quinta-feira, novembro 22, 2007

Perestroika Deception Update

I was informed that the interview of Christopher Story, taken in 2003 by William McLhany - showed in the last post - got problems.It got freeze after the 29th minute.
So I uploaded the whole interview to Google Video into an one big chunk.
See here



::


Fui informado que o vídeo da entrevista de Christopher Story, feita em 2003 por William McLhany - mostrada em duas partes no meu último post - tinha problemas. Travava depois dos 29min.

Então eu carreguei o arquivo inteiro no Google Video de uma só vez.


Vejam aqui






Here´s the link.

Enjoy.


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domingo, novembro 18, 2007

A Farsa da Perestroika e Do Fim da Guerra Fria

A Guerra Fria não foi ganha pelo Ocidente. Nem foram os Estados Unidos os responsáveis por isso. Nem dos povos oprimidos pelo comunismo que saíram às ruas pedindo mais democracia. Nada disso. Tudo foi a concretização de um plano de longo alcance criado pela KGB para iludir o Ocidente enquanto orquestra nas sombras um ataque aos seus velhos inimigos e à implantação de um governo mundial de cunho totalitário.
Esta é a mensagem contida nos livros do mais importante desertor da KGB, Anatolyi Golitsyn em seus dois livros "New Lies For Old" e "Perestroika Deception". O primeiro foi lançado em 1984 e previu a subida de Gorbachev ao poder, os planos da Glasnost e de Perestroika e mesmo a queda do Muro de Berlim.
Uma pesquisa independente, nos anos noventa, apontou um grau de acuracidade das previsões de Golitsyn de mais de 90%.

O editor Christopher Story é um colaborador de longa data do recluso Golitsyn, tendo publicado seu último livro "Perestroika Deception". Além disso é o editor da Newsletter "Soviet Analyst" e também publicou outro livro importante : "Red Cocaine".

Story, nestas entrevistas tomadas em 1995 e 2003 expõe à William MacLhany em detalhes a estratégia de desinformação comunista.

Assistam-nas abaixo, cada uma em duas partes.

Obrigado a Rodrigo Silva Barros pelo link.

William McIlhany interviews publisher Christopher Story about long term Soviet plans and deceptions.

Mr. Story is the publisher of ... all » several newsletters including "Soviet Analyst", and books including "New Lies for Old" and "Perestroika Deception", both by Soviet defector Anatoliy Golitsyn.


Aqui a entrevista atualizada em 2003 (primeira parte):


link


E a segunda parte - 2003:


link

Aqui, a primeira entrevista (1995) parte I:


link



E a última parte da entrevista de 1995:

link

terça-feira, novembro 13, 2007

El Rey Juan Carlos a Hugo Chávez: "Cala a Boca, Magda!"

O vídeo no qual o Rei Juan Carlos manda o papagaio da revolução, Hugo Chávez, na Cumbre Iberoamericana no Chile, calar a boca ("¿Por que no te callas?") transformou-se imediatamente num sucesso mundial. A verdade é que estamos todos cheios de Hugo Chávez. Chávez, como todo o ditador, não está acostumado a ser refutado. Está acostumado , pelo contrário, aos afagos de Naomi Campbell ou de Sean Penn ou Danny Glover. Os mesmos que beijam a mão de Fidel agora assomam-se neste triste espetáculo de se deixar fotgrafar ao lado deste ridículo, mas sanguinário, tiranete. O Rei Juan Carlos foi a nossa voz neste episódio.
A voz dos que não tem voz para falar verdades frente à frente, sem seguranças nem receios. Poucos na Venezuela poderia fazê-lo. Vida longa ao Rey!

Aqui abaixo, o vídeo.




Sobre a versão de Chávez que houve um "golpe" em 2002, a verdade é um pouco diferente. O que houve em 11 de Abril de 2002 foi algo como o fracassado "Putsch" de Munique (1923) para os Nazistas. Um fracassso transformado em "sucesso" ao longo do tempo. Em 2002 Chávez, depois de ordenar o massacre de civis que protestavam contra as medidas adotadas contra todos os trabalhadores grevistas da PDVSA , abandonou o cargo.

Outra coisa a pensar é que Chávez, ele mesmo é um golpista, tendo chegado ao poder pela fama adquirida após outro golpe fracassado em 1992, agora posa de "defensor da democracia". Chávez nunca foi um defensor de democracia alguma. Só tratou de disfarçar-se de democrata em função dos resultados de sua primeira tentativa. E trata agora de transformar o seu país na ditadura que teria sido se houvesse ele triunfado em 1992.

Que Chávez mentiu a todo o povo venezuelano pode ser checado neste entrevista, concedida às vésperas de sua primeira eleição em 1998. Veja abaixo ou pelo link





Sobre o Massacre de 11 de Abril, Alejandro Peña Esclusa da Organização Fuerza Solidaria, explica o que realmente passou.


http://www.dailymotion.com/video/x3fhme_la-masacre-del-11-de-abril-fue-plan_news




Finalmemte, o vídeo que refuta outro, chamado "A Revolução Não Será Televisionada", que fala o que realmente aconteceu em 11 de Abril de 2002.




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segunda-feira, novembro 12, 2007

Diogo Mainardi: "Como Me Tornei Num Porco Direitista"

Mainardi explica como se tornou a figurinha odiosa de direita, radical "názio-fascista": Maggie Thatcher, a filha do dono mercearia.




Como me tornei num porco direitista


Aconteceu em 1984. Eu era estudante de economia em Londres. Margareth Thatcher mandou fechar 20 minas de carvão e despedir cerca de 20 mil trabalhadores. Thatcher, a filha do dono de uma mercearia, raciocinou como a filha do dono de uma mercearia e, com isso, revolucionou nossa sociedade, resgatando as idéias do maior pensador econômico de todos os tempos, Adam Smith. Adam Smith demonstrou que a cobiça de um indivíduo pode ser nefasta, mas a soma da cobiça de todos os indivíduos cria um equilíbrio ideal, que propicia o enriquecimento das nações. Levei mais de 20 anos para aceitar esse princípio elementar e me transformar num porco direitista. O mundo levou mais de dois séculos. O Brasil ainda não chegou lá.



