quarta-feira, outubro 03, 2012
Vida é um projeto?
Nada é feito para durar. "No futuro, todos serão famosos por 15 minutos", dizia Wahrol, numa evocação à Wilde, acertadamente. Não que Wahrol fosse um gênio, mas simplesmente que ele sabia para que lado o vento soprava, e deixou-se levar.
Tudo à nossa volta é efêmero. Os assuntos são efêmeros. Os produtos são efêmeros. O sentido de eternidade da raça humana parece ter sido varrido da existência. Não buscamos o eterno, o belo em si mesmo, o sublime, mas o "up-to-date", o que é "trendy" e todos os termos racionalmente ocos que enchem as vitrinas culturais da atualidade.
A explicação oficialmente aceita para este estado é que o homem percebeu no Séc, XIX que não era mais um reflexo da imagem de Deus, mas simples produto de uma "evolução" (ou upgrade de fábrica) da matéria, igualzinho aos ratos, chimpanzés e tatus-bola. A partir deste ponto o homem deixa de olhar para a eternidade como seu porto de chegada e passa a combater os ponteiros do relógio contra seu curto reinado temporal.
A modernidade centra-se nestas duas vertentes: O conceito de "evolução", concluindo que o que é mais novo é melhor, pois é mais avançado em termos evolucionistas. O conceito de evolução é transportado sem filtros para dentro da cultura e pronto. As bases da alta cultura foram derrotadas.
A técnica passa a ser a base "cultural" da modernidade. A ciência é o novo Prometeu que roubou para o ser humano o dom do conhecimento, e com o conhecimento o homem pode construir sua própria felicidade, sem intercessão divina. Não mais interessa conceitos antigos e demodeés como "moral" ou "justiça", o que é mais novo é o melhor. Ponto final.
Segunda fase: passa-se às gerações mais jovens o controle da cultura. Na metade dos anos 50, surge nos Estados Unidos o protótipo da cultura jovem que irá estabelecer-se pelo resto do mundo. Nos anos 60 é radicalizado ao máximo. "Não confio em ninguém com mais de trinta anos" é o mote da época.
Terceira fase: o modernismo "morre". Afinal a ciência não pode, ela mesma, garantir "paz e segurança". O século inaugurado pelo signo da modernidade encerra com o saldo de duas guerras mundiais seguidas. Mas o homem não desiste. Ao invés de voltar e reconhecer o erro, inventa a "pós-modernidade", que é simplesmente a negação da racionalidade e da própria existência por assim dizer.
O resultado disso é que a Vida agora é simples vida. Efêmera e volátil, sem grandes esperanças, caóticas, darwiniana luta do mais forte, agora transfigurada pelo "mais moderno": Vença quem tiver o I-Phone 5.
Mas eu não concordo. O ser humano não é uma mosca drosófila gigante. Viver para simplesmente sentir o que pode ser sentido, "aproveitar" o que cada época nos proporciona, não deve ser nosso único objetivo.
Nosso real objetivo é a eternidade. Por que somos eternos, no sentido de que nada, nem ninguém que tenha existido pode virar "nada". Mesmo que não estejamos mais aqui para testemunhar, nossa história estará.
Por isso que a Vida tem de ter um projeto. E ela tem. A nossa grande missão é aprender sobre ele.
sexta-feira, setembro 14, 2012
Primavera Árabe: quando o Islamo-Comunismo é vendido como "democracia"
Sim, já vimos (eu vi, meninos!) em 1979, quando o mundo apoiou a derrubada do tirano Xá Reza Pahlevi pelo líder popular Ayatolah Khomeini. Vimos isso ainda mais longe (esta eu não vi, meninos!) em 1959 quando os EUA e mais um bando de países, saudou a queda de Fulgêncio Batista em Cuba, pelas mãos de uma revolução "legítima" liderada pelos barbudos.
Pois a mesma receita, de novo e de novo alcança os mesmos efeitos:A casca de "revolução" autóctone faz com que os idiotas úteis do Ocidente acabem até por ajudar tal movimento.
