quarta-feira, setembro 28, 2005

Já vi esse filme.."P-Sol" ou "De Volta ao Parque dos Dinossauros"



Está acontecendo o que há muito se esperava: enquanto muitos festejam o fim do PT - pelo menos na atual encarnação - a nova geração, mais retrógada do que nunca, está se solidificando.

O novo partido-aríete da esquerda mesozóica o P-Sol, está recebendo adesões maciças dos petistas desanimados com os rumos do PT-do-Dirceu.

Quer dizer o seguinte: apesar de idiotas úteis como Ibsen Pinheiro acreditar que a atual crise vai fazer bem ao PT - mas não ao ponto de abandonar sua guerra santa, os "jihadistas" (lêem-se os não "reformistas" de fachada) estão firmes em sua trajetória "Back to the Jurassic Park".

Em primeiro lugar, o P-Sol é um partido que não pode ser considerado um partido nacional. É financiado por recursos externos - especificamente da quarta internacional com sede na França. (veja em "O P-sol não é um partido nacional" - Carlos Azambuja) . Isto é ilegal. Mas quem liga para isso no Brasil?

Outro paradoxo é o título. Só mesmo para uma platéia idiotizada como a "opinião pública" nacional um disparate ao racionalismo mais banal poderia ser levado a sério.
"Partido do Socialismo e da Liberdade" só pode ser considerado como uma blague, um deboche, uma alegoria carnavalesca a nossa total incapacidade de algum pensamento crítico. Neste contexto é imbatível. Será que seus fundadores queriam simplesmente mostrar o quão baixo poderia chegar o senso de ridículo dos brasileiros?
Pois não notaram e acharam que era para valer.
Agora tem de ir mesmo.
Como pode alguém conseguir unir duas palavras tão imiscíveis como "liberdade" e "socialismo"? Toda e qualquer tentativa de implantar "socialismo" - seja em doses homeopáticas, como no caso Sueco, ou elefantinas como na URSS ou China - só tiveram um resultado efetivo: a eliminação da liberdade humana.
Assim como 1+1=2 tentar igualar os seres humanos por decreto lei só tem uma consequência: como não dá para fazer os mais pobres , os menos inteligentes, os menos criativos, os menos poéticos, os menos velozes, os menos aquinhoados pela natureza se transformarem em "mais" a saída única é coibir os "mais" de serem "mais". Assim, por decreto, se define que os ricos irão ficar mais pobres, os inteligentes, mais burros , e assim por diante.
"Socialismo", apesar dos seus belos discursos só produz igualdade pela supressão de liberdade e pela imposição de "igualdade" de laboratório (por pelotão de fuzilamento, na versão "heavy" ou por leis tipo "politicamente correto" na versão cover).
Para concluir: socialismo siginifica menos liberdade.

E como ajudar os mais pobres?
Desenvolvendo o mercado. Não há país que não se beneficie como um todo da melhoria econômica. O mito do aumento da pobreza em países com alto desenvolvimento é uma falácia, pois até os mais pobres se beneficiam do crescimento econômico pois o mercado não é algo que só beneficia alguns.
Como brilhantemente revelado por uma legítima representante do povo, a ex-gari Rozeli da Silva, do Centro Infantil Renascer da esperança, na vila restinga em Porto Alegre/RS, na ZH de 20/03/2005 : "O Brasil está deixando todo mundo mamar na mãe-teta. Os pobres estão miseráveis e os ricos, ficando pobres...O rico quer pagar R$ 260,00 por um empregado. Sabe quanto paga de impostos? Mais de R$380,00. Sabe o que ele faz? Limpa a própria casa. E aumenta o desemprego."

Isso é tudo. P-Sol? Se fosse apenas uma piada seria até engraçado, mas é o futuro. Mais um enorme auto-engano deste país que a cada dia que se parece com um manicômio.

terça-feira, setembro 27, 2005

"Cuba Nostra", Allende e um recado a Hugo Chávez

Só mesmo um site como o Mídia Sem Máscara para trazer rapidamente ao público brasileiro as revelações do livro "Cuba Nostra" em português!
É uma pena que não sairá em nenhum jornal brasileiro.
As revelações dos dos exilados Cubanos, participantes da operação de "resgate" de Allende no Chile em 1973 estão neste texto, orginalmente em espanhol do jornalista colombiano Eduardo Mackenzie.

Os detalhes da morte de Allende -revelados por outro personagem Patricio de la Guardia - chefe da equipe de operações especiais cubana no Chile e atualmente mais um desafeto (e segundo ele prometido de morte)  de Fidel -  demonstram  o grau de crueldade do ditador do Caribe, que não titubeou em assassinar um companheiro de viagem - Allende - em função de criação de uma mitologia que aos poucos começa a ceder à realidade.
Mostra também que o maior perigo dos companheiros e amigos de Fidel não são os Estados Unidos, mas sim o próprio ditador cubano, afinal ao lado de Allende temos outra vítima famosa e outra "lenda de t-shirt" , Ernesto Che Guevara.

O recado é claro: Chávez, ao invés de temer alguma trama assassina da CIA, se preocupe com os agentes cubanos em ação atualmente na Venezuela. Ao menor sinal de que seu barquinho estiver adernando Fidel não resisitirá em criar mais um "mito" e mais uma suposta vítima do imperialismo ianque pelas suas próprias forças "amigas". E se por acaso ganhares de presente de Fidel uma metralhadora, com dedicatória gravada nela com as inscrições
"de Fidel Castro ao meu bom amigo Huguito Chávez" , NÃO A RECEBA, POR FAVOR.

PS.: Graça Salgueiro merece os parabéns pela oportuna tradução!!


-------------------------------------------------------------------------------------------------

Cuba Nostra, os segredos de Estado de Fidel Castro

por Eduardo Mackenzie em 27 de setembro de 2005

Resumo: A revelação do ocorrido a Salvador Allende não é interessante somente para os historiadores da aventura da Unidad Popular, mas também para os novos amigos latino-americanos de Fidel Castro.

© 2005 MidiaSemMascara.org

Salvador Allende não se suicidou, nem morreu sob as balas dos militares golpistas em 11 de setembro de 1973. Durante o assalto contra o palácio La Moneda, o presidente do Chile foi covardemente assassinado por um dos agentes cubanos que eram encarregados de sua proteção. Em meio aos bombardeios da aviação militar, o pânico se havia apoderado dos colaboradores do chefe de Estado socialista e este, em vista da desesperada situação, havia pedido e obteve breve cessar fogo e estava, finalmente, decidido a cessar toda a resistência. Segundo uma testemunha dos fatos, Allende, morto de medo, corria pelos corredores do segundo andar do palácio gritando: "Há que render-se!". Antes que pudesse fazê-lo, Patricio de la Guardia, o agente de Fidel Castro encarregado direto da segurança do mandatário chileno, esperou que este voltasse a seu escritório e lhe disparou sem mais nem menos uma rajada de mertralhadora na cabeça. Em seguida, pôs sobre o corpo de Allende um fuzil para fazer crer que este havia sido ultimado pelos atacantes e voltou correndo ao primeiro andar do edifício em chamas onde o esperavam os outros cubanos. O grupo abandonou o palácio de La Moneda sem qualquer dificuldade e se refugiou minutos depois na embaixada de Cuba, situada a pouca distância dali.

Esta versão do fim dramático de Salvador Allende, que contradiz as duas anteriores quase oficiais, dadas, quer seja por Fidel Castro (a tese da heróica morte em combate), quer seja pela Junta militar chilena (a do suicídio), emana nada menos do que de dois antigos membros de organismos secretos cubanos, muito bem informados acerca desse sangrento episódio e hoje exilados na Europa.

