segunda-feira, janeiro 19, 2009
Fotos do Obama são falsas!! :: Obama´s photos are fake!!
Percebi isso mais tarde...
::
Obviously, the Obama´s photos posted here are fakes..
I didn´t realize it before publish them.
domingo, janeiro 18, 2009
Obama: Pronto para o trabalho..
Uncovered Photos of Obama's Secret Seventies Disco Funk Past
Estas fotos é para nenhum Gilberto Gil botar defeito.
Agora é que os EUA vão mesmo...
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sábado, janeiro 17, 2009
Uma pequena coleção de Foto-Fraudes em Gaza
Mere Rhetoric: Media Fauxtography Now In Full Swing
Aqui, um interessante comentário no Blasfemias sobre o tema..
“As regras da propraganda da extrema-esquerda:
- Fingir que o que se está a passar em Gaza não tem nada a ver com o Hamas.
- Fingir que o fanatismo islamista não tem relevância no que se está a passar.
- Associar qualquer condenação à defesa de Israel a islamofobia, militarismo e insensibilidade perante o sofrimento dos outros.
- Ocultar que os Israelitas votaram em maioria em partidos que
defendem a existência de um Estado Palestiniano, que viva em paz com
Israel.
- Ocultar que os Palestinianos votaram em maioria num partido que
defende a guerra com Israel até à sua aniquilação e o genocídio dos
Judeus.
- Tentar passar a imagem de superioridade moral, aproveitando os
crescentes conflitos com os árabes para acusar quem defende Israel
racismo e islamofobia.
- Usar o facto de não haver uma verdadeira democracia em Gaza para
desculpabilizar os Palestinianos dos actos do Hamas, quando na verdade
os Palestinianos escolheram o Hamas nas últimas eleições
- E nunca permitir que alguém recorde que o Presidente Abbas
legitimamente destitui o Hamas, e que o Hamas chacinou os seus
oponentes políticos.
- Utilizar boatos e informações não confirmada emitidas por partes
interessadas, e não as desmentir quando se provam que são falsas.
- Comparar mortos com mortos e feridos com feridos, equacionando superioridade militar com inferioridade moral.
- Acusar israel de apartheid quando dá cidadania e igualdade de
direitos aos palestinianos israelitas, ao mesmo tempo que se oculta que
os palestinianos têm cláusulas legais específicas que lhes vedam a
cidadania em muitos países árabes, os quais os mantêm em guetos e
campos de refugiados.
- Manipular as palavras: um ataque do Hamas é um “acto de resistência”, um ataque de Israel é “um crime”.
- Pôr num plano moral equivalente mortes civis não intencionais com mortes de civis como objectivo.
- Impor a ideia de que o objectivo de Israel é matar civis. Ocultar
que o objectivo assumido do Hamas é matar judeus, mesmo os que não
sejam israelitas.
- Fingir que Israel controla todas as fronteiras de Gaza, ocultando que a fronteira com o Egipto é controlada pelos egípcios
- Tratar todos os combatentes do Hamas como civis.
- Ocultar que os responsáveis do Hamas se escondem em hospitais
- Fazer esquecer todos os precedentes e todo o contexto da guerra
israelo-árabe, em particular o objectivo da grande maioria dos países
na região, já tentado no passado e assumido no presente, em destruir
Israel.
- Ocultar as lavagens cerebrais para instilar ódio aos israelitas nas crianças palestinianas que são feitas pelo Hamas
- Ignorar os momentos em que Israel não ataca e é atacado
- Fingir que as relações de israel com o governo palestiniano na
cisjordânia não têm melhorado, ocultando a paz que se tem vivido, o
crescimento económico na zona e o progressivo desmantelamento de
check-points, tentando ocultar que israel só ataca em resposta a um
ataque.”
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Filme: A Onda (Die Welle)
O filme é bom por que, ao invés dos EUA, a história desenrola-se na Alemanha. Mas há uma diferença fundamental. O professor, neste filme, ele mesmo é envolvido pelo aparente poder e fidelidade canina que seus alunos o devotam. No original, o professor tem total controle do experimento e sabe exatamente onde quer chegar. O final do filme é trágico.
Recomendo entusiasticamente.
Abaixo reproduzo o trailer do filme e a versão integral de um filme televisivo de 1981, dos Estados Unidos, mostrando como foi a experiência real.
Trailer de Die Welle (2008)
Filme Completo
A Onda (The Wave) - 1981
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
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The Soviet Story
"The Soviet Story" é uma história de uma potência aliada. Ela ajudou os nazistas a lutar contra judeus e massacrar o seu próprio povo numa escala industrial. Assistida pelo Ocidente, este poder triunfou em 9 de Maio de 1945. Os seus crimes tornaram-se tabus, e a história completa do regime mais assassino da Europa nunca foi contado. Até agora..."
O documentário "The Soviet Story" (A História Soviética) é dirigido por Edvins Snore, que passou 10 anos coletando informações e dois anos filmando em vários países. Entre os entrevistados no filme estão historiadores ocidentais e russos como Norman Davies e Boris Sokolov, o escritor russo Viktor Suvorov, o dissidente soviético Vladimir Bukovsky, membros do Parlamento Europeu e também as vítimas de terror soviético.
