sábado, setembro 17, 2005
Comentando os comentários do "Nadando"
Vi que os comentário na página aumentaram.
Uma pequena mas barulhenta parcela deles veio do time dos meus odiadores de plantão.
É muito estranho o nível de ódio que pode ser disseminado por todos que se dizem "da paz". É
gente que sonha com um mundo "melhor" e mais "justo", mas no exato momento que alguém para de recitar o mantra hipnótico destas palavras de ordem para ressaltat a vacuidade do seu significado e a mando de quem elas são conjuradas, é como se o encantamento acabasse. No mesmo instante, essas pessoas "solidárias" e "amantes da paz" deixam a máscara cair, vociferando palavras de um ódio juvenil. Elas revelam muito mais uma espécie de medo, um receio de que o seu mundinho-bom-dos-socialistas-hedonistas seja de papelão. Um miragem tão irreal quanto o governo (PaT)"ético" do PT. Parece que definitivamente para estes a realidade morde.
Patético.
Agora - falando por mim - não sou melhor do que ninguém. Também não sou pior. Apenas tento traçar o meu caminho de modo independente. E a dúvida, esta sim é a maior companheira de viagem.
O que não se pode é trocar idéias por ideais. Esta é questão. Cada jovem que escolhe o caminho do ideais, é menos um a professar o mundo das idéias...
Como diria Platão, que fiquem no fundo da caverna.
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quinta-feira, setembro 15, 2005
O mito do Brasileiro "solidário"
Dizer que falta "pedir" é o cúmulo. As entidades assistenciais há muito estão com as suas centrais de telemarketing à mil.
Experimente passar um fim de semana sem receber um telefonema deles. Ainda mais se já fostes doador em outra oportunidade.
O motivo da falta de doação é que o brasileiro prefer apostar em governos "socialistas" para ajudar aos menos favorecidos, aos quais ele não dá a mínima...
O pior é ouvir a cantilena de povo "solidário", comparado aos americanos, depois dos fatos ocorridos na passagem do Katrina.
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Por que o brasileiro doa tão pouco?
Somos um dos povos que menos doam recursos filantrópicos no mundo.
Segundo o imposto de renda, a média para doações e contribuições é de 23 reais por ano.
As empresas brasileiras gastam 4 bilhões de reais por ano em segurança patrimonial e pessoal de seus executivos, e 5 mil reais por mês em filantropia. Precisamos inverter esta balança, gastando mais na comunidade para inclusive gastar menos com segurança.
Porque doamos tão pouco?
A principal razão apontada em estudos é porque incrivelmente ninguém pede uma doação. Nossas entidades ainda estão engatinhando na área de Fund-Raising, termo que ainda nem tem uma palavra equivalente difundida em português.
Um dos principais objetivos do Prêmio Bem Eficiente é justamente auxiliar na tarefa de divulgação das entidades competentes do país, e refutar o mito de que a maioria não são confiáveis.
Pessoas mundo afora doam por três razões:
1.Pressão do grupo. Iniciativas como Balanço Social e o Comunidade Solidária, trabalho da dra. Ruth Cardoso, são excelentes exemplos de pressão focalizada e concentrada.
2.Culpa e Obrigação. Como uma forma de retribuir as oportunidades e sorte que se teve na vida. Um empresário de Campinas doa um valor exatamente igual aos seus gastos pessoais. Uma dama da sociedade doa o equivalente aos seus gastos extravagantes, o que a permite desfrutá-los sem (muito) remorso.
3.Um raro prazer. A maioria das pessoas doa porque isto dá prazer, pura e simplesmente.
Se você nunca doou, começar com uma das 50 melhores entidades beneficentes do Brasil é um excelente início.
Existem muitas outras entidades beneficentes no país, que apesar de não terem recebido este prêmio, merecem sua atenção, como doador ou voluntário. Pesquise as mais de 4.800 entidades catalogadas por cidade ou área de atuação na http://www.voluntarios.com.br.
Ligue-se e divirta-se.
Stephen Kanitz
Por que o brasileiro é tão "socialista"?
Dado que a maior parte das famílias há mais de vinte anos está tendendo a filhos únicos.
Posto que filhos únicos são por natureza egoístas, temos a seguinte constatação:
Dentre o universo de egoístas em nossa sociedade podemos dividir:
a) Os egoístas-envergonhados, que sentem-se culpados de sua condição, aderem à teses socialistas para "aplacar" sua culpa, ou terceirizar o altruísmo.
b) Os egoístas legítimos e bem assumidos, que sabem que o são e não vêem nenhum problema nisso, pelo contrário. Esses se tornam libertários.
c) Os não-egoístas [famílias grandes(?) cristãos (?)] , esses são os conservadores.
Os primeiros (a) são libertários enrustidos pelo complexo de culpa. Quando crescerem pelos estudos vão chegar lá. Mas a maioria nem chega perto. Estes pseudo-socialistas apoiam a causa pelos motivos errados e ajudam a piorar mais os indicadores sociais por apoiar uma maior apropriação de riquezas pelo Estado, o que reforça o poder dos socialistas reais, gerando maior pobreza e mais e mais programas sociais e impostos. Tudo pelo social.
Os segundos (b) ajudam a fomentar o capitalismo e como efeito colateral deste, a diminuição da pobreza.
Já os últimos (c) focam na conservação de valores universais da cultura ocidental e aderem ao capitalismo de forma lateral, por aceitar a estrutura da realidade (do ser humano) como ela é, e sendo este sistema o menos ruim de todos, segundo os resultados apurados.
