quarta-feira, agosto 07, 2013
O Estado das Coisas: O Brasil visto de Portugal
Neste meio tempo estive fora também de Portugal, portanto duplamente "por fora". Antes de comentar a crise portuguesa, mais longeva, vou falar sobre a nova crise brasileira iniciada com os manifestos populares (ou nem tanto) e a sua percepção em Portugal.
A percepção média dos portugueses em relação ao Brasil até há um mês era de que estávamos "em pleno" crescimento, que o país estava "pacificado" e que tudo corria às mil maravilhas. Sempre perguntavam-me o que eu fazia aqui em Portugal se o Brasil é que estava bem.
Muito desta postura vem mesmo da admiração (meio contraditória) que a maioria dos portugueses têm pelo Brasil. Se for perguntar qual país gostariam de visitar, o Brasil vem em primeiro lugar. "Contraditória", por que, mesmo sob este panorama de fundo, muitas vezes o tratamento a um brasileiro de carne-e-osso é bem diferente.
Na verdade, os portugueses amam (ou odeiam, pois não há meio termo) não o Brasil real, mas o Brasil "para inglês ver". Também nós brasileiros conhecemos o Portugal caricato de Roberto Leal (o português que mais discos vendeu no Brasil) ou pouco mais. Mas os portugueses nos conhecem muito mais. Sabem quase todas as músicas sertanejo-forró-axé; conhecem todas as novo(a)s mus(o)as da MPB, muito mais do que eu (eu sou acusado de não ser "brasileiro" por nada conhecer de Maria Gadu, por exemplo....). Isso torna mais intrigante de como, nos conhecendo "melhor", tenham uma visão distorcida do Brasil real.Esta visão distorcida foi agudizada com a adição da propaganda oficial ao mito do Brasil que já vicejava por conta das novelas e músicas (país liberal, povo feliz, etc).
Pois o mito foi violentamente desmascarado com as manifestações. Me perguntavam o por quê, pois estava tudo "bem" no Brasil. O português sabe do Brasil pelas estatísticas de crescimento de 2010! E acham que tudo está igual desde então.
A todos até então dizia eu que o Brasil tinha e tem muitos problemas e que o que liam sobre o país não passava muito de propaganda oficial. Me olhavam de lado. Muitos desavisados vinham ao meu encontro para louvar Lula e o governo petista, pois afinal como brasileiro...
A queda do mito serviu para dar um choque de realidade ao que se passava do lado de baixo do Equador, à Leste. O noticiário daqui reflete muito mais, a partir destas manifestações, o humor real do Brasil com relação ao seu governo (ou desgoverno).
No fundo, serviu para confirmar que o caminho que o Brasil trilhou nestes anos (bolsa família, incentivo à crédito desmesurado, gastos públicos sem controle) é o mesmo que levou Portugal à crise. Com uma diferença: como Portugal não emite moeda, a inflação não teve qualquer abalo durante os anos de falsa expansão, muito ao contrário do Brasil, que enfrenta uma inflação muito acima de qualquer previsão.
Sobre os manifestos? De tudo o que ocorreu, de positivo foi a volta ao enfoque principal, como o movimento contra o Foro de São Paulo, por exemplo. O Brasil visto de fora é uma mocinha sendo mantida refém pelo bandido de mil braços. Muitos protestos foram apenas contra os braços do vilão, não seu cérebro.
segunda-feira, maio 06, 2013
A Culpa de Todos Nós
sexta-feira, março 29, 2013
Mensagem de Páscoa
Sexta-feira Santa, 29/03/2013
Neste dia que é o segundo dia mais importante para os cristãos, quero partilhar alguns pensamentos soltos.
A sexta-feira representou o hiato entre a aparente derrota e a fulgurante Vitória de Jesus Cristo.
Assim mesmo acontece com nossas vidas. Quantas vezes nos sentimos sozinhos, "abandonados" (mesmo com centenas à nossa volta) e à beira da "morte"?
Às vezes , com todo o nosso esforço, amor e dedicação, tem coisas que simplesmente não dão certo.
