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quinta-feira, outubro 28, 2010

Olavo de Carvalho: As Quatro Glórias Nacionais

Comentário:

O novo artigo do Olavo de Carvalho aponta que as "quatro glórias nacionais", tão valorizadas mundo afora, não tiveram a sua origem no "governo-que-criou-o-Brasil", segundo a propaganda oficial, pelo contrário, foi apenas a continuidade de políticas que já davam certo no período anterior.
O "período anterior" é justamente o governo de oito anos do PSDB. Olavo reconhece o trabalho de FHC, o governo tampão de Itamar Franco- e por extensão o de Serra, como ministro da economia e da saúde.
Portanto, apesar de toda a percepção de que PSDB e PT são irmãos, o grau de periculosidade de ambos é diverso. Afinal Caim e Abel eram irmãos. Esaú e Jacó, idem.
Colocando em termos simples:
Foi o governo do PSDB, para o bem ou para o mal, é que gerou tudo o que o PT hoje orgulha-se: estabilidade econômica como também o financiamento de movimentos quase-terroristas (sabotadores, por certo) como o MST e outros, além da introdução do politicamente correto na cena politica -- fato denunciado por Olavo ainda nos anos 90.
Tudo, efetivamente tudo o que o PT tem, deve ao PSDB.

Mas isso posto, vale ressaltar que apesar de tudo isso, a única vantagem que o PSDB oferece são três. Duas reais e outra dentro do domínio das possibilidades universais.

A primeira: O PSDB respeita as liberdades civis e a constituição.
A segunda: O PSDB não tem militantes de rua.
A terceira: Ou o PSDB acha a sua turma ou desaparece. Por "achar a sua turma" seria, abandonar o culto boboca ao partido irmão e partir para carreira solo. Mas de olho no novo eleitorado sensibilizado com a atual campanha tucana. Um deslocamento à direita.

Os partidos republicano e democrata, nos EUA já passaram algumas vezes por estas transformações. Por que não poderia acontecer aqui?

De qualquer forma, estou dando muito tratos à bola. O voto em Serra é apenas o voto anti-PT possível. Nada além disso.
Leia-se "anti-PT" como "tentativa de adiamento da morte certa por qualquer iniciativa tola ou vã, como tentar atrasar os ponteiros do relógio para ver se ganhamos tempo ou diminuir a velocidade do automóvel rumo ao muro de concreto por puxar o ponteiro da velocidade para trás".
Pura tolice.
A única que nos resta??



Diário do Comércio

Quatro glórias nacionais

Olavo de Carvalho

Leio nas mensagens do Investor's Daily Edge, sempre interessantíssimas, que os investidores internacionais têm quatro razões sólidas para apostar seu dinheiro no Brasil e acreditar que o país pode superar a badalada China nas próximas décadas. São elas:

1. O Brasil já passou pelo pior e fez, de uma vez para sempre, as escolhas decisivas em matéria de estabilidade econômica.

2. O Brasil é uma economia quase auto-suficiente. As exportações fazem apenas 14 por cento do nosso Produto Interno Bruto, o que significa que, na hipótese de um colapso econômico global, sairemos praticamente ilesos, enquanto a China, a Índia, a Rússia e outros autonomeados donos do futuro irão mui provavelmente para o brejo.

3. Ao contrário dos EUA, da Grécia, da Espanha, de Portugal e de tantos outros países, temos dinheiro no banco. Precisamente em razão do fator número 1, nossas reservas financeiras nos põem bem a salvo de qualquer tranco vindo de fora.

4. O Brasil tem imenso potencial agrícola não aproveitado. Enquanto aí pelo mundo as terras produtivas vão escasseando e os limites legais para a sua aquisição vão aumentando, neste país pelo menos uns duzentos e sessenta e sete milhões de acres estão prontos para ser adquiridos a baixo preço e começar a produzir imediatamente. As perspectivas são ótimas: nossa agricultura, essencialmente de livre mercado, é mais rentável que a agricultura subsidiada dos EUA e da maior parte dos países da Europa.

