terça-feira, maio 02, 2006

Ator fez apelo a PMs para não ser preso

O pior é que este indivíduo ficou famoso mesmo fazendo dezenas de programas infantis na TV Cultura...
Não reconheci pelo nome, mas quando acessei a internet em busca de fotos, fiquei abismado.

Deve ser por isso que ele não queria queimar a sua "imagem".. Claro, qual é a produtora infantil que vai empregar um ator-usuário de droga???

Mas como no Brasil tudo é possível, pois até uma ex-ninfeta, ex-capa da playboy, que fez filme como corruptora de menores, acabou apresentadora de programa infantil, talvez ele até tenha programa próprio para a criançada.

Imagino o nome : "O Clube da Fumaça do tio Charles"

Ator fez apelo a PMs para não ser preso
 
 

 
"No trajeto da Rocinha à 15ª DP (Gávea), o ator da TV Globo Charles Adrian Paraventi, 36 anos, fez um apelo aos policiais que o prenderam. "Se eu for para a delegacia, estou arruinado", afirmou ele, ao ser detido com uma trouxinha de maconha. Sua assessora, Yara Pegorel Batista, 29 anos, portava quatro papelotes de cocaína.

Desesperado, o ator ofereceu aos PMs R$ 20 mil e uma Parati. "Ele parou o veículo no caminho seis vezes para nos convencer", disse o sargento Paulo do Carmo Vales, do 23º BPM (Leblon). Charles foi autuado por uso de drogas e corrupção ativa. Beneficiado por alvará de soltura, ele foi liberado à 1h de ontem da carceragem da Polinter do Grajaú."


Da Fundação Atlas da Argentina: Livre comércio é bom para a saúde!

Recebi do pessoal da Fundação Atlas , seção Argentina, este comunicado de imprensa que divulgo abaixo.
Ele, por sua vez, revela um estudo que prova que o livre comércio melhora as condições de saúde de um país, no sentido de melhorar o acesso aos medicamentos.

Bem o contrário de que milhares de manifestantes anti-isso e anti-aquilo tentam nos convencer aos gritos - histéricos - por (quase) toda a América Latina.

Segue a íntegra do comunicado e o link para o estudo completo.

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Comunicado de Prensa

2 de mayo del 2006

 

El libre comercio mejora las condiciones de salud,

y es falso que restrinja el acceso a medicamentos

 

Un reciente estudio afirma que el libre comercio promueve una mejor salud pública, y que los tratados comerciales tienen el mismo efecto.

 

Buenos Aires, 2 de mayo, 2006: A diferencia de lo que proclaman los activistas que se oponen al libre comercio, un reciente estudio* muestra que la apertura comercial entre las naciones es buena para la salud pública, en particular en los países en vías de desarrollo.

 

De acuerdo con el estudio, los tratados de libre comercio tienen el mismo efecto, y no es cierto que restrinjan el acceso de la población a medicinas esenciales.

 

Los principales puntos de este estudio son:

 

Ø       Está demostrado que el libre comercio genera crecimiento económico y riqueza, condiciones fundamentales para una mejor salud pública. El crecimiento y la riqueza permiten tener mejores acueductos y alcantarillados, mejores instalaciones de salud y más tecnología, mejor control de plagas, mejores profesionales, etc.

 

Ø       La apertura comercial fomenta también el intercambio de conocimiento y tecnología, con lo cual los avances en salud pueden llegar rápidamente a más personas.

 

Ø       El libre comercio incrementa la inversión extranjera, y dentro de esta la inversión por parte de compañías que investigan y desarrollan tecnología de salud.

 

Ø       Los tratados multilaterales de comercio permiten una mayor oferta de servicios de salud, y estimulan la innovación en medicinas y tecnología terapéutica gracias a la protección de la propiedad intelectual.

 

Ø       Es falso que el libre comercio reduzca el acceso a medicinas esenciales. Estas, en primer lugar, son objeto de una gran cantidad de barreras de importación en muchos países. Además, los acuerdos comerciales no eliminan los medicamentos genéricos. Sólo un 5% de las drogas esenciales, según la lista de la Organización Mundial de la Salud, están protegidos por patente.

 

Como señala Philip Stevens, autor del estudio, "El libre comercio constituye una fuerza poderosa para mejorar la salud de los pobres alrededor del mundo".

 

Stevens añade que "El surgimiento del régimen comercial multilateral bajo los auspicios del GATT, y luego de la OMC, ha contribuido a una impresionante liberalización del comercio mundial que ha sido acompañada por la difusión de la riqueza a casi todos los rincones del planeta, así como de nuevos conocimientos y tecnologías de la salud. Como resultado de este fenómeno, la expectativa de vida ha aumentado a nivel mundial".

 

En momentos en que diversos países latinoamericanos se encuentran en el proceso de negociación y ratificación de acuerdos comerciales con potencias económicas como Estados Unidos, la Unión Europea y Japón, negociaciones en donde el tema de la propiedad intelectual sobre los medicamentos reviste de especial importancia, resulta prudente repasar las razones por las cuales un comercio más libre servirá de catalizador para una mejor salud de los latinoamericanos.

 

Este nuevo estudio muestra cómo 50 años de liberalización comercial ha mejorado significativamente la salud de los habitantes del planeta.

 

 

Libre Comercio para Mejor Salud, por Philip Stevens, director de Proyectos de Salud de la International Policy Network, una organización no gubernamental con sede en Londres. Co-publicado por la International Policy Network (Reino Unido), Fundación Atlas 1863 (Argentina), Instituto Libre Empresa (Perú), Centro para la Divulgación del Conocimiento Económico para la Libertad (Venezuela), Círculo Liberal (Uruguay), Instituto Ecuatoriano de Economía Política (Ecuador), Fundación Libertad (Panamá), Instituto para la Libertad y el Análisis de Políticas (Costa Rica), Instituto Libertad y Progreso (Colombia), Centro Paraguayo para la Promoción de la Libertad Económica y de la Justicia Social (Paraguay), Instituto Libertad (Chile), Fundación Libertad y Democracia (Bolivia), Centro de Investigaciones sobre la Libre Empresa (México) e Instituto Liberdade (Brasil).

 

 

Para acceder a la versión en español de este estudio, por favor visite: http://www.fightingdiseases.org/pdf/Free_Trade_Spanish_web.pdf.

 

 

Para mayores detalles contacte a: Martín Simonetta (msimonetta@atlas.org.ar – 1551 1966 40) y Gustavo Lazzari (glazzari@atlas.org.ar / 15 5452 8574)


sábado, abril 22, 2006

A Grande Muralha da China

Como o ocidente continua se enganando sobre o Milagre Chinês.

As notícias a seguir podem ser lidas como uma colagem – uma amostra de como as notícias da China são tratadas pela mídia em geral. E não só no Brasil. A “Muralha” feita pelo ocidente em torno do que se convencionou chamar de milagre Chinês é intrigante.

Ela se baseia na premissa – sem nenhuma base real – de que o fato de a China haver adotado o sistema capitalista, fatalmente isto a levará a um gradativo abrandamento do regime, restanto apenas ao ocidente esperar o comunismo chinês cair de velho.

Os atuais defensores desta versão são os mesmos que defendiam a democracia Russa. Hoje se sabe que um regime ao velho estilo comunista comanda o Kremlin, ao mesmo tempo que o sistema econômico é o capitalista.

Mas vamos ao fatos.

O primeiro é a denúnica chocante publicada no site www.netforcuba.org e traduzida no Mídia Sem Máscara.

Denunciado campo de prisioneiros estilo nazista na China: Denúncia informa sobre prisioneiros cujos órgãos são retirados para venda, sendo em seguida assassinados e cremados.”

