sábado, janeiro 17, 2009

The Soviet Story

The Soviet Story
"The Soviet Story" é uma história de uma potência aliada. Ela ajudou os nazistas a lutar contra judeus e massacrar o seu próprio povo numa escala industrial. Assistida pelo Ocidente, este poder triunfou em 9 de Maio de 1945. Os seus crimes tornaram-se tabus, e a história completa do regime mais assassino da Europa nunca foi contado. Até agora..."

O documentário "The Soviet Story" (A História Soviética) é dirigido por Edvins Snore, que passou 10 anos coletando informações e dois anos filmando em vários países. Entre os entrevistados no filme estão historiadores ocidentais e russos como Norman Davies e Boris Sokolov, o escritor russo Viktor Suvorov, o dissidente soviético Vladimir Bukovsky, membros do Parlamento Europeu e também as vítimas de terror soviético.


Enquete de O Estado de S. Paulo

 Responda: - Você já foi questionado em alguma pesquisa sobre apopularidade do presidente Lula da Silva? Se ele faz um bom ou mau governo? Você acha estranho que o resultado de tais pesquisas apontem uma aprovação superior à 70%?

Tem muita gente que duvida desses números.O "Estadão" (O Estado de S. Paulo) lançou uma enquete prá comprovarse o que foi divulgado pelos institutos de pesquisa têm ou não razão de ser.VOTE e divulgue:http://www.estadao.com.br/pages/enquetes/default.htm?id_enquete=361

Eu votei ("não", é claro). Aqui abaixo, o resultado. 


Você aprova o governo do presidente Lula? 

A avaliação positiva de Lula subiu a 80,3% em dezembro e bateu novo recorde, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 15. A aprovação ao governo do presidente também atingiu porcentuais recordes e chegou a 71,1%.

  • Sim
     
    24313 votos - 40%
  • Não
     
    36131 votos - 60%
Total: 60444 votos
Obrigado pela participação.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Outra Falsa "Morte" em Vídeo de um Garoto Palestino?

Outra Falsa "Morte" em Vídeo de um Garoto Palestino?

Oito anos atrás, o mundo parou em horror pela visão de um homem e seu filho pegos em meio ao fogo cruzado entre israelenses e palestinos. O homem foi ferido e seu filho foi supostamente morto pelas forças israelenses, em imagens que correram o mundo.
Após algum tempo, um documentário mostrou que este evento foi totalmente encenado pelos combatentes palestinos e seus amigos jornalista militantes, a fim de vender uma distorcida visão do conflito.

Atualmente, a utilização de empresas de mídia esquerdista (CNN, Reuters, etc) como portavozes das redes terroristas são coisas comuns, mas parece que algo conseguiu romper à superfície, afinal de contas.




Boy's death on video is a fake, blog says

Published: Jan. 13, 2009 at 8:27 PM



WASHINGTON, Jan. 13 (UPI) -- A video of a 12-year-old boy allegedly killed in Gaza by an Israeli drone-fired missile, aired on CNN, is a fake, U.S. bloggers claim.

Dramatic video shot by the boy's older brother shows doctors trying to save the boy, his grieving family and the first part of a burial, IsraelNN.com reported. The family said the boy and a 14-year-old cousin were playing on their roof when they were by a missile fired by an Israeli drone supplied by the United States.

But IsraelNN.com said Charles Johnson's U.S. blog Little Green Footballs uncovered several alleged discrepancies:

The family did not say how it knew a drone was involved, and no family member claimed to have witnessed the attack; doctors were massaging the child's stomach lightly, instead of vigorously massaging his chest; the boy was supposedly wounded everywhere by shrapnel, but there were no visible wounds on his head; and the rooftop on which he was purportedly killed showed only a small amount of damage.

CNN is standing by the report, IsraelNN said. The Israeli military said it had no knowledge of the incident.





quarta-feira, janeiro 14, 2009

Sunset at Douro River :: Por-do-sol na Foz do Rio Douro

YouTube - Por-do-Sol na Foz

I made this video from pictures I took at the Lighthouse of the Doyouro River, Porto, Portugal. Music: ELO (Waterfall)
Enjoy!
::

Fiz este vídeo a partir de algumas fotos do por-do-sol no rio Douro, Porto, Portugal.
Música da Electric Light Orchestra (Waterfall .- instrumental)






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terça-feira, janeiro 13, 2009