Mas sabemos que, uma vez a "revolução" estabelecida, os primeiros a cair são os "idiotas úteis". Pois foi exatamente isso que aconteceu no assassinato do embaixador americano na Líbia.
Não foi obra do "acaso", muito menos causado por um obscuro filme. Tudo foi planejado para acontecr no dia 11-09.
Lamento a morte do embaixador, mas isso era expectável. Christopher Stevens ajudou ativamente a destituição do regime Kadhafi. Acreditava que a "Primavera Árabe" iria trazer democracia enfim à Líbia. Achava que por ter este papel "especial", era "amigo" do regime.
Ledo engano.
Como o famoso vídeo de Yuri Bezmenov , sabemos que os idiotas úteis, geralmente são os primeiros a "cair" quando o novo regime que ajudaram a criar obtém o poder. E foi isso o que aconteceu, como está no artigo da Front Page Magazine:
Christopher Stevens Feeds the Crocodile | FrontPage Magazine: The only reason Christopher Stevens had lasted this long is that the jihadist fighters had known a useful man when they met him. And Stevens proved to be very useful, but his usefulness ended with Gaddafi’s death. Once the US successfully overthrew Gaddafi and began focusing on stabilizing Libya, Stevens ceased to be a useful idiot and became a useless nuisance.
sexta-feira, setembro 07, 2012
A In-dependência do Brasil
O Brasil só é o Brasil que conhecemos, não pela obra dos brasileiros, mas de duas personalidades ímpares: José Bonifácio de Andrada e Silva e Pedro de Alcântara (Pedro I - Brasil e Pedro IV - Portugal).
A engenharia da independência criada por estas personagens permitiu de uma só vez, a indepedência de Portugal e a manutenção do Brasil de proporção continentais como nos habituamos.
Se fosse obra dos brasileiros, hoje teríamos
- no mínimo uns cinco países de fala portuguesa na América do Sul,
- em eterna rixa com os vizinhos, como acontece na América espanhola,.
- e várias repúblicas de fachada com caudilhos a comandá-las.
Não estou aqui também a elaborar cenários sobre qual seria o presente do Brasil se não fosse colônia de Portuguesa nem um país com tradição católica.
E não acho que o país tenha tido qualquer "pecado de nascença" que impeça sua maturidade como nação.
Tenho simpatias pelo conservadorismo liberal, o velho laissez-faire, mas o modelo inglês (ou seu similar estadunidense) não seria possível implantar ipsis literis no país, como muitos liberais apregoam.
Tão difícil e alheio às características do Brasil como à tralha do politicamente correto que assola o país.
Este tipo de atitude, um ajoelhar para as medidas arrotadas pela ONU e pelas suas filiais internacionais não passam de revisitar "a troca de espelhos por ouro" dos tempos coloniais. Ou seja, dar soberania a grupos estrangeiros em troca de uma pretensa "democratização" é o inverso da independência. Hoje as decisões tomadas no país pelo governo atual nada tem a ver com interesses legítimos do seu povo, que quer, em termos gerais, mais saúde , educação e principalmente segurança.
Não foi o povo quem pediu
- liberação do aborto,
- casamento homossexual,
- liberação das drogas.
Foi a ONU, Foro de São Paulo, além de outras organizações que mandam no governo e que nunca foram eleitas para tanto.
O governo quer implatar à força uma "revolução internacionalista" (um golpe administrado de fora, em outras palavras) , enquanto o que o país simplesmente precisa de uma verdadeira in-dependência.
Comemorem enquanto ainda dá.
sexta-feira, agosto 31, 2012
Carlos Ramalhete, "A Perversão da Adoção"
Um artigo de Carlos Ramalhete (A Perversão da Adoção"),- simplesmente aludindo ao óbvio: de que as crianças tem direito a ter um pai e uma mãe e que o estado brasileiro não pode instituir na certidão de nascimento uma impossibilidade biológica, ou seja, uma criança ter dois pais ou duas mães-causou uma torrente histérica de adjetivos "homofóbicos".
