quinta-feira, setembro 25, 2003
Reproduzo abaixo um texto de leitor do blog Dissecting Leftism refutando um dos principais argumentos dos ativistas ambientais:
"Os 'verdes' apregoam que os pa�ses ricos consomem 80% dos recursos naturais da terra fazendo com que os pa�ses mais pobres tenham de contentar com os 20% restantes � um argumento furado.
Se fosse verdadeiro que os recursos fossem consumidos nesta taxa, n�o restaria nenhum recurso natural ao fim de 12 meses.
O que os pa�ses ricos realmente fazem � produzir 80% da riqueza mundial, que ent�o � usada para seu pr�prio consumo. Eles chegam a isso convertendo mat�ria prima em produtos de alto valor agregado. Por exemplo, silicone � transformado em cabos de fibra �tica e chips de computadores. Conseq�entemente, uma vez que olhemos a situa��o somente em termos de produ��o vemos que o argumento 'verde' de que os pa�ses ricos consomem �s custas dos pa�ses pobres � um argumento completamente sem sentido. De qualquer modo, o total dos recursos da Terra n�o podem ser dimensionados de forma mais precisa, mas est�o longe de ser limitados.Como se poder� avaliar estes recursos ent�o quando o grau de tecnologia ajuda a produzir novos recursos? Isto significa que em fun��o da tecnologia ter de ser aplicada atrav�s do uso de capital, o crescimento econ�mico � na verdade um processo de gera��o de recursos/riquezas. A conseq��ncia disso � de que o �nico caminho para a prosperidade � o crescimento econ�mico, exatamente o processo que os 'verdes' est�o dedicados a destruir."
terça-feira, setembro 23, 2003
Percebo em alguns blogs um sentimento preconceituoso com rela��o ao viol�o.
Na maior parte das vezes culpando o pr�prio viol�o pelas obras de baixo valor cultural compostas nele.
Minha resposta:
Desde quando um instrumento por si s� � sin�nimo de sofistica��o ?
N�o entendo o v�nculo...
S� porque a maioria das can��es populares - e por isso ruins - s�o compostas em viol�o n�o quer dizer que o instrumento � o culpado.
J� ouvi muito lixo dodecaf�nico composto em piano et orchestra e pequenas j�ias de tr�s acordes, tocadas em viol�o...
O talento do verdadeiro artista � utilizar as t�cnicas que sua imagina��o achar conveniente para chegar ao resultado. Por "t�cnica" entenda-se qualquer coisa que possa produzir som - ou n�o - como um estalar de dedos, o som de uma vara batendo na parede, um viol�o, a voz ou uma orquestra. Tudo dependendo da proposta e do resultado final.
Ali�s � o resultado final que justifica os meios. Neste caso � isso. Uma obra s� � completa e d� o efeito desejado com todos os seus elmentos fundidos.
Para chegar ao verde algu�m tem de misturar o amarelo ao azul... Imagine se algu�m detestasse o amarelo e todas as obras compostas com esta cor: Nunca conheceria o verde....
N�o culpe a ruindade do Raul Seixas pelo uso do viol�o ou guitarra...
Nem a genialidade do Mozart ao cravo.
E vamos parar com esta afeta��o pseudo-blase�
Na edi��o do dia 18/09 o New York Times traz uma entrevista com o Dalai:
"O Dalai Lama, ganhador do Pr�mio Nobel da Paz e um dos mais importantes defensores da n�o-viol�ncia, disse numa entrevista no dia 17/09 que pode ser necess�rio combater terroristas com viol�ncia e que era 'muito cedo'
para se dizer que a guerra no Iraque tenha sido um erro.
'Eu sinto que somente a hist�ria poder� dizer (se foi um erro)' , ele disse. 'Terrorismo � o pior tipo de viol�ncia , ent�o n�s temos que tomar cuidado, n�s temos que tomar medidas contra ele'.
Compare com a observa��o do nosso Presidente: "terrorismo � um sintoma de mal-estar social"...
Para Lula , terrorismo � uma esp�cie de "m�-digest�o" que aparece nos ricos pa�ses capitalistas por causa de seu voraz apetite pelo terceiro mundo....
E ainda consideram-no candidato para o pr�mio Nobel da Paz....
Tristes tr�picos...
sexta-feira, setembro 19, 2003
Sending out an S.O.S....
Como a situa��o est� cr�tica e n�o podemos fazer muito a n�o ser usar espa�os como este, tomei a decis�o de botar a mensagem na garrafa para que o mundo saiba o que acontece por aqui.
Veja o resultado em
Dissecting Leftism na se��o "Brazil".
� o m�nimo que podemos fazer.
Liberais do mundo, uni-vos!!!
Boa sexta-feira...
Pelo menos um desfecho menos "depr�" do post da �ltima sexta...
Bye!
quarta-feira, setembro 17, 2003
Quando saiu no ano passado o filme "Minority Report" do Spielberg, muitos cr�ticos culturais de esquerda enxergaram no filme uma "den�ncia" do ambiente social americano atual.
A partir dos atentados de 11 de setembro o governo americano estava promovendo uma "ca�a-�s-bruxas" procurando e agindo preventivamente frente � qualquer poss�vel amea�a terrorista. Segundo estes detratores, esta pol�tica s� poderia desembocar na situa��o retratada no filme: num futuro n�o t�o distante criminosos seriam presos e condenados ANTES de cometerem seus crimes.
Com a Guerra do Iraque desencadeada a partir do enfoque "preventivo" de certa forma a previs�o se confirmou. Mas isso � outra conversa.
O que me chama a aten��o � que o Brasil j� tem o seu "Minority Report": enquanto que na obra de fic��o os criminosos eram pegos no exato momento em que iam cometer os seus crimes, aqui no Brasil -pelo projeto de desarmamento- as pessoas poder�o ser condenadas ainda num est�gio ainda mais anterior - pelo fato de possuirem algum tipo de arma de fogo.
O fato de possuir tal arma tornaria a pessoa um poss�vel criminoso. E como "poss�vel criminoso" daria base para sua pr�pria condena��o.
Brilhante!
Nem Kafka poderia montar uma farsa t�o absurda.
Isto pode criar um precedente bem interessante pois as pessoas podem n�o se matar somente com armas de fogo e assim o conceito de "arma" pode, ao longo do tempo, se tornar bem el�stico at� o ponto de que qualquer utens�lio dom�stico possa se converter numa "arma" e qualquer indiv�duo se tornar um um poss�vel criminoso.
E como qualquer um poderia ser um criminoso, o governo poderia cancelar a liberade individual de qualquer um na hora que bem entendesse.
Est� a� uma parte do enredo de "terror de estado" que poder� se tornar verdadeiro num futuro pr�ximo...
Acho que n�o vou mais ver filmes deste tipo....
sexta-feira, setembro 12, 2003
Sorry boys...
Eu n�o tenho postado nada ultimamente por que realmente as not�cias n�o s�o nada animadoras.
Se, por uma lado - finalmente - um ve�culo com VEJA acorda das trevas neo-petistas e dispara duas edi��es de capa com questionamentos louv�veis sobre tamanho do Estado, carga tribut�ria e o aparelhamento partid�rio do governo pelo PT, do outro, vemos que esta lucidez chega tarde...
O PT acaba de aprovar a derrama tribut�ria - isto mesmo: do jeito que foi � n�o uma reforma mas uma derrama. Por muito menos Tiradentes se rebelou contra o Imp�rio .
A Zero Hora de hoje tem uma frase de Lula na capa: "Est� na hora de cumprir as promessas de campanha".
Os tontos ou ne-tontos n�o conseguem enxergar o real significado dessas palavras.
Estamos perdidos.
"This is the end. My only friend the end...."
Minha indigna��o come�a a se transformar em simples depress�o...
E n�o gosto de dividi-la com ningu�m.
Talvez estes coment�rios fiquem sem atualiza��o durante algum tempo.
Ou talvez seja melhor dedicar este espa�o � cr�tica "cultural" e fofocas televisivas.
Antecipando um novo tempo. Lembra? Em que o pessoal fazia met�foras para poder comentar a realidade.
Espa�os democr�ticos como este poder�o ter seu tempo de validade esgotado ou seu conte�do filtrado...
Desculpem o tom azedo do coment�rio, mas n�o estou vendo nenhuma perspectiva de mudan�a de jogo em n�vel nacional e no internacional o reinado do terror parece n�o ter fim.
"I can�t change the world, but I can change the world in me..." (U2 - "Rejoice"- 1981)
Como disse no in�cio : sorry boys...
quinta-feira, setembro 04, 2003
Apesar da gritaria anti-Bush ao redor do mundo, sua popularidade continua alta nos EUA.
O que faz prever que, apesar de tudo, Mr. George W. Bush vai se re-eleger com relativa facilidade por l�.
Algumas opini�es (favor�veis) est�o na p�gina dele que mostram como o americano m�dio est� avaliando o seu governo.
Olhem s�:
"Eu apoio o Presidente Bush por que ele recuperou a honra, integridade e a dignidade � Presid�ncia da Rep�blica. Nestes tempos de dificuldades p�s-11 de setembro, ele tem sido bem-sucedido em unir o pa�s e em tornar o mundo um lugar mais seguro para mim, meus filhos e meus netos"
-- Howard Krizer of Boynton Beach, Florida
"George W. Bush tem provado ser um Presidente que apoia a Democracia e a Liberdade; Algu�m cujos atos n�o traem suas palavras. Eu sou grata pela esperan�a renovada que o Presidente tem dado � nossa Na��o, ajudando a construir nossa f� e levando com sucesso esta Na��o por estes tempos de dificuldades. Sua lideran�a decisiva em face � trag�dia, na redu��o dos impostos que est� ajudando a criar novos empregos e na realiza��o de reformas educacionais hist�ricas s�o not�veis. Ele � o homem certo na hora certa e eu vejo � frente mais quatro anos sob sua condu��o".
-- Nadine Thurman of Clarence, Missouri
terça-feira, setembro 02, 2003
O Yahoo News noticia discurso de um dos chefes escolhidos pelos americanos no Iraque durante cerim�nia pelos xiitas mortos em Najaf.
O tom do discurso � uma p�rola do dupli-pensar: Ao mesmo tempo que exige a sa�da das for�as de "ocupa��o" imediatamente do Iraque , para que o pa�s possa ser reconstru�do "como Deus quer que fa�amos", culpa o relaxamento da seguran�a dos locais sagrados pelos americanos como a causa dos atentados.
Se os americanos sa�rem do Iraque quem vai reconstru�-lo? Deus?
Se os americanos sa�rem, a� sim que os tais "locais sagrados" n�o v�o ter qualquer tipo de seguran�a poder ser relaxada.
Outra coisa � que a culpa pelo atentado � ivnertida. E os americanos pagam o pato de novo...
O pior que o respons�vel pelo discurso � um l�der indicado pelos EUA.
A� � dose...
segunda-feira, setembro 01, 2003
A Fox News traz uma brilhante mat�ria sobre a parcialidade no tratamento de organiza��es - sabidamente terroristas - pelos principais ve�culos de informa��o dos Estados Unidos.
Na vis�o da Fox , no af� de mostrar 'todos os lados' dos fatos estes ve�culos - AP, Reuters, USA today - acabam minimizando os atos destas entidades, que segundo todos sabem s�o evidentemente terroristas.
Nesta vis�o distorcida, a Al-Qaeda - que j� se responsabilizou pelos atentados de 11/09 em v�deos j� mostrados em todo o mundo - vira quase uma v�tima: "Washington t�m acusado a Al Qaeda de ser respons�vel pelos ataques de 11/09 nos Estados Unidos em 2001."
Em outro caso, o grupo terrorista Hamas � citado apenas como "militantes Palestinos" ...
Que pena que esta "lavagem de roupa suja" s� poderia acontecer mesmo nos EUA, onde a imprensa � realmente livre (ou pelo menos um pouco mais livre ...)
Por aqui a muralha da desinforma��o continua..... E ainda n�o estou bem certo sobre suas causas?
Simplesmente por que os donos dos ve�culos s�o esquerdistas? Ou t�m interesse em "tratar bem" o novo governo? Ou simplesmente os jornalistas s�o de esquerda - pagos pela CUT - e s�o eles que dominam a pauta das reda��es?