Ouça o podcast....


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sábado, novembro 10, 2007

Video Blog: A Verdade Sobre o Comunismo (inglês)

No aniversário de 90 anos da infame "Revolução de Outubro" na Russia, um presente especial: vídeo sobre a história do comunismo, de 1917 até a Guerra Fria. Introdução de Alexander Kerensky presidente do governo provisório da Rússia após a queda do regime Czarista e com narração de Ronald Reagan.
Duas horas, p&b , produzido em 1962, inglês sem legendas :(


(clique no link abaixo se não conseguir ver o filme on line)

The Truth About Communism


swimming against the red tide: The Truth About Communism

sexta-feira, novembro 09, 2007

In Cuba, the times they are a changin'

Minha amiga, Graça Salgueiro, do "Nota Latina" me enviou esta pequena maravilha.
Em Cuba, "os tempos estão mudando" (Chavez e Fidel, deixem isso acontecer!)





In Cuba, the times they are a changin'

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quinta-feira, novembro 08, 2007

Enquanto Isso, No Iraque...

Diogo Mainardi em sua coluna já havia chamado a atenção que, enquanto no Brasil morrem 44 mil pessoas ao ano vítimas da violência, no Iraque, desde 2003 morreram 18 mil. E a conta vem caindo desde que os Estados Unidos mandaram mais 30 mil soldados para lá.


É claro que os odiadores de plantão não poderiam perdoar mais esta "mentira" de Mainardi. "Mentira?" , pois aqui está uma prova contrária.

O fotógrafo Michael Yon (de novo, através do "Babalu") , em seu blog, disponibiliza algumas fotos que retratam este momento especial no Iraque.



Nela, um grupo de cristãos e muçulmanos estão restaurando a cruz no topo da Igreja São João, em Bagdá. Existe algum retrato mais surpreendente de um país que é lembrado apenas pelos rótulos de "genocídio imperialista" ou da "brava" resistência iraquiana como a imprensa costuma rotular? A imprensa ou a mainstream media (MSM) só pode ser levada à sério mesmo pelas "Velhinhas de Taubaté" (também conhecida por Luiz Fernando Verissimo) além de outros ideológos da Paz e do Amor trajando camisetas-carniceiro (Che).

Michael Yon relata :" Os iraquianos pediram que eu repassasse uma mensagem de agradecimento ao povo americano: "obrigado, obrigado" eles estao dizendo. Um homem fala, "obrigado a vocês pela paz". Outro homem, um muçulmano: "Todas as pessoas, todo o povo do Iraque, muçulmano e cristão é irmão". Os homens as mulheres têm sinos nas mãos e, pela primeira vez em suas memórias, o som da liberdade ecoa sobre a terra devastada entre os dois rios."
Pois bem, Michael disponibilizou estas fotos à grande mídia. Adivinhem se alguém publicou?
Só posso concordar com Mainardi : "No Iraque, é melhor"


Thanks and Praise


Thanks and Praise: I photographed men and women, both Christians and Muslims, placing a cross atop the St. John’s Church in Baghdad. They had taken the cross from storage and a man washed it before carrying it up to the dome.


A Muslim man had invited the American soldiers from “Chosen” Company 2-12 Infantry to the church, where I videotaped as Muslims and Christians worked and rejoiced at the reopening of St John’s, an occasion all viewed as a sign of hope.


The Iraqis asked me to convey a message of thanks to the American people. ” Thank you, thank you,” the people were saying. One man said, “Thank you for peace.” Another man, a Muslim, said “All the people, all the people in Iraq, Muslim and Christian, is brother.” The men and women were holding bells, and for the first time in memory freedom rang over the ravaged land between two rivers.



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Jesus Cristo pode ser comparado à Che?

Antigamente, comparar um carniceiro como Che Guevara – um assassino ideológico, daquele mesmo tipo descrito por Dostoiveski em “Crime e Castigo”( Raskolnikov) – com Jesus Cristo seria além de absurdo, uma ofensa à Cristo.

O seu predecessor literário, Raskolnikov , depois de matar a senhoria de seu quarto por absoluta certeza que ele tinha este direito, por ser completamente superior àquele ser mesquinho que só tinha uma serventia na vida: lhe apoquentar a paciência com seus insistentes pedidos para pagar os aluguéis atrasados e com isso atrapalhar a sua brilhante trajetória.

É nisso que os assassinos ideológicos, como Che, Stalin, Lenin, Hitler, Mao acreditavam: no seu “divino” direito de eliminar a quem lhes opõem. Neste estágio de “pseudo-divindade” acreditam ser superiores e infalíveis, enquanto os “outros” são apenas uma raça de subhumanos que servem para serem re-educados ou simplesmente eliminados sem maiores escrúpulos, se a primeira tentativa falhar. Dêem-se o nome que quiserem, “burguês”, “judeu”, “capitalista”, “ reacionário”, o outro é sempre um ser odioso a quem nenhum outro sentimento é possível. Para estes, o ódio e o genocídio não são crimes, mas no fundo a suprema caridade merecida.

Tão distante estão estas figuras de Cristo que é impossível classificar. Eles sabem disso. Criaram toda uma falsa aura “cristã” em torno das fotos do carniceiro Guevara morto pelo exército boliviano como se fosse uma versão satânica da Pietá.

Agora temos uma novidade digna de nota. Segundo o blog “Babalu” , as centenas de vítimas de Guevara terão uma lembrança à altura.

A Young America’s Foundation criou um novo poster do carniceiro da La Cabaña Che Guevara que vale a pena. Nele , a famosa imagem Korda-queana de Guevara é formada de pequenos retratos de suas vítimas.

Nele há a inscrição: “ Che Guevara era um terrorista internacional e um genocida. Durante as suas viciosas campanhas para impor o comunismo em vários países pela América Latina, Che Guevara treinou e motivou os pelotões de fuzilamento de Fidel que executaram milhares de homens, mulheres e crianças.


































































quarta-feira, outubro 31, 2007

"Vai Para Casa, Padilha!"