Nossos filhos não vão nos amar incodicionalmente.
Nossas esposas podem decidir não mais passar o resto de suas vidas ao nosso lado.
Alguém muito querido da sua família pode vir a faltar, de uma hora para outra.
Amigos podem desaparecer de sua vida sem o menor aviso.
Vai haver momentos em que a solidão bate forte à nossa porta...
Mas devemos lembrar para cada Sexta-Feira da Paixão, haverá sempre, à nossa frente o Domingo Pascal.
Uma feliz e Santa Páscoa.
terça-feira, janeiro 22, 2013
sábado, dezembro 22, 2012
Dante, uma inspiração atemporal
Aqui, algumas interpretações do Inferno, Canto VII, quando Dante e Virgílio são interpelados por Felipe Argenti em meio à travessia do Estige.
Ilustração de Gustavo Doré (1850)
Ilustração de William Blake ""Virgil Repelling Filippo Argenti from the Boat of Phlegyas" (1827)
Pintura de Eugéne Delacroix "A Barca de Dante" (1822)
My (Wasted) Generation
Não por mim exatamente, mas por minha geração.
Aquela que nasceu jé depois da ditadura e que viu o processo de abertura e redemocritazação do país.
Se a década de 80 foi considerada a década perdida em termos econômicos também poderia ser dito que a geração que passou de adolescente a adulta nesta década também foi igualmente perdida.
"Meuis heróis morreram de overdose ,meus inimigos estão no poder" (Cazuza)
"Somos os filhos da revolução , somos burgueses e sem religião" (Legião Urbana)
"Com tanta riqueza por aí onde é que está a minha porção?" (Plebe Rude)
Rebeldia sempre foi uma característica da juventude, mas render-se a um discurso político bocó socialista, justamente quando a origem da onda rock no Brasil foi o britânico "do it yourself" é um pouco demais.
Mas o pior mesmo foi a adesão automática ao maior golpe partidário-midiático, a do Partido dos Trabalhadores como o partido da ética na política e Luis Inácio da Silva como seu supremo sacerdote.
O exemplo mais vexaminoso da subserviência do "rebelde" rock a uma associação partidária, é este "Hino" ao Lula, lançado em 1995... Será que eles ainda cantam isso nos shows???
Em 1989 todos embarcaram na campanha petista, todo o "beautiful people".. Mas os sertanejos ficaram com Collor... Já uma década mais tarde.. já não havia quem pudesse ser contra... Todos se venderam ao PT-ético-mas-com-conta-na-Suiça..
sexta-feira, dezembro 21, 2012
quinta-feira, dezembro 13, 2012
Capitalismo e Cristianismo - Olavo de Carvalho
Capitalismo e Cristianismo: "Uma das causas que produziram o trágico erro católico na avaliação do capitalismo do século XIX foi o trauma da Revolução Francesa, que, roubando e vendendo a preço vil os bens da Igreja, enriqueceu do dia para a noite milhares de arrivistas infames e vorazes, que instauraram o império da amoralidade cínica, o capitalismo selvagem tão bem descrito na obra de Honoré de Balzac. Que isso tenha se passado logo na França, "filha dileta da Igreja", marcou profundamente a visão católica do capitalismo moderno como sinônimo de egoísmo anticristão. Mas seria o saque revolucionário o procedimento capitalista por excelência? Se o fosse, a França teria evoluído para o liberal-capitalismo e não para o regime de intervencionismo estatal paralisante que a deixou para sempre atrás da Inglaterra e dos Estados Unidos na corrida para a modernidade.."
(...)
"Arrancar da nossa alma essa sugestão hipnótica, restaurar a consciência de que o capitalismo, com todos os seus inconvenientes e fora de toda intervenção estatal pretensamente corretiva, é em si e por essência mais cristão que o mais lindinho dos socialismos, eis o dever número um dos intelectuais liberais que não queiram colaborar com o farsesco monopólio esquerdista da moralidade, trocando sua alma pelo prato de lentilhas da eficiência amoral."
A influência da Igreja Católica no pensamento conservador norte-americano
Eastern Right | The American Conservative: Since the Second World War, Roman Catholicism has had enormous influence on American intellectual conservatism. The postwar rebirth of conservatism had two sources: libertarianism—a reassertion of classical liberalism against statism—and cultural traditionalism. For Russell Kirk and other leading traditionalists of the era, the Roman Catholic church, with its soaring intellectual edifice and unitary vision of faith and reason, matter and spirit, was the natural conservator of Western civilization and the sure source of its renewal after the catastrophes of the 20th century.
domingo, outubro 07, 2012
O Inferno de Dante
Dante Aleghieri parece que escreveu seu Inferno pensando na época atual. Não há descrição mais apurada do típico "señorito satisfecho" de nosso tempo. E também de muitos cristãos de fachada....
"O poeta horrorizado com o espetáculo , que ante seus olhos se desenrolava, quis saber quem eram aqueles que, sob ferroadas, eram punidos por seus pecados.
O eminentissímo Virgílio, com solicitude, explicou :
- Acham-se encerrados neste recinto aqueles que viveram sem infâmia, mas também não fizeram jus ao menor louvor.
Che visse senza infamia e senza lodo
( Que viveram sem infâmia e sem louvor)
São egoístas que só cuidaram se si, só viveram para si. Não feriram diretamente a ninguém com mal; mas negaram-se sempre, a praticar o bem. Entre este e aquele partido mantinham-se alheios e indiferentes; não eram pelo Pecado, mas nunca se declararam a favor da Virtude. Do bom não foram amigos, nem do mal mostraram-se inimigos.Por comodismo, por amor-próprio, faziam-se neutros em todas as controvérsias e contendas. Não lutavam pelo justo oprimido com receio de melindrar o opressor injusto; mostravam-se indiferentes às iniquidades, pois qualquer atitude, em prol dos infelizes, poderia acarretar incômodos e dissabores. As almas desses vis egoístas acham-se confundidas com o negregado coro dos anjos que, ao referir-se a grande revolta de Lucifer, nem foram rebeldes, nem fiéis a Deus pois só pensaram em ai, só de si cuidaram."
-A Divina Comédia (O Inferno) - Dante Aleghieri
Tradução anotada e comentada sob forma de narrativa por Malba Tahan
1947
quarta-feira, outubro 03, 2012
Vida é um projeto?
Nada é feito para durar. "No futuro, todos serão famosos por 15 minutos", dizia Wahrol, numa evocação à Wilde, acertadamente. Não que Wahrol fosse um gênio, mas simplesmente que ele sabia para que lado o vento soprava, e deixou-se levar.
Tudo à nossa volta é efêmero. Os assuntos são efêmeros. Os produtos são efêmeros. O sentido de eternidade da raça humana parece ter sido varrido da existência. Não buscamos o eterno, o belo em si mesmo, o sublime, mas o "up-to-date", o que é "trendy" e todos os termos racionalmente ocos que enchem as vitrinas culturais da atualidade.
A explicação oficialmente aceita para este estado é que o homem percebeu no Séc, XIX que não era mais um reflexo da imagem de Deus, mas simples produto de uma "evolução" (ou upgrade de fábrica) da matéria, igualzinho aos ratos, chimpanzés e tatus-bola. A partir deste ponto o homem deixa de olhar para a eternidade como seu porto de chegada e passa a combater os ponteiros do relógio contra seu curto reinado temporal.
A modernidade centra-se nestas duas vertentes: O conceito de "evolução", concluindo que o que é mais novo é melhor, pois é mais avançado em termos evolucionistas. O conceito de evolução é transportado sem filtros para dentro da cultura e pronto. As bases da alta cultura foram derrotadas.
A técnica passa a ser a base "cultural" da modernidade. A ciência é o novo Prometeu que roubou para o ser humano o dom do conhecimento, e com o conhecimento o homem pode construir sua própria felicidade, sem intercessão divina. Não mais interessa conceitos antigos e demodeés como "moral" ou "justiça", o que é mais novo é o melhor. Ponto final.
Segunda fase: passa-se às gerações mais jovens o controle da cultura. Na metade dos anos 50, surge nos Estados Unidos o protótipo da cultura jovem que irá estabelecer-se pelo resto do mundo. Nos anos 60 é radicalizado ao máximo. "Não confio em ninguém com mais de trinta anos" é o mote da época.
Terceira fase: o modernismo "morre". Afinal a ciência não pode, ela mesma, garantir "paz e segurança". O século inaugurado pelo signo da modernidade encerra com o saldo de duas guerras mundiais seguidas. Mas o homem não desiste. Ao invés de voltar e reconhecer o erro, inventa a "pós-modernidade", que é simplesmente a negação da racionalidade e da própria existência por assim dizer.
O resultado disso é que a Vida agora é simples vida. Efêmera e volátil, sem grandes esperanças, caóticas, darwiniana luta do mais forte, agora transfigurada pelo "mais moderno": Vença quem tiver o I-Phone 5.
Mas eu não concordo. O ser humano não é uma mosca drosófila gigante. Viver para simplesmente sentir o que pode ser sentido, "aproveitar" o que cada época nos proporciona, não deve ser nosso único objetivo.
Nosso real objetivo é a eternidade. Por que somos eternos, no sentido de que nada, nem ninguém que tenha existido pode virar "nada". Mesmo que não estejamos mais aqui para testemunhar, nossa história estará.
Por isso que a Vida tem de ter um projeto. E ela tem. A nossa grande missão é aprender sobre ele.
sexta-feira, setembro 14, 2012
Primavera Árabe: quando o Islamo-Comunismo é vendido como "democracia"
Sim, já vimos (eu vi, meninos!) em 1979, quando o mundo apoiou a derrubada do tirano Xá Reza Pahlevi pelo líder popular Ayatolah Khomeini. Vimos isso ainda mais longe (esta eu não vi, meninos!) em 1959 quando os EUA e mais um bando de países, saudou a queda de Fulgêncio Batista em Cuba, pelas mãos de uma revolução "legítima" liderada pelos barbudos.
Pois a mesma receita, de novo e de novo alcança os mesmos efeitos:A casca de "revolução" autóctone faz com que os idiotas úteis do Ocidente acabem até por ajudar tal movimento.
Mas sabemos que, uma vez a "revolução" estabelecida, os primeiros a cair são os "idiotas úteis". Pois foi exatamente isso que aconteceu no assassinato do embaixador americano na Líbia.
Não foi obra do "acaso", muito menos causado por um obscuro filme. Tudo foi planejado para acontecr no dia 11-09.
Lamento a morte do embaixador, mas isso era expectável. Christopher Stevens ajudou ativamente a destituição do regime Kadhafi. Acreditava que a "Primavera Árabe" iria trazer democracia enfim à Líbia. Achava que por ter este papel "especial", era "amigo" do regime.
Ledo engano.
Como o famoso vídeo de Yuri Bezmenov , sabemos que os idiotas úteis, geralmente são os primeiros a "cair" quando o novo regime que ajudaram a criar obtém o poder. E foi isso o que aconteceu, como está no artigo da Front Page Magazine:
Christopher Stevens Feeds the Crocodile | FrontPage Magazine: The only reason Christopher Stevens had lasted this long is that the jihadist fighters had known a useful man when they met him. And Stevens proved to be very useful, but his usefulness ended with Gaddafi’s death. Once the US successfully overthrew Gaddafi and began focusing on stabilizing Libya, Stevens ceased to be a useful idiot and became a useless nuisance.
sexta-feira, setembro 07, 2012
A In-dependência do Brasil
O Brasil só é o Brasil que conhecemos, não pela obra dos brasileiros, mas de duas personalidades ímpares: José Bonifácio de Andrada e Silva e Pedro de Alcântara (Pedro I - Brasil e Pedro IV - Portugal).
A engenharia da independência criada por estas personagens permitiu de uma só vez, a indepedência de Portugal e a manutenção do Brasil de proporção continentais como nos habituamos.
Se fosse obra dos brasileiros, hoje teríamos
- no mínimo uns cinco países de fala portuguesa na América do Sul,
- em eterna rixa com os vizinhos, como acontece na América espanhola,.
- e várias repúblicas de fachada com caudilhos a comandá-las.
Não estou aqui também a elaborar cenários sobre qual seria o presente do Brasil se não fosse colônia de Portuguesa nem um país com tradição católica.
E não acho que o país tenha tido qualquer "pecado de nascença" que impeça sua maturidade como nação.
Tenho simpatias pelo conservadorismo liberal, o velho laissez-faire, mas o modelo inglês (ou seu similar estadunidense) não seria possível implantar ipsis literis no país, como muitos liberais apregoam.
Tão difícil e alheio às características do Brasil como à tralha do politicamente correto que assola o país.
Este tipo de atitude, um ajoelhar para as medidas arrotadas pela ONU e pelas suas filiais internacionais não passam de revisitar "a troca de espelhos por ouro" dos tempos coloniais. Ou seja, dar soberania a grupos estrangeiros em troca de uma pretensa "democratização" é o inverso da independência. Hoje as decisões tomadas no país pelo governo atual nada tem a ver com interesses legítimos do seu povo, que quer, em termos gerais, mais saúde , educação e principalmente segurança.
Não foi o povo quem pediu
- liberação do aborto,
- casamento homossexual,
- liberação das drogas.
Foi a ONU, Foro de São Paulo, além de outras organizações que mandam no governo e que nunca foram eleitas para tanto.
O governo quer implatar à força uma "revolução internacionalista" (um golpe administrado de fora, em outras palavras) , enquanto o que o país simplesmente precisa de uma verdadeira in-dependência.
Comemorem enquanto ainda dá.
sexta-feira, agosto 31, 2012
Carlos Ramalhete, "A Perversão da Adoção"
Um artigo de Carlos Ramalhete (A Perversão da Adoção"),- simplesmente aludindo ao óbvio: de que as crianças tem direito a ter um pai e uma mãe e que o estado brasileiro não pode instituir na certidão de nascimento uma impossibilidade biológica, ou seja, uma criança ter dois pais ou duas mães-causou uma torrente histérica de adjetivos "homofóbicos".
Tal reação histérica tomou proporções enormes, a ponto de ameaçar a continuidade da coluna do Sr. Ramalhete. Até uma petição pública apoiando a Carlos Ramalhete (a qual já assinei) foi criada.
Parece que democracia não mais existe no país. Parece não, é verdade.
Para mim, democracia é onde todos podem falar à vontade sobre tudo. No Brasil não é possível. O governo foi tomado de fúria desconstrutivista da família brasileira e quem ousa falar mal é punido ou relegado ao degredo.Isso não é democracia.
Reparem a diferença com Portugal.
Abaixo um vídeo humorístico de um programa veiculado na TV estatal (RTP). Isso sim é democracia.
Na ditadura politicamente correta gay do Brasil um programa assim é impossível.
terça-feira, julho 24, 2012
A Farsa do "Crescimento" Brasileiro
Comentário:
Toda vez que falo a um Português sobre o Brasil, lá vem os chavões sobre o "calor", "povo mais liberal", "mais feliz" e nos últimos anos "pacificado" e de "crescimento contínuo".
Infelizmente tenho de corrigí-los:
- Calor: Estou agora escrevendo estas linhas desde Porto Alegre-RS aos 6 graus centígrados. Sério.
- Povo mais liberal: Portugal é mais "conservador" mas tem mais praias de naturismo tolerado, as mulheres fazem mais topless na praia e artistas de tv gays não escondem sua condição.
- Mais feliz. Leiam essa notícia" Mapa da depressão: Brasil é o país com mais casos no mundo".http://www.africa21digital.com/comportamentos/ver/20000645-brasileiros-tem-medo-da-violencia-e-consideram-policia-mal-preparada-mostra-pesquisa-do-ipea
- "Pacificado" : Leiam as manchetes abaixo.
terça-feira, julho 17, 2012
Brasil: Procon proíbe venda de novas linhas de celulares 3G em Porto Alegre
O Procon quer que as operadoras divulguem um mapa dos locais onde não há sinal de celular. A qualidade da recepção deverá constar também nos contratos.
Alguém sabe por quê? Por que a câmara de Porto Alegre impede que novas antenas de transmissão de sinal sejam implantadas. Tudo pelo "medo" que elas sejam prejudiciais ao seres humanos. No mundo todo, celulares são utilizados e, até mesmo na Europa -- campeã deste tipo de regulamentação "preventiva".Ou seja, não há sinal por que não há antena por que o município não deixa.
E ainda assim, a culpa é das operadoras.
O pior é que este episódio encerra muitas lições invertidas:
- Se um serviço é mau, acabe-se com ele ( o que seria do SUS e da segurança pública, sob esta luz?)
- Se há possibilidade remota de alguma produto ou serviço trazer risco para o ser humano, ela deve ser limitada, preventivamente. (Dizem que o chimarrão provoca câncer de garganta... Onde anda a proibição do consumo de chimarrão?
O site do Políbio Braga traz uma entrevista reveladora com o presidente da OAB (que foi quem acionou o Procon a "proteger" os clientes):
Claudio Lamacchia, presidente da OAB do RS
A OAB foi quem desencadeou as ações do Procon de Porto Alegre contra as teles que operam com celulares.
Nós não somos contra as teles. Acho que este movimento da OAB vai ajudá-las a expandir seus serviços, ao mesmo tempo em que terá que melhorá-los.
Qual é a queixa da Ordem?
Temos 80 mil advogados no RS. Você sabe como é que a Justiça será agilizada no Estado e no País?
Como?
Com internet em banda larga, 3G ou 4G. Na maior parte do Estado, nem 3G temos. O problema maior é no interior.
É melhor fechar as portas, então?
Você sabe que não é nada disto. Queremos que mais e melhores serviços. Se o problema é da legislação restritiva, tratemos de mudá-la, mas sei que não é apenas isto.
Mas o Procon fechou as portas das teles.
Isto aí vai ajudar a conscientizar a cidadania para as dimensões do problema e ajudar a resolver os nós com velocidade.
domingo, abril 29, 2012
"Por que não ficaram no exílio"?
Se alguém acredita na propaganda oficial de "pacificação" das favelas, ou qualquer outro engodo sobre a situação real do Brasil, basta ir ao you tube e ver a coleção de vídeos horrendos, de crimes cometidos em frente às câmeras..
Traficantes, assassinos, ladrões, bandidos e criminosos de todos os tipos agem livremente no Brasil sob a proteção de entidades e leis orwellianas como "direitos humanos", "estatuto da criança e do adolescente", "progressão de pena" e tantos outros artifícios legais criados nos Brasil pós-1985.
Hoje o Brasil é um covil de criminosos de todos os tipos, a começar pela presidência da República, ocupada há quase dez anos pelo Foro de São Paulo.
Ante a esta evidência tenho de me render a um comentário enviado a um dos infindáveis vídeos do you tube que retratam estes crimes:
"Por que não ficaram no exílio"?
terça-feira, abril 10, 2012
Mais sobre a o ativismo-idiotismo útil no Clube Militar
Esta professora é uma militante que acha que em democracia só há um lado. O dela. "Postura radical"???
Traduzindo: se você não concorda com a opinião de alguém é seu direito xingar e cuspir na cada do cidadão. A proporcionalidade democrática da ação-reação é claríssima..
Talvez se fossem fuzilados no ato, ou trucidados e empalados em estacas no passeio público, seria uma lição ainda melhor e "educativa" sobre democracia...
Protesto no Rio reflete pressão sobre Comissão da Verdade : Versão Impressa - Política - Estadao.com.br: Para a professora do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio Maria Celina d'Araujo, a mobilização contra a comemoração reflete a postura radical de parte dos militares da reserva contra a Comissão da Verdade
Alger Hiss, o espião comunista no coração do governo Roosevelt.
Foi o governo aos quais os comunistas tiveram mais influência, pois haviam vários funcionários próximos a FDR que eram espiões soviéticos e tinham a missão também de influenciar as decisões do governo de modo favorável às demandas comunistas...
O mais famoso, sem dúvida foi Alger Hiss.
O WND avisa de um novo livro jogando mais luzes sobre esta personagem fundamental na história da espionagem no século XX.
E muitos vem me falar da "toda poderosa CIA", como se comandasse ao mundo inteiro. Conversa, este papel sempre foi de fato e de direito da KGB e sua nova cara FSB.
Finally, the truth about Soviet spy Alger Hiss: Former U.S. State Department official Alger Hiss was the darling of the Franklin Roosevelt Democrats and the architect of the United Nations.
That he was also a Soviet spy remains one of the most well-guarded secrets of the 20th century.
sábado, março 31, 2012
1964: O Ano Que Nunca Terminou
A "anistia ampla, geral e irrestrita" instituída em 1979, que propiciou a prescrição de todos os crimes cometidos durante a luta armada e repressão (1963-1976) no Brasil, parece ter os dias contados.
Se fosse um "passsar a limpo" todos os crimes cometidos por ambos os lados, de modo claro e sem "filtros", até que não seria má ideia.
O país, desde o fim da ditadura em 1985, não tem feito outra coisa do que reverenciar falsos heróis (os "Roques Santeiros" da "luta pela liberdade") e satanizar aos que enfrentaram a radicalização e mantiveram o país funcionando.
Não iludam-se: os "heróis" não queriam liberdade mas sim a implantação de uma nova e grande Cuba.
É notável como ao longo do processo de redemocratização, ao invés de fazer o país seguir em frente, manteve-o numa fixação ao regime militar como se fosse a causa de todos os males do país.
É notável como o tecido social brasileiro nos anos pós-1985 tem sido rompido com as demandas mais absurdas e artificiais jamais pensadas: são "sem-terrra" contra os "com terra" (como se o país não fosse grande o bastante para acomodar a todos); "negros" contra "brancos" (criamos o racismo institucional onde ele não existia); índios contra brancos; bandidos contra cidadãos (com vantagem para os primeiros).
Todos estes assuntos e "frentes" de batalha parecem ter sido fabricados seguindo o manual de Yuri Besmenov de como corromper uma nação. Neste ano de 2012, depois de três décadas de corrupção, o país está em estado de ebulição.
Mas claro que o tema "ditadura" é a peça de resistência desta receita de fabricação do ativismo fake. Em 1992 já tinha criado o fenômeno dos "caras pintadas": que foram adolescentes lobotomizados pela Globo ("Anos Rebeldes") e foram às ruas praticar o que viram na TV.
Agora, com a onda mundial dos ativistas fakebook ("ocupem wall street") , não poderia ser diferente.
Não é diferente, mas assusta, pois esta militância jovem e descerebrada (militante e em geral "manifestantes" são apenas marionetes estupidificados) parecem mais comissários do povo.
Em outros países são apenas freaks, mas aqui são a demonstração do avanço da estupidificação esquerdista, por isso assusta.
Dois acontecimentos me chamaram a atenção:
Jovens de um tal organização militante resolveram pichar de militares aposentados apontando-os como "torturadores".
Uma palestra sobre a Revolução de 1964 foi alvo de mais ativistas descerebrados (cortesia do cavaleiro do templo).
Minha conclusão é de que esta massa de ativistas nada conhece sobre a história brasileira.
Aqui abaixo alguns links sobre o assunto, ainda é tempo de aprender algo.
Brasil: uma nação que salvou-se a si mesma
Derrubando a história oficial de 1964
Vítimas do terrorismo no Brasil
Sugiro aos "ativistas" que, antes de cometer asneiras como essa, leiam um pouco mais.