Respondendo à pergunta: O brasileiro adora teses socialistas por puro desconhecimento; Não passa de um amoral, ignorante e com um imenso complexo de culpa.
A questão nem é política, mas psicológica.
Pelo visto o número de socialistinhas por nascer ainda irá aumentar, pois afinal o número de famílias de única prole é inevitável. Com sorte poderemos desviá-los para o libertarianismo, depois de um tratamento no "Arkham Asylum" da Gotham City mais próxima.
terça-feira, setembro 13, 2005
Confissões de uma mente conservadora
Puxar este fio de entendimentos é o caminho para o entendimento desta realidade.
A realidade ou a verdade é um caminho estreito e difícil de percorrer. Mas ele está lá independente de nossa vontade. E percorrer este caminho é a grande aventura, a grande busca da própria existência.
Não sei absolutamente qual o caminho traçado por outros nesta busca, mas meu trajeto até aqui se baseou muito mais em percepções, intuições tão primitivas quanto poderosas sobre a existência de uma estrutura de realidade real – que independe do ser humano para existir – e que foram depois lapidadas por estudos mais profundos. Estas percepções vêm desde a minha infância.
E elas vêm furiosamente à minha mente, como o coice furioso de algum cavalo selvagem ou como a tragada de um cigarro muito forte. Pequenas mas poderosas percepções, que depois são lapidadas pelo estudo em pedacinhos de azulejo a formar o meu próprio caminho.
Mas seguir esta seqüência não é fácil.
O mundo ao redor – tenho experimentado isso muitas vezes, seja no grupo de amigos, de familiares ou mesmo no trabalho – não percebe isto como uma verdadeira busca, mas sim como expressão de simples preferência pessoal, um capricho intelectual incompreensível. Uma espécie de masoquismo ideológico. Sim, somos vistos como um exército vitoriano brancaleone.
Mas decifrar a realidade, esta pedra de Rosetta filosofal, não é como fechar as páginas de um livro a hora que mais lhe aprouver, dar uma pausa para ver a novela das oito e voltar à carga logo depois- como se estivesse tudo normal.
Conhecer a realidade, por menor que ela seja impõe-nos um dever intelectual a princípio, moral ao final de não poder mais virar a face à ela. É ter compromisso com esta verdade para a toda a sua vida a partir daquele ponto.
Isto nos coloca irremediavelmente fora do mundo. Pelo menos deste mundo que me rodeia: América Latina-Brasil. Não sei como seria viver em outro mundo mas viver aqui é provar com algum grau de certeza como teria sido a vida de Loth em Sodoma e Gomorra. É o lobo da Estepe Hessiano uivando à distância contra toda esta mediocridade vivencial presente.
O mundo nos percebe de uma forma completamente enviasada. Meus detratores, alguns bem próximos, ao invés de escolherem a luta aberta, preferem muitas vezes agir como 'snipers', disparando tiros certeiros à grande distância. O argumento preferido destes é rotular-me como "radical".
Radical mesmo é minha intenção de – sabendo pelo menos um naco do que é realidade – tentar passar este conhecimento adiante. Tudo em vão. Aí o manto da "radicalidade" cobre tudo. E não há mais diálogo possível.
Mas tudo bem. Uma verdade apreendida ainda assim é uma realidade. Mesmo que outras pessoas não tenham a capacidade de absorvê-las ou mesmo que eu não tenha a plena capacidade de defendê-las.
A responsabilidade moral para com a verdade é muito maior do que simples racionalizações dialéticas, ás vezes é um fardo pesado. Tentar viver sob as regras daquilo que se acredita pode ser muito, muito doloroso.
Descobrir subitamente que durante quase toda a sua vida não fostes mais do que uma criança, acreditando em sonhos desvairados que nunca poderiam ser mesmo reais é brutal, num primeiro momento. Depois disso, tentar cuidadosamente tentar descobrir quais outros aspectos de sua vida são mesmo reais ou apenas imagens projetadas pela sua mente, isto é , tentar saber em que extensão a sua vida foi construída por alicerces sólidos ou não, pode ser mais doloroso ainda. Pode não sobrar muito mais deste ataque tipo furacão Katrina da realidade sobre estes frágeis sonhos-de-vida.
Mas mesmo que sobre pouco, ainda assim é melhor do que viver no engano, na irrealidade.
Muitas vezes a vontade de voltar ao tempo em que tudo estava (aparentemente) bem, de fechar a caixa de Pandora, de restabelecer a sensação de segurança vazia, acontece.
Muitos dizem que os idiotas são mais felizes. Seguramente os idiotas são aparentemente mais felizes na sua ignorância – muitas vezes travestida de sabedoria afetada da realidade.
Não temos o direito de olhar para trás, de retornar ao útero materno, de dar um "desfazer" em nossas percepções. Mas como seguir em frente quando o que se descortina é uma aparente fuga de qualquer vestígio de felicidade?
A resposta ainda estou a buscar, mas descobri um autor que me ajudou a ter a exata percepção destas coisas. Quero dividir com vocês.
Trecho de Huberto Rhoden sobre Spinoza em "A Filosofia Contemporânea - volume II" página 70:
" Spinoza, disse Renan, teve de Deus a mais profunda visão que já veio ao homem. (Note-se esse 'veio', indicando uma revelação do além!) O conhecimento do homem, em todos os setores, esbarra constantemente com as grades da gaiola de sua finitude humana; pouco importa que essas grades sejam de ferro ou de ouro – elas são grades duma prisão, e ninguém pode sentir-se realmente feliz como prisionmeiro, nem mesmo num palácio de ouro.