Leiam o trecho da entrevista ("sabatina") à Folha de São Paulo do diretor do filme "Tropa de Elite". José Padilha opina sobre as causas da violência no Brasil. Acerta na primeira mas erra terrivelmente na segunda.



O cineasta José Padilha, 40, diretor do filme "Tropa de Elite" e do documentário "Ônibus 174", afirmou nesta terça-feira, em sabatina promovida pela Folha, que a pobreza não gera violência. Para ele, no Brasil, e mais especificamente no Rio de Janeiro, a violência é causada pelo Estado e pela polícia.
Padilha afirma que a idéia corrente no Brasil de que a desigualdade social gera violência não se sustenta. "O problema é que, no Brasil, esse argumento não resiste, porque estudos da ONU [Organização das Nações Unidas] mostram que alguns países da África têm situação pior que o Rio e não tem índices de violência como no Rio", disse.
De acordo com o diretor, entre os motivos que levam a polícia a "transformar miséria em violência" são a baixa remuneração e a corrupção. "Tem uma frase que resume isso no filme. E resume porque é mesmo assim. Pra você ser policial no Rio de Janeiro, ou você se omite, ou você se corrompe, ou vai pra guerra."
Padilha cita seu documentário "Ônibus 174" para justificar sua conclusão. No documentário, o personagem principal se tornou violento em decorrência da violência produzida pelo Estado. "O Estado produz essa violência na Febem, na prisão. Faz isso por muito tempo. Outra coisa é a violência policial, que gera mais violência".

Source: www1.folha.uol.com.br

Comentário:
É claro que pobreza não gera violência. Se fosse assim, África e Índia seriam os países mais violentos do mundo. Agora, por quê não usa o mesmo
critério comparativo para avaliar a segunda afirmação de que "a
violência é causada pelo Estado e pela polícia"?

Se fosse assim o período "negro" da história brasileira, a ditadura
militar (1964-1984) , onde havia muito "Estado" , "polícia" e
"repressão" seria o período de maior violência da história do Brasil. Mas não é este o caso. Neste período, a maior "violência" partiu dos grupos revolucionários marxistas e maoístas que queriam implantar no Brasil o comunismo "goela abaixo" desde o início dos anos 60 (e não como uma "reação" à "repressão").

Por outro lado culpar o "Estado" pelas causas da violência é recorrer ao mesmo discurso batido e mentiroso utilizado nas universidades brasileiras para entender (?) o problema da violência. O mais irônico é notar que Padilha utiliza a mesma explicação da violência brasileira que é criticada em seu filme. Padilha vê o mundo com um viés Foucaltiano que poderia  tranquilamente ser um personagem do seu filme. E dos mais bobocas.
Por isso acho que o efeito da "Elite" sobre a população brasileira foi um autêntico tiro pela culatra do seu diretor. Uma coisa é fazer ficção outra coisa é pretender utilizar a realidade para justificar uma ficção.
Deu certo em "Código da Vinci", mas Padilha botou realidade demais em sua fórmula. As pessoas ainda sabem separar quem são os "bandidos" e os "mocinhos".
Estou cada vez mais inclinado a acreditar que o "Capitão Nascimento" é que é real e que Padilha não passa de uma ficção. “ Vai para casa, Padilha!”






sexta-feira, outubro 26, 2007

Guevara e Seus Aduladores Patéticos: Mais Um.


A capacidade brasileira de dar a uma trupe de idealistas a “voz” oficial da imprensa nacional nunca chegou a um nível tão baixo.


Se fosse algum decano do jornalismo nacional, que tivesse participado da “luta revolucionária” nos anos sessenta, um romântico nostálgico de seu passado, ainda vá lá. Mas o gajo é um jovem. O seu nome é David Coimbra e é um dos colunistas do jornal Zero Hora.


É mais um daqueles casos em que cronistas esportivos escapam das páginas onde seus achismos são tão inócuos quanto o horóscopo do dia e invadem os espaços até então ocupados pelos cronistas “profissionais”. Coimbra até substitui Luiz Fernando Verissimo.. Agora sabemos por que.


O fato de cronistas esportivos transformarem-se em cronistas do quotidiano é um fato notável. Notável do modo de funcionamento do brasileiro, sobre o qual o futebol ajuda a explicar. Não consigo deixar de pensar que a mania do brasileiro ter opinião sobre tudo o que não conhece – e ter opiniões quase dogmáticas quanto mais o assunto lhe escape aos sentidos – é obra de nossa adoração ao futebol e a sua legião de opinadores-profissionais, que enchem horas e horas de programação diária em nossa rádios, quilômetros em nossos jornais.


O opinador de futebol pode tudo sem ter que nunca prestar contas à realidade. O Brasil tem comentaristas esportivos demais. Fora do seu ambiente.


Faustão foi comentarista esportivo. Galvão Bueno pensa que é um. Paulo Santana acha que é cronista, e assim por diante. E David Coimbra é o mais novo da tropa.


Seu artigo de hoje na Zero Hora (“ As Vejas que eu Vi”) é um monumento à patetice-esquerdista nacional. David deve ter bebido algo (“Às Cervejas que eu Bebi”???) para cometer tal estultice. Pretende com ele fazer o seu “J´accuse” contra Veja, como se fosse o Pedro Collor denunciando seu irmão presidente. De “J´accuse” para “Jacuzzi”: Para isso se vale de uma edição de 1997 de Veja que retrata a o por quê de o mito Guevara estar ressurgindo na década passada. Coimbra explica que prefere aquela realidade a esta, referindo-se à reportagem de capa de Veja desfazendo o mito Guevariano, publicada há semanas.


Que David é alguém que prefira outras realidades, isto é patente. Mas o pior é tentar impingir o seu próprio estrabismo sensorial à revista. À Coimbra parece que “Veja” publicou esta reportagem apenas para mostrar a SUA opinião “editorial” sobre o mito, nada tendo a ver com a “ realidade” que é o “fato” de Che ser um exemplo contra o imperialismo na América Latina.