Enquete de O Estado de S. Paulo
Responda: - Você já foi questionado em alguma pesquisa sobre apopularidade do presidente Lula da Silva? Se ele faz um bom ou mau governo? Você acha estranho que o resultado de tais pesquisas apontem uma aprovação superior à 70%?
Tem muita gente que duvida desses números.O "Estadão" (O Estado de S. Paulo) lançou uma enquete prá comprovarse o que foi divulgado pelos institutos de pesquisa têm ou não razão de ser.VOTE e divulgue:http://www.estadao.com.br/pages/enquetes/default.htm?id_enquete=361
Eu votei ("não", é claro). Aqui abaixo, o resultado.
Você aprova o governo do presidente Lula?
A avaliação positiva de Lula subiu a 80,3% em dezembro e bateu novo recorde, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 15. A aprovação ao governo do presidente também atingiu porcentuais recordes e chegou a 71,1%.
- Sim
24313 votos - 40% - Não
36131 votos - 60%
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Outra Falsa "Morte" em Vídeo de um Garoto Palestino?
Outra Falsa "Morte" em Vídeo de um Garoto Palestino?
Oito anos atrás, o mundo parou em horror pela visão de um homem e seu filho pegos em meio ao fogo cruzado entre israelenses e palestinos. O homem foi ferido e seu filho foi supostamente morto pelas forças israelenses, em imagens que correram o mundo.
Após algum tempo, um documentário mostrou que este evento foi totalmente encenado pelos combatentes palestinos e seus amigos jornalista militantes, a fim de vender uma distorcida visão do conflito.
Atualmente, a utilização de empresas de mídia esquerdista (CNN, Reuters, etc) como portavozes das redes terroristas são coisas comuns, mas parece que algo conseguiu romper à superfície, afinal de contas.
Boy's death on video is a fake, blog says
Published: Jan. 13, 2009 at 8:27 PM
WASHINGTON, Jan. 13 (UPI) -- A video of a 12-year-old boy allegedly killed in Gaza by an Israeli drone-fired missile, aired on CNN, is a fake, U.S. bloggers claim.
Dramatic video shot by the boy's older brother shows doctors trying to save the boy, his grieving family and the first part of a burial, IsraelNN.com reported. The family said the boy and a 14-year-old cousin were playing on their roof when they were by a missile fired by an Israeli drone supplied by the United States.
But IsraelNN.com said Charles Johnson's U.S. blog Little Green Footballs uncovered several alleged discrepancies:
The family did not say how it knew a drone was involved, and no family member claimed to have witnessed the attack; doctors were massaging the child's stomach lightly, instead of vigorously massaging his chest; the boy was supposedly wounded everywhere by shrapnel, but there were no visible wounds on his head; and the rooftop on which he was purportedly killed showed only a small amount of damage.
CNN is standing by the report, IsraelNN said. The Israeli military said it had no knowledge of the incident.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Sunset at Douro River :: Por-do-sol na Foz do Rio Douro
I made this video from pictures I took at the Lighthouse of the Doyouro River, Porto, Portugal. Music: ELO (Waterfall)
Enjoy!
::
Fiz este vídeo a partir de algumas fotos do por-do-sol no rio Douro, Porto, Portugal.
Música da Electric Light Orchestra (Waterfall .- instrumental)
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terça-feira, janeiro 13, 2009
Yuri Bezmenov Ataca de Novo
Yuri Bezmenov, agora ostentando seu nome de exilado, Tomas Schuman (assim como Ladislav Bitmann virou Lawrence Martin-Bittman, aprofunda o assunto da famosa entrevista à Edward griffin em 1984.
Aproveitem.
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Thanks to David Carvalho, from Olavo de Carvalho community at orkut, here´s another interview from the former KGB agent Yuri Bezmenov aka Tomas Schuman (just like Ladislav Martin-Bittman) with portuguese subtitles.
Enjoy.
Part I
Part II
Part III
Part IV
Part V
Part VI
Part VII
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Artigo de João Pereira Coutinho: Inversão de Papéis
João Pereira Coutinho e a inversão de papéis.
Transcrevo abaixo um artigo de João Pereira Coutinho, publicado na Folha de hoje. O escritor português, dono de raro talento com as palavras e de uma inteligência escassa nestas terras tupiniquins, trata com impressionante desenvoltura da questão em torno do conflito entre Israel e o Hamas.
ISRAEL ESTÁ novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a "ensinar" os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.
Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.
Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.
Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.
Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.
Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.
É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.
Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.
Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?
Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.
Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.
Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.
Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa".
Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.
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sexta-feira, janeiro 02, 2009
domingo, dezembro 07, 2008
Lulla = Mula?
Veja a entrevista coletiva do presidente do Brasil.
YouTube - Lula : Crise da diarréia e Sifu !
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Clássico de Natal : David Bowie & Bing Crosby (1977)
É um encontro estranho. De um lado Bing Crosby, talvez o intérprete mais famoso de uma música de natal com seu "White Christmas"; de outro David Bowie, o camaleão transformista que brincava de "Ziggy Stardust" e tinha o seu single (pergunte ao seu pai o que era um compacto simples) "Heroes" nas paradas.
Aqui, os detalhes ("pormenores" - como dizem meus amigos portugueses) de como este encontro transformou-se em um clássico de Natal.
