quinta-feira, abril 08, 2010

Eis um típico Anti-Padre: José Comblin

Lendo a entrevista de José Comblin, nota-se a inversão satânica de sua missão.
E nela, a própria subversão da Igreja Católica.
Um padre que fugiu da "falta de fé" da Europa, hoje tece loas à Lula, Chávez e Evo Morales.
Uma "evolução" e tanto.
Mas não acredito que ele tenha sido "modificado", ou seja, levado ao comunismo no Brasil. A sua missão dentro da Igreja era realmente esta.

E o pior é que o último grande Papa, Pio XII, achava que estava ajudando a combater o mal do comunismo com gente como Comblin... Ledo engano.

Este indivíduo tem todas as características de ser um "anti-padre".

Leia, abaixo um trecho da entrevista ao site adital.


Adital - Entrevista com José Comblin: Uma vida na América Latina a serviço da libertação
José Comblin é teólogo. Participou do primeiro grupo da Teologia da Libertação. Esteve na raiz das equipes de formação de seminaristas no campo em Pernambuco e na Paraíba (1969), do seminário rural de Talca, no Chile (1978) e, depois, na Paraíba, em Serra Redonda (1981). Estas iniciativas deram origem à chamada Teologia da enxada. Além disso, esteve na origem da criação dos Missionários do Campo (1981), das Missionárias do Meio Popular (1986), dos Missionários formados em Juazeiro da Bahia (1989), na Paraíba (1994) e em Tocantins (1997). É autor de inúmeros livros, dentre eles A ideologia da segurança nacional: o poder militar na América Latina (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978). O IHU acaba de publicar o Cadernos Teologia Pública nº 36, intitulado Conferência Episcopal de Medellín: 40 anos depois, com a conferência que ele proferiu no evento.


Como o senhor veio para o Brasil?

José Comblin - Eu vim a pedido do Papa Pio XII, que tinha um temor tremendo do comunismo. Ele fez um apelo, na década de 1950, a todos os episcopados do mundo para mandar sacerdotes à América Latina com o intuito de salvar o continente do comunismo, porque estava convencido de que este ia invadir toda a América Latina. Aí, então, todas as dioceses foram avisadas pelos seus respectivos bispos de que o Papa tinha pedido isso. O meu bispo deu a entender que não gostava muito da idéia, mas, já que era um pedido do Papa, se houvesse algum candidato ele iria examinar. Aí me apresentei porque já estava cansado de ficar lá (na Bélgica) e procurava uma oportunidade para sair do país. Quase todos que saíram de lá para lutar contra o comunismo viraram comunistas (risos). Porque, chegando aqui, logo se viu que quem tinha preocupação social era visto como comunista. Então, foi isso. Havia muitos "comunistas" e por isso havia a impressão de que o país iria se transformar. Agora, comunista mesmo, do partido...

(...)
O que acontece na América Latina são sinais positivos, porque a influência que os Estados Unidos têm sobre ela não conseguiu derrubar Chávez e Correa."




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quarta-feira, abril 07, 2010

Um Caso Real de Tortura e Assassinato Durante a Guerrilha do Araguaia


Image via Wikipedia
Leia o relato no link abaixo para saber da verdade sobre a Guerrilha do Araguaia, um movimento liberticida patrocinado pelo líder do PCdoB - João Amazonas - mais um agente comunista infliltrado, além de covarde. Mandou centenas de jovens para o meio do mato 'sem lenço nem dcumento' mas nunca teve a hombridade de juntar-se a eles. Mas eles não eram 'escoteiros inocentes', como costumam ser homenageados. Eles eram capazes de atos como este..

PANACÉIA POLÍTICA: A Guerrilha do Araguaia, por um participante de bem.
'Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antônio Pereira; cortaram a segunda orelha; o rapaz urrava de dor; a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, as mãos, e no final deram a facada que matou João Pereira. (...) Pois bem. Eles fizeram isso porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas, para servir de exemplo aos outros moradores, (..)
Foi o crime mais hediondo de que eu soube. Nem na Guerra da Coréia e na do Vietnã fizeram isso'.




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João Paulo Coutinho pisa na bola

Charles Darwin (1809-1882)Image via Wikipedia

Em geral, gosto dos artigos de João Paulo Coutinho, mas não deste.
Coutinho usa-o para distanciar Darwin do 'Darwinismo Social', que foi a mãe da eugenia, algo que encantou os materialistas de fins do século 19 e do século 20, entre eles os comunistas e claro, Hitler.
Coutinho chama o 'Dawininismo Social' de descendente bastardo de Darwin.
Tolinho. Se lesse outros trechos 'Descent of Man' que usa para provar o seu ponto, encontraria a justificativa para a legítima paternidade de Darwin a seus pretensos 'bastardos'.

Leia em detalhe esta justificativa em meu post de 2004, intitulado 'Darwin - o autor intelectual dos crimes do comunismo e do nazismo'



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Artigo Publicado no MSM

segunda-feira, abril 05, 2010

Relembrando 1964

No longínquo ano de 2001, Olavo de Carvalho (na revista época) lançava o desafio:
Sugestão aos colegas: Por que ninguém entrevista Ladislav Bittman, o ex-espião tcheco que sabe tudo sobre 1964?

Ao apelo de Olavo, nenhum expoente da grandiosa "imprensa nacional"ousou responder. Em 2005 já não havia jornalismo de verdade no país, o que havia no lugar eram militantes sem escrúpulos em vender ideologia como "fatos".

Olavo mesmo já havia feito um grande favor à história nacional ao traduzir alguns trechos do livro "The KGB and the Soviet Disinformation", que mostravam - peremptoriamente- como a influência dos Estados Unidos foi forjada no Brasil dos anos 60 através de operações de desinformação da KGB e da Stb (agência checa) através de uma operação falsa chamada "Thomas Mann", no artigo "Derrubando a História Oficial de 1964" (página guardada).

Naquela ocasião, eu resolvi "topar" o desafio de Olavo: Encontrar Bittman e saber mais a respeito.

Minha missão cristalizou-se nos dois artigos que escrevi para o Mídia Sem Máscara em 2005, que agora voltaram on-line no "arquivo".

Volto ao assunto agora, cinco anos depois(!!!) por dois motivos:
- Relembrar um pouco o espírito que tornou possível o movimento contra-revolucionário de 31-03-1964.
- Trazer à tona verdades sempre bem escondidas pela massificação da versão esquerdista (e falsa) dos acontecimentos dos anos sessenta.

O terceiro motivo é para continuar onde parei naquela ocasião.

Pelos dois artigos aqui relacionados, nascidos pela troca de e-mails com o agente antes conhecido como Ladislav Bittman (agora conhecido como Lawrence Martin-Bittman), soubemos que o bloco soviético (KGB e o Sbt- serviço Tcheco) financiava um jornal conhecido como "conservador e nacionalista" para espalhar falsas notícias sobre supostas operações secretas norte-americanas no solo brasileiro.
O nome deste veículo era "O Semanário".

Pois bem, o que falta revelar era quem estava por trás do "Semanário", pois estas pessoas receberam dinheiro de Moscou para mentir descaradamente.

Alguns nomes podem ser percebidos, pelo menos indiretamente. Conforme um artigo de Luiz Moniz Bandeira, "Em meados de 1962, da tribuna da Câmara Federal, o deputado José Joffily, do partido Social-Democrático (PSD), denunciou a “penetration” e, no princípio de 1963, o jornalista José Frejat, através de O Semanário, revelou que mais de 5.000 militares norte-americanos, “fantasiados de civis”, desenvolviam, no Nordeste, intenso trabalho de espionagem e desagregação do Brasil, para dividir o território nacional."
Ora, a tal notícia encaixa perfeitamente com o que Bittman atestava em "Deception Game"

“O serviço de inteligência tcheco tinha canais jornalísticos qualificados à sua disposição na América Latina. Ele influenciava ideologicamente e financeiramente muitos jornais no Uruguai e no México, e mesmo possuía seu próprio jornal político no Brasil até abril de 1964. Mas, tradicionalmente, a desinformação estava associada em ampla medida a técnicas de falsificação. De 1960 a 1963, o departamento territorial latino-americano da inteligência tcheca tentou escapar dessa tradição, estabelecendo uma organização legal de dimensões continentais que arcaria com a tarefa das atividades políticas e propagandísticas anti-americanas. A essa operação, so b o nome de fachada Druzba (“companheirismo”), tanto a inteligência tcheca quanto a soviética atribuíam significação especial, de vez que o seu sucesso significaria uma substancial elevação de nível das atividades de propaganda e desinformação soviéticas na América Latina e, conseqüentemente, maior restrição da influência americana. A propaganda produzida pelas organizações legais existentes deveria sobrepujar as anteriores cartas anônimas estereotipadas e documentos forjados. Moscou deveria fornecer apenas as diretivas políticas básicas e a necessária ajuda financeira, enquanto as ações individualizadas de política e propaganda anti-americana estariam sob a jurisdição das organizações mesmas.
Pois então, seriam José Joffily e José Frejat, agentes a soldo de Moscou???

Isto é díficil de "provar" mas podemos ter pistas.
José Joffily é o nome mais citado, nas páginas da internet e mesmo em artigos de história do Brasil quando o assunto é a "influência" dos Estados Unidos no "golpe" de 1964. Tudo por causa de seu pronunciamento referido acima, onde Joffily "denunciou" a penetração de americanos no Brasil. Ou seja, o tal Joffily simplesmente leu um script forjado pelos soviéticos. E vira "herói". Depois Joffily foi cassado pela regime militar.
Mas não se pode dizer ao certo se ele conhecia o script ou foi um mero idiota útil no processo.