A seguir temos a progressiva “suavização” da notícia. O tom politicamente correto prevalece na notícia publicada pela Folha de São Paulo, numa seção lateral chamada “Medicina Ilegal”, que dá a notícia um acento de incredulidade a toda prova.

China é acusada de roubar órgãos de presos:Organizações internacionais de direitos humanos acusam sistematicamente o governo chinês de abusos de prisioneiros, e muitos dos relatos dão conta do uso de órgãos de executados. Integrantes do movimento neobudista Falun Gong, severamente perseguido pelo regime nos últimos anos, estariam entre os principais doadores involuntários”.

Por aqui terminanos as notícias e começamos com as reações ou pelo menos o tratamento dado aos dirigentes chinenes no ocidente.

O primeiro caso deste é com George Bush, novamente na Folha de São Paulo

Bush pede desculpas a presidente chinês por protesto em discurso: O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu desculpas nesta quinta-feira ao colega chinês, Hu Jintao, pela interrupção de uma cerimônia de boas-vindas ao líder chinês por uma manifestante do movimento Falun Gong, informou Dennis Wilder, diretor em funções para Assuntos Asiáticos do Conselho de Segurança Nacional americano.(..)
As autoridades chinesas consideram, desde 1999, o Falun Gong uma perigosa seita e desmentem as acusações de tortura e de tráfico de órgãos.”


Agora o "gran-finale" nesta pequena mostra de informação, suavização e traição dos ideais de justiça e liberdade pelos mesmos que deveriam estar defendendo-os. Um diálogo que fala por ele mesmo, publicado na Veja:

"Se o senhor precisar de ajuda para usar o Windows, terei prazer em colaborar."(Bill Gates, ao 'presidente' da China Hu Jintao)

Me pergunto se no campo de concentração denunciado na primeira notícia, onde os prisioneiros políticos têm seus orgãos extraídos ainda em vida, os computadores utilizam o sistema operacional de Mr Gates.

Não se enganem. Ajudar ao desenvolvimento da China dentro do regime comunista, também significa ajudá-los a cometer estes crimes contra a humanidade.

quinta-feira, abril 13, 2006

Pio XII teria considerado renunciar se fosse capturado por Hitler

O Papa Pio XII (considerado "nazista" por alguns) na verdade era alvo de um plano de sequestro pelos nazistas.
E planejava renunciar ao papado se fosse sequestrado por eles , diz um novo livro sobre o tema.
Leiam este trecho da reportagem..

"No livro 'Spione in Vatikan', de Werner Kaltefleiter e Hans Peter Oschwald exploram as iniciativas contra o Vaticano desde o início da Segunda Guerra até os dias de hoje. O livro dá especial atenção aos esforços da Alemanha de Hitler e dos regimes comunistas em enfraquecer a Igreja. Os autores dizem que Hitler entusiasticamente autorizou uma missão ao Vaticano, a ser realizada em 1943, com o objetivo de sequestrar o Papa.

A implacável hostilidade de Hitler em relação ao Sumo Pontífice e a determinação de Pio XII em deter os planos de sequestro, contrastam fortemente com as acusações de alguns, que dizem que o Papa era muito tolerante com o regime Nazista".

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Pius XII considered resigning to thwart Nazis

Apr. 13 (CWNews.com) - Pope Pius XII was aware of Hitler's plan to kidnap him, and prepared a letter of resignation to take effect if he was captured by the Nazis, according to the author of a new German book on the wartime Pontiff.

The authors of the new book, Werner Kaltefleiter and Hans Peter Oschwald, say that Pope Pius had signed the resignation letter, stipulating that he would revert to the status of a cardinal if he was taken hostage, the Italian ANSA news agency reports. Excerpts from their forthcoming book have appeared in the German daily Bild.

Father Peter Gumpel, a Jesuit historian who is working on the cause for beatification of Pope Pius XII, confirms that the Pontiff had tentative plans to resign in case he was captured. While skeptical about the existence of a signed resignation letter, Father Gumpel believes that a "verbal agreement" had been reached to allow for a change in leadership at the Vatican in his absence.

In their book, Spione im Vatikan, Kaltefleiter and Oschwald explore espionage efforts against the Vatican from the beginning of World War II to the present day. The book gives special attention to the efforts by Hitler's Nazis and by later Communist regimes to undermine the power of the Church. The authors say that Hitler enthusiastically authorized a raid on the Vatican, to take place in 1943, with the objective of kidnapping the Pope.

Hitler's implacable hostility toward the wartime Pontiff, and the determination of Pope Pius to thwart the kidnapping plans, contrast sharply with the charges made by critics who say that the Pope was too willing to tolerate the Nazi regime.

http://www.cwnews.com/news/viewstory.cfm?recnum=43555

quarta-feira, abril 12, 2006

Coronel Ustra lança livro (e é intimado pela Justiça)

Esta notícia é realmente decepcionante.
A falsificação do passado no Brasil chega a níveis absurdos. Quaisquer brechas na "matrix" são combatidas com fervor militante e apoiadas por uma 'justiça' não tão justa assim.

Convido, outrossim, a todos comprometidos com a verdade a adquirir o livro
"A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", do Coronel Ustra.

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Coronel Ustra lança livro e é intimado pela Justiça

 

Félix Maier

 

O livro "A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", Editora Ser, Brasília, 2006, de 541 pg., de autoria do coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, será lançado hoje, dia 11 de abril de 2006, a partir das 20:00 horas, no Iate Clube de Brasília.

 

Ao custo de R$ 40,00, o exemplar pode ser adquirido via telefone: (61) 3468-6576, por e-mail: averdadesufocada@terra.com.br, ou pelo correio: Carlos Alberto Brilhante Ustra – Caixa Postal 701 – Agência Lago Norte – CEP 71510-970 – Brasília/DF.

 

O coronel Ustra é também autor do livro "Rompendo o Silêncio", editado pela Editerra Editorial (Atual Editora Thesaurus), de Brasília, que teve 3 edições (a 1ª em 1987) e atualmente está esgotado. No entanto, o coronel Ustra coloca-se à disposição de todos para enviar, por partes, via e-mail, o conteúdo do livro, um trabalho de scanner realizado pelo Sr. Severino Mariz Filho.

 

O revanchismo continua

 

Na antevéspera da abertura do "I Encontro Nacional por um Brasil Verde e Amarelo", evento que ficou a cargo do Ternuma Regional Brasília e que foi realizado na Capital Federal nos dias 31 de março e 1º de abril de 2006, o coronel Ustra, recebeu do Tribunal de Justiça de São Paulo uma intimação para se defender, no prazo de 15 dias, das acusações movidas pela Sra. Maria Amélia Telis, do Movimento Tortura Nunca Mais, de que teria sido torturada perante os filhos em 1972.

 

Leia artigo completo em http://www.ternuma.com.br/fmaier62.htm

Um evento realmente imperdível

Comunicação prévia sobre o evento "Seminário Internacional sobre Democracia Liberal".
Observem os participantes!!!

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SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE DEMOCRACIA  LIBERAL


A ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE  SÃO PAULO realizará nos dias 15 e 16 de maio o Seminário Internacional sobre  Democracia Liberal, cujo objetivo é o de apresentar a visão de um grupo de  intelectuais e dirigentes de diversas organizações e países sobre as questões da  Democracia, liberdade e o Império das Leis a partir de uma visão liberal, e  oferecer uma contribuição para políticas específicas baseadas nos princípios  liberais para a América Latina.