Yuri Bezmenov Ataca de Novo

Obrigado ao David Carvalho, da comunidade Olavo de Carvalho no Orkut, que colocou estes vídeos com legendas em português.
Yuri Bezmenov, agora ostentando seu nome de exilado, Tomas Schuman (assim como Ladislav Bitmann virou Lawrence Martin-Bittman, aprofunda o assunto da famosa entrevista à Edward griffin em 1984.
Aproveitem.
Para ver as legendas, inicie o vídeo (>), depois, à direita, clique na seta para cima (^). Lá tem a segunda opção que é habilitar as legendas. Desculpa a demora e aproveitem!
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Thanks to David Carvalho, from Olavo de Carvalho community at orkut, here´s another interview from the former KGB agent Yuri Bezmenov aka Tomas Schuman (just like Ladislav Martin-Bittman) with portuguese subtitles.
Enjoy.

Part I




Part II



Part III



Part IV



Part V



Part VI



Part VII

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Artigo de João Pereira Coutinho: Inversão de Papéis

Construindo o pensamento: João Pereira Coutinho e a inversão de papéis.
João Pereira Coutinho e a inversão de papéis.
Transcrevo abaixo um artigo de João Pereira Coutinho, publicado na Folha de hoje. O escritor português, dono de raro talento com as palavras e de uma inteligência escassa nestas terras tupiniquins, trata com impressionante desenvoltura da questão em torno do conflito entre Israel e o Hamas.

ISRAEL ESTÁ novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a "ensinar" os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.
Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.
Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.
Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.
Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.
Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.
É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.
Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados". O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.
Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?
Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.
Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.
Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.
Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa".
Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está "Brasil", leiam "Israel". Onde está "Uruguai", leiam "Gaza". Onde está "Argentina", leiam "Irã". Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio". E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.


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domingo, dezembro 07, 2008

Lulla = Mula?

Na verdade, comparar Lula a um asinino, seria uma suprema ofensa aos ultimos (desculpem a falat de acento no ultimo, mas nao consigo configurar meu teclado) ...
Veja a entrevista coletiva do presidente do Brasil.

YouTube - Lula : Crise da diarréia e Sifu !

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Clássico de Natal : David Bowie & Bing Crosby (1977)

É um clássico que eu nunca havia ouvido falar. Fui dar conta disso pois está na lista das top no last.fm. Achei que era uma montagem, como foi com Natalie Cole e seu pais Nat King Cole em 1992 (? alguém lembra disso). Mas o vídeo mostra um Bowie muito novinho. Por fim descobri que foi um especial de natal de Bing Crosby den 1977. Crosby faleceu logo depois das gravações.
É um encontro estranho. De um lado Bing Crosby, talvez o intérprete mais famoso de uma música de natal com seu "White Christmas"; de outro David Bowie, o camaleão transformista que brincava de "Ziggy Stardust" e tinha o seu single (pergunte ao seu pai o que era um compacto simples) "Heroes" nas paradas.

Aqui, os detalhes ("pormenores" - como dizem meus amigos portugueses) de como este encontro transformou-se em um clássico de Natal.
 

Bing and Bowie: An Odd Story of Holiday Harmony - washingtonpost.com
One of the most successful duets in Christmas music history -- and surely the weirdest -- might never have happened if it weren't for some last-minute musical surgery. David Bowie thought "The Little Drummer Boy" was all wrong for him. So when the producers of Bing Crosby's Christmas TV special asked Bowie to sing it in 1977, he refused.

Just hours before he was supposed to go before the cameras, though, a team of composers and writers frantically retooled the song. They added another melody and new lyrics as a counterpoint to all those pah-rumpa-pum-pums and called it "Peace on Earth." Bowie liked it. More important, Bowie sang it.


Bowie Meets Crosby

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Mais Uma Vítima da Guerra Civil Brasileira ou de Tribunal Revolucionário ?

(Dica: por mail - Marcelo Prudente)
É triste, estando tão longe, perceber como - no Brasil - éramos invadidos por notícias como esta e nem dávamos conta disso. Era um fato da vida. "A violência aumenta por causa da diferença entre os mais ricos e os mais pobres" (pelo menos é isso que a maioria da população acredita).
Isto faz com que bandidos de moto, saiam a disparar cinco tiros à queima-roupa à donos de carros último tipo, como um flamante Gol ano 1989.

Ainda por cima, a vítima era vice-presidente do Cremers-RS  (Conselho Regional de Medicina - RS) e se opunha à aprovação automática - sem revalidação pelas universidades brasileiras - de diplomas médicos emitidos em Cuba.