Os que, nessa gaiola da sua finitude, se sentem felizes, como dizem, devem a sua 'felicidade' à sua ignorância. São incapazes de sentir a sua infelicidade; ou então se habituaram a tal ponto a essa condição de prisioneiros e criaram dentro de si tamanha obtusidade austera, como os hebreus do Êxodo do Egito usspiravam , em pleno deserto , pelas panelas de carne e cebolas da terra da escravidão. Um canário habituado à gaiola, com sua ração diária de alpista e seu poleiro seguro, acaba por ter as asas atrofiadas e perder as saudades da sua verdadeira pátria, a vastíssima liberdade da natureza.
O mais infeliz dos infelizes é aquele que perdeu o senso da felicidade e equipara a sua pseudofelicidade à verdadeira felicidade. Sentir a sua infelicidade é uma grande felicidade, porque é uma porta aberta para a libertação e o princípio da redenção.
Há homens insconscientemente infelizes.
Há homens conscientemente infelizes.
E há homens conscientemente felizes.
Só estes últimos é que são real e solidamente felizes, porque não se acham em vésperas de novas infelicidades, como os outros.
A felicidade só pode ter por alicerce a liberdade, e a liberdade é a filha da verdade. Logicamente, só pode ser real e definitivamente feliz quem conhece a verdade, a verdade vivida e saboreada experiencialmente."
sábado, setembro 10, 2005
Catarina , Katrina e os tamagochis humanos
Em 29 de março de 2004 um furacão categoria 1, chamado Catarina varreu o sul Santa Catarina e o litoral norte do estado do Rio Grande do Sul.
Alertados pelos serviços de defesa anti-ciclone dos Estados Unidos, os governos federal e estaduais foram completamente inoperantes, desmobilizando esforços de evacuação em preparação através de falsas e tranquilizantes notícias dos serviços locais de meteorologia que se baseavem em dados acima de qualquer suspeita para esvaziar alegadas preocupações: bravata e anti-americanismo.
Segundo eles, não haveria furacão pelo simples motivo de que nunca houve furacão na região e em segundo lugar os americanos não entendiam nada do litoral sul do Brasil.
Segundo o site Apolo11
"As imagens mostradas na televisão impressionam até especilaistas. Segundo cientistas do Centro Nacional de Furacões (NHC) em Miami, pelas imagens vistas, Catarina deve ter atingido a costa com ventos de 170 km/h. Moradores do local, muito assustados, afirmavam que o que viram não vão esquecer tão cedo.
Segundo a GloboNews, a Defesa Civil de Torres havia proposto a evacuação da cidade, mas o ministro Ciro Gomes, da Integração Nacional, não autorizou, dizendo que os ventos seriam mais fracos que o previsto. Não foram."
Apesar das evidentes falhas, despreparo, arrogância dos serviços locais de meteorologia, governos estadual e federal, não houve nenhuma manifestação mais dura em favor das inocentes vítimas (2 mortes; 1,2 desabrigados) por parte da imprensa.Mas que diferença sobre o Katrina.
O furacão que abateu Nova Orleans virou um prato cheio para uma imprensa inoperante, raivosa e portanto mentirosa e parcial.
Na Zero Hora de sábado, 10/09 o jornalista Moisés Mendes, comete uma matéria "Um furacão na vergonha americana" que só pode ser lido como metáfora sobre a nossa própria imprensa.
De tanto ler NYT, WP, CNN e livrinhos & filmecos de Michael Moore o nosso "jornalista" ignora totalmente aos governos locais (Prefeitura e Estado) para atacar o único culpado possível: GWB.
Leiam um trecho risível:
"O americano médio sucumbiu à inércia dos últimos quatro anos da caça belicista ao terror. Se o Estado está ocupado com a guerra, que as questões sociais -mesmo as de urgência - sejam resolvidas por cada um".
Ora, para Moisés tanto o governadora da Louisiana quanto o prefeito da cidade estavam muito preocupados com a guerra no Iraque para dar atenção ao furacão...
Na própria matéria existe uma vertente em nenhum momento explorada sobre as origens da pobreza em Nova Orleans. Segundo o economista gaúcho Roberto Camps visitande assíduo da cidade citado na matéria, Nova Orleans está em decadência desde os anos 70. Faltou dizer que os governos locais estão na mãos dos democratas, que implantaram um sistema de welfare state que parece ser o sonho de Moisés.
Ao nosso bravo jornalista, causa espanto a declaração de Barbara Bush, se declarando assustada com o fato de os flagelados da Louisiana instalados no Texas não mais quererem voltar para suas casas. O que ele viu na declaração? Uma confirmação da falta de humanidade da Sra Bush, do seu marido e de seu governo.
Para mim, nada mais assustador: pessoas sufocadas há décadas por equivocadas políticas sociais que só aumentaram a pobreza local e que as tornaram completamente dependentes de governos, políticas, ajudas oficiais. Mais ou menos como tamagochis humanos em tamanho Michael Moore. Isto é realmente assustador. Mas é exatamente o que o senhor Moisés acaba defendo.
Para completar, os democratas passaram quatro anos reclamando que o governo Bush tinha transformado o pais numa ditadura e agora o acusam de não ter agido ditatorialmente, atropelando o federalismo americano, para enviar ajuda e Guarda Nacional sem a prévia aprovação dos titubeantes governos locais.