  

SEMINÁRIO  INTERNACIONAL SOBRE  DEMOCRACIA  LIBERAL

Democracia, Liberdade e o Império das  Leis

  

Realização: Associação Comercial de São  Paulo

Promoção: Atlas  Economic Research Foundation, Diário do Comércio e  MidiaSemMascara
Organização Técnica:  Heitor De Paola
  

Hotel Caesar  Business

São Paulo, SP,  Brasil, 15/16 Maio, 2006

Avenida  Paulista, 2181

  

 PARTICIPANTES
 
  • Guy Sorman: Cientista Político e  Escritor
  • Armando Ribas:  Economista, Advogado, Professor de  Filosofia Política, Master em Direito Comparado
  • Mary Anastasia O'Grady  (convidada): Membro do Conselho Editorial e Editora da  Coluna das Américas do Wall Street Journal
  • Alejandro Chafuén: CEO e Presidente, Atlas Economic Research Foundation e  Hispanic American Center for Economic  Research
  • Ives Gandra da Silva Martins  : Doutor em Filosofia do  Direito, Professor de Direito e Honoris Causa de várias Universidades, Advogado  Especialista em Tributação
  • Olavo de Carvalho : Filósofo e Jornalista,  Correspondente do Diário do Comércio em Washington, D.C. (por   videoconferência)
  • Jacy de Souza Mendonça:  Doutor em Filosofia do Direito, Professor  de Direito
  • Edgar  Teran:  Presidente da Organização Hacia  la Seguridad – Imperio de la Ley, Ex Ministro das Relações Exteriores da  República do Equador      
  • Fernando Lobo D'Eça: Advogado Tributarista, Membro da Comissão de Comércio  Exterior e Relações Internacionais da OAB/SP
  • Lorenzo  Bernardo de Quirós:Diretor da Fundação Internacional  para a Liberdade
  • Clifford May: Presidente da Foundation for the Defense  of   Democracies
  • Maurice  Ferré:Ex Prefeito da Cidade de Miami e Membro  do Board of Commissioners de Miami-Dade County, Membro da Câmara de  Representantes do Estado da Flórida  
  • Ricardo Lopez Gottig:  Mestre em Economia e Ciência Política e  Professor de Teoria Social, , Escuela Superior de Economia y Administración de  Empresas – ESEADE, Buenos Aires
  • Aleksander Boyd: Fundador e Diretor, Pro Venezuela  Organization [PROVEO],Fundador e Editor, Vcrisis.com, serviço noticioso  independente dedicado principalmente à atual crise venezuelana
  • Percival  Puggina : Instituidor e Presidente da Fundação Tarso Dutra de  Estudos Políticos e de Administração Pública, Conselheiro da Associação dos  Dirigentes Cristãos de Empresas de Porto  Alegre
  • Luis Alberto Lacalle:  Advogado, Jornalista, Ex Presidente e  Senador da República Oriental do Uruguai
  • Joaquin Lavin (convidado): Ex Prefeito de Santiago do Chile,  Candidato a Presidente da República do Chile
  • Guilherme  Afif Domingos : Presidente,  Associação Comercial de São Paulo
  • Ubiratan Iorio : Doutor em Economia, Presidente,  Centro  Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista, Rio de Janeiro, Ex Diretor da  Faculdade de Economia da Universidade do Estado do Rio de  Janeiro 

quinta-feira, abril 06, 2006

O Vaticano, a Guerra Fria e o 'Papa Secreto'

Não sou católico e me considero um crítico severo de muitos dos dogmas da religião católica.
Apesar disso considero que todas as religiões cristãs e judaicas estão em grande perigo no mundo de hoje.

Um dos perigos reais é o materialismo ateu, criado pela visão marxista do mundo e impulsionado pela própria dinâmica desespiritualizante da sociedade de consumo capitalista. Neste ambiente em que o acesso aos bens materiais é facilitado, os homens tendem a esquecer de Deus para brincar com seus novos 'gadgets' tecnológicos.

Isto seria um novo round do desafio de Satanás a Deus, ou seja, uma nova tentativa de provar que os homens são seres egoístas por natureza, que só pensam em Deus em momentos de necessidade material. Apesar de ter perdido vários rounds anteriores (O livro de Jó é a prova de uma de suas derrotas mais flagrantes), Satanás continua tentando...

O outro perigo provêm de uma improvável aliança - 'não-sagrada' ou uma "Unholy Alliance" conforme o livro de Horowitz - que une grupos muçulmanos radicais anti-capitalistas, anti-cristãos e anti-judeus com os eternos inimigos da religião ocidental - os comunistas.

Com todos estes perigos rondando não há dúvidas de que todos os que acreditam em Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo ou Javeh (juntos ou separados) devem unir forças.

Mas mesmo esta intenção sincera às vezes é surpreendida com revelações de que os ataques "de dentro" podem ser muito mais danosos.

Um destes casos é a questão das reformas ou modernização da Igreja Católica.

Encontro dentre os católicos muitos críticos severos destas tendências modernizantes. O maior símbolo delas é o conjunto de medidas implementado pelo "Concílio do Vaticano II", que - segundo a wikipédia - "revolucionou a igreja, mudando seus dogmas e buscando levá-la ao encontro com o mundo moderno." O papa que implementou tais mudanças foi João XXIII (Angelo Giuseppe Roncalli).

João XXIII se tornou papa em 1958 em um - até agora para mim desconhecido - tumultuado processo de votação.

Encontrei um relato surpreendente, baseado num livro de um antigo consultor do FBI, Paul L. Williams, que cita documentos da inteligência dos E.U.A provando que na verdade um outro Cardeal, Giuseppe Siri, foi eleito Papa (seria o Papa Gregório XVII) no conclave que elegeu João XXIII.

A revelação está contida no livro de Williams lançado em 2003, chamado The Vatican Exposed: Money, Murder and the Mafia, que cito a seguir:


Em 1954 o Conde Della Torre, editor do jornal do Vaticano L'Osservatore Romano, avisou ao Papa Pio XII das simpatias do Cardeal Angelo Roncalli pelo comunismo. Outros membros da “Nobreza Negra” também expressaram preocupações similares.[1]

Mas Roncalli [depois conhecido como 'Papa João XXIII'] não escapou das atenções do FBI e da CIA. As duas agências começaram então a acumular vasto material sobre ele e as duvidosas atividades de outros 'progressivos' dentro do Vaticano, incluindo o Monsenhor Giovanni Battista Montini (o futuro Paulo VI).

[...]

Pio XIII havia apontado o Cardeal Giuseppe Siri como seu sucessor.[2] Siri era um raivoso anti-comunista, um tradicionalista intransigente nas questões doutrinárias da Igreja e habilidoso nas questões burocráticas...

Em 1958 [26 de outubro], enquanto os cardeais estavam trancados na Capela Sistina para eleger o novo papa, misteriosos eventos começaram a acontecer. No terceira votação, Siri, de acordo com fontes do FBI, obteve os votos necessários e foi eleito, como o Papa Gregório XVII.[3] Uma fumaça branca surgiu da chaminé da capela para informar aos fiéis que um novo papa havia sido escolhido. As boas novas foram anunciadas às 18:00h na rádio do Vaticano. O locutor afirmou, '' fumaça é branca...Não há absolutamente nenhuma dúvida. Um novo papa foi eleito.''[4]...


