terça-feira, julho 19, 2005

Partido dos "trabalhadores"..? onde?

Post sensacional do Marcelo Tas http://marcelotas.blog.uol.com.br/index.html

"
Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério."


CARTA AOS PETISTAS



Por não ser petista, sempre fui considerado "de direita" ou "tucano" pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.

Vejam, nunca fui "contra" o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos "cumpanheiro". A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.

Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que "dos Trabalhadores"? Nunca entendi. Qual a intenção?

Quem é ou não é "trabalhador"? Se o PT defende os interesses "dos Trabalhadores", os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser "dirigentes do partido". Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.

Repare no choro do Zé Genoníno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter "que sobreviver" sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos... Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!

Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris... misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França... outro que tá mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.

Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2... Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama.

Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os "dirigentes", "conselheiros", "tesoureiros", "intelectuais" e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira. Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores.

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O inimigo da Humanidade

Acabo de receber este artigo da fundação Atlas na Argentina. Também lá Bin Laden é considerado um herói e Bill Gates um vilão. O inimigo da humanidade para nostros hermanos na Argentina também é o capitalismo. Não estamos sós.


El enemigo de la humanidad


Gustavo Lazzari

www.atlas.org.ar



En el programa Hora Clave de Mariano Grondona emitido el Domingo 10 de Julio, se realizó un sondeo telefónico en el cual se preguntaba ¿Cuál es el peor enemigo de la Humanidad... el Terrorismo o el Capitalismo?


Seguramente puede cuestionarse la rigurosidad de la pregunta. Sin embargo el resultado de la compulsa es mas que preocupante. Según los argentinos que llamaron y respondieron esa encuesta el 62% considera que el principal enemigo de la humanidad es el capitalismo en tanto que sólo el 38% de votó por el terrorismo como la mayor amenaza.


Es digno de estudiar ¿qué nos pasa a los argentinos?.


Mas allá que la encuesta sea o no cuestionable desde lo técnico, el resultado no difiere mucho de la realidad . Según una encuesta de Gallup, la Argentina es el país donde los Estados Unidos tienen peor imagen. La globalización no gana adeptos y el comercio es visto como una amenaza.


De hecho, muchos personajes públicos, periodistas y formadores de opinión se alegraron públicamente cuando fue el atentado a las Torres Gemelas el 11 de Septiembre del 2001. Algunos de ellos, como Hebe de Bonafini, tiene acceso directo al Presidente de la Nación y es invitada infaltable en actos oficiales y viajes presidenciales. Incluso luego de desear y celebrar la muerte de Juan Pablo II en forma pública.


A la hora de explicar los atentados de las Torres Gemelas, Atocha y el reciente de Londres, muchos periodistas y analistas del “tercer mundo” desempolvan (con inocultable sonrisa) la teoría del “por algo será”.


En los estadios de fútbol se ven banderas de Irak (con los colores de los equipos), de Corea del Norte y svásticas nazis. Incluso la Asociación del Fútbol Argentino (AFA) tuvo que emitir una resolución para castigar con el descuento de puntos la aparición de svásticas nazis en las tribunas. En las fiestas de casamiento pululan las máscaras de Bin Laden y Sadam Hussein. Muchos se tatúan la imagen del Che Guevara como un signo “fashion” de una revolución tan desconocida como fracasada. En la TV oficial se emiten programas especiales resaltando las virtudes del Sandinismo en Nicaragua, de la dictadura Bolivariana y del Castrismo.


Los argentinos decimos que amamos la democracia y la libertad sin embargo nuestros ídolos populares son el Che Guevara, Bin Laden, Fidel Castro y el Coronel Chávez y su loro.


La encuesta de Mariano Grondona debe tomarse con seria preocupación. Si nos dieran a optar entre Bin Laden y Bill Gates, sin duda los argentinos elegiríamos por el terrorista antes que por el empresario.


El éxito en la Argentina está mal visto. El esfuerzo individual es motivo de burla y descrédito. Los ahorros suelen ser confiscados y las propiedades usurpadas. La palabra comerciante se utiliza como un insulto y muchos sueñan con un “mundo sin dinero”.


Nuestro país tiene ejemplos históricos de auténticos héroes capitalistas. Héroes creadores de riqueza, trabajo y oportunidades. Debemos refrescar y reelaborar nuestra categoría de ídolos. Es necesario desempolvar la historia y buscar los buenos ejemplos de emprendedores privados, creadores de riqueza que no dependieron del estado y que se la jugaron en un ambiente hostil.


Para la Argentina es imprescindible respetar a los creadores de riqueza del pasado y admirar y felicitar a los del presente. Desde Luis Piedra Buena, Federico Lacroze, Federico Braun, Juan Manuel Fangio, Goar Mestre, Robert Bagley, Eduardo Bradley, Jorge Newbery, Juan Fugl, Alberto Gainza Paz, Guillermo Kraft, Jacobo Peuser, Pedro Piccardo, John Parish Robertson, Jorge Temperley, Carlos Thays, William Wheelwright, entre otros muchísimos hasta los actuales, Marcelo Tinelli, Adrian Suar, Nito Artaza, Cris Morena, Grobopatel, entre otros menos conocidos.


Los capitalistas son personas que crean riqueza. El terrorismo son cobardes que asesinan y destruyen.


En la Argentina los atentados se festejan y las inversiones se espantan. Nuestra frustración resultante, es canalizada celebrando los asesinatos que los terroristas desconocidos hacen en lugares que envidiamos. El culto a la envidia está instalado en la sociedad argentina y ahora fogoneado desde el gobierno.


La Fundación Atlas 1853 defiende los valores de libertad, tolerancia, iniciativa individual, seguridad jurídica y paz. Esos valores permiten que personas privadas se conviertan en emprendedores y hacedores. Los países crecen gracias a esos valores. Hoy estamos perdiendo el debate por goleada. Pero el partido sigue y merece nuestro mayor esfuerzo.






Fundación Atlas 1853

Adherirte a la Fundación Atlas 1853. Porque el cambio es posible y de vos depende.

www.atlas.org.ar


segunda-feira, julho 18, 2005

Lula repete Delúbio e Valério

Cartnha enviada à ZH.

"Prezados:

Parece mesmo que ZH está firme em seu propósito de poupar o presidente Lula. E não é mais um fato isolado à Rosane Oliveira.
Na edição desta segunda, 18/07/2005, tratando da crise do PT, ZH evita a todo custo comentar a entrevista de Lula à Globo no Fantástico de 17/07.
No jornal sobram dúvidas sobre a veracidade da versão de Delúbio e Valério. Mas ninguém se atém ao fato de o próprio presidente confirmar suas versões de "crime eleitoral".
Conclusão: ZH está tão empenhada em defender Lula que evita até de comentar  ou  publicar suas próprias declarações.
ZH pensa, com razão, que tudo o que o presidente disser poderá ser usado contra ele. Por isso melhor esconder.