Tal reação histérica tomou proporções enormes, a ponto de ameaçar a continuidade da coluna do Sr. Ramalhete. Até uma petição pública apoiando a Carlos Ramalhete (a qual já assinei) foi criada.
Parece que democracia não mais existe no país. Parece não, é verdade.
Para mim, democracia é onde todos podem falar à vontade sobre tudo. No Brasil não é possível. O governo foi tomado de fúria desconstrutivista da família brasileira e quem ousa falar mal é punido ou relegado ao degredo.Isso não é democracia.
Reparem a diferença com Portugal.
Abaixo um vídeo humorístico de um programa veiculado na TV estatal (RTP). Isso sim é democracia.
Na ditadura politicamente correta gay do Brasil um programa assim é impossível.
terça-feira, julho 24, 2012
A Farsa do "Crescimento" Brasileiro
Comentário:
Toda vez que falo a um Português sobre o Brasil, lá vem os chavões sobre o "calor", "povo mais liberal", "mais feliz" e nos últimos anos "pacificado" e de "crescimento contínuo".
Infelizmente tenho de corrigí-los:
- Calor: Estou agora escrevendo estas linhas desde Porto Alegre-RS aos 6 graus centígrados. Sério.
- Povo mais liberal: Portugal é mais "conservador" mas tem mais praias de naturismo tolerado, as mulheres fazem mais topless na praia e artistas de tv gays não escondem sua condição.
- Mais feliz. Leiam essa notícia" Mapa da depressão: Brasil é o país com mais casos no mundo".http://www.africa21digital.com/comportamentos/ver/20000645-brasileiros-tem-medo-da-violencia-e-consideram-policia-mal-preparada-mostra-pesquisa-do-ipea
- "Pacificado" : Leiam as manchetes abaixo.
terça-feira, julho 17, 2012
Brasil: Procon proíbe venda de novas linhas de celulares 3G em Porto Alegre
O Procon quer que as operadoras divulguem um mapa dos locais onde não há sinal de celular. A qualidade da recepção deverá constar também nos contratos.
Alguém sabe por quê? Por que a câmara de Porto Alegre impede que novas antenas de transmissão de sinal sejam implantadas. Tudo pelo "medo" que elas sejam prejudiciais ao seres humanos. No mundo todo, celulares são utilizados e, até mesmo na Europa -- campeã deste tipo de regulamentação "preventiva".Ou seja, não há sinal por que não há antena por que o município não deixa.
E ainda assim, a culpa é das operadoras.
O pior é que este episódio encerra muitas lições invertidas:
- Se um serviço é mau, acabe-se com ele ( o que seria do SUS e da segurança pública, sob esta luz?)
- Se há possibilidade remota de alguma produto ou serviço trazer risco para o ser humano, ela deve ser limitada, preventivamente. (Dizem que o chimarrão provoca câncer de garganta... Onde anda a proibição do consumo de chimarrão?
O site do Políbio Braga traz uma entrevista reveladora com o presidente da OAB (que foi quem acionou o Procon a "proteger" os clientes):
Claudio Lamacchia, presidente da OAB do RS
A OAB foi quem desencadeou as ações do Procon de Porto Alegre contra as teles que operam com celulares.
Nós não somos contra as teles. Acho que este movimento da OAB vai ajudá-las a expandir seus serviços, ao mesmo tempo em que terá que melhorá-los.
Qual é a queixa da Ordem?
Temos 80 mil advogados no RS. Você sabe como é que a Justiça será agilizada no Estado e no País?
Como?
Com internet em banda larga, 3G ou 4G. Na maior parte do Estado, nem 3G temos. O problema maior é no interior.
É melhor fechar as portas, então?
Você sabe que não é nada disto. Queremos que mais e melhores serviços. Se o problema é da legislação restritiva, tratemos de mudá-la, mas sei que não é apenas isto.
Mas o Procon fechou as portas das teles.
Isto aí vai ajudar a conscientizar a cidadania para as dimensões do problema e ajudar a resolver os nós com velocidade.
domingo, abril 29, 2012
"Por que não ficaram no exílio"?