Não dá mesmo para entender.
Para completar : se alguém quer ler alguns poucos mas consistentes artigos sobre o que realmente aconteceu nos em Nova Orleans, leiam os artiogos recentes de Paulo Leite e Olavo de Carvalho, escrevendo direto dos Estados Unidos.
quinta-feira, setembro 08, 2005
Cadê o meu país?

Sete de setembro de 2005. 10hs. Eu. Assistindo ao desfile em homenagem aos 183 anos de independência do Brasil.
O que era apenas para ser uma experiência protocolar para quem tem filhos pequenos – imaginei como meu pai deveria se sentir quando levava a mim e à minha irmã a eles - acabou se tornando algo pleno de significados.
O ano passado escrevi um artigo afirmando que a minha verdadeira pátria não era essa e sim uma outra pátria inexistente, mítica e inalcançável.
Pois durante os desfiles deste ano tive a exata sensação de haver vislumbrado o que poderia ter sido esta pátria inalcançável.
Tudo corria bem – quer dizer aborrecidamente normal- para um evento deste tipo. Lá estava eu , minha filha, bandeirolas na mão, à espera pelos próximos pelotões, quando algo aconteceu: adentraram na avenida num velho jipe, cuidadosamente lavado e encerado para a ocasião, os veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) da Segunda Guerra Mundial. Quando me deparei com aqueles bravos patriotas, orgulhosos trajando suas melhores fardas sob suas medalhas reluzentes, sua altivez, percebi que havia ali um verdadeiro sentido de pátria.
Nunca aplaudi algo ou a alguém tão calorosamente. Eu que sempre tratava eventos deste tipo com um sorrisinho irônico de contrariedade. Pois lá estava eu cumprimentando, aplaudindo e acenando com minha bandeira alguns dos verdadeiros heróis deste país. Pessoas que arriscaram a vida defendendo ideais de liberdade em outros países mesmo quando não os tinham em seu próprio solo.
Assim se sucederam os veteranos da guerra do Suez, representantes do exército, marinha e aeronáutica sob vôos rasantes de jatos em formação.
Por alguns mágicos instantes me senti conectado a esta pátria mítica, a que teria orgulho de pertencer. Agitei febrilmente a minha bandeira, aplaudi a todos que podia. Tudo estava bem. Até que a realidade bateu à porta: ao final do desfile vi pessoas vestidas não com as cores nacionais mas com slogans de “protesto” e camisetas de Che Guevara. Depois soube que o MST tinha tentado criar uma passeata de protesto ao final do desfile.
Não, não poderia existir uma pátria que conceda o mesmo espaço simultâneamente a heróis como os veteranos citados – responsáveis por nossas vitórias e a manutenção de nossa democracia – com idiotas úteis tratados como massa de manobra de uma a ideologia radical e anti-democrática.
De súbito voltei à realidade. Mas com uma percepção nova : o Brasil poderia ter sido a minha pátria verdadeira, real. Mas alguma coisa saiu errado no meio caminho. Temos uma bela representação material de pátria e até alguns heróis a louvar, mas não temos mais motivos para isso.
Num antigo filme de ficção científica – The Body Snatchers – pessoas reais eram substituídas numa pequena cidade por vegetais-clones extraterrestres sem alma nem emoção, apesar de fisicamente idênticos aos originais. O Brasil parece ter sido, em algum ponto de sua história, mais uma vítima destes vampiros de alma. Alguém trocou o meu país verdadeiro por este que aí está.
Então esta é a causa da minha estranheza com relação ao meu próprio país!! Vivemos num país falsificado e sem alma. Onde anda o verdadeiro Brasil? Não sei onde ele está agora, talvez nem exista mais. Ou talvez esteja em cativeiro em algum lugar esperando pelo resgate.
Pelo sim pelo não vou continuar saudando este pedacinho de país que sobrou: nossos bravos heróis das Forças Armadas.
segunda-feira, setembro 05, 2005
Amantes do furacão -- Olavo detona!!
Os motivos para isso?
Aqui vai a explicação ...
Amantes do furacão: "A existência da América é uma vergonha para os russos, que juraram destruí-la e acabaram de chapéu na mão, implorando socorro. É uma vergonha para a China, que acumula armas nanotecnológicas na esperança insana de matar de varíola e tifo a população americana inteira mas não pode usá-las, porque seria mandar para a panela a galinha que bota ovos de ouro nas estatais de Pequim. É uma vergonha para o mundo islâmico, que com toda a sua bela oratória religiosa de mil e quatrocentos anos jamais conseguiu criar uma sociedade que não fosse, em maior ou menor medida, a negação viva das promessas corânicas de liberdade e justiça. É uma vergonha para os latino-americanos, que não suportam a comparação com o vizinho do Norte sem roer-se de desprezo a si mesmos e buscar alívio em histrionismos e fanfarronadas de uma abjeção sem par."
quinta-feira, setembro 01, 2005
Pensamento do dia ...
quarta-feira, agosto 31, 2005
Idiotas-agora-não-tão-úteis: o clima na militância histórica do PT
[http://www.idelberavelar.com/archives/2005/06/conversas_com_a_1.php]
É incrível o ponto de auto-engano em que chegaram os (ex-)militantes petistas: ainda acham que um bando de "corruptos" sequestraram o seu partido do coração... Não imaginam e não conseguem entender que os mesmos "corruptos" e "políticos iguais aos outros" são os mesmíssimos fundadores do PT.