 
Capa do livro 
Em um livro que as Edições Plon acabam de publicar em Paris, intitulado "Cuba Nostra, les secrets d'Etat de Fidel Castro", Alain Ammar, um jornalista especialista em Cuba e América Latina, analisa e confronta as declarações que lhe deram Juan Vives e Daniel Alarcón Ramírez, dois ex-funcionários da inteligência cubanos.

Exilado desde 1979, Juan Vives é um ex-agente secreto da ditadura e sobrinho de Osvaldo Dorticós Torrado, o presidente cubano de opereta que reinou de 1959 a 1976, e que foi "suicidado" em obscuras circunstâncias em 1983. Vives conta que em novembro de 1973, em um bar do hotel Habana Libre, onde alguns membros dos órgãos de segurança do Estado costumavam reunir-se aos sábados para beber cerveja e trocar de maneira informal fofocas e informações de todo tipo, escutou do mesmo Patricio de la Guardia, chefe das tropas especiais cubanas presentes em La Moneda no fatídico 11 de setembro de 1973, essa arrepiante confissão.

Durante anos, Vives não quis dar a conhecer essa informação pois, como diz, "era perigoso fazê-lo" e porque não havia até esse momento nenhum outro responsável cubano no exílio que pudesse confirmar o caráter fidedigno desses fatos. Quando soube que Daniel Alarcón Ramírez, codinome "Benigno", um dos três sobreviventes da guerrilha de Ernesto Guavara na Bolívia, encontrava-se também exilado na Europa, a idéia de dar a conhecer esses graves fatos voltou a ganhar força.

No livro de Alain Ammar, "Beingno" confirma plenamente a narração de Vives. Ambos conheceram Salvador Allende e sua família. Ambos viveram no Chile durante o governo de Allende. Ambos escutaram, em momentos diferentes, a confissão de Patricio de la Guardia em seu regresso à Havana.

O livro de Ammar descreve com precisão os últimos meses do governo da Unidad Popular e, sobretudo, mostra o avançado grau de controle direto que Fidel Castro havia conseguido instalar – mediante suas centenas de espiões da DGI (um serviço cubano de Inteligência), operadores e agentes de influência implantados em Santiago –, sobre o presidente Salvador Allende, sobre seus ministros e até sobre seus amigos e colaboradores mais íntimos. De fato, a chamada "via chilena ao socialismo" havia sido desviada pelo castrismo até o ponto em que dentro do governo de Allende houve vozes que criticavam essa brutal ingerência. Meses antes de sua morte, Salvador Allende já havia sido "instrumentalizado por Castro", explica Juan Vives. "Porém Allende não era o homem que Havana queria ter no poder em Santiago. Os que Castro e Piñeiro [braço direito de Castro em operações de espionagem na América Latina, morto recentemente em Cuba de um enfarte] preparavam para a substituição, às costas do mesmo presidente Allende, eram Miguel Henriquez, principal dirigente do MIR e Pascal Allende, número dois do MIR, do mesmo modo que Beatriz Allende, a filha mais velha do presidente, que também pertencia ao MIR". Beatriz morreria em Cuba, em 1974.

Esse controle sobre o chefe de Estado chileno se havia agudizado notavelmente após a primeira tentativa de golpe militar, em 29 de junho de 1973, mais conhecido como o "tancaço". Quando Havana soube que os chilenos que cercavam o presidente estavam assustados, Fidel Castro fez saber que Allende não podia em nenhuma circunstância reder-se nem pedir asilo político em uma embaixada. "Se ele devia morrer, devia morrer como um herói. Qualquer outra atitude, covarde e pouco valente, teria repercuções graves para a luta na América Latina", lembra Juan Vives. Por isso, Fidel Castro deu a ordem a Patricio de la Guardia de "eliminar Allende se no último momento este cedesse ante o medo".

Pouco depois dos primeiros ataques à La Moneda, Allende mesmo havia dito a Patricio de la Guardia que tinha que pedir asilo político a embaixada da Suécia. O mandatário havia, inclusive, designado Augusto Olivares, seu secretário de imprensa, para fazê-lo. Provavelmente por isso, Olivares, codinome "el perro", foi também eliminado pelos cubanos antes que estes enfileirassem baterias contra o presidente do Chile. "Recrutado pela DGI cubana, Olivares transmitia até os mais mínimos pensamentos de Allende a Piñeiro, que, por sua vez, informava a Fidel", declara Juan Vives.

Outro guarda-costas chileno de Allende, um tal Agustín, foi também "fuzilado" pelos cubanos nesses momentos dramáticos, segundo a declaração feita por "Benigno", ao autor do livro. Semanas depois do golpe de Estado, Patricio de la Guardia havia revelado a "Benigno" o fim de Agustín, irmão de um amigo seu que vive ainda em Cuba, e lhe havia dado outro detalhe importante sobre o ocorrido durante essa trágica manhã no palácio La Moneda: antes de metralhá-lo, o agente cubano havia agarrado Salvador Allende com força, que queria sair do palácio, e o havia sentado em sua cadeira presidencial gritando: "Um presidente morre em seu lugar!"

A versão do assassinato de Allende à queima-roupa não era de todo desconhecida. Em 12 de setembro de 1973 várias agências, entre elas a AFP, resumiram em quatro linhas esse fato. Publicado no dia seguinte por Le Monde, o cabo dizia: "Segundo fontes da direita chilena, o presidente Allende foi morto por seu guarda pessoal no momento em que pedia cinco minutos de cessar fogo para render-se aos militares que estavam a ponto de entrar no palácio La Moneda". Ammar indica que essa hipótese "foi enterrada imediatamente", pois ela não convinha a ninguém: "nem aos colaboradores de Allende, nem à esquerda chilena, nem a seus amigos no estrangeiro, nem aos militares nem, sobretudo, a Fidel Castro...".

A confirmação que essa, até há pouco "hipótese", acaba de receber da parte de Juan Vives e Daniel Alarcón Ramírez, poderia ser reforçada no futuro pelos testemunhos de outros funcionários cubanos silenciados até agora e pelos documentos que se encontram fora de Cuba. Com efeito, em um banco do Panamá repousaria a peça mestra deste magnicídio. Segundo os autores do livro, Patricio de la Guardia, condenado a trinta anos de cárcere durante o processo-farsa contra o general de divisão Arnaldo Ochoa Sánchez, e hoje em residência vigiada, haveria depositado no cofre de um banco panamenho um documento comprometedor no qual descreve, dentre outras coisas, o assassinato de Allende por ordem de Castro, texto que deveria ser revelado em caso de morte de Patricio de la Guardia. Fidel Castro, segundo os autores do livro, teria levado muito a sério essa ameaça e teria feito com que este escapasse ao fuzilamento, à diferença de Tony, irmão de Patricio, que junto com o general Ochoa e outros dois funcionários do Ministério do Interior, foi passado pelas armas em 13 de julho de 1989.

A revelação do ocorrido a Salvador Allende não é interessante somente para os historiadores da calamitosa aventura da Unidad Popular no Chile. É, igualmente, e de quê maneira, para os novos amigos latino-americanos de Fidel Castro, especialmente para o presidente Hugo Chávez da Venezuela. Hugo Chávez e os outros, por mais chefes de Estado confiáveis que possam ser para Havana, como pode ter sido em sua ocasião, ao menos nos papéis, o presidente Allende, poderiam estar sendo agora objeto de idênticas tramas sinistras de controle e de dominação física e política direta, por parte dos mesmos serviços que fizeram tão bestialmente contra o presidente do Chile. O livro de Alain Ammar aborda, em suas 425 páginas, muitos outros temas e episódios relacionados com as complicadas e nem sempre exitosas operações secretas de Havana, em Cuba e em vários países. Esperamos que uma tradução para o espanhol desse livro seja posta rapidamente nas livrarias.