Já para o outro citado, José Frejat, tal adjetivo não pode ser dado. Como redator-chefe do Semanário, não tinha como não saber de toda operação e o "funding" dado pelos soviéticos. A carreira de Frejat foi forjada pelo movimento estudantil, mas foi como redator do Semanário (e a sua divulgação de propaganda soviética) é que a carreira dele teve impulso.
O "Semanário" é, inclusive, citado como fonte fidedigna para a história do Brasil. Frejat foi ainda membro do MDB e depois, na fase de redemocratização, ajudou a fundar o PDT e é, até hoje, uma referência da esquerda.

Pronto, mais uma vez, fizemos o trabalho que a imprensa deveria fazer.
Agora, poderiam, com cinco anos de atraso, completar o serviço???


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terça-feira, março 30, 2010

Lula Review: Cuba

Em 2006, em artigo sobre Lula em sua campanha pela re-eleição, Armando Valladares trazia à tona o assunto Cuba.
Veja abaixo o link.
O mais impressionante é que a negação a comentar sobre Cuba foi vista no Brasil mais como um sinal de seu apego sentimental-nostálgico pela "luta" de Castro, não um sinal de que ela ainda aliava-se aos mesmos ideais...

E depois diziam que Lula "havia mudado".. Como existem otários neste mundo.
Já existiam quando Lenin promoveu o seu NEP, agora parecem ainda piores..




Nadando contra a Maré... Vermelha: Brasil: debate eleitoral, política exterior e "inferno" cubano
"O jornal brasileiro "Folha de São Paulo" enviou aos candidatos presidenciais um questionário com seis perguntas sobre Cuba comunista. Em sua edição de 6 de agosto pp., esse jornal informou que o presidente Lula, que aspira a reeleição, negou-se a responder por sugestão dos coordenadores de sua campanha. Explica-se que este tenha sido aconselhado a optar pelo silêncio, mesmo quando não se justifique. Com efeito, o delicado tema de quase cinqüenta anos de ditadura, opressão e crimes comunistas, e de atual asfixia de 11 milhões de cubanos indefesos, exigiria incômodas definições do Sr. Lula que poderiam abalar, ao menos em parte, o enigmático, amnésico e anestésico torpor, carente de princípios e ideologias, que parece dominar o debate eleitoral brasileiro no que se refere à política exterior.




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Considerações sobre Pedofilia e Igreja Católica

Este post no Blasfémias, que o "nortadas" salientou é bem pertinente.

Só faltou umazinha:

No caso da Igreja Católica, nenhum pedófilo, alegado ou não, é "homossexual". Parece que, mesmo podendo haver  casos de abusos de adultos para com crianças ou adolescentes do mesmo sexo, tudo é "pedofilia" nunca "homossexualismo". Até por que - como todos sabem - homossexualismo é algo tão inocente como o celibato.


Blasfêmias: Novidades
A discussão à volta das acusações pedofilia na Igreja Católica causou uma inversão de valores entre pessoas habitualmente muito sérias e recatadas. Assim:
1. Deixou de haver presunção de inocência. Qualquer acusação contra um padre, um bispo, a Igreja ou o Papa é tida como verdadeira até prova em contrário. Misturam-se assim meras acusações e suspeitas com casos provados em tribunal. O valor da prova criminal é desvalorizado. Relatórios de autoridades independentes valem mais que a prova em tribunal. E assim acumulam-se casos que reforçam a crença de que a Igreja Católica é um antro de pedófilos e amigos de pedófilos.
2. As generalizações voltaram ser aceitáveis. Voltou a ser possível pegar em casos particulares de um determinado grupo e dizer que essas são características do grupo.
3. A atribuição de responsabilidade voltou a ser uma coisa simples. Por exemplo, basta a acusação de que o Papa teve conhecimento de casos de pedofilia para se responsabilizar o Papa e para se dizer que o Papa atravessa um momento difícil. Não é preciso saber se o Papa teve “conhecimento oficial” ou “conhecimento informal” ou se o teve através de “conversas privadas”. Também parece não interessar se os documentos em que se baseiam as informações estavam sob um qualquer segredo judicial ou profissional.
4. As crianças voltaram a não mentir. Há uns anos atrás discussão sobre casos de pedofilia girava à volta da mentira das crianças. Não faltavam pedopsiquiatras a garantir que as crianças mentem nem exemplos de casos em que as acusações tinham sido inventadas por crianças mentirosas.
5. Deixaram de existir “alegados”. Há uns anos atrás não havia vítima de pedofilia, pedófilo e caso de pedofilia que não fosse alegado. A alegada vítima tinha alegadamente sido violada pelo alegado pedófilo. Os alegados desapareceram e passamos a viver no mundo das certezas cristalinas.




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Olavo de Carvalho na "The New American"

O site "The New American" publicou uma entrevista com Olavo de Carvalho.
From New American: Olavo de Carvalho on Communism in Latin America

Tradução do Google, aqui





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segunda-feira, março 29, 2010

Leia Esta: "Cristo era gay" ...

O nível da nulidade do pensamento "politicamente correto" faz-me rir. O problema é dar notoriedade a algo tão  ridículo.
Deus então não criou definição sexual para as pessoas? Quando criou macho e fêmea e orientou-os a "crescer e multiplicar", era para o quê? Aprender matemática?

O mais hilário é usar como justificativa a opinião do "especialista-no-assunto" Elton John, que como músico popular era até razoável (vocês já notaram como a criatividade musical do autor decresceu na inversa proporcionalidade a seu ativismo gay?), mas como "formador de opinião"  é algo bizarro.
Seria o mesmo caso de ouvir um pedófilo a dizer que Jesus era um deles por ter dito "vinde a mim as criancinhas!".


"Acredito que Cristo era gay" - JN
Deus criou pessoas e para elas não definiu orientação sexual. Portanto, todas devem poder casar-se, se assim o desejarem, diz a teóloga feminista Myra Poole que acredita na homossexualidade de Cristo.

Em entrevista à agência Lusa, por ocasião de uma conferência em Lisboa, para a qual foi convidada pelo grupo português do movimento internacional Nós Somos Igreja, a católica inglesa vinca: "Se as pessoas são homossexuais, é porque Deus as fez assim, está certo. Quem sou eu para dizer que Deus fez toda a gente heterossexual? Deus pode fazer o que quiser."

"Concordo com [o músico] Elton John. Penso que Cristo era gay. Porque era da natureza de Cristo escolher aquilo que seria mais difícil quando se tornou humano. E ser gay é, para um homem, uma das orientações mais difíceis de assumir", explica Myra Poole, conhecida pelas críticas ao Papado e à hierarquia eclesiástica.




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Brasil X Portugal

Toda a vez que ouço histórias de brasileiros que não se adaptam em Portugal e desejam voltar, o motivo maior é a alegada "antipatia" dos portugueses, comparada com o "calor" e a simpatia dos brasileiros.

Talvez eu esteja sendo um pouco crítico mas sempre achei o excessos efusivos do nosso povo não uma característica inerente, mas uma espécie de fuga a qualquer coisa se cheire um pouco a instrospecção.

A introspecção em si mesma não é boa ou ruim mas é o caminho obrigatório a todos que desejem chegar a um melhor autoconhecimento. E no Brasil de hoje, onde tudo é féerico, isso é heresia. Em resumo, a simpatia e amistosidade dos brasileiros, representam muito mais um traço de primitivismo tribal do que realmente algo genuíno. Observei este mesmo comportamento nos meus amigos indianos, por exemplo. Acho que tem a mesma raiz.

Devo novamente esclarecer um ponto. Não estou dizendo que estar de bom-humor não seja algo bom. Mas o seu bom-humor independe de outros. No meu caso é assim. E tenho especial prazer em ser mais eufórico nas minhas demonstrações de bom humor quando encontro alguém emburrado pela frente.
Mas a média dos brasileiros não. Se alguém faz cara feia de manhã na padaria, pronto. Levam esta mágoa para todo o resto do dia.

Desculpem a falta de solidariedade para com meus conterrâneos, mas vamos colocar as coisas às claras: tu deves procurar um ombro amigo, cumplicidade, palavras de apoio e compreensão no rol de teus verdadeiros amigos ou na tua família; Não do garçon (empregado de mesa) da padaria ou da balconista da loja de sapatos mais próxima. O que os brasileiros devem aprender é a deixar de viver em tribos - que são espécies de famílias aumentadas - para passar a viver em reais civilizações.

Reconheço, por outro lado, que na maior parte das vezes os portugueses são mesmo turrões e mal-humorados. Mas ao ver manchetes como esta, logo caio na real.




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terça-feira, março 16, 2010

Glauco: A Tragédia do Ayahusca+Maconha, ou "Daime"

A pasmaceira politicamente correta que se abateu sobre a imprensa nacional no caso da morte do cartunista Glauco chega a ser repugnante.
Em nenhum momento explicitam o tipo de substância que era ingerido nos rituais desta seita "cristã".
"Céu de Maria" não é cristã de maneira alguma. Só se me provem que algum católico ficou maluco após a sagrada comunhão e saiu por aí matando algum padre.
Outra coisa, que o Azevedo revela é que esta dissisência do Daime usava uma mistura da Daime e Maconha.

Glauco seguia uma vertente do Santo Daime que nasceu nos anos 70 a partir de uma dissidência fundada por Sebastião Mota de Melo. A doutrina original era uma mistura de cristianismo, espiritismo e práticas xamânicas. As cerimônias são marcadas por hinos e pelo uso de ayahuasca, chá feito com duas plantas amazônicas, uma das quais tem efeito alucinógeno. Diz a história oral que o criador do Santo Daime, Raimundo Irineu Serra (1892-1971), conhecera o ayuhasca pelas mãos de um xamã peruano. Sebastião acrescentou à essa mistura o uso ritual da maconha.


Outra notícia interessante:

Na quinta-feira passada, antes de sair de casa em direção a Osasco, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes ouviu hinos daimistas, tomou banho e se vestiu com a roupa que usava para ir à igreja Céu de Maria. Essas são as últimas lembranças que Carlos Nunes Filho, 72, avô do acusado, tem do neto.