Mas o novo papa falhou em aparecer. Dúvidas começaram a surgir se a fumaça era realmente branca ou cinzenta. Para dirimir tais dúvidas, o Monsenhor Santaro, secretário do Conclave dos Cardeais, informou à imprensa que a fumaça era, realmente, branca e que um novo papa havia sido eleito. A espera continuou. À noite a rádio Vaticano anunciou que o resultado continuava incerto. No dia 27 de outubro, o jornal 'The Houston Post' informava em manchete de capa: 'Cardeais fracassam em eleger o papa em quatro votações: Sinais confusos de fumaça causam falsos comunicados.'[5]


Mas os comunicados estavam corretos. Na quarta votação, de acordo com a fonte do FBI, Siri novamente obteve os votos necessários e tinha sido eleito o Supremo Pontífice. Mas cardeais franceses anularam a votação, alegando que o resultado iria causar revoltas generalizadas e o assassinato de muitos proeminentes bispos nos países da Cortina de Ferro.[6]

Os cardeais optaram então eleger o Cardeal Frederico Tedischini como um 'papa de transição', mas Tedischini estava muito idoso para aceitar o cargo.

Finalmente, no terceiro dia de votação, Roncalli obteve o apoio necessário para se tornar o Papa João XXIII.”

--Paul L. Williams, The Vatican Exposed (Amherst, NY: Prometheus Books, 2003), pp. 90-92

Conclusão: Se esta história é verdadeira prova como uma política de "apaziguamento" contra quem quer em última análise te destruir pode ser mais mortal que o próprio enfrentamento. A "baixa da guarda" do Vaticano em favor dos "progressistas" levou a um período de dúvidas e ceticismo dentre seus próprios fiéis. Enfim, uma política suicida a médio prazo e que somente nos últimos tempos - aparentemente - parece haver disposição para recuperar. Espero que Ratzinger possa cumprir esta missão, de reunir o 'rebanho' novamente.


Outra questão a saber é como seria um suposto papado de Gregório XVII, conhecido como o "Papa Secreto".

Mas de qualquer forma é assustador saber o grau de influência da ideologia comunista - abertamente anti-religiosa - dentro de uma organização como a Igreja Católica. Isto só quer dizer que as ameaças ao mundo cristão podem ser infinitamente maiores do que se supunha.
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[1] Biografia Confidencial, “John XXIII”, do Departamento de Estado Americano, data circulação: sem data, data de liberação pública: 15/02/1974; veja também Avro Manhattan, Murder in the Vatican, p. 31.

[2] John Cooney, The American Pope, p. 259.

[3] Despacho do Departamento de Estado Americano, "John XXIII," data circulação: 20/11/1958, data liberação pública: 11/11/1974.

[4] Palavras do locutor foram publicadas no London Tablet, 01/11/1958, p. 387.

[5] Houston Post, 21/11/1958, pp. 1 and 7.

[6] Arquivo secreto do Departamento de Estado Americano, "Cardinal Siri," data circulação: 10/04/1961, data liberação pública: 28/02/1994.

Fonte: http://www.novusordowatch.org

segunda-feira, abril 03, 2006

Homenagem ao movimento de 31/03/64

Eu sou um dos "filhos da revolução" - como falava a letra da música do Legião Urbana "Geração Coca-Cola". Afinal eu nasci depois de 31/03 naquele ano de 1964. Mas ao contrário da letra que prossegue dizendo que os tais 'filhos' daquela revolução eram "burgueses e sem religião", cresci acreditando exatamente o contrário.

Minha homenagem à revolução de 1964 - que ao meu ver teve os seus ideais derrotados "por dentro", isto quer dizer, os mesmos militares que tiraram o país da beira do abismo totalitário nos anos sessenta, contribuíram para sua derrocada moral e econômica nos anos posteriores em função de governos estatizantes e anti-americanos (Geisel em diante) e a completa ausência de contraponto à guerra cultural nas universidades e centros formadores de opinião. Neste ponto a versão acabou vencendo a verdade.
O texto a seguir é uma tentativa de restabelecer aquela verdade, já meio apagada dos corações e mentes de um Brasil "burguês e sem religião" do século 21.

"A Nação que Salvou a si Mesma - A história secreta da legítima revolução do povo brasileiro


A história inspiradora de como um povo se rebelou e impediu os comunistas de tomarem conta de seu país. Raramente uma grande nação esteve mais perto do desastre e se recuperou do que o Brasil em seu triunfo sobre a subversão vermelha. Os elementos da campanha comunista para a dominação – propaganda, infiltração, terror – estavam em plena ação.
A rendição total parecia iminente.... e então o povo disse: NÃO"

terça-feira, março 28, 2006

Caiu Palocci. Mas e o "chefe"?

"Quero esclarecer, Senhor Presidente, que não tive nenhuma participação, nem de mando, nem operacional, no que se refere à quebra do sigilo bancário de quem quer que seja (..) Não divulguei nem autorizei nenhuma divulgação sobre informações sigilosas da Caixa Econômica Federal. Sou consciente das leis e da responsabilidade do meu cargo. Sou consciente das regras da democracia e do Estado de Direito" - Antônio Palocci (carta de demissão)

"Está ficando provado que o lado mais fraco não é o de um simples caseiro. É o da mentira.
" - Francenildo dos Santos Costa

A grande notícia de hoje é de que Palocci caiu. Junto com o presidente da Caixa Econômica Federal , Jorge Mattoso. Em depoimento ontem na PF, Mattoso acabou por revelar outra mentira de Palocci. Ele foi quem ordenou a quebra do sigilo bancário de Francenildo. Mattoso testemunhou que entregou pessoalmente o extrato nas mãos do chefe.

Realmente não havia nenhuma possibilidade de Palocci continuar.

Se um ministro de Estado pessoalmente ordena a execução de um crime contra um inocente, é sinal de que não há mais a menor possibilidade de um Estado de Direito vigorar neste país.

O pior é de as reações da imprensa partem de um princípio de que a 'punição' por perder o cargo já é suficiente. É claro que tem de se descontar aí a inacreditável bancada petista infiltrada nos meios de comunicação que sempre tentarão adocicar o quadro, impedir investigações mais profundas, para ao final salvar a pele de seu amado partido. Pelo menos até dar tempo de o P-Sol ser uma alternativa viável.

Dentro deste contexto, uma notícia vazada, de que a PF não estaria considerando crime a quebra do sigilo de Francenildo (por Mattoso a mando de Palocci) mas sim seu vazamento à revista "Época"!!. Mais um inacreditável golpe para tentar salvar os dedos do governo.

Não, não há motivos para voltar agora. Como Palocci temia, sua queda é menos um obstáculo rumo ao chefe da quadrilha: Luís Inácio Lula da Silva.

Lula já esteve em "cana" uma vez, quando era presidente do sindicato dos metalúrgicos no ABC paulista, lá pelos idos de 1978. Muito antes que a intelectualidade esquerdista anistiada em 1979 o recriasse à sua imagem. Talvez seja hora de considerar seriamente a possibilidade de uma volta às suas "origens", levando consigo as sementes desta ideologia insana que o produziu (traduzindo: Heloísa Helena, a amiguinha de terrorista).

segunda-feira, março 27, 2006

quinta-feira, março 23, 2006

Pobre "Nildo": de testemunha de acusação à "operação boi gordo 2" da era Lula

Quem tem mais de trinta lembra do fiasco que foi a operação "boi gordo": A PF foi convocada pelo governo Sarney para "caçar" o boi gordo, pois faltava carne no mercado - com preços congelados por causa do "plano cruzado" pelo idos de 1987.
O episódio ficou conhecido como um dos mais vexatórios na história da Polícia Federal...
Até hoje.
Deu na VEJA on-line: "PF solicita a quebra de sigilo telefônico do caseiro. "

É isto mesmo: enquanto Palocci, Okamotto são protegidos por sucessivas liminares da justiça, um simples caseiro é usado numa operação ridícula de desinformação que mancha a história da Polícia Federal.

Definitivamente não existe mais Estado de Direito no Brasil.