Envio então em anexo o teor da entrevista.


Íntegra da entrevista em que Lula repete Valério e Delúbio


1h29 - Leia abaixo a íntegra da entrevista de Lula transmitida no Fantástico de ontem à noite:
*
Numa entrevista concedida a uma jornalista brasileira que trabalha para a televisão francesa, o presidente Lula falou sobre a crise política que o Brasil atravessa. Disse que os escândalos de corrupção serão apurados até o fim. A entrevista à repórter Melissa Monteiro foi em Paris, sexta-feira passada, dia 15 de julho.
Em relação ao PT, Lula disse que o partido errou ao fazer, do ponto de vista eleitoral, o que, segundo ele, se faz sistematicamente no Brasil. O Fantástico não teve interferência na escolha das perguntas, mas comprou os direitos de exibição da entrevista.
Infelizmente o Brasil atravessa uma nova crise política, nós já atravessamos outras crises no passado, ligadas a corrupção. Quando é que o Brasil vai se livrar definitivamente dessa doença, qual é a cura definitiva?
Lula: De um lado você tem uma série de denúncias, naquilo que diz respeito a possibilidade de investigação de um governo, nós estamos fazendo mais do que já foi feito em qualquer outro momento da história do Brasil. E tem um problema grave, porque toda vez que você combate a corrupção, ela aparece mais na imprensa e passa para a sociedade que tem mais corrupção exatamente porque você está combatendo. Nesses 29 meses de governo mais de mil pessoas foram presas no Brasil, ou seja, presas de verdade, por sonegação, por prática de corrupção. E nós vamos continuar utilizando todo o potencial que o estado tem para fazer o que precisa ser feito no Brasil.
Meus adversários devem ter ficado um pouco indignados porque todas essas denúncias de corrupção, não chegaram ao governo. Pelo contrário, as últimas pesquisas mostraram que o governo teve um crescimento na opinião pública. Isso significa que o povo brasileiro está sabendo distinguir bem o que é denúncia verdadeira, o que o governo está apurando e o que é peça de discurso de pessoas que querem fazer discurso.  Ou seja, toda vez que alguém faz ilações sobre corrupção e não dá o nome concreto, fica difícil de apurar.
O Congresso Nacional tem uma CPI que vai funcionar até outubro. Portanto até lá nós vamos ter ainda muita gente sendo ouvida, muita denúncia. Algumas serão verdadeiras porque terão nomes e aí você terá como investigar. Outras serão ilações que você, muitas vezes, não tem como investigar. Depois que a CPI terminar o trabalho dela, ela vai ter que mandar isso para o Ministério Público e aí ele vai então decidir o que fazer com o resultado.
É importante lembrar que também não é a primeira vez que o Brasil tem uma CPI. Nós gostamos muito de CPI e elas são feitas sistematicamente e eu acho que isso faz parte do jogo democrático. O que é importante para mim é que eu gostaria que não acontecesse isso. Eu acho que o Brasil não merece isso porque ele está vivendo um bom momento na sua economia, o Brasil está vivendo um bom momento na geração de empregos e eu gostaria que tudo fosse diferente. Mas não é. Faz parte da política, nós temos que encarar isso com a tranqüilidade que um dirigente tem que ter e vamos ver se os nomes aparecem e se as provas aparecem para que as pessoas possam ser punidas.
O senhor acredita que há males que vêm para o bem?
Lula: A minha tese é que nós precisamos aproveitar esse momento que está acontecendo no Brasil para sermos mais duros, criarmos mais mecanismos de proteção do estado brasileiro e vamos fazer. Goste quem gostar, doa a quem doer, nós vamos continuar sendo implacáveis na apuração da corrupção e quem tiver que ficar bravo com o governo, que fique. Mas se tiver, nós vamos apurar. Esse é o papel da Polícia Federal, do Ministério Público, esse é o papel do governo. Mas o que nós precisamos é trabalhar com fatos verdadeiros para que possamos mostrar o resultado concreto das investigações para a sociedade.
Vossa excelência sente um peso muito maior hoje do que quando foi eleito Presidente da República?
Lula: Não, hoje eu tenho muito mais consciência do que é administrar um país como o Brasil. Na verdade, quando eu tomei posse tinha uma preocupação muito forte com a questão da política econômica, e isso foi resolvido por que tivemos paciência, não tomamos nenhuma atitude populista, porque soubemos esperar o tempo certo de fazer as coisas. E, agora, deveria ser o momento em que a gente estaria colhendo aquilo que plantamos em 2003 e 2004. Não estava previsto acontecer era nenhum erro político, nenhuma crise mais forte, mas aconteceu. E nós esperamos que, se cada instituição cumprir o seu papel, resolveremos isso. O Brasil não pode. De forma nenhuma, jogar fora uma oportunidade extraordinária como essa.
O Brasil é mais respeitado no mundo. Tem mais força nos organismos multilaterais, tanto na ONU, quanto na OMC, e nós precisamos fazer deste respeito que conquistamos uma conquista de benefícios para o povo brasileiro, seja no comércio, seja na política.
Sente saudades em que era sindicalista ou oposição?
Lula: Saudade não, até por que passei a vida inteira para chegar onde cheguei. Na verdade quando você é oposição tem mais facilidades, não tem a responsabilidade de fazer, só de cobrar. Eu sempre tento fazer analogia com coisas simples que as pessoas possam entender. Muitas vezes, dentro de casa, um filho ao pedir dinheiro para o pai, e que o pai nega, ele (o pai) pode estar sendo o mais verdadeiro dos seres humanos.  Mas o filho acha que o pai estava negando uma coisa que ele poderia fazer. Na política é a mesma coisa. Se você quiser ser sério, só poderá fazer aquilo que é possível fazer. Não pode inventar, gastar o que não tem, fazer populismo, prometendo coisas que você não vai conseguir fazer. Trabalhar com a verdade é muito fazer. A desgraça da mentira é que, ao você contar a primeira, passa a vida inteira contando mentiras para justificar a primeira. E a verdade não. Ela você disse ela hopje, daqui há cem anos vai dizer outra vez. Então, eu prefiro ser verdadeiro.
O senhor foi criador do PT. É impossível não associar a sua imagem à imagem do partido. Hoje ele comemora 25 anos e, infelizmente, está envolvido em todas essas denúncias de corrupção. Onde foi que o pai, Lula, errou?
Lula: Olha, eu tenho o PT como filho, por que eu ajudei, sou um dos fundadores do PT. Acho que o PT está sendo vítima do seu crescimento, ou seja, em 20 anos chegamos à presidência do Brasil, coisas que, em outras partes do mundo, muitos partidos demoraram 100 anos para chegar. A minha tese é de que o PT tem explicar para sociedade brasileira que erros cometeu. Na medida em que o partido trocou a direção e está fazendo uma auditoria interna, o Tarso Genro tem o compromisso de explicar para a sociedade onde e por que o PT errou, e o que vai fazer para consertar este erro.
O que o PT fez do ponto de vista eleitoral é o que é feito no Brasil sistematicamente. Eu acho que as pessoas não pensaram direito no que estavam fazendo. O PT tem na ética uma de suas marcas mais extraordinárias. E não é por causa do erro de um dirigente ou de outro que você pode dizer que o PT está envolvido em corrupção. Eu acho que a nova direção do partido saberá explicar para a sociedade o que aconteceu com o PT e o que vai acontecer daqui para a frente.
Mas o senhor estima que alguma culpa nesta crise do PT e do país?
Lula: Não. Já faz tempo que deixei de ser presidente do PT. Fui presidente por três anos. Depois da presidência da República, não pude mais participar das direções do partido, das reuniões dos diretórios. O PT tem muita autonomia com relação ao governo. E o governo tem mais autonomia ainda em relação ao PT. Eu acho que o partido teve um problema que é a questão da direção. Houve um tempo em que os melhores quadros da política de esquerda no Brasil eram dirigentes do PT e depois que nós ganhamos prefeituras, governos estaduais, elegemos muitos deputados e eu ganheir a presidência, grande partes desses quadros vieram para o governo e a direção ficou muito fragilizada, enfraquecida, possivelmente por isso cometemos erros que outrora não cometeríamos.
Como o senhor vê o Lula, daqui a um ano e meio, em 2006, após as eleições presidenciais?
Lula: Eu não estou pensando ainda em 2006. Tenho ainda um ano e meio de mandato a cumprir e isso vai exigir de nós uma capacidade de trabalho muito grande. Nós temos muitas coisas acontecendo no Brasil e precisamos cumprir com o nosso primeiro mandato.
Não discuti ainda a questão da reeleição. Não tenho pressa de discutir. Eu tenho que cumprir um programa de governo que eu prometi ao povo brasileiro em 2002. Depois vamos pensar em 2006.
A perspectiva que tenho é que o ano de 2006 será muito melhor para o Brasil do que foi 2005, 2004, 2003. E acho que 2007 será melhor que 2006, que 2008 será melhor que 2007. Eu acredito no Brasil, num ciclo de crescimento sustentável duradouro, que possa durar 10, 15 ou 20 anos. Por isso eu acho que o Brasil está no caminho certo e não temos por que mudar de rota.