Alguma pista?
sexta-feira, agosto 29, 2003
"Despreparo atinge a ECT
A nomea��o de desqualificados, que gerou a crise no Instituto Nacional do C�ncer (Inca), virou regra no governo Lula. A Empresa de Correios e Tel�grafos, por exemplo, ignorou a exig�ncia legal de curso superior e experi�ncia gerencial m�nima de cinco anos para que funcion�rios assumam cargos de diretor regional, diretor regional adjunto e coordenador regional. ....
Que os esquerdistas s�o p�ssimos administradores j� se sabia.
O problema � que Airton Dipp - presidente dos Correios e respons�vel pela bagun�a - � da minha terra, Passo Fundo. E n�o encontro nenhum outro nome que n�o seja da turminha do Lula como refer�ncia da minha terra...
Que decep��o!
Ser� que s� saem pol�ticos desqualificados como Dipp e Beto Albuquerque de l�
terça-feira, agosto 26, 2003
Somente de um intelectual de calibre de um Olavo de Carvalho poderia sair uma defini��o t�o clara e crua da real motiva��o dos "revolucion�rios" em geral.
Posso acrescentar que o sentimento de "revolta" da inveja do pseudo-intelectual n�o se transforma somente em ira "revolucion�ria", n�o.
Antes se transforma em "pendor" art�stico ou intelectual: pintar um quadro, escrever um livro. Pode at� come�ar com coisas mais comezinhas como escrever um blog.
Quero dizer que este � meu caso!
Eu, o invejoso dos verdadeiros intelectuais, estou querendo me passar por um deles.
J� leio os mesmos livros.
N�o pela busca do conhecimento, mas para me mostrar t�o inteclectual e letrado quanto os verdadeiros.
Dos princ�pios mais profundos e b�sicos da filosofia e hist�ria j� aprendi o que basta para dar um verniz "inteligente" aos meus coment�rios.
Pode-se dizer que sou um verdadeiro impostor.
Talvez minha emula��o de erudi��o fique t�o perfeita algum dia que - ao inv�s de enganar voc�s todos - possa simplesmente enganar a mim mesmo.
Ser� que serei realmente original ent�o?
Agora, se isto n�o der certo, s� me tornando um radical para ser ouvido...
Como estou na primeira fase, por favor, n�o se preocupem...Mas leiam o meu blog!!!
Os leitores(???!!!) - eles existem? - do meu blog devem achar estranho que ultimamente os posts neste blog acabam se repetindo no blog do �carus (right-junior.blogspot.com), sendo que eu havia sinalizado que neste blog eu previlegiaria os assuntos pessoais, enquanto que no outro os demais.
Acontece que eu n�o sei mais qual � o limite. Tudo � pessoal e p�blico ao mesmo tempo, pois - como sabem os meus leitores - que meus assuntos "pessoais" n�o passam pelo formato "di�rio eletr�nico" de muitos blogs (aqueles que come�am com "Querido Di�rio..."). Na verdade, s�o meus coment�rios sobre o que leio, assisto, escuto. Nesta vis�o "opini�tica" tudo � pessoal e p�blico. Sem maiores defini��es.
� por isso que estou postando nos dois....
Outra raz�o � que estou sem tempo para trabalhar de modo mais customizado em cada um deles.
Estou postando sem filtro - como aqueles maravilhosos cigarros de minha adolesc�ncia.
segunda-feira, agosto 25, 2003
O Giovanni Macdonald coloca uma quest�o sobre os piratas muito relevante, que tem todo o meu apoio: realmente, somente em pa�ses como o Brasil, com uma carga excruciante de impostos o neg�cio da pirataria � t�o atrativo e lucrativo....
As pessoas est�o cansadas de pagar sempre a mais. Muitas vezes nem sabem que o que onera o seu bolso s�o os impostos.
Com a infla��o alta isto n�o era vis�vel.
E como o lucro da ind�stria est� entre 1 a 3%, o restante s�o impostos...
sexta-feira, agosto 22, 2003
Os anos 80 e a ditadura...
Tenho lido em blogs como o Se Liga declarações de arrependimento sobre, por exemplo o Brock ("ter ouvido e até gostado de uma música - 'Até quando esperar' / Plebe Rude - com um refrão esfericamente imbecil como este, faz parte da minha lista de vergonhas passadas...") e opiniões sobre "como eram bons os tempos da ditadura" do meu companheiro de blog, o
Icarus que me fizeram cometer este post "elucidativo".
A minha opinião é de que, bem, ambos estão parcialmente corretos.
Concordo que num primeiro momento a revolução 64 atingiu o seu objetivo, que foi de colocar o Brasil novamente no eixo da paz, ordem e do desenvolvimento. Depois do sucesso inicial e de ganhar corações e mentes até pelo menos o final do Governo Médici, o respaldo popular a favor do movimento começou a enfraquecer - assim como a qualidade dos governos militares - culminando 20 anos depois no movimento das Diretas já e o tão esperado fim da ditadura.
O por que disto tem suas razões, vou enumerá-las:
- A revolução foi "envergonhada": com o ímpeto de impedir a propagação das idéias "comunistas" o governo usou da censura de forma pesada, eliminando o debate político. O estrago foi o de não mostrar ao país os fatos reais acerca do movimento de 64 e o perigo que o país enfrentou em suas instituições democráticas. Falar de política no Brasil virou tabu. Toda uma geração - como a minha - cresceu sem saber nada sobre estes fatos, como se o governo tivesse vergonha de seus atos. Isto fez com que as versões dos derrotados - na maior parte mentiras deslavadas acerca da luta pela "democracia" dos heróicos esquerdistas - mas na prática a única existente, começasse a se tornar a realidade. No começo isto não "colou" muito , mas na medida que o modelo econômico fazia água e a insatisfação da população crescia estas estórias começaram a virar realidade.
-Foi longa demais: Vinte e um anos sem votar para presidente ã tempo demais! A sociedade brasileira já tinha amadurecido e estava preparada para voltar ao controle do país muito mais cedo. Se isto tivesse acontecido, poderíamos ter um governo civil de direita - nesta época o discurso de esquerda ainda não tinha dominado o ambiente - que pudesse corrigir o rumo do modelo, que já fazia água seria o ideal).
-O viés paternalista : A ditadura militar tinha de fazer o seu dever de casa que era transmitir às gerações mais novas - como a minha - seus reais motivos. Ao invés disso se lançou numa prática censora da mídia que, com o intuito inicial de impedir a propagação de idéias subversivas, ao longo do percurso perdeu o foco e passou a pautar e tutelar a sociedade brasileira na defesa da moral de dos bons costumes. Isto acontecia através da censura a todas as manifestações artística/midiáticas como música, cinema, imprensa e televisão.
Se foi branda, pode se dizer que sim, mas teve episódios tão ridículos e desnecessários que sã ativaram a sociedade contra ela, como o caso do "Laranja Mecânica" (filme de 74 que sã assisti com abomináveis "bolinhas pretas" nos idos de 1979) e do Sítio do Pica-pau Amarelo! Isto mesmo O programa infantil teve uma cena de Zilka Salaberry (que interpretava a Dona Benta) cortada pela censura pois sua personagem parecia PENSAR algo inadequado...
- Modelo equivocado:Hoje se fala tanto nos conceitos de clássicos de direita conservadora e liberal que até parece que o movimento de 64 se pautou por elas. Isto ã uma uma falácia
No início sim, com Castelo Branco e Bulhões/Roberto Campos na economia a rota da ortodoxia foi seguida e bem implementada. Com a criação da correção monetária tivemos outro sucesso inicial em combater a inflação Outro acerto fenomenal foi o de investimentos em infra-estrutura, com projetos visionários bem-sucedidos (Itaipu, melhoria da malha rodoviária comunicações) e também mal sucedidos (Transamaònica, Angra I,II,III).
O problema ã que no coração de um regime de direita batia um coração de esquerda. O modelo estatizaste adotado pelos militares sã encontraria paralelo em países comunistas como a própria União Soviética
O fato que a estatização e as grandes obras criaram um passivo enorme, que começava a pressionar novamente a chama da inflação
Não nos livramos da revolução socialista iminente em 64 para cair nisso. Não merecíamos Parece que no calor da batalha, os militares trocaram o script com os revolucionários de esquerda...
Outro sintoma esquerdista foi o afastamento diplomático do Brasil com o Estados Unidos.
Na diplomacia externa, por exemplo, durante todo o governo militar o Brasil ficou no grupo dos países "não-alinhados" -grupo de países "neutros" durante a guerra fria, isto ã, que não pendiam nem para os EUA nem para a URSS. Isto na fachada, pois na verdade o grupo era uma manipulação da União Soviética para minar o grau de influência dos EUA na ONU.
Soma-se a isso o acordo nuclear Brasil- Alemanha, que quebrou um protocolo de intenções com o governo americano e temos um retrato de um regime bem anti-americano. Isto tudo com um governo republicano na Casa Branca. A coisa então piorou com a eleição de Jimmy Carter em 1976 (desculpa algum eventual erro nas datas mas estou escrevendo de cabeça..).
O anti-americanismo de nosso exército ã marcante até hoje: ao invés de se preocupar com a invasão da Amazônia pelos narco-traficantes das FARC, boa parte da caserna prefere acreditar em estórias da carochinha sobre a tomada da Amazônia pelos EUA...
- Modelo econômico II: Perdemos uma grande chance de fazer de se fazer uma bela reforma do estado. Poderíamos ter nos livrado da Era Vargas neste período Se fizéssemos como o Chile que privatizou e modernizou sua economia durante ao mandato Pinochet teríamos chegado ã estabilidade mais cedo. A falta de uma revisão do modelo fez com que a inflação voltasse a pressionar, chegando em 1980 ã casa dos insuportáveis 100% ao ano. A decadência do regime era evidente. Começando em grande estilo com Castelo Branco, agora tínhamos que agüentar um Figueiredo resmungando sobre preferir o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo.
-Terror/Tortura: Sim houve tortura sim. Em 1975 ficou evidente no assassinato do repórter Herzog (admitido pelo próprio presidente Geisel em entrevista ). E com outra tortura e assassinato do operário Manuel Fiel Filho, em 17 de janeiro de 1976. Havia algo de podre nos porões do regime Geisel: o governo perdeu controle sobre sua facção anti-terror. Os excessos aconteceram. Houve também terror de direita no período sim. Bem menor do que o implantado nos 60 pelos revolucionários de esquerda mas que existiu, existiu como os casos RioCentro (81) e a explosão na OAB em (80).
Com tudo isto era realmente muito legal poder cantar - finalmente - em 1985 com o fim da ditadura versos como "Com tanta riqueza por aí aonde está cadê sua fração?" . Não precisávamos mais de metáforas para dizer ou falar de política novamente.
Não me envergonho de ter apreciado - e ainda gosto - da Plebe Rude. Hoje este discurso ã uma piada e sã vale como "recuerdo" desta época O nome do disco "O Concreto Já Rachou" era uma ironia com Brasília e o regime pois já estávamos fartos da tal ditadura e queríamos - e tínhamos o direito a isso - de volta os destinos do país Principalmente eu com meus 21 aninhos, louco para votar para presidente!!!
Para finalizar: Sã se vai para a frente, gente. Não consigo encarar o regime de 64 como um modelo a seguir. Apesar de concordar com o fato de a inflação ter sido baixa (parcialmente certo), a violência praticamente não existir e que o país se desenvolveu, a receita Keynesiana desandou logo ã frente - como toda receita Keynesiana - pois não ã o governo que deve bancar o desenvolvimento do país, ã a iniciativa privada. Novamente o mesmo erro foi cometido e uma grande chance foi perdida.
Resumo: Não temos modelos a seguir... O Brasil ainda é uma página em branco em termos de sucesso econômico duradouro...
terça-feira, agosto 19, 2003
Li na ZH de hoje sobre a estr�ia em territ�rio nacional da nova mania mundial: O "flash-mob", que � um encontro - melhor dizendo um "happening" - agendado entre desconhecidos pela internet para fazer algo inusitado em algum lugar.
Em S�o Paulo foi a vez do pessoal tirar os sapatos e matar baratas virtuais em plena Avenida Paulista.
O que quero chamar a aten��o � que no meio do evento apareceram algumas pessoas com cartazes de "protesto" inacredit�veis como "contra burgu�s - baixe MP3".(!!!???).
Depois fui saber que o "protesto" veio do editor da revista Geek.
J� temos o tecno-comunismo!!!