Que um brasileiro diga isso por aqui e ainda seja impresso em um jornal de grande tiragem como a ZH é sinal de como nossa percepção da história é uma completa piada. A História se repete como farsa? Também, se até mesmo livros didáticos nacionais são forrados de propaganda ideológica, como espantar-se com uma coluna como esta? É óbvio que Coimbra representa o presente. O presente estado do jornalismo brasileiro, formado em instituições em que a norma é a propaganda, não o conhecimento.


Em qualquer outro país seria muito fácil fazer tal opinião cair no ridículo. Fora do Brasil há toneladas de relatos reais sobre o comunismo, Cuba e Che Guevara. Um deles é um documentário com algumas vítimas sobreviventes que contam como era o Che na realidade (“ Che, Anatomia de Un Mito”). Mais dezenas de artigos/livros escritos por pessoas como Álvaro Vargas Llosa, Armando Valladares mostram a verdadeira face do Che.


Mas como o Brasil é o país do carnaval e do futebol vivemos na fantasia temos um séquito de comentaristas de futebol a opinar sobre a “realidade”...



Para terminar reproduzo trecho de entrevista de Álvaro Vargas Llosa para o site da Globo.com:


G1- Ele é visto politicamente ora como um libertador do continente, ora como um assassino. Existe embasamento para assumir alguma dessas visões?
Vargas Llosa –
A afirmação de ele ser um assassino não é uma questão de opinião, mas de fato. Tanto antes da Revolução, em Sierra Maestra, quanto após a conquista de Cuba, Che Guevara participou pessoalmente de várias execuções, e isso está muito bem documentado. Particularmente, apontaria a época em que ele era chefe da fortaleza de La Cabaña, usada como prisão, em Havana. Ele foi responsável por esta prisão por seis meses em 1959, e neste período aconteceu a maior parte das execuções em Cuba. Ele era o presidente da banca judicial de fazia as decisões finais sobre as execuções. Estou falando em centenas de mortes, muito bem documentadas e com a participação dele.

Isso não é algo que ele negasse. Pelo contrário, ele defendia essas ações com o argumento de que a justiça revolucionária deveria seguir um código draconiano, drástico, como única forma de eliminar a possibilidade de contra-revolução. Ele se orgulhava de participar do que chamava de “limpeza” de Cuba. Não há questão de que ele estava envolvido em execuções por motivos políticos, o que só pode ser considerado assassinato.

G1 – O principal biógrafo dele, Jon Lee Anderson, defende essas ações como atos de guerra. O sr. concorda?
Vargas Llosa –
Se aceitarmos este argumento, vamos ter que aceitar que as vítimas de Pinochet também foram vítimas de guerra. O argumento da guerra serve para legitimar a violência da ditadura argentina, quando cerca de 30 mil pessoas desapareceram. Não sei de nenhuma ditadura, de direita ou de esquerda, que não tenha usado o argumento de estar em guerra como desculpa para eliminar seus inimigos políticos.”

quinta-feira, outubro 18, 2007

Crime?

Para muitos isto não é um crime, afinal um feto não passa de um amontoado de células sem consciência...

Polícia - Feto é encontrado em rua de Porto Alegre
Feto é encontrado em rua de Porto Alegre
Aparentando três meses de gestação, corpo estava dentro de um vidro que continha líquido

Um feto foi encontrado na noite desta quarta-feira na rua Casemiro de Abreu, bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Um vigia que trabalha na região o descobriu depois de desconfiar do conteúdo de uma caixa deixada em frente à casa.

Ao abri-la deparou com um vidro contendo o feto humano mergulhado em um líquido. Segundo a polícia, o feto aparentava ter três meses de gestação, e a origem pode estar ligada a um aborto. O caso será investigado.

terça-feira, outubro 16, 2007

Guevara is Dead! (Mas Parece Que Não)

A febre sub-adolescente guevariana que varre o planeta tem sintomas de alienação, tremores convulsivos e idealismo fake dos mais rasteiros.
O problema é que a mídia, em grande parte acaba amplificando estas "Fábulas de Esopo" guevarianas como se fossem verdade.
Em 9 de outubro de 1967 Guevara foi assassinado pelo exército boliviano (contra as orientações dos americanos "para não criar um mito"). Menos um terrorista na face da terra.

Mas o que se publica sobre o Guevara, quarenta anos depois?

O jornal gratuito "Metro", que circula no Porto, saiu-se com esta: "Herói, rebelde ou revolucionário são as três palavras associadas a Che Guevara"

Ainda bem que outras revistas como a Atlântico (Portugal) e a Veja lançaram matérias esclarecendo sobre o Che "real", mesmo assim há centenas de neo-idiotas, como Maradona a glorificar um assassino. Se bem que Maradona não pode ser garoto-propaganda de nada, com exceção da Coca... Houve também o presidente brasileiro Jânio Quadros a condecorá-lo em 1962. Caetano Veloso entrou na onda, lançando em 1968 uma música em homenagem ao Che chamada "Soy Loco Por Ti America". Madona lançou, em 2004, um disco no qual aparecia na capa com cara enfezada de militante e com a indefectível boina.

Abaixo, o pensamento vivo de Guevara...

"Para enviar um homem a um pelotão de fuzilamento, evidência judicial é
desnecessária... Esses procedimentos são um detalhe burguês arcaico. Isto é uma
revolução! E um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar motivada
por puro ódio. Devemos criar a pedagogia do paredón!
"

"Diante de um retrato velho e prateado do camarada Stalin, jurei não descansar até ver esses polvos capitalistas aniquilados"
"A solução para os problemas do mundo está atrás da Cortina de Ferro."
"Dos países que visitamos, a Coréia do Norte é um dos mais extraordinários"
"Na China não se vê nenhum dos sintomas de miséria que se vêem em outros países"
"Cuba devia seguir o exemplo de desenvolvimento pacífico mostrado pela URSS"
Do livro "Che Guevara, a vida em vermelho" de Jorge Castañeda (citações através do site www.montfort.org.br)

Outros links:
Nota Latina em homenagem ao Che.
Filme "Anatomia de Un Mito"
Posted by Picasa

domingo, outubro 07, 2007

Córdoba, Argentina: Relatório Viagem

Relatório de Viagem: Córdoba, Argentina


Passei as duas últimas semanas em Córdoba, Argentina, por motivos profissionais.Foi minha segunda estada por lá.