quinta-feira, julho 14, 2005

A Guerra dos Imundos


...Então eles chegaram. No início causaram algum espanto e até risos. Sua aparência, seus modos, sua fala, remetiam a algo completamente fora de época.

O espanto inicial casou medo e até apreensão. Diziam até que por trás daquela aparência simplória existia grande inteligência.

Muitos duvidavam de sua sobrevivência neste mundo, pois estavam acostumados a uma atmosfera muito diferente da que aqui encontraram. Não eram ameaça alguma.

Outros, no entanto, alimentavam boatos de que eram afeitos a hábitos indescritíveis. Canibalismo, por exemplo.

Mas o tempo foi passando e pouco a pouco eles foram sendo incorporados à paisagem. Tudo estava bem, desde que eles não saíssem de seu habitat natural. Todos os medos iniciais foram sendo dissipados, chegando ao ponto de serem apontados por grandes parcelas da população como exemplo a seguir.

Eram o contraponto a séculos de história de opressão, luta pelo poder e vaidade. Representavam a mudança, a utopia possível. Não eram somente o exemplo a seguir. Eram o próprio futuro.

E uma coisa que o futuro utópico detesta é o passado.

Nos ensinaram então a fórmula para chegar lá: a eliminação gradual e constante do passado, da cultura de nossos ancestrais menos evoluídos, pelo fim de nossa luta darwinista e suicida pela sobrevivência.

E tudo seguia o seu curso normal. A crítica ao passado havia se tornado uma revolta genuína contra o que tínhamos nos tornado. A sociedade estava pronta para a mudança. E ela veio. Os visitantes, numa manobra inédita, começaram a sair dos seus locais habituais de reprodução. Em grande número começaram a se misturar com a população em geral – mas já não causavam espanto, pois já confundiam-se com qualquer terráqueo. Talvez por que nós mesmos já não éramos os mesmos. Mesmo assim, nossos visitantes lançaram um manifesto explicitando suas mudanças. Confirmaram serem somente boatos o que se afirmava a respeito deles e que estavam empenhados a melhorar o que estava aí. Propunham uma convergência de interesses comuns rumo à felicidade.

Ninguém perguntou o por quê deste manifesto ou “carta” ter sido lido ao pé de uma engenhoca com aparência ameaçadora de uns 30 metros de altura. Deveria ser algum dispositivo de segurança pessoal, nestes tempos de desarmamento... A gerigonça, cuidadosamente montada durante o tempo de “quarentena” em seu ambiente inicial se parecia com um grande tripé, movimentando-se rapidamente.

Mas então, sem aviso, vieram os ataques. Dos imensos tripés saíram labaredas de fogo que imediatamente alarmaram toda a população.

O palácio do Alvorada foi o primeiro atingido, logo em seguida o congresso foi transformado em terra arrasada. Tentamos em desespero a ajuda do judiciário. Em vão. Já estava totalmente em ruínas.

Os imensos tripés então avançavam sem qualquer resistência. Metade da população nem sequer notou, achando se tratar de pura piroctenia, uma vez a casa da moeda não tinha sido afetada.

Outros como eu, procuravam algum lugar seguro para se esconder.

Mas subitamente, quando tudo parecia perdido, os imensos tripés pararam. Alguns ainda cambalearam sem direção antes de tombar. Um a um começaram a cair. Como dominós.

No denso silêncio que seguiu à sua queda, saí de meu esconderjo. O sol voltava à brilhar, iluminando os destroços de civilização e dos imensos tripés inermes.

Era o fim?

Algumas explicações foram lançadas pelos cientistas para o estranho fato. Listo aqui as mais significativas.

A) O extra-terráqueos tinha baixa resistência ao germes e bactérias de nosso ambiente. Rastreou-se a origem da contaminação e um provável vetor foi descoberto: o papel-moeda. Como se sabe, o dinheiro é uma das fontes inesgotáveis de contaminação. Neste caso , a contaminação teria acontecido nos corredores do congresso. Ironicamente parece que este foi o motivo da casa da moeda ter sido poupada inicialmente da fúria destruidora. O nome da bactéria foi descoberto: “mensalus_rex”, muito comum nos gabinetes dos congressistas.

b) Outra teoria dizia que o ataque estava condenado desde o início, por total falta de capacidade de organização e gerenciamento de nossos extra-terráqueos. Apesar da alta capacidade de mimetismoe planejamento, não lhes foi desenvolvida qualquer capacidade de execução. Então o plano de ataque fracassou por conta da falta de liderança e empenho, revelada por ordens contraditórias e ações erráticas. Isto deve ter sido acentuado após o triunfo inicial. Houve também denúncias de superfaturamento dos equipamentos, que estavam abaixo das especificações mínimas necessárias para o campo de batalha.