Fonte: http://www.canf.org (Cortesia da lista "ABAJO CADENAS")

Tradução: Graça Salgueiro

A PIZZA IMPOSSÍVEL (?) - Ibsen Pinheiro

Marquei em vermelho uma observação absolutamente pertinente. Esta crise não tem nada a ver com o mantra "o poder corrompe" que as viúvas do PT não cansam de proclamar como a origem da decadência moral do partido da ética. É a velha e má "causa" que lhes deu passe livre. "Os fins justificam os meios", ou nessa versão mezzo Lenin, mezzo Gramsci "O FMI justifica os meios"..

Pena que no parágrafo seguinte o autor não reconheça isso e descreva o resultado do processo assim: "Devolveu o Partido dos Trabalhadores ao seu tamanho natural, igual em virtudes e defeitos a todos os grupamentos humanos, inclusive os tão mal-afamados partidos políticos....Deixem o PT sobreviver e viver para o futuro, agora que ele completou a sua maioridade. "

Como um partido revolucionário em que os fins justificam os meios poderia ser igual aos outros partidos políticos? Deixar o PY "sobreviver" significa o retorno ao velho radicalismo, ainda mais à esquerda. Uma nova tentativa usando os mesmos "belos" objetivos será a próxima etapa. Seja no PT mesmo ou no seu clone-radical o P-Sol.
Os democratas de plantão devem ficar atentos à isso e não deixar isso acontecer.
Os radicais são eles, não nós!

E, Ibsen, acorda!!!

--------------------------------------------------

26.09.2005
A PIZZA IMPOSSÍVEL
por por Ibsen Pinheiro, no Blog do Noblat
Os ruídos da crise política ocupam todos os espaços de mídia e se fazem acompanhar de alguns rumores singulares, todos eles recorrentes e dois aparentemente opostos, mas componentes de um mesmo quadro: serão as CPIs, afinal de contas, cúmplices lenientes ou carrascos implacáveis? Há tomadores para todos os gostos, especialmente nas mais bem intencionadas opiniões jornalísticas.

Dia desses, num programa da Rádio Guaíba - sou chamado como se fosse um especialista, por ter conhecido as duas pontas do chicote - contestei ao vivo o jovem repórter que, na melhor das intenções, e com plena convicção, prognosticava uma gigantesca pizza, por temer que nem todas as cassações se confirmassem.

Impossível, eu disse, atalhando. Esta crise já não deu em pizza, como, aliás, geralmente acontece com a investigação parlamentar: ela pode não confirmar o prognóstico, geralmente porque o supera. É por isso que se diz, reiteradamente, que uma CPI sabe-se como começa, não como termina.

É como uma catarse, não pode ser concebida sem a mais ampla e massiva cobertura da imprensa, e, nesses macro-acontecimentos, o excesso não é um acidente, é quase uma inevitabilidade. E tal como na liberdade de imprensa, é melhor conviver com o excesso do que adotar os remédios restritivos tantas vezes propostos, a censura e o controle, que mais matam o paciente do que curam a doença.

Resumindo, tanto a investigação parlamentar quanto a liberdade de imprensa valem bem os excessos que praticam.

Há quem veja a investigação parlamentar como um caso de polícia, e, embora as semelhanças, a diferença é fundamental. Incrível é que a principal semelhança é seguidamente desprezada: no julgamento criminal ou político, impõe-se o devido processo legal e não se decide corretamente sem provas e sem fatos.

Julgamento político não é licença para cometer injustiça, como também não o são os julgamentos administrativos e até os esportivos. Mas a diferença também, freqüentemente, não é percebida, a de que nos julgamentos políticos o efeito é político e este, no episódio atual, já aconteceu. Pelo menos o efeito principal: o desmonte da máquina petista.

José Dirceu enxergou com perfeita lucidez e, ao mesmo tempo que nega participação nas deformações extralegais, assume sua responsabilidade política e, com toda a razão, cobra o mesmo de seus parceiros. Corre o perigo de ficar falando sozinho, quando o mais eminente de todos insiste na negação pura e simples, como os três macaquinhos que não vêem, não escutam e não dizem nada. Seria de esperar que, quem copiou tanta coisa do velho Partidão, bem podia relembrar a velha e saudável autocrítica.

Não temos meios de saber se serão dois ou dezoito os cassados, mas, salvo para eles, esse é um ponto secundário. O ângulo principal é o político, porque é de responsabilidade política que se trata. E o Brasil já sabe, com certeza científica, que não estamos meramente presenciando alguns casos particulares de desvios de conduta, já de si graves, mas assistindo ao desmonte de um poderoso e articulado projeto de poder, capaz de projetar-se no tempo em estilo mexicano, não lhe faltando, sequer, uma causa.

O principal desvio petista não se mede por delúbios ou silvinhos, ainda que se lhes prove a delinqüência. Foi "a causa" que fez o partido perder os seus rumos, a causa sacralizadora de todos os atos e justificadora de todos os meios, numa prática que não é nova nem original, mas é velha como o autoritarismo e sua linguagem sedutora, a mesma que serviu aos monges da inquisição e aos quadros políticos do fascismo, do stalinismo e do nazismo, todos eles autoproclamados superiores no plano moral e na pureza dos objetivos.

Esta investigação já não deu em pizza. Devolveu o Partido dos Trabalhadores ao seu tamanho natural, igual em virtudes e defeitos a todos os grupamentos humanos, inclusive os tão mal-afamados partidos políticos. E isso é irreversível, dispensando até mesmo a fúria devastadora de alguns adversários que, no mesmo radicalismo estilo petista, desejam a destruição e o sepultamento do adversário. Ao contrário, deixem o PT sobreviver e viver para o futuro, agora que ele completou a sua maioridade.

Até por que, destruí-lo pode equivaler a encomendar o surgimento de um novo projeto pretensa e igualmente puro, igualmente superior, igualmente implacável, para acabar igualmente misturado a um mensalão da vida, perigo constante enquanto não nos livrarmos do messianismo como prática política.

domingo, setembro 25, 2005

Heitor de Paola: o Heródoto da revolução Gramsciana no Brasil (e América Latina)

Ler um conjunto de textos como os de Heitor de Paola  para o Mídia Sem Máscara, chamados de " Raízes  Históricas do  'Eixo  do Mal'" (atualmente na Parte V),  nos fazem acreditar que existe vida inteligente no Brasil. Mas são exceções que só confiram a regra.

O trabalho de Heitor é de cair o queixo em termos de abrangência e ousadia: usar da mesma metodologia empregada por Anatolyi Golitsyn em "New Lies for Old" e "The Perestroika Deception" para decifrar as origens da barafunda em que nos metemos.

Golitsyn (ex-agente de informações da KGB que desertou para o ocidente em 1961) foi o primeiro a antever as mudanças no mundo soviético (Gorbachev, Glasnost, Queda do Muro de Berlim) muito antes de que elas pudessem ser sonhadas. Também anteviu o mundo pós-comunista como sendo apenas aparentemente "capitalista" (Rússia, China ), numa estratégia de disfarce perfeita.

A aposta era alta e Heitor a realizou -- ainda não por inteiro, pois falta um último capítulo -- com brilhantismo espetacular.

Cruzar os dados de Golitsyn, sobre a estratégia de longo alcance comunista global, com as iniciativas históricas locais é o cerne destes artigos. Eles descortinam o perfeito "timing" entre a estratégia global e seus respectivos atores locais, concluindo por sua completa dependência e obediência aos primeiros.

Além disso, ao citar as "iniciativas locais" se baseia em sólidas referências à esquerda (Elio Gaspari, ) e à direita (Mona Charen, Carlos Azambuja) , além de muitas outras que seria enfadonho listar.