S� no Brasil � mesmo para coisas t�o d�spares quanto comunismo e tecnologia andarem de m�os dadas. � um sintoma s�rio este em que at� iniciativas como o software livre - que � um elemento a mais dentro do mercado da TI - vira um instrumento de luta contra o pr�prio capitalismo, sendo o capitalismo o �nico sistema que produz as condi��es ideais para estas iniciativas, uma vez que premia o emprendedorismo, a criatividade e a competi��o. � incr�vel usar isto como arma contra o sistema.
Outra coisa not�vel � que apesar de ser criado na Europa, o Linux s� come�ou sua escalada mundial quando companhias americanas como a red hat entraram no jogo e no mercado. Infelizmente at� para seus planos de "domina��o mundial" dependem dos yankees...
Ora, bolas v�o reclamar para Fidel Castro...
Ali�s tem algum produto de software livre produzido em pa�ses como Cuba?
Que pergunta idiota... Nem software � livre em Cuba...
segunda-feira, agosto 18, 2003
Assisti neste fim-de-semana ao filme "Prenda-me se for capaz", e com ele pude chegar � conclus�o que a fase mais criativa do SP ficou no passado.
Ou apenas a sua atual fase deixa muito a desejar.
Este "Prenda-me..." � um filme decepcionante: como aventura gato-e-rato n�o tem supresas e � muito longa. Falta ritmo tamb�m. Parece que o cineasta desaprendeu a fazer filmes leves que N�o tenham efeitos especiais envolvidos.
O elenco tamb�m n�o foi dos melhores: quando o ator combina - Tom Hanks - o roteiro n�o ajuda, com pouca profundidade no personagem. Ao contr�rio do p�ssimo Leonardo di Caprio, um ator sofr�vel vivendo um protagonista muito aqu�m do que deveria. Algu�m do porte de um Tobey Maguire daria muito melhor conta do recado.
Resumo: dos tr�s �ltimos filmes do diretor s� se salva "A.I. - Intelig�ncia Artificial"...
Uma pena, mas todos os cineastas t�m o seu auge e tamb�m decad�ncia. Espero que no caso de SP seja apenas uma fase ruim...
sexta-feira, agosto 15, 2003
Nostalgia New Wave
Hoje vi um comercial do desenho "BOB ESPONJA" no Cartoon Network que me levou aos de volta � 1980... A trilha do desenho era "Rock Lobster" dos B-52's.
O LP eu ainda tenho em casa e � um cl�ssico!
A� eu me lembrei de tantas bandas legais que eu curtia na �poca como:
- Pretenders
- Devo
- The Jags - mais por "(I've got your number) Written on the Back of My Hand"
- The Knack ("My Sharona")..
- Ramones
- Blondie ("Eat to the Beat" foi o primeiro disco New Wave que eu comprei na vida em 1979).
Para mim estes ainda s�o cl�ssicos indispens�veis...
quinta-feira, agosto 14, 2003
Estatuto das armas
"Prezado Luis Assump��o,
Eu sempre prezei pela seguran�a e integridade da fam�lia brasileira.
Respeito seu posicionamento e destaco, que somente o desarmamento n�o ser�
suficiente para minimizar o n�mero de v�timas da viol�ncia brasileira. �
preciso conscientizar a popula��o.
Ressalto ao senhor que defendi o Estatuto do Desarmamento, aqui no Congresso
Nacional, principalmente pelo fato de a proposta prever e autorizar a posse
de arma na resid�ncia do cidad�o, para que ele possa proteger sua fam�lia e
sua propriedade.
N�o ficaremos vulner�veis ao crime organizado.
Outra informa��o: o Estatuto venceu apenas uma etapa do processo legislativo
ao ser aprovado pelo Senado Federal. A proposta ainda seguir� para
aprecia��o da C�mara dos Deputados, onde, certamente, receber� novas
altera��es � sua viabilidade.
Ademais, no endere�o www.zambiasi.com.br
link "discursos", est�o minhas manifesta��es na discuss�o da mat�ria e na
defesa de emenda de minha autoria que foi rejeitada pelo relator Sen.C�sar
Borges. A minha p�gina na internet � atualizada diariamente e � um dos
instrumentos de presta��o de contas aos meus eleitores, quanto � minha
atua��o parlamentar.
Agrade�o, fraternalmente, sua contribui��o e espero que o senhor continue
acompanhando e colaborando com o meu trabalho parlamentar.
Um forte abra�o,
Senador Sergio Zambiasi. "
Se algu�m pude me mostrar onde o tal estatuto possa "prever e autorizar a posse
de arma na resid�ncia do cidad�o" ... A� eu fico a favor.
Assim como me convencer de que a criminalidade que assusta a sociedade brasileira � aquela que acontece em brigas de b�bados nas sa�das de bail�es no interior do Brasil ...
Ora Senador...
quarta-feira, agosto 13, 2003
Novidades
Mas aviso aos milhares de um ou dois leitores deste blog que este espa�o continuar� na ativa.
Agora com um perfil mais de di�rio eletr�nico...
Aguardem!
quinta-feira, julho 31, 2003
Bobagens - como transferir dados entre um desktop e um notebook sem disquete,CD, nem e-mail
H� alguns anos atr�s estava eu preparando uma apresenta��o para um "prospect" em meu desktop (porque odeio usar notebook). Madrugada a dentro a apresenta��o ficou pronta e percebi que ela estava bem gordinha.. Tudo bem, vou salvar em alguns disquetes e transferir para o notebook.
O que eu n�o contava era que o drive de disquetes do notebook tinha dado pau e n�o tinha como eu transferir para o meu arquivo. Pensei em internet, mas na �poca demorar muiiiito tempo para enviar e baixar qualquer mensagem maior do que 3 Mb.
Pensei numa coisa: usar o cabo do telefone para unir os dos computadores, de modo a transferir automaticamente o arquivo de um para outro. Perfeito!!!
O que eu n�o contava era que o discador do windows s� funcinava com o sinal de tom de linha. N�o tinha jeito de ele discar sem sinal de tom... Teste configura��o daqui e dali e nada at� que tive outra id�ia: liguei meu aparelho de telefone em paralelo com a liga��o com meu micro e no instante que ativei o discador no micro A , peguei o fone e "simulei" o sinal de tom com a boca ---p��������� ! Pronto! O discador "discou" e enviou sinal para o notebook que respondeu e come�ou a transfer�ncia do arquivo.... Sem maiores problemas..
Isto salvou o meu dia!!!
Quem � o "deus de neon" que criamos ?
Aquele Deus da b�blia, onipresente e onisciente, que guiava toda a manifesta��o humana durante s�culos teve a sua divindade questionada e destronada no s�culo XX.
Naquele s�culo, por influ�ncia de algumas doutrinas do s�culo anterior - principalmente o manifesto socialista - e o progresso industrial revelado pela revolu��o industrial, o velho Deus foi trocado por um novo deus, um "Cristo escanhoado" segundo os modernistas de 1922: a ci�ncia.
O progresso cient�fico prometia uma era de prosperidade e lazer para todos. O trabalho pesado cada vez mais relegado �s classes menos abastadas - que nem por isso eram socialmente est�ticas, isto �, de alguma maneira todos usufruiam os benef�cios, mas n�o na mesma propor��o. As promessas do para�so celestial foram trocadas pelo para�so tecnol�gico onde o homem criava o seu universo paralelo, simulando ser deus de seu pequeno mundo. Neste pequeno mundo n�o existia a necessidade daquele Deus todo-poderoso, pois o homem criaria tudo o que seria necess�rio para sua felicidade. O deus de "neon" da modernidade era o pr�prio c�rebro humano e sua religi�o a racionalidade, onde n�o havia espa�o para anacronismos como "f�" e "devo��o" .
O reinado do deus da modernidade cient�fica prevaleceu at� a segunda metade do s�culo XX, de onde emergiu a nova divindade: o socialismo hippie.
Chamo de socialismo hippie a jun��o de dois movimentos sociais: o movimento hippie dos anos 60, que foi a nega��o de toda a era "moderna" at� ent�o, por creditar a ela toda a perda dos verdadeiros valores humanos. Como contraponto � sociedade "repressiva" e "massificante"este movimento pregava uma vida simples e comunit�ria, o uso da criatividade, o sexo livre (a "nova moral") e o uso das drogas como elemento libertador.
Nesta ocasi�o foi declarada a morte do deus da modernidade: ele n�o conseguiu libertar o homem de seus grilh�es seculares (trabalho, dinheiro) acrescentando mais algumas voltas no "torniquete" (bombas at�micas, energia nuclear, polui��o).
O que o movimento hippie queria era apenas a nega��o do modelo e abertura a novas realidades. Sua efemeridade foi tanta que em 1970 o movimento era considerado extinto ("o sonho acabou").
Mas n�o acabou. Congelado no tempo, hibernou at� que seus ideais se juntassem ao socialismo reformista que ganhou forma ap�s a derrocada do regime sovi�tico em 1989.
Os anos 90 foram de gesta��o desta nova estrutura de poder - o novo deus socialista - onde cada detalhe foi minuciosamente preparado para permitir sua entroniza��o barulhenta no novo s�culo (durante as manifesta��es de Seattle em 1999).
O poder do deus socialista hoje se manifesta em praticamente todas as frentes e parece ter apenas um inimigo: a democracia capitalista ocidental.
Os ex�rcitos desse deus ocupam todo o espa�o poss�vel, n�o admitindo outra devo��o de seus s�ditos.
Apesar de tudo sua atua��o � mais sutil do que se poderia se supor, escolhendo palavras de ordem que identificam e atraem multid�es (�tica, igualdade, "justi�a social"). Sua pr�tica parece muito correta tamb�m, ocupados em reformar a alma do homem , extirpando-lhe os preconceitos milenares (politicamente correto).
O que se sabe por�m � que suas boas inten��es s�o apenas farisa�smos em que se troca a integridade pessoal pelo mero exibicionismo expl�cito de sinais de corre��o social.
Assim a luta continua, pois apesar de distante dos homens, o verdadeiro Deus - inspirador em �ltima inst�ncia dos valores b�sicos que proporcionaram o advento da sociedade humana - continua a inspirar a a��es de milh�es de pessoas ao redor do mundo.
E aqui estou eu como um rep�rter privilegiado desta guerra santa. E eu a denuncio todos os dias neste espa�o mas devo confessar que ainda tor�o pelo dia em que "f�" seja a palavra mais adequada para retratar minha rela��o com Deus....
Nao Mande Flores � cova do inimigo ....
"O sr. Jos� Eduardo Soares, secret�rio nacional de Seguran�a P�blica, mandou uma coroa de flores ao vel�rio do traficante Marcinho VP, enterrado ter�a-feira no Rio, depois de assassinado e enfiado numa lata de lixo. Tratava-se de um lixo humano. O sr. Soares, subordinado do ministro da Justi�a, M�rcio Thomaz Bastos, fez com seu ato um deboche a todos os brasileiros que t�m diariamente suas fam�lias desestruturadas e s�o tamb�m torturados e seq�estrados pelos bar�es que usam e traficam drogas".
N�o tenho palavras... Como � que gente assim pode estar autorizada a nos defender da criminalidade? Parece que estamos numa �poca em que nada � o que parece. Aqui em Porto Alegre a prefeitura mant�m um programa para aux�lio aos meninos de rua que n�o tem por objetivo tir�-los da rua...
Tudo o que � s�lido desmancha no ar.... Isto tem um refer�ncia clara ao "duplipensar" Orwelliano: finge-se que vai numa dire��o mas na verdade o objetivo � outro.
A hist�ria destes 7 meses de governo Lula � exatamente esta: o marketing do governo � numa dire��o enquanto os movimentos sociais que - n�o se pode negar - � o outro lado do PT vai exatamente para o outro lado.
Tudo muito calculado....
O PT preenche hoje TODOS os espa�os do espectro polit�co. Se o governo Lula n�o der certo a alternativa ser� sempre mais � esquerda - cada vez mais para dentro da radicalidade petista.
segunda-feira, julho 28, 2003
Apoio ao right-junior ....
Sei que � dif�cil para gente "normal" como eu tentar manter um espa�o como este atualizado e interessante para os leitores.
Eu por exemplo, fa�o no hor�rio do almo�o da empresa, ou em qualquer madrugada p�s-jornada empresa/casa.
� dif�cil. Eu tenho postado de forma irregular. Alguns dias mando at� 2 blogs ao mesmo tempo fico semanas sem dar nenhum pio.