São glórias nada desprezíveis, não é verdade? Mas, ao contrário do que poderiam desejar os adeptos mais afoitos do triunfalismo lulista, o Investor`s Daily Edge deixa claro que as de número 1, 2 e 3 não vêm do mês passado, nem do ano passado, nem, para dizer a verdade, dos últimos oito anos: são o resultado do bom trabalho feito desde a primeira metade da década de 90 pelo presidente Itamar Franco e seu ministro Cardoso, depois presidente e continuador da obra. Se o sucessor deles, Lula, não mexeu no time que herdou nem nos planos de jogo, é apenas sinal de que não é louco ou, se o é, não rasga dinheiro. Lênin ou Mussolini, no lugar dele, não agiriam diferente. Por mais que a memória falhe a quem não deseja recordar, diverso é o mérito de quem faz e o de quem simplesmente não desfaz. Toda a ação econômica do governo Lula foi a de um pato no rio: deixar-se levar pela corrente e grasnar de auto-satisfação.

Quanto ao fator número 4, ele diz respeito precisamente ao tal "agronegócio", aquela coisa que petistas, emessetistas e malucos em geral odeiam como à peste e culpam por todos os males da nacionalidade. Bendita peste, no entanto, que alimenta o Brasil com comida barata, espalha o demônio da obesidade entre os esfaimados e ainda faz do país a menina-dos-olhos dos futuros investidores e um forte concorrente da China na disputa por um lugar privilegiado entre as nações.

O Brasil, em suma, só tem uma economia pujante e um belo futuro graças a três coisas que a esquerda dominante não fez e a uma quarta coisa que ela detesta.

Pensem nisso quando forem votar no próximo domingo.



quinta-feira, abril 15, 2010

O conceito Estético Na Cultura Brasileira - Uma Análise



No outspeak desta semana, Olavo de Carvalho fala de um autor,
Mário Vieira de Mello, que em "O Problema do Estetismo no Brasil" (1963) - há mais de quarenta anos - identificou um problema-chave em nosso desenvolvimento civilizacional: O estetismo.

Na internet, encontrei um resumo desta obra. Em sua leitura, principalmente, nos "sintomas" do estetismo nós, brasileiros, temos um raio-x de nossa miséria intelectual.

Também responde de maneira certeira à indagação sobre o motivo de um debate tão relevante ter sido silenciado desde os anos 80. Coincidentemente, durante o período de "redemocratização" do país.
Claro, a guinada à esquerda e a ascenção do politicamente correto no país, fizeram a análise de Mario parecer "reacionária".
O silêncio (dos inocentes?) só foi quebrado oficialmente em 1996 com a publicação do "Imbecil Coletivo".
Abaixo reproduzo o texto de Sergio Pereira da Silva (grifos meus).

Por quem e por que foi silenciado o debate sobre o estetismo, na cultura brasileira?
"Mas, afinal, o que é o estetismo?

Algumas coisas nos vêem à mente para caracterizá-lo: seria fazer para inglês ver; seria o grande empenho retórico no ponto de partida dos projetos e perda desse empenho ao longo do mesmo, até culminar o tempo do projeto, sem que os objetivos tenham sido alcançados; seria um grande empenho na aparência (primeira capa) dos trabalhos e fragilidade ou superficialidade no conteúdo e extensão dos mesmos; seria excessiva ornamentação nos projetos de estudo, de ensino e improviso na sua implementação; seria leitura superficial e panfletária, assim como ausência de aprofundamento nas questões polêmicas, sejam políticas, culturais ou científicas, em função da crença de que a ornamentação do enfoque (o fazer-de-conta-que-se-faz) e intenção alardeada, bastam; seria a presença física em sala de aula, ou através da assintura no trabalho em grupo, como condição suficiente (ornamentação) e legitimadora da aprovação no curso, na disciplina; seria ainda o cristalizado “ethos” de que a intenção é suficiente e de que a não conclusão dos empenhos é devido às determinações, quase sempre macro e, portanto, alheias à força de vontade do indivíduo etc..


Esse estetismo não aparece somente nas práticas discentes. Para cada ação do discente há uma correlação estimulante nas práticas docentes e conivência dos gestores da educação. É, portanto, um fenômeno cultural, não há culpados individualizados no ponto de chegada desse fenômeno cultural. Como fenômeno cultural, não há uma consciente intencionalidade que organiza e implementa essas posturas e atitudes.

De onde vem esse estetismo? Regis de Morais (Cultura Brasileira e Educação,2002); Mário Vieira de Mello(O conceito de uma Educação da Cultura1980 e Desenvolvimetno e Cultura – O problema do Estetismo no Brasil,1986) culpam os portugueses, sua colonização de exploração e sua superficial acolha do estetismo renascentista italiano. Os portugueses teriam se apropriado do estetismo via França, não beberam direto das fontes italianas. Além disso, são famosas a incompetência e superficialidade lusitanas na compreensão e apropriação da densa filosofia européia.