Ouviu hinos, vestiu-se com a roupa do culto e tomou "algo".. O que será?

Parece que o Daime tem uma corrente de proteção. Como muitos descolados e artistas frequentam esta e outra seitas que tem o daime como protagonista, a coisa toda virou uma espécie de "cientologia cabocla". Mas nem assim... Nos EUA Tom Cruise e sua seita são massacrados impiedosamente pela mídia.
Aqui, silêncio total sobre as práticas -- na minha opinião semi-criminosas -- desta seita.

Seitas como esta descrevem bem o processo de que, quando as pessoas tiram o verdadeiro Deus de suas vidas, não é por que não acreditam em nada, mas pelo contrário, podem acreditar em tudo. Transformam Tomas Green Norton e Daime em verdadeiros "deuses"..

De certa forma, fica claro que esta tragédia anunciada poderia ser evitada.




sexta-feira, março 05, 2010

O Homem-Massa em Estado Terminal

Pensando bem, chamar de "homem" seria algo descabido. Melhor definição seria "os cachorrinhos do Pavlov"... Hum, acho que ainda não. No máximo, o rabo do cachorro do Pavlov. Quando este saliva adoidado (por que ouve "tecnologia" mas compreende "imperalismo ianque") , o rabo abana, automaticamente, como consequencia.
Nem há mais que comentar.

É o retrato acabado de uma geração que cresceu, mimada e alimentada a todinho para servir, no máximo, de mostruário ambulante de "camisetas Che" made In China e suporte ambulante para cartazes e faixas com slogans marxistas do século 19.
Neo-ludistas? Seria um elogio a estes tipos..


Jornalista Polibio Braga: Estudantes anarcoprimitivistas são contra a criação do Parque Tecnológico da Ufrgs
Estudantes anarcoprimitivistas são contra a criação do Parque Tecnológico da Ufrgs
Sem outra alternativa, estudantes neo-luddistas anarcoprimitivistas, ligados à vanguarda do atraso gaúcha, cercaram a reitoria e impediram a reunião do Conselho Universitário da Ufrgs, Porto Alegre.

. Nesta sexta-feira iria a voto a criação do Parque Tecnológico.

. A vanguarda do atraso estudantil, derrotada na última eleição para o DCE, não quer saber de Parque Tecnológico, considerada uma obra dos demônios capitalistas.

. Em 1811, quando começou a revoluçãoindustrial na Inglaterra, o Luddismo avançou sob a liderança de Ned Ludd, destruindo máquinas, sempre sob a bandeira da oposição ao desenvolvimento industrial e tecnológico.




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Do site do Nivaldo Cordeiro: A CANDIDATURA DE MÁRIO DE OLIVEIRA

É a grande novidade da campanha deste ano.
Aqui, a coluna na íntegra, do meu amigo Nivaldo Cordeiro, que entrevistou a "novidade": Mário de Oliveira, pré-candidato do "PTdoB" - isso mesmo PT do B.

A CANDIDATURA DE MÁRIO DE OLIVEIRA

03 de março de 2010



Quando tive notícia da candidatura de Mário de Oliveira Filho, do obscuro PT do B, a minha primeira impressão foi a de que poderíamos estar diante de um aventureiro, nos mesmos termos em que Collor de Mello foi um aventureiro, um demagogo. O Brasil está diante de uma falsa escolha entre um esquerdista e outro, como tem sido a tônica dos últimos pleitos presidenciais, então seria natural o surgimento de nome oportunista para apelar ao eleitorado que não se sente representado por esses nomes. Um partido denominado PT do B provocou-me risos, pois chega a ser caricatural.

Eu faço parte de uma lista de discussão de tendência majoritariamente conservadora. Alguém trouxe o nome do candidato, que foi objeto de uma longa matéria na revista Isto É, que sublinhou frases de um discurso não esquerdista. Despertou o interesse imediato de todos. Como moro em São Paulo me dispus a fazer uma entrevista com o candidato (ver conteúdo disponibilizado no YouTube: PARTE 1, PARTE 2, PARTE 3, PARTE 4).

Mário de Oliveira é um homem mulato, com pele escura, sereno, gestos simples, modos refinados. Recebeu-me no seu escritório no Itaim Bibi, ocasião em que travamos uma longa e esclarecedora conversa, antes de eu ligar o gravador. É um homem de origem humilde que se fez sozinho, pelo mérito. Formou-se inicialmente em operário qualificado (torneiro mecânico), graduou-se em Engenharia e, depois dos quarenta anos, em Direito, atividade em que atualmente milita. Foi executivo principal (CEO) de grandes empresas, tendo nessa posição viajado o mundo. Morou no Quênia na condição de administrador de empresas. Morou na França, onde também estudou.

Quando ouvi esses fatos percebi que estava diante de um homem singular, que se propôs à candidatura movido por razões patrióticas elevadas e por saber que poderia ser bem sucedido. Tem plena consciência de suas limitações, mas sabe que tem chance, em face das oportunidades de comunicações que as novas mídias, especialmente a Internet, podem trazer. Esta entrevista é um exemplo desse poder, eficiente para quebrar o bloqueio dos grandes meios de comunicação.

Como eu, Mário de Oliveira entende que faltava um candidato do campo de centro-direita, que levante a bandeira em que liberais, conservadores, patriotas, pessoas incomodadas com o império do esquerdismo em nosso país, que se prolonga por décadas, possam se ver representadas.

A entrevista transcorreu sem qualquer pré-condição e o candidato não fugiu de nenhuma das minhas perguntas. Como você verá, meu caro leitor, foi direto nas respostas, sem titubeio. Mário de Oliveira Filho discorreu com tranqüilidade e sinceridade sobre todos os temas propostos. O que disse muito me agradou. Acho que, com isso, meus amigos conservadores e eu estamos prestando um serviço público relevante de mostrar um fato novidadeiro na nossa política. A candidatura de Mario de Oliveira Filho pode ser mais do que uma aventura quixotesca contra tudo que está aí; ela pode falar ao coração dos brasileiros e tornar-se viável.

Entrei naquela sala para entrevistá-lo com a decisão tomada de votar em branco nas próximas eleições. Mudei. Agora vou votar em "preto", vou votar em Mário de Oliveira Filho.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Mais Sobre Liberais e Regimes Autoritários

No post anterior
acabei dando por terminada a questão do apoio de proeminentes liberais como Hayek ao Chile, mas percebi que o "furo é mais embaixo".

Encontrei uma citação, ao contrário, isto é, o mesmo Hayek que achava "um erro" intervir de forma autorirária, é descrito em Milton Friedman and the Economics of Empire:The Road from Serfdom by GREG GRANDIN nestes termos:

"Friedrich von Hayek, the Austrian émigré and University of Chicago professor whose 1944 Road to Serfdom dared to suggest that state planning would produce not "freedom and prosperity" but "bondage and misery, " visited Pinochet's Chile a number of times. He was so impressed that he held a meeting of his famed Société Mont Pélérin there. He even recommended Chile to Thatcher as a model to complete her free-market revolution. The Prime Minister, at the nadir of Chile's 1982 financial collapse, agreed that Chile represented a "remarkable success" but believed that Britain's "democratic institutions and the need for a high degree of consent" make "some of the measures" taken by Pinochet "quite unacceptable."

Like Friedman, Hayek glimpsed in Pinochet the avatar of true freedom, who would rule as a dictator only for a "transitional period, " only as long as needed to reverse decades of state regulation. "My personal preference, " he told a Chilean interviewer, "leans toward a liberal dictatorship rather than toward a democratic government devoid of liberalism." In a letter to the London Times he defended the junta, reporting that he had "not been able to find a single person even in much maligned Chile who did not agree that personal freedom was much greater under Pinochet than it had been under Allende." Of course, the thousands executed and tens of thousands tortured by Pinochet's regime weren't talking.



Fica claro que Hayek, mudava de opinião conforme os ventos e o pendor de quem o defende...

JMM: Hayek sobre o Liberalismo e Autoritarismo

Uma citação do José Manuel Moreira, sobre  Hayek, no que refere-se ao apoio de muitos liberais a regimes autoritários, como o caso de Chile e o Pinochet.

Vejam que o primeiro trecho fala de que em "teoria", "ele (Hayek) poderia admitir haver um regime autoritário e liberal". No segundo, falando especificamente sobre o caso do Chile (em 1986), diz que apoiar algo assim é "um erro".

Durma-se com um barulho desses!


José Manuel Moreira sobre artigo de São José Almeida « O Insurgente

(...)
Para Hayek (não “Hayeck”) a Liberdade é só uma: o que se pode (e deve) distinguir é entre a forma de escolher os governantes (regimes autoritários e regimes democráticos) e os limites ao poder de quem governa (liberalismo e totalitarismo). Por isso, em teoria, ele poderia admitir haver um regime autoritário e liberal (assim como um regime democrático e totalitário), mas o que nunca poderia era defender haver liberdade económica absoluta (ou liberdade política absoluta). Esta é uma afirmação absolutamente errada.
(..)
Uma das poucas vezes em que, por insistência do entrevistador, se pronunciou – ainda que indirectamente – sobre a ditadura de Pinochet, foi numa entrevista em Madrid (em 1986). A pergunta era sobre o facto de muitas ditaduras serem frequentemente apoiadas por aqueles que se declaram a favor da economia de mercado. Hayek respondeu:

“Sim, é verdade. Às vezes as pessoas perdem a paciência e as esperanças, porque têm uma capacidade bastante escassa, e se alguém insiste em levar as suas ideias à prática, é provável que caia na tentação de autorizar algum génio… Mas é um erro, creio que devemos resignar-nos diante do facto de que há metas que não podem ser alcançadas através do controlo deliberado dos seres humanos.”