Estado totalitário em construção

"Oferecemos caixas 24 horas, Bank phone, internet, cheque especial, cartões... Agora, sigilo bancário, só para clientes a favor do governo" - Angeli (cartunista)

O Brasil assistiu nos últimos dias o que um governo pode fazer para intimidar e destruir a reputação de um cidadão honesto usando recursos típicos de regime autoritários.

O caso da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo, sua proibição pelo supremo em testemunhar perante a CPI dos Bingos na semana passada, somado à decisões judiciais que protegiam os verdadeiros acusados como Paulo Okamoto, trazem uma suspeita .

A suspeita é de que este o governo recorrerá a qualquer recurso intimidatório ou de influência aos outros poderes para se manter no poder.

Mas a constatação de que essas práticas não se resumem aos personagens políticos do momento e, portanto, todos nós poderemos ser afetados numa dimensão muito maior, se materializou na quarta 22/03.

Uma matéria do Jornal Nacional mostrou que a Receita Federal ou alguém lá de dentro VENDIA OS DADOS PESSOAS DOS CONTRIBUINTES à empresas (legais ou não) do setor de telemarketing.

Estamos realmente a caminho de um estado totalitário e policialesco.

Leia a matéria a seguir enviada pelo denunciante, Hamilton T. da Silva vice presidente do site politicus.org.br.

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Com o projeto da SuperReceita, levantou-se questionamentos do poder que ela teria sobre o cidadão comum. Agora com o episódio do caseiro, que teve seus dados bancários divulgados sem nenhuma ordem da justiça, outras dúvidas se levantam, desta vez sobre uma instituição bancária.

Mas essas preocupações não me preocupam, pois há alguns anos já sei que nem os dados contidos na Receita Federal não estão protegidos. Muitos dirão que se pode comprar um CD com todos os dados dos contribuintes na Rua Santa Efigênia, famosa área de comércio de produtos de informática em São Paulo, como também de produtos falsificados, pirateados ou contrabandeados. Mas não se tem como provar isso.
Entretanto, desde 2004, comprovei que meus dados pessoais saíram da Receita Federal e começaram um longo caminho percorrendo desde instituições bancárias "sob qualquer suspeita", passando por áreas comerciais de grandes empresas de comunicação, chegando agora aos pequenos comerciantes.

Explico: inspirado no filme "Teoria da Conspiração", desde há muito tempo comecei a colocar diversos códigos em meus dados pessoais, quando era me exigido algum cadastro. Fiz isso num simples cadastro de um site de venda on-line, nos diversos "preencha aqui" de concursos e sorteios, até na minha declaração de Imposto de Renda. Dessa forma, caso recebesse alguma correspondência ou email, saberia de onde meus dados teriam saído. Como tenho o domínio registrado da minha empresa na Internet, uso um serviço do meu provedor que é aceitar todos os emails que venham para meu domínio e não apenas com o endereço correto.

Dessa forma, se você me mandar uma mensagem para esse endereço,
abc@empresa.com.br ou xyz@empresa.com.br, os dois chegaram em minha caixa de entrada, embora meu email não seja nenhum desses. E isso aconteceu num site de busca, que preenchi os dados de minha micro-empresa. Como o email cadastrado era único para aquele site, logo descobri, num SPAM, que minhas informações saíram daquele Banco de Dados. Numa rápida conversa com o diretor da empresa, este verificou que as informações de todos os cadastrados estavam abertas a todos os funcionários da empresa, e que alguém teria copiado e vendido a informação.

Isso é um problema em pequenas empresas, onde se usam sistemas sem
proteções. Mas nunca imaginaria que a Receita Federal poderia ter esse problema.

Nos
últimos anos, na minha declaração de Imposto de Renda, coloquei diversos códigos no endereçamento como no email registrado. Para minha surpresa, no final de 2003, uma grande instituição bancária ligada a uma empresa de cartão de crédito usou meus dados contidos apenas no meu IR para emissão de um cartão de crédito. Depois, no final de 2004, exatamente em 4 de novembro, foi a vez de uma grande editora brasileira me enviar um SPAM, oferecendo suas revistas. Repetiu-se o envio, em 8 de dezembro. Depois, em 27 de janeiro de 2005, foi a vez da revista semanal de uma editora me enviar um SPAM, no meu email cadastrado no IR, e em 16 de abril me ofereceu a assinatura de uma revista com 6 meses grátis de outra. É interessante notar que, até esse momento, apenas a instituição bancária e a editora detinham meus dados cadastrados na Receita Federal, por meio de minha declaração de Imposto de Renda. Entretanto, em 16 de setembro de 2005, uma empresa de Turismo, enviou a mim uma SPAM oferecendo pacotes turísticos. Em 19 de outubro recebo outra oferta. Seguindo o rastro da Internet verifiquei que a empresa poderia ser ligada à editora.

Desse momento em diante, meu email cadastrado unicamente na minha declaração de Imposto de Renda começou a querer ser de "domínio público". Em 28 de outubro outro SPAM de uma outra empresa de turismo, que interpelei o responsável, recebendo como resposta que ele tem "acordos com instituições financeiras onde consegue os dados". E complementa: "também adquiro e troco informação". Realmente, há muita troca de informações, pois em 3 de janeiro deste ano, um site de venda de revelação de fotos me enviou um SPAM, com essa oferta: "durante o mês de janeiro de 2006, a cada R$ 60,00 gastos em um pedido, você recebe um cupom de R$ 10,00 para ser usado em seus próximos pedidos". Dois dias depois foi a vez de um site de empregos oferecer meu currículo "por até 7 dias gratuitos a partir da sua data de cadastro". Mas para que, se eles já tinham meu cadastro? Mas a área de turismo tem predileção pelo meu email do IR (ou eles tem uma melhor rede de distribuição de dados). Em 8 e 17 de fevereiro novos SPAMs, oferecendo viagens no Carnaval. Neste mês ainda não tive novos "fornecedores" para meus dados. "Apenas" os de sempre, como serviços de revelação e cadastramento de curriculum.

Nesse ano, vou trocar novamente o email da minha declaração de Imposto de Renda. Vou colocar outro código secreto também no endereço. Tudo novo. Vamos ver quem paga mais à Receita Federal.

Aconselho aos que ainda não declararam seu Imposto de Renda, criem um email só para eles. É muito interessante saber por onde que anda nossos dados pessoais. Você terá muitas surpresas em sua caixa de mensagens. E não acredito que alguma CPI possa chegar aos responsáveis pela quebra de sigilo.

Ailton Silva

Vice-presidente da ONG Politicus www.politicus.org.br

É a Natureza Humana uma barreira ao Socialismo?

Este é mais um texto extraído de debates em comunidades do Orkut...

É a
Natureza Humana uma barreira ao Socialismo? 


A hecatombe total do sistema socalista-comunista-real (ou-sei-lá-o-que-se-entende-por-isso) na URSS foi uma prova inalienável de que a natureza humana realmente é uma barreira intransponível para o socialismo.
O que todos dizem aqui: Stalin não era comunista, era um monstro, etc...
O que forjou a tantos "monstros" baseados no marxismo-leninismo? Sim. Ela mesma, a indefectível natureza humana.
Dê a um homem poder total numa sociedade totalitária - sem imprensa, sem partidos políticos, enfim sem oposição - em que suas decisões são seguidas à risca.
O que acontece a seguir é o aparecimento do "complexo de Deus". Este homem acha que tem poderesm sobre-naturais sobre os outros homens. Um super-homem - exatamente como Nietzsche apregoava. Ora, a um super-homem não existe "prestação de contas" nem regras a serem seguidas.
Faça este super-homem acreditar que é o arauto de uma revolução para transformar de vez o espírito humano.Que acredite ser o pináculo da evolução Darwinista.
Eis a pequena receita para criar monstros.
Sim, a natureza humana fez toda a diferença no fracasso absurdo do socialismo real. 

terça-feira, março 21, 2006

Em defesa de um capitalismo "científico"

O debate entre capitalistas e socialistas sempre acaba num beco sem saída.
Este texto, postado na comunidade do Orkut "Capitalismo X Socialismo " ,tenta achar as raízes desta situação, com uma saída....