Para estes autores, nossos primeiros acadêmicos, na “República dos Bacharéis”, foram os juristas, formados em Portugal, inclusive estes juristas eram responsáveis pelas primeiras aulas de Filosofia no Brasil. Ora, com o brilho retórico e espetaculoso, que tem sido o timbre das escolas e grupos jurisconsultos no Brasil, não é de se admirar que nossos primeiros professores universitários trouxeram, de Portugal, os germes do estetismo no interior de suas boas intenções formativas. Para esses juristas, o belo antecedia em valor moral ao verdadeiro, o empolgante ao idôneo, o brilho à seriedade, a complacência ao rigor. O conceito de estética de Mello e Morais é inspirado em Kierkegaard, filósofo dinamarquês e difere da versão nietzschiana correspondente.


Essa cultura educacional estetizante, segundo Morais e Mello, recebeu o reforço de uma emergente nação sem consistentes bases éticas. Esses autores acusam o catolicismo brasileiro de fragilidade ética enquanto os protestantes de outras colônias eram mais rigorosos nesse quesito. De fato, são famosas as diferenças entre a ética protestante e a católica no que diz respeito ao modo de lidar com as coisas desse mundo, com os valores de conduta, com a interferência nos desafios cotidianos de subsistência, de produção, de colonizar para construir uma nova pátria (em vez de explorar e pilhar a colônia em proveito da “Metrópóle”), dentre outros desafios imanentes.

Desse modo, nosso Brasil “ocidental”, rescém-emancipado de Portugal, nasceu num contexto imoral, habituado a exemplos de pilhagem, superficialidade, descontinuidade e fragilidade nos projetos sociais. Nasceu sem raízes fincadas nos mananciais éticos forjados pelas grandes e seculares culturas européias. De lá prá cá, modismos e descontinuidade se alternam e somos cada vez mais espetaculosos, histriônicos e superficiais. Nosso empenho e rigor tem fôlego curto porque o espetáculo da nossa retórica já nos satisfaz; nossa catarse, numa cultura estetizante, já basta por si só.


A argumentação desses autores não pode ser resumida nessas breves linhas sem que contradigamos ou superficializemos suas idéias, mas o essencial é isso: não somos sérios, somos superficiais em quase tudo que fazemos e o motivo é nossa colonização cultural, sem a vontade/intenção do colonizador de projetos a longo prazo, sem consistência ética na cultura de exploração desse colonizador.

Pôxa!! Que banho de pessimismo desses autores em relação à nossa brasilidade! É quase uma difamação. Difícil é afirmar que eles não têm alguma razão no que dizem e, mais difícil ainda, é ignorar ou negar que, nos trabalhos acadêmicos e científicos e demais atividades na universidade, agimos tal qual descrevem.


Inspirados nesses autores, concluímos que carecemos de um “choque cultural”, uma espécie de quimioterapia cultural, porque seria algo arrojado, com danos colaterais, mas imprescindível. Nos mais diversos espaços sociais: família, igreja, sindicato, escola, universidade, nas ruas, nos shopping centers, na tv, no rádio, na internet etc.., precisamos fazer a catequese ética dos cidadãos. Mostrar, com exemplos concretos, que precisamos mais ser éticos do que estéticos, na perspectiva que foi descrita.


Finalmente, cabe indagar: por que esse debate relevante e pertinente, da década de sessenta e setenta foi calado, ignorado nas décadas de oitenta e noventa do século passado?
Uma resposta provável e plausível é a de que o marxismo emergente, nos debates acadêmicos na segunda metade do século XX, profundamente estetizante na sua versão brasileira, aliado ao poder do catolicismo na vertente tradicional tanto quanto na “Teologia da Libertação”, também impregnado de práticas estetizantes, estigmatizaram as análises de Mello (em quem se inspira Morais especificamente nesse tema) como sendo “moralistas e reacionárias” e lograram o êxito político de expulsá-las do debate cultural, pedagógico e político hegemônicos. Qualquer que seja a resposta à pergunda que intitula esse breve texto, urge recuperarmos esse debate como mais uma perspectiva a contribuir na compreensão da nossa brasilidade e sua implementação nas práticas educacionais."