Enfim, toda a série é um item obrigatório para entender o momento atual.

Como disse, nem tudo está perdido na intelectualidade brasileira. Pena que no mundo intelectual "oficial" só se avistem nulidades de grosso calibre, "transformistas" intelectuais.

Se Olavo de Carvalho é verdadeiro oráculo nacional , Heitor é o "pai da história" da revolução cultural do Brasil. O nosso Heródoto.

O mito de Salvador Allende afunda mais: ele foi assassinado por agentes cubanos!

Segundo um novo livro "Cuba Nostra - les secrets d’Etat de Fidel Castro", de Alain Ammar - revelada por artigo de Eduardo Mackenzie, reproduzido no blog do Cláudio Tellez:
"'Salvador Allende no se suicidó ni murió bajo las balas de los militares golpistas el 11 de septiembre de 1973. Durante el asalto contra el palacio de la Moneda, el presidente de Chile fue cobardemente asesinado por uno de los agentes cubanos que estaban encargados de su protección. En medio de los bombardeos de la aviación militar, el pánico se había apoderado de los colaboradores del jefe de Estado socialista y éste, en vista de la desesperada situación, había pedido y obtenido breves ceses de fuego y estaba, al final, decidido a cesar toda resistencia. Según un testigo de los hechos, Allende, muerto de miedo, corría por los pasillos del segundo piso del palacio gritando: “Hay que rendirse!”. Antes de que pudiera hacerlo, Patricio de la Guardia, el agente de Fidel Castro encargado directo de la seguridad del mandatario chileno, esperó que éste regresara a su escritorio y le disparó sin más una ráfaga de ametralladora en la cabeza. Enseguida, puso sobre el cuerpo de Allende un fusil para hacer creer que éste había sido ultimado por los atacantes y regresó corriendo al primer piso del edificio en llamas donde lo esperaban los otros cubanos. El grupo abandonó sin mayor tropiezo el palacio de la Moneda y se refugió minutos después en la embajada de Cuba, situada a poca distancia de allí.'"

Não é nenhuma surpresa que nenhum jornal brasileiro irá noticiar o livro e suas revelações.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Agência de Notícias ou Agente de Influência: o caso da BBC de Londres

A BBC de Londres foi notícia em dois episódios mostrando como a disseminação do anti-americanismo nos dias de hoje atingiu um nível inédito.

Até mesmo organismos de informação pública como a BBC, depois de décadas de trabalho de desinformação (já explicados por Golitsyn, Nyquist, entre outros) começam a funcionar como agências de influência e desinformação comunistas.


Episódio 1 – Karl Marx volta da cova como o "maior filósofo"


No primeiro episódio, devo ressaltar que a BBC não teve uma influência direta: foi feita uma pesquisa para apontar os maiores filósofos de todos os tempos , no site da BBC. O vencedor? Karl Marx. Isto mesmo. O fundador do marxismo/comunismo e autor intelectual da revolução que levou a Rússia ao regime comunista durante mais de 70 anos foi considerado o maior filósofo de todos os tempos.

Que bela oportunidade a BBC deu a todos os amantes de Marx para fazê-lo voltar a relevância. Um deles, Francis Wheen, autor de uma recente biografia declarou que "[Marx] é muito mais abrangente do que os outros da lista" (ele quis dizer como Platão , Sócrates ou Aristóteles!!). "Ele não era somente um filósofo" - continua - "mas também muito envolvido em política, economia e história. Marxismo é ainda um argumento atual, então isto ajuda lhe dar credibilidade e relevância".


Isto mesmo. Para este senhor o ocaso do comunismo não mostrou que o Marxismo é incorreto! Ele completa: "Na verdade, Marx foi enterrado por líderes comunistas como Stalin e Kim Il-Sung durante quase todo o século vinte. Foram eles que desacreditaram o comunismo, mas as idéias de Marx continuam viáveis e influenciadoras"


O mesmo comportamento que pode ser comprovado localmente, entre as viúvas do PT: a causa era boa mas os líderes a enterraram. Tudo pronto para uma nova tentativa.


Um filósofo de verdade, o Eric Voegelin vai ao cerne da questão sobre Marx:

"A função histórica de Marx foi a criação de um formidável sistema doutrinário que poderia servir como as 'Sagradas Escrituras' pelos seus apóstolos" ("From Enlightenment to Revolution" - Eric Voegelin)

E como estas "Sagradas Escrituras" foram criadas? Eric continua – em The Voegelinian Revolution, sobre a questão fundamental do Marxismo – como tratar a realidade:

"A posição Marxista não é uma posição anti-Hegeliana, é de fato anti-filosófica; Marx não refuta a dialética de Hegel, ele simplesmente se recusa a teorizar.."


"Sobre tudo, Marx não era um falsário comum.. A menos que queiramos desistir neste ponto, devemos transferir o problema para o nível da pneumopatologia (doenças do espírito). Marx era doente espiritualmente e podemos identificar o sintoma mais crítico de sua enfermidade, que é o seu medo de conceitos essenciais e da filosofia em geral. Poderemos criar o termo 'logofobia' (medo do conhecimento) para este sintoma".


Leiam os textos aqui


Traduzindo: o "maior filósofo" da pesquisa da BBC não passa de uma fraude intelectual, um anti-filósofo.


Episódio 2 – Nem Blair agüenta o anti-americanismo da BBC


Quando falamos aqui da parcialidade da mídia nacional e também da internacional, mesmo americana - que parecem dedicadas ad nauseam ao exercício do slogan "culpem os Estados Unidos" - somos criticados como "radicais" , "parciais", numa formidável inversão.


Pois numa revelação inédita no Financial Times, Tony Blair se diz "chocado" com a cobertura do desastre do Katrina nos Estados Unidos pela BBC Londrina. Blair descreve a cobertura como sendo "repleta de ódio contra os americanos."


Desta vez não foi o Mídia Sem Máscara ou Olavo de Carvalho, os "radicais" de sempre os autores da notícia, foi o próprio primeiro ministro da Inglaterra. Uma pena que a declaração não foi feita diretamente e sim uma inconfidência ao magnata de mídia, Rupert Murdoch, durante o evento chamado "Clinton Summit" (é claro organizado pelo ex-presidente americano). Será que Murdoch ouviu esta declaração "em off" e prometeu não divulgar, como no caso Mainardi-Janene? Outra coisa a lamentar é que esta notícia não será noticiada nem pela BBC nem pelas filiais locais dos serviços de influência comunista: todos os grandes jornais brasileiros.


Conclusão: Tudo isso serve para comprovar que o anti-americanismo dos dias que seguem é resultado de uma campanha organizada, colocada em prática com organização e método ao longo dos últimos 15 anos. Isto quer dizer que não é uma onda "espontânea". Assim como não foi espontâneo o "pacifismo nuclear" dos anos 80 na Europa.


Anti-americanismo dos dias de hoje assemelha-se a um vírus de computador, cuidadosamente criado em laboratórios clandestinos como um cavalo de tróia usado para combater o "inimigo" por dentro.


Aliás é disto que se trata a grande operação "Cavalo de Tróia" está em curso. Fingir uma retirada estratégica há quinze anos e proporcionar "presentes" aos vencedores (China e Rússia) para atacar de surpresa à noite, sorrateiramente.