Mas tamb�m quero dar um redirecionamento ao meu blog.
Acho que estou prestando aten��o demais ao sentido "vejam o que a m�dia "normal" est� escondendo de voc� ..." (que na minha opini�o pode ser feito com mais propriedade em sites como
midia sem mascara).
� claro que um dos objetivos que n�o vou me furtar � a busca da verdade. Pelo menos da minha verdade ou da minha maneira de entender as coisas. Todos os fatos e eventos que ajudem nesta busca/descoberta ser�o relatados aqui...
Mas tamb�m quero dar uma fei��o um pouco mais pessoal a este relato (solit�rio, acho eu pois n�o sei - e n�o quero saber - se algu�m al�m de mim l� estas p�ginas...).
A minha mensagem para os bloggeiros desanimados ou decepcionados com sua falta de visibilidade �: N�o desanimem...
Principalmente voc� , meu amigo right-junior, por que uma das raz�es de eu estar escrevendo hoje neste espa�o foi a experi�ncia "do it yourself" que seu blog me mostrou. Ele me inspirou a fazer o mesmo, numa �poca em que me senti muito sozinho com os meus pensamentos....
N�o desanime!!!
terça-feira, julho 22, 2003
O site Primeira Leitura faz uma an�lise mais sombria dos 7 meses de Lula, principalmente pela vis�o do estado democr�tico de direito, a pr�tica Petista de governar e a liberdade de imprensa...
Leiam um trecho:
"O gatilho no campo havia sido desarmado pelo ex-ministro Raul Jungmann. A MP 2.027, que coibia invas�es, indispondo terras invadidas para a reforma agr�ria e criando um cadastro de invasores, que iam para o fim da fila na ordem dos candidatos a lotes, jamais foi aplicada no governo Lula. Os antiintelectuais da m�dia, que se abst�m de ler tanto obras de refer�ncia sobre seu of�cio quanto as medidas legais, nunca se deram conta de que a MP tanto desagradava ao MST quanto aos propriet�rios que se locupletavam da ind�stria da desapropria��o, anexa � ind�stria da invas�o. Sem-terra, no pa�s, h� muito tempo � um sem-trabalho. No entanto, o MST ainda � tratado como parte de uma inexistente quest�o agr�ria no pa�s pela imprensa dos tontons maCUTs".
DDT e a Mal?ria
Leitores de "Access to Energy" t�m repetidamente, durante toda a d�cada passada, sido alertados de uma terr�vel e tr�gica circunst�ncia:
Em algum lugar da terra, em m�dia a cada 12 segundos, uma crian�a morre por causa da mal�ria- uma doen�a que poderia ser eliminada com o uso do DDT. A Nacional Academia de Ci�ncias dos Estados Unidos estima que o DDT tenha salvado a vida de 500 milh�es de pessoas antes que fosse banido. A descoberta do DDT rendeu ao seu inventor um pr�mio Nobel.
Ent�o veio "Silent Spring" (a Primavera Silenciosa) � um livro cheio de mentiras delibaradas e bravatas que propagaram um medo injustific�vel ao DDT. O movimento ambiental embrion�rio acolheu estas mentiras para a primeira de suas grandes campanhas. Esta acampanha coincidiu com a cria��o da EPA (United States Environmental Protection Agency). A EPA estava na busca de um grande assunto para se promover. A EPA estudou o assunto e em seu pr�prio relat�rio informou que o DDT era inofensivo ao meio ambiente, era uma subst�ncia com muitos efeitos ben�ficos e que n�o deveria ser proibida.
Infelizmente, a pol�tica prevaleceu, o DDT foi proibido, e o governo norte americano espalhou esta proibi��o pelo mundo, amarrando-a a toda sorte de programas internacionais.
O resultado: Mal�ria, que estava bem encaminhada para o controle total e a erradia��o agora aflige 250 milh�es de adultos e mata por volta de 3 milh�es de crian�as ao ano. Somente a mortalidade infantil faz da proibi��o do DDT o ato mais vil de genoc�dio tecnol�gico que o mundo jamais conheceu. � o segundo maior ato de genoc�dio da hist�ria - somente ultrapassado pelo reinado do terror sob o comunismo na China..
Muitos ambientalistas t�m falado abertamente disso como "medida de controle de popula��o" (!!???). O Wall Street Journal tem uma linguagem mais direta, referindo-se a isso como se fosse dado aos homens brancos (ecologistas ) o direito de escolher a elimina��o de beb�s negros, mulatos e amarelos.
Sim e as mortes continuam, dia ap�s dia.
Governo Lula - 6 meses depois....
Devo confessar que os meus medos mais profundos, de que toda aquela cantilena da campanha, de convers�o ao reformismo social-democrata e abandono dos ideiais socialistas mais puros e revolucion�rios fossem apenas marketing de campanha e que o PT no governo seguiria � risca seu programa partid�rio marxista at� agora n�o se concretizaram.
Este � o lado bom. Pelo lado ruim tamb�m n�o temos elementos para dizer que isto n�o ir� acontecer.
Os primeiros 6 meses de Lula tem se revelado absolutamente esquizrofr�nico na condu��o do pa�s. Ao mesmo tempo que mant�m a pol�tica econ�mica de rigorismo fiscal (sufocante) de FHC, recebe os revolucion�rios do MST com festa no planalto. Quer avan�ar numa reforma da previd�ncia mais ousada que nem FHC poderia prever, mas n�o deixa de apoiar regimes como o Cubano e Venezuelano...
Acho totalmente corretas as avalia��es feitas pelo Primeira Leitura de que este governo se parece muito com a gest�o de J�nio Quadros e Jo�o Goulart: na realidade n�o se sabe qual a dire��o que ele ainda tomar�.
Lula tem se revelado um gestor um tanto d�bio, mantendo em seus postos gente efetivamente incompetente, simplesmente por seus compromissos de campanha.
Se tem na realidade um cadinho de v�rios elementos: pol�tica de equil�brio fiscal, aceno aos movimentos sociais (heran�a do velho PT), anti-americanismo na pol�tica externa, populismo e demagogia assistencialista (Fome Zero), formando um governo "Frankestein".
Que Deus nos ajude (perdoe-me Diogo Mainardi, mas existem ocasi�es que s� Deus - com mai�sculo mesmo - pode ajudar..)
terça-feira, julho 15, 2003
Scott Ritter - ex-inspetor de armas da ONU, lan�ou um livro , acusando Bush de atacar ilegalmente o Iraque e clamando por umm "mudan�a de regime" nos Estados Unidos nas pr�ximas elei��es.
Coment�rio: Gozado , ele foi inspetor de 1991 a 1998 , ano em que o Iraque foi atacado pelos Estados Unidos, ordenado pelo ent�o presidente Bill Clinton. O motivo daquele ataque era o mesmo que motivou a guerra deste ano: a recusa Iraquiana em cooperar com o programa de inspe��o de armas da ONU (resolu��o 1441 de 1991) . O qu� o ataque de 1998 tem de diferente da guerra de 2003? Apenas o fato de Clinton ser democrate e Bush ser republicano. Clinton n�o � citado tamb�m como respons�vel por um ataque "ilegal" ao Iraque...
Este cara quer somente aten��o da m�dia e influenciar o clima para as pr�ximas elei��es. Um democrata "enrustido"...
N�o d� para emganar ningu�m. Somente a m�dia brasileira, �vida por qualquer anti-bushismo leviano...
sábado, julho 05, 2003
O ? M?dia Sem Mascara traz um artigo legal sobre a campanha de proibi??o das armas... Leiam um trecho:
"A Alemanha estabeleceu o desarmamento civil em 1938. De 1939 ? 1945, 6 milh?es de judeus e outras 'minorias' desarmadas foram executadas. Vale lembrar o discurso oco de Hitler na ocasi?o, que cai como uma luva para as ONGs pseudo-pacifistas como Viva Rio e Sou da Paz: 'Este ano entrar? para hist?ria. Pela primeira vez, uma na??o civilizada possui controle total de suas armas. Nossas ruas estar?o mais seguras e nossa pol?cia mais eficiente. O mundo seguir? nossa lideran?a rumo ao futuro'."
segunda-feira, junho 30, 2003
Recebi por e-mail.
Se o "maior" jornal do Brasil comete erros t�o crassos, imagine os outros....
" A peste pneum�nica � transmitida por got�culas de saliva, diferentemente do que informou o texto publicado na p�g. 2-10, no dia 24/09. " (28.set.94) O texto afirmava que a doen�a era transmitida por filhotes de perdiz. Quem editou o texto procurou um sin�nimo para perdigoto, que pode significar tanto salpico de saliva como filhote de perdiz.
" Texto de capa do caderno Ilustrada da edi��o de anteontem grafou incorretamente no primeiro par�grafo a palavra ortografia (saiu hortografia). " (25.fev.95)
" Diferentemente do que foi publicado � p�g. 9-2 (Im�veis) de 6/8, na reportagem ' Publicit�rio opta por sala ' limpa " , o nome correto do instrumento � piano de cauda. " (12.ago.95) Houve troca de cauda por calda.
" Saiu grafado incorretamente na edi��o de ontem o plural de fuzil-metralhadora. O certo � fuzis-metralhadoras, e n�o fuz�veis-metralhadoras, como foi publicado na p�g. 1-14 de Brasil. " (13.set.91)
" A reportagem ' Presidente ter� faixa nova na posse ' , publicada anteontem, na p�g. 1-11 (Brasil), refere-se incorretamente � ef�gie da Rep�blica como esfinge da Rep�blica. " (8.dez.98)
" O autor de ' Dom Quixote de La Mancha ' � Miguel de Cervantes, e n�o Manoel, como saiu publicado no texto ' Dom Quixote ' vira ' nordestino na Globo ' , � p�gina 5 do TV Folha da edi��o de anteontem. " (19.out.99)
" Diferentemente do que foi publicado na se��o de necrologia, caderno S�o Paulo, nos dias 24/6 (p�g. 3-6) e 25/6 (p�g. 3-8), n�o houve missa de Ricardo Bacanhim Pereira. Ele est� vivo. " (27.jun.97)
" Diferentemente do que foi publicado em 29/11, na p�g. 5-7 (Folhinha), o tatu n�o nasce de um ovo. Ele � um mam�fero placent�rio, que se desenvolve na barriga de sua m�e. " (6.dez.97)
" O quadro da edi��o de 9/1 de ' Ci�ncia ' , referente � reportagem ' Viagra para mulher ' , � p�g. 25 do caderno Mais!, indica erroneamente a vagina no local do �nus. No mesmo quadro, o test�culo est� incorretamente indicado no local do escroto. " (14.mar.00)
" O nome do maestro Eleazar de Carvalho saiu grafado errado na edi��o de ontem � p�g. 1-9 do caderno Brasil. " (5.jul.94) (Saiu sem o v)
" Por erro de digita��o, foi grafado po�o cartesiano, em vez de artesiano, na p�gina 3-1 de s�bado �ltimo. " (16.fev.94)
" Diferentemente do que foi publicado � p�gina 2-9 de 29 de maio, na reportagem ' Estrutura pol�tica do Brasil � um desastre ' , a regi�o da Calif�rnia, nos Estados Unidos, onde se concentram as ind�strias de computadores � conhecida como Vale do Sil�cio. " (18.jun.94) Em ingl�s, Silicon Valley. Saiu publicado " Vale do Silicone " .
" O m�sico Carlos Santana � guatemalteco, e n�o mexicano, como informou reportagem � p�g. 4-3 (Ilustrada) de ontem. " (12.mar.96)...
... " Diferentemente do que informou ontem esta se��o, o m�sico Carlos Santana � mesmo mexicano e n�o guatemalteco. " (13.mar.96)
" Diferentemente do que foi publicado na edi��o de ontem (S�o Paulo), a rodovia que passa pela cidade de Praia Grande chama-se Pedro Taques, e n�o Pedro T�xi. " (20.nov.99)
" Diferentemente do que foi publicado � p�g. 1-14 (Brasil) da edi��o de 19/3, a Segunda Guerra Mundial come�ou em 1939, os EUA entraram na guerra em 1941, a Guerra dos Seis Dias foi em 1967, o presidente Richard Nixon (EUA) renunciou em 1974, Margaret Thatcher assumiu o poder no Reino Unido em 1979, o Muro de Berlim caiu em 1989, e o Iraque invadiu o Kuait em 1990. " (27.set.95)
" A capital da Hungria � Budapeste, e n�o Bucareste (capital da Rom�nia), como informou texto publicado � p�g. 1-12 (Mundo) de ontem. " (2.abr.96)
" Texto � p�g. 4-4 (Esporte) de ontem informou incorretamente que a cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bol�via, fica no litoral. " (7.abr.00) A Bol�via n�o tem litoral.