Prof. Sérgio Pereira da Silva - UFG- Catalão









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quarta-feira, abril 14, 2010

Desinformação e Influência Vendida como Notícia: Movimentos "Católicos" Pedem o Fim do Celibato

Dedico este artigo a todos os meus amigos empenhados em resistir contra a nova ordem mundial, especialmente contra o movimento gayzista, como Julio Severo & Olavo de Carvalho.

Um exemplo, aqui em Portugal.

A reportagem a seguir, de autoria de Ana Bela Ferreira é um primor. O título da matéria é "Movimentos católicos pedem fim do celibato".
Pelo seu título imagina-se movimentos católicos típicos - aqueles já enraizados e tradicionais dentro da Igreja, como famílias, associações de caridade et caterva - é que estão pedindo o fim do celibato, por acreditarem (mesmo erroneamente ) que o "celibato" seja a causa dos casos de pedofilia.

Ao ler a reportagem no entanto, deparamo-nos, logo em seguida com a frase : "O grupo de homossexuais católicos Novos Rumos e o Movimento Nós Somos Igreja pedem o fim do celibato dos padres".

Então é o seguinte, se um grupo de pedófilos gays auto-entitular-se como "católico" e pedir o fim da proibição de manter relações sexuais com jovens, teremos uma notícia com a manchete "Católicos Pedem a Liberalização da Pedofilia"??

É de rir.
Ainda mais sabendo que a "notícia" é uma pretensa refutação de uma afirmação do Cardeal Bertone - completamente verdadeira - que reproduzo : "Demonstraram muitos sociólogos, muitos psiquiatras, que não há uma relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e disseram-mo recentemente, que há uma relação entre homossexualidade e pedofilia". É claro, nada do que os pregadores da destruição da Igreja engolem.

A associação entre pedofilia e homossexualismo é notória. Não é o celibato que faz um pedófilo convicto. O celibato, junto com a moral verdadeiramente cristã, podem impedir mais casos. E não o contrário.
Para os que não acreditam que homossexuais possam ser pedófilos, aqui um relato chocante, mostrando que o maior ativista homossexual brasileiro, Luiz Mott, é também um apologista da pedofilia:

No artigo O Ativismo Pedófilo do Professor Luiz Mott, podemos ler:

"Descobri que os pedófilos identificam a si mesmos como "homens que amam meninos". À repulsa que experimentamos diante de tal idéia, eles chamam depreciativamente de 'pânico moral' ou de 'histeria da opinião pública'.

O desembargador Luiz Mott descreve com detalhes chocantes a verdadeira natureza desse "amor" que domina a mente perversa dos pedófilos.
"


Mott conta aspectos também de sua transformação de seminarista em homossexual assumido:

"Como sentia atração homoerótica ... fui vendo como o cristianismo era intolerante, repressor e equivocado em relação a isso. Neste sentido, o materialismo histórico poderia ... resolver as minhas angústias existenciais".

"Com o tempo deixei de acreditar em Deus". "Portanto, deixei de ter qualquer tipo de consciência pesada, no que refere a essa forma de relação".

Mott ainda escreveu um artigo apologista da pedofilia "Meu Moleque Ideal" (já indisponível na net depois de denúnicia) onde descaradamente declarava:"
Adoraria encontrar um moleque maior de idade, mas aparentando 15-16 anos".


Olavo de Carvalho também comentou outro aspecto terrível: como o movimento gay é encorajado à práticas pedófilas no artigo Cem Anos de Pedofilia do qual reproduzo um trecho:

"A pretexto de combater a discriminação, representantes do movimento gay são autorizados a ensinar nas escolas infantis os benefícios da prática homossexual. Quem quer que se oponha a eles é estigmatizado, perseguido, demitido. Num livro elogiado por J. Elders, ex-ministro da Saúde dos EUA (surgeon general — aquele mesmo que faz advertências apocalípticas contra os cigarros), a jornalista Judith Levine afirma que os pedófilos são inofensivos e que a relação sexual de um menino com um sacerdote pode ser até uma coisa benéfica. Perigosos mesmo, diz Levine, são os pais, que projetam “seus medos e seu próprio desejo de carne infantil no mítico molestador de crianças”.


Estes mesmos psicólogos que acusam a Igreja, são os mesmos que dão declarações como esta e que tentam salvar a pele de um Roman Polanski ou mesmo de um Danny o Vermelho (Daniel Conh Bendit, famoso por suas memórias pedófilas). Como se pode entender?