Se alguém acredita na propaganda oficial de "pacificação" das favelas, ou qualquer outro engodo sobre a situação real do Brasil, basta ir ao you tube e ver a coleção de vídeos horrendos, de crimes cometidos em frente às câmeras..
Traficantes, assassinos, ladrões, bandidos e criminosos de todos os tipos agem livremente no Brasil sob a proteção de entidades e leis orwellianas como "direitos humanos", "estatuto da criança e do adolescente", "progressão de pena" e tantos outros artifícios legais criados nos Brasil pós-1985.
Hoje o Brasil é um covil de criminosos de todos os tipos, a começar pela presidência da República, ocupada há quase dez anos pelo Foro de São Paulo.
Ante a esta evidência tenho de me render a um comentário enviado a um dos infindáveis vídeos do you tube que retratam estes crimes:
"Por que não ficaram no exílio"?
terça-feira, abril 10, 2012
Mais sobre a o ativismo-idiotismo útil no Clube Militar
Esta professora é uma militante que acha que em democracia só há um lado. O dela. "Postura radical"???
Traduzindo: se você não concorda com a opinião de alguém é seu direito xingar e cuspir na cada do cidadão. A proporcionalidade democrática da ação-reação é claríssima..
Talvez se fossem fuzilados no ato, ou trucidados e empalados em estacas no passeio público, seria uma lição ainda melhor e "educativa" sobre democracia...
Protesto no Rio reflete pressão sobre Comissão da Verdade : Versão Impressa - Política - Estadao.com.br: Para a professora do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio Maria Celina d'Araujo, a mobilização contra a comemoração reflete a postura radical de parte dos militares da reserva contra a Comissão da Verdade
Alger Hiss, o espião comunista no coração do governo Roosevelt.
Foi o governo aos quais os comunistas tiveram mais influência, pois haviam vários funcionários próximos a FDR que eram espiões soviéticos e tinham a missão também de influenciar as decisões do governo de modo favorável às demandas comunistas...
O mais famoso, sem dúvida foi Alger Hiss.
O WND avisa de um novo livro jogando mais luzes sobre esta personagem fundamental na história da espionagem no século XX.
E muitos vem me falar da "toda poderosa CIA", como se comandasse ao mundo inteiro. Conversa, este papel sempre foi de fato e de direito da KGB e sua nova cara FSB.
Finally, the truth about Soviet spy Alger Hiss: Former U.S. State Department official Alger Hiss was the darling of the Franklin Roosevelt Democrats and the architect of the United Nations.
That he was also a Soviet spy remains one of the most well-guarded secrets of the 20th century.
sábado, março 31, 2012
1964: O Ano Que Nunca Terminou
A "anistia ampla, geral e irrestrita" instituída em 1979, que propiciou a prescrição de todos os crimes cometidos durante a luta armada e repressão (1963-1976) no Brasil, parece ter os dias contados.
Se fosse um "passsar a limpo" todos os crimes cometidos por ambos os lados, de modo claro e sem "filtros", até que não seria má ideia.
O país, desde o fim da ditadura em 1985, não tem feito outra coisa do que reverenciar falsos heróis (os "Roques Santeiros" da "luta pela liberdade") e satanizar aos que enfrentaram a radicalização e mantiveram o país funcionando.
Não iludam-se: os "heróis" não queriam liberdade mas sim a implantação de uma nova e grande Cuba.
É notável como ao longo do processo de redemocratização, ao invés de fazer o país seguir em frente, manteve-o numa fixação ao regime militar como se fosse a causa de todos os males do país.
É notável como o tecido social brasileiro nos anos pós-1985 tem sido rompido com as demandas mais absurdas e artificiais jamais pensadas: são "sem-terrra" contra os "com terra" (como se o país não fosse grande o bastante para acomodar a todos); "negros" contra "brancos" (criamos o racismo institucional onde ele não existia); índios contra brancos; bandidos contra cidadãos (com vantagem para os primeiros).