Pel� ainda � sin�nimo de Brasil no exterior
Mat�ria do the Guardian relata uma entrevista com Pel� e revela, de quebra, a rever�ncia dos estrangeiros frente ao homem-s�mbolo do Brasil....
Outro produto-refer�ncia do Brasil para os gringos: A corrup��o. Nisto se percebe que a campanha da "�tica" na pol�tica e o denuncismo hist�rico de nossa m�dia impressa conseguiram forjar uma imagem nada positiva do Brasil no exerior...
� Lula sempre repete que a solu��o para a criminalidade n�o � invadir as favelas, e sim as coberturas das capitais, onde se escondem os verdadeiros criminosos. Os alegres e solid�rios assassinos do seguran�a do filho do presidente moram numa cobertura?�
Diogo Mainardi, em sua coluna semanal de veja.
A edi��o de hoje do primeira leitura � imperd�vel:
Primeiro fala sobre Mussolini, comentando uma nova biografia que revela que "Mussolini n�o foi, como muitos acreditam, um pol�tico de direita com veleidades de esquerda na juventude, mas sim um l�der crucial da esquerda radical num per�odo em que se definiu o socialismo italiano e europeu." Exatamente o que eu penso. E incluo Hitler na mesma defini��o: ambos s�o o mais puro exemplo de extrema esquerda do que extrema direita. A farsa esquerdista de o socialismo sempre lutou contra o fascismo come�a a cair...
Outro artigo interessante � sobre as semelhan�as entre o governo Lula e os seis meses do governo J�nio Quadros: "A indefini��o na pol�tica externa do governo Lula, aliada ao conservadorismo na interna, faz com que especialistas evoquem semelhan�as com os sete meses da Presid�ncia janista. O conjunto lembra a Viradeira que se prometeu em Portugal no s�culo 18". Concordo plenamente. E ainda complemento com outra "coincid�ncia" hist�rica com o governo de Jo�o Goulart - no relacionamento com os movimentos "populares" proto-revolucion�rios como o MST.
quarta-feira, junho 25, 2003
Rog�rio � um jornalista pol�mico. A pol�mica reside no discurso anti-totalit�rio que pautou sua cruzada nos quatro anos de governo petista do Rio Grande do Sul.
E a pol�mica continua...
� um dos meus preferidos...
O mundialmente famoso Ministro da Informa��o iraquiano Mohammed Saeed al- Sahaf foi preso ontem no Iraque. Provavelmente n�o vai ficar muito tempo preso pois afinal n�o � um criminoso procurado.
Pelo contr�rio, se tornou uma personagem admirada at� pelo presidente George W. Bush ("um cl�ssico".."N�o perco uma declara��o"..).
Dizem que tem emprego garantido na Al Jazeera.
Sua popularidade no ocidente � tanta, que al�m de uma p�gina muito acessada, se pode agora matar as saudades de suas "bomb�sticas" declara��es em DVD(?!!) . O DVD do "Comical Ali" como � chamado pode ser encontrado no seu site "oficial"
terça-feira, junho 24, 2003
A proibi��o de armas na Austr�lia data de 1999. Ap�s um ano de ado��o do programa, os resultados foram:
1.Os homic�dios subiram 3,2% e o n�mero de agress�es cresceu 8,6%.
2.Os roubos a m�o armada aumentaram 44%.
3.S� em Victoria, os homic�dios com armas de fogo aumentaram 300%.
4.Enquanto as estat�sticas dos �ltimos 25 anos mostravam um continuado descenso nos roubos a m�o armada, essa tend�ncia mudou dr�sticamente agora que os criminosos t�m a garantia de que suas v�timas est�o desarmadas.
5.Houve ainda um dram�tico aumento em assaltos a domic�lios e ataques a pessoas idosas.
Este � o mesmo programa que o Governo Federal quer implantar aqui para combater a "viol�ncia"...
Acabei de ler o livro do Olavo de Carvalho - "O imbecil Coletivo".
Apesar de n�o ter uma estrutura org�nica mais consistente, uma vez que foi concebido da reuni�o de escritos do fil�sofo, a grande virtude do livro � expor de forma cristalina o curso do pensamento Olaviano. Sua profundidade n�o consegue ser bem captada no formato de coluna jornal�stica. Fatalmente, seus escritos neste formato acabam, por falta de espa�o para a completa digress�o das id�ias, como manifestos radicais que chocam o leitor menos preparado. Esta � a causa, na minha opini�o, da vis�o unidimensional do personagem Olavo de Carvalho no imagin�rio esquerdista...
Apesar da riqueza de seu conte�do, a capa e as chamadas de capa n�o lhe fazem justi�a: "atualidades inculturais brasileiras" e "5a. edi��o - t�o ruim quanto as anteriores" fazem o p�blico a que se destina fugir do livro! Parece algum livreco da turma do casseta e planeta ou algum re-edi��o do MAD. O livro � completamente diferente (e bem melhor) do que sua capa deduz...
Este senhor passeou por aqui (em Porto Alegre!) em 2001 no primeiro forum mundial, participou manifesta��es anti-globaliza��o, destruiu uma lavoura de pesquisa de transg�nicos e foi embora como se tivesse participado de um pic-nic (gra�as ao companheiro Ol�vio Dutra).
Agora, na Fran�a ele foi preso por fazer esta mesma performance.
Outra: Os transg�nicos , ap�s 10 anos de pesquisa foram LIBERADOS para o plantio na Fran�a!
quinta-feira, junho 19, 2003
Estou reproduzindo abaixo artigo traduzido sobre o grau de emburrecimento a que estamos submetidos. Especialmente por profissionais que deveriam estar zelando pela objetividade e corre��o das informa��es: os historiadores... Lembra muito as pol�micas em torno de Olavo de Carvalho no Brasil...
Isto prova que o fen�meno � mundial...
09jun03
O problema de KEITH Windschuttle � que hist�ria agora � que � moralmente aceit�vel parecer ?bom? do que correto. At� mesmo quando se escreve sobre hist�ria.
Pergunte a Windschuttle, quem tem sido atacado por proeminentes historiadores nos �ltimos seis meses, desde que ele mostrou as falsidades e manipula��es por tr�s do ?genoc�dio? dos abor�gines da Tasm�nia.
Seu livro, ?A Fabrica��o da Hist�ria Abor�gine" , desafia o mito de uma gera��o de historiadores que t�m sustentado que os abor�gines Tasmanianos foram deliberadamente eliminados por brancos racistas, ou foram ao menos, v�timas de uma carnificina.
O que fez das refuta��es de Windschuttle t�o explosivas � que ele checou as conclus�es destes historiadores contra as suas fontes, e descobriu que profissionais admirados como Professor Henry Reynolds (do livro ?Why Weren't We Told" ) tinha citado erroneamente algumas delas e de uma maneira que exageraram a trag�dia, ou fizeram parecer deliberado. Reynolds, pelo menos, admite honestamente o erro.
Mas nenhum historiador foi t�o analisado quanto � Professora Lyndall Ryan, diretora de universidade e autora do livro ?The Aboriginal Tasmanians" , o livro que mais influenciou no que ela chama de ?genoc�dio? Tasmaniano.
Ryan declara, por exemplo, que patrulhas policiais mataram 60 abor�gines entre 1828 a 1830.
Na realidade, as fontes que ela cita n�o fazem men��o a este n�mero e Windschuttle afirma que o n�mero real de mortes foi de apenas dois.
Ryan afirma que colonos assassinaram 10 abor�gines em Moulting Lagoon. Na realidade, nenhuma das fontes que ela cita confirma qualquer morte naquele local.
Ryan diz que entre 1827 e 1830, disparos feitos pelos brancos e outros conflitos baixaram o n�mero de ?pessoas do Norte? de 200 para 60.
Na realidade, diz Windschuttle, n�o houve nenhum censo ou outra forma de saber qual era o n�mero de abor�gines na �rea naquela �poca.
Ryan afirma que aos abor�gines foi oferecida farinha envenenada.
Mas Windschuttle diz que a �nica fonte de Ryan para esta afirma��o n�o diz nada se realmente foi dada aos abor�gines esta farinha envenenada, mas somente que um patr�o preocupou seu contador de estoques perguntando se ele poderia faz�-lo.
RYAN cita o di�rio de um capel�o colonial, Robert Knopwood, com sua fonte para afirmar que 100 abor�gines foram mortos pelos broncos de 1804 a 1808. De fato, seu di�rio cita apenas quatro mortes.
yan afirma que 280 abor�gines tasmanianos foram "registrados baleados" em v�rios arquivos. Na realidade, Windschuttle diz, os arquivos listam somente 119 abor�gines baleados por brancos, sendo criminosos ou em autodefesa. E assim segue.
E solicitei � Professora Ryan responder �s alega��es de Windschuttle de que ela tinha se enganado ou exagerado por tr�s vezes.
Meses atr�s ela me prometeu uma resposta, que nunca houve, e ent�o me falou para esperar at� que a Universidade da Tasm�nia publicasse um paper que ela recentemente produziu no qual ela fala que encontrou fontes para ratificar algumas de suas afirma��es ? embora n�o todas que listei aqui.
Outros tamb�m n�o tiveram muita sorte em obter dela alguma explica��o, o que parece muito anti profissional de sua parte. Ryan tem admitido somente que as refer�ncias de p�-de-p�gina est�o faltando, mas os erros s�o ?menores? e ?facilmente retific�veis?. Ela nega inverdades e diz, ?eu n�o posso acreditar que possa ter inventado isto tudo?. E pergunta: ?Somente uma 'verdade' � a correta??.
Mas no programa ?Sunday? do canal 9, a rep�rter Helen Dalley solicitou a ela uma explica��o por que tinha dito que Knopwood foi sua fonte na afirma��o de que 100 abor�gines tinham sido mortos, quando ele na realidade registrou somente quatro mortos.
Ryan: Certo. Eu certamente concordo com o que os di�rios de Knopwood dizem, mas tenho tamb�m outra refer�ncia de um registro de John Oxley, que era um pesquisador que foi enviado � Tasm�nia em 1809. Ele afirmou que muitos abor�gines tinham sido mortos.
Dalley: OK, mas como voc� extrapolou as palavras "muitos abor�gines tinham sido mortos", para "por volta de 100 perderam suas vidas?? Foi s� uma estimativa?
Ryan: Bem, Eu penso que da maneira que Oxley escreveu, que ele pareceu pensar que houve uma grande perda de vidas dentre os abor�gines.
Dalley: Ent�o, de certa maneira, � bem justo para (Windschuttle) dizer que voc� inventou os n�meros? Voc� est� me dizendo que fez uma estimativa.
Ryan: Historiadores sempre fazem estimativas...
Deixe-me dizer a voc�s como nossos historiadores t�m percebido isto tudo. A pessoa que eles t�m criticado por mau uso de sua gradua��o, por invencionices e criador de fatos que se encaixam num perfil de ataque ideol�gico �... Keith Windschuttle. � um circo
"N�o h� espa�o no seu trabalho para ?imagina��o hist�rica??, reagiu Professor Stephen Foster, que edita ?Frontier Conflict?, um livro de ensaios de ataques a Windschuttle produzidos por historiadores. Realmente!
"Windschuttle clama para que o exerc�cio do of�cio de historiador volte a uma era dourada, quando tudo era baseado em fatos?, queixou-se o Professor Alan Atkinson. Bem, sim professores. Teste � o ponto.
"Malicioso" e "chauvinista cultural?, espeta o autor Mark McKenna. "Repleto de m�s concep��es, distor��es, demoli��o de car�ter? emendou o revisor Shayne Bree. Pot. Kettle.
Professor Robert Manne at� mesmo acusou Windschuttle ? falsamente ? de pl�gio.
E os professores Stephen Mueke e Marcia Langton afirmaram que ele tinha uma "vis�o distorcida de hist�ria", e que estavam ?profundamente preocupados" que um jornal tenha dado a ele "espa�o para ele atacar a credibilidade de grandes historiadores".