Não tem um outro CPF (excetuando-se José Dirceu que deve ter vários), não tem outra identidade. Não são outras pessoas. São as mesmas.
Os órfãos acham que o grande corruptor é o dinheiro. Mal conseguem entender que o grande corruptor é e sempre foi o Partido, destino final de todo o dinheiro roubado, desviado para alimentar um projeto de poder continental - em conjunto com Cuba e Venezuela e a grana do narco-tráfico das FARC.
Isto tudo foi feito para dar forma aos sonhos mais utópicos dos seus militantes mais aguerridos.
Ou eles achavam que a "revolução" seria financiada com a venda de estrelinhas, broches e camisetas do Guevara em porta de fábrica?
De qualquer forma é tristemente cômico a situação em que se meteram.
Este blog descreve algumas observações sobre o caso.
A última atualização é de junho de 2005.
Sintomático.
Este diálogo é hilário: Descreve o que a mãe disse para a filha sobre o Eduardo Suplicy, num evento do PT:
Conversas com a Militância do PT em São Paulo: uma mãe e uma criança passavam pelo lugar. A criança perguntou (sobre Eduardo Suplicy) : "mãe, ele é político do PT?"
Resposta da mãe: "sim, filha, mas não é bandido como os outros não"."
sexta-feira, agosto 26, 2005
Quem cala, consente ou "O Silêncio dos Silenciadores"

“Silenciadores” são artefatos usados para abafar o som dos disparos de armas de fogo; Também podem ser usados para definir pessoas ou grupos de pessoas que tem a função de manter caladas testemunhas oculares importantes através de expedientes de ameaça física e intimidação moral; “Silencers” também era o termo usado para identificar pretensos agentes federais encarregados de neutralizar possíveis testemunhas de fatos relacionados a OVNI´s nos anos 50 e 60 nos EUA.
No Brasil podemos chamar de silenciadores toda aquela pseudo-elite cultural que na suposta missão de ser a “Voz do Brasil”, silenciou suas verdadeiras vozes.
Um de seus mais profícuos agentes, que sabia unir com perfeição desinformação com seus opulentos dotes artísticos, declarou – após décadas de dedicado serviço ao comunismo, especialmente ao assassino do Caribe – que irá “silenciar” sobre os fatos da corrupção petista. Isso mesmo, Chico Buarque de Hollanda, declarou que nada dirá sobre estes acontecimentos.
Nada mais apropriado para a ocasião. Pena que o tenha feito durante a famosa “Jornada de Literatura”, lá na minha terra - Passo Fundo/RS - , onde foi receber algum prêmio e o fez perante uma platéia de centenas de crianças. Poderiam tê-las retirado da sala.
Chico Buarque juntou-se à banda dos “silenciadores silenciosos”, comunistas pseudo-arrependidos, as Marias Madalenas do PT, encabeçados pela indefectível Marilena Chauí (aquela que se identificava como intelectual “orgânica” do partido).
O silêncio obsequioso destas figuras, partindo de quem sempre defendeu intempestivamente a “causa”, me parece, tem um sentido muito diferente do que a maioria entende. Aliás como sempre acontece com qualquer manifestação esquerdista: nunca a compre pelo seu valor de face, pois o prejuízo é certo.
O silêncio de nossos audazes silenciadores, nada tem a ver com a negativa em criticar o tão amado partido. Nada disso. Tenho quase a certeza de que nossos heróis decidiram pelo voto de silêncio para não fazer exatamente o contrário: apoiar publicamente o partido e sua estratégia de luta.
Explico: o que seria mais sublime para um comunista do que ver o seu partido usar os meios clássicos leninistas de manipular seus próprios “inimigos” burgueses como parceiros para a construção de um partido ainda mais poderoso e totalitário? Olhando por este prisma, o mensalão de Roberto Jefferson é uma versão brazuca e carnavalesca de um modelo maior: o célebre pacto de não-agressão entre Stálin e Hitler. Se naquela ocasião até Hitler acabou atacando de surpresa, o que dizer de Jefferson?
O silêncio destes companheiros sobre estes eventos só acontece como uma alternativa palatável ao apoio irrestrito. Demonstrar este apoio neste momento poderia ter efeitos desastrosos sobre a população, enfurecendo-a. Imaginem se ela, num arroubo de fúria, resolver jogar “B* na Geni”?
Defintivamente, estes atos de contrito silêncio partindo de quem nunca se negou ao apoio explícito ao partido, suas causas e seus apoiadores só tem um significado: “Quem cala, consente!!”
quarta-feira, agosto 24, 2005
Rave no Torto: o Ucho também esclarece o desentendido.
ucho.info: "Festa de arromba
A notícia publicada anteriormente neste exato espaço continha uma informação equivocada. O evento do DJ Tiësto, que acontecerá no próximo dia 11 de outubro, em Brasília, será realizado na Granja do Torto - nome da residência oficial atualmente ocupada pela família Lula da Silva – mas trata-se de um Parque de Exposições localizado na capital federal. Na agenda do artista está grafado apenas “Granja do Torto”, fato que induziu o editor ao equívoco, principalmente por desconhecer a existência do referido parque. Ficam aqui registradas nossas desculpas aos leitores, bem como os sinceros agradecimentos aos que nos alertaram. E se errar é humano, reconhecer o erro é uma virtude. Clique, depois acesse a página 'schedule' e confira a agenda do DJ onde aparece registrado apenas 'Granja do Torto'."
terça-feira, agosto 23, 2005
Tiesto: a Granja do Torto não é aquela.