"Estou há algum tempo por aqui, esperando que nasça alguma 'luz das trevas'. Mas acho que não há possibilidade.
Este debate, pelo menos com o que foi apresentado até agora é o que se chama de um debate 'assimétrico'.

Se por um lado tu te declaras capitalista, é obrigado a defender todos os erros da humanidade, como se automaticamente fossem erros do 'capitalismo'.
Por outro lado os defensores do socialismo, ao invés de defender os resultados de quase cem anos de comunismo/socialismo real ou sei lá como o chamam, fingem que não é com eles.

NENHUMA experiência até agora implantada na terra com base nas mesmas idéias e ideais que defendem são válidas. Todas são taxadas de 'enganos'. Ou seja: enquanto os capitalistas tem de responder até pelos arrotos do George W. Bush, a eles basta dizer que o "socialismo científico" ainda não foi tentado...Simples e mágico.

Não há comparação possível entre a realidade e sonhos utópicos.
Pois nos sonhos utópicos tudo é perfeito. O homem se transformará por mágica.
Se este é o caminho então eu inauguro a minha tese: O verdadeiro capitalismo, capitalismo 'científico' ainda não foi tentado!!!

Não venham comparar realidades pálidas deste capitalismo neo-liberal que anda por aí com o verdadeiro 'capitalismo científico'.
No verdadeiro capitalismo-científico-libertário um grande mercado mundial de pessoas haverá de trocar as suas habilidades sem nenhuma restrição. Ao Estado - mínimo - restará apenas a preservação do conhecimento, justiça e da saúde.

Assim o ser humano poderá entrar na nova era dourada e realizar a sua mais perfeita aspiração: A arte!


Para terminar uma citação da Madame Blavatksy (criadora da sociedade teosófica):

'Os maus pensamentos são menos prejudiciais do que os pensamentos utópicos e medíocres. Porque contra os maus pensamentos estais sempre alerta, e estando determinados a combatê-los e vencê-los. Os pensamentos utópicos ou medíocres, ao contrário, servem simplesmente para distrair a atenção e desperdiçar energias'"

sexta-feira, março 10, 2006

Bono, Jeffrey Sachs e "Projeto para o Milênio" da ONU - uma visão crítica

A propósito de um dos meus últimos posts, a respeito do U2, encontrei um artigo do jornalista João Mellão que critica a falta de atenção às idéias de Bono.

"É uma pena que a mídia brasileira, com poucas exceções, quase nenhuma atenção dedicou às idéias políticas de Bono Vox. ...O vocalista do U2 é um discípulo aplicado e dileto do economista Jeffrey Sachs. E Sachs, por sua vez, é considerado pela revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo.

Jeffrey Sachs lançou, no ano passado, um livro brilhante e esclarecedor prefaciado por Bono Vox. Seu título é O Fim da Pobreza, já traduzido e publicado no Brasil. (..)
A tese principal de sua obra é a de que é possível acabar com a miséria no mundo até o ano de 2025. Daqui a pouco menos do que duas décadas."

Jeffrey Sachs é o responsável (um dos) pelo programa "Projeto do Milênio", da ONU, base da proposta do livro.

A edição de janeiro de revista de negócios "Exame" traz um brilhante artigo sobre o tema de autoria do jornalista J.R. Guzzo (editor da revista), chamado "Crescimento, a solução para a miséria" - Nunca se fez tanto para combater a pobreza no mundo. Mas o que mais tem dado resultado mesmo é o capitalismo" . Eis um trecho :

"Para acabar com a miséria, segudo o projeto, é necessário introduzir nos países miseráveis as bases do desenvolvimento sustentado, a democracia legítima e a adoção de valores éticos. É preciso transferir tecnologia, desenvolver mecanismos para a economia de mercado e cuidar das fontes de energia. Acesso à água tratada, microorganismos, condição da mulher - tudo se interliga, é críticoe precisa ser resolvido para a pobreza ser vencida até 2025. E como se faz tudo isso? Basta que cada país rico contribua com aportes de valor equivalente a 0,7% de seu PNB - 70 centavos a cada 100 dólares, o que realmente não vai machucar ninguém".

Agora vem a parte "dura". Pois até agora parece o mesmo tipo de planejamento de viés economicista para os quais a solução de qualquer problema consiste em jogar dinheiro por cima.

"Quem é que vai se encarregar, por exemplo, de demitir os ditadores dos países miseráveis e colocar no lugar governos eleitos democraticamente"? (Respondo: provavelmente George W. Bush, o único que tem experiência no gênero - afinal esta tarefa é dura demais para roqueiros velhuscos como Bono Vox) .
"Mesmo questões aparentemente mais simples, por depender de fatores físicos, prometem dar um trabalho espantoso. O professor Easterly, que é um analista severo dos grandes planos planetários de combate à pobreza, contabilizou não menos do que 449 tipos de medida que o Projeto do Milênio se compromete a adotar: plantação de árvores que fixam o oxigênio no solo; terapia retroviral para a Aids; distribuição de celulares especialmente programados para dar informação em tempo real a agentes de saúde; colheita computadorizada das águas de chuva; e por aí afora."

"O Projeto do Milênio, assim, tem tudo para acabar se transformando num monumento às boas intenções e ficar nisso.

'Não acredito que a ajuda financeira da União Européia tenha sido a chave do sucesso para eliminar a pobreza em Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda' diz William Easterly. 'Esses países se beneficiaram dos recursos recebidos da UE por estarem altamente integrados à região mais rica do mundo'. O mesmo pode ser dizer de outro clássico do gênero. 'No Plano Marshall e na recuperação do Japão, a chave do sucesso está no fato de que foram planos de reconstrução de economias já previamente desenvolvidas', diz Easterly. Enfim, nos dois episódios hoje mais citados de avanço contra a miséria, os da China e da Índia, o papel da ajuda externa tem sido pouco ou nenhum. O que tem funcionado, ali, é simplesmente mais capitalismo e mais crescimento".

Resumo: Diferente do ditado popular que diz que os opostos se atraem, Bono, um pacifista ingênuo acabou se unindo a um economista ingênuo - Sachs. O projeto do Milênio é a contraparte econômica de uma mesma postura. Aquela de que o ônus pela "coexistência pacífica" e da eliminação da pobreza recai sempre sobre os países ricos do ocidente. Para mim a função de Bono seria mais coerente se esquecesse os temas econômicos e fosse promover os valores éticos, democráticos e morais nos países pobres. Com isso, deixaria o capitalismo - firmemente instalado sobre estas fundações - fazer o seu trabalho de criar o desenvolvimento que eliminará a pobreza.
Neste sentido um provável concerto em Teerã teria muito mais efeito.

Porto Alegre é o refúgio de sabotadores e arruaceiros

Quando Porto Alegre perdeu o Fórum Social Mundial, muitos empresários do ramo de hotelaria e a prefeitura lamentaram. Diziam que o evento trazia muitos turistas - e lucros -  à cidade devido à fama mundial de "Capital da diversidade".
"Turistas"? Não poderia se chamar tal bando de arruaceiros e sabotadores de "turistas". Durante as edições do Fórum houve invasão e depredação de lojas do MacDonalds, centros de pesquisa de vegetais transgênicos, inclusive com a participação do "destruidor de MacDonalds" , o francês José Bové.