Perdoem-me, prezados historiadores, mas que credibilidade?
terça-feira, junho 17, 2003
Isto me lembrou claramente os quatro anos de persegui��es � imprensa independente no RS, durante as trevas do governo Ol�vio Dutra....
Agora a parte da imprensa "chapa branca" que incensou o canditado Lula est� provando do veneno petista...
Assisti, ontem, � maior "febre" do ano...Foi dif�cil resistir �s duas primeiras semanas de exibi��o sem passar perto de um cinema ... Neste per�odo o filme foi capa de TODAS as principais revistas brasileiras: veja, �poca (chamada de capa), isto �, superinteressante, etc. Confesso que quando entrei no escurinho ontem, minha cabe�a j� n�o estava tomada por Neo e seus amigos. Filmes mais novos j� despertavam mais interesse, principalmente por "Procurando Nemo" (os filmes da PIXAR s�o demais!!!).
Bueno. Toda esta conversa para dizer que a experi�ncia "MR" para mim foi frustrante. N�o totalmente, ok. O filme funciona muito bem nas cenas de a��o, mas a franquia "matrix" foi concebida como um mix bem equilibrado de roteiro-refer�ncias religiosas-kung foo fighting. Neste novo filme parece que a receita desandou...
Os diretores Wachowsky parece que decidiram pela f�rmula de pegar o primeiro filme e dobrar os ingredientes. Existem receitas que n�o resistem a este tipo de "processo". Matrix � um destes casos. O resultado disso �: onde no primeiro filme t�nhamos di�logos intrigantes e telegr�ficos, no segundo a surpresa foi substitu�da por um falat�rio empolado, parecendo mais uma encena��o de Hamlet colegial (ou "Otello" de onde o Fishburne parece que tirou seu personagem). O decl�nio de seu personagem Morpheus � tr�gico. De mola mestra do primeiro, temos um pouco mais do que um pregador alucinado no segundo.
A dura��o dos "speechs" tamb�m � demais. Isto tamb�m se aplica �s cenas de a��o. Pelo menos essas foram beneficiadas. Como a novidade j� n�o existe nos efeitos "bullet time" o jeito foi tornar as cenas mais longas, complicadas e vertiginosas. Funciona. Apesar da sensa��o de "deja vu" desde a primeira cena "bullet time", as seq��ncias de a��o v�o melhorando bastante, at� o cl�max (pelo menos para mim) na auto-estrada.
O problema do filme � o ritmo truncado, quando parece que vai detonar, voltamos � verborragia. Outro problema � o excesso de personagens (Link, sua mulher, Niobe...) e eventos sem nenhuma relev�ncia. A algu�m interessa que o povo de Zion curta ax�-music?
O final tamb�m � enigm�tico. N�o sei at� agora qual foi a escolha de Neo... Eu ACHO que ele n�o fez escolha alguma... Mas isto � ach�metro para ser resolvido no pr�ximo filme.
Tem um outro filme muito interessante que, apesar de ser pior do que o Matrix original, tem TODAS as sacadas "originais" do Matrix 1 13o. Andar
Outro filme eu verifiquei coment�rios na Internet muito bons � Equilibrium, que deve estar chegando em v�deo/dvd por agora....
Divirtam-se!
quinta-feira, junho 12, 2003
No yahoo saiu not�cia se referindo a um programa do canal VH1 com as -consideradas pelo canal - melhores m�sicas dos �ltimos 25 anos.
A melhor foi "She smells like teen spirit" do Nirvana.
Lembrando que qualquer lista � pol�mica, acho no m�nimo estranho a vota��o do Nirvana, pois no mesmo site tem as
onde "teen spirit" ficou s� na 41a posi��o.
Quer dizer que dentre as outras 40 m�sicas � sua frente n�o havia nenhuma gravada nos �ltimos 25 anos...
Nada do p�s-punk/new-wave dos 80�s. Isto considerando que o som do Nirvana � uma homenagem/c�pia do som t�pico dos anos 80�s...
A melhor posi��o de um oitentiano � "Every Breath You Take" do Police em 42.
Outra nota: Madonna n�o � considerada "rock"! Ela est� na lista dos melhores dos 25 anos mas n�o na lista dos 100 melhores do rock!!!
Artigo do FoxNews falando sobre bloqueio comercial europeu � produtos geneticamente modificados, principalmente americanos (que abastecem 50% dos estoques mundiais de alimentos) � educativa.
O temor europeu (e brasileiro) aos transg�nicos lembra os protestos de cem anos atr�s por causa da vacina... At� pa�ses com problemas de subnutri��o e inani��o como Zimbabwe e Tanzania destru�ram estoques de comida vinda dos EUA por causa da proibi��o europeia e pelo temor disseminado pela contra-propaganda.
Segundo o co-fundador do GreenPeace (agora rompidos, � claro), Patrcik Moore: " Eles basicamente est�o dizendo que � melhor que milh�es de pessoas morram de fome do que possam comer alimentos perfeitamente nutritivos -modificados geneticamente - vindos dos EUA, onde as pessoas os t�m consumido h� mais de 10 anos sem efeitos negativos".
� isso que defendem este pessoal que clama contra os transg�nicos afinal. Como � que pode um programa de "fome zero" em que n�o se possa considerar os transg�nicos como solu��o?
sexta-feira, junho 06, 2003
Os adicionados � velha e boa "avant-garde" brit�nica dos 80�s devem ficar irados com o t�tulo, mas � uma deprecia��o carinhosa...
O artigo do guardian mostra como os velhos e quase esquecidos darlings do post-punk brit�nico est�o se tornando a grande influ�ncia do novo pop que se faz na ilha. Gente como Gary Numan, Ultravoxx, Cure, Duran Duran, Gang of Four, Spandau Ballet viraram "cool" de novo!
� claro que -segundo o artigo - se espera que penteados tipo "ninho de passarinho", batom borrado e rosto coberto com uma polegada pancake N�O retorne...
O interessante notar que os pr�prios 80�s eram, eles mesmos, reciclagem de outras d�cadas, principalmente os 50/60...
�s vezes sinto que a p�s-modernidade tornou a cultura um "museu de grandes novidades" como dizia Kzuza...
quinta-feira, junho 05, 2003
Notei hoje que no blog do Olavo de Carvalho foi desabilitada a �rea de coment�rios. Entendo as raz�es....Mas era extremamente elucidativo sobre o que passa na cabe�a de gente dita "democr�tica" e "pacifista"...
L� tem um post sobre as seguintes descobertas:
a) Os chimpanz�s tem mais de 98% do c�digo gen�tico igual aos humanos.
b) Os beb�s podem reconhecer a voz de seus pais ainda dentro do �tero.
Meu coment�rio:
Na vis�o esquerdizante, o ponto "a" significa "Os chimpanz�s s�o nosso irm�os e, como tal, devem ser tratados como seres humanos".
J� sobre o ponto "b"= "Os fetos reconhecem seus pais e devem ser tratados exatamente como a v�tima que reconhece o criminoso.."
sábado, maio 31, 2003
No Yahoo news tem mat�ria que diz sobre "especialistas" que acusam o governo americano de alterar fatos para justificar o ataque ao Iraque.
Segundo eles houve uma filtragem dos fatos sabidos sobre o Iraque , de modo privilegiar a vis�o dominante da pol�tica externa de Bush. Segundo eles "H� funcion�rios de intelig�ncia que acreditam se tratar de um esc�ndalo".
Ainda segundo os "especialistas" : "Em intelig�ncia h� um pecado imperdo�vel: cozinhar intelig�ncia de acordo com a receita de alta pol�tica". "H� amplas indica��es que isso foi feito em rela��o ao Iraque".
Coment�rio: Compare com esta not�cia e se saber� quem realmente "cozinhou" a intelig�ncia com fins pol�ticos... E por motivos muito mais sujos e diversionistas (salvar o pr�prio mandato..).
Mas como este cara era (e continua) o darling da esquerda festiva, caiu um sil�ncio obsequioso sobre o caso...
http://veja.abril.uol.com.br/231298/p_048.html
quinta-feira, maio 29, 2003
A auto-defini��o de radical livre: "Radical significa as pessoas que defendem as teses pela raiz, sem superficialidade. E nada melhor do que ter uma alma libert�ria para agir assim"
Coment�rio: O que � defender uma tese pela raiz? Tese tem raiz?
Pode-se dizer ent�o que "tese" deve ser algum tipo de vegetal com raiz carnuda (como a cenoura ou a mandioca) em que por "defender s� as ra�zes" significa desconsiderar o caule as folhas e os frutos. Se este for o caso, Heloisa Helena pode ser considerada uma toupeira da pol�tica (uma toupeira s� se interessa pela raiz das coisas..).
Outra caracter�stica marcante das toupeiras � a cegueira. No caso de HH, isto a impede de conhecer os limites de sua pris�o...
Em mat�ria do the guardian
Bob Geldof, o cara por tr�s do Live Aid de 1985, tem elogios ao presidente Bush em fun��o de sua pol�tica externa para a �frica.
Segundo ele a administra��o Bush tem "a vis�o pol�tica mais radical ---no bom sentido-- para a �frica desde Kennedy".
"Os neo-conservadores e religiosos direitistas que formam a equipe mais pr�xima � Bush tem se provado inesperadamente receptivos aos apelos de ajuda � Africa"
Ainda segundo Bob, "Bill Clinton era um cara legal , mas ele f*** tudo".
Ufa! Finalmente algu�m com vis�o mais cr�tica sobre o assunto...
quarta-feira, maio 28, 2003
Saiu no correio do povo not�cia sobre declara��o conjunta da R�ssia e China sobre a Nova Ordem mundial.
R�ssia e China argumentaram que "a nova ordem mundial deve estar baseada nos princ�pios reconhecidos da lei internacional, sem citar os EUA."
Que beleza!
"Nova Ordem Mundial" me lembra , ao mesmo tempo, os nazistas, o New Order (a banda) e aqueles panfletos legais das Testemunhas de Jeov�.
Como a religi�o n�o � o barato desse pessoal e tamb�m acho que eles n�o s�o f�s de m�sica eletr�nica inglesa dos 80�s, acho que tem mais a ver com a primeira op��o...
Agora s� falta definir o que sejam "princ�pios reconhecidos". Devem ser os princ�pios reconhecidos pelos nazistas. Como o nazismo e o socialismo tem o mesmo vi�s, conclui-se que o reconhecimento dever� ser feito por eles mesmos. Ou a ONU , que � o asilo natural dos Mostros S/A da pol�tica internacional. Afinal onde estava (e est� ) a ONU no caso da Chech�nia e Tibete?
Sil�ncio absoluto.
"Sil�ncio dos inocentes"? N�o! "Os gritos do sil�ncio"...
Novidade no ar: blog do Olavo de Carvalho.
Leiam o posts e - principalmente- os coment�rios. Divirtam-se...
terça-feira, maio 27, 2003
Outro dia comprei a �ltima edi��o da super (188 - maio/03). Aquela com Keanu "Matrix" Reeves na capa.
Qual foi a minha supresa! No m�nimo 4 mat�rias com um vi�s ("vi�s" � figura de linguagem - pelo menos duas eram completamente militantes) anti-americano-esquerdista.
A primeira mat�ria , assinada por Denis Russo Burgierman fala sobre a "Guerra de boicotes" que , na vis�o do autor, foi um efeito colateral da Guerra do Iraque.
Convenhamos que � um tema bem oportuno e o autor, sendo uma revista de divulga��o cient�fica (pelo menos assim eu acreditava), poderia aproveitar e demolir a credibilidade deste tipo de a��o.
N�o foi o que aconteceu: o autor ficou , durante todo o artigo, ratificando este tipo de atitude, inclusive insinuando que empresas americanas estariam com medo deste tipo de atitude.
O que esqueceu de questionar � a validade da ado��o do "boicote" quando o alvo s�o produtos produzidos n�o nos Estados Unidos (que ,de mais a mais � o maior importador do planeto) mas produzidos no Brasil, gerando empregos no Brasil. A compara��o com o boicote americano ao vinho franc�s � rid�cula: o vinho franc�s � produto fabricado por trabalhadores franceses. O Big-Mac feito em Paris ou S�o Paulo � franc�s e brasileiro.
O seu apoio ao "boicote" de produtos "americanos" no Brasil s� vai aumentar ainda mais o desemprego de brasileiros.