O "nadando" submergiu. O "furo" da informação revelou-se furado:
Granja do torto é um parque de exposições em Brasília...
A pizza-rave não vai sair...
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A agenda do DJ Tiësto confirma o show no dia 11 de outubro. No
entanto, "Granja do Torto", além de ser o nome da residência oficial
de Lula, é também o nome de um famoso parque de exposições muito
utilizado para festas e shows em Brasília.
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segunda-feira, agosto 22, 2005
Lula: governo acuado aposta tudo em "pizza-rave"
CARTA ENVIADA À ZH, JORNAL DO BRASIL E O GLOBO.
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Amigos:
Poderia ser brincadeira mas não é.
O famoso (para o mundinho clubber) DJ Tiesto está programando sua
turnê mundial. Uma das datas programadas é para o Brasil no dia 11 de
outubro (véspera do feriado de Nossa Senhora Aparecida) . Local:
GRANJA DO TORTO. Isso mesmo.
Não acreditam?
Então vamos lá. Acessem a página http://www.tiesto.com/, clique na
opção Schedule.
A seguir selecione o mês (outubro), e o ano (2005).
O governo Lula inova a cada dia. Quando muitos esperavam que a CPI
poderia se transformar numa grande pizza, o governo já prepara uma
gigantesca PIZZA-RAVE para o dia 11/10.
A pergunta é quem pagará por isso.
Abs,
Luís Afonso
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quinta-feira, agosto 18, 2005
From Olavo, Urgente! - Artigo de estréia no JB, com chamada na capa e tudo

Acabo de receber esta surpresa.
Olavo está de volta a um periódico carioca de circulação nacional. A edição de hoje do JB tem sua primeira coluna no veículo, com chamada de capa e tudo.
Confiram.
Ótima notícia.
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Jornal do Brasil, 18 ago. 2005
Passo
Olavo de Carvalho
A estratégia do poder petista, planejada desde muito antes de 2002, pode ser resumida em dois itens opostos e complementares:
De um lado, manter inalterada a obediência da gestão Fernando Henrique às exigências do Fundo Monetário Internacional, atraindo para o governo a confiança dos investidores estrangeiros.
De outro, usar a credibilidade assim conquistada como manto protetor para acobertar (1) a deterioração intencional das instituições democráticas, submetidas cada vez mais aos caprichos das "forças populares" ao ponto de passeatas e gitarias terem força de lei, (2) o apoio à expansão comunista no continente, (3) a consolidação da hegemonia cultural e educacional esquerdista no país, (4) o suborno metódico da classe política, de modo a torná-la dócil ao esquema partidário sobreposto à autoridade mesma do Estado, e (5) a proteção dada às Farc – uma das possíveis financiadoras do plano -- , autorizadas a abastecer o mercado nacional de cocaína e a treinar bandos de delinqüentes armados para espalhar por toda parte o caos e o terror, sem que o governo consentisse sequer em usar contra essa organização alguma palavrinha mais dura.
Qualquer principiante no estudo da estratégia comunista deveria reconhecer nessa política de duas cabeças a aplicação simples e elementar do princípio dialético da tese e da antítese, destinadas a produzir uma síntese revolucionária ante os olhos atônitos de burgueses racionalistas incapazes de atinar com a unidade do plano por trás da contradição aparente. O esquema, afinal, era repetição quase literal do engodo criado por Lênin em 1921, sob o nome de Nova Política Econômica, para construir a ditadura comunista com a ajuda de investidores internacionais iludidos por um capitalismo de fachada.
Infelizmente, os últimos estudiosos de estratégia comunista estão nas próprias fileiras da esquerda. Fora delas, sem contar alguns empresários oportunistas, sempre dispostos a vender o futuro do país em troca do socorro governamental imediato às suas empresas periclitantes, restam apenas teóricos pró-capitalistas intoxicados de economicismo ao ponto de deslumbrar-se com a "ortodoxia" palocciana, vendo nela a prova cabal de que "Lula mudou" e recusando-se a enxergar a articulação dialética por trás de tudo. Críticas pontuais a "excessos" da esquerda evidenciavam apenas, nessa gente, aquela incapacidade para a apreensão abrangente da realidade concreta, aquele vício do pensamento abstratista e fragmentário que Karl Marx, acertadamente, atribuía à mentalidade burguesa, vício acentuado, no caso brasileiro, pela incultura pomposa de uma classe rica deslumbrada com os encantos fáceis do esquerdismo chique. Para agentes comunistas tarimbados como José Dirceu, ludibriar essas criaturas era mais simples do que chacoalhar um torrão de açúcar para fazer um jumento acenar com a cabeça como quem diz "sim".
Aplacando a oposição "de direita" com a política econômica, a estratégia permitia ainda controlar os esquerdistas mais afoitos apelando ao endosso recebido do companheiro Fidel, do companheiro Chávez e do companheiro Manuel Marulanda.
Agora, que a base financeira do esquema revelou toda a amplitude da sua intenção criminosa, a máfia dominante, compreensivelmente, busca salvar do naufrágio os equipamentos necessários para uma nova tentativa em futuro próximo ou distante.