Como diz o colunista português Henrique Raposo:
"Para os media, há duas pedofilias: a pedofilia não muito grave, cometida por gente boazinha como Roman Polanski ou por malta (pessoal) do Maio de 68 (Cohn Bendit). E depois há a pedofilia mesmo má, a dos padres."



Com isso demonstro que realmente o movimento homossexual tem uma forte vertente de pedofilia, apoiada por muitos "educadores" e outros engenheiros sociais. Resta saber se os casos de pedofilia são mais numerosos dentro da Igreja Católica do que em outros grupos sociais.

Estranho, para já, a falta de comparações percentuais entre os casos de pedofilia na Igreja Católica e de outros grupos sociais.
Aliás, não estranho. Como Olavo de Carvalho já comentou em seus programas, se viessem ao público, ficaria claro que a maior parte dos casos envolvem, não a Igreja, mas outra instituição muito mais prosaica: a escola, este santuário sagrado da políticas de experimentação relativista do nosso tempo.
Pois é na escola onde nossos filhos sofrerão os maiores riscos de assédio sexual, seja na relação aluno-professor como na de funcionários de escola e alunos.

Como exemplo, cito um estudo da American Associatin of University Women (EUA) com 2064 estudantes da 8ª a 11ª série:
  • 83% das meninas já foram assediadas sexualmente
  • 78% dos meninos já foram assediados sexualmente
  • 38% dos estudantes foram assediados sexualmente por professores ou funcionários da escola
  • 36% dos funcionários de escola foram assediados sexualmente por estudantes
  • 42% dos professores ou funcionários de escola já foram mutuamente assediados sexualmente.
Você confiaria o seu filho à uma instituição na qual o seu filho / filha fatalmente será assediado sexualmente, para dizer o mínimo?

O caso do apologista pedófilo Luiz Motta é emblemático, pois foi seminarista e tornou-se homossexual assumido ( não por consequência de ser seminarista, mas apesar disso) , faz apologia do amor de homens e meninos e é professor.

Você deixaria o seu filho nas mãos desta pessoa?

Então, o caso da Igreja, é exceção e não regra. E é usado pela mídia, ao lado de outros relativistas ateus, para atacar a Igreja num de seus dogmas principais.
Eu mesmo sou contra o celibato, mas a Igreja é livre para pode exigí-lo. Quem não gosta, vá para outra igreja protestante, por exemplo, nas quais não há este dogma. O celibato é uma regra a cumprir-se a quem verdadeiramente queira seguir a vocação.

Eu me pergunto por que há tantos pedófilos entrando na Igreja, sabendo destas regras "opressivas" ? Para mim só há uma explicação: para que casos como estes apareçam e sirvam para desmoralizar ainda mais a Igreja Católica, a única das instituições religiosas que se dispôs a enfrentar comunistas e socialistas. Veja o artigo sobre os anti-padres.

Concluíndo, se psicólogos, jornalistas, e outros grupos, querem o bem de nossas crianças e sabendo que a escola é o lugar onde há mais casos, poderiam começar por ali.

Fica claro que a escola virou um antro de iniciação sexual precoce. Por que transformou-se em campo de provas de políticas relativistas, tais como sexo seguro, distribuição de camisinhas, além do palavreado sexualmente estimulante.
Ora, se conteúdos como este não estimulam a precoce sexualidade das crianças, não sei o que não poderia. Onde andam as aulas de moral e cívica e religião?
Devo dizer que estas "aulas" é que jogam as crianças sobre temas que elas não conseguem defender-se. É muito fácil um adulto (professor ou funcionário) aproveitar-se da situação e a posição para assediar estas crianças e adolescentes.
Mas é isso o que acontece: quanto mais transformam as escolas em quase casas de tolerância, mais acusam a Igreja de o sê-lo. O esforço concertado para desacreditar a Igreja é bem maior do que o de informar ao público.
Em resumo: outra peça de propaganda lamentável.



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segunda-feira, abril 05, 2010

Relembrando 1964

No longínquo ano de 2001, Olavo de Carvalho (na revista época) lançava o desafio:
Sugestão aos colegas: Por que ninguém entrevista Ladislav Bittman, o ex-espião tcheco que sabe tudo sobre 1964?

Ao apelo de Olavo, nenhum expoente da grandiosa "imprensa nacional"ousou responder. Em 2005 já não havia jornalismo de verdade no país, o que havia no lugar eram militantes sem escrúpulos em vender ideologia como "fatos".