Enquanto isso o resto dos moradores de Porto Alegre, como eu, não tinha refresco: IPTU caro, impostos sobre serviços mais caros, desemprego alto. Ficava claro que , numa estranha equação, o poder público municipal priorizava "estrangeiros" durante os dias do Forum Social Mundial (inclusive financiando suas atividades) e relegava seus próprios cidadãos à segunda classe. Sim, por que é inconcebível querer manter o FSM por razões estritamente econômicas e não fazer nada durante os restantes 355 dias do ano para trazer desenvolvimento econômico à cidade.

Pois bem, depois desse parênteses, voltamos à carga. Os tais "turistas" preferenciais de Porto Alegre voltaram à cena: Uma conferência sobre reforma agrária da ONU está acontecendo na cidade e , é claro, novas aventuras dos turistas de sempre aconteceram.
Ontem, 08/03/06 um grupo de Sem Terra da Via Campesina, presentes ao evento, invadiram e destruíram o centro de pesquisas e centenas de mudas de eucalipto da sede da empresa de celulose Aracruz.
A empresa já anunciou que um novo investimento de mais de um bilhão de reais não será realizado no estado do Rio Grande do Sul.
O motivo da invasão? Segundo seus realizadores, a destruição era um alerta sobre a monocultura do eucalipto, que poderá transformar o estado num "deserto verde".

Não sei sobre o "deserto verde" , mas efetivamente o deserto de investimentos, empregos e desenvolvimento é o que este estado está pagando por ter se transformado em "refúgio preferencial de sabotadores e arruaceiros"

Existem estados no Brasil famosos pelo turismo de aventura, rural e até mesmo o "turismo sexual". O Rio Grande do Sul está inventando uma nova modalidade , o "turismo de destruição".

U2 e a Infantilização da questão "pacifista"

Lendo o artigo do Olavo de Carvalho no Mídia Sem Máscara, este trecho chamou minha atenção:

"Na visão dessas criaturas primevas, a Nova Ordem Mundial é o bom e velho imperialismo americano que, mal camuflado, estende suas asas sobre o globo terrestre, pondo em risco a soberania das nações pobres, cuja esperança então se volta para os poucos núcleos de resistência espalhados pelo mundo, como Cuba, a Coréia do Norte e os terroristas islâmicos, bravos pigmeus em luta contra o gigante, à imagem e semelhança da Princesa Léa e Luke Skywalker enfrentando aos trancos e barrancos as tropas imperiais sob o comando de Darth Vader (não inventei a comparação; ela já se tornou lugar-comum do imaginário esquerdista)."

Exatamente o meu ponto: Temos hoje de um lado, eventos cada vez mais claros ("mais claros" disse eu? Os fatos estão gritando em nossa cara!) sobre a natureza deste "governo mundial", com a união dos mais variados grupos anti-americanos - aliás, anti-ocidentais, anti-cristãos, anti-democráticos - todos orquestrados a parecer movimentos espontâneos. Do outro lado, por sua vez, temos uma infantilização completa do público que poderia percebe estes movimentos e lutar contra eles.

Por mais radical e aberto que seja o conflito - me atrevo dizer que já passamos da fase da guerra cultural e estamos no início da guerra real - e mais graves as consequências para o mundo livre, menor é a estatura moral e cultural das pessoas para perceber este jogo.

A cultura "pop" - por exemplo, tomando todos os espaços possíveis - já destruiu completamente a cultura geral, o cinema, a música e a própria intelectualidade. Hoje temos um bando de guris a brincar de capa e espada contra o "grande satã" americano enquanto os os verdadeiros inimigos esperam pacientemente a hora de agir.

Boa parte da juventude hoje em dia está tão submersa e escravizada à slogans mentais - tão cuidadosamente aplicados ao longo de décadas, `a moda NLP (programação neuro-linguística) - que não conseguem relativizar por exemplo o "pacifismo", sendo um fim-em-si-mesmo, por algo muito mais importante: a própria auto-preservação.

O exemplo mais grotesco dessa mistificação é a atuação recente do Bono Vox (dizem que é simplesmente "Bono" mas fico com a velha denominação) na América Latina. Li muitos protestos irados contra o recente artigo de Reinaldo Azevedo, do "Primeira Leitura" chamando Bono de "imbecil" e convidando-o para tocar em Teerã.

Todos sabem que, diferente do Reinaldo, aprecio o trabalho do U2. Mas tenho de reconhecer a perplexidade com que recebi a tal conclamação para a "coexistência pacífica" entre judeus, cristãos e Muçulmanos durante os shows no Brasil.Não pode ser o mesmo Bono de duas décadas atrás, no tempo de "Sunday Bloody Sunday".

A letra dizia algo sobre a necessidade de se deixar de lado o sectarismo político e pregava a união da Irlanda numa só pátria, com a benção de Jesus. Mas a canção começou a ser usada como hino revolucionário, ao ponto de Bono, no disco/vídeo "Under a Blood Red Sky" (1983) enfatizar que "Sunday.." não era uma "canção revolucionária". Fez ainda mais. Em 1988 no disco/show "Rattle and Hum" fez um longo discurso contra os apoiadores irlandeses-americanos da tal "revolução": "Que glória há em jogar uma bomba durante o desfile de veteranos de guerra, em frente de seus filhos e netos"?. "Que glória há em morrer pela revolução"? Perguntava, ante uma platéia perplexa.

Bono pregava a união, mas sabia o que era moralmente condenável . E sabia como a pregação por "união" sem o devido julgamento moral poderia levar a uma romantização da "revolução" e da violência.

E aqui chegamos. Com todas estas lições aprendidas, Bono volta a exaltar a coexistência "pacífica" sem nenhum reparo moral. Revolucionários islâmicos explodem-se levando centenas de inocentes consigo. Protestam e queimam embaixadas por causa de "charges" ofensivas. Era justamente a hora de se perguntar de novo, corajosamente: "Que glória há em morrer pela revolução"?

Pode ter faltado coragem, mas se não for é o atestado mais emblemático da idiotização geral das percepções e ações humanas contra o mal. Coexistência pacífica? Tenho de concordar com o Reinaldo: Bono, vai para Teerã!

quinta-feira, março 09, 2006

"Cuba nas Colinas do Golã" - Trecho de "Cuba Nostra", de Alain Ammar

Trecho de "Cuba Nostra", de Alain Ammar

O livro de Alain Ammar já revelou o triste fim de Salvador Allende (segundo o autor, assassinado a mando de Fidel).
Leiam este trecho, da história meio esquecida da "aventura" cubana lutando contra Israel em apoio à Síria em 1973.

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Cuba nas Colinas do Golã
Antes de engajar maciçamente suas tropas na África, Castro tinha necessidade um grande banco de provas. Foi a Síria. Uma intervenção mascarada, quase desconhecida. Ninguém foi informado da nova "epopéia" dos soldados cubanos em terras estrangeiras, naquele fim do ano de 1973.

 
Foi somente em de 22 de dezembro de 1975, no discurso perante o Primeiro Congresso do Partido Comunista de Cuba, que o "Líder Máximo" reconheceu, publicamente, a intervenção de uma força armada cubana regular, ao lado de centenas de conselheiros soviéticos e de dezenas de milhares de soldados de Hafez El Assad: "Não é nenhum segredo que, numa ocasião de perigo e de ameaças à República da Síria, nossos homens foram para a Síria."
Castro fez também uma alusão ao fato numa entrevista ao semanário italiano "Época", de 15 de janeiro de 1978. Num outro discurso, no dia Primeiro de Maio de 2003, isto é, trinta anos depois, Fidel Castro relembra esse feito do exército: "Uma brigada inteira de tanques monta guarda nas Colinas do Golã, a pedido da nação árabe da Síria, quando esta parte do território foi, injustamente, arrancada daquele país."