Bing and Bowie: An Odd Story of Holiday Harmony - washingtonpost.com
One of the most successful duets in Christmas music history -- and surely the weirdest -- might never have happened if it weren't for some last-minute musical surgery. David Bowie thought "The Little Drummer Boy" was all wrong for him. So when the producers of Bing Crosby's Christmas TV special asked Bowie to sing it in 1977, he refused.
Just hours before he was supposed to go before the cameras, though, a team of composers and writers frantically retooled the song. They added another melody and new lyrics as a counterpoint to all those pah-rumpa-pum-pums and called it "Peace on Earth." Bowie liked it. More important, Bowie sang it.
Bowie Meets Crosby
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Mais Uma Vítima da Guerra Civil Brasileira ou de Tribunal Revolucionário ?
É triste, estando tão longe, perceber como - no Brasil - éramos invadidos por notícias como esta e nem dávamos conta disso. Era um fato da vida. "A violência aumenta por causa da diferença entre os mais ricos e os mais pobres" (pelo menos é isso que a maioria da população acredita).
Isto faz com que bandidos de moto, saiam a disparar cinco tiros à queima-roupa à donos de carros último tipo, como um flamante Gol ano 1989.
Ainda por cima, a vítima era vice-presidente do Cremers-RS (Conselho Regional de Medicina - RS) e se opunha à aprovação automática - sem revalidação pelas universidades brasileiras - de diplomas médicos emitidos em Cuba.
Sim, muitos estudantes, por não conseguir entrar em alguma universidade brasileira (as vagas para medicina são as mais disputadas e, portanto, só os melhor preparados conseguem aprovação), acabam utilizando o recurso de formarem-se em Cuba. Só que estes diplomas, segundo a legislação atual, devem ser revalidados por alguma universidade brasileira para que possam exercer a profissão de médico no Brasil.
Mas existe um atalho: estudantes "cubanos" contratam um advogado que obtém - utilizando-se de uma pretensa necessidade de urgência - a validação SEM que alguma universidade brasileira os avalie.
O vice-presidente do Cremers , Marco Antônio Becker, era contra o "atalho". Foi assassinado a sangue-frio. Por ter sido um ataque tão certeiro, não posso deixar de pensar que foi um crime encomendado. Parece que Marco Antônio foi julgado em algum tribunal revolucionário e "justiçado". Leia aqui a manchete na Zero Hora.
Polícia - Câmeras podem ter registrado imagens do assassinato do vice-presidente do Cremers
O oftalmologista foi morto na noite de quinta-feira com pelo menos cinco tiros, disparados por um homem que estava na carona de uma moto. O crime ocorreu na Rua Ramiro Barcelos, no bairo Floresta, em Porto Alegre.
Leia aqui algumas opiniões de Marco que devem ter enfurecido os Castro-lovers que infestam as redações, bancos universitários e diretórios políticos no Brasil.
falsificar documentos. Escritórios de advocacia se especializam em
entrar com processos para revalidar diplomas obtidos no exterior para
que seus clientes possam exercer a medicina.
baseadas numa situação de emergência normalmente forjada pelos
advogados', diz Marco Antônio Becker, presidente do Conselho Regional
de Medicina do Estado (Cremers).
| Médicos irregulares "invadem" a América Latina | |
Com a participação de representantes do Brasil, Argentina, Bolívia, Mais grave é que, por não serem registrados nos Conselhos, seu http://www.amb.org.br/mc_ ______________________________ | |
JAmrigs: E a revalidação do diploma estrangeiro?
Becker: Defendemos que
todo o médico formado no exterior, seja brasileiro ou não, tenha de
revalidar o diploma em universidade pública brasileira, como manda a
lei. Aí fica essa questão de entrar na Justiça. Pergunto: se a medicina
em Cuba é tão boa, como dizem, por que os egressos não fazem o exame
para revalidar o diploma aqui?
http://www.amrigs.org.br/
______________________________
exercício da medicina na América Latina à Associação Médica Mundial, na
Alemanha
(Confemel), o gaúcho Marco Antônio Becker, viaja na próxima semana para
participar da 176ª Reunião do Conselho da Associação Médica Mundial,
que será realizada em Berlim, na Alemanha, entre os dias 10 e 12.
Becker, que preside o Conselho Regional de Medicina/RS, vai denunciar
uma ação organizada de países latino-americanos no sentido de oferecer
atendimento médico precário à população carente. "Alguns países dito
populistas querem tratar o pobre com médicos inabilitados e de formação
médica duvidosa ou insuficiente. Isso eticamente é inaceitável",
enfatiza o dirigente.
Essa denúncia está contida na Declaração de
São Paulo, tirada na Assembléia Extraordinária da Confemel, ocorrida
semana passada em São Paulo. O documento destaca, ainda, que muitos
países estão desviando recursos da saúde para outras finalidades,
prejudicando o atendimento à população e afetando o trabalho médico. A
Confemel denuncia também a ameaça do governo da Venezuela de estatizar
as clínicas privadas, que cobrem o vazio deixado pelo setor público.