Olavo mesmo já havia feito um grande favor à história nacional ao traduzir alguns trechos do livro "The KGB and the Soviet Disinformation", que mostravam - peremptoriamente- como a influência dos Estados Unidos foi forjada no Brasil dos anos 60 através de operações de desinformação da KGB e da Stb (agência checa) através de uma operação falsa chamada "Thomas Mann", no artigo "Derrubando a História Oficial de 1964" (página guardada).

Naquela ocasião, eu resolvi "topar" o desafio de Olavo: Encontrar Bittman e saber mais a respeito.

Minha missão cristalizou-se nos dois artigos que escrevi para o Mídia Sem Máscara em 2005, que agora voltaram on-line no "arquivo".

Volto ao assunto agora, cinco anos depois(!!!) por dois motivos:
- Relembrar um pouco o espírito que tornou possível o movimento contra-revolucionário de 31-03-1964.
- Trazer à tona verdades sempre bem escondidas pela massificação da versão esquerdista (e falsa) dos acontecimentos dos anos sessenta.

O terceiro motivo é para continuar onde parei naquela ocasião.

Pelos dois artigos aqui relacionados, nascidos pela troca de e-mails com o agente antes conhecido como Ladislav Bittman (agora conhecido como Lawrence Martin-Bittman), soubemos que o bloco soviético (KGB e o Sbt- serviço Tcheco) financiava um jornal conhecido como "conservador e nacionalista" para espalhar falsas notícias sobre supostas operações secretas norte-americanas no solo brasileiro.
O nome deste veículo era "O Semanário".

Pois bem, o que falta revelar era quem estava por trás do "Semanário", pois estas pessoas receberam dinheiro de Moscou para mentir descaradamente.

Alguns nomes podem ser percebidos, pelo menos indiretamente. Conforme um artigo de Luiz Moniz Bandeira, "Em meados de 1962, da tribuna da Câmara Federal, o deputado José Joffily, do partido Social-Democrático (PSD), denunciou a “penetration” e, no princípio de 1963, o jornalista José Frejat, através de O Semanário, revelou que mais de 5.000 militares norte-americanos, “fantasiados de civis”, desenvolviam, no Nordeste, intenso trabalho de espionagem e desagregação do Brasil, para dividir o território nacional."
Ora, a tal notícia encaixa perfeitamente com o que Bittman atestava em "Deception Game"

“O serviço de inteligência tcheco tinha canais jornalísticos qualificados à sua disposição na América Latina. Ele influenciava ideologicamente e financeiramente muitos jornais no Uruguai e no México, e mesmo possuía seu próprio jornal político no Brasil até abril de 1964. Mas, tradicionalmente, a desinformação estava associada em ampla medida a técnicas de falsificação. De 1960 a 1963, o departamento territorial latino-americano da inteligência tcheca tentou escapar dessa tradição, estabelecendo uma organização legal de dimensões continentais que arcaria com a tarefa das atividades políticas e propagandísticas anti-americanas. A essa operação, so b o nome de fachada Druzba (“companheirismo”), tanto a inteligência tcheca quanto a soviética atribuíam significação especial, de vez que o seu sucesso significaria uma substancial elevação de nível das atividades de propaganda e desinformação soviéticas na América Latina e, conseqüentemente, maior restrição da influência americana. A propaganda produzida pelas organizações legais existentes deveria sobrepujar as anteriores cartas anônimas estereotipadas e documentos forjados. Moscou deveria fornecer apenas as diretivas políticas básicas e a necessária ajuda financeira, enquanto as ações individualizadas de política e propaganda anti-americana estariam sob a jurisdição das organizações mesmas.
Pois então, seriam José Joffily e José Frejat, agentes a soldo de Moscou???

Isto é díficil de "provar" mas podemos ter pistas.
José Joffily é o nome mais citado, nas páginas da internet e mesmo em artigos de história do Brasil quando o assunto é a "influência" dos Estados Unidos no "golpe" de 1964. Tudo por causa de seu pronunciamento referido acima, onde Joffily "denunciou" a penetração de americanos no Brasil. Ou seja, o tal Joffily simplesmente leu um script forjado pelos soviéticos. E vira "herói". Depois Joffily foi cassado pela regime militar.
Mas não se pode dizer ao certo se ele conhecia o script ou foi um mero idiota útil no processo.