Quando uma agência de notícias durante um curto espaço de tempo, promova a ressurreição do cadáver de Marx ao mesmo tempo acusando a vítima de uma força da natureza (EUA-Katrina) estamos vendo a atuação de um perfeito agente de influência. Pois nesta estratégia, o exército grego dentro do cavalo de madeira necessitará de comparsas externos para garantir o êxito de sua estratégia. A BBC cabe perfeitamente neste papel, conscientemente ou não.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Novo livro revela "mensalão" da KGB

Enquanto os "radicais éticos" do socialismo acusam os perpetradores do mensalão como "traidores" da "causa", mais evidências chegam para confirmar que a corrupção sempre foi um modo de operação típíco dos comunistas, socialistas, traidores, ou seja lá que nome dão a esta gang.
Este novo livro prova que alguns heróis da esquerdalha latina nunca passaram de mandaletes de Moscou.
Leiam aqui:

"The KGB documents record actual and proposed payments to Chile's Salvador Allende totaling $420,000 both before and after his election as president in 1970.

• Costa Rica's José ''Pepe'' Figueres received $300,000 from the KGB for his 1970 presidential campaign and $10,000 afterward.

• Carlos Fonseca, founder of Nicaragua's Sandinista National Liberation Front, was ''a trusted KGB agent'' code-named GIDROLOG."

terça-feira, setembro 20, 2005

Chavez ataca de novo: Sandinistas ganham desconto de 40% na compra de petróleo da Venezuela

Deu na BBC NEWS/Americas: Sandinistas in Venezuela oil deal

"Nicaragua's left-wing opposition party has announced an agreement to buy Venezuelan oil at preferential rates.
Sandinista leader Daniel Ortega said councils governed by the party would be able to buy oil at a 40% discount."



Depois de abrigar "médicos" Cubanos, abrigar terroristas colombianos, é chegada a hora de ressuscitar os mortos...
Alguém aí se lembra de Daniel Ortega?

É aquele cara da revolução Sandinista da Nicarágua (1979). O "bravo" que deve fazer pipi nas calças até hoje à menor referência a Ronald Reagan.

Quanto ao Chávez , nada mais natural, inaugurando o programa "Oil for terror".

Se os Estados Unidos, ao invés de injetar milhões de dólares em China e Rússia, por exemplo, ajudasse os verdadeiros amigos da democracia mundial, o mundo seria outro.

Mas ficamos assim:
Os inimigos da democracia e do capitalismo usam mundos e fundos para financiar terror, socialistas e muçulmanos, enquanto os países democráticos enterram bilhões em investimentos... na China e Rússia.

What a "brave new world"!!!

Pingüim anti-americano

A histeria anti-americana chega a níveis ridicularmente absurdos.
Estava tentando atualizar o meu sistema Linux quando, abrindo um arquivo de configuração dos repositórios de atualização do sistema quando encontrei esta frase:

"Os mirros (sic) abaixo contém pacotes do 'Testing' que não podem ser distribuídos nos EUA devido às leis estúpidas daquele país. Imagino que você não more nos EUA, de modo que você é livre para usá-los."

Dá para acreditar?

Obs: Os pacotes em questão tratam de programas de cópia e visualização de DVDs e MP3.

O método de luta dos "insurgentes" Iraquianos: seqüestro, agressão e uso de drogras

A Fox News traz uma manchete reveladora:
FOXNews.com - U.S. & World - Failed Suicide Bomber: I Was Kidnapped, Drugged: "BAGHDAD, Iraq — A suicide bomber captured before he could blow himself up in a Shiite mosque claimed he was kidnapped, beaten and drugged by insurgents who forced him to take on the mission. The U.S. military said its medical tests indicated the man was telling the truth."

Isso mesmo: os bravos "suicidas" não passam de vítimas de covardes terroristas que terceirizam suas atividades explosivas cooptando "insurgentes" pelo uso intensivo de seqüestros, agressão e drogas. Esta é a verdade dos suicidas: não passam de zumbis, não tem a consciência do quê estão realizando no momento dos seus ataques. Marionetes na mão dos seus agressores.

Enquanto isso, no Brasil, esta corja de covardes é tratada como rebeldes legítimos... Não passam de mercenários da mais baixa estirpe, a soldo dos totalitários regimes teocrático-terroristas em torno do Iraque.

sábado, setembro 17, 2005

Comentando os comentários do "Nadando"

Esta semana foi cheia.
Vi que os comentário na página aumentaram.
Uma pequena mas barulhenta parcela deles veio do time dos meus odiadores de plantão.

É muito estranho o nível de ódio que pode ser disseminado por todos que se dizem "da paz". É
gente que sonha com um mundo "melhor" e mais "justo", mas no exato momento que alguém para de recitar o mantra hipnótico destas palavras de ordem para ressaltat a vacuidade do seu significado e a mando de quem elas são conjuradas, é como se o encantamento acabasse. No mesmo instante, essas pessoas "solidárias" e "amantes da paz" deixam a máscara cair, vociferando palavras de um ódio juvenil. Elas revelam muito mais uma espécie de medo, um receio de que o seu mundinho-bom-dos-socialistas-hedonistas seja de papelão. Um miragem tão irreal quanto o governo (PaT)"ético" do PT. Parece que definitivamente para estes a realidade morde.

Patético.

Agora - falando por mim - não sou melhor do que ninguém. Também não sou pior. Apenas tento traçar o meu caminho de modo independente. E a dúvida, esta sim é a maior companheira de viagem.
O que não se pode é trocar idéias por ideais. Esta é questão. Cada jovem que escolhe o caminho do ideais, é menos um a professar o mundo das idéias...
Como diria Platão, que fiquem no fundo da caverna.

--

quinta-feira, setembro 15, 2005

O mito do Brasileiro "solidário"

Stephen Kanitz mostra a verdade mas esconde os motivos.
Dizer que falta "pedir" é o cúmulo. As entidades assistenciais há muito estão com as suas centrais de telemarketing à mil.
Experimente passar um fim de semana sem receber um telefonema deles. Ainda mais se já fostes doador em outra oportunidade.

O motivo da falta de doação é que o brasileiro prefer apostar em governos "socialistas" para ajudar aos menos favorecidos, aos quais ele não dá a mínima...

O pior é ouvir a cantilena de povo "solidário", comparado aos americanos, depois dos fatos ocorridos na passagem do Katrina.

------------------------------------------------------------------------------------------------
Por que o brasileiro doa tão pouco?

Somos um dos povos que menos doam recursos filantrópicos no mundo.

Segundo o imposto de renda, a média para doações e contribuições é de 23 reais por ano.

As empresas brasileiras gastam 4 bilhões de reais por ano em segurança patrimonial e pessoal de seus executivos, e 5 mil reais por mês em filantropia. Precisamos inverter esta balança, gastando mais na comunidade para inclusive gastar menos com segurança.

Porque doamos tão pouco?

A principal razão apontada em estudos é porque incrivelmente ninguém pede uma doação. Nossas entidades ainda estão engatinhando na área de Fund-Raising, termo que ainda nem tem uma palavra equivalente difundida em português.

Um dos principais objetivos do Prêmio Bem Eficiente é justamente auxiliar na tarefa de divulgação das entidades competentes do país, e refutar o mito de que a maioria não são confiáveis.

Pessoas mundo afora doam por três razões:

1.Pressão do grupo. Iniciativas como Balanço Social e o Comunidade Solidária, trabalho da dra. Ruth Cardoso, são excelentes exemplos de pressão focalizada e concentrada.

2.Culpa e Obrigação. Como uma forma de retribuir as oportunidades e sorte que se teve na vida. Um empresário de Campinas doa um valor exatamente igual aos seus gastos pessoais. Uma dama da sociedade doa o equivalente aos seus gastos extravagantes, o que a permite desfrutá-los sem (muito) remorso.

3.Um raro prazer. A maioria das pessoas doa porque isto dá prazer, pura e simplesmente.

Se você nunca doou, começar com uma das 50 melhores entidades beneficentes do Brasil é um excelente início.