Apesar de tudo, uma pergunta se apresenta: Vencemos?

A única resposta que encontro é outra pergunta: como podemos ter vencido se não lutamos?

Isto significa que o perigo pode voltar a qualquer momento, se é que ele alguma vez tenha partido, pois seus seguidores ainda são muito numerosos. E agora de nossa própria espécie.



segunda-feira, julho 11, 2005

Plano "America Hiroshima" : Al-Qaeda tem armas nucleares nos EUA

Notícia chocante do World Net Daily

"According to captured al-Qaida leaders and documents, the plan is called the "American Hiroshima" and involves the multiple detonation of nuclear weapons already smuggled into the U.S. over the Mexican border with the help of the MS-13 street gang and other organized crime groups.
Al-Qaida has obtained at least 40 nuclear weapons from the former Soviet Union – including suitcase nukes, nuclear mines, artillery shells and even some missile warheads. In addition, documents captured in Afghanistan show al-Qaida had plans to assemble its own nuclear weapons with fissile material it purchased on the black market."

Isto prova o que muitos já sabiam: a ligação entre os ex-comunistas, al-qaeda e outros grupos terroristas em destruir os Estados Unidos.
Me parece que é apenas uma questão de tempo. Não há como impedir um processo tão avassalador sem aliados verdadeiros.

E nós, preocupados com o futuro do Brasil....

"God bless America".

sexta-feira, julho 08, 2005

Repercussão da saída do Olavo do Globo II

Este artigo de Richard Roberts no site do Nyquist cita nominalmente a saída de Olavo do Globo:
"This story from Richard Roberts fits in with the news that Olavo de Carvalho, the Brazilian conservative philosopher and columnist, was fired from his position at O Globo. 'With my dismissal, Brazilian big media becomes at last the conservative-free ambience it aimed to be,' Olavo explained. The revolutionary left marches on."

Repercussão da saída do Olavo do Globo I

A saída de Olavo do Globo está repercutindo. Recebi esta mensagem do Jeffrey Nyquist sobre o caso, me solicitando para repassar à todos que percebem o que está acontecendo, aqui e no mundo.
"Se possível, por favor fale ao Olavo que todos que escrevem sobre a mão invisível do socialismo revolucionário estão em perigo (N.T.: Céus - isto é comigo!!!). O mundo tem decaído para dentro de uma espécie de psicose. Isto afeta tanto os chamados conservadores americanos como os democratas (Liberals). A propaganda e as manobras enganosas de um ambicioso espírito totalitário tem agora o centro do palco. Ele avança sem ser notado, já que agora todos já estão habituados a aceitar conjuntos de mentiras cuidadosamente preparados. Um grupo de mentiras foi criado para a direita, um outro grupo de mentiras, para a esquerda. Todos aqueles que importam, que fazem a diferença estão sendo enganados. Aqueles que não estão, são varridos do jogo. Não há nada a fazer senão esperar e observar as forças de destruição preparar a operação final. A diminuição do papel dos Estados Unidos como potência econômica e militar é o objetivo maior, deixando todos os outros objetivos abertos a coerção e manipulação. O mundo tem de se virar contra a América, e isto está acontecendo bem diante de nosso olhos" - Jeffrey Nyquist.

terça-feira, julho 05, 2005

O sonho acabou : que comam brioches!!!

A Eliane Cantanhêde não se emenda na folha:
Eis aqui seu ultimo artigo e a resposta que enviei a ela...

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O Sonho Acabou - Eliane Cantanhêde


BRASÍLIA - O "muro" caiu há 15 anos, a União Soviética desmoronou, a China aderiu ao capitalismo do vale-tudo, a Albânia foi a última bóia do PC do B até despejar gente faminta e piolhos na Itália. Foi com certo atraso, pois, que uma onda soprada pela esquerda tentou chegar à América Latina no novo século.
E essa onda pode passar antes mesmo de chegar. Fidel envelheceu sob diferentes aspectos, Chávez orgulha-se do isolamento, Lula está dando nisso aí, Lagos é de centro, Kirchner não é ideológico, só intuitivo, Vázquez está verde. O elo é sobreviver à hegemonia esmagadora dos EUA.
Ao tomar posse, Lula admitiu que a derrota do seu governo seria a derrota das esquerdas. O que dizer agora? O partido da ética e da justiça social sucumbiu a uma prática política obsoleta e abjeta. E é suspeito de aperfeiçoá-la. Além de empresas privadas financiando campanhas, as públicas bancam partidos. Além do fisiologismo das emendas e dos cargos, a compra em espécie de deputados. E o presidente não vê. Aliás, não vê nada.
Foi-se o sonho, o que fica melancolicamente claro no relato de Laura Capriglione, na Folha de domingo, sobre o 12º encontro da esquerda latino-americana em São Paulo. Da tribuna, o anfitrião anunciava 106 delegados e 276 convidados de 42 países. Na platéia, 96 gatos pingados. Até aí o sonho era um, a realidade, outra.
A expectativa em relação ao governo de Lula e do PT era imensa. A desolação é ainda maior. A esquerda era pura, honesta, do bem. A direita era impura, desonesta, do mal. Agora, todos são do mal, com uma diferença: a direita é mais competente. Faz até os programas sociais que julgávamos patenteados pela esquerda.
O país parece dividido entre PT e PSDB, mas a grande vitoriosa é a direita. Nem precisou ganhar, porque a esquerda é que perdeu. Ou se perdeu.

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O sonho Acabou : que comam brioches!!! -

Prezada Eliane:

Seu texto é uma pérola: não parei de rir até agora!!
Chamar o "Foro de São Paulo" - velho conhecido da esquerda há mais de 15 anos - de "encontro das esquerdas" é demais. Não sabes que já da para falar com todas as letras "f-o-r-o-d-e-s-a-o-p-a-u-l-o"? Então repita comigo.

Outra: dizer que a esquerda é do "bem" e a direita é do "mal" é a coisa mais ridícula que uma pessoa adulta possa dizer. É a mesma coisa que dizer que a esquerda é "boazinha" e a direita "é boba", ou será que a coluna é direcionada para crianças em fase pré-escolar?

Pode ser ainda que se refira a uma tese muito difundida há muito tempo atrás: a do "bom selvagem"... Seria a esquerda uma tribo indígena, cara pálida?