Sim, muitos estudantes, por não conseguir entrar em alguma universidade brasileira (as vagas para medicina são as mais disputadas e, portanto, só os melhor preparados conseguem aprovação), acabam utilizando o recurso de formarem-se em Cuba. Só que estes diplomas, segundo a legislação atual, devem ser revalidados por alguma universidade brasileira para que possam exercer a profissão de médico no Brasil.

Mas existe um atalho: estudantes "cubanos" contratam um advogado que obtém - utilizando-se de uma pretensa necessidade de urgência - a validação SEM que alguma universidade brasileira os avalie.

O vice-presidente do Cremers , Marco Antônio Becker, era contra o "atalho". Foi assassinado a sangue-frio. Por ter sido um ataque tão certeiro, não posso deixar de pensar que foi um crime encomendado. Parece que Marco Antônio foi julgado em algum tribunal revolucionário e "justiçado". Leia aqui a manchete na Zero Hora.

Polícia - Câmeras podem ter registrado imagens do assassinato do vice-presidente do Cremers
O oftalmologista foi morto na noite de quinta-feira com pelo menos cinco tiros, disparados por um homem que estava na carona de uma moto. O crime ocorreu na Rua Ramiro Barcelos, no bairo Floresta, em Porto Alegre.



Leia aqui algumas opiniões de Marco que devem ter enfurecido os Castro-lovers que infestam as redações, bancos universitários e diretórios políticos no Brasil.



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Para conseguir um registro de médico no Brasil vale mentir e
falsificar documentos. Escritórios de advocacia se especializam em
entrar com processos para revalidar diplomas obtidos no exterior para
que seus clientes possam exercer a medicina.

 

As decisões são provisórias e cabem recurso judicial. 'São ações
baseadas numa situação de emergência normalmente forjada pelos
advogados', diz Marco Antônio Becker, presidente do Conselho Regional
de Medicina do Estado (Cremers).


 

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Médicos irregulares "invadem" a América Latina


Com a participação de representantes do Brasil, Argentina, Bolívia,
Panamá, Uruguai e Venezuela, a Assembléia Geral Extraordinária da
Confederação Médica Latino-americana e do Caribe (Confemel), realizada
de 25 a 27 de abril (27/04/07), na sede da AMB, em São Paulo, teve como
tema central a crescente atuação ilegal, nesses países, de médicos
formados no exterior sem diploma revalidado.


Mais grave é que, por não serem registrados nos Conselhos, seu
exercício profissional não pode ser fiscalizado, o que expõe a
população atendida a danos irreversíveis. "É inaceitável que os
pacientes mais pobres, que dependem do sistema público, sejam
assistidos por pessoas inabilitadas, de formação duvidosa", ressalta
Becker.


http://www.amb.org.br/mc_noticias1_abre.php3?w_id=2820


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JAmrigs: E a revalidação do diploma estrangeiro?


Becker: Defendemos que
todo o médico formado no exterior, seja brasileiro ou não, tenha de
revalidar o diploma em universidade pública brasileira, como manda a
lei. Aí fica essa questão de entrar na Justiça. Pergunto: se a medicina
em Cuba é tão boa, como dizem, por que os egressos não fazem o exame
para revalidar o diploma aqui?


 


http://www.amrigs.org.br/entrevistas_detalhe.asp?campo=1736&secao_id=143


 


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Presidente Marco Antônio Becker apresenta denúncias sobre o
exercício da medicina na América Latina à Associação Médica Mundial, na
Alemanha

 