Existem muitas outras entidades beneficentes no país, que apesar de não terem recebido este prêmio, merecem sua atenção, como doador ou voluntário. Pesquise as mais de 4.800 entidades catalogadas por cidade ou área de atuação na http://www.voluntarios.com.br.

Ligue-se e divirta-se.

Stephen Kanitz

Por que o brasileiro é tão "socialista"?

Descobri uma relação entre socialismo / libertarianismo e a demografia brasileira.

Dado que a maior parte das famílias há mais de vinte anos está tendendo a filhos únicos.
Posto que filhos únicos são por natureza egoístas, temos a seguinte constatação:

Dentre o universo de egoístas em nossa sociedade podemos dividir:
a) Os egoístas-envergonhados, que sentem-se culpados de sua condição, aderem à teses socialistas para "aplacar" sua culpa, ou terceirizar o altruísmo.
b) Os egoístas legítimos e bem assumidos, que sabem que o são e não vêem nenhum problema nisso, pelo contrário. Esses se tornam  libertários.
c) Os não-egoístas [famílias grandes(?) cristãos (?)] , esses são  os conservadores.

Os primeiros (a) são libertários enrustidos pelo complexo de culpa. Quando crescerem pelos estudos vão chegar lá. Mas a maioria nem chega perto. Estes pseudo-socialistas apoiam a causa pelos motivos errados e ajudam a piorar mais os indicadores sociais por apoiar uma maior apropriação de riquezas pelo Estado, o que reforça o poder dos socialistas reais, gerando maior pobreza e mais e mais programas sociais e impostos. Tudo pelo social.
Os segundos (b)  ajudam  a fomentar o capitalismo e como efeito colateral deste, a diminuição da pobreza.
 
Já os últimos (c) focam na conservação de valores universais da cultura ocidental e aderem ao capitalismo de forma lateral, por aceitar a estrutura da realidade (do ser humano) como ela é, e  sendo este sistema o menos ruim de todos, segundo os resultados apurados.

Respondendo à pergunta: O brasileiro adora teses socialistas por puro desconhecimento; Não passa de um amoral, ignorante e com um imenso complexo de culpa.
A questão nem é política, mas psicológica.

Pelo visto o número de socialistinhas por nascer ainda irá aumentar, pois afinal o número de famílias de única prole é inevitável. Com sorte poderemos desviá-los para o libertarianismo, depois de um tratamento no "Arkham Asylum" da Gotham City mais próxima.



terça-feira, setembro 13, 2005

Confissões de uma mente conservadora

As aparências enganam. E quanto mais vivemos de aparências maior este engano. Despir-se das aparências e encontrar o que há de realidade embaixo do aparente é a raiz do pensamento conservador. Isto significa a existência de um significado em todas as coisas, especialmente ao homem e sua trajetória no mundo.

Puxar este fio de entendimentos é o caminho para o entendimento desta realidade.

A realidade ou a verdade é um caminho estreito e difícil de percorrer. Mas ele está lá independente de nossa vontade. E percorrer este caminho é a grande aventura, a grande busca da própria existência.


Não sei absolutamente qual o caminho traçado por outros nesta busca, mas meu trajeto até aqui se baseou muito mais em percepções, intuições tão primitivas quanto poderosas sobre a existência de uma estrutura de realidade real – que independe do ser humano para existir – e que foram depois lapidadas por estudos mais profundos. Estas percepções vêm desde a minha infância.


E elas vêm furiosamente à minha mente, como o coice furioso de algum cavalo selvagem ou como a tragada de um cigarro muito forte. Pequenas mas poderosas percepções, que depois são lapidadas pelo estudo em pedacinhos de azulejo a formar o meu próprio caminho.

Mas seguir esta seqüência não é fácil.

O mundo ao redor – tenho experimentado isso muitas vezes, seja no grupo de amigos, de familiares ou mesmo no trabalho – não percebe isto como uma verdadeira busca, mas sim como expressão de simples preferência pessoal, um capricho intelectual incompreensível. Uma espécie de masoquismo ideológico. Sim, somos vistos como um exército vitoriano brancaleone.

Mas decifrar a realidade, esta pedra de Rosetta filosofal, não é como fechar as páginas de um livro a hora que mais lhe aprouver, dar uma pausa para ver a novela das oito e voltar à carga logo depois- como se estivesse tudo normal.

Conhecer a realidade, por menor que ela seja impõe-nos um dever intelectual a princípio, moral ao final de não poder mais virar a face à ela. É ter compromisso com esta verdade para a toda a sua vida a partir daquele ponto.

Isto nos coloca irremediavelmente fora do mundo. Pelo menos deste mundo que me rodeia: América Latina-Brasil. Não sei como seria viver em outro mundo mas viver aqui é provar com algum grau de certeza como teria sido a vida de Loth em Sodoma e Gomorra. É o lobo da Estepe Hessiano uivando à distância contra toda esta mediocridade vivencial presente.


O mundo nos percebe de uma forma completamente enviasada. Meus detratores, alguns bem próximos, ao invés de escolherem a luta aberta, preferem muitas vezes agir como 'snipers', disparando tiros certeiros à grande distância. O argumento preferido destes é rotular-me como "radical".


Radical mesmo é minha intenção de – sabendo pelo menos um naco do que é realidade – tentar passar este conhecimento adiante. Tudo em vão. Aí o manto da "radicalidade" cobre tudo. E não há mais diálogo possível.

Mas tudo bem. Uma verdade apreendida ainda assim é uma realidade. Mesmo que outras pessoas não tenham a capacidade de absorvê-las ou mesmo que eu não tenha a plena capacidade de defendê-las.


A responsabilidade moral para com a verdade é muito maior do que simples racionalizações dialéticas, ás vezes é um fardo pesado. Tentar viver sob as regras daquilo que se acredita pode ser muito, muito doloroso.

Descobrir subitamente que durante quase toda a sua vida não fostes mais do que uma criança, acreditando em sonhos desvairados que nunca poderiam ser mesmo reais é brutal, num primeiro momento. Depois disso, tentar cuidadosamente tentar descobrir quais outros aspectos de sua vida são mesmo reais ou apenas imagens projetadas pela sua mente, isto é , tentar saber em que extensão a sua vida foi construída por alicerces sólidos ou não, pode ser mais doloroso ainda. Pode não sobrar muito mais deste ataque tipo furacão Katrina da realidade sobre estes frágeis sonhos-de-vida.

Mas mesmo que sobre pouco, ainda assim é melhor do que viver no engano, na irrealidade.

Muitas vezes a vontade de voltar ao tempo em que tudo estava (aparentemente) bem, de fechar a caixa de Pandora, de restabelecer a sensação de segurança vazia, acontece.

Muitos dizem que os idiotas são mais felizes. Seguramente os idiotas são aparentemente mais felizes na sua ignorância – muitas vezes travestida de sabedoria afetada da realidade.

Não temos o direito de olhar para trás, de retornar ao útero materno, de dar um "desfazer" em nossas percepções. Mas como seguir em frente quando o que se descortina é uma aparente fuga de qualquer vestígio de felicidade?

A resposta ainda estou a buscar, mas descobri um autor que me ajudou a ter a exata percepção destas coisas. Quero dividir com vocês.

Trecho de Huberto Rhoden sobre Spinoza em "A Filosofia Contemporânea - volume II" página 70:


" Spinoza, disse Renan, teve de Deus a mais profunda visão que já veio ao homem. (Note-se esse 'veio', indicando uma revelação do além!) O conhecimento do homem, em todos os setores, esbarra constantemente com as grades da gaiola de sua finitude humana; pouco importa que essas grades sejam de ferro ou de ouro – elas são grades duma prisão, e ninguém pode sentir-se realmente feliz como prisionmeiro, nem mesmo num palácio de ouro.

Os que, nessa gaiola da sua finitude, se sentem felizes, como dizem, devem a sua 'felicidade' à sua ignorância. São incapazes de sentir a sua infelicidade; ou então se habituaram a tal ponto a essa condição de prisioneiros e criaram dentro de si tamanha obtusidade austera, como os hebreus do Êxodo do Egito usspiravam , em pleno deserto , pelas panelas de carne e cebolas da terra da escravidão. Um canário habituado à gaiola, com sua ração diária de alpista e seu poleiro seguro, acaba por ter as asas atrofiadas e perder as saudades da sua verdadeira pátria, a vastíssima liberdade da natureza.


O mais infeliz dos infelizes é aquele que perdeu o senso da felicidade e equipara a sua pseudofelicidade à verdadeira felicidade.
Sentir a sua infelicidade é uma grande felicidade, porque é uma porta aberta para a libertação e o princípio da redenção.

Há homens insconscientemente infelizes.

Há homens conscientemente infelizes.

E há homens conscientemente felizes.

Só estes últimos é que são real e solidamente felizes, porque não se acham em vésperas de novas infelicidades, como os outros.

A felicidade só pode ter por alicerce a liberdade, e a liberdade é a filha da verdade. Logicamente, só pode ser real e definitivamente feliz quem conhece a verdade, a verdade vivida e saboreada experiencialmente."

sábado, setembro 10, 2005

Catarina , Katrina e os tamagochis humanos


Em 29 de março de 2004 um furacão categoria 1, chamado Catarina varreu o sul Santa Catarina e o litoral norte do estado do Rio Grande do Sul.
Alertados pelos serviços de defesa anti-ciclone dos Estados Unidos, os governos federal e estaduais foram completamente inoperantes, desmobilizando esforços de evacuação em preparação através de falsas e tranquilizantes notícias dos serviços locais de meteorologia que se baseavem em dados acima de qualquer suspeita para esvaziar alegadas preocupações: bravata e anti-americanismo.
Segundo eles, não haveria furacão pelo simples motivo de que nunca houve furacão na região e em segundo lugar os americanos não entendiam nada do litoral sul do Brasil.


Segundo o site Apolo11

"As imagens mostradas na televisão impressionam até especilaistas. Segundo cientistas do Centro Nacional de Furacões (NHC) em Miami, pelas imagens vistas, Catarina deve ter atingido a costa com ventos de 170 km/h. Moradores do local, muito assustados, afirmavam que o que viram não vão esquecer tão cedo.

Segundo a GloboNews, a Defesa Civil de Torres havia proposto a evacuação da cidade, mas o ministro Ciro Gomes, da Integração Nacional, não autorizou, dizendo que os ventos seriam mais fracos que o previsto. Não foram."

Apesar das evidentes falhas, despreparo, arrogância dos serviços locais de meteorologia, governos estadual e federal, não houve nenhuma manifestação mais dura em favor das inocentes vítimas (2 mortes; 1,2 desabrigados) por parte da imprensa.

Mas que diferença sobre o Katrina.
O furacão que abateu Nova Orleans virou um prato cheio para uma imprensa inoperante, raivosa e portanto mentirosa e parcial.
Na Zero Hora de sábado, 10/09 o jornalista Moisés Mendes, comete uma matéria "Um furacão na vergonha americana" que só pode ser lido como metáfora sobre a nossa própria imprensa.

De tanto ler NYT, WP, CNN e livrinhos & filmecos de Michael Moore o nosso "jornalista" ignora totalmente aos governos locais (Prefeitura e Estado) para atacar o único culpado possível: GWB.
Leiam um trecho risível:
"O americano médio sucumbiu à inércia dos últimos quatro anos da caça belicista ao terror. Se o Estado está ocupado com a guerra, que as questões sociais -mesmo as de urgência - sejam resolvidas por cada um".
Ora, para Moisés tanto o governadora da Louisiana quanto o prefeito da cidade estavam muito preocupados com a guerra no Iraque para dar atenção ao furacão...

Na própria matéria existe uma vertente em nenhum momento explorada sobre as origens da pobreza em Nova Orleans. Segundo o economista gaúcho Roberto Camps visitande assíduo da cidade citado na matéria, Nova Orleans está em decadência desde os anos 70. Faltou dizer que os governos locais estão na mãos dos democratas, que implantaram um sistema de welfare state que parece ser o sonho de Moisés.

Ao nosso bravo jornalista, causa espanto a declaração de Barbara Bush, se declarando assustada com o fato de os flagelados da Louisiana instalados no Texas não mais quererem voltar para suas casas. O que ele viu na declaração? Uma confirmação da falta de humanidade da Sra Bush, do seu marido e de seu governo.

Para mim, nada mais assustador: pessoas sufocadas há décadas por equivocadas políticas sociais que só aumentaram a pobreza local e que as tornaram completamente dependentes de governos, políticas, ajudas oficiais. Mais ou menos como tamagochis humanos em tamanho Michael Moore. Isto é realmente assustador. Mas é exatamente o que o senhor Moisés acaba defendo.

Para completar, os democratas passaram quatro anos reclamando que o governo Bush tinha transformado o pais numa ditadura e agora o acusam de não ter agido ditatorialmente, atropelando o federalismo americano, para enviar ajuda e Guarda Nacional sem a prévia aprovação dos titubeantes governos locais.
Não dá mesmo para entender.

Para completar : se alguém quer ler alguns poucos mas consistentes artigos sobre o que realmente aconteceu nos em Nova Orleans, leiam os artiogos recentes de Paulo Leite e Olavo de Carvalho, escrevendo direto dos Estados Unidos.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Cadê o meu país?



Sete de setembro de 2005. 10hs. Eu. Assistindo ao desfile em homenagem aos 183 anos de independência do Brasil.

O que era apenas para ser uma experiência protocolar para quem tem filhos pequenos – imaginei como meu pai deveria se sentir quando levava a mim e à minha irmã a eles - acabou se tornando algo pleno de significados.


O ano passado escrevi um artigo afirmando que a minha verdadeira pátria não era essa e sim uma outra pátria inexistente, mítica e inalcançável.


Pois durante os desfiles deste ano tive a exata sensação de haver vislumbrado o que poderia ter sido esta pátria inalcançável.


Tudo corria bem – quer dizer aborrecidamente normal- para um evento deste tipo. Lá estava eu , minha filha, bandeirolas na mão, à espera pelos próximos pelotões, quando algo aconteceu: adentraram na avenida num velho jipe, cuidadosamente lavado e encerado para a ocasião, os veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) da Segunda Guerra Mundial. Quando me deparei com aqueles bravos patriotas, orgulhosos trajando suas melhores fardas sob suas medalhas reluzentes, sua altivez, percebi que havia ali um verdadeiro sentido de pátria.

Nunca aplaudi algo ou a alguém tão calorosamente. Eu que sempre tratava eventos deste tipo com um sorrisinho irônico de contrariedade. Pois lá estava eu cumprimentando, aplaudindo e acenando com minha bandeira alguns dos verdadeiros heróis deste país. Pessoas que arriscaram a vida defendendo ideais de liberdade em outros países mesmo quando não os tinham em seu próprio solo.

Assim se sucederam os veteranos da guerra do Suez, representantes do exército, marinha e aeronáutica sob vôos rasantes de jatos em formação.


Por alguns mágicos instantes me senti conectado a esta pátria mítica, a que teria orgulho de pertencer. Agitei febrilmente a minha bandeira, aplaudi a todos que podia. Tudo estava bem. Até que a realidade bateu à porta: ao final do desfile vi pessoas vestidas não com as cores nacionais mas com slogans de “protesto” e camisetas de Che Guevara. Depois soube que o MST tinha tentado criar uma passeata de protesto ao final do desfile.