Marco
Antônio Becker vai relatar que alguns governos patrocinam ou permitem o
exercício ilegal da medicina, quanto autorizam o ingresso de médicos
formados no exterior sem efetuar a revalidação do título de acordo com
o ordenamento jurídico de cada país. "Está havendo um estímulo
irresponsável na maioria dos países à importação de médicos formados no
exterior, em especial cubanos, em detrimento dos médicos nacionais e em
prejuízo à população", afirma Becker.
Outro problema que será levado
à Associação Médica Mundial é "a proliferação de cursos de medicina sem
necessidade social, sem as mínimas condições de ensino e com único
objetivo do lucro".
Declaração de São Paulo
A
CONFEMEL (Confederação Médica Latino Americana e do Caribe), reunida en
Assembléia Geral Extraordinária, na cidade de São Paulo, durante os
dias 25, 26 e 27 de abril de 2007, resolveu denunciar publicamente:
1)
Que os médicos dos países da América Latina e do Caribe estão sendo
desprestigiados e agredidos na sua atividade profissional, por falta de
reconhecimento dos seus governos no que diz respeito à condições de
trabalho e acesso a uma remuneração digna. Assim sendo, CONFEMEL
defenderá sempre a capacidade científica e ética dos médicos da nossa
região, como mecanismo de proteção de uma atenção adequada às nossas
populações, exigindo aos governos o respeito das leis e o compromisso
em matéria política e prioritária de atender adequadamente os problemas
assistenciais da nossa população.
2) Que alguns governos
patrocinam ou permitem o exercício ilegal da medicina, quanto autorizam
o ingresso de médicos formados no exterior sem efetuar a revalidação do
título em forma legal, de acordo com o ordenamento jurídico de cada
país. Essa situação causa sérios prejuízos à saúde dos pacientes.
Eticamente é inaceitável propôr que a atenção aos pacientes pobres se
realize por profissionais inabilitados e de formação médica duvidosa ou
insuficiente.
3) Que no lugar de trazer médicos de formação
duvidosa de outros países para trabalhar no interior de cada um deles,
culpando aos médicos nacionais pela omissão da atenção nessas regiões,
o correto é implementar políticas de saúde que integrem aos médicos
nacionais, radicando-os nestes lugares.
4) Que a CONFEMEL
impulsiona a existência de revalidações universitárias de diplomas
estrangeiros, baseada em aspectos científicos e éticos, mas não por
interesses políticos, ideológicos e econômicos, como acontece
atualmente.
5) Que países da América Latina e do Caribe
estão desviando recursos destinados à saúde para outras finalidades,
com o consequente decréscimo de atenção à população.
6) Que
faculdades de medicina na América Latina estão proliferando sem a
necessidade social, nem as mínimas condições de ensino e qualidade,
colocando em risco a saúde da população.
7) A falta de
garantias individuais e coletivas para os médicos, em contradição ao
ideário democrático que deve regir os nossos países.
8) Que
os sistemas de saúde na América Latina e no Caribe devem ser
implementados por um acordo conciliador; em um amplo debate entre os
governos, os conselhos e associações médicas; e a população organizada,
em busca de uma política de saúde adequada que melhore a qualidade de
vida do povo.
9) Que a CONFEMEL rechaça a intenção de
estigmatização penal da prática médica, que se pretende incluir nos
códigos penais dos países.
a problemas econômicos, Cuba está ficando para trás. Achamos que deve
haver igualdade de tratamento para todos que estudam no Exterior.
Quando esses alunos foram para Cuba, já conheciam as regras de
validação."
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terça-feira, dezembro 02, 2008
Resgatando a Verdade
Pensando Passado e Presente.
(dica: http://libertador-liberdade.blogspot.com/ , extraído do site http://www.alertatotal.blogspot.com)
Por Arlindo Montenegro
Naquele tempo... Parece até que é um passado muito distante... Mas foi outro dia e tenho guardadas todas as imagens, os sons, os risos e olhos brilhantes. O que sinto falta mesmo é da prática constante da boa educação doméstica: ceder o assento nos transportes urbanos para os mais velhos, para as mulheres e crianças. Era muito fácil fazer amigos no trem, na lotação, na barca: com qualquer pessoa sentada ao lado rolava o papo durante a viagem. As pessoas não eram "estranhas", apenas pessoas como nós mesmos.
Aquelas greves diárias eram mesmo uma pedra no sapato. Era uma novidade contrária aos hábitos e um desrespeito a gente que queria chegar aos locais de trabalho e não podia. O governo, que tinha que acabar com aquilo, parecia fomentar aqueles movimentos sem resolver os muitos problemas postos. Reforma agrária era um deles, pra não faltar mais feijão preto no armazém da esquina ou nas Casas da Banha, antecessora dos modernos supermercados.
A coisa foi apertando. Greve de uma categoria, os comunistas da CGT alinhavando nos bastidores e daí a pouco paravam todos os trabalhadores em "solidariedade". O trabalho parava no Pais inteiro. Negociações, e o governo dava o aumento pedido a ponto de trabalhador braçal das docas chegar a ganhar mais que médico ou engenheiro.
Alguma coisa estava fora do eixo, forçando várias instituições a mobilizar-se para exigir o respeito às Leis e propósitos de construção democrática. Vieram as grandes marchas da família com Deus pela Liberdade – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e outras manifestações espalhadas pelo Brasil afora.