Primeiríssimas impressões: esqueçam tudo o que sabem sobre a Argentina e, principalmente, sobre os argentinos. Por quê?


Em Córdoba, a língua falada não tem nada a ver com aquele sotaque carregado de Buenos Aires, o Portenho (também conhecido por “Soy Xô”). É até inteligível. Vou dizer que para um brasileiro (e sulista como eu) , até mais inteligível que o português falado em Portugal.

Esqueça a arrogância porteña: o povo cordobês é muito simpático e inacreditavelmente hospitaleiro. Conheci pessoas fantásticas.

Se fores do sexo masculino, irá notar outra especialidade local: a beleza feminina. Córdoba é uma cidade de lindas mulheres.

Comida: come-se bem (especialidade: muita carne “parrillada”& cozinha italiana) e barato.

A cidade nunca dorme: pelo fato de ter uma população estudantil elevadíssima (12% da população) existem “ barrios” onde a animação é non-stop. Nueva Córdoba é um deles. O hotel onde eu estava hospedado era muito perto portanto pude fazer diversas incursões noturnas e confirmar que mesmo às duas da manhã era possível encontrar muitos lugares abertos, além – é claro – de barzinhos e danceterias.

Arquitetura: há muitas igrejas, museus e até uma redução jesuítica do século 16/17 intactas. A igreja dos Capuchinhos me chamou a atenção por ser uma construção do século XX em estilo gótico.


Mas é claro que também há o lado mais escuro.


Córdoba foi a cidade onde Che Guevara passou boa parte de sua vida. Conta-se que ele largou uma bela e rica herdeira local para correr a América de motocicleta. A casa onde Che morou foi transformada em museu. Che é ídolo total, donde parece óbvio que a maior parte de seus adolescentes-adoradores conhece quase nada de sua série de mais de 200 execuções à sangue frio.

Abandono: apesar da bonita arquitetura, Córdoba parece ser uma cidade que merece mais atenção do poder público. Espero que melhore, pois a cidade merece.

Parece mesmo que a mulher de Kirchner, Cristina vai ganhar as eleições para presidente... Apesar de ser senadora na Argentina, será uma marionete do marido que é uma marionete do Foro de São Paulo...

Aqui, algumas fotos...


Aqui podemos ver os Andes (sim, minha viagem foi até Santiago do Chile para retornar à Cordoba).









Eu, em frente ao Hotel onde ficamos em Córdoba.






Feira de Artesanato("Artesania") de Córdoba






Gardel, símbolo da Argentina





Igreja dos Capuchinhos, em estilo gótico, construída em 1930.









Encontros cordobeses: con Raquel Consigli y Horacio Martínez Paz (colunistas de “ La Historia Paralela”)





Paisagem da janela do meu quarto no Windsor & Tree (Buenos Aires y Entre Ríos)








Mais fotos no meu Álbum no Picasa:

Córdoba na Wikipedia



quinta-feira, setembro 20, 2007

Aviso de Ausência / Out of Office Message

Este blog não terá novas atualizações (actualizações) até 30 de Setembro. No momento estou em outro continente! (Córdoba, Argentina). See ya!
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There´ll be no updates in this blog until sept, 30th, cause I am out of office and the continent! (Cordoba, Argentina). See ya!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Nova Revista traz Tolentino e Olavo de Carvalho

Esta revista traz conteúdos relevantes, perante o marasmo cultural brasileiro (eu disse "marasmo"? troque-o por "indigência"). Pena que a distribuição inicial abrange somente Salvador e quem sabe Rio e SP. Portugal, nem pensar, pelo jeito..


Correio da Bahia (Aqui Salvador)
Não bastasse a trabalheira de encarar o mercado de produções editoriais, voltar-se ainda para a literatura em verso é uma batalha e tanto. O desafio da revista Poesia & Afins, que estreou no mercado editorial baiano em agosto, é levar para as bancas do estado poesia nova e inovadora. De circulação bimensal, trouxe em seu número de estréia a entrevista com um outro lado do cantor e compositor Chico César, e um tributo ao poeta Bruno Tolentino.



Segundo o editor Gustavo Felicíssimo, o diferencial da revista é tratar com seriedade a literatura. A partir do nº 2, com previsão de lançamento em Itabuna na segunda quinzena de outubro, a revista alça vôos para distribuição também no Rio de Janeiro e São Paulo.



Num trabalho independente, a GF Editor traz a proposta de mesclar a produção de grandes nomes da literatura brasileira com iniciantes – que possuem o espaço Exposição de Poemas.
“Entendemos que a poesia não é fenômeno de linguagem mais de idéias”, explicou Felicíssimo, que anunciou a participação de colaboradores de outros estados, como Pedro Sette Câmara (RJ) e Angelo Monteiro (PE).

A publicação pode ser encontrada no sebo Berinjela, nas bancas de todo o estado por R$7 ou ainda no site www.poesiaeafins.com. Em breve, o site da revista abrigará um portal de contos e poesias com autores brasileiros. No próximo número, O Futuro do pensamento brasileiro, a revista traz entrevista com o filósofo Olavo de Carvalho e uma análise crítica do livro homônimo reeditado pela E Edições.

terça-feira, setembro 11, 2007

A Volta do Nota Latina

Ontem recebi uma mensagem da minha amiga Graça Salgueiro sobre a desativação do seu blog "Nota Latina" pelo google.
A razão: "spammer blog" (??).
Pior do que isso, hoje ao acessar o seu endereço, descobri que já estava sendo usado por outro blogueiro. Um blogueiro típico daquela esquerdinha bem canalha existente no Brasil.

Mas tudo acabou bem. Acabo de receber esta mensagem da Graça, revelando que tudo está de volta ao seu lugar.
Mas eu fiquei muito desconfiado do google.