O presidente da Confederação Médica Latino-Americana e do Caribe
(Confemel), o gaúcho Marco Antônio Becker, viaja na próxima semana para
participar da 176ª Reunião do Conselho da Associação Médica Mundial,
que será realizada em Berlim, na Alemanha, entre os dias 10 e 12.
Becker, que preside o Conselho Regional de Medicina/RS, vai denunciar
uma ação organizada de países latino-americanos no sentido de oferecer
atendimento médico precário à população carente. "Alguns países dito
populistas querem tratar o pobre com médicos inabilitados e de formação
médica duvidosa ou insuficiente. Isso eticamente é inaceitável",
enfatiza o dirigente.
Essa denúncia está contida na Declaração de
São Paulo, tirada na Assembléia Extraordinária da Confemel, ocorrida
semana passada em São Paulo. O documento destaca, ainda, que muitos
países estão desviando recursos da saúde para outras finalidades,
prejudicando o atendimento à população e afetando o trabalho médico. A
Confemel denuncia também a ameaça do governo da Venezuela de estatizar
as clínicas privadas, que cobrem o vazio deixado pelo setor público.
Marco
Antônio Becker vai relatar que alguns governos patrocinam ou permitem o
exercício ilegal da medicina, quanto autorizam o ingresso de médicos
formados no exterior sem efetuar a revalidação do título de acordo com
o ordenamento jurídico de cada país. "Está havendo um estímulo
irresponsável na maioria dos países à importação de médicos formados no
exterior, em especial cubanos, em detrimento dos médicos nacionais e em
prejuízo à população", afirma Becker.
Outro problema que será levado
à Associação Médica Mundial é "a proliferação de cursos de medicina sem
necessidade social, sem as mínimas condições de ensino e com único
objetivo do lucro".
Declaração de São Paulo
A
CONFEMEL (Confederação Médica Latino Americana e do Caribe), reunida en
Assembléia Geral Extraordinária, na cidade de São Paulo, durante os
dias 25, 26 e 27 de abril de 2007, resolveu denunciar publicamente:
1)
Que os médicos dos países da América Latina e do Caribe estão sendo
desprestigiados e agredidos na sua atividade profissional, por falta de
reconhecimento dos seus governos no que diz respeito à condições de
trabalho e acesso a uma remuneração digna. Assim sendo, CONFEMEL
defenderá sempre a capacidade científica e ética dos médicos da nossa
região, como mecanismo de proteção de uma atenção adequada às nossas
populações, exigindo aos governos o respeito das leis e o compromisso
em matéria política e prioritária de atender adequadamente os problemas
assistenciais da nossa população.
2) Que alguns governos
patrocinam ou permitem o exercício ilegal da medicina, quanto autorizam
o ingresso de médicos formados no exterior sem efetuar a revalidação do
título em forma legal, de acordo com o ordenamento jurídico de cada
país. Essa situação causa sérios prejuízos à saúde dos pacientes.
Eticamente é inaceitável propôr que a atenção aos pacientes pobres se
realize por profissionais inabilitados e de formação médica duvidosa ou
insuficiente.
3) Que no lugar de trazer médicos de formação
duvidosa de outros países para trabalhar no interior de cada um deles,
culpando aos médicos nacionais pela omissão da atenção nessas regiões,
o correto é implementar políticas de saúde que integrem aos médicos
nacionais, radicando-os nestes lugares.
4) Que a CONFEMEL
impulsiona a existência de revalidações universitárias de diplomas
estrangeiros, baseada em aspectos científicos e éticos, mas não por
interesses políticos, ideológicos e econômicos, como acontece
atualmente.
5) Que países da América Latina e do Caribe
estão desviando recursos destinados à saúde para outras finalidades,
com o consequente decréscimo de atenção à população.
6) Que
faculdades de medicina na América Latina estão proliferando sem a
necessidade social, nem as mínimas condições de ensino e qualidade,
colocando em risco a saúde da população.
7) A falta de
garantias individuais e coletivas para os médicos, em contradição ao
ideário democrático que deve regir os nossos países.
8) Que
os sistemas de saúde na América Latina e no Caribe devem ser
implementados por um acordo conciliador; em um amplo debate entre os
governos, os conselhos e associações médicas; e a população organizada,
em busca de uma política de saúde adequada que melhore a qualidade de
vida do povo.
9) Que a CONFEMEL rechaça a intenção de
estigmatização penal da prática médica, que se pretende incluir nos
códigos penais dos países.


 

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Tendência do governo Lula de reconhecer diploma de brasileiros prestes a se formar no país de Fidel gera resistência

 

"Não somos contra cubanos, mas não pode haver privilégios. Devido
a problemas econômicos, Cuba está ficando para trás. Achamos que deve
haver igualdade de tratamento para todos que estudam no Exterior.
Quando esses alunos foram para Cuba, já conheciam as regras de
validação."

 


 

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terça-feira, dezembro 02, 2008

Resgatando a Verdade

Recebi por e-mail este relato que vale a pena ser divulgado.



Pensando Passado e Presente.

(dica: http://libertador-liberdade.blogspot.com/ , extraído do site http://www.alertatotal.blogspot.com)

Por Arlindo Montenegro


Naquele tempo... Parece até que é um passado muito distante... Mas foi outro dia e tenho guardadas todas as imagens, os sons, os risos e olhos brilhantes. O que sinto falta mesmo é da prática constante da boa educação doméstica: ceder o assento nos transportes urbanos para os mais velhos, para as mulheres e crianças. Era muito fácil fazer amigos no trem, na lotação, na barca: com qualquer pessoa sentada ao lado rolava o papo durante a viagem. As pessoas não eram "estranhas", apenas pessoas como nós mesmos.

Aquelas greves diárias eram mesmo uma pedra no sapato. Era uma novidade contrária aos hábitos e um desrespeito a gente que queria chegar aos locais de trabalho e não podia. O governo, que tinha que acabar com aquilo, parecia fomentar aqueles movimentos sem resolver os muitos problemas postos. Reforma agrária era um deles, pra não faltar mais feijão preto no armazém da esquina ou nas Casas da Banha, antecessora dos modernos supermercados.

A coisa foi apertando. Greve de uma categoria, os comunistas da CGT alinhavando nos bastidores e daí a pouco paravam todos os trabalhadores em "solidariedade". O trabalho parava no Pais inteiro. Negociações, e o governo dava o aumento pedido a ponto de trabalhador braçal das docas chegar a ganhar mais que médico ou engenheiro.

Alguma coisa estava fora do eixo, forçando várias instituições a mobilizar-se para exigir o respeito às Leis e propósitos de construção democrática. Vieram as grandes marchas da família com Deus pela Liberdade – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e outras manifestações espalhadas pelo Brasil afora.

Os generais tomaram o poder. A ação inicial parecia extremista com muita prisão, invasão de domicílios e polícia numa atividade nunca vista. Jornais, televisão, rádios, advogados, juízes funcionavam a todo vapor, documentando e informando, comemorando o chega pra lá nos comunistas. As embaixadas se encheram com ativistas políticos fugindo à prisão. Começaram a sair para o Chile, Uruguai, França, México, dezenas, centenas de pessoas, comunistas e simpatizantes.

Pouco a pouco tudo foi voltando à rotina. No dia 24 de janeiro de 1967 foi promulgada uma nova Constituição, assegurando todos os direitos e garantias, a normalidade dos processos judiciais, a rotina dos inquéritos policiais militares. As pessoas eram indiciadas por crimes políticos e soltas por habeas corpus.

Muitas viajavam para viver no exterior, esperando melhores dias. Para o povão os dias estavam melhorando. Havia ordem, segurança e a oferta de postos de trabalho que chegou ao pleno emprego. O país saia em poucos anos da condição de economia agrária para a economia industrial, melhorando a vida dos trabalhadores.

Mas eis que, em 1968, estudantes e ex militares ativados por grupos radicais de esquerda começaram a assaltar bancos, seqüestrar pessoas e colocar bombas, como aquela do Aeroporto de Guararapes, endereçada ao Marechal Costa e Silva e que acabou por matar um Almirante e ferir muitas pessoas que nada tinham a ver com política. Aqueles grupos recebiam treinamento de guerrilhas em Cuba. Voltavam clandestinamente ao Brasil. Do Uruguai, Brizola, confinado, orientava um grupo.

Dezenas de outros alinhados com várias siglas – PC do B, PORT, VPR, ALN, MR-8, queriam mobilizar a população para uma guerra civil prolongada para substituir a ditadura militar (que intentava preparar o país para a construção democrática). Todos os documentos indicavam a mesma intenção: tomar o poder e implantar uma ditadura totalitária comunista no Brasil. Até o Partido Comunista ainda era contra a aquela guerra.

Diante da guerra não declarada, o governo engrossou. E editou o Ato Institucional que instalava de fato uma ditadura com plenos poderes para enfrentar a guerra assimétrica, que já estava fazendo vítimas de sangue e provocando perdas materiais e insegurança para empresas e para a população.

A população buscava informar-se e sabia guardar fidelidade aos fatos, sem deturpar os eventos recentes, percebidos como contrários à vontade da nação. Nos anos seguintes morreram centenas de brasileiros: militares, policiais, militantes comunistas brasileiros e estrangeiros. Nos entreveros sobraram balas vitimando cidadãos inocentes.

O saldo de cinco anos de enfrentamento está descrito em farta literatura, ideologicamente tendenciosa em sua quase totalidade, marcando uma revisão histórica em que, os agressores que desejavam implantar a ditadura comunista, figuram como "democratas" e os militares como ditadores contrários aos interesses da Pátria. Como se o interesse legítimo fosse aquele descrito pela Internacional Comunista e não o estado de pleno emprego e progresso material vivido.

Grupos e individualidades, nos dias de hoje, atribuem-se, como militantes, a "resistência", a "luta (armada) contra a "ditadura". Queriam implantar a "ditadura do proletariado" no final de uma guerra fratricida prolongada.

Alguns até reconhecem que erraram. Todos os que intentavam o fratricídio se apresentam hoje como "defensores da democracia e da liberdade". Continuam defendendo como humanistas libertários e democratas os mais infames e sanguinários ditadores comunistas: Castro, Mao, Stalin, Pol Pot, Kim Il Sung...

Isto passa longe de ser fidelidade aos eventos reais. Constitui-se numa falsificação do passado sórdido, que é ensinado como exemplo a ser seguido pelas novas gerações. Renunciar à informação completa, ao conhecimento dos motivos e intenções descritas em documentos é o mesmo que renunciar à liberdade. Isto significa abraçar a ignorância e escolher a escravidão dogmática da ideologia mais brutal que a humanidade experimentou.

Os navios russos já estão navegando em nosso hemisfério a convite da Venezuela. Os russos vão construir um reator nuclear no país vizinho. Será uma nova guerra fria? Por que será que a Rússia que hoje adota a economia capitalista vem em defesa de um país do outro lado do mundo, cujo governante declara querer implantar uma ditadura do proletariado nos velhos moldes? E por que exatamente no instante em que se realinham as reservas e influências da ditadura financeira internacional?

Por que será que os nossos "democratas" mascarados, (que enriqueceram com indenizações milionárias por terem escolhido atuar numa guerra para implantar o "comunismo", "ditadura do proletariado" ou "socialismo", totalmente contrário à cultura e tradições dos brasileiros) negam suas verdadeiras intenções enquanto seguem por debaixo do pano com seus projetos antigos? Por que será que os brasileiros pagam tanto imposto, pagam para manter e alimentar a maior sacanagem, a maior embromação, a maior mentira da nossa história?

Por que será que os jornais da atualidade não têm a dignidade moral do Estadão e do Jornal da Tarde, nos anos do AI-5, quando a ditadura militar censurou a imprensa? Naquele tempo, os editoriais dos jornais citados publicavam versos de Camões e receitas de bolo, que a gente lia pensando: "tem boi na linha". E tinha. Exagero ou não preservavam-se informações que os governantes classificavam como prejudiciais à segurança naquele ambiente de guerra civil em gestação. Aquela imprensa era altaneira e independente.

A ditadura disfarçada de hoje mente. Aos jovens de hoje é negada, roubada a liberdade de informação, a verdadeira história, o significado daqueles anos de guerra fratricida que, por mérito da censura, da ditadura militar, do sacrifício de milhares de soldados e policiais anônimos, ficou circunscrita a uma parcela minoritária (quase que percentualmente insignificante) da população.

Aquele regime duro impediu a guerra fratricida desejada por dona Dilma da VPR, seu Genoino do PC do B, seu Tarso Genro do PC do B, seu Vanucchi da ALN, seu Franklin Martins do MR-8 e outros tantos que estão por aí nas diversas instituições, jornais e universidades. Os rios de sangue, a matança fria que eles desejavam foi impedida pela ação e organização dos agentes da ditadura militar.

Os brasileiros que trabalhavam, construíam, comemoravam seus méritos, torciam por seus times, ansiavam pelo fim dos seqüestros, desvio de aviões da rota comercial, assassinatos, assaltos a bancos e empresas, bombas e atos terroristas que nem de perto alcançavam o terror e medo que as nossas cidades vivem hoje, que as nossas comunidades mais pobres vivem hoje sob o controle de traficantes. Os mesmos que aprenderam a organizar-se no convívio com os guerrilheiros comunistas presos nas mesmas cadeias.

Naqueles dias e anos do AI-5 havia uma oposição democrática presente. Mas era oposição também aos que praticavam atos de terrorismo. Como a população trabalhadora, naquele momento, a maioria aprovou o endurecimento do regime para acabar com a guerra.

O Marechal Costa e Silva, além de ser um militar de carreira exemplar tinha total aprovação. A nossa ditadura era diferente das ditaduras comunistas e nunca limitou o direito de ir e vir, nem o direito à propriedade, nem a iniciativa privada como era na União Soviética, em Cuba, na China e em todas as ditaduras "proletárias".

Também não tivemos execuções sumárias em massa, milhões de prisioneiros, como no Laos, na União Soviética, na China de Mao Tse Tung e em Cuba em menor escala. Nem tivemos os campos de concentração tão conhecidos hoje e que foram copiados até por Hitler. Há uma grande, colossal diferença!

Quem desejar a verdadeira história, vá aos jornais da época. Talvez ali estejam os argumentos para vencer este doentio estado de ressentimentos, de revanchismo. Talvez entendam por que tanta roubalheira. Talvez entendam por que tanta violência. Talvez percebam que as ameaças e a insegurança de hoje é implantada pelas mesmas mentalidades, pela mesma ideologia ultrapassada que embrutece e descaracteriza os ideais humanos, aniquilando a força espiritual.

Convivi com comunistas que ficaram envergonhados quando Nikita Kruchiov denunciou os crimes de Stalin. Ora! Nikita era um dos operadores de Stalin. Os comunistas envergonhados continuaram acreditando na possibilidade de um socialismo light, humanista até.

Muitos acadêmicos de hoje ainda acreditam nisto. Omitem a verdadeira natureza do poder totalitário que descarta e elimina qualquer contrário. E mantém, consolida o medo, a submissão, o terror continuado. Fazendo uma analogia: as populações ficam caladas diante da brutalidade para preservar a vida, como os habitantes das periferias dominadas pelos bandidos traficantes que distribuem benesses e mantêm o controle portando armas de guerra.

A Ditadura Militar arou o terreno para a infra estrutura material e educacional de um Brasil que devia ser diferente, mas foi assaltado e continua sendo roubado e enganado pelos mestres da violência. Junto com o que resta de Forças Armadas, somos todos reféns do mais fantástico esbulho universal. Somos alvos de um Poder impiedoso que transforma a gente em número, estatística, coisa, massa de manobra.

Arlindo Montenegro é Apicultor

terça-feira, novembro 18, 2008

Site sobre Tamar- Matar

Vocês sabiam "que, no Brasil, a destruição de ovos de tartaruga é crime inafiançável enquanto que há muita gente que quer que a destruição de bebês ainda no ventre de suas mães sejam permitido"?

Pois é assim mesmo que o assunto "aborto" é conduzido no Brasil: com muita mistificação e palavras de ordem libertárias-hedonistas.
Opiniões, enfim.
Mas parece que as opiniões podem matar, em se tratando de bebês, sim.

Recebi um mail do Cícero Harada (procurador / SP), revelando um interessante debate, sobre o assunto aborto comparando-o a outras ações como a do projeto Tamar, que quer preservar as populações de tartarugas no país. A conclusão é de que ovos de tartaruga valem mais do que seres humanos.

Um outro amigo já me dizia, agora com relação à criminalidade, que se fores apanhando caçando em uma zona de preservação ambiental é mais vantagem matar o agente do IBAMA do que ser preso por crime ecológico. Pela simples razão de que o crime ecológico é inafiançável e o homicídio, não.

Mas aqui está o link e a matéria.

Aproveitem.
O blog é de William Murat
Tamar ou Matar: o debate


Há tempos atrás, Dr. Cicero Harada, Procurador do Estado de São Paulo escreveu um artigo demonstrando o absurdo de que, no Brasil, a destruição de ovos de tartaruga é crime inafiançável enquanto que há muita gente que quer que a destruição de bebês ainda no ventre de suas mães sejam permitido.


Este artigo de Dr. Harada causou frisson no meio feminista. Heleieth Saffioti, bam-bam-bam feminista, subiu nas tamancas e lançou também um artigo respondendo ao procurador. Só que deu com os burros n´água, esquivando-se completamente de contra-argumentar.


Bem... A história é interessantíssima e vale a pena mostrá-la, tendo outros desdobramentos.


Para não deixar isto cair no esquecimento, produzi uma página na qual há todo o histórico do debate, além de inúmeras outras informações.


Creio que vale a pena se inteirar do assunto. Principalmente porque é demonstrada a completa falta de argumentos dos favoráveis ao aborto. Isto é tão dramático que a apelação rasteira tornou-se a tônica dos pró-aborto, como ficou exaustivamente demonstrado.

Quem tiver curiosidade, é só acessar o site: "Tamar-Matar: o debate".

sexta-feira, novembro 14, 2008

Pedagogia terrorista

Um amigo envia-me seu blog, com alguns insights sobre que tipo de idéias andam a alimentar a produção acadêmica nestes tempos Lulísticos no Brasil (vejam bem: não é por causa do Lula, mas é o tipo de mentalidade que o tornou possível).
Minha avaliação é que o Brasil ainda não saiu dos anos 60: de um lado, os derrotados da revolução comunista falhada tentando exigir dinheiro em indenização pelos sonhos anti-capitalistas destroçados pelo movimento anti-revolucionário de 1964 ( enquanto destroem o país para o efeito); De outro, os anti-establishment a gritar slogans típicos de Daniel Cohn-Bendit (Paris, 1968) transmutados em teses acadêmicas.
O livro de Zuenir Ventura, "1968 - o ano que não acabou" acaba por revelar-se não uma revisão histórica, mas uma maldição - melhor, um morto-vivo - a assombrar o futuro do Brasil.

É mais um exemplo do nosso Mostruário Krauseano de absurdos.

Abaixo seu mail com o link para o blog.


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Caros amigos,

Meu blog Relíquias da Casa Verde (observatório de teses universitárias) está com uma postagem nova. Até agora são três análises de teses, todas elas versando sobre violência nas escolas. Esse tema é sempre tratado pelos cientistas sociais por um viés coletivista, que jamais responsabiliza o indivíduo por seus atos, daí o interesse que pode ter para esta lista. Seguem os endereços das análises:

1. Doutora da Unicamp defende depredação da escola — Para a pedagoga Áurea Guimarães, uma das maiores autoridades do país sobre violência na educação, depredar escola é apenas uma manifestação crítica do aluno, que deve ser estimulada pelo professor. Ela não admite nem mesmo que o aluno sinta remorso pelo que fez e condena os professores que os induzem a isso. Na prática, sua tese de doutorado, muito citada em trabalhos científicos, é um manual para psicopatas mirins.

2. Pedagogia da USP: uma epifania do crime — Sueli Itman Monteiro, doutora em pedagogia pela USP, revela, em tese de doutorado, total deslumbramento com a criminalidade juvenil.

3. O insano conceito-esponja de violência — Uma análise do falso conceito de violência psicológica tão usado pelos sociólogos brasileiros a partir de pensadores como o francês Yves Michaud.

Abraços.
José Maria e Silva

terça-feira, novembro 11, 2008

Bate e Rebate

O 25 centímetros de neve (from Portugal) escreve..
Grandes victórias

Grande victória 1: Segundo Mário Soares, com a victória de Obama, "o mundo tornou-se multilateral e o hegemonismo americano arrogante vai desaparecer."

Grande victória 2: No dia em que Mário Soares assim escreve, comemora-se o fim da WWI, a primeira das vezes em que no século passado, o hegemonismo americano nos veio safar do nosso multiculturalismo.
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quinta-feira, outubro 30, 2008

Brasileiros, Portugueses e a "Última Flor do Lácio"

Portugueses, Brasileiros e a “Última Flor do Lácio”

John Ray, um dos muitos amigos que criei na internet (“amigos” por causa da extrema proximidade em termos de posicionamento político e social – John é , talvez, o ateu mais conservador que eu conheço – e também por que já nos linkamos tantas e tantas vezes que eu já perdi a conta.), escreveu um artigo sobre a proximidade entre os australianos e os ingleses. Proximidade que é produto do fato de a sociedade australiana viver e se comportar como uma extensão social e, algumas vezes, política da Inglaterra. O aspecto mais “sui generis”desta ligação é a língua: o sotaque australiano imita perfeitamente o sotaque de Oxford – tido como o mais aristocrático dentre todos os diversos falares na Inglaterra.

Fiquei a pensar no relacionamento entre Brasil e Portugal.

Estou aqui há quase dois anos e, ao contrário de afinidades, encontro muitas diferenças entre o “ser” português e o brasileiro. As diferenças da psiqué já são bastante conhecidas. Mas encontrei algumas outras que me surpreenderam. Uma delas é a diferença entre brasileiros e portugueses com relação ao uso da língua portuguesa..

Nós, brasileiros, temos como certo o fato (facto, vá lá!) que os portugueses usam muito melhor a língua pátria do que nós: falam melhor e, por consequência, devem escrever melhor também.

Aqui não vou comparar o conteúdo do que escrevem portugueses e brasileiros: eles ganham de goleada – pois ainda há um fiapo de bom senso e conservadorismo neste pequeno país quase socialista (comparativamente ao Brasil , ou pelo menos o que o Brasil era antes dos programas sociais “bolsa”-alguma-coisa sob os quais os brasileiros foram soterrados nos últimos anos).

Na verdade – surpreendentemente – a diferença no uso da língua é um pouco diferente: enquanto nós evitamos a todo o custo falar a regra culta de nossa língua (motivo mais óbvio: falar corretamente, no Brasil, é sinônimo de pedantismo ou esