O slogan que acabou atraindo simpatizantes para a causa da "liberação" / "descriminalização" (chamado de "despenalização") e que foi entoado por todos os apoiadores, era "SOMOS TODOS CONTRA O ABORTO" para engatar logo em seguida um "mas....".
Para dar uma satisfação à opinião pública foi dito que seria feito - para todas as candidatas a abortar - um aconselhamento obrigatório para demover a candidata da prática. Os médicos que recusassem a executar o procedimento por razões de consciência não seriam obrigados a fazê-lo.
Até o Presidente, Cavaco Silva recomendou que a promulgação só poderia acontecer se a última ecografia do bebê fosse mostrada à candidata.
Na realidade aconteceu o seguinte:
- Médicos "engajados" começaram a praticar abortos ilegais (antes da promulgação da lei) em clínicas legais.
- A Lei foi promulgada e foi retirada a obrigatoriedade de que a abortista tivesse que assistir à ecografia final.
- Muitos médicos sentiram-se ameaçados de demissão se não executassem o aborto.
- Por outro lado, o governador da Ilha da Madeira - Alberto João Jardim - numa queda de braço com o primeiro ministro José Sócrates, recusa-se a aplicar a lei do Aborto na ilha, justificando que a maior parte da população da Madeira votou "não".
Qual a percepção de muitos usuários dos serviços das clínicas de aborto? Em matéria do Publico.pt saiu uma consideração típica, de que muitas candidatas ao aborto preferem fazê-lo em Espanha. Levam o namorado, que vai às compras e abastece o carro (aproveitando os preços mais baratos), enquanto elas fazem o "procedimento" por lá. É o programa combo "kill and shop"...
Para terminar, um vídeo do grupo humorístico português "Gato Fedorento" explicando as diferenças entre a "legalização" e a "despenalização" do aborto. É a perfeita tradução do embuste!
http://www.youtube.com/watch?v=Rf-9SqZ6V80