Não, não poderia existir uma pátria que conceda o mesmo espaço simultâneamente a heróis como os veteranos citados – responsáveis por nossas vitórias e a manutenção de nossa democracia – com idiotas úteis tratados como massa de manobra de uma a ideologia radical e anti-democrática.


De súbito voltei à realidade. Mas com uma percepção nova : o Brasil poderia ter sido a minha pátria verdadeira, real. Mas alguma coisa saiu errado no meio caminho. Temos uma bela representação material de pátria e até alguns heróis a louvar, mas não temos mais motivos para isso.


Num antigo filme de ficção científica – The Body Snatchers – pessoas reais eram substituídas numa pequena cidade por vegetais-clones extraterrestres sem alma nem emoção, apesar de fisicamente idênticos aos originais. O Brasil parece ter sido, em algum ponto de sua história, mais uma vítima destes vampiros de alma. Alguém trocou o meu país verdadeiro por este que aí está.


Então esta é a causa da minha estranheza com relação ao meu próprio país!! Vivemos num país falsificado e sem alma. Onde anda o verdadeiro Brasil? Não sei onde ele está agora, talvez nem exista mais. Ou talvez esteja em cativeiro em algum lugar esperando pelo resgate.


Pelo sim pelo não vou continuar saudando este pedacinho de país que sobrou: nossos bravos heróis das Forças Armadas.


segunda-feira, setembro 05, 2005

Amantes do furacão -- Olavo detona!!

O artigo de Olavo desta semana no Diário do Comérico é imperdível. É extenso e entrega o principal:desfaz a rede de intriga que os detonadores de Bush em torno da tragédia de Nova Orleans.
Os motivos para isso?
Aqui vai a explicação ...
Amantes do furacão: "A existência da América é uma vergonha para os russos, que juraram destruí-la e acabaram de chapéu na mão, implorando socorro. É uma vergonha para a China, que acumula armas nanotecnológicas na esperança insana de matar de varíola e tifo a população americana inteira mas não pode usá-las, porque seria mandar para a panela a galinha que bota ovos de ouro nas estatais de Pequim. É uma vergonha para o mundo islâmico, que com toda a sua bela oratória religiosa de mil e quatrocentos anos jamais conseguiu criar uma sociedade que não fosse, em maior ou menor medida, a negação viva das promessas corânicas de liberdade e justiça. É uma vergonha para os latino-americanos, que não suportam a comparação com o vizinho do Norte sem roer-se de desprezo a si mesmos e buscar alívio em histrionismos e fanfarronadas de uma abjeção sem par."

quinta-feira, setembro 01, 2005

Pensamento do dia ...

"O culpado pela crise do governo é o Gabeira. Quem mandou ele  trocar o embaixador americano pelo Zé Dirceu?"


quarta-feira, agosto 31, 2005

Idiotas-agora-não-tão-úteis: o clima na militância histórica do PT


  [http://www.idelberavelar.com/archives/2005/06/conversas_com_a_1.php]

É incrível o ponto de auto-engano em que chegaram os (ex-)militantes petistas: ainda acham que um bando de "corruptos" sequestraram o seu partido do coração... Não imaginam e não conseguem entender que os mesmos "corruptos" e "políticos iguais aos outros" são os mesmíssimos fundadores do PT.
Não tem um outro CPF (excetuando-se José Dirceu que deve ter vários), não tem outra identidade. Não são outras pessoas. São as mesmas.
Os órfãos acham que o grande corruptor é o dinheiro. Mal conseguem entender que o grande corruptor é e sempre foi o Partido, destino final de todo o dinheiro roubado, desviado para alimentar um projeto de poder continental - em conjunto com Cuba e Venezuela e a grana do narco-tráfico das FARC.
Isto tudo foi feito para dar forma aos sonhos mais utópicos dos seus militantes mais aguerridos.
Ou eles achavam que a "revolução" seria financiada com a venda de estrelinhas, broches e camisetas do Guevara em porta de fábrica?

De qualquer forma é tristemente cômico a situação em que se meteram.
Este blog descreve algumas observações sobre o caso.
A última atualização é de junho de 2005.
Sintomático.
Este diálogo é hilário: Descreve o que a mãe disse para a filha sobre o Eduardo Suplicy, num evento do PT:

Conversas com a Militância do PT em São Paulo: uma mãe e uma criança passavam pelo lugar. A criança perguntou (sobre Eduardo Suplicy) : "mãe, ele é político do PT?"
Resposta da mãe: "sim, filha, mas não é bandido como os outros não"."



sexta-feira, agosto 26, 2005

Quem cala, consente ou "O Silêncio dos Silenciadores"

Este artigo foi publicado pelo site Mídia Sem Máscara


“Silenciadores” são artefatos usados para abafar o som dos disparos de armas de fogo; Também podem ser usados para definir pessoas ou grupos de pessoas que tem a função de manter caladas testemunhas oculares importantes através de expedientes de ameaça física e intimidação moral; “Silencers” também era o termo usado para identificar pretensos agentes federais encarregados de neutralizar possíveis testemunhas de fatos relacionados a OVNI´s nos anos 50 e 60 nos EUA.

No Brasil podemos chamar de silenciadores toda aquela pseudo-elite cultural que na suposta missão de ser a “Voz do Brasil”, silenciou suas verdadeiras vozes.

Um de seus mais profícuos agentes, que sabia unir com perfeição desinformação com seus opulentos dotes artísticos, declarou – após décadas de dedicado serviço ao comunismo, especialmente ao assassino do Caribe – que irá “silenciar” sobre os fatos da corrupção petista. Isso mesmo, Chico Buarque de Hollanda, declarou que nada dirá sobre estes acontecimentos.

Nada mais apropriado para a ocasião. Pena que o tenha feito durante a famosa “Jornada de Literatura”, lá na minha terra - Passo Fundo/RS - , onde foi receber algum prêmio e o fez perante uma platéia de centenas de crianças. Poderiam tê-las retirado da sala.

Chico Buarque juntou-se à banda dos “silenciadores silenciosos”, comunistas pseudo-arrependidos, as Marias Madalenas do PT, encabeçados pela indefectível Marilena Chauí (aquela que se identificava como intelectual “orgânica” do partido).

O silêncio obsequioso destas figuras, partindo de quem sempre defendeu intempestivamente a “causa”, me parece, tem um sentido muito diferente do que a maioria entende. Aliás como sempre acontece com qualquer manifestação esquerdista: nunca a compre pelo seu valor de face, pois o prejuízo é certo.

O silêncio de nossos audazes silenciadores, nada tem a ver com a negativa em criticar o tão amado partido. Nada disso. Tenho quase a certeza de que nossos heróis decidiram pelo voto de silêncio para não fazer exatamente o contrário: apoiar publicamente o partido e sua estratégia de luta.

Explico: o que seria mais sublime para um comunista do que ver o seu partido usar os meios clássicos leninistas de manipular seus próprios “inimigos” burgueses como parceiros para a construção de um partido ainda mais poderoso e totalitário? Olhando por este prisma, o mensalão de Roberto Jefferson é uma versão brazuca e carnavalesca de um modelo maior: o célebre pacto de não-agressão entre Stálin e Hitler. Se naquela ocasião até Hitler acabou atacando de surpresa, o que dizer de Jefferson?

O silêncio destes companheiros sobre estes eventos só acontece como uma alternativa palatável ao apoio irrestrito. Demonstrar este apoio neste momento poderia ter efeitos desastrosos sobre a população, enfurecendo-a. Imaginem se ela, num arroubo de fúria, resolver jogar “B* na Geni”?

Defintivamente, estes atos de contrito silêncio partindo de quem nunca se negou ao apoio explícito ao partido, suas causas e seus apoiadores só tem um significado: “Quem cala, consente!!”