segunda-feira, maio 15, 2006

O Brasil Acabou! “Rumual Ékissa!”

O artigo da Lya Luft "A República dos Alucinados" - mostra com que perplexidade o olhar privilegiado da autora vê a total dissociação entres os belos ideais – que levaram o grupo que bravamente defendia a "ética na política" e a "justiça social" entre outros, ao poder no país – e a dura realidade do Brasil. E nota como os primeiros confrontados com esta continuam a negá-la.


Agora, com a onda dos atos de terror patrocinados por organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) – com um saldo de (até agora) 55 mortos – fica claro uma coisa: O Brasil acabou!!


Aquela idéia de país simpático, ordeiro, cheio de "jogo de cintura", "país do futuro" – que não tinha nada a ver com a realidade da violência, da queda dos valores morais e de uma longa lista de etc. - acabou. Mas ninguém consegue saber o por quê. Por este motivo vai , muito provavelmente, pedir ajuda aos mesmos autores intelectuais (em alguns casos nem tão intelectuais assim) dos crimes de hoje.


As raízes são longas e se perdem no tempo. É claro que quarenta anos não são nada em tempos históricos, mas o Brasil conseguiu um feito inimaginável: eliminar cirurgicamente todos os indícios históricos que ligavam os autores aos seus crimes – os revolucionários e terroristas que atuaram nas décadas de 60 e 70 – em tempos de total democracia e liberdade de expressão no país. Ou seja, conseguiram em plena democracia implantar versões sobre a história do país que deixariam Lenin e Stalin orgulhosos.


Todos falam indignados sobre a onda de corrupção que feriu (de morte?) o partido tido como o partido "da ética" e da "justiça social". Mas a mentira não começou na campanha da "ética na política" detonada pelo PT e seus aliados (virtualmente toda a esquerda, menos a esquerda mais à esquerda que ficou de fora para se manter como uma alternativa possível se a anterior não vingar) nos anos 90. Nem tampouco foi o advento do "Foro de São Paulo" em 1990 seu iniciador. Nada disso.


As mentiras começaram muito antes, ainda na década de sessenta, após a contra-revolução de 1964, quando começaram a circular a versão de que a esquerda participou de um movimento de "resistência democrática". O que eles queriam era na verdade a implantação de um regime totalitário como o cubano ou chinês. Mas criaram a fantasia de que eram "democratas". De mentira em mentira, acharam que poderiam tentar algo maior.

Aí está o germe do "Foro de São Paulo": criar uma organização unindo partidos de esquerda e organizações terroristas do continente latino-americano, sob a liderança de Cuba, para implantar o comunismo de forma organizada e coesa por todo continente, SEM que a opinião pública nacional se desse conta disso.

Contavam com o manto protetor das mentiras inventadas anteriormente e os ideais em favor da igualdade e justiça sociais. E é claro com o fato de que as redações, televisão e a nata da intelectualidade já estarem abarrotadas de companheiros a lhe apagar as pistas.


Mas tudo isso já foi amplamente exposto por Olavo de Carvalho - o único de nossos intelectuais que conseguiu entender exatamente o que estava acontecendo ao país, e assim prever o que poderia acontecer com uma antecedência de vários anos.


O que gostaria de salientar é um dos aspectos da luta armada dos anos sessenta que tem muitíssimo a ver com a onda de terrorismo criminoso das últimas horas no país: o relacionamento entre os presos políticos e os criminosos comuns nas décadas de 60 e 70 foram os germes da criação de organizações criminosas organizadas como guerrilha urbana.


Provavelmente os criminosos do PCC devem ter tido contato com documentos como o famoso "Mini manual do Guerrilheiro Urbano" do terrorista Carlos Marighella , pois a convergência de objetivos sempre foi impressionante.

Qual o objetivo de um Guerrilheiro Urbano? Segundo Marighella:


a. "A exterminação física dos chefes e assistentes das forças armadas e da polícia".

b. "A expropriação dos recursos do governo e daqueles que pertencem aos grandes capitalistas, latifundiários, e imperialistas, com pequenas expropriações usadas para o mantimento do guerrilheiro urbano individual e grandes expropriações para o sustento da mesma revolução".



O ponto A é explicação ideológica por trás da onda de assassinatos de policiais nas últimas horas. Até um posto de bombeiros foi atacado. Este crime cai exatamente na categoria "assistentes das forças armadas".

O ítem B é o que os bandidos vêm fazendo há décadas.

Como se vê o manual se aplica quase que exatamente à organizações como o PCC.


Quem quiser conhecer a história de como a esquerda na prisão ensinou seus colegas criminosos comuns as técnicas terroristas-revolucionárias obtidas nos campos de treinamento em Cuba ou na China, busque na internet ou em livros (tal como o recém-lançado "A Verdade Sufocada" do Coronel Brilhante Ustra).


Um dos capítulos do livro, chamado "O Movimento Armado Revolucionário – MAR e os 'meninos de Flavio Tavares'", mostra em detalhes um destes episódios. Neste caso mostra como a penitenciária Lemos de Britto no Rio de Janeiro foi tomada por uma organização criminosa dirigida pelos detentos políticos. Os criminosos comuns foram conduzidos pelos primeiros. Havia militantes em liberdade que atuavam como pombo-correio com a organização maior. Um deles era o (agora famoso) jornalista Flávio Tavares.


Em 26 de maio de 1969 o grupo executou o seu plano de fuga: um guarda foi morto e vários outros feridos. Mais tarde a maior parte do grupo foi preso.


Flávio Tavares, em seu livro "Memórias do Esquecimento", trata de toda a sua feroz militância na esquerda mais radical como uma "história de emoção e lirismo", como se tratasse de um livro de poesias. Vai mais longe: Tratava os criminosos aliciados para o plano como "seus meninos". Pois seus "meninos" mataram um policial, feriram outros dois e deixaram um quarto paraplégico.


Eis um exemplo, um microcosmo, da gênese de organizações como o "Comando Vermelho" e o "PCC".


O mais irônico é que a televisão , na hora de obter respostas de nossos parlamentares, somente entrevistou os mesmos que propiciaram tal estado terminal do país, tais como Cristóvão Buarque (ex-PT), Roberto Freire (PCB) e a indefectível amiga de terrorista, Heloísa Helena (P-Sol).


Os revolucionários daquela geração de 1964 e seus novos aliados se podem dar por satisfeitos. As sementes plantadas durante os últimos 40 anos estão dando seus frutos. Além desta vitória, outra ficou evidente: O Brasil passou o Iraque em número de vítimas do fim de semana. Brasil 55 X Iraque 30.

E agora sabemos que já estamos numa Guerra Civil...

Enquanto isso: "Rumual Ékissa"!!



Publicado em Vote Brasil

Um comentário:

Marcos Vasconcelos disse...

Luís,
Tomei a liberdade de linkar seu post no Verbi Gratia.

Grande abraço.