Resta saber se o empresariado e a mídia vão ajudá-la nisso, amortecendo o impacto moral dos crimes, falando deles como se fossem desvios acidentais de uma linha partidária originariamente idônea, ou se terão a coragem de admitir que desde o início foram usados como instrumentos de uma estratégia de longo prazo e, sacudindo de si o ranço da cumplicidade, encarar de frente a unidade e a coerência da mais vasta e repugnante conspiração criminosa de toda a História nacional. Tais são as cartas do jogo presente. Quanto a mim, tenho nojo de apostar na primeira e medo de desperdiçar esperanças na segunda. Avalio a mão – e passo.
quarta-feira, agosto 17, 2005
Hiroshima, ainda
Segundo o blog Causa Liberal: "Two days after the dropping of the bomb, Hoover wrote, 'The use of the atomic bomb, with its indiscriminate killing of women and children, revolts my soul.' He testified to Congress later that year that the act was 'barbaric.' President Hoover was not alone. As Leo Maley III and Uday Mohan demonstrate at the History News Network, virtually all conservative voices from Human Events to the Chicago Tribune and even National Review continued to criticize the decision well into the 1950s. '"
Conclui dizendo que "Hoje em dia, a nova direita, não faz outra coisa que não defender esquerdistas comprometidos que trouxeram o socialismo aos EUA e o prática da Vitória Total conseguida pela destruição total (Churchill teve um papel nisso, quer no socialismo, quer na prática da guerra total)."
Comentário: É um assunto a ser realmente estudado cuidadosamente, uma vez que - se o início da guerra no Pacífico foi influenciado pesadamente pela espionagem/influência comunista - teria este evento sofrido da mesma influência???
Em desenvolvimento...
segunda-feira, agosto 15, 2005
Diogo Mainardi cresce na crise
Depois de perceber que não eram somente ele e o Olavo de Carvalho que batiam no governo Lula (Reinaldo Azevedo veio depois) - havia uma legião de Lula-haters (pelos motivos errados, é claro) se manifestando na imprensa - Mainardi se reiventou.
Usando seu apartamento como bunker, o colunista afirma que quer derrubar Lula, mas de dentro da segurança do seu apê, pois Lula não vale tanto esforço. Munido do gravador de brinquedo do seu filho deu para gravar as conversas com personagens da crise.
Cometeu duas colunas inesquecíveis.
A da semana passada, prometendo manter uma revelação "em off" do presidente do PP (Janene) e esta em que revida ao ataque do economista Luiz Nassif sobre sua falta de "ética jornalística" ao revelar (melhor "desnudar" ) a sua fonte.
Termina com algumas frases precisas.
"Nassif me deu uma lição de ética. Janene me deu uma lição de ética. Lula afirmou que não existe ninguém mais ético do que ele. Eu não aceito lição dessa gente. O Brasil tem off demais. Tudo o que se faz aqui é em off. Esta não é a hora do off. É a hora de abrir o jogo, de contar tudo, de falar a verdade." >
Bem vindo novamente ao front (doméstico) Mainardi.
sexta-feira, agosto 12, 2005
A verdadeira Elizabeth Bentley: Duda Mendonça??
Leio no Terra - CPI dos Correios: "O publicitário Duda Mendonça se apresentou espontaneamente à CPI dos Correios para depor nesta quinta-feira e revelou ter recebido pagamentos de campanhas eleitorais por meio de uma conta bancária aberta em um paraíso fiscal. A conta foi aberta nas Bahamas (paraíso fiscal no Caribe).
A sugestão acatada, de acordo com Duda, foi feita pelo empresário Marcos Valério, que a justificou para 'facilitar' o recebimento de aproximadamente R$ 10 milhões em pagamentos 'fracionados'.
O publicitário Duda Mendonçaa depôs ao lado da sócia Zilmar Silveira. Ele se emocionou pelo menos duas vezes. 'Minha mulher, meus sete filhos estão assistindo ao depoimento. Meu compromisso não é só com a verdade, é com meus amigos, meus familiares', disse o publicitário chorando."
Comentário: O PT acabou! Pelo menos a esta estrutura partidária usada para chegar ao poder. Será a queda do muro de Berlim para o petismo-gramsciano? Se for quer dizer que a guerra cultural vai continuar, mas na forma de guerrilha, não mais com um exército organizado.
Preparemo-nos??
quarta-feira, agosto 10, 2005
Roberto Jefferson, nossa Elizabeth Bentlley??

Promotor: Senhorita Bentley, você sabia qual era a relação entre o Partido Comunista dos Estados Unidos e a Internacional Comunista?
Bentley: Ele era parte da Internacional Comunista e, como tal, sujeito à sua jurisdição.
Promotor: Bem, que conexão havia entre a sua filiação e a de Golos (Jacob Golos, chefe de espionagem soviética nos Estados Unidos) ao Partido Comunista e o envio deste material (documentos secretos) para a Rússia?
Bentley: O Partido Comunista, sendo parte da Internacional Comunista, só e somente servia aos interesses de Moscou, fosse executando ações de propaganda, espionagem ou sabotagem.
Trecho do depoimento de Elizabeth Bentley no julgamento dos Rosemberg (1951-53).
As denúncias de “corrupção” do governo Lula, apesar de sua inédita extensão e modus operandi (uso sistemático da estrutura governamental), ainda é algo que deve ser colocado entre aspas. O que se entende no Brasil por corrupção é uma parte de seu sentido original. Aqui o termo refere-se somente ao desvio de função dos servidores públicos para obter vantagem pecuniária particular, seja desviando fundos públicos, seja achacando fornecedores de serviços e/ou provisões oficiais de forma ilegal.
O que o brasileiro não entende que corrupção é apenas um sintoma, um sinal. Corrupção é somente uma febre e como toda a febre, deve-se tratar de suas causas.
