Uncovered Photos of Obama's Secret Seventies Disco Funk Past
Estas fotos é para nenhum Gilberto Gil botar defeito.
Agora é que os EUA vão mesmo...
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Estas fotos é para nenhum Gilberto Gil botar defeito.
Agora é que os EUA vão mesmo...
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“As regras da propraganda da extrema-esquerda:
- Fingir que o que se está a passar em Gaza não tem nada a ver com o Hamas.
- Fingir que o fanatismo islamista não tem relevância no que se está a passar.
- Associar qualquer condenação à defesa de Israel a islamofobia, militarismo e insensibilidade perante o sofrimento dos outros.
- Ocultar que os Israelitas votaram em maioria em partidos que
defendem a existência de um Estado Palestiniano, que viva em paz com
Israel.
- Ocultar que os Palestinianos votaram em maioria num partido que
defende a guerra com Israel até à sua aniquilação e o genocídio dos
Judeus.
- Tentar passar a imagem de superioridade moral, aproveitando os
crescentes conflitos com os árabes para acusar quem defende Israel
racismo e islamofobia.
- Usar o facto de não haver uma verdadeira democracia em Gaza para
desculpabilizar os Palestinianos dos actos do Hamas, quando na verdade
os Palestinianos escolheram o Hamas nas últimas eleições
- E nunca permitir que alguém recorde que o Presidente Abbas
legitimamente destitui o Hamas, e que o Hamas chacinou os seus
oponentes políticos.
- Utilizar boatos e informações não confirmada emitidas por partes
interessadas, e não as desmentir quando se provam que são falsas.
- Comparar mortos com mortos e feridos com feridos, equacionando superioridade militar com inferioridade moral.
- Acusar israel de apartheid quando dá cidadania e igualdade de
direitos aos palestinianos israelitas, ao mesmo tempo que se oculta que
os palestinianos têm cláusulas legais específicas que lhes vedam a
cidadania em muitos países árabes, os quais os mantêm em guetos e
campos de refugiados.
- Manipular as palavras: um ataque do Hamas é um “acto de resistência”, um ataque de Israel é “um crime”.
- Pôr num plano moral equivalente mortes civis não intencionais com mortes de civis como objectivo.
- Impor a ideia de que o objectivo de Israel é matar civis. Ocultar
que o objectivo assumido do Hamas é matar judeus, mesmo os que não
sejam israelitas.
- Fingir que Israel controla todas as fronteiras de Gaza, ocultando que a fronteira com o Egipto é controlada pelos egípcios
- Tratar todos os combatentes do Hamas como civis.
- Ocultar que os responsáveis do Hamas se escondem em hospitais
- Fazer esquecer todos os precedentes e todo o contexto da guerra
israelo-árabe, em particular o objectivo da grande maioria dos países
na região, já tentado no passado e assumido no presente, em destruir
Israel.
- Ocultar as lavagens cerebrais para instilar ódio aos israelitas nas crianças palestinianas que são feitas pelo Hamas
- Ignorar os momentos em que Israel não ataca e é atacado
- Fingir que as relações de israel com o governo palestiniano na
cisjordânia não têm melhorado, ocultando a paz que se tem vivido, o
crescimento económico na zona e o progressivo desmantelamento de
check-points, tentando ocultar que israel só ataca em resposta a um
ataque.”
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"The Soviet Story" é uma história de uma potência aliada. Ela ajudou os nazistas a lutar contra judeus e massacrar o seu próprio povo numa escala industrial. Assistida pelo Ocidente, este poder triunfou em 9 de Maio de 1945. Os seus crimes tornaram-se tabus, e a história completa do regime mais assassino da Europa nunca foi contado. Até agora..."
O documentário "The Soviet Story" (A História Soviética) é dirigido por Edvins Snore, que passou 10 anos coletando informações e dois anos filmando em vários países. Entre os entrevistados no filme estão historiadores ocidentais e russos como Norman Davies e Boris Sokolov, o escritor russo Viktor Suvorov, o dissidente soviético Vladimir Bukovsky, membros do Parlamento Europeu e também as vítimas de terror soviético.