Outra mat�ria sobre Noam Chomsky � uma p�rola: justifica a sua inclus�o na s�rie "grandes mentes" (ou ser� "grandes que mentem"?) por sua contribui��o revolucion�ria � lingu�stica. Pergunta: Voc� conhece algum outro linguista ou sabe qual o seu trabalho? Claro que n�o! Noam est� ali pelas suas opini�es anti-EUA...
Das quatro p�ginas do artigo, apenas um par�grafo fala da milit�ncia pol�tica de Choam, mas em TODAS as p�ginas s�o mostradas as frases preferidas de Noam contra os Estados Unidos. De ling��stica que � bom...
Pesquei at� uma frase publicada: "Durante os �ltimos s�culos, os Estados Unidos exteminaram as popula��es ind�genas, conquistaram metade do M�xico, intervieram com viol�ncia nas regio�es vizinhas.....".
Se for at� a p�gina 80 do memso n�mero , tem uma entrvista com Ana Val�ria Ara�jo, uma ativista de ONG ind�gena que responde a pergunta "Quais os pa�ses d�o bons exemplos na quest�o ind�gena": "Os �ndios canadenses s�o bastante profissionalizados e t�m um grande n�vel de intera��o com a sociedade. O mesmo digo da Nova Zel�ndia e dos Estados Unidos, onde os nativos se beneficiaram das pol�ticas de cotas ns universidades....". Como? Os EUA n�o exterminaram seua �ndios, Sr. Chomsky?
� deprimente, ver que este discursinho desmiolado e irracional contamina at� quem deveria manter um m�nimo de frieza cient�fica...
Abandonei...
terça-feira, maio 20, 2003
Hoje falo um pouco de outra coisa: Estou desde 10/05 enviando meus posts do meu velho computador "repaginado".
Por "repaginado" entendam: Meu velho pentium 200mmx com 6gb (!) agora est� rodando em Linux!!
� claro que,por motivos de seguran�a, mantive minha instala��o windows 98... (� o que chamam dual boot - eu escolho na hora do boot se vou entrar no windows ou no linux)
A vers�o que estou rodando � o Kurumin 1.3. � uma vers�o brasileira (adaptada) produzida pelo webmaster do site Guia do hardware.
Recomendo esta vers�o para quem n�o conhece o Linux pelas seguintes (e surpreendentes) caracter�sticas:
- Roda do CD (n�o precisa instalar! �timo para quem deseja dar um test drive neste tal de Linux)
- Reconhece no boot quase todos os dispositivos e drives isntalados no micro ***automaticamente*** (para quem est� acostumado com Linux isto pode parecer surpreendente, mesmo aqueles que perderam noites de sono confitgurando placa de som no windows vale..)
- Reconhece rede
- Tem suporte f�cil de instalar para winmodems (outra dor de cabe�a para linuxers em geral).
Recomendo!!!
terça-feira, maio 13, 2003
Logo depois de elogiar a posição imparcial da veja sobre o caso Cuba, eis um belo tropeço no caso das FARC.
Tudo começa bem, com uma reportagem extensa sobre os recentes assassinatos de políticos mantidos em cativeiro há mais de ano pelos guerrilheiros-terroristas.
Pensei: oba, Veja vai tomar uma posição!
Realmente a revista se posiciona radicalmente contra qualquer apoio a qualquer organização "revolucionária" dos moldes das FARC. Até descrevem um breve histórico sobre a razão do seu envolvimento com o narcotráfico.
O que faltou à Veja foi dar o próximo passo: condenar este governo pela ação virtualmente protetora de qualquer ação de terroristas das FARC em nosso próprio território com a desculpa de não haver "lista de grupos terroristas" mantida pelo governo federal.
Isto é muito estranho.
No mesmo número, um elogio à capacidade de comunicação e improviso de Lula em seus discursos à nação (e sua prolixidade...).
Uma pena!
Na semana passada escrevi sobre o engajamento de -parte - da cena rock à causa pacifista.
Só para esclarecer, nem todo o rock é a favor do pacifismo e esquerdismo (nesta ordem), mas só aquilo que se pode chamar de rock "engajado".
Como rock "engajado" pode-se definir todos os grupos e artistas alinhados com alguma vanguarda estética (bah! Desculpem o ato falho... Quando ouço "vanguarda estética" o que me vem à cabeça são os grunhidos pacifistas da Sr. Lennon... Isso já passa de 30 anos!!! Mas vamos deixar assim..), os remanescentes pós-punks e principalmente os pós-grunge.
Ah! E os pop-alternativos metidos como Lenny Kravitz (que pragmaticamente estão nessa por dinheiro - o cara chegou a lançaar uma canção contra a guerra do Iraque. Sintomaticamente a guerra acabou alguns dias após o lançaamento da canção...).
Descontando as tendências mais progressivas ou "ácidas" e o heavy (que sempre se posicionaram fora de qualquer discussão mais politizada), existe uma clara conexão entre os movimentos pacifistas, os movimentos de esquerda e o rock.
Ou não?
Os movimentos hippie e anti-Vietnã dos anos 60 foram realmente espontâneos?
Havia alguma conexão política com a esquerda?
Ou esta conexão só foi concretizada mais recentemente com a atuaçao de organizações como a ANSWER?
Quem tiver alguma pista, escreva...
segunda-feira, maio 05, 2003
A revista veja parece que � a �nica a manter um posicionamento mais imparcial sobre o assunto...
sábado, maio 03, 2003
O RIGHT-JUNIOR comenta a avers�o ao ROCK pelo pessoal de direita...
Concordo com o coment�rio...
O problema � que o pessoal em peso do rock e afins s�o de esquerda.
A op��o pela m�sica cl�ssica pelo pessoal de direita � muito pragm�tica. Como seus autores na sua maioria n�o emitiam opini�es pol�ticas (ou elas simplesmente eram ignoradas) n�o h� o risco de o cara falar bem do Mozart, por exemplo, e depois ter de se posicionar a respeito por que o seu autor predileto estava numa passeata pacifista contra a guerra do Iraque....
No rock isto � imposs�vel.
Como � que se pode gostar de John Lennon e ser a favor da interven��o no Iraque, por exemplo, considerando que Lennon � autor do hino pacifista "Give Peace a Chance" , que � uma das m�sicas mais executadas em qualquer passeata?
Praticamente todos o rockers adotam um posicionamento pol�tico bem evidente, que � praticamente uma extens�o de sua performance art�stica (como tamb�m os atores). Pelo menos no caso dos atores, quando eles est�o ATUANDO, n�o est�o fazendo proselitismo pol�tico (Dany Glover,Susan Sarandon, Tim Robbins, Martin Sheen). Isto que dizer que tu podes apreciar sua arte sem ter de aturar algum discursinho ou 'mensagem' embutida.
No caso do rock�n�roll n�o d�.
� imposs�vel desvincular sua arte de sua mensagem, uma vez que o rock , pelo menos a partir dos 60 adquiriu uma fei��o de "protesto" que ainda n�o defeneceu.
O resultado � que estou ouvindo com mais criticidade "esse tal de roque enrow" e me dedicando a outros tipos de m�sica.
A m�sica pop ou qualquer outro tipo de "body music" por exemplo, que � bem menos pretensiosa e por isso a chance de tu ser surpreendido no meio da balada por algum missa esquerdista � m�nima.
No meu caso, estou cada vez mais curtindo os cl�ssicos da "disc�" dos 70...
Mas ainda assim n�o tem como n�o venerar os velhos U2, Cure, Talking Heads, Ramones e Blondie ....
quarta-feira, abril 30, 2003
quinta-feira, abril 24, 2003
Hoje na ZH tive o desprazer de ver a charge o Iotti. Ou melhor, uma ofensa a todos os cubanos que lutam pela volta da democracia e o estado de direito naquele pa�s.
O individuo conseguiu mostrar aqui a verdadeira face do "pacifismo" anti-viol�ncia.
Vejam s�:
Na tentativa de manter o discurso anti-EUA, o autor cometeu um ato falho. Nesta charge fica claro o pensamento do Sr. Iotti, assim como tantos outros empenhados na causa "pacifista". O objetivo desta gente n�o � ser contra a guerra e a viol�ncia. O que est� em jogo � criar, sempre que poss�vel, um ambiente de animosidade na opini�o p�blica com rela��o aos Estados Unidos.
Fica clara tamb�m a devo��o do autor pelo her�i da esquerda latino-americana, Fidel Castro, e o desprezo pelo povo cubano. Ali�s o povo cubano s� � considerado exemplo quando serve de testemunho vivo do "milagre" socialista da ilha. Quando vem pedir apoio humanit�rio contra as hostilidades do regime, � tratado desd�m ou at� mesmo amea�as de agress�o f�sica. Como se viu durante o Forum Social deste ano. � Fidel se d� o direito de fuzilar quem ele assim o desejar para manter acesa a chama da revolu��o.
As v�timas? Traidores da revolu��o e do "ideal".
Afinal o que s�o 3 fuzilamentos?
Pelo visto isto n�o desautoriza qualquer mudan�a no apoio ao regime de Fidel.
Dentro desta �tica relativista da esquerda a vida humana n�o tem � um valor absoluto em si mesma. Existem vidas humanas que valem mais l�grimas que outras....
� o humanismo pragm�tico de esquerda.
"Fidel s� fuzilou 3..." "enquanto os Estados Unidos j� assassinaram milhares no Iraque...".
Esta � a l�gica relativista...
N�o se fala nos mais de 17.000 mortos em 40 anos de regime comunista em Cuba. Nem nos mais de 100.000 vitimados pelo regime de Saddam Hussein, que quando caiu pela m�os dos americanos teve a aclama��o e como��o popular no Iraque.
Ao menos ficou claro que aquela papagaiada pacifista nada mais era do que um artif�cio para apoiar Saddam e qualquer outro tirano de plant�o que seja anti-americano. N�o importando o quanto o povo deste pa�s seja massacrado.
O seu lema poderia ser tranquilamente: "Deixem Saddam em paz, afinal ele s� mata seu pr�prio povo e n�o temos nada a ver com isso".
Outra coisa que mei intrigou na charge foi a figura dos cr�nios empilhados.
Lembrei que j� tinha visto em algum lugar.
Procurei na internet e achei: � o resultado de mais de 4 anos de regime stalinista implantado pelo Khmer Rouge no Camboja.
Por qu� ele escolheu esta imagem? Simples. Um n�vel de selvageria desumana deste tipo s� pode ser encontrada em regimes totalit�rios como o de Pol-Pot. E de Saddam Hussein, com certeza.
A grande manipula��o � confundir v�timas acidentais (n�o vou usar aspas pois � muita insensatez acreditar que a coalis�o tenha tomado civis como alvos de bombardeios) com pessoas torturadas e mortas dentro de um regime fascista que s� pode existir num ambiente anti-democr�tico.
Nunca se ver� estas imagens num mundo livre.
quinta-feira, abril 17, 2003
Quantas bobagens se escreve sobre transg�nicos.
Este cara compara o plantio e comercializa��o dos transg�nicos com maconha, opio ou outras drogas n�o l�citas.
O argumento � de que os transg�nicos ainda n�o foram suficientemente provados e o seu plantio est� proibido no Brasil por decis�o da justi�a. Pede ainda a simples apropria��o de toda a safra para exporta��o sem repassar aos produtores, pelo simples fato da proibi��o.
O erro: diferentemente da marijuana e outras drogas, os transg�nicos foram liberados este ano mas n�o no pr�ximo. Juridicamente quer dizer que a soja deste ano n�o traz nenhum malef�cio , mas a do pr�ximo ano sim?
Se a safra deste ano somente for exportada significa que para os brasileiros � perigosa mas para os outros pa�ses que se danem?
Outra coisa: o telefone celular tem a mesma suspeita de causar algum dano em fun��o das ondas eletromagn�ticas. Seu uso est� proibido at� que tudo esteja devidamente esclarecido?
E a pol�mica do forno de microondas h� 20 anos?
Quanta bobagem!
Um deboche puro. Aquele papo de humanizar o capitalismo a prega��o pela a paz � de doer. E a interpreta��o? "Ah! Se socialismo � isso, ent�o eu sou socialista!"... Bem pensado. Acho que todos somos socialistas, alguns mais socialites (Vera Loyola) que outros.
Por outro lado, talvez eles realmente tenham descoberto a f�rmula da tal "terceira via" (a pedra filosofal dos socialistas "moderninhos"). Afinal o PSB � um partido que conta com intelectuais brilhantes em suas fileiras como Anthony Garotinho e Beto Albuquerque...