As incontáveis Comissões Parlamentares de Inquérito neste país foram apenas a aplicação de uma grande dosagem de medicamento “anti-térmico” de efeito temporário. Sem um tratamento adequado a febre volta. Como voltou e voltará ainda inúmeras vezes.
A sociedade brasileira, dinheirista, consumista e rasteira em seus valores, acha que todos os indivíduos podem usar da mesma causa-padrão para cometer estes atos de corrupção: grana, money, bufunfa, vil metal. “Show me the money” - a frase famosa de filme de Tom Cruise (“Jerry McGuire”) parece ser a causa fundamental e única de todos os males. Desconhecem que a corrupção dos valores, da alma, das virtudes acontece muito antes da corrupção material.
Investigar as causas materiais da corrupção sem também investigar suas causas formais pode converter esta tentativa de cruzada ética em mais um ato de colaboracionismo inconsciente, em que a real causa de corrupção e seus perpetradores escapam do foco da investigação, ou quando o são não são investigados pelos motivos que deveriam ser.
Desta forma, o trabalho das CPIs -comandado pelos reais causadores dos fatos que tenta apurar – acaba se transformando em estratégia de propaganda e “character assassination” dos sonhos de qualquer manipulador.
Este foi o destino de várias CPIs deste país. A que levou Fernando Collor à renúncia foi quase o “state of art” das CPIs colaboracionistass: tirou um grande adversário do campo e acabou com sua carreira política. Se não teve o resultado eleitoral previsto em 1994 foi por que um outro companheiro de viagem – viajando na primeira classe, “of course” - lhe tomou as rédeas justo no momento de botar as mãos na botija.
Mas a fórmula matadora de CPI s controláveis à distância definiu um modelo, uma forma de atuar que se espalhou pelo país. No RS, por exemplo, o governador Alceu Collares também foi vítima de uma CPI política que tinha o objetivo de apeá-lo do cargo. Mas a total vacuidade de sua motivação não a levou a lugar algum.
Mas não perco a esperança: será que algum dia ouviremos algo parecido com o trecho citado no início do artigo? Para recordar, Elizabeth Bentley foi amante de Jacob Golos – chefe da espionagem soviética nos EUA. Ela, depois de abandonar o comunismo e seu amante, contou a uma comissão de investigação o real papel do PC nos EUA: fachada para os interesses de Moscou.
Quem terá a coragem de dizer em alto e bom som que ao PT não interessa o jogo político democrático, que o partido é simplesmente a franquia local de dois projetos de poder continenal e mundial que se complementam: O Foro de São Paulo e a Nova Ordem Mundial?
Será que Roberto Jefferson poderá ser a nossa Elizabeth Bentley?
Duvido. O Brasil não gosta de verdades, não quer enfrentar a terrível constatação que se deixou enganar totalmente por uma gang de criminosos narco-socialistas.
Como aqui o auto-engano se expande até se tornar uma versão-trash de uma realidade possível, Jefferson bem que poderia se prestar ao papel de nossa Bentley , especialmente depois dizer que Dirceu despertava seus “instintos mais primitivos”...
terça-feira, agosto 09, 2005
Pearl Harbor foi tramado cuidadosamente... Pelos soviéticos.
Nos cinquenta anos de Hiroshima não vou falar se o uso da tecnologia atômica deveria ou não ter sido usada.
Ao invés desta pergunta, que volta e meia serve mais para -over and over - fustigar o anti-americanismo mais rasteiro mundo afora, prefiro me debruçar sobre questões mais nebulosas do início da guerra no Pacífico.
Depois de alguma pesquisa, o que encontrei foram sólidas evidências da influência da União Soviética no desenrolar dos acontecimentos que provocaram o ataque a Pearl Harbor.
O nome da estratégia era INFLUÊNCIA e consistia no uso de um agente trabalhando para os comunistas, dentro do mais alto nível da Secretaria do Tesouro do Presidente Franklin Roosevelt: Harry Dexter White.
White recebeu diretamente de Moscou um rascunho dos pontos que se tornaram célebres como a "proposta de 10 pontos", que tanto enfureceu o governo Japonês e o fez decidir finalmente pelo ataque em Pearl Harbor - exatamente como previsto pelos soviéticos. O objetivo? Evitar que os Japão atacasse a União Soviética.
Postei em um novo blog todo o texto disponível sobre este fato do livro "Influence" diretamente do Google print. Leiam aqui.
terça-feira, agosto 02, 2005
Bem-Vindos à U.R.S.A.L: the next big thing
Obviedades temíveis: "A sorte do continente latino-americano está decidida: o futuro chama-se União das Repúblicas Socialistas da América Latina. A profecia de Fidel Castro, lançada na IV Assembléia do Foro de São Paulo, está em vias de se realizar plenamente: o movimento comunista internacional já está reconquistando na América Latina tudo o que perdeu no Leste Europeu. Com uma diferença: no Leste Europeu ele avançou sobre cadáveres de heróis e mártires, na América Latina vai deslizar suavemente sobre a pasta amorfa da pusilanimidade, da omissão e do colaboracionismo."
Comentário: : Um belo tapa na cara de muitos que acham que qualquer CPIzinha vai "corrigir os rumos do país".
Acabar em pizza?
Qualquer CPI nestes país É uma grande e enorme pizza. CPIs foram o instrumento favorito desta mesma gang (a)narco-ideológica que domina o país para limpar o caminho à sua chegada ao poder, nice and smooth, sem nenhum tipo de oposição visível.
That´s all folks!