Impressionante ainda ter gente que acredita nesta patacoada, de que ideologias ou partidos tenham adjetivos como este. "Bom" , "Mau" são adjetivos que só podem ser designados à pessoas. Ideologias não são intrisicamente boas ou ruins, podemos só mesmo julgar pelos seus resultados.
A da esquerda, por exemplo tem mais ou menos 100 milhões de mortos na suas costas.
Ainda assim tem gente como você que ainda acha possível a sua defesa.

Outra coisa: dizer que o PSDB é de direita é demais. Lula é uma cria de FHC.

E deixa de mentiras: "a direita" ganhou uma pinóia!!! Só se for a mão direita de Lenin ou de Gramsci, ou vais me dizer que não conheces estes também???

Vocês não passam de um bando socialistas-caviar. Como diz o meu título: que comam brioches!!

LA

Janer Cristaldo no MSM

O artigo do Janer no MSM "Taxado de Direita" é bom. Autobiográfico e tudo mais, até aparecer esta frase:

"Que vivam os ateus, estes seres estóicos que dispensam muletas para enfrentar a intempérie metafísica."

Engraçado: na minha definição, ateus são pessoas com visão perfeita mas que insistem em usar um tapa-olho...

segunda-feira, julho 04, 2005

Limpeza de Arquivo: Olavo não está mais no Globo

Tinha que acontecer: Agora que o "Foro de São Paulo" é assunto publicável na grande imprensa - é claro que subtraído de todo o significado original, restando algo como um clube de debates com alguns participantes mais ou menos "rebeldes" - as provas do seu verdadeiro fim têm de ser eliminadas.
Olavo é a maior prova disso.
Soube agora que não mais escreve nas páginas do Globo. Coincidentemente com a emergência do assunto Foro de São Paulo nos jornais brasileiros. Nada é por acaso.
Se o FSP fosse assim tão anódino, por quê então 15 anos de negações, websites com conteúdos filtrados, despistação explícita?

Mas isso vem de um pouco mais longe, este movimento de "lavagem" do FSP. Na Veja que  tocava no assunto da denúncia do deputado Alberto Fraga sobre a acusação de contribuição de campanha do PT pelas FARC,  o Foro de São Paulo era tratado como um clube de debates sem ao menos ter o seu nome citado . Leia aqui.
Parece que a situação entre março e julho de 2005 mudou radicalmente.
O Foro de São Paulo é assunto público.
Mas a contrariedade com Olavo de Carvalho falando do assunto permanece a mesma.
Conseguiram: Olavo não mais escreverá sobre o assunto "Foro de São Paulo". Pelo menos no Globo.
Eu concluia na época: "A nós pobres leitores, resta continuar ignorando o assunto "Foro de São Paulo" por completo".

Foi pior do que eu pensava: O Foro é oficial e público, mas sua identidade pública é de um alegre convescote de simpatizantes do socialismo, inofensivo e "democrático".


sexta-feira, julho 01, 2005

“My name is Jefferson, Bob Jefferson... (not Thomas Jefferson)”.

"My name is Jefferson, Bob Jefferson (not Thomas Jefferson)".

Lendo os artigos de Olavo de Carvalho ("Tristeza Pura" ) e de Sandro Guidalli para o MSM temos muito o que pensar.

O primeiro é um tapa-na-cara em nossa síndrome maníaco-depressiva de achar que qualquer escorregadela ocasional do PT pode se tornar o seu Nêmesis – e levá-lo a ser derrotado fragorosamente - ou ser a senha para a face obscura do PT voltar a se erguer, como o Anakin Skywalker finalmente se rendendo a Darth Vader, coroando de significado aquela imagem do Dirceu voltando ao congresso nos braços dos "movimentos sociais". Um Lenin redivivo voltando à Estação Finlândia.

Nem uma nem outra: A teoria de que temos de comemorar os feitos do "inimigo do nosso inimigo" não é nem um pouco sólida pois não sabemos se Jefferson pode ser considerado um realmente um "inimigo" do Planalto ou está simplesmente negociando um resgate maior.

Inegável é que o "affaire" mensalão pode ainda servir aos propósitos do PT, em aprofundando o clamor popular por um "salvador da pátria", por exemplo. Como este discurso é caro ao PT, fabricado cuidadosamente durante décadas, esta estratégia lhe dá vantagem natural. E quem poderia ser o "salvador" ? Ele mesmo ou de outro partido ungido por ele – como o PSOL – que invista no modelito. Ou seja: o PT pode se transmutar em outro PT mais puro, ético e "revolucionário" ainda. Um revolucionário de butique, na verdade, para manter acesa a chama do eleitorado e dos militantes mais radicais.

Então o outro lado, o "revolucionário" não existe? Não. A esquerda nacional – pelo menos a cúpula – já perdeu a crença no socialismo há décadas – mas não deseja que seus militantes o saibam. As vitórias eleitorais são fruto direto de uma militância idealista e aguerrida. Mas a cúpula – do PT e de todos os outros partidos ditos "revolucionários" – sabem que o capitalismo é o único sistema econômico coerente. A esquerda sabe disso mas tem de manter as palavras de ordem e as antigas bandeiras vivas pois não tem sobrevida eleteitoral após isso – vejam o que aconteceu ao PPS, por exemplo. Isto torna claro o caráter lúdico da volta de Dirceu ao congresso sob os aplausos dos seus movimentos sociais. Tudo encenação para manter a motivação da militância. Os únicos que acreditam nisso são os eleitores/militantes. E o MST...

Quanto à estratégia do Foro de São Paulo ser contrariada pelo atual governo, cabe uma boa análise: se de todas as resoluções do Foro – que são mais de dezena – apenas uma e somente UMA está sendo adiada por sua franquia local – o partido dos trabalhadores – isto não quer dizer que o governo brasileiro esteja rompendo com o Foro. Significa que o assunto "Foro" tem sido objeto de diversas reportagens mais abrangentes e que talvez não seja de bom alvitre lançar uma nova fase do plano em meio a tal confusão. Manter-se à direita de Chavez no contexto da América Latina é preciso, e para isso, pode-se atrasar algumas ações, estrategicamente, de modo a esperar por um momento mais adequado.

Ou seja: ficamos exatamente onde estamos. Mas isto não quer dizer que estamos seguros. Estabilidade num momento de quase guerra civil (hoje se mata mais no Brasil do que no Iraque, dizem as estatísticas), controle absoluto da sociedade e cultura pelo partido único (que se aparenta pluripartidário nas encenações que são nossas eleições) através do uso intensivo de tática gramsciana há mais de quinze anos, só quer dizer uma coisa: é a condenação à morte de milhões pela completa inoperância da iniciativa privada de um lado e da estrutura governamental de outro. O pior de dois mundos.