Estou pensando seriamente em mover meus blogs para outras paragens...

Aqui a mensagem da Graça

Olá, Amigos, Depois de passar um fim-de-semana angustiante com a retirada do ar do Notalatina, acusado de ser um "blog spammer", graças a Deus e à inestimável ajuda e apoio de amigos brasileiros e latino-americanos, tudo voltou ao normal. Nesta edição especial eu explico o que ocorreu, as medidas tomadas mas também uma invasão sofrida por um vândalo justo quando o URL do Notalatina estava indisponível. Isto é crime! Se julgarem que vale a pena divulguem, mas não esqueçam de dar os créditos ao Notalatina. Fiquem com Deus e até a próxima!
G. Salgueiro

__._,_.___

terça-feira, setembro 04, 2007

Como Fazer Uma Manchete Mentirosa em Duas Lições

Deve estar em todos os livros e aulas da formação do jornalista moderno a.k.a "jornalismo de combate". Significa que um inimigo de "classe" será sempre tratado como inimigo de classe, portanto sem nenhuma objetividade.


Se for algum presidente americano e pior, republicano, aplicar as regrinhas básicas abaixo:



  • Suprimir qualquer menção ou notícia favorável ao governante em questão. No caso, os últimos desenvolvimentos no Iraque, reportados aos país pelo General Peatrus que vem de encontro com a arenga "Iraque é o Vietnã" da imprensa democrata americana. No caso do discurso do Bush no Iraque, dia 03 de setembro a questão é mais simples: corte-se tudo que seja a factual citação dos últimos sucessos da operação "surge" no Iraque, pelo próprio presidente :

You see Sunnis who once fought side by side with al-Qaida against coalition troops now fighting side by side with coalition troops against al-Qaida. Anbar is a huge province. It was once written off as lost. It is now one of the safest places in Iraq. Because of your hard work, because of your bravery and sacrifice, you are denying al-Qaida a safe haven from which to plot and plan and carry out attacks against the United States of America. What you're doing here is making this country safer, and I thank you for your hard work.

The surge of operations that began in June is improving security throughout Iraq. The military successes are paving the way for the political reconciliation and economic progress the Iraqis need to transform their country. When Iraqis feel safe in their own homes and neighborhoods, they can focus their efforts on building a stable, civil society with functioning government structures at the local and provincial and national levels. And that's important, because a free Iraq, an Iraq that's an ally against these extremists and murderers will be a major defeat for the terrorists.
Source: foxnews.com


Traduzindo:


"Sunitas que lutavam contra nós agoram lutam ao nosso lado contra a Al-Qaeda (..). Anbar, uma cidade tida como 'perdida', agora é um dos lugares mais seguros do Iraque. Por causa de seus esforço, a Al-Qaeda não tem mais um lugar seguro para planeja ataques contra os Estados Unidos.

A operação 'surge', iniciada em junho, está aumentado a segurança no Iraque. Os sucessos militares estão pavimentando o caminho para a reconciliação política e o progresso econômico que os iraquianos necessitam para transformar seu país. (..) O que é importante é que um Iraque livre, um Iraque que é aliado contra estes extremistas e assassinos será uma grande derrota para estes terroristas.

Cada dia de sucesso no Iraque os trazem mais perto do dia em que a América poderá chamá-los de volta para casa".



  • Citar frases com o uso intensivo das "aspas", de modo a criar a impressão que se está dizendo exatamente o contrário.No caso em questão , a citar a palavra "êxito" SEM citar os casos relatados acima, tem o objetivo de induzir o leitor a pensar que as únicas notícias espalhadas pela media, que são os atentados terroristas, são o que Bush declara como "êxitos". Sendo assim o objetivo do presidente americano era mesmo fazer os americanos virarem quibe cru nas mãos dos rebeldes. Trata-se portanto de um mentiroso e um "nazista".


Leia a notícia abaixo e compare com a descrita acima.



Iraque: é possível reduzir tropas se «êxito» continuar - Bush


O presidente dos Estados Unidos, de visita surpresa ao Iraque, admitiu hoje, depois de reunir-se com os máximos comandos militares do país, ser possível reduzir o nível de tropas norte-americanas na nação árabe, se o «êxito continuar».







Pode-se encontrar um pedaço menos tendencioso de notícia - quem diria - na Zero Hora de Porto Alegre-Brasil.






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segunda-feira, setembro 03, 2007

Red Bull Air Race 2007 - Porto

Red Bull Air Race – 2007


Ontem aqui no Porto teve lugar o evento com maior público do ano. Superando até mesmo a tradicional festa de são joão.

Foi o Red Bull Air Race 2007. A organização conta que mais de 600.000 pessoas assistiram às provas no dia 01/09, junto ao rio Douro.

Fui lá. Estava realmente abarratado. Mas diferentemente do Brasil, não houve aquilo que nós brasileiros conhecemos muito bem (e por isso evitamos).

  • Flanelinhas

  • Ambulantes

  • Empurra-empurra

  • Bêbados

  • Brigas

Enfim algo impensável: organização e tranquilidade.


Vejam algumas fotos aqui , linkadas do jornal o Público.















domingo, setembro 02, 2007

Diferença entre "Legalização" e "Descriminalização" do Aborto

Li que os apoiadores do aborto amplo, geral e irrestrito agora estão criando mais um factóide. Ao invés de chamar de "Liberalização" do aborto, recorrem a um termo utilizado aqui em Portugal ("descriminalização")  para a campanha que deu vitória (por W/O) aos "descriminalizadores".

O slogan que acabou atraindo simpatizantes para a causa da "liberação" / "descriminalização" (chamado de "despenalização") e que foi entoado por todos os apoiadores, era "SOMOS TODOS CONTRA O ABORTO" para engatar logo em seguida um "mas....".

Para dar uma satisfação à opinião pública foi dito que seria feito - para todas as candidatas a abortar - um aconselhamento obrigatório para demover a candidata da prática. Os médicos que recusassem a executar o procedimento por razões de consciência não seriam obrigados a fazê-lo.
Até o Presidente, Cavaco Silva recomendou que a promulgação só poderia acontecer se a última ecografia do bebê fosse mostrada à candidata.