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Liberalismo e Mercantilismo

Do professor José Manuel Moreira, de quem recebi seu ótimo livro sobre Ética, aqui um trecho de um texto de há algum tempo (1997?) sobre neoliberalismo, mercantilismo e economia de mercado.

O "tom optimista" a que se refere é a motivação do congresso português frente ao livre comércio (é claro, há época que o artigo foi escrito - hoje é o inverso, infelizmente).

Destaquei a parte em que concordo efusivamente com as palavras do professor.

José Manuel Moreira - Introdução, em: 'Ética Empresarial e Económica'
Apesar deste tom optimista talvez valha a pena lembrar o nosso atraso nesta matéria. Um atraso, por certo, menos visível entre a nata empresarial, como o mostra a alta qualidade das intervenções produzidas pelos oradores portugueses neste domínio, mas manifesto entre a maioria de nós, vítimas de uma cultura hostil aos valores do mercado e às virtudes da livre empresa.

Uma dessas manifestações - comum ao mundo latino, mas sempre surpreendente - tem a ver com a abusiva confusão entre mercantilismo e economia de mercado. Uma confusão alheia ao mundo anglo-saxónico onde o capitalismo nasce precisamente do combate à arbitrariedade do sistema mercantilista. Um sistema que privilegia a aliança (quase sempre promíscua) entre o poder económico (produtores) e o poder político (governantes) baseada na troca de favores. Uma economia de interesses que mina tanto o Estado como a economia de mercado, como logo viu Adam Smith, o que o levou a combater o mercantilismo com base em razões tanto morais como económicas. E com tanto êxito que permitiu uma melhoria sem precedentes do destino da humanidade. Não se deve, por isso, esquecer que a supremacia inglesa, a sua revolução industrial, é inseparável dos princípios do liberalismo clássico e dos exigentes valores morais (a que muitos chamam puritanos) que o suportam.

Infelizmente ainda continua a ser vulgar denominar-se neoliberalismo ao que se deveria chamar neomercantilismo. Resta talvez a consolação de entre nós o preconceito antiliberal e o antagonismo contra o capitalismo como sistema não terem ido tão longe como na América, onde o abismo entre a América anglo-saxónica e a América latina, como bem nota o distinto pensador guatemalteco Manuel F. Ayau, é notório:

"Nos Estados Unidos, o federalismo significou a descentralização do poder e o livre comércio entre os estados da União Americana e o resultado foi o maior e mais duradouro mercado comum da história moderna.

Pelo contrário, o mercantilismo floresceu na América Latina sob a errada designação de capitalismo. Como corolário (desta atitude - a que não é alheia a Igreja Católica na América Latina, apesar dos notáveis esforços de João Paulo II) a maioria esmagadora de pessoas continua mergulhada na pobreza." (in: "No hay que llamar capitalistas a los mercantilistas", publicação do CEES, Junho 1996).




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quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Considerações Sobre o Conceito de Política em Aristóteles

Este breve resumo me parece suficiente para definir não só o que é "política", como para definir também a visão de Estado, Polis ou, de uma maneira geral, "ordem", para o Estagirita

Já adianto que é muito diferente da defesa do estatismo.

O ser humano, por natureza, não é totalmente independente ("individualista") ou totalmente dependente de outros ("comunitário"). É nesta eterna tensão entre o indivíduo e o grupo que a história humana reside.

De minha parte, admito, não há precedência do individual sobre o coletivo. Apesar de o ser humano aparecer primeiro do que a forma de ordenação do Estado, todo o ser humano nasce individual e coletivo ao mesmo tempo. Fomos "feitos" para conviver em grupo. O homem é portanto individual e coletivo, tudo a mesmo tempo agora.

Considero que isto é frisado no trecho "O homem que não necessita de viver em sociedade, ou é um Deus ou uma Besta.". Perfeito.

Mas qual seria a sociedade na qual os homens têm necessidade de viver? Ao meu ver cada sociedade - que é um sub-produto fundamental e alienável à própria existência humana - tem qualidades e defeitos que são consequências naturais das qualidades e defeitos dos seres humanos que a formam.

Então o conceito de Polis aristotélico pode ser traduzido por : cidade, sociedade, Estado. E a "ordem"? Por ordem entendo todas as regras implícitas ou explícitas que nos mantém e nos "ordena" dentro de um determinado grupo social.

Mas o que antecede à Polis? Ainda sim, o indivíduo. Há de haver um indivíduo (dois, para ser mais exato!) para que haja coletivo. O teor que determinada ordenação grupal, formal ou não, terá irá depender do conjunto de qualidades dos indivíduos que a compõe.

Mas Adam Smith não demonstra, por outro lado, que uma ordem, mesmo baseada em princípios não "bons" (como o lucro, a cobiça), pode gerar o "bem"? Este é o caso da "mão invisível".

Ou seja, a ordenação , em si mesma, teria poderes de gerar o bem...

Correto. Mas isso nega as afirmações anteriores?

(...to be continued....)



O Conceito de Política em Aristóteles
O CONCEITO DE POLÍTICA EM ARISTÓTELES
Aristóteles começou a escrever suas teorias políticas quando foi preceptor de Alexandre, “O Grande”. Para Aristóteles a Política é a ciência mais suprema, a qual as outras ciências estão subordinadas e da qual todas as demais se servem numa cidade. A tarefa da Política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva. Segundo Aristóteles, a pouca experiência da vida torna o estudo da Política supérfluo para os jovens, por regras imprudentes, que só seguem suas paixões. Embora não tenha proposto um modelo de Estado como seu mestre Platão, Aristóteles foi o primeiro grande sistematizador das coisas públicas. Diferentemente de Platão, Aristóteles faz uma filosofia prática e não ideal e de especulação como seu mestre. O Estado, para Aristóteles, constitui a expressão mais feliz da comunidade em seu vínculo com a natureza. Segundo Aristóteles, assim como é impossível conceber a mão sem o corpo, é impossível conceber o indivíduo sem o Estado. O homem é um animal social e político por natureza. E, se o homem é um animal político, significa que tem necessidade natural de conviver em sociedade, de promover o bem comum e a felicidade. A polis grega encarnada na figura do Estado é uma necessidade humana. O homem que não necessita de viver em sociedade, ou é um Deus ou uma Besta. Para Aristóteles, toda cidade é uma forma de associação e toda associação se estabelece tendo como finalidade algum bem. A comunidade política forma-se de forma natural pela própria tendência que as pessoas têm de se agruparem. E ninguém pode ter garantido seu próprio bem sem a família e sem alguma forma de governo. Para Aristóteles os indivíduos não se associam somente para viver, mas para viver bem. Dos agrupamentos das famílias forma-se as aldeias, do agrupamento das aldeias forma a cidade, cuja finalidade é a virtude dos seus cidadãos para o bem comum. A cidade aristotélica deve ser composta por diversas classes, mas quem entrará na categoria de cidadãos livres que podem ser virtuosos são somente três classes superiores: os guerreiros, os magistrados e os sacerdotes. Aristóteles aceita a escravidão e considera a mesma desejável para os que são escravos por natureza. Estes são os incapazes de governar a si mesmo, e, portanto, devem serem governados. Segundo Aristóteles, um cidadão é alguém politicamente ativo e participante da coisa pública. Segundo Aristóteles, sem um mínimo de ócio não se pode ser cidadão.Assim, o escravo ou um artesão não se encontra suficientemente livre e com tempo para exercer a cidadania e alcançar a virtude, a qual é incompatível com uma vida mecânica. E os escravos devem trabalhar para o sustento dos cidadãos livres e virtuosos. Aristóteles contesta o comunismo de bens, mulheres e crianças proposto por Platão. Segundo ele, quanto mais comum for uma coisa menos se cuida dela.




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domingo, fevereiro 14, 2010

Maomé, Deuteronômio 18 e os "Versos Satânicos"

Este artigo, que encontrei em minhas andanças na net, revela-se muito proveitoso para todos aqueles que, após conhecer um pouco do Islã, ficaram curiosos em saber "o quê" de verdadade havia na auto-proclamação de Maomé ser um "profeta de Deus" e na dos muçulmanos, de que a aparição de Maomé foi prevista na própria Bíblia.



As Conclusões Deuteronômicas
Com todas essas coisas sendo levada em conta, a única conclusão racional que podemos tirar de toda a evidência histórica é que Mohamed, num momento de fraqueza, caiu em tentação e ativamente promoveu o politeísmo ao entregar uma revelação de Satanás. (...) Os Muçulmanos, então, podem não ter uma boa resposta às Conclusões Deuteronômicas.  Por essa razão não podemos deixar uma conclusão inevitável: Mohamed foi um falso profeta.

Já que as Conclusões Deuteronômicas são sadias (i.e. logicamente válidas com premissas verdadeiras), qualquer pesquisador honesto terá de admitir que Mohamed foi um falso profeta. Apresentar estes argumentos a um Muçulmano pode ser iluminador. Se uma Muçulmano examinar os argumentos cuidadosamente, inspecionando as premissas e o peso da evidência, e então rejeitar a conclusão se um argumento que refute, só podemos assumir que tal pessoa está menos interessada na verdade e mais interessada no conforto oriundo de uma fé cega na qual ele se enveredou. Conquanto minha experiência me leve a crer que a maioria dos Muçulmanos é dessa estirpe, minha experiência também tem demonstrado que há Muçulmanos no mundo que estão ativamente dedicados a aprender a verdade sobre Deus. A primeira verdade que os Muçulmanos devem aprender é que seu profeta Mohamed não foi de forma alguma um profeta. A segunda coisa é que seu profeta Jesus é muito mais do que um profeta. (Mas eu deixarei este assunto para outro ensaio.)


terça-feira, fevereiro 09, 2010

Venezuela: Confirmado o Fim da Democracia

Este artigo está em espanhol. Não tenho tempo de traduzi-lo, portanto usem a tradução do google para esta página.
Foi-me passada por uma amiga diretamente da Venezuela (LuisaEloisa).