Como uma célebre frase do jogador Paulo Nunes – confundindo completamente o sentido original do ditado popular – "perdemos a guerra mas não a batalha". Mesmo assim, estas "batalhas" merecem alguma atenção.

Mesmo que tudo esteja perdido, que o Brasil tenha irremediavelmente tomado o rumo da insignificância mundial, que sejamos apenas um pequeno grupo de insatisfeitos perdidos no meio de uma multidão de imbecis lobotomizados e que não façamos muita diferença no final das contas, não deixa de ser prazeroso testemunhar que estas pequenas escaramuças entre criatura e criador tiveram o resultado de levar alguma verdade às primeiras páginas dos jornais ou à TV. Ao vivo.

LA

quarta-feira, junho 22, 2005

Considerações sobre a "Vontade"

Após a publicação da tradução do meu artigo sobre o filme "A Queda" ("Downfall"/"Der Untergang") no site Majority Rights, houve uma série de comentários sobre as origens do nazismo. Boa parte dele falando em termos de "consciência racial" e "vontade".

Estudando o material de Olavo de Carvalho sobre o "Manual de Dialética" de Lavelle pinçei algumas definições ou percepções sobre "vontade" ou "sentimento" versus "inteligência" que são a base destas considerações.

Fala Olavo (desta maneira ou mais ou menos parecida):
"O mau filósofo não apreende as limitações da realidade e da sua vontade. Fica a imaginar o infinito novamente como possível" ...

"A tarefa do filósofo é perceber a estrutura da realidade e o que é possível ou não. Isto o fará educar o seus próprios sentimentos e vontade, para ajustá-los ao que é real e factível."

A partir destas premissas podemos concluir que todo este papo sobre "vontade", não só está deslocado do tempo (era assunto nos anos trinta), mas também é uma falácia intelectual.
A questão principal é que deixar a "vontade" tomar o lugar que seria da inteligência no controle das ações do ser humano, o faz perder a correta percepção da realidade. Faz o ser humano agir de modo completamente descolado da realidade, como alguém que acha ser possível voar pela janela ou ter poderes de "super-homem".
Isto é o que explica o que aconteceu na Alemanha durante o nazismo. Pois tivemos uma exacerbação da "vontade" sobre a inteligência em nível de uma nação por inteiro.
Inteligência no sentido de "sabedoria" ou a apreensão da verdade é a busca do ser humano por milênios, desde Platão/Sócrates e Aristóteles, passando pela tradição Judaico-Cristão.

E o que é a vontade sem o controle superior da inteligência? Apenas irracionalidade.
Isto, a "vontade", junto com uma tal "consciência racial" reviveram no nazismo um universo mítico poético pagão, há muito derrubado por Sócrates na antiga Grécia.
O livre pensamento não tem nada a ver com "consciência racial" ou "vontade". Ele é fruto da correta apreensão da realidade.
E esta busca pela verdade que é o cerne do que chamamos de "pensamento conservador", seja Erich Voegelin, seja Olavo de Carvalho, que tenta trazer para o mundo de hoje o sginficado do livre pensar e suas responsabilidades. "Vontade" é outro nome para "destino", que é o oposto ao livre arbítrio.

Então conceitos como "Raça", "vontade" e "consciência racial" não são apenas temas de debate dos "anos trinta". Se analisar bem, pertencem a um universo pré-socrático.

segunda-feira, junho 20, 2005

Link: web-site do Ucho

Para quem quiser se informar melhor sobre o estado de coisas atual do Brasil, recomendo um site:

Missão de Dirceu: Chutar o Pau da Barraca!

Enquanto a maior parte do jornalismo independente cai no conto-do-vigário de que Dirceu "sai do governo" mas a crise não sai do governo, acabando com o projeto re-eleição , o Sr. José Carlos Graça Wagner vai diretamente ao ponto: Está acionado o Plano B para garantir os objetivos do Foro de São Paulo no Brasil.
A reunião entre Dirceu e os "movimentos sociais" liderados pelo Stédile é o início do processo.
Dirceu já pode deixar a barba crescer....

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MISSÃO DE DIRCEU: CHUTAR O PAU DA BARRACA

Por José Carlos Graça Wagner *

Frei Beto, irmão terceiro, depois do livro "Paraíso Perdido – Nos Bastidores do socialismo", afirmou, quando vivia no Planalto, "estamos no governo, mas não no Poder, mas só com o Poder podemos chutar o pau de barraca". A fala de Dirceu, aos "companheiros", vai na mesma direção: convoca para a luta entre "inimigos e amigos", que define como "luta de classes" e contra o que chama de elite política e financeira (esquece que setor financeiro é o único que ganha com a política econômica e que, na luta de classes, é a primeira barraca a ser chutada).



Assistiremos um "pega pra capar" entre Jefferson e Dirceu? Em outras palavras: Dirceu deixa o governo para assumir a revolução, para concretizar o plano B do Foro de São Paulo, fundado por Lula em 90, no Hotel Danúbio, com 48 organizações de esquerda da América Latina (agora com cerca de 150, das "moderadas" às mais radicais) inclusive a Farc, financiadora de toda a esquerda ali arregimentada?



Em 1997, na reunião do Foro, em Porto Alegre, com a presença do Sub-Comandante Marcos, do México, (por quê "sub"?), decidiu-se que o braço político, no Brasil, era o PT e o braço revolucionário era o MST. Este faria presença, mas se manteria em certos limites, enquanto o PT (o conhecimento desse esquema é mais da cúpula do que dos militantes e mesmo dirigentes "marginalizados"), estivesse em condições de alcançar o poder, dentro do sistema político, e, portanto, enquanto possível a reeleição de Lula, afim de tranqüilizar o esquema financeiro internacional.



Se, porém, o braço político falhar ou se tornar inviável, o MST entra com tudo, contra as elites, como é ensinado em todos os "cursos" do MST, inclusive em sua "universidade". A "marcha sobre Brasília" teve a finalidade de mostrar o poder de mobilização e de organização "paramilitar".



Stédile é o líder mais evidente, mas não faz nem fez nunca nada sem o conhecimento de Frei Beto e de Dirceu. Stédile também é sub-comandante.... Comandante mesmo é Fidel Castro, desde de que, em 8 de janeiro de 1989, em Havana, com a presença do próprio, mas de Lula, Genuíno e Frei Beto, além de Kroscho, Lula foi incumbido de formar a entidade que reunisse toda a esquerda latina-americana. Com a entrada no esquema do Cel. Chavez, este ficou como coordenador militar do Foro, enquanto Lula permaneceu como coordenador civil.



"Quem sabe faz a hora". É a tarefa de Dirceu, que conta com apreciável "experiência" nessa matéria e até curso "especializado". O que não se pode "esperar acontecer"? A perda do poder político como caminho para o poder total. Impõe-se a precipitação do decidido em 97, com todos os figurantes da "cúpula".