Todos estes assuntos e "frentes" de batalha parecem ter sido fabricados seguindo o manual de Yuri Besmenov de como corromper uma nação. Neste ano de 2012, depois de três décadas de corrupção, o país está em estado de ebulição.
Mas claro que o tema "ditadura" é a peça de resistência desta receita de fabricação do ativismo fake. Em 1992 já tinha criado o fenômeno dos "caras pintadas": que foram adolescentes lobotomizados pela Globo ("Anos Rebeldes") e foram às ruas praticar o que viram na TV.
Agora, com a onda mundial dos ativistas fakebook ("ocupem wall street") , não poderia ser diferente.
Não é diferente, mas assusta, pois esta militância jovem e descerebrada (militante e em geral "manifestantes" são apenas marionetes estupidificados) parecem mais comissários do povo.
Em outros países são apenas freaks, mas aqui são a demonstração do avanço da estupidificação esquerdista, por isso assusta.
Dois acontecimentos me chamaram a atenção:
Jovens de um tal organização militante resolveram pichar de militares aposentados apontando-os como "torturadores".
Uma palestra sobre a Revolução de 1964 foi alvo de mais ativistas descerebrados (cortesia do cavaleiro do templo).
Minha conclusão é de que esta massa de ativistas nada conhece sobre a história brasileira.
Aqui abaixo alguns links sobre o assunto, ainda é tempo de aprender algo.
Brasil: uma nação que salvou-se a si mesma
Derrubando a história oficial de 1964
Vítimas do terrorismo no Brasil
Sugiro aos "ativistas" que, antes de cometer asneiras como essa, leiam um pouco mais.
quinta-feira, março 08, 2012
Aborto & Eutanásia Instantâneos no Brasil
"Nesta segunda feira, dia 5 de março, o Senado está
preparando, através da Comissão de Reforma do Código Penal, a
legalização do aborto e da eutanásia no Brasil, cumprindo uma
agenda, proposta pela Senadora Marta Suplicy, de fazer com que a
legalização do aborto, através do Congresso, se tornasse um fato
consumado antes das próximas eleições de 2014.
Esta agenda está agora tornando-se possível pela indicação de
alguns juristas, abertamente a favor do aborto, como integrantes da
Comissão de Reforma do Código Penal. Entre eles está o
professor Luiz Flávio Gomes, membro da Comissão, o qual, além
do aborto, é também conhecido promotor da eutanásia passiva e
ativa, e do suicídio assistido."
sábado, janeiro 21, 2012
O Caráter Oculto da "Revolução Científica" segundo Umberto Eco
"Tornava-se para mim cada vez mais difícil separar o mundo da magia daquele que hoje chamamos o universo da precisão. Encontrava personagens que eu havia estudado na escola como sendo portadores da luz matemática e física em meio às trevas da superstição, e descobria agora que haviam trabalhado com um pé na Cabala e outro no laboratório. Estava relendo talvez a história inteira através dos olhos dos nossos diabólicos? Mas depois encontrava textos insuspeitos que me diziam como os físicos positivistas mal saídos das universidades andaram a freqüentar sessões mediúnicas e cenáculos astrológicos. e como Isaac Newton havia chegado à lei da gravitação universal porque acreditava na existência de forças ocultas (recordava-me de suas explorações no terreno da cosmologia rosacruciana).
Fizera da incredulidade um pricípio cientíico, mas agora tinha de desconfiar até dos mestres que me haviam ensinado a me tornar incrédulo".
Umberto Eco - "O Pêndulo de Foucault"
sábado, dezembro 10, 2011
sábado, dezembro 03, 2011
Novas Igrejas Desconstrucionistas
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| Nova Basílica Fátima |
A "nova" basílica parece um coliseu anódino onde , se não fosse pelo crucifixo (que também é difícil de perceber), nada levaria a concluir que ali há um templo de oração, uma "casa de Deus"..
Esta é a nova tendência da moderna arquitetura que, já não contente em enfeiar / desumanizar todos os espaços urbanos, com suas caixas sem sentido nem estética, volta-se para destruir a última fronteira: os templos religiosos, mais particularmente os católicos.