La llegada de Ramiro Valdez a Venezuela marca el fin de la Democracia y confirma que Hugo Chávez ha trabajado para entregarle el país al comunismo cubano.

www.Patriciapoleo.com

El anuncio que hiciera Hugo Chávez el pasado martes acerca de la llegada a Venezuela del cubano Ramiro Valdez, para cumplir misiones de Gobierno, no es más que la consumación del arrebatón final.

La presencia de Ramiro Valdez en Venezuela, confirma que Hugo Chávez y quienes lo han acompañado durante 11 años de gobierno, han estado trabajando todo el tiempo en la entrega de la nación a la secta comunista del Caribe, que siempre intentó apoderarse del país, pero que también siempre se encontraba con fuertes muros democráticos…hasta ahora, pues.

En 11 años de Gobierno de Hugo Chávez, el resumen de la gestión es un país donde se han alzado pocas voces para alertar y enfrentarse a la entrega criminal del país, voces inaudibles por cierto para una mayoría que estaba solo pendiente de meterle mano a lo suyo. Por un lado, está el noble y humilde pueblo que aferrado a su eterna esperanza de un futuro mejor alzaba sus manos para pedir y recibir lo que les ha sido negado a través de los años. Del otro lado, una aberrante explosión de oportunismo, ambición y poder desató una pandemia de ego que significó la destrucción de dignidad, principios y valores esenciales de vida y sana convivencia. Desde ese momento, la vida de los ciudadanos pasó a un segundo plano sin ninguna importancia.

La llegada del Comandante cubano Ramiro Valdez, marca la entrada triunfal de los bárbaros a Venezuela. No hay nada que hacer, por ahora. Se ha consumado la traición a la patria. Venezuela fue tomada por una fuerza invasora sin disparar ni un tiro, pues los ciudadanos que han debido defenderla estaban muy ocupados en recoger billetes del piso unos y otros, de llenar las bóvedas forjadas con el botín saqueado. El resumen es que los ciudadanos no hemos sabido defender a Venezuela, no hemos respetado el futuro de nuestros hijos y nietos y los líderes virtuales y mediáticos se mantienen indiferentes ante la afrenta de traición a la patria cometida por quien juró defenderla.

Parece que para el país entero es insignificante que un militar portando uniforme de opresión, llegue al país a dirigir y disponer de los bienes y riqueza que por mandato popular le fuera entregado para su mejor cuido y administració n, y además se los ceda a la secta comunista cubana. Para esa dirigencia parece que la presencia y entrada triunfal de la bota invasora cubana no tiene mayor significación frente al reto que ellos tienen de convertirse en diputados el próximo 26 de septiembre. Porque no entienden que no hay septiembre sin luz; con una PDVSA a punto de colapsar; no hay septiembre con una deuda pública a punto de insolventar; no hay septiembre sin pueblo; no hay septiembre sin instituciones; no hay septiembre sin Constitución; no hay septiembre con una Fuerza Armada rendida ante el invasor.

La entrada de Ramiro Valdez uniformado a Caracas es el fin de nuestra democracia.

Tan sencillo como eso.

Pero claro que Venezuela no es Cuba. El virus del "bochinche" del que hablaba Francisco de Miranda, terminará explotándoles en la cara. Es el mismo virus que provoca la viveza criolla; el Caracas-Magallanes; la ganancia fácil y rápida; los carnavales; Semana Santa; la parrillita; las cervecitas; la inundación de centros comerciales cuando suben el dólar; la ropa de marca y de moda; el bonche; los viajes; el carro de lujo; las bailoterapias populares. Este virus del "bochinche", suele hacer su máxima aparición cuando es sometido.

La explosión de la crisis eléctrica; la de PDVSA que está por reventar y la insolvencia del pago de endeudamiento que se ve clarito venir, serán la espoleta que reviente la granada del "bochinche". Estas tres crisis cambiarán el curso de los acontecimientos. Pues la comida que llena las ollas de los comedores populares para entretener a los humildes; la beca que paga a las madres solteras del barrio y las otras migajas que inventan para cegar a los que menos tienen, se acabarán con la crisis. En ese momento, al pueblo se le saldrá el bochinche que lleva por dentro para transformarse en furia popular.

Nota: Esta columna ha sido escrita después de un round de reflexiones con varios exilados no sólo de éste Gobierno, sino de quienes tuvieron que abandonar el país por la dictadura perejimenizta.



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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Entrevista de Olavo de Carvalho: "O PT já Nasceu Corrompido"

Trecho da entrevista (clique no link abaixo para a entrevista completa):

O PT já nasceu corrompido
o prestígio do PT cresceu pelo discurso de combate à corrupção, mas a máquina de corrupção do partido já estava sendo montada enquanto isso acontecia. Tanto que foi organizado um serviço de inteligência privado do PT, que ficou conhecido como PTPol. A coisa foi denunciada pelo governador Esperidião Amin (Santa Catarina), mas nada se investigou depois. Em 1993, quando houve aquela famosa CPI da Corrupção, a máquina já estava montada, já fazia três anos que o PT fundara o Foro de São Paulo, associando-se a organizações de traficantes e seqüestradores como as Farc (Força Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o Mir chileno ao mesmo tempo em que, em público, pregava a moral e os bons costumes. Todo aquele combate aparentemente moralista era para encobrir o esquema. O PT foi o partido que mais enganou a população, pois ele já nasceu corrompido. Em segundo lugar, a decadência moral dos partidos acompanha a decadência geral do Brasil, que se aprofundou muito nos últimos 20 anos.




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sexta-feira, janeiro 22, 2010

"As Três Soluções" Belo Texto do Martim Vasques da Cunha

As três soluções | Dicta & Contradicta
"(..) Quando uma sociedade se descola propositadamente da realidade, toda a sua cultura se torna um instrumento de poder. E quando as pessoas pensam somente dentro de uma lógica de poder, é apenas um passo para uma guerra civil. Contudo, essa guerra civil não acontecerá de modo apocalíptico; é a destruição das instituições por dentro, como o cupim que come a madeira, para depois atingir a população numa letargia sem precendentes, da qual ninguém sabe mais de onde vem o mal que a aflige. A guerra civil se dará entre as famílias, entre os amigos, entre as pessoas mais queridas. E o fato de que, para destruir a sua vida, você não precisa mais de ter um inimigo e sim somente um bom amigo – eis a grande novidade do totalitarismo do século XXI.
(...)
Logo na sua abertura, Steinhardt, que foi preso pela Securitate (a KGB romena), fala sobre as três soluções que dão certo para o homem que tenta se manter íntegro em qualquer ambiente de espírito totalitário (e, por qualquer ambiente, entenda-se cultural, espiritual, político, social, etc.):

- A primeira é inspirada em Alexander Solzhenitsyn, o autor de Arquipélago Gulag: a partir do momento em que você for preso, depois de ter atravessado o interrogatório de uma Gestapo, de uma KGB ou de uma Securitate, decida-se pela seguinte resolução – você é um homem morto. Se decidir isso, nada mais tem importância; podem torturá-lo, xingá-lo, incitar seus amigos e parentes à traição, nada disso lhe atingirá. Porque, afinal de contas, você morreu para o mundo.

- A segunda é inspirada em um romance chamado As alturas ocas, de Alexander Zinoviev, a partir de um personagem apelidado de O Rebelde. Consiste na decisão pela total inaptidão em relação ao sistema. Você se finge de louco – aliás, torna-se o próprio bobo da corte; assim, pode gritar aos quatro cantos sobre as mazelas da sociedade que ninguém o escutará porque, afinal de contas, sempre será considerado pelos outros como um pinel de marca maior.

- A terceira é inspirada em episódios das vidas de Winston Churchill e de Vladimir Bukowski. Churchill afirmava que, mesmo com o pressentimento de uma guerra terrível, sentia-se rejuvenescido como se tivesse vinte anos; Bukowski não podia esperar pelo momento de ser chamado pela KGB e enfim ser interrogado porque queria entrar na sala “como um tanque de guerra” e gritar a todos a verdade sobre a Rússia. Esta é a decisão do “retroceder nunca, render-se jamais”; a de que é melhor quebrar do que vergar; a do sujeito que encontra suas forças mesmo quando o combate parece estar completamente perdido.

Steinhardt afirma que essas três soluções dão certo em termos práticos e ninguém lhe disse o contrário. São atitudes essencialmente a-políticas, mas, se realizadas com uma certa retidão, podem provocar terremotos consideráveis na política de nosso país. Afinal de contas, o totalitarismo que reina no Brasil é o da estupidez humana. Logo, por que ter medo?

E aí, leitor? Agora sou eu que lhe faço a pergunta: Qual é a solução que você prefere?"

Comentário:

Instintivamente, uso as três. Prefiro "quebrar" do que dobrar ao vento.

Em relação ao Brasil, o país está se tornando cada vez mais uma grande tribo, ou melhor, um formigueiro.

Lembro que nos anos 50 havia uma campanha que dizia "Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil".

Tornamo-nos todos saúvas e acabamos com o Brasil, transformado em um grande formigueiro de apatia e negação da realidade. Tudo para viver "bem" nesta comunidade.

Algo como uma civilização pré-colombiana qualquer assombrada pelos deuses da chuva, do trovão e de Antonio Gramsci.






quarta-feira, janeiro 20, 2010

Haiti, Lisboa: Terremotos e Religião

Haiti, Lisboa: Terremotos e Religião.


Sim, eu tinha que falar do grande terremoto no Haiti. Um terremoto que fez, do país mais pobre das Américas, piorar ainda mais.