Responda: - Você já foi questionado em alguma pesquisa sobre apopularidade do presidente Lula da Silva? Se ele faz um bom ou mau governo? Você acha estranho que o resultado de tais pesquisas apontem uma aprovação superior à 70%?
Tem muita gente que duvida desses números.O "Estadão" (O Estado de S. Paulo) lançou uma enquete prá comprovarse o que foi divulgado pelos institutos de pesquisa têm ou não razão de ser.VOTE e divulgue:http://www.estadao.com.br/pages/enquetes/default.htm?id_enquete=361
Eu votei ("não", é claro). Aqui abaixo, o resultado.
Você aprova o governo do presidente Lula?
A avaliação positiva de Lula subiu a 80,3% em dezembro e bateu novo recorde, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 15. A aprovação ao governo do presidente também atingiu porcentuais recordes e chegou a 71,1%.
Outra Falsa "Morte" em Vídeo de um Garoto Palestino?
Oito anos atrás, o mundo parou em horror pela visão de um homem e seu filho pegos em meio ao fogo cruzado entre israelenses e palestinos. O homem foi ferido e seu filho foi supostamente morto pelas forças israelenses, em imagens que correram o mundo.
Após algum tempo, um documentário mostrou que este evento foi totalmente encenado pelos combatentes palestinos e seus amigos jornalista militantes, a fim de vender uma distorcida visão do conflito.
Atualmente, a utilização de empresas de mídia esquerdista (CNN, Reuters, etc) como portavozes das redes terroristas são coisas comuns, mas parece que algo conseguiu romper à superfície, afinal de contas.
Boy's death on video is a fake, blog says
Published: Jan. 13, 2009 at 8:27 PM
WASHINGTON, Jan. 13 (UPI) -- A video of a 12-year-old boy allegedly killed in Gaza by an Israeli drone-fired missile, aired on CNN, is a fake, U.S. bloggers claim.
Dramatic video shot by the boy's older brother shows doctors trying to save the boy, his grieving family and the first part of a burial, IsraelNN.com reported. The family said the boy and a 14-year-old cousin were playing on their roof when they were by a missile fired by an Israeli drone supplied by the United States.
But IsraelNN.com said Charles Johnson's U.S. blog Little Green Footballs uncovered several alleged discrepancies:
The family did not say how it knew a drone was involved, and no family member claimed to have witnessed the attack; doctors were massaging the child's stomach lightly, instead of vigorously massaging his chest; the boy was supposedly wounded everywhere by shrapnel, but there were no visible wounds on his head; and the rooftop on which he was purportedly killed showed only a small amount of damage.
CNN is standing by the report, IsraelNN said. The Israeli military said it had no knowledge of the incident.
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João Pereira Coutinho e a inversão de papéis.
Transcrevo abaixo um artigo de João Pereira Coutinho, publicado na Folha de hoje. O escritor português, dono de raro talento com as palavras e de uma inteligência escassa nestas terras tupiniquins, trata com impressionante desenvoltura da questão em torno do conflito entre Israel e o Hamas.
ISRAEL ESTÁ novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a "ensinar" os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.
Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.
Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.
Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.
Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.
Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.
É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.
Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.
Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?
Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.
Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.
Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.
Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa".
Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.
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One of the most successful duets in Christmas music history -- and surely the weirdest -- might never have happened if it weren't for some last-minute musical surgery. David Bowie thought "The Little Drummer Boy" was all wrong for him. So when the producers of Bing Crosby's Christmas TV special asked Bowie to sing it in 1977, he refused.
Just hours before he was supposed to go before the cameras, though, a team of composers and writers frantically retooled the song. They added another melody and new lyrics as a counterpoint to all those pah-rumpa-pum-pums and called it "Peace on Earth." Bowie liked it. More important, Bowie sang it.
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O oftalmologista foi morto na noite de quinta-feira com pelo menos cinco tiros, disparados por um homem que estava na carona de uma moto. O crime ocorreu na Rua Ramiro Barcelos, no bairo Floresta, em Porto Alegre.
| Médicos irregulares "invadem" a América Latina | |
Com a participação de representantes do Brasil, Argentina, Bolívia, Mais grave é que, por não serem registrados nos Conselhos, seu http://www.amb.org.br/mc_ ______________________________ | |
JAmrigs: E a revalidação do diploma estrangeiro?