Talvez todo o tempo que o partido ficou sob as asas (ou melhor tutela) do PT na verdade serviu para uma auto-an�lise profunda e transformadora, de modo que com calma, intelig�ncia e determina��o se pudesse forjar o arcabou�o te�rico e conceitual desta revolu��o.
Pena que n�o d� para explicar em 30 segundos toda a profundidade conceitual de conceitos como mais-valia para o pessoal. O neg�cio ent�o � fazer a linha do "nunca te vi / sempre te amei" ou seja. As pessoas dizem que n�o conhecem o socialismo, o rep�rter diz duas mentirinhas deslavadas e consegue a convers�o: "Ah mas ent�o eu sou socialista!".
Por outro lado, analisando bem, estamos de frente de um novo fen�meno: a convers�o socialista autom�tica!
Chega de revolu��es, viol�ncia, fome, derramamento de sangue in�teis.
O PSB acaba de inaugurar a primeira revolu��o socialista totalmente dial�tica!
E sugiro como primeira medida humanit�ria enviar imediatamente, para onde houver qualquer revolu��o socialista em andamento (com suas pr�ticas demod� como fuzilamentos, entre outros), o indiv�duo "entrevistador/ revolucionista" da propaganda.
Ser� a garantia de uma revolu��o limpa para estes amantes da paz!
S� cuidado com o PCB! Enquanto o PSB ataca na tv, tenho ouvido no r�dio a propaganda do PCB.
Gozado, agora me deu vontade de conhecer o programa do PCB. O que ser� que estou perdendo?
quarta-feira, abril 16, 2003
O assunto, n�o poderia deixar de ser � a Guerra do Iraque.
Li argumentos pr� e contra sobre a guerra, desde o pacifismo rasteiro mais infantil e descerebrado ( acho que a infantilidade est� se enraizando em nossa cultura. Parece que um argumento para ser v�lido necessita ter as seguintes palavras-chave : justi�a e soberania contra imperialismo e domina��o. Esta ladainha amorfa deve ser produto da mistura em excesso de sub-literatura esot�rica + m�sica/filosofia new age + cartoon network e Che Guevara. Desta mistura n�o poderia dar boa coisa. Mas parece mesmo que o "debate" atual n�o passa de gritaria sem sentido de slogans requentados do tempo do Vietn�. Coisa de colegial que leu demais "Para ler o Pato Donald". Mas isso � outro papo...)
Bem, voltando ao assunto: a nova atitude Norte-Americana, que � o "ataque preventivo" pode levar a enganos fatais. No caso do Iraque, tudo bem. Se sabia h� muito que Saddam era um tirano, al�m de dizimar sua pr�pria popula��o h� mais de vinte anos, financiava ou dava ajuda log�stica a muitos dos movimentos terroristas na regi�o (Al-Qaeda, Hezbollah).
O argumento americano n�o foi por causa disso. Foi por causa das tais "armas de destrui��o em massa" que poderiam estar sob seu poder. Estas armas ainda n�o foram encontradas no Iraque.
Os EUA poderiam argumentar somente que Saddam era um tirano que financiava o terrorismo. Pronto. Isto j� era motivo de sobra para uma interven��o. Do ponto de vista moral, qualquer ditador � um genocida /terrorista em potencial.
Mas n�o. Se escolheu um argumento de dif�cil demonstra��o.
Apesar da grande vit�ria americana (que foi espetacular: ver a est�tua de Saddam caindo, a popula��o festejando e o choro e ranger de dentes nas reda��es foi algo inesquec�vel. Bem como a edi��o do Jornal da Globo naquele dia 09/04....) a escolha do argumento certo deve ser muito bem pensado daqui por diante, em que se coloca a quest�o de o que os EUA ir�o fazer.
No Iraque ainda n�o temos a demonstra��o clara do argumento que a iniciou.
O problema colocado � que com a ONU completamente sem moral para fazer o seu papel de aconselhamento e consenso mundial, s� nos resta confiar na infabilidade americana.
Como naquele filme do Spielberg (Minority Report) onde os "culpados" eram presos antes de os crimes serem cometidos. Mas, como poderia haver crime se ele n�o foi cometido?
Se com Saddam, que tinha a lista de crimes mais conhecida do planeta, foi escolhido um "crime" que ainda n�o se provou...
Esta � a quest�o: como levar a cabo uma estrat�gia de ataque preventivo sem riscos de cometer um crime maior do que aquele que se quer evitar?
Por outro lado se o trabalho come�ar pelos tiranos conhecidos (Cuba, Coreia, Ir�, China, etc..) esta quest�o s� voltar� a preocupar daqui h� uns 10 anos ...
quinta-feira, março 06, 2003
Obtem revi no emotion um filme que assisti h� mais de 15 anos pela primeira vez. No tempo que VHS era novidade.
O filme? "American Gigolo" do Paul Schrader.
De novidade nesta revis�o � de como a moda muda! As roupinhas tri-muderninhas safra 1980 do Richard Gere agora parecem coisa de brech� (terninho new wave com lapela fina, gravata estreita, cal�a de preguinha bem ajustada..), sem falar nos LP�s maquiagem das atrizes...
Um horror! O filme tamb�m n�o � grande coisa.
Gere (olha s� o cara est� a cara do Renato Portaluppi...)� um garoto de programa descolado que conforta senhoras entediadas em LA e acaba envolvido num assinato de uma cliente.
Meu grande interesse pelo filme � pela trilha sonora: em 1981 comprei o LP da trilha. Coisa fina. Giorgio Moroder (eu sou f�..) com muitos temas instrumentais (no filme fica meio deslocado... � meio tecno demais!) e duas faixas cantadas, "Call me" do Blondie (cl�ssico) e outra meio-meio.
Gostava tamb�m dos filmes do Schrader, que era meio outsider em Hollywood: fez coisas como "Cat People" (outra trilha do Moroder com David Bowie) filme com a Nastassia Kinski de cabelo curtinho , Nishima e outros.
Onde anda o cara?
Alguma not�cia?
Bye
quinta-feira, fevereiro 27, 2003
Estive fora nos ultimos dias tentando instalar uma nova versao do linux no meu computador.
Resultado - quatro dias tentando instalar (deu problema no particionador). Tive que voltar para uma versao antiga (conectiva 8) para obter sucesso. Bota ai mais 4 dias tentando compilar o driver para meu winmodem e chegamos a 10 dias, contando com a configuracao do software (estou sem os acentos, se perceberam...). Eh triste a vida dos micreiros defasados...
Mas vamos lah>
Em 17-02 mandei uma mensagem para o Paulo Santana, colunista da ZH, comentando sua coluna anti-Bush do dia. Eh claro que nao tive nenhuma resposta.
Vejam o conteudo:
~Prezado Santana:
Na sua coluna de 1702 (Guerra il�gica) diz que "a ONU j� disse que o Iraque n�o tem armas de destrui��o em massa".
Tudo bem que pessoas comuns n�o saibam disso, mas tu como jornalista n�o pode passar a desinforma��o que a imprensa ("engajadinha") est� repassando.
A resolu��o 1441 da ONU fala que o Iraque tinha de destruir todos os seus estoques de armas de destrui��o em massa, ap�s a derrota da guerra do golfo. Isso porque todo mundo j� sabia, na �poca (pelos ataques a Kuwait e popula��o indefesa dos curdos ao norte do pa�s) que Saddam TINHA estas armas. A resolu��o da ONU era para destruir os estoques . E atual inspe��o � para saber se os estoques foram destru�dos.
O que a ONU n�o encontrou at� agora foram evid�ncias de que os estoques foram destru�dos pois toda a evid�ncia "sumiu". Ent�o para restabelecer a verdade de seu coment�rio, a ONU n�o sabe o que o Iraque fez dos seus estoques de armas. Com isso fica claro que nestes 12 anos o regime do ditador Saddam s� fez enganar � ONU.
A campanha que engolfa (trocadilho infame) praticamente todo o mundo � de um desinforma��o incr�vel, e s� poss�vel pelo envenamento do ambiente jornal�stico por um sentimento anti-americano que, na falta de argumentos melhores, s� pode ser interpretado como "dor de cotovelo" dos �rf�os do comunismo/socialismo p�s-muro de berlim.
Quando um colunista de sua estatura, conhecido pelas posi��es independentes, entra no discurso f�cil do anti-americanismo sem fundamento, � preocupante.
Como dizia o saudoso Roberto Campos "que estranho s�o esses que se dizem nacionalistas, que ao inv�s de amar seu pr�prio pa�s se preocupam mais em odiar os outros".
SDS,
Lu�s Afonso Assump��o"
Lu�s Afonso Assump��o
quinta-feira, fevereiro 20, 2003
sexta-feira, fevereiro 14, 2003
Hoje no trabalho o pessoal come�ou a falar e a cantar uma m�sica da tal "eg�inha pocot�". Eu fiquei com a maior cara de "paisagem": "o que � essa tal de 'eg�inha pocot�'?" ... Descobri que estou completamente por fora!
N�o sei que � este tal de MC Seginho, n�o vi nenhum cap�tulo de Esperan�a, nem BBB.
Resumindo: sou um total "por fora"!! Nada mais justificativo para o t�tulo do Blog..
Prefiro ficar com meus livros, websites, canais por assinatura (discovery, national geographic..). Ufa! Ainda bem que n�o estou perdendo grande coisa...
PS.: Apesar de tudo, minha filha Lu�sa (4) apareceu cantando a m�sica do cachorrinho da Kelly Key (ei , esta eu conhe�o - saiu na Playboy, mas n�o sabia que cantava...)
N�o estou tendo muito tempo para atualizar o blog por estes dias. Muito trabalho.
Este blog � pura distra��o e uma maneira de registrar minhas impress�es.
Nada muito interessante por estes dias: Bush ainda n�o invadiu o Iraque. Iraque meio que desmascarado com o encontro de alguns m�sseis com alcan�e fora do permitido pela san��o da ONU (mas mesmo assim a ONU ainda concede espa�o para o Iraque se explicar...�). Hoje mostrou tamb�m o chanceler do Iraq, Aziz indo at� a It�lia para convencer o papa a negociar a paz em favor dos Iraquianos. Aziz � cat�lico e ao final da mat�ria a Globo news fez quest�o de dizer que o chanceler se dirigiu � cidade da Assis "para rezar"...Talvez pelas almas do inocentes curdos que o Hussein assassinou com armas qu�micas no final dos oitenta...
Outra coisa interessante foi o teste que fiz da Zero Hora: mandei dois e-mails para a p�gina do leitor. O primeiro detonando com a cobertura parcial do caso Bush-Saddam (ver coment�rio anterior) e um outro com uma pergunta para sair na se��o "o rio grande pergunta". Este segundo mail perguntava sobre as circunst�ncias da morte do Vladimit Herzog em 75.
Adivinha qual foi publicado? Dois dias depois recebi um mail para confimar meus dados pois minha mensagem seria publicada. No quarto dia quando fui ler a ZH estava l�... Minha perguntinha, respondida da maneira mais descuidada poss�vel, com a c�pia de uma mat�ria da Folha de S�o Paulo (da se��o "mem�ria Brasil" ou coisa assim..) em vers�o editada da morte de Vlado nos "por�es" do regime militar, durante os "anos de chumbo" e tudo aquilo...
Da minha primeira mensagem, nem sombra...
O fato ruim da semana foi a derrota do Gr�mio num Grenal depois de 3 anos de invencibilidade. Tudo bem, um dia tinha que acontecer, mas n�o agora!!!
Governo Lula: continua na mesma. Pelo menos esta semana n�o viajou.
terça-feira, fevereiro 04, 2003
Guerra do Iraque
Estava lendo hoje uma reportagem da ZH dominical que me deixou muito contrariado. Dizia o seguinte, sob o título "Europa dividada sobre Iraque"(ou algo assim), que a maioria da Europa era contra a atitude de superioridade e arrogância dos Estados Unidos. Um parágrafo depois esta "maioria" se transformam em França e Alemanha e somos informados que sete países europeus apoiam os Estados Unidos.Então quer dizer que, na cabeça do ilustre jornalista 2 são mais do que sete...
Para falar mal de Bush até a matemática é assaltada...
Fica claro que a tal superioridade e arrogância dos EUA são rejeitadas pela maioria da redação de ZH e não a maioria da Europa....