O novíssimo exemplo desta sandice, que enterra milhões de euros (aqui em Portgal), é a nova igreja do Restelo, também conhecida como "Igreja-caravela".
Ainda não está completa. Ao final ficará assim:
Ainda há dezenas de outros exemplos, espalhados pelo país...
No artigo anterior falei sobre o suicídio cristão, este parece mais um capítulo.. Até os sinais externos -- como a marca indelével que a arquitetura sacra deixou nas cidades ao longo de milênios, sendo mesmo as maiores atrações destes locais (Paris - Notre Dame, por exemplo) -- parece que sucumbiram à auto-negação cristã.
Não basta tolerar seus inimigos ao ponto de render-se à eles, mas eliminar os próprios traços externos de sua própria fé. Ou fazer uma paródia do que foram, durante séculos, exemplares de devoção e desapego ao terreno..
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Tolerância Cristã ou Suicídio?

Muçulmanos rezam em frente ao Duomo, em Milão; João Paulo II beija o Corão (Maio de 1999 Vaticano).
O movimento de Islamização da Europa, para ser melhor entendido, tem de ser observado pelas suas partes constituintes que, ao meu ver, mesclam valores tradicionais e fundantes da fé cristã com outros que foram cuidadosamente plantados para mesmo explorará-las, tornando-as mesmo cavalos de tróia desta invasão.
Dividi estes elementos em passivos, circunstânciais/históricos e ativos.
Elementos passivos:
São os valores tradicionais da fé cristã. Destaco a tolerância e o amor ao próximo, especialmente as palavras de Jesus em "dar a outra face ao inimigo".
Mas é claro que eles são utilizados como pano de fundo. Ao tempo de Jesus estes novos valores serviram para mostrar que o Reino de Deus estava ao alcance de todos que ouvissem Suas palavras e que a maior fortaleza que os cristãos poderiam mostrar aos seus inimigos era escolher a morte à renegar seus valores.
Ora, isto é o contrário do que acontece hoje em dia, em que a tolerância não é usada para dar acesso a todos sobre as "boas novas" mas sim refrear os cristãos em divulgar estas boas novas.
Mas esta nova percepção não teria lugar se não fosse a ajuda dos outros elementos.
Elementos circustânciais / históricos:
Classifico-os assim pois a sua origem, apesar de ser rastreável ao longo dos séculos (principalmente depois da Reforma protestante culminando com a Revolução Francesa) não tem um ator único. Refiro-me ao
Revisionismo histórico I (anticlerical): que deu origem aos inúmeros "complexos de culpa" da Igreja Católica, especialmente , neste caso às Cruzadas e a "ocupação" de Jerusalém.
Revisionismo histórico II (a vitimização dos muçulmanos): Ao mesmo tempo que se reforça a "culpa" dos cristãos, se cria uma vitimização dos muçulmanos. Sim, apesar deles mesmo terem dominado todo o sul da Europa durante séculos, reintroduzindo a escravidão entre outras coisas, são tratados como vítimas do cristianismo.
Elementos ativos:
Concílio Vaticano II: A "nova igreja", moderna, se incorpora ao mundo. Ao incorporar-se, começa a fazer "parte do mundo", exatamente o contrário do que JC havia pregado. O quanto isso se deve à influência comunista nas fundações do concílio tem de ser ainda completamente esclarecidas, mas é inegável que, depois de mais 5 décadas tentando acabar com o seu maior inimigo, o catolicismo, o comunismo compreendeu que só poderia ganhar a batalha por invadir a Igreja por dentro.
Ecumenismo: É um dos filhotes do concílio, mas deve ser examinado de modo especial, pois apesar de parecer uma resposta ao "complexo de culpa" histórico é, em si mesmo, uma confissão de que a fé católica - e cristã por extensão - é uma commodity como qualquer outra no mundo das religiões. Não há qualquer razão para alguém ser cristão, a não ser históricas e culturais. Todas as religiões ao fim e ao cabo tem o mesmo "fim". O beijo de João Paulo II ao Corão pode ser atribuído diretamente a este motivo.