E Lula? A tarefa do presidente do "país de todos", é manter-se no governo, ainda necessário para que o MST, "o mais respeitável dos movimentos sociais", possa proceder sem uma resistência maior de parte de um governo hostil. Lula esteve presente a todas as reuniões do Foro de São Paulo  e aprovou todas as suas deliberações, inclusive a de Porto Alegre e sabe de tudo, como deve ter sabido do "mensalão", mas é conveniente que não saiba. Dentro da ideologia abraçada pelos "forenses", não é desonesto "desconhecer" o que convém não saber...



É, também, dentro da ideologia, natural usar a corrupção da "direita" para desmoralizar as elites, ou seja, os inimigos de classe. Por isso continuam de "mãos limpas"... e até respeitáveis "sem nenhum pecado"...



É de se lembrar que Lula "invejou" um presidente africano com mais de 30 anos de poder e candidato à reeleição...além do exemplo do seu amigo, e único com o título de comandante, dentro dos "bastidores do socialismo", que narra o que Frei Beto considera os erros que fizeram do comunismo, em muitos paises, um "paraíso perdido" , menos em Cuba, com quase 50 anos de poder totalitário... Paraíso sem pecados... Acresce a entrevista de Lula à "Granma", jornal oficial do PC de Cuba, na qual declara, em manchete, que "Cuba é exemplo para América Latina"...



Lógico que uma coisa são os esquemas de poder do Foro e do MST. Outra é dar certo. O Brasil é grande demais para tais planos. Será? A Alemanha, a Itália eram pequenos? Mas a URSS, antes do comunismo e da queda do Muro? E a China? O Brasil já teve até a ditadura de Getúlio Vargas, por revolução armada, por guerra civil. São outros os tempos? Parece que muitos países não sabem disto. Coitadinha da Bolívia. Pequena mas nos tempos atuais.



É bom não deixar ficar, para ver como fica. É bom defender a liberdade, enquanto é tempo. "O Preço da Liberdade é a Eterna Vigilância". ..

 

José Carlos Graça Wagner - OAB-SP -9.151

(*) José Carlos Graça Wagner é advogado, coordenador de Estudos Internacionais do Instituto Tancredo Neves, ex-Conselheiro da Universidade de São Paulo, conselheiro de diversas Fundações de Estudos, da Associação Comercial de São Paulo, da Freedom Economic and Social Development, em Miami e de diversas entidades de formação de carentes.



 

Teste da presidência...

Recebi por e-mail e achei muito bom. Para descontrair um pouco (se é possível)

Teste da presidência: 10 maneiras de descobrir se o seu mandato acabará antes da hora

1 – Você manda um projeto de lei pro Congresso e recebe de volta uma tabela de preços.
2 – Toda vez que você pede um cafezinho pra secretária, ela responde: "Quanto é que eu vou levar nisso?"
3 – O Ricardo Kotscho atende o telefone, reconhece sua voz e diz: "Isto é uma gravação. Ao ouvir o sinal, deixe sua mensagem..."
4 – O Frei Betto não quer mais brincar de Rasputin com você.
5 – Você pede pro jardineiro fazer um canteiro em forma de estrela no jardim do Palácio e ele pergunta se não é melhor em forma de cifrão.
6 – Seu marqueteiro de campanha é processado com base na Lei de Defesa do Consumidor
7 – O Chico Buarque começa a lhe dar carrinho e canelada nas peladas da Granja do Torto.
8 – O Celso Amorim só consegue agendar viagens para países que não têm água encanada, serviço de esgoto e luz elétrica.
9 – Cada vez que você diz que sua eleição mudou a "história da humanidade sobre a face da Terra", a platéia rola no chão de tanto gargalhar.
10 – Você passa a ter medo do Roberto Jefferson.-

quarta-feira, junho 15, 2005

A Derrota da Vontade: uma análise sobre “A Queda”- O Filme

Há uma semana fui assistir ao filme "A Queda"("Der Untergang"/"Downfall"), magistral reconstituição dos últimos dias do regime nazista e de seu criador – Adolf Hitler. Atuações brilhantes de todo o elenco, destacando a performance do suíço Bruno Ganz como o Führer.

Queria ter escrito antes, mas este filme suscitou uma série de considerações – devo dizer "percepções" - que ficaram em gestação em minha mente durante vários dias, até que pudesse dar uma forma adequada a elas. Estas percepções simplesmente espocaram em meu pensamento como hyperlinks mentais, tive de segui-los, cataloga-los e definir o porque de minha mente ter me levado a eles.

Percepções a que me refiro foram "insights" e metáforas que percebi durante a sessão. Então quero dizer que o que escrevo são alusões aos signos e significados do regime nazista. Não procure por aqui causas eficientes ou materiais do nacional-socialismo. Simplesmente ouso escrever sobre, o que me pareceu, o que ele é.

A grande revelação deste filme para mim foi a percepção de que se os regimes socialistas/comunistas eram de alguma forma uma substituição da religião natural pela religião do estado, o nazismo seria a substituição do judaísmo, transformado numa espécie de "judaísmo de estado". Mas este "judaísmo de estado" teria tanto a ver com o judaísmo original como uma missa negra tem em relação à missa católica: de igual valor mas com sinal invertido. Uma contrafação satânica da primeira, como a versão robótica de "Maria" em "Metrópolis" de Fritz lang. E como esta, uma imitação que queria assumir por completo a identidade cultural e religiosa do modelo original, nem que a destruição completa deste modelo fosse necessária.

A Alemanha pós-Primeira Guerra precisava da mesma força que fez Israel se erguer perante seus captores no Egito e na Babilônia, que derrotou Hititas, e outros povos da região; da mesma força que fez Israel, seu povo e sua tradição tão longevo. Era esse o objetivo, com uma diferença fundamental: enquanto Israel tinha o favor de Javé para se manter unido, o deus do Terceiro Reich era o nacional-socialismo. Mas este também era um deus monoteísta, por isso não admitia nenhuma outra crença que não a sua própria. Esta é a chave.

Outro fato notável é que o nacional-socialismo se baseia no conceito de "raça". Tanto quanto se acreditava que os judeus formavam uma "raça" à parte. Se aos judeus foi dado o favor de Deus, somente a outra raça seria dado um favor semelhante. Estaria aí o significado do conceito racial no nazismo?

Nesta nova ordem, Hitler seria o "Führer" (líder). Seria na verdade uma encarnação do "Príncipe" de Maquiavel, pois botou em prática o ensinamento de eliminar os seus inspiradores – no caso os judeus. Este "príncipe" seria diferente, uma versão darwinista de Maquiavel.