A perda de vidas, ainda mais numa país já imerso no caos e na violência, é algo que nos choca frontalmente. Nos faz pensar que “justiça” poderia haver em fazer sofrer ainda mais centenas de milhares de inocentes .que têm sofrido há muito no pequeno país do Caribe. Esta é a pergunta que fica no ar, em meio a perplexidade e o luto mundiais.


Um comentário chamou-me a atenção. Não, não foi Chávez, afirmando que o terremoto foi culpa dos Estados Unidos, não. Foi do Cônsul Geral do Haiti em São Paulo que declarou que “ a tragédia pode ter ocorrido por causa da religião praticada por boa parte dos haitianos, descendentes de africanos. O vodu é uma delas”.


As reações a este comentário foram, na maioria, de protesto. Mas houve também quem concordou com a afirmação.

Eu, particularmente, concordo que a religião africana em geral, incluindo o vodu, tais como outras religiões pagãs, tem o resultado de escravizar às pessoas, por lhes negar o livre-arbítrio (pois afinal tudo acontece por resultado de forças “espirituais”). A consequência disto é o estado de torpor nas quais vivem estas populações e que é o que lhes direciona à pobreza e à mendicância.

Um ambiente como este explica a pobreza e o caos do país, mas não a ocorrência de terremotos.


Será que Deus escolhe os locais nos quais tragédias como essa ocorrem com base na religião que determinada população atende? Tais casos são a demonstração da Ira de Deus?


Há aproximadamente 2 séculos esta mesma pergunta era incessantemente indagada, por ocasião do Grande Terremoto de Lisboa.


No livro “Earthquakes in Human History”, Jell Zellingade Boer & Donald Theodore Sanders tentam desvendar a longa cadeia de efeitos das disrupções sísmicas. O grande terremoto que em 1755 dizimou a cidade de Lisboa tem papel central na obra, principalmente por causa do ambiente cultural e religioso da época.

Portugal era um dos países mais católicos do mundo, além de ser uma das primeiras potências mundiais modernas. O terremoto aconteceu no dia de Todos os Santos (1 de Novembro), um feriado em Portugal. Dia em que todos estavam a rezar nas igrejas. O terremoto aconteceu ao meio-dia, quando a maior parte da população estava em casa, preparando o almoço.

A cidade, após os tremores que destruíram boa parte das casas e muitas igrejas, sepultando seus crentes, ainda passou por incêndios tenebrosos, causados pelos fogões rudimentares a cozer o almoço e, para finalizar, um tsunami que arrasou o porto no Tejo, causando mais vítimas dentre aquelas que conseguiram safarem-se das anteriores.

Como poderia uma tragédia daquela extensão ter acontecido em Portugal? Deus não poderia ter deixado isso acontecer, era o que diziam.

Por causa deste acontecimento muitos pensadores, especialmente Voltaire, começaram a duvidar do otimismo filosófico reinante – disseminado por Leibniz e Rousseau – que propunha em resumo que Deus é bom, por conseguinte a providência Divina irá fazer com que tudo dê certo ao final. Mesmo que não saibamos quando algo aconteça, ao final tudo será bom. Na obra “ Candida”, Voltaire perguntava “se este é o melhor mundo possível, o que será dos outros?”


O terremoto ainda serviu para diminuir o poder da Igreja Católica em Portugal, pois o rei José I nomeou com poderes quase absolutos a Sebastião José de Carvalho e Mello, o Marques de Pombal, para reconstruir a cidade. Pombal, um liberal radical, começou por acabar com a poderosa Companhia de Jesus e pôs a Igreja Católica sob o poder do Estado.

A origem desta ação foi a resistência dos Jesuítas em colaborar com os esforços de reconstrução. Para eles e para a Igreja Católica, a Ira de Deus foi causada pelos pecados das pessoas, então os sobreviventes deveriam dedicar-se à oração e a remissão dos pecados, não à reconstrução. “Os clérigos também sugeriram a auto-imolação e a Inquisição condenou muitas pessoas à fogueira em cerimônias conhecidas como 'autos-de-fé'”, cita o livro.


Deus odiava a Lisboa ? Deus odiava ao Haiti? A resposta a estas duas perguntas é não. Ninguém que lhe seja fiel será preservado à morte, nem o contrário, quem lhe dá as costas será morto como “vingança”. Deus não satisfaz-se à visão da morte de inocentes. Deus apenas tem deixado a humanidade trilhar o seu caminho, desde o Jardim do Éden, quando arrogou-se, pelo poder de persuasão de Satanás, a ser “como um deus, sabendo o que é certo e o que é errado”.


Quanto aos terremotos, é um acontecimento natural. O fato de acontecer no Haiti, como aconteceu em Lisboa, só prova que “o tempo e o imprevisto sobrevêm a todos” (Eclesiastes 9:11). Assim como milhares de cristãos foram jogados aos leões em Roma e isto não diminui a fé dos primeiros cristãos, não são acontecimentos como este no Haiti que devem servir de motivo para diminuir nossa fé e nossa crença.


Em termos humanos, nem sempre tudo dará certo ou terá um final “bom”. Em termos divinos, sim, mas isso não quer dizer que compreendamos as Suas ações, imediatamente.


O que nos resta? Ajudar aos sobreviventes, mesmo em oração.







terça-feira, janeiro 19, 2010

“Bom trabalho, Israel!”

Belo artigo, revelador da natureza do Estado de Israel. Onde estão Irã, Rússia, China, etc numa hora como esta? No final somente e sempre as duas "piores" nações do mundo é que solidarizam nas tragédias como esta: E.U.A e Israel.

"Bom trabalho, Israel!"

http://www.artision.com/blog/?p=412

O Estado de Israel, mantendo a sua tradição humanitária, enviou para o Haiti uma missão de socorro que encheu dois aviões Boeing 747 (Jumbo). Homens e mulheres da Magen David Adom (o equivalente à Cruz Vermelha israelense) e da polícia israelense desembarcaram no aeroporto de Porto Príncipe logo após a tragédia e ali perto montaram aquilo que já está sendo chamado de "o Rolls Royce dos hospitais de campanha".

A comparação com a famosa marca britânica de automóveis de luxo não é exagerada. Embora dezenas de outros países também tenham enviado equipes de ajuda, apenas Israel montou e vem mantendo um hospital capaz de atender com conforto e segurança aos feridos com mais gravidade – alguns deles em estado terminal.

Neste momento, a central de ajuda israelense no Haiti conta com 220 voluntários, sendo 40 médicos e 25 enfermeiras e paramédicos. A unidade possui uma farmácia completa; uma ala pediátrica; um departamento de radiologia de alta tecnologia; uma Unidade de Terapia Intensiva completa, e ainda uma sala de emergência; duas salas de cirurgia; uma maternidade e um departamento de medicina interna.

As equipes israelenses trabalham em conjunto com as missões internacionais, auxiliando também no resgate de sobreviventes soterrados nos escombros. Os voluntários de Israel aproveitam o know how adquirido em décadas de conflitos militares para salvar as vidas inocentes dos milhares de haitianos vítimas de uma das maiores tragédias naturais de todos os tempos.

Esta não é a primeira vez que Israel auxilia no resgate de vítimas de acidentes naturais. Em setembro de 1985, após um terremoto no México, as equipes de Israel operaram durante 16 dias, salvando 55 pessoas das ruínas. Outro terremoto atingiu a Armênia em dezembro de 1988. Lá, a Magen David Adom trabalhou por 12 dias, salvando inúmeras vidas.

Na década seguinte, Israel auxiliou as vítimas dos atentados terroristas em Buenos Aires (1992 e 1994) e no Quênia (1998). Em 1999, após um terremoto que atingiu a Turquia e a Grécia, foram enviadas duas equipes de resgate e construído um hospital de campanha. A delegação de Israel resgatou 12 sobreviventes e 140 vítimas. O hospital atendeu 1200 pacientes, efetuou 40 cirurgias e a equipe ajudou 15 mães a dar a luz. Por fim, em 2004, Israel auxiliou no resgaste das vítimas de um carro-bomba que atingiu um hotel no Egito.

A presença de Israel no Haiti demonstra a natureza humana da sociedade criada pelo projeto sionista.

Como estão cantando nas ruas de Porto Príncipe, "Israel, good job!": Bom trabalho, Israel!


Olha quanta gente foi ver Lula o filho do Brasil


Recebido por mail. Obrigado ao Marcelo Prudente.


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segunda-feira, janeiro 18, 2010

Avatar: Evitar

Depois de alguma resistência (interna) fui assistir a mais uma extravagância do senhor James Cameron. Não que eu não goste Cameron, mas depois (e incluindo) Titanic, parece que Cameron descobriu o filão do melodrama e não mais o largou.

Avatar é uma historinha tirada de qualquer filme sobre a "Conquista do Oeste" com toneladas de glacê (efeitos especiais) adicionada a uma mensagem ecológica. Na realidade mais "eco" do que "lógica". O filme é uma ode infantil à nova religião mundial: o neo-paganismo ecológico.

Neste novo universo, Deus não existe. Foi algo criado pelos pérfidos "homens brancos" para desviar a humanidade dos seus verdadeiros deuses: as amigas plantinhas, os companheiros animaizinhos, o irmão-sol e a irmã-lua. O papel da humanidade neste novo universo é simplesmente co-existir em "harmonia" com os outros elementos. Para isso, deve renunciar ao progresso científico e tecnológico, vivendo em comunidades de nível neandertal (o o que se imagina que fossem).

É claro que não estou afirmando aqui que o mundo como nós o conhecemos - com seus inúmeros problemas, dentre os quais o ecológico - seja o ideal, mas é o único que podemos conceber preservando as maiores conquistas da humanidade: o livre-arbítrio e a razão.

