quinta-feira, janeiro 25, 2007

Políbio Braga cai no conto de que o aborto diminui a criminalidade

Políbio Braga cai na asneira politicamente correta de que aborto diminui a criminalidade. E apóia sua "tese" em literatura de terceira. No Brasil, qualquer idiotice que lidera os mais vendidos é lida como verdade absoluta... Leia o trecho.

Steven Levitt e Stephen Dubner, no livro “Freakonomics”, no capítulo 4,
(página 119, “Onde foram parar os criminosos ?”) demonstram que 20 anos
depois que a Suprema Corte dos EUA autorizou o aborto (caso Roe x
Wade), os índices de criminalidade despencaram drasticamente. 20 anos
depois é o tempo que as crianças nascidas de modo indesejado levariam
para se tornar adultos (e criminosos).


O trecho foi citado dentro de uma matéria que fala que pais responsáveis (e heterossexuais) diminuem a possibilidade dos filhos serem criminosos!!!

O absurdo é patente em várias fases:

  1. O aborto só poderia ser a causa de menor criminalidade se ele mesmo não fosse considerado um crime.
  2. Dá a entender que todos os filhos abortados seriam criminosos, ou pelo menos a maior parte deles, o que é um determinismo idiota (filho de pobre ou criminoso seriam automaticamente criminosos).
    No fim acaba justificando a pena de morte, pois ela só é aplicada a quem realmente cometeu algum crime, o que , frente ao aborto indiscriminado é muito mais justo.
  3. Esta estória de que a liberação do aborto é causa da diminuição da criminalidade é invencionice dos democratas para não admitir a vitória das políticas republicanas implantadas na década de 90 em Nova York e em muitas outras cidades americanas.(Veja matéria no Mídia Sem Máscara)
    .
Qual a política implantada?
A criminalização do crime, oras. Construção de mais prisões, tolerância zero e sem programas de liberação ou indultos de presos.
Só para citar um livro também:
"Godless - The Church of Liberalism" Ann Coulter página 46.
"Mesmo depois do sucesso triunfal de Giuliani, democratas negaram seu reconhecimento. Aqueles que não acreditam nunca irão acreditar. Eles começaram dizer que as taxas de criminalidade já estavam caindo durante a gestão de Dinkis (prefeito democrata de NY antes de Giuliani) - como se a redução de 2.154 mortes em 1991 para 1.995 em 1992 fosse o equivalente à Batalha de Midway. Provavelmente foi erro de totalização. Ou eles atribuem a queda brutal da taxa de criminalidade sob Giuliani ao fim da epidemia do crack, à economia, e mais elegantemente, ao aumento dos abortos entre os `pobres` no início dos anos setenta.
O que espanta é que para os `liberals`a queda da criminalidade nunca tem a ver com a prisão e punição dos criminosos!! Sob nenhuma circunstância váo concordar com as causas da reduçáo da criminalidade serem explicadas pela aplicação da lei, penas mais longas aos criminosos e apoio à polícia.
Dizer que o fim da epidemia do crack acabou com a onda de crimes não responde à questão. Afinal quem acabou com a epidemia de crack? É como dizer que a o fim da onda de crimes acabou com a onda de crimes.
E deve ter havido uma taxa de abortos dos infernos na primeira metade do século vinte para que a nação tenha gozado de tão baixas taxas de criminalidade até os anos sessenta..."

Tags: polibio braga | GODLESS | freakconomics | criminalidade | Ann Coulter | aborto | Health

2 comentários:

Roberto disse...

Tenho acompanhado os artigos do Políbio sobre este assunto e não me parece que ele se empenhe em defender o aborto. Ele tem apregoado que a existência da família, como noc velhos tempos, orienta melhor os filhos. Família que inclui o pai como figura decisiva na educação, em vez do pai-pagador-de-pensão como é atualmente.

Paulo C. Barreto disse...

O Freakonomics fez uma má leitura dos dados e o Políbio (e, antes dele, Elio Gaspari) fez uma má leitura do Freakonomics. O livro não assevera que a legalização do aborto conduziu à queda da criminalidade, mas não enxerga em nenhum outro fator uma causa/efeito que pudesse conduzir à queda da criminalidade. Ann Coulter, por sua vez, achou um fator.