment�rio sobre ele. Pensava que um coment�rio sobre este filme s� interessaria aos crist�os, ou pelo menos em quem acredita em Deus. Que vis�es ou interpreta��es como a minha sobre o filme s� importariam para quem partilha das mesmas cren�as.
Mais importante que isto tamb�m foi uma auto censura sobre o tema. Nunca escrevi sobre temas religiosos. Por medo. Medo de que esta associa��o com religi�o ou com Deus pudesse me fazer menos "racional" ou "inteligente". Que eu pudesse ser rotulado como um "crist�o fundamentalista" ou coisa que o valha.
E sei que um "fundamentalista" no mundo de hoje � considerado t�o racional qualto um asinino. A partir deste r�tulo tudo o que eu vier a expressar teria este vi�s ....tss,tsss,tsss, "religioso" e seria ignorado.
No mundo de hoje o prest�gio intelectual e cient�fico dos ateus � incontest�vel. Ser ateu parece ser um pr�-requisito para estabelecer qualquer debate "racional". Para muitos ateus o conceito de Deus n�o passa de uma muleta metaf�sica para quem n�o consegue aceitar a "verdadeira" realidade. Isto explica um sentimento latente de superioridade...
Mas o objetivo aqui n�o � questionar qualquer eventual sentimento de superioridade de quem � ateu, mas do seu contr�rio: o sentimento de inferioridade que um crist�o tem hoje no debate cient�fico e econ�mico.
O fato causador desta pequena "auto-revolta", foi ler opini�es favor�veis, ali�s muito favor�veis sobre o filme partindo de ateus convictos.
Fiquei abismado: como um ateu poderia elogiar o filme livremente - sendo isso at� uma condenscend�ncia altru�sta para como universo crist�o - quando eu mesmo, um crist�o - me sentia bloqueado a faz�-lo?
Que processo diab�lico � este em que crist�os sentem vergonha de sua pr�pria f�?
De qualquer forma o erro tem aqui a sua corre��o: sim sou um crist�o! Acredito em Deus e Jesus Cristo e em Sua Palavra, a B�blia. E isto n�o significa absolutamente "fanatismo" religoso ou falta de racionalismo. Ao contr�rio, me considero um crist�o n�o apenas por tradi��o familiar mas tamb�m por descobertas racionais... E tenho muito orgulho disso!
"And the battle just begun ... to claim the victory : Jesus won..."
Ecologia ou Genoc�dio?
Para muitos deles, o que se quer � simplesmente que o ser humano deixe de interferir no meio-ambiente, mesmo que a essa interfer�ncia n�o prejudique animais e plantas e sua falta ponha risco a pr�pria sobreviv�ncia das pessoas.
No caso da proibi��o do DDT, n�o � o caso de "colocar em risco", n�o. � condenar milh�es de seres humanos � morte. Sem esperan�a.
E quando vejo cadernos "maneiros" vendidos para adolescentes, com o texto de que "parte dos recursos da venda deste produto ser�o repassados ao Greenpeace" ou outra causa ecol�gica, fico em d�vida sobre a real motiva��o desta gente.
Leia o texto abaixo e tire suas conclus�es. Maiores detalhes em www.junkscience.com
"O legado de Morte do Eco-Imperialismo Verde
Em abril de 1972, depois de sete meses de testemunhos, o juiz de Leis Administrativas do EPA (Ag�ncia de Prote��o Ambiental) , Edmund Sweeney declarou que "o DDT n�o tem potencial cancer�geno para o homem...O uso do DDT dentro das normas aqui descritas n�o tem efeito prejudicial para os peixes de �guas doces, organismos que vivem nos estu�rios de rios, p�ssaros selvagens ou qualquer outro tipo de vida selvagem... A evid�ncia contida neste processo leva � conclus�o que existe no presente uma necessidade premente (de controle de insetos portadores de doen�as) que o uso do DDT dever� ocasionar".
Dois meses depois, o diretor do EPA (e membro e levantador de fundos de campanhas de Defesa Ambiental) William Ruckelshaus - que nunca compareceu a nenhuma das sess�es do processo, durante os sete meses de audi�ncia noEPA, e que adimitiu quem nem mesmo tinha lido a transcri��o dos testemunhos - mudou a sente�a definida pelo juiz Sweeney. Ruckelshaus declarou que o DDT era um produto com "potencialmente cancer�geno ao ser humano" e baniu o DDT para qualquer tipo de uso."
Desde que Ruckelshaus arbritrariamente e caprichosamente baniu o DDT, uma estimativa de 12 bilh�es de casos de mal�ria aconteceram, causando imenso sofrimento e o aumento da pobreza nos pa�ses em desenvolvimento".