Os generais tomaram o poder. A ação inicial parecia extremista com muita prisão, invasão de domicílios e polícia numa atividade nunca vista. Jornais, televisão, rádios, advogados, juízes funcionavam a todo vapor, documentando e informando, comemorando o chega pra lá nos comunistas. As embaixadas se encheram com ativistas políticos fugindo à prisão. Começaram a sair para o Chile, Uruguai, França, México, dezenas, centenas de pessoas, comunistas e simpatizantes.
Pouco a pouco tudo foi voltando à rotina. No dia 24 de janeiro de 1967 foi promulgada uma nova Constituição, assegurando todos os direitos e garantias, a normalidade dos processos judiciais, a rotina dos inquéritos policiais militares. As pessoas eram indiciadas por crimes políticos e soltas por habeas corpus.
Muitas viajavam para viver no exterior, esperando melhores dias. Para o povão os dias estavam melhorando. Havia ordem, segurança e a oferta de postos de trabalho que chegou ao pleno emprego. O país saia em poucos anos da condição de economia agrária para a economia industrial, melhorando a vida dos trabalhadores.
Mas eis que, em 1968, estudantes e ex militares ativados por grupos radicais de esquerda começaram a assaltar bancos, seqüestrar pessoas e colocar bombas, como aquela do Aeroporto de Guararapes, endereçada ao Marechal Costa e Silva e que acabou por matar um Almirante e ferir muitas pessoas que nada tinham a ver com política. Aqueles grupos recebiam treinamento de guerrilhas em Cuba. Voltavam clandestinamente ao Brasil. Do Uruguai, Brizola, confinado, orientava um grupo.
Dezenas de outros alinhados com várias siglas – PC do B, PORT, VPR, ALN, MR-8, queriam mobilizar a população para uma guerra civil prolongada para substituir a ditadura militar (que intentava preparar o país para a construção democrática). Todos os documentos indicavam a mesma intenção: tomar o poder e implantar uma ditadura totalitária comunista no Brasil. Até o Partido Comunista ainda era contra a aquela guerra.
Diante da guerra não declarada, o governo engrossou. E editou o Ato Institucional que instalava de fato uma ditadura com plenos poderes para enfrentar a guerra assimétrica, que já estava fazendo vítimas de sangue e provocando perdas materiais e insegurança para empresas e para a população.
A população buscava informar-se e sabia guardar fidelidade aos fatos, sem deturpar os eventos recentes, percebidos como contrários à vontade da nação. Nos anos seguintes morreram centenas de brasileiros: militares, policiais, militantes comunistas brasileiros e estrangeiros. Nos entreveros sobraram balas vitimando cidadãos inocentes.
O saldo de cinco anos de enfrentamento está descrito em farta literatura, ideologicamente tendenciosa em sua quase totalidade, marcando uma revisão histórica em que, os agressores que desejavam implantar a ditadura comunista, figuram como "democratas" e os militares como ditadores contrários aos interesses da Pátria. Como se o interesse legítimo fosse aquele descrito pela Internacional Comunista e não o estado de pleno emprego e progresso material vivido.
Grupos e individualidades, nos dias de hoje, atribuem-se, como militantes, a "resistência", a "luta (armada) contra a "ditadura". Queriam implantar a "ditadura do proletariado" no final de uma guerra fratricida prolongada.
Alguns até reconhecem que erraram. Todos os que intentavam o fratricídio se apresentam hoje como "defensores da democracia e da liberdade". Continuam defendendo como humanistas libertários e democratas os mais infames e sanguinários ditadores comunistas: Castro, Mao, Stalin, Pol Pot, Kim Il Sung...
Isto passa longe de ser fidelidade aos eventos reais. Constitui-se numa falsificação do passado sórdido, que é ensinado como exemplo a ser seguido pelas novas gerações. Renunciar à informação completa, ao conhecimento dos motivos e intenções descritas em documentos é o mesmo que renunciar à liberdade. Isto significa abraçar a ignorância e escolher a escravidão dogmática da ideologia mais brutal que a humanidade experimentou.
Os navios russos já estão navegando em nosso hemisfério a convite da Venezuela. Os russos vão construir um reator nuclear no país vizinho. Será uma nova guerra fria? Por que será que a Rússia que hoje adota a economia capitalista vem em defesa de um país do outro lado do mundo, cujo governante declara querer implantar uma ditadura do proletariado nos velhos moldes? E por que exatamente no instante em que se realinham as reservas e influências da ditadura financeira internacional?
Por que será que os nossos "democratas" mascarados, (que enriqueceram com indenizações milionárias por terem escolhido atuar numa guerra para implantar o "comunismo", "ditadura do proletariado" ou "socialismo", totalmente contrário à cultura e tradições dos brasileiros) negam suas verdadeiras intenções enquanto seguem por debaixo do pano com seus projetos antigos? Por que será que os brasileiros pagam tanto imposto, pagam para manter e alimentar a maior sacanagem, a maior embromação, a maior mentira da nossa história?
Por que será que os jornais da atualidade não têm a dignidade moral do Estadão e do Jornal da Tarde, nos anos do AI-5, quando a ditadura militar censurou a imprensa? Naquele tempo, os editoriais dos jornais citados publicavam versos de Camões e receitas de bolo, que a gente lia pensando: "tem boi na linha". E tinha. Exagero ou não preservavam-se informações que os governantes classificavam como prejudiciais à segurança naquele ambiente de guerra civil em gestação. Aquela imprensa era altaneira e independente.