H.G. Wells em seu "Time Machine" nos fala de um tempo futuro onde a humanidade é dividida em duas sub-raças: os morlocks, detentores da tecnologia, com aparência nada humana e que alimentavam-se dos belos e jovens elois, que, por sua vez, tinham a inteligência de um esquilo. Os primeiros dominavam as máquinas subterrâneas e os segundos viviam num mundo falsamente paradisíaco, onde eram tratados como gado para servir de alimento aos primeiros.

No filme de Cameron, os morlocks somos nós, a sociedade ocidental capitalista que precisa acabar com os habitantes do planeta Pandora para continuar existindo. Misture a isso um romance tipo "Pocahontas" e pronto: eis Avatar.

Já deixamos de acreditar que a mãe-natureza é uma divindade há muitos séculos; Que os astros e matéria tem sentimentos desde a Idade Média, quando a física aristotélica foi abandonada para dar lugar ao conceito de transcendência. Deus está acima da criação. Por causa da transcendência é que a ciência pode florescer. As religiões pagãs continuam a acreditar no contrário: Deus está contido na criação. Este conceito é a imanência.

Cameron, além de muitos outros cineastas atuais, defende a volta ao imanente, onde a natureza é uma espécie de deidade e tem de ser não só preservada, mas adorada. Sim, acredito que a natureza tem de ser preservada, na medida do possível, mas acima de tudo isso está a preservação da raça humana.

É claro que há outras relações que se pode destacar, como uma influência rousseana do "bom selvagem", que por sua vez foi cria da Utopia de Thomas Moore e que foi concebida à luz da descoberta do "Novo Mundo".

Mas tudo isso é demais para um filme com resultados tão opostos aos recursos empregados. Neste ponto Cameron pode ser até tachado de hipocrisia: vai forrar a carteira com mais e mais dólares oriundos de um sistema de produção que ele adora desprezar em sua obra.

Por outro lado, como filme e mesmo comparando aos "efeitos 3D" deste Avatar, prefiro mil vezes o fantástico "Beowulf" do Zemeckis.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Nossa Senhora Aparece no Egito

Dezembro de 2009. Estes vídeos explodiram no you tube.
Aconteceu (li relatos que ainda nesta semana- 22-12-09 - as aparições continuam) no Cairo, na Igreja Ortodoxa (Copta) de Warraq.
Nossa Senhora aparece flutuando sobre a igreja. Os vídeos não são muito nítidos mas tem incrível semelhança com outra aparição famosa no Egito, Cairo (Zeitoun), 1968.

Para lembrar: a primeira aparição mariana que se tem notícia foi em Saragoça, Espanha, onde falam que Nossa Senhora apareceu ao Apóstolo Tiago sobre um pilar, avisando-o que estava doente e que chamava-os para um último encontro em Jerusalém. No local foi erguida uma Basílica, em honra a Nossa Senhora do Pilar.

As mais famosas aparições até o momento são Lourdes e Fátima.

Abaixo, a aparição de 11-12-09.
YouTube - Appearance of the Virgin Mary in Warraq egypt 11/12/2009





E aqui, a aparição de 1968
YouTube - Appearance of the Virgin Mary in Zeitoun Egypt 1968






sábado, novembro 28, 2009

UNIÃO DAS FAMÍLIAS PORTUGUESAS

Outra indicação muito boa.

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Ex.º Senhor, aqui lhe envio o endereço do blogue da União das Famílias
Portuguesas.


http://www.uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.com/

LUSITÂNIA EXPRESSO

Recebi esta indicação por email.
O blog é muito bom e recomendo.

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Ex.º Senhor, aqui lhe envio o endereço do blogue da Lusitânia Expresso.

http://maislusitania.blogspot.com/


Cumprimentos

 

quinta-feira, novembro 26, 2009

Copenhagen: ONU Lança as Bases do Governo Mundial


A conferência sobre mudança climática, promovida pela ONU, que terá lugar em Copenhagen em dezembro, parece que tem um propósito único: o de criar acordos que possibilitem a este organismo "governar o mundo".
Muito se tem falado sobre o entusiastas do governo mundial e suas ações, mas parece que a sua materialização de fato se dará neste evento.
O site World Net Daily publicou hoje mais alguns desenvolvimentos sobre o tema. O trecho abaixo é revelador.

WND threatens U.N. with suit over Copenhagen coverage
Last weekend, the first president of the European Union, Herman Van Rompuy affirmed in a speech captured by the BBC his belief that "2009 is the first year of global governance with the establishment of the G20 in the middle of the financial crisis. The climate conference in Copenhagen is another step toward the global management of our planet."

Lord Christopher Monckton, a former science adviser to British Prime Minister Margaret Thatcher, asserts the real purpose of the United Nations Climate Change Conference in Copenhagen Dec. 7-18 is to use concern over "global warming" as a pretext to lay the foundation for a one-world government.

O momento é este.
Durante anos tentou-se lançar as bases do governo mundial de muitas formas, mas parece que a falácia em torno do "Aquecimento Global",e o medo dela proveniente, sedimentou o terreno para permitir completar a jornada.
Ou seja, o "aquecimento global" foi tão somente o pretexto perfeito para obter o "aceite" dos países que não aderiram nas vezes anteriores.
O "Protocolo de Kyoto", a tentativa anterior, falhou por ter George W. Bush na presidência dos Estados Unidos. Problema que, com Obama, não existe. Pois Obama é mesmo apenas um marionete destas mesmas forças.

O interessante é notar que a tal convenção, com tudo a favor, só tem uma ameaça: as repercussões em torno do vazamento de e-mails de cientistas britânicos em que se comprova suas táticas de induzir e falsear dados sobre o aquecimento global mesmo que os dados dos últimos anos demonstrem o contrário: que o planeta está esfriando.

Alguém poderia perguntar o por quê de cientistas rasgarem suas reputações para criar um monstrengo como esse. Mas o fato é que o temor do "aquecimento global" foi largamente aumentado para exatamente dar condições ao governo mundial, presidido pela ONU, de existir.

Parece que enfim, o resultado desta convenção é parir o tal monstro. Acordos serão assinados. Acordos que cederão largas porções da soberania de diversos países à ONU.

Ainda, segundo a reportagem:

"Monckton warned that President Obama supports the idea and is ready to sign on the dotted line.

"Your president will sign it," he said. "Most of the Third World countries will sign it, because they think they're going to get money out of it. Most of the left-wing regimes from the European Union will rubber-stamp it. Virtually nobody won't sign it. I read that treaty and what it says is this: that a world government is going to be created. The word 'government' actually appears as the first of three purposes of the new entity."

Enfim, o monstro será gerado em dezembro.
O que acontecerá depois?
Não esperem muita coisa boa para quem, como eu, ainda acredita nos "livres": livre-arbítrio, livre-mercado, ou mesmo na liberdade religiosa.

Prevejo que a profecia bíblica que diz que "somente quem tem a marca da besta terá liberdade para o comércio" (além de outros) será brevemente cumprida. A Besta, meus amigos, afinal está prestes a controlar a Terra.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Sucesso em Portugal: "Amália Hoje"

"Amália Hoje" é um projeto que reúne um time de jovens músicos relendo a obra de Amália Rodrigues nestes dez anos de sua morte.
A versão de "Gaivota" é muito boa. A cantora chama-se Sónia Tavares.
YouTube - Hoje . Amália Hoje . Gaivota . Videoclip oficial

sábado, outubro 31, 2009

Alice Viera, Erico Verissimo e Saramago : Das "Aventuras de Tibicuera" à Bíblia.

Esta semana, ouvindo o rádio do carro, deparo-me com um programa de entrevistas.
A entrevistada, que eu não conhecia, era a escritora portuguesa Alice Vieira. Escritora dedicada a literatura jovem.
Falava de sua carreira e de suas influências.
O que me encantou foi seu sublime amor por um escritor brasileiro: Erico Verissimo.
Ela conta que a sua vontade de ser escritora nasceu das leituras - e muitas, pois só foi sentar em bancos escolares aos dez anos (e tem gente que é contra o home-schooling) - dos livros do escritor gaúcho.
Na entrevista recorda como "As Aventuras de Tibicuera" criou, em sua mente, um novo universo. Ela conta como, mesmo não sabendo o que era uma taba (a que, erroneamente refere-se como uma "esteira") nem "tupinambá", deixou-se levar pelo universo de Verissimo.
Falou emocionada também de "Clarisse", o romance que, finalmente, a levou a definir sua vocação.
Abaixo, um texto de sua autoria. Um trecho de "Carta para Clarisse" onde ressente-se de nunca ter encontrado pessoalmente o homem de sua vida.

"Acho que nunca te agradeci devidamente tudo o que fizeste por mim. Nem a ti nem a quem te deu vida e palavras: o escritor brasileiro Érico Veríssimo, no tempo em que do Brasil nos chegava a grande literatura e não as telenovelas.
Acho que nunca te agradeci não apenas o teres-me ajudado a sobreviver a uma infância complicada e solitária, mas sobretudo o teres ensinado a todos os que te conheceram que, bem lá no fundo, a adolescência é sempre igual - seja nos anos quarenta, seja no ano dois mil. Pode o exterior mudar, podem usar gangas rasgadas, tatuagens nos braços, mangas até aos joelhos, calças a cair pelas pernas abaixo, pérolas no umbigo, cabelos às madeixas roxas e verdes, piercings na língua, vocabulário cabalístico, telemóvel colado à orelha - lá por dentro têm os mesmos medos, as mesmas inseguranças, as mesmas angústias, os mesmos (incofessavelmente românticos) sonhos.
O pior de tudo é que hoje ninguém te encontra em Portugal. "Clarissa"?, espantam-se os editores, "está esgotado há uma data de anos e ninguém edita agora." Socorro-me de amigos brasileiros, de algumas idas ao Brasil, e lá vou trazendo alguns exemplares (no Brasil há edições lindíssimas com a tua história). Mas tenho muita pena que tenhas desaparecido das nossas vidas, sobretudo neste momento complicado em que, tenho a certeza, irias fazer muito bem aos meus amigos mais novos.
Se eu mandasse, tu serias leitura obrigatória nas escolas.
E tenho cá uma fé de que muita coisa seria diferente.
Volta depressa! Fazes muita falta."