Este é um elo quase recorrente. A firme crença nos valores do Darwinismo social dentro do nazismo é repetida a cada momento nas telas, numa prova cabal que tanto o comunismo quanto o nazismo não passam de irmãos siameses. No filme por exemplo, Goebbels condena o povo alemão à própria sorte (o que significava a morte de centenas de civis), pois o povo alemão tinha se mostrado fraco para impedir a invasão aliada, era fraco demais para merecer a glória do nacional-socialismo. Se você pensou na tautologia absurda do darwinismo ("somente os mais aptos sobrevivem, e se sobrevive é por que é o mais apto") , acertou. E frases deste tipo se repetem a cada cena. Com toda este background, não poderia ser diferente o destino dos criadores do nazismo. Estava provado que eles também não eram os mais "aptos" para a empreitada.

O fato de Hitler terminar seus dias num bunker, a dezenas de metros da superfície, longe da luz do sol é mais um signo. Na verdade, o nacional-socialismo viveu sempre dentro de um bunker, isolado da luz. Teve momentos que este bunker ideológico teve o tamanho da Europa, mas não era mais este o caso. Hitler pergunta, face à alternativa de fugir de Berlim "o que o Führer faria escondido numa vila". Claro que ele sabia: não existiria "Führer" num ambiente natural, sem todo o aparato imperial que o cercava. O bunker tinha se tornado real. E aí não havia mais escapatória.

Isto pode ser visto na cena mais significativa do filme – e que remete diretamente ao universo judaico. Falo da cenas relativas a Goebbels e sua família: Se no Gênesis Deus impede Abraão de sacrificar Isaque no último momento, para o deus do nacional-socialismo não havia outra saída senão o sacrifício final.

Uma pena que este sacrifício não serviu para extirpar por completo as raízes do nacional-socialismo do mundo de hoje: elas continuam ainda bem firmes e prestes a dar novos frutos. Diante de tudo isso, não se poder negar a sugestão de Norman Mailer "Sugiro que se aceite a existência do diabo como uma hipótese científica."

segunda-feira, junho 13, 2005

As Raízes do relativismo

O blog do meu amigo Júlio Belmonte teve um bela atualização. A primeira parte de um texto, refutando que a teoria da relatividade seria per se a origem do que se chama "relativismo moral", foi postada. Leiam este trecho: "Paul Johnson, em seu famoso livro “Tempos Modernos”, não hesitou ao falar, logo no primeiro capítulo de sua obra sobre o século XX, ser este o século do relativismo (moral). E sugere a data de 29 de maio de 1919, dia da confirmação da teoria de relatividade de Einstein, como o começo desta era.

Mas o que há de tão especial nesta teoria científica? Simples, a idéia de uma troca de paradigma na ciência. Há de se reconhecer que a ciência alcançou seus mais notáveis avanços práticos e empíricos depois da adoção da matemática como instrumento modelador da natureza. Este foi um pressuposto metafísico feito muito anteriormente, quando Platão, fortemente influenciado pelo desenvolvimento da geometria, especulou no seu livro “Timeu” a possibilidade de a natureza ser composta por agregados de 5 sólidos regulares: cubo, octaedro, tetraedro, dodecaedro e icosaedro. Mas foi somente no século XVII que Galileu deu início a este empreendimento declarando que: “Para entender o universo, você precisa conhecer a linguagem com a qual foi escrito. E esta linguagem é a matemática.”


Comentário: Brilhante. Muito bom. Isso é para aqueles que - por semelhança - acham que a "teoria da relatividade" seria a base teórica do relativismo. Na verdade a origem do relativismo é no psicologismo. Ele é que definiu o ser humano como o centro do universo, criando a idéia que todos os conceitos, crenças, valores e até a ciência são extensões de uma realidade psicológica que não existe de fato. Minha pergunta é : Até Paulo Johnson caiu nessa?
Outra observação é que Platão é uma referência em duplo-sentido, pois se ao mesmo tempo seu apego pela geometria fez incontáveis discípulos na era moderna, sua teoria do mundo das idéias com seus modelos perfeitos, comparativamente ao imperfeitos à nossa volta, o fazia achar absurdo procurar a essência das coisas pela amostragem empírica do universo táctil... O cientificismo de laboratório não teria a menor chance com ele..

Olavo rocks on!

Não sei o que é, mas o fato é que os últimos artigos do Olavo estão indo direto ao ponto. Como os leitores já perceberam, sempre levantei esta questão do discurso liberal ser sempre só econômico.
Olavo dá outra dimensão a esta percepção, como só ele. Este artigo "Debate Assimétrico" é perfeito:
"Como a estratégia socialista jádesistiu faz tempo da estatização total da economia, admitindo a necessidade de reservar pelo menos algum espaço para as empresas privadas, a defesa da economia de mercado é facilmente absorvida e instrumentalizada pelo establishment esquerdista, que pode repetir ipsis litteris cada palavra do ideário econômico liberal sem com isso fazer nenhum mal a si mesmo. Desprovido de sua substância cultural, moral ou religiosa, o discurso liberal pode tornar-se nada mais que uma forma inconsciente de colaboracionismo."

sábado, junho 11, 2005

Sobre a audiência do blog (2)

Outra referência que não poderia deixar de informar é que a Atlas Foundation - fundação que incentiva a liberdade individual e econômica em todo o mundo, tem u blog com uma seleção de "notícias e análises de vozes independentes de todo o mundo".
O "Swimming Against the red Tide" está lá:
"Luís Afonso Assumpção of Porto Alegre offers a blog on the culture and politics of Brazil from a free-market point of iew."

sexta-feira, junho 10, 2005

Audiência do meu blog em inglês

Após eu publicar a versão em inglês do fantástico texto do Olavo "Raízes do Novo Mundo" no meu blog (http://againstred.blogspot.com) percebi um grande aumento de audiência. Outros artigos publicados por lá também tiveram uma grande aceitação na blogosfera.
Aqui alguns dos blogs e páginas que me linkaram:

http://www.no-pasaran.blogspot.com - Página muito critica do euro-socialismo, social-democracia e da União Europeia , da França
http://finnpundit.blogspot.com - Outro crítico da social-democracia , da Finlândia.
http:////www.findory.com - Uma página de clipping.
http://www.theglitteringeye.com - Outro bom blog crítico.

Agradeço especialmente o famoso blogger australiano John Ray, que iniciou isso tudo publicando alguns textos meus e também ajudando na tradução e adaptação ao inglês corrente dos textos em vários de seus sites ou blogs onde escreve:
http://dissectlef.blogspot.com
http://www.theglitteringeye.com/
http://ofint2.blogspot.com/
http://www.majorityrights.com/

Por último , ao apoio de Jeffrey Nyquist, que me enviou a seguinte mensagem::

"Many thanks for writing. I am glad that you are trying to alert people" - JRN

É bom saber que meu trabalho está sendo apreciado por tanta gente. Mas isso também coloca um peso maior de responsabilidade no que é publicado por aqui...