Jihadismo: Concomitante às forças que levaram ao Concílio II, no mundo muçulmano desenvolveu-se uma corrente ultra radical que pregava a leitura do Corão em termos absolutos (ou reais - não sei em que extensão o Al-Corão é baseado na matança para estabelecer a "verdade" ou se isso é uma explicação não verdadeira).
O uso dos elementos anteriores pelos ex-comunistas: Aqui está o acendimento do rastilho de pólvora. Historicamente o ano de 1979 poderia ser definido como o ano da inauguração do uso dos regimes islâmicos radicais pelos soviéticos. Havia é claro a OLP. A OLP foi criada pela KGB. Um falso movimento, com um falso líder (Lula é outro criado da mesma forma, assim como Obama), mas a OLP não tinha o poder que os Ayatolás tinham, que unia o poder secular recém conquistado com a liderança religiosa inconteste. Pois bem, o ano de 1979 foi o ano que a KGB roubou o movimento islâmico dos muçulmanos. Isso quer dizer que, neste ano, os "estudantes iranianos" -- afogados em propaganda marxista soviética, como descrito em detalhes no "KGB and the Soviet Disinformation" Ladislav Bittman -- resolveram começar a sua "ação direta", invadindo a embaixada americana en Teerã. O Khomeini foi arrastado a ser líder de uma "revolução" a qual não era a que ele primeiramente se propunha.. A partir daí é história.
A conclusão é que os comunistas estão usando agora os muçulmanos para acabar com a sociedade ocidental e com ela o seu pior inimigo: a Igreja Católica.
Para a destruição completa, não basta destruí-la por dentro, até por que, estes movimentos como ecumenismo, Concílio II e tudo mais seriam contra-atacados dentro da Igreja, como estão sendo neste momento. O objetivo é enfraquecer a Igreja por dentro, mas não destruí-la.
Querem uma Igreja amigável, ou pelo menos "inimiga" do seu maior inimigo: O capitalismo, os Estados Unidos e seus aliados..
Estão conseguindo...
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quinta-feira, dezembro 01, 2011
Mulheres protestam em Cuba
segunda-feira, novembro 28, 2011
Off topic: soundcloud
Não, não abandonei o blog, como muitos gostariam...
Como estamos em época de natal (e faz um friozinho por aqui) resolvi dar um presente aos leitores do "nadando"...
Aqui vai o link para o meu perfil público no soundcloud e algumas versões de alguns clássicos (outros nem tanto) que gravei como hobby...
Abs..
http://soundcloud.com/luis-afonso
terça-feira, setembro 06, 2011
"A dúvida de Descartes"
O suporte central deste novo mundo lógico-racional foi a dedução ("Cogito ergo sum") de Descartes, a partir de seu exercício de dúvida metódica. Apresento o texto abaixo, retirado da coleção "Grandes Pensadores" sobre o tema, onde o autor faz algumas análises pertinentes sobre o tal processo da dúvida metódica.
A dúvida de Descartes (luisafonso): "Antes de mais , é evidente que o processo de dúvida metódica evolui sob a supervisão da faculdade racional. Contudo, Descartes afirma que “rejeita” como falsos todos os raciocínios que antes tinha tomado por demonstrações.
Ora, não parece lógico limitar a rejeição unicamente aos próprios raciocínios. Os raciocínios não aparecem sozinhos e são, pelo contrário, o produto da razão humana. E, se os raciocínios foram erróneos, isso é por que o seu emissor, a razão, não pode ser considerada como uma instância absolutamente fiável. Mas, nesse caso, como poderemos confiar nela para o resto do processo?"
quinta-feira, agosto 11, 2011
Liberais-Conservadores no Brasil
Já escrevi alguns artigos tentando desvendar esta entidade, sendo o último "Conservadores ... No Brasil?", em 2008. De lá para cá, algumas percepções e principalmente, algumas leituras me proporcionaram uma visão com mais profundidade e perspectiva do que escrevi em 2008 e que gostaria de compartilhar com meus leitores.