Becker: Defendemos que
todo o médico formado no exterior, seja brasileiro ou não, tenha de
revalidar o diploma em universidade pública brasileira, como manda a
lei. Aí fica essa questão de entrar na Justiça. Pergunto: se a medicina
em Cuba é tão boa, como dizem, por que os egressos não fazem o exame
para revalidar o diploma aqui?
http://www.amrigs.org.br/
______________________________
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Há tempos atrás, Dr. Cicero Harada, Procurador do Estado de São Paulo escreveu um artigo demonstrando o absurdo de que, no Brasil, a destruição de ovos de tartaruga é crime inafiançável enquanto que há muita gente que quer que a destruição de bebês ainda no ventre de suas mães sejam permitido.
Este artigo de Dr. Harada causou frisson no meio feminista. Heleieth Saffioti, bam-bam-bam feminista, subiu nas tamancas e lançou também um artigo respondendo ao procurador. Só que deu com os burros n´água, esquivando-se completamente de contra-argumentar.
Bem... A história é interessantíssima e vale a pena mostrá-la, tendo outros desdobramentos.
Para não deixar isto cair no esquecimento, produzi uma página na qual há todo o histórico do debate, além de inúmeras outras informações.
Creio que vale a pena se inteirar do assunto. Principalmente porque é demonstrada a completa falta de argumentos dos favoráveis ao aborto. Isto é tão dramático que a apelação rasteira tornou-se a tônica dos pró-aborto, como ficou exaustivamente demonstrado.
Quem tiver curiosidade, é só acessar o site: "Tamar-Matar: o debate".
Grandes victórias
Grande victória 1: Segundo Mário Soares, com a victória de Obama, "o mundo tornou-se multilateral e o hegemonismo americano arrogante vai desaparecer."
Grande victória 2: No dia em que Mário Soares assim escreve, comemora-se o fim da WWI, a primeira das vezes em que no século passado, o hegemonismo americano nos veio safar do nosso multiculturalismo.
Labels: Politics
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Portugueses, Brasileiros e a “Última Flor do Lácio”
John Ray, um dos muitos amigos que criei na internet (“amigos” por causa da extrema proximidade em termos de posicionamento político e social – John é , talvez, o ateu mais conservador que eu conheço – e também por que já nos linkamos tantas e tantas vezes que eu já perdi a conta.), escreveu um artigo sobre a proximidade entre os australianos e os ingleses. Proximidade que é produto do fato de a sociedade australiana viver e se comportar como uma extensão social e, algumas vezes, política da Inglaterra. O aspecto mais “sui generis”desta ligação é a língua: o sotaque australiano imita perfeitamente o sotaque de Oxford – tido como o mais aristocrático dentre todos os diversos falares na Inglaterra.
Fiquei a pensar no relacionamento entre Brasil e Portugal.
Estou aqui há quase dois anos e, ao contrário de afinidades, encontro muitas diferenças entre o “ser” português e o brasileiro. As diferenças da psiqué já são bastante conhecidas. Mas encontrei algumas outras que me surpreenderam. Uma delas é a diferença entre brasileiros e portugueses com relação ao uso da língua portuguesa..
Nós, brasileiros, temos como certo o fato (facto, vá lá!) que os portugueses usam muito melhor a língua pátria do que nós: falam melhor e, por consequência, devem escrever melhor também.
Aqui não vou comparar o conteúdo do que escrevem portugueses e brasileiros: eles ganham de goleada – pois ainda há um fiapo de bom senso e conservadorismo neste pequeno país quase socialista (comparativamente ao Brasil , ou pelo menos o que o Brasil era antes dos programas sociais “bolsa”-alguma-coisa sob os quais os brasileiros foram soterrados nos últimos anos).