A ditadura disfarçada de hoje mente. Aos jovens de hoje é negada, roubada a liberdade de informação, a verdadeira história, o significado daqueles anos de guerra fratricida que, por mérito da censura, da ditadura militar, do sacrifício de milhares de soldados e policiais anônimos, ficou circunscrita a uma parcela minoritária (quase que percentualmente insignificante) da população.
Aquele regime duro impediu a guerra fratricida desejada por dona Dilma da VPR, seu Genoino do PC do B, seu Tarso Genro do PC do B, seu Vanucchi da ALN, seu Franklin Martins do MR-8 e outros tantos que estão por aí nas diversas instituições, jornais e universidades. Os rios de sangue, a matança fria que eles desejavam foi impedida pela ação e organização dos agentes da ditadura militar.
Os brasileiros que trabalhavam, construíam, comemoravam seus méritos, torciam por seus times, ansiavam pelo fim dos seqüestros, desvio de aviões da rota comercial, assassinatos, assaltos a bancos e empresas, bombas e atos terroristas que nem de perto alcançavam o terror e medo que as nossas cidades vivem hoje, que as nossas comunidades mais pobres vivem hoje sob o controle de traficantes. Os mesmos que aprenderam a organizar-se no convívio com os guerrilheiros comunistas presos nas mesmas cadeias.
Naqueles dias e anos do AI-5 havia uma oposição democrática presente. Mas era oposição também aos que praticavam atos de terrorismo. Como a população trabalhadora, naquele momento, a maioria aprovou o endurecimento do regime para acabar com a guerra.
O Marechal Costa e Silva, além de ser um militar de carreira exemplar tinha total aprovação. A nossa ditadura era diferente das ditaduras comunistas e nunca limitou o direito de ir e vir, nem o direito à propriedade, nem a iniciativa privada como era na União Soviética, em Cuba, na China e em todas as ditaduras "proletárias".
Também não tivemos execuções sumárias em massa, milhões de prisioneiros, como no Laos, na União Soviética, na China de Mao Tse Tung e em Cuba em menor escala. Nem tivemos os campos de concentração tão conhecidos hoje e que foram copiados até por Hitler. Há uma grande, colossal diferença!
Quem desejar a verdadeira história, vá aos jornais da época. Talvez ali estejam os argumentos para vencer este doentio estado de ressentimentos, de revanchismo. Talvez entendam por que tanta roubalheira. Talvez entendam por que tanta violência. Talvez percebam que as ameaças e a insegurança de hoje é implantada pelas mesmas mentalidades, pela mesma ideologia ultrapassada que embrutece e descaracteriza os ideais humanos, aniquilando a força espiritual.
Convivi com comunistas que ficaram envergonhados quando Nikita Kruchiov denunciou os crimes de Stalin. Ora! Nikita era um dos operadores de Stalin. Os comunistas envergonhados continuaram acreditando na possibilidade de um socialismo light, humanista até.
Muitos acadêmicos de hoje ainda acreditam nisto. Omitem a verdadeira natureza do poder totalitário que descarta e elimina qualquer contrário. E mantém, consolida o medo, a submissão, o terror continuado. Fazendo uma analogia: as populações ficam caladas diante da brutalidade para preservar a vida, como os habitantes das periferias dominadas pelos bandidos traficantes que distribuem benesses e mantêm o controle portando armas de guerra.
A Ditadura Militar arou o terreno para a infra estrutura material e educacional de um Brasil que devia ser diferente, mas foi assaltado e continua sendo roubado e enganado pelos mestres da violência. Junto com o que resta de Forças Armadas, somos todos reféns do mais fantástico esbulho universal. Somos alvos de um Poder impiedoso que transforma a gente em número, estatística, coisa, massa de manobra.
Arlindo Montenegro é Apicultor
terça-feira, novembro 18, 2008
Site sobre Tamar- Matar
Pois é assim mesmo que o assunto "aborto" é conduzido no Brasil: com muita mistificação e palavras de ordem libertárias-hedonistas.
Opiniões, enfim.
Mas parece que as opiniões podem matar, em se tratando de bebês, sim.
Recebi um mail do Cícero Harada (procurador / SP), revelando um interessante debate, sobre o assunto aborto comparando-o a outras ações como a do projeto Tamar, que quer preservar as populações de tartarugas no país. A conclusão é de que ovos de tartaruga valem mais do que seres humanos.
Um outro amigo já me dizia, agora com relação à criminalidade, que se fores apanhando caçando em uma zona de preservação ambiental é mais vantagem matar o agente do IBAMA do que ser preso por crime ecológico. Pela simples razão de que o crime ecológico é inafiançável e o homicídio, não.
Mas aqui está o link e a matéria.
Aproveitem.
O blog é de William Murat
Tamar ou Matar: o debate
Há tempos atrás, Dr. Cicero Harada, Procurador do Estado de São Paulo escreveu um artigo demonstrando o absurdo de que, no Brasil, a destruição de ovos de tartaruga é crime inafiançável enquanto que há muita gente que quer que a destruição de bebês ainda no ventre de suas mães sejam permitido.
Este artigo de Dr. Harada causou frisson no meio feminista. Heleieth Saffioti, bam-bam-bam feminista, subiu nas tamancas e lançou também um artigo respondendo ao procurador. Só que deu com os burros n´água, esquivando-se completamente de contra-argumentar.
Bem... A história é interessantíssima e vale a pena mostrá-la, tendo outros desdobramentos.
Para não deixar isto cair no esquecimento, produzi uma página na qual há todo o histórico do debate, além de inúmeras outras informações.
Creio que vale a pena se inteirar do assunto. Principalmente porque é demonstrada a completa falta de argumentos dos favoráveis ao aborto. Isto é tão dramático que a apelação rasteira tornou-se a tônica dos pró-aborto, como ficou exaustivamente demonstrado.
Quem tiver curiosidade, é só acessar o site: "Tamar-Matar: o debate".
sexta-feira, novembro 14, 2008
Pedagogia terrorista
Minha avaliação é que o Brasil ainda não saiu dos anos 60: de um lado, os derrotados da revolução comunista falhada tentando exigir dinheiro em indenização pelos sonhos anti-capitalistas destroçados pelo movimento anti-revolucionário de 1964 ( enquanto destroem o país para o efeito); De outro, os anti-establishment a gritar slogans típicos de Daniel Cohn-Bendit (Paris, 1968) transmutados em teses acadêmicas.
O livro de Zuenir Ventura, "1968 - o ano que não acabou" acaba por revelar-se não uma revisão histórica, mas uma maldição - melhor, um morto-vivo - a assombrar o futuro do Brasil.
É mais um exemplo do nosso Mostruário Krauseano de absurdos.
Abaixo seu mail com o link para o blog.
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Caros amigos,
Meu blog Relíquias da Casa Verde (observatório de teses universitárias) está com uma postagem nova. Até agora são três análises de teses, todas elas versando sobre violência nas escolas. Esse tema é sempre tratado pelos cientistas sociais por um viés coletivista, que jamais responsabiliza o indivíduo por seus atos, daí o interesse que pode ter para esta lista. Seguem os endereços das análises:
1. Doutora da Unicamp defende depredação da escola — Para a pedagoga Áurea Guimarães, uma das maiores autoridades do país sobre violência na educação, depredar escola é apenas uma manifestação crítica do aluno, que deve ser estimulada pelo professor. Ela não admite nem mesmo que o aluno sinta remorso pelo que fez e condena os professores que os induzem a isso. Na prática, sua tese de doutorado, muito citada em trabalhos científicos, é um manual para psicopatas mirins.
2. Pedagogia da USP: uma epifania do crime — Sueli Itman Monteiro, doutora em pedagogia pela USP, revela, em tese de doutorado, total deslumbramento com a criminalidade juvenil.
3. O insano conceito-esponja de violência — Uma análise do falso conceito de violência psicológica tão usado pelos sociólogos brasileiros a partir de pensadores como o francês Yves Michaud.
Abraços.
José Maria e Silva
terça-feira, novembro 11, 2008
Bate e Rebate
Grandes victórias
Grande victória 1: Segundo Mário Soares, com a victória de Obama, "o mundo tornou-se multilateral e o hegemonismo americano arrogante vai desaparecer."
Grande victória 2: No dia em que Mário Soares assim escreve, comemora-se o fim da WWI, a primeira das vezes em que no século passado, o hegemonismo americano nos veio safar do nosso multiculturalismo.
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quinta-feira, outubro 30, 2008
Brasileiros, Portugueses e a "Última Flor do Lácio"
Portugueses, Brasileiros e a “Última Flor do Lácio”
John Ray, um dos muitos amigos que criei na internet (“amigos” por causa da extrema proximidade em termos de posicionamento político e social – John é , talvez, o ateu mais conservador que eu conheço – e também por que já nos linkamos tantas e tantas vezes que eu já perdi a conta.), escreveu um artigo sobre a proximidade entre os australianos e os ingleses. Proximidade que é produto do fato de a sociedade australiana viver e se comportar como uma extensão social e, algumas vezes, política da Inglaterra. O aspecto mais “sui generis”desta ligação é a língua: o sotaque australiano imita perfeitamente o sotaque de Oxford – tido como o mais aristocrático dentre todos os diversos falares na Inglaterra.
Fiquei a pensar no relacionamento entre Brasil e Portugal.
Estou aqui há quase dois anos e, ao contrário de afinidades, encontro muitas diferenças entre o “ser” português e o brasileiro. As diferenças da psiqué já são bastante conhecidas. Mas encontrei algumas outras que me surpreenderam. Uma delas é a diferença entre brasileiros e portugueses com relação ao uso da língua portuguesa..
Nós, brasileiros, temos como certo o fato (facto, vá lá!) que os portugueses usam muito melhor a língua pátria do que nós: falam melhor e, por consequência, devem escrever melhor também.
Aqui não vou comparar o conteúdo do que escrevem portugueses e brasileiros: eles ganham de goleada – pois ainda há um fiapo de bom senso e conservadorismo neste pequeno país quase socialista (comparativamente ao Brasil , ou pelo menos o que o Brasil era antes dos programas sociais “bolsa”-alguma-coisa sob os quais os brasileiros foram soterrados nos últimos anos).