Portanto, essa ajuda militar à Síria, oficialmente acompanhada pelo envio de duas outras brigadas, de "ajuda médica" dessa vez, passou pouco percebida, apesar dos protestos oficiais de Shimon Peres, então Ministro da Defesa israelense, como se nenhum dos lados demonstrasse interesse em divulga-la.
Em setembro de 1973, durante a Quarta Conferência dos Países Não-Alinhados, na Argélia, o coronel líbio, Muammar Kadhafi, exigiu que Cuba fosse expulsa do movimento, pelo fato ter afirmado apoiar as posições soviéticas. Desafiado ao vivo, Fidel Castro reagiu, com grande surpresa para seus próprios diplomatas, incluindo seu embaixador em Tel Aviv, ao anunciar, uma hora antes do encerramento da Conferência, o rompimento das relações diplomáticas com Israel. Em conseqüência, Kadhafi se precipitou nos seus braços, seguido pelo líder da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat. Foi o primeiro encontro entre Arafat e Castro.

 
Rapidamente, o Comandante passa do gesto à ação. Os preparativos para uma ação militar seguem acelerados em Havana. Alguns dias depois, em 6 de outubro, estoura a Guerra do Yom Kipur. O jornal do Partido Comunista, o "Granma", aparece com a manchete na primeira página: "A barbárie sionista na Síria." As tropas cubanas não poderiam se reunir á Guerra do Yom Kipur, mas estariam presentes na retaguarda.

 
Durante meses, no outono de 1973, os conselheiros militares cubanos prepararam o exército sírio, pois seus oficiais não tinham os conhecimentos necessários, especialmente em matemática e geometria, para emprego do material de artilharia fornecido pelos soviéticos: canhões automáticos SAO100, tanques T-34 e T-55, morteiros de 120 mm, canhões antitanques de 57 mm, canhões de 156 mm, lança-foguetes BM 22. (os formidáveis Katiushkas ou "tubos de órgão musical de Stalin") e outros. "Também foi feito um sistema de construções defensivas, explica Juan F. Benemelis. ("As Guerras Secretas de Fidel Castro"- Fundación Elena Mederos, 2003). O Golã foi, e ainda é, porque tudo foi deixado intacto, cortado por corredores subterrâneos." O arcabouço necessário para uma intervenção maciça estava então formado. Era necessário encobrir os homens."

 
As tropas castristas, cerca de quatro mil e duzentos homens, se instalaram ao pé das Colinas do Golã, durante a "guerra de atrito", que durou de fevereiro a maio de 1974, enquanto que uma de suas brigadas foi encarregada de garantir a defesa de Damasco. Esses homens entraram em combates esporádicos com as tropas israelenses, que constataram, com surpresa, a precisão dos tiros e a presteza dos combates, longe do amadorismo dos exércitos árabes. Intérpretes palestinos, formados militarmente em Cuba, serviram de ligação entre os exércitos sírio e cubano. Os serviços de inteligência israelenses interceptaram numerosas conversas em espanhol. O General Moshe Dayan, informado, denuncia, numa mensagem de televisão, em 31 de março de 1974, a presença de soldados cubanos no Golã. (David J. Kopilov – "Cuba, Israel e a OLP", Washington, Cuban-American National Foundation, 1985).
O Ministro cubano da Defesa, Raul Castro, fez uma visita de inspeção às tropas em setembro de 1974, acompanhado por Hafez El Assad. Ele condecorou as tropas "internacionalistas" presentes em solo sírio.

 
Juan Vivés teve ocasião de visitar um certo número de feridos graves, repatriados, no Hospital Piti Fajard, de Havana. "É muito difícil avaliar as perdas cubanas, disse. Fidel pensa que confessar as perdas cubanas constitui sinal de fraqueza. É por isso que, quando apresentam os números, eles são fantasiosos."

 
Dentre as ações que mais causaram mortes aos militares cubanos, Juan Vivés indica a explosão de uma mina à passagem de um canhão sobre rodas SAO100, acompanhado de muitos soldados da infantaria, assim como um caminhão conduzindo de duas dezenas de homens. Dois tanques T-55, que entraram numa zona controlada pelos israelenses, foram bombardeados por helicópteros do TZAHAL. Houve cerca de 180 mortos e 250 feridos em volta do Golã.

 
Os cubanos deveriam, assim, suplementar seus ideais destinados a morrer em nome dos objetivos "internacionalistas" estabelecidos pelo Comandante-em-Chefe.

 
O número de vítimas cubanas se elevará exponencialmente em conseqüência das campanhas que se seguiram, todas coordenadas ou principalmente ordenadas pela União Soviética, que não poderia enviar, diretamente, suas tropas para terrenos de operação no Oriente-Médio ou na África, sob pena de deslanchar uma resposta ocidental, especialmente americana.

 
"Do livro "Cuba Nostra", de Alain Ammar, com o testemunho do ex-agente secreto Juan Vives e a participação de Jacobo Machover. (Plon, outubro de 2005- Paris), pág. 201/204./
Alain Ammar é repórter da televisão francesa TV1. Juan Vives, vive na França, desde 1979. Jacobo Machover é cubano, escritor, jornalista e tradutor, vive exilado na França
 
Tradução: Herman Glanz

quinta-feira, março 02, 2006

Gripe Aviária pode ser arma biológica soviética, afirma cientista

Graças ao website "Once Upon a Time in West" fico sabendo desta notícia do Moscow News site: Cientista da Geórgia declara que a gripe aviária pode ser uma arma biológica soviética (Moscow News) : "O vírus da gripe aviária H5N1, que é perigoso para os seres humanso, pode ser sido artificalmente criado, segundo o biologista georgiano Dmitry Kipiani em entrevista à radio "Imedi" da Geórgia na segunda, 27/02/06.

“Não podemos ter certeza disso mas há algumas evidências circunstanciais, incluindo os assassinatos não solucionados de renomados micro-biologistas em alguns países.”
A antiga União Soviética desenvolveu armas biológicas por décadas. "Esta informação não é nenhum segredo, pode ser encontrada na internet", afirma.
A Gripe Aviária é muito mais letal doi que o virus SARS que atingiu a Ásia no ano passado e poderia gerar uma pandemia que mataria algo em torno de cinquenta milhões de pessoas, de acordo com a OMS."


Para aqueles que acreditam que a guerra fria acabou, assim como o comunismo, no início dos anos noventa, sinto informar o contrário.
As evidências dos preparativos de China e Rússia para uma enventual guerra são eloqüentes demais.

Que Deus nos ajude!

terça-feira, fevereiro 21, 2006

As charges da Dinamarca e "O Nome da Rosa"

Algo de incomum: As razões que levaram o personagem Jorge de Burgos a esconder o "Livro do Riso" de Aristóteles - e a cometer uma série de assassinatos - descoberto por Guilherme de Baskerville em "O Nome da Rosa" (Umberto Eco), são as mesmas da fúria muçulmana contra os cartunistas Dinamarqueses.

O site - MONTFORT explica: "Qual o segredo escondido no 'Finis Africae'? Era o livro de Aristóteles sobre o riso, que o místico Jorge de Burgos não queria que fosse lido, porque, por meio dele, o racionalismo destruiria, segundo Jorge, toda a Fé. Só ri aquele que compreende. O riso é próprio do ser racional. O entendimento obtido de modo inesperado e muito claro dá uma tal satisfação ao intelecto que o homem ri.

Se o racionalismo passasse a usar de modo filosófico a arma do riso - de que trataria o suposto livro do Estagirita - o último limite estaria transposto e chegaria o fim dos tempos. A Fé seria destruída."

O riso pode realmente ser revolucionário...