Infelizmente, cara Alice, no Brasil de hoje, há Verissimos demais (o filho) e Verissimos de menos (o pai).
E como faz falta um intelectual digno do adjetivo.

Devo confessar que mesmo sendo brasileiro nunca dei a devida importância a ele. Para um jovem como eu, nos anos 70, ler as obras de Verissimo ("O Tempo e o Vento" e pouco mais do que isso) eram somente tema de casa. Quando despertei para a literatura, a brasileira foi deixada meio de lado. Descobri-me mesmo com Hermann Hesse e Dostoievski..

De qualquer maneira. a entrevista emocionou-me. E o texto acima demostra bem o que se passa com o Brasil de hoje: se houve um tempo em que exportávamos cultura hoje, infelizmente, somos exportadores de telenovelas, axé music e PCC (primeiro comando da capital) para Portugal.

De quebra, lembrando Erico nestes tempos de Saramago (Sal-Amargo?),um blogger português citou uma entrevista do grande escritor, certeira:

"Esta evocação também me trouxe à memória uma entrevista que este escritor, autor de "Olhai os Lírios do Campo", concedeu a Igrejas Caeiro, numa rádio que não posso precisar. À pergunta do entrevistador, sobre qual era o seu livro de mesa-de-cabeceira, Erico Veríssimo respondeu que era a Bíblia.
- É crente? - questionou Igrejas Caeiro.
- Não.
- Como assim?
- É que ainda não encontrei nenhum código de vida superior à Bíblia! - respondeu o escritor."


Ah, que saudades do Brasil..






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quinta-feira, outubro 29, 2009

É o fim...

Julio Severo: O gari, o preso e o ladrão
Desempregados com diploma universitário se inscrevem para emprego de gari, de 486,10 mensais. Enquanto isso, assassinos presos recebem do governo um “auxílio-reclusão” de 752,12 mensais




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quinta-feira, outubro 01, 2009

Artigo de Alejandro Peña Esclusa, no site de Heitor de Paola

Heitor De Paola
Saiu o gênio da garrafa!

Alejandro Peña Esclusa

Presidente de UNOAMÉRICA

Após 90 dias de crise regional, desatada pela destituição constitucional do ex-presidente Manuel Zelaya, muitos dos governos começam a se arrepender de seu comportamento inicial frente ao ocorrido em Honduras.

Desde o princípio assumiram uma posição parcializada, de apoio irrestrito a Zelaya, em que pese numerosas violações constitucionais em que o deposto mandatário havia incorrido. Se apressaram a afirmar que tinha havido um “golpe militar”, embora as Forças Armadas tivessem atuado por ordem do Congresso e da Corte Suprema de Justiça.

Os governos da ALBA procederam a intervir flagrantemente nos assuntos internos de Honduras, ameaçando inclusive em auspiciar uma invasão armada. Como a ALBA fracassou, a OEA – e particularmente Insulza – quis impor sua vontade aos hondurenhos, sem sequer escutar as outras partes em conflito. Dado que a OEA não conseguiu seus objetivos, então se propôs a mediação de Arias, sob fortes pressões do Departamento de Estado para restituir Zelaya. Quando esta estratégia tampouco funcionou, a ONU tomou a batuta e prometeu graves sanções ao povo hondurenho. Por último, Lula tirou sua máscara de moderado, avalizando a volta clandestina de Zelaya e proporcionando-lhe meios para que auspiciasse uma guerra civil.

A crise hondurenha fez com que os encarregados da segurança mundial esquecessem suas prioridades: pouco importava que, graças à ALBA, avançasse o fundamentalismo islâmico na região que os computadores de Raúl Reyes documentassem os vínculos de Chávez com as FARC que se fechassem os meios de comunicação na Venezuela e que valises repletas de petrodólares fossem usadas para modificar o tabuleiro político regional. A única coisa importante era a volta de Zelaya.

Os povos latino-americanos observaram atônitos como se conformou um bando dos poderosos contra um pequeno país centro-americano, enquanto os governos da ALBA pisoteiam todos os dias as constituições de seus respectivos países.

Como conseqüência de tanta injustiça, um sentimento generalizado de indignação começou a se propagar em toda a América Latina. Centenas de artigos circularam criticando o duplo discurso da OEA. Os estudantes venezuelanos escolheram a sede da OEA em Caracas para fazer uma greve de fome. Setores políticos no Brasil condenaram que sua embaixada em Tegucigalpa se convertesse em um quartel para promover a violência. Um candidato presidencial boliviano viajou a Washington para pedir que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos se ocupasse em cumprir com sua função, em lugar de cair em cima de Honduras. A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos se levantou contra o Departamento de Estado e declarou que a sucessão de Zelaya foi constitucional. Em resumo, saiu o gênio da garrafa!

Agora que a hipocrisia dos organismos multilaterais ficou a descoberto agora que se evidenciou o controle de Chávez sobre a OEA agora que os povos estão reagindo frente a tanta injustiça, alguns governos estão preocupados. Sua arrogância e sua intransigência estão se rachando e por isso tratam infrutuosamente de colocar o gênio na garrafa de novo.

Sem levar em conta o que ocorra no futuro, já nada será igual. O valente testemunho do povo hondurenho servirá de inspiração para que as vítimas do Foro de São Paulo se animem a defender seus direitos e a libertar-se da tirania. Sem dúvida, os latino-americanos temos muito o que agradecer aos hondurenhos.

Tradução: Graça Salgueiro

OS MOVIMENTOS CONSERVADORES, DITOS DE DIREITA, COMEÇAM A INCOMODAR OS GLOBALISTAS (E LIBERAIS AMERICANOS). A IMPORTÂNCIA CRESCENTE DE UNOAMÉRICA FOI RECONHECIDA PELO BRASIL DE FATO, ÓRGÃO LIGADO AO PT (LEIA Organização de Extrema-Direita Ronda o Brasil). O INSTITUTO MILLENIUM, FOI ATACADO COMO REDUTO DE CONSERVADORES (LEIA Instituto Millenium, catalisador de ideias conservadoras). NOS ESTADOS UNIDOS UM DOS MAIORES PORTA-VOZES DO LIBERALISMO, LEIA-SE ESQUERDA GLOBALISTA, THOMAS FRIEDMAN DO New York Times, ATACOU DURAMENTE OS CONSERVADORES (LEIA Para onde 'nós' fomos?).

TUDO ISTO TEM RELAÇÃO COM A 'CRISE HONDURENHA', COM O BELÍSSIMO EXEMPLO DE UMA DITADURA QUE DERRUBOU UM PRESIDENTE DEMOCRATICAMENTE ELEITO E RESISTE HÁ TRÊS MESES AO MAIOR ASSÉDIO DA HISTÓRIA PELA 'COMUNIDADE INTERNACIONAL'! HONDURAS ESTÁ DOMINADA POR UMA TEMÍVEL DITADURA QUE SE OPÕE ÀS PRÁTICAS DEMOCRÁTICAS DE CONTROLE ABSOLUTO PELAS MAIORIAS:

A DITADURA DA LEI!


quinta-feira, setembro 24, 2009

Manifesto Público da Colônia Brasileira em San Pedro Sula - Honduras


fonte: mail

Manifesto Público

Nós, brasileiros (as) que formamos com os nossos familiares residentes a colônia brasileira de San Pedro Sula, Honduras, à comunidade nacional e internacional, fazemos saber:

1) Que lamentamos e nos envergonhamos profundamente pela atitude do nosso ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, ao permitir a presença do Sr. Manuel Zelaya, na sede da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

2) Que rejeitamos enfáticamente todas as ações unilaterais do Itamarati que marcaram um retrocesso nas relações diplomáticas entre o Brasil e o  digno povo e atual governo de Honduras.

3) Protestamos veementemente por todas as ações não diplomáticas que estão causando, não só que o Brasil seja impedido de cumprir a sua liderança para a resolução pacífica do conflito interno em Honduras, mas também coloca em risco a representação diplomática direta, a nós brasileiros residentes em Honduras , a os funcionários da embaixada, aso vizinhos da embaixada e aos cidadãos de outros países que realizam procedimentos comuns na nossa embaixada, porque eles armaram um escudo humano em torno da figura do Sr. Zelaya, que infelizmente foi "hospedada" pelo Itamarati em nossa Embaixada em Tegucigalpa.

4) Que repudiamos veementemente o apoio do governo brasileiro à agenda de Chávez contra este pais , humilde, que nos abriú as suas portas para fazer bons negócios em um clima que até ontem era de paz , onde vemos os nossos filhos crescer com dignidade e em fraterna convivência com os hondurenhos.

5) Que fazemos diretamente responsável ao governo brasileiro pelas eventuais consequências negativas, pelas represálias ou ataques em nossas vidas, empresas, residências e propriedades que possam acontecer como resultado desse abuso de poder sem precedentes na política externa do Brasil.

6) Exigimos que tomem medidas correctivas mais breve possível para o Sr. Zelaya não continuar usando nossa embaixada para atos de sedição e chamando à insurgência.

7) Que finalmente pedimos ao governo do Brasil que respeite e se apegue aos mais elementares princípios da neutralidade, não injerência e de cooperação para a resolução de conflitos internos desta nobre Honduras, nação que só quer se desenvolver em Paz, Ordem e Progresso.

Pon tu Nombres:

Cristina Aguiar Moraes de Castillo

Rigoberto Castillo Rodríguez

Aline Castillo Aguiar

Aliane Castillo Aguiar

 Si están de acuerdo reenvíenlo a sus familiares, amigos, conocidos y a la embajada de Brasil con la siguiente dirección: embajada@brasilhonduras.org