Já para o outro citado, José Frejat, tal adjetivo não pode ser dado. Como redator-chefe do Semanário, não tinha como não saber de toda operação e o "funding" dado pelos soviéticos. A carreira de Frejat foi forjada pelo movimento estudantil, mas foi como redator do Semanário (e a sua divulgação de propaganda soviética) é que a carreira dele teve impulso.
O "Semanário" é, inclusive, citado como fonte fidedigna para a história do Brasil. Frejat foi ainda membro do MDB e depois, na fase de redemocratização, ajudou a fundar o PDT e é, até hoje, uma referência da esquerda.

Pronto, mais uma vez, fizemos o trabalho que a imprensa deveria fazer.
Agora, poderiam, com cinco anos de atraso, completar o serviço???


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quarta-feira, fevereiro 20, 2008

A pedido de várias famílias: entrevista a Olavo de Carvalho



Bruno Garschagen entrevistou Olavo de Carvalho para a "Atlântico" (a melhor revista portuguesa em idéias) de Janeiro!


Abaixo, o link com a entrevista completa. O trecho escolhido é importante pois Olavo, de uma forma mais detalhada do que o costume, explica exatamente qual o "conservadorismo" que defende ( "a ordem espontânea) e a diferença da defesa desta "oprdem espontânea" e a defesa de um conservadorismo por si e em si mesmo. Neste último caso, o conservadorismo como uma regra formal, pode transformá-lo em algo tão "revolucionário" e totalitário quanto ao que (somente superficialmente) combate. Este seria o caso de Portugal sob o comando de Salazar e do Salarazismo.


Ainda não tenho qualquer bagagem de conhecimento para julgar se tais afirmações são ou não pertinentes , mas o que interessa mesmo é a definição do conservadorismo como a defesa da "ordem espontânea". Os revolucionários podem estar dos dois lados: no lado "progressista", acelerando artificialmente o seu desenvolivmento natural para que chegue aos fins antecipademente previstos e do lado "conservador", a tentativa vã de travar por completo o movimento natural, de modo a congelar a sociedade num determinado período de tempo.


O interessante é que, no Brasil, muitos acusam Olavo de ser um defensor deste tipo de conservadorismo, uma "revolução estática". Por isso este trecho é importante.


Aproveitem...



"Que é ordem espontânea?

É o conjunto de soluções aprendidas ao longo do tempo. É uma ordem espontânea porque não foi imposta por ninguém. É ordem porque tem um senso arraigado da própria integridade e rejeita instintivamente toda mudança radical. Mas é também aprendizado, isto é, absorção criativa das situações novas por um conjunto que permanece conscientemente idêntico a si mesmo ao longo dos tempos, por meio de símbolos tradicionais constantemente readaptados para abranger novos significados.
Examinem bem e verão que ordem democrática é precisamente isso e nada mais.

Se, ao contrário, um grupo imbuído do amor a valores tradicionais tenta deter a mudança, ele está introduzindo na ordem espontânea uma mudança tão radical quanto o grupo revolucionário que deseja virar tudo de pernas para o ar, pois o que esse alegado conservadorismo deseja é imortalizar no ar um momento estático de perfeição hipotética. Se esse momento, na imaginação dele, expressa os valores do passado, isso não vem ao caso, porque na prática política esse ideal será um “projecto de futuro” tanto quanto o ideal revolucionário.

Uma sociedade só embarca no projecto revolucionário quando perdeu todo o respeito por si mesma. Um respeito que, entre outras coisas, implica o amor aos valores do passado como instrumentos de compreensão e acção no presente, não como símbolos estereotipados de uma perfeição ideal no céu das utopias."




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quarta-feira, agosto 08, 2007

Alerta: Vídeo Editorial de Olavo no FDR

Nem só de manifestações vive o homem.
Neste vídeo extremamente educativo, Olavo de Carvalho explica as causas da vitória de Lula no Brasil, seus apoiadores explícitos e até impensados (FHC) e os perigos de aderir a um "Fora Lula" e somente Lula, como se tirar o Lula fosse a única coisa a fazer. Não é. Como já escrevi, acho que as manifestações espontâneas contra o governo um bom início, mas não se pode abandonar o estudo sério da estratégia revolucionária, pois caimos no risco de trocar um Kerensky por um Lenin achando que o último seria o remédio para o primeiro.
Imperdível. Graças à maravilhosa iniciativa do "Farol da Democracia Representativa"