Na realidade aconteceu o seguinte:

Muitos consideram-se iludidos pelo slogan "Somos todos contra o aborto" pois agora que a lei foi aprovada, ninguém mais fala disso.
Qual a percepção de muitos usuários dos serviços das clínicas de aborto? Em matéria do Publico.pt saiu uma consideração típica, de que muitas candidatas ao aborto preferem fazê-lo em Espanha. Levam o namorado, que vai às compras e abastece o carro (aproveitando os preços mais baratos), enquanto elas  fazem o  "procedimento" por  lá. É o programa  combo "kill and shop"...

Para terminar, um vídeo do grupo humorístico português "Gato Fedorento" explicando as diferenças entre a "legalização" e a "despenalização" do aborto. É a perfeita tradução do embuste!

http://www.youtube.com/watch?v=Rf-9SqZ6V80



Revendo a História: Os Papas Humanistas

Jacques Barzun, em sua magnífica obra “ Da Alvorada À Decadência”, dá evidências de que, o que se convencionou chamar de “humanismo” na Renascença, não foi algo totalmente contrário à Igreja Católica, ou pelo menos aceito com contrariedade por ela. Pelo contrário. Alguns dos maiores humanistas foram papas.


Leia o trecho final do capítulo “ As Belas – Artes


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“Nem todos os humanistas eram profissionais ligados aos livros. Entre os mais apaixonados houve papas, a começar nos meados do século XV por Nicolau V, um cristão sincero que fez de sua corte um centro de arte e contratou o arquiteto Alberti para desenhar o projeto de reconstrução não só do Vaticano mas também da degradada basílica de São Pedro. Esta não tinha sido a igreja papal, mas erguia-se no local do mais antigo cemitério cristão, onde presumidamente foi sepultado o apóstolo que Cristo designou para chefiar a Igreja. Nesta reconstrução da basílica de São Pedro, para a qual a gente do Norte contribuiu com tanto dinheiro, manifestou-se o espírito histórico do Humanismo.


Após um intervalo de alguns anos, surgiu outro papa humanista e autor de uma autobiografia notável, Pio II, que queria ser chamado Eneias à semelhança do pius Aeneas, o herói da epopéia de Virgílio. Do mesmo modo, Alexandre VI tomou o seu nome não de um santo, mas de Alexandre o Grande. Entre os dois reinou um papa anti-humanista, mas o seu programa negativo falhou. Mais do que pelo volúvel caráter moral, os “Papas do Renascimento” são conhecidos pelo seu legado em escultura e pinturas, mas também apreciavam a poesia e a música, o teatro, as discussões filosóficas e os animais exóticos para o seu jardim zoológico 1 . Pagavam prodigamente este aparato principesco e definiam o padrão da corte ilustrada.

Pelo terceiro quartil do século, ocupava o trono Júlio II – famoso como pescador e soldado, e vitorioso em guerras que recuperavam território do papado. Foi um dos mais abalizados juízes dos artistas e respectivas obras. Foi ele quem realmente iniciou a reconstrução da Basílica de São Pedro. No Vaticano, criou um jardim de esculturas em volta da “estátua suprema”, o Apollo Belvedere, e do não menos famoso grupo de Laocoonte, desenterrado em 1506. Júlio estava disposto a fazer novamente de Roma uma bela cidade, usando projetos de Bramante e Michelângelo. Concebeu também o esquema das indulgências que se abateu sobre o seu sucessor Leão X, o conhecedor de arte a quem Rafael ficou a dever as maiores encomendas.

Foi este cenário que revoltou o jovem Lutero. Visto pelos seus olhos, o Humanismo era apenas outro nome para mundanismo. A baixa moralidade dos grandes senhores grandes senhores da Igreja justificou mujitas vezes o seu julgamento, embora, bem vistas as coisas, os humanistas fossem talvez mais verdadeiramente cristãos do que os padres e monges banais ou do que os evangélicos fanáticos que viviam em violência embora julgassem salvos pela fé. Além disso, ao encherem o espírito os elementos da duas civilizações antigas, os humanistas foram forçados a colocar questões perenes que precedm a crença religiosa: Para qe serve a vida? Qual é o dever e o destino do homem? Qual é o significado da morte?”



1Ler em Sílvio A. Bedini, The Pope´s Elephant (1997), a penosa e pitoresca viagem por terra e mar de um elefante de Lisboa para Roma.


sábado, setembro 01, 2007

Foro de São Paulo: Tudo O Que Você Precisa Saber (e Repassar)

Muitas manifestações anti-Lula estão ocorrendo no Brasil. Tenha o nome que tiver, de "Cansei" ou o simples e direto "Fora Lulla", todos reclamam do mesmo: chega de corrupção, violência, etc.
Mas o principal, a acusação mais séria, e a que justifica não só o impeachment de Lula mas a cassação de registro eleitoral do PT e de muitos outros partidos de esquerda no Brasil não são divulgadas.
Até o momento "Foro de São Paulo" passou por por algumas metamorfoses perante os círculos mais "intelectualizados".
No princípio, quando Olavo de Carvalho chamou a atenção sobre as atividades do grupo, tudo não passava de fantasia de um "paranóico" anti-comunista.
Em 2002, com artigos de Constatine Menges e Armando Valladares alertando sobre o "novo eixo do mal", o único jornalista brasileiro - Boris Casoy - a perguntar ao então candidato Lula da Silva sobre estas acusações, teve como resposta um "não fale mais sobre isso!".
Em 2005 quando o Foro voltou a acontecer em São Paulo, com a abertura do próprio presidente do Foro, ooops, do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, não dava mais para pregar a sua inexistência. Comemoravam-se em 2005 já 15 anos de atividade.
Passou-se à fase de "grupo de debates" inofensivo.
Em 2007 , com a divulgação do vídeo preparatório do terceiro (TERCEIRO? não me acusem de subliminares, hein?) congresso do PT, escancarando a importância do Foro em seu projeto de "Socialismo Petista", não deu para tapar o sol com a peneira.
Mas, mais uma vez, nossos "media" evitaram comentar o assunto, preferindo Renan, as vaias a Lula e as corrupções habituais.
Um amigo, do Retrospectiva Brasil
criou um documento em PDF já preparado para imprimir e distribuir, com um resumo do que é , quem faz parte e quais os objetivos.
Copie, imprima, distribua e repasse!
Aqui , o link para o folder em PDF do Foro de São Paulo


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quinta-feira, agosto 30, 2007

Sobre Concorrências "Perfeitas"

José Manuel Moreira, no "Diário Económico" sobre as idéias distorcidas que a média da população tem sobre o que seja uma "concorrência perfeita" (oriunda de um "mercado perfeito") e o custo que advém de sua busca em face de que os agentes econômicos (ou seja eu, tu, ele, nós, vós e eles) que a criam são intrisicamente imperfeitos.