Na verdade – surpreendentemente – a diferença no uso da língua é um pouco diferente: enquanto nós evitamos a todo o custo falar a regra culta de nossa língua (motivo mais óbvio: falar corretamente, no Brasil, é sinônimo de pedantismo ou esnobismo pueril-cultural; é coisa de quem quer ser “melhor” do que os outros, mesmo sendo, efetivamente, melhor) para sermos mais um da “galera”, de forma geral, conhecemos melhor a gramática portuguesa. Pedir a um português – com curso superior – que explique o uso da crase (traduzindo em português europeu: “'a' com acento grave”) é tortura: eles não vão conseguir explicar. Por conseguinte, o uso correto da língua demonstra que é simples questão de costume. Ver um filme com legendas em português surpreende e decepciona, muitas vezes. O mais absurdo é que já peguei-me a explicar regras de gramática portuguesa para portugueses! E olha que eu não sou grande “sábio” na matéria.
E qual a visão dos portugueses sobre isso? Eles acreditam que todos os brasileiros escrevem exatamente como falam! Como nós costumamos engolir os “ss”, usamos a segunda pessoa do singular com o verbo da terceira, além de outros atentados, imaginam eles que escrevemos da mesma forma.
Outra surpresa linguística é perceber que o português brasileiro é , dentre todas as formas de português praticados pelas ex-colônias o mais diferente - em termos de fonética – e , também, pelo isolamento cultural, o mais repleto de arcaísmos. O meu sobrenome – Assumpção – inicialmente tido como uma forma errada (“ brasileira”) do que seria “Assunção” é , na verdade, com se escrevia primitivamente. Outros termos em voga no Brasil , como “ ônibus”, “trem” e até mesmo o gerúndio, já foram abandonados pelos portugueses há muito tempo (sim, eram termos utilizados: em um jornal de 1918 lia-se “omnibus” ao invés da forma atual “ auto-carro”). Guardamos termos e expressões que os portugueses perderam a ciência de que já foram utilizados anteriormente. Somos então, em termos de língua escrita, uma espécie de “celacanto”.
Quanto a fonética, não sei, realmente de onde provêm o “ amaciamento” de nossa forma de falar. Li numa matéria da Veja, há algum tempo, que foi por causa da influência dos escravos africanos. Mas aí tem alguma coisa errada, pois a fala de Angola e Moçambique é quase indistinguível da portuguesa.
A regra, pela percepção média do povo português, era eu ser uma espécie de libertino ou jogador de futebol. Ou ambos. O fato de ser brasileiro e conservador é algo que espanta a muita gente.
Mesmo morando em um país em que se fala a mesma língua, de alguma forma, sinto-me muitas vezes mais estrangeiro do que os ingleses que lotam as praias do sul de Portugal no verão...
Essa discussão sobre a exploração da pornografia aconteceu no exato momento em que um professor de literatura foi afastado da Escola Parque por ser autor de poesia erótica. Comenta-se que você estava entre os pais que reagiram a isso. Qual a sua posição em relação a esse episódio?
CARDOSO: Não sei em quê este assunto tem a ver com o meu. A intenção da sua pergunta me parece ser a de sugerir ao leitor que eu sou um moralista puritano que poderia mesmo ter perseguido esse professor. Boa tentativa, mas a acusação é improcedente. Reproduzo mais um trecho do texto do Odeon: "A quem se afobe em me acusar de moralista, peço antes que procure conhecer o meu trabalho em teatro e que assista ao filme desta noite. Nele, assim como algumas vezes no teatro, tratei, junto com meus colegas, de assuntos bem distantes de uma moralidade puritana. Quem for me acusar, tente primeiro perceber a diferença entre a liberdade para tratar de qualquer assunto e a intenção de usar qualquer assunto para difundir pornografia usando a liberdade de costumes para disfarçá-la de obra dramatúrgica". Eu não conheço a obra poética do professor, a decisão de demiti-lo foi da escola, e ela não quer se pronunciar. Eu não vou tecer comentários baseados em suposições ("comenta-se") vagas que você está fazendo. As razões para a demissão dele, assim como para sua contratação, devem ser perguntadas à escola. Agora, acredite, é minha obrigação de pai saber quem diz o que para minha filha dentro da sala de aula e saber que livros escolhe para que ela leia. Caso este assunto verdadeiramente te interesse, informe-se melhor. E acredite (não sei se você tem filhos, mas se tiver vai me entender muito bem): num mundo confuso como este nosso, estamos bem sozinhos para olhar por eles.