quarta-feira, abril 11, 2007

Cenas da Entropia Brasileira

A onda da "Violência Jovem" acaba de chegar à sua última versão: O Vandalismo Ultra-Jovem.
Tudo por obra e graça de alguns fatores, em minha humilde opinião.

1) Educação pós-moderna: Aquela que, por um processo de luta de gerações, prega que fazer *exatamente* ao contrário dos seus pais é que é bom.
2) O Estatuto da Criança e do Adolescente: O tão mal falado ECA é uma das origens da criminalidade entre os adolescentes, por obra do "outsourcing" na execução dos crimes mais pesados encomendados pelos traficantes. Por quê? Por que com o ECA o risco econômico dos crimes mais hediondos caiu consideravelmente, afinal adolescente assassino não vai para a cadeia. O intrigante é que o ECA é tão criticado por todos os aplicadores de disciplina tradicionais, como professores (virtualmente desautorizados, junto com os pais, a qualquer tentativa de real "educação" às crianças) mas que ninguém tem coragem de mexer (até parece a decisão Roe X Wade do supremo dos EUA que liberou o aborto: ninguém tem coragem de reverter, mesmo com a maioria da população contra).

3) A cultura do crime: O fato é que o crime compensa no Brasil: O risco do crime é baixo. No Brasil é mais vantagem ser criminoso ou viver de bolsa família do que um trabalho honesto. Outra é que os criminosos têm apelo cultural forte no país. Lideranças do narcotráfico viram celebridades. A violência, travestida de "rebeldia" tem um atrativo maior ainda.

Eis a notícia...



Crianças destroem creche municipal no RS

Meninos com idades entre 7 e 11 anos destruíram a Creche Municipal Maria Liberato Fraga Prates, no bairro Pontes, em São Sepé, no Rio Grande do Sul, na Sexta-feira Santa. Ontem, dois dos meninos, de 10 e 11 anos, e um adolescente, apontado por eles como mandante, foram interrogados na polícia.


Source: noticias.terra.com.br

Tags: vandalismo | violência | jovem | eca | Culture | brasil

2 comentários:

Victor disse...

O que isso tem a ver com entropia?

Um livro de mecânica estatística seria algo interessante na sua estante.

Santa disse...

Sou brasileira e apoio integralmente sua análise. E disso não tenho nada a me orgulhar.

Um abraço,