O tema é tratado com o pretexto da concorrência entre os semanários "Expresso" e "Sol" aqui em Portugal.




No final, com a impossibilidade de se criar o perfeito do imperfeito, chama-se o onipotente Estado e toda a liberdade acaba virando um "pretérito imperfeito", face ao controle estatal no "presente mais que perfeito".


A citação final é preciosa e deve ser o mote de todos que defendem a liberdade de mercado: “mesmo os homens maus podem ser levados pelo mercado a fazer o bem,

enquanto homens bons podem ser induzidos pelo processo político a fazer

o mal”.


A concorrência entre o “Expresso” e o “Sol” está viva e recomenda-se. As tiragens anunciam-se elevadas e a coisa promete. Lá comprei o segundo número, mas é no primeiro que me quero fixar. Mais propriamente numa espécie de “carta de intenções” do Confidencial, intitulada “Concorrência Perfeita”. Mal vi a expressão fiquei logo preocupado e a leitura não desiludiu: está em linha com o que por aí anda e vende, embora tivesse sido levado a pensar que mais sol significasse mais luz. É o retrato perfeito da falta de clareza teórica que nos acompanha, e a que nem mesmo os “económicos” escapam.


Não há nada melhor na prática do que uma boa teoria. É por isso natural que as insuficiências teóricas inquinem as discussões mais sérias, como aconteceu com a proposta para a Segurança Social apresentada no Compromisso Portugal. Mas voltemos à “concorrência perfeita”. Depois de uma definição bastante imperfeita, diz-se: “Mas a verdade é que a realidade moderna mostra que estamos longe da concorrência perfeita, se é que alguma vez existiu”. Qual então a razão para a escolha da expressão? Mais surpreendente é que, depois de se considerar que “as denominadas falhas de mercado como as barreiras à concorrência, às vezes criadas pelo próprio Estado, a excessiva regulamentação e os monopólios constituem distorções que afectam negativamente uma economia”, se conclua: “O caderno Confidencial que está a ler pela primeira vez, vai assumir, sem ambiguidades, as vantagens da concorrência e o papel do Estado na correcção das falhas do mercado”. Tudo isto parece ambíguo e deveras confuso. Mas é o que vem nos livros. A essa luz, o texto é claro e ilustrativo do que continua a fazer escola.


De facto, se analisarmos um bom manual de economia veremos que, após um bom número de capítulos sobre o mercado e quase igual número sobre microeconomia, há um ou dois capítulos que resumem o que se pode afirmar sobre o mercado. Depois o livro não deixará de elogiar a utilidade dos mercados e o quão eficientes podem ser. Já na segunda parte desse mesmo capítulo (ou talvez num capítulo separado), o livro salientará que é evidente que essas vantagens de mercado só podem ser verdadeiras se tivermos condições de concorrência perfeita, de perfeito conhecimento, ou seja, se tivermos essas e outras muitas condições que, naturalmente, não temos. Portanto, o livro continua, as nossas análises ensinam-nos o quanto, de um ou outro modo, é importante a intervenção do Governo. Daí que a necessidade de intervenção governamental – sob a forma de leis anti-‘trust’, controle de preços ou qualquer outra – seja atribuída à diferença entre as realidades do mundo em que vivemos e as suposições abstractas exigidas para a validação dos principais modelos neoclássicos. Tudo isto parece contraditório, mas pode ter vantagens para quem quer seguir a vida académica: a primeira parte é essencial para um bom doutoramento e a segunda para um bom emprego (e reforma a condizer) numa das instituições públicas vocacionadas para regular ou corrigir as falhas do mercado. E com sorte ainda se chega ao topo nos dois lados.


Em tempos, um desses meus colegas com sorte foi descrito no “Expresso” como neoclássico e keynesiano, como se isso fosse questionável. Mas não é. Vendo bem, os pressupostos ideais associados a um modelo de equilíbrio geral perfeitamente competitivo exigem suposições tão fantásticas e tão exigentes que o próprio modelo se torna um argumento favorável à intervenção do governo.


Cheguei a pensar que o “Sol” nos ajudasse a ver que os mercados são sempre imperfeitos porque trabalham com e para pessoas imperfeitas: ou seja, perfeitamente humanas. Querer substituir a “imperfeição do mercado” pela “correcção” do Governo, sem ver que o mercado político pode ser mais imperfeito do que o mercado económico, é tão errado como perigoso. A evidência histórica mostra que as imperfeições do Governo estão mais enraizadas e são menos remediáveis do que as imperfeições do mercado. Daí o aviso de A. Seldon: “mesmo os homens maus podem ser levados pelo mercado a fazer o bem, enquanto homens bons podem ser induzidos pelo processo político a fazer o mal”.


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José Manuel Moreira, Professor universitário e membro da Mont Pélérin Society


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Estagiária é condenada a 30 anos por morte colega

A que ponto uma criatura destas pode chegar. Incrível.


SÃO PAULO - A ex-estagiária da empresa Petrocoque, de Cubatão, Carolina de Paula Farias, de 24 anos, foi condenada nesta quarta-feira a 30 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato da colega Mônica Tamer Cruz de Almeida, de 42 anos, em dezembro de 2005, com o objetivo de ser efetivada na empresa.