Na verdade – surpreendentemente – a diferença no uso da língua é um pouco diferente: enquanto nós evitamos a todo o custo falar a regra culta de nossa língua (motivo mais óbvio: falar corretamente, no Brasil, é sinônimo de pedantismo ou esnobismo pueril-cultural; é coisa de quem quer ser “melhor” do que os outros, mesmo sendo, efetivamente, melhor) para sermos mais um da “galera”, de forma geral, conhecemos melhor a gramática portuguesa. Pedir a um português – com curso superior – que explique o uso da crase (traduzindo em português europeu: “'a' com acento grave”) é tortura: eles não vão conseguir explicar. Por conseguinte, o uso correto da língua demonstra que é simples questão de costume. Ver um filme com legendas em português surpreende e decepciona, muitas vezes. O mais absurdo é que já peguei-me a explicar regras de gramática portuguesa para portugueses! E olha que eu não sou grande “sábio” na matéria.
E qual a visão dos portugueses sobre isso? Eles acreditam que todos os brasileiros escrevem exatamente como falam! Como nós costumamos engolir os “ss”, usamos a segunda pessoa do singular com o verbo da terceira, além de outros atentados, imaginam eles que escrevemos da mesma forma.
Outra surpresa linguística é perceber que o português brasileiro é , dentre todas as formas de português praticados pelas ex-colônias o mais diferente - em termos de fonética – e , também, pelo isolamento cultural, o mais repleto de arcaísmos. O meu sobrenome – Assumpção – inicialmente tido como uma forma errada (“ brasileira”) do que seria “Assunção” é , na verdade, com se escrevia primitivamente. Outros termos em voga no Brasil , como “ ônibus”, “trem” e até mesmo o gerúndio, já foram abandonados pelos portugueses há muito tempo (sim, eram termos utilizados: em um jornal de 1918 lia-se “omnibus” ao invés da forma atual “ auto-carro”). Guardamos termos e expressões que os portugueses perderam a ciência de que já foram utilizados anteriormente. Somos então, em termos de língua escrita, uma espécie de “celacanto”.
Quanto a fonética, não sei, realmente de onde provêm o “ amaciamento” de nossa forma de falar. Li numa matéria da Veja, há algum tempo, que foi por causa da influência dos escravos africanos. Mas aí tem alguma coisa errada, pois a fala de Angola e Moçambique é quase indistinguível da portuguesa.
A regra, pela percepção média do povo português, era eu ser uma espécie de libertino ou jogador de futebol. Ou ambos. O fato de ser brasileiro e conservador é algo que espanta a muita gente.
Mesmo morando em um país em que se fala a mesma língua, de alguma forma, sinto-me muitas vezes mais estrangeiro do que os ingleses que lotam as praias do sul de Portugal no verão...
domingo, outubro 26, 2008
O Que Estou Ouvindo: Electric Light Orchestra ("Time":1981)
Sim, havia já a Electric Light Orchestra e estava no seu auge. O grupo de Jeff Lynne havia lançado "Discovery" em 1979 (que alguns chamariam de "Very Disco" - pois foi o primeiro com uso de sintetizadores e batidinhas discô em massa) e havia colaborado na trilha de "Xanadu", o musical brega em patins da Olivia Newton John. O primeiro eu havia gostado, principalmente por "Last Train to London", mas não ao ponto de comprar um LP (era assim que se dizia) inteiro.
Quando saiu "Time" em 1981, a mim foi indiferente. Meus grupos favoritos eram Blondie, Pretenders e B-52´s. Um colega de faculdade foi quem me alertou para os sons futuristas de "Twilight". Escutei e realmente fiquei impressionado, principalmente com "Epilogue" a lhe fazer as honras iniciais.
Mas, novamente, não foi um LP que tenha comprado.
Eis que 27 anos depois, comprei o "reissue" de Time, feito em 2001 com mais duas faixas bônus e... Torna-se a minha atual paixão musical.
"Time" é uma obra conceitual, coisa que, em 1981, fazia torcer o nariz dos puristas básicos do new-wave.: é a história de um homem que é sequestrado em 1981 e vai parar em 2095. Aprisionado lá, sem poder voltar, sente falta de seu amor em 1981 - lhe deram uma amante robô em 2095, incapaz de trocar reais sentimentos (alguém aí lembrou da D.D. Jackson?). Após muito penar, finalmente volta a 1981 para explicar ao mundo quais decisões erradas do mundo atual irão afetar para sempre os destinos da humanidade, agora e no futuro distante..
O enredo é meio science-fiction sabor H.G. Wells mas é a música que interessa.
"Time" é uma das minhas atuais paixões: Jeff Lynne é um compositor pop de primeira linha. Electric Light Orchestra é um dos grupos mais sub-avaliados das décadas de 70-80.
Enquanto Bee Gees e Abba conhecem a glória ainda hoje, quem realmente fazia música sofre um ocultamento cultural justamente quando a década de 80 (e 70) estão em voga???
Aqui, um anime muito criativo, tendo como base "Epilogue" / "Time" e "Yours Truly, 2095", é claro de "Time" da Electric Light Orchestra. Aproveitem..
Electric Light Orchestra Prologue twilight yours truly 2095