Primeiro um resumo: o liberal-conservador é um ente político-cultural com os pés fincados na tradição (no Brasil seriam o respeito à uma hieraquia de valores que vão do cristianismo e a responsabilidade individual em oposição aos valores coletivistas, com especial ojeriza a processos revolucionários) e com a cabeça econômica voltada aos modelos liberais da Escola de Salamanca, Adam Smith a Mises e Hayek. Muitos alegam que esta criatura nunca existiu em solo nacional, sendo apenas uma fracassada tentativa de tropicalizar o conservadorismo Made in USA.
Estes mesmos críticos "nacionalistas" não conseguem perceber que as teorias revolucionárias é que foram implantadas à força em solo nacional, não o conservadorismo e muito menos o liberalismo econômico.
Nos últimos meses li dois livros que ajudaram-me a refinar esta percepção. Com o primeiro, "1822" de Laurentino Gomes, percebi que os personagens que circundam os acontecimentos relativos à Independência do Brasil não tinham nada a dever aos tão admirados "pais fundadores" dos Estados Unidos, principalmente Dom Pedro I e o "patrono da Independência" José Bonifácio de Andrada e Silva; Com o segundo, "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" de Leandro Narloch, obtive uma comprovação de que o pensamento liberal-conservador é de fato a base da formação do Brasil, por isso mesmo é anterior a qualquer modelo revolucionário importado desde então, seja pela influência da Revolução Francesa seja os ideais comunistas e socialistas que a sucederam. No livro de Narloch há um capítulo chamado "Elogio à Monarquia" que abaixo reproduzo alguns trechos luminares.
Elogio à Monarquia (luisafonso):
"Entre 1822 e 1831, todos os ministros brasileiros que tinham educação superior haviam estudado em Portugal – 72% deles em Coimbra" (..)
"O iluminismo propagado em Coimbra era mais comedido e cauteloso. Os estudantes liam Adam Smith, pai do liberalismo econômico, e Edmund Burke, o pai do conservadorismo britânico – os dois autores foram traduzidos para o português por José da Silva Lisboa, o visconde de Cairu. Cairu foi o homem que aconselhou D. João VI, quando este chegou à Bahia, a abrir os portos às nações amigas." (..)
"O visconde de Uruguai, que foi deputado, senador, ministro e conselheiro de D. Pedro II, acreditava que era preciso “empregar todos os meios para salvar o país do espírito revolucionário, porque este produz a anarquia e a anarquia destrói, mata a liberdade, a qual somente pode prosperar com a ordem”. (..)
"Criou-se assim um ambiente em que era deselegante e infantil pregar revoluções e reformas radicais. Havia um consenso, mesmo entre os políticos brasileiros de grupos inimigos, que mudanças, se necessárias, deveriam passar por um processo lento e gradual, sem sobressaltos e traumas, garantindo liberdades individuais. “Buscavam mudanças inovadoras, mas ao mesmo tempo queriam conservar o espírito das antigas estruturas econômico-sociais”, explica a historiadora Lúcia Barros Pereira das Neves no livro Corcundas e Constitucionais, outro clássico daquela época.5 No meio do caminho entre as reformas e a necessidade de manter a tradição, esses políticos são chamados hoje de liberais-conservadores." (..)"Desse ponto de vista, a monarquia teve para o século 19 o mesmo papel de ditadura militar no século 20: evitar que baixarias ideológicas instaurassem o caos entre os cidadãos."
Por este trecho percebe-se que o liberal-conservador sim é que é um perfil tradicional na política nacional, mas que foi embaçado pelos aventureiros, revolucionários que adentraram à história do país a partir da proclamação da República.
De um certo modo, ao entrar na "República", abandonamos o modo político verdadeiramente republicano para nos dedicar a selvagens experiências mais o menos revolucionárias, num processo crescente que teve, de tempos em tempos, apenas intervalos de redução em sua velocidade.
É hora, mais do que nunca, dos liberais-conservadores, voltarem ao seu lugar de direito na vida política nacional, lugar que foi lhes tirado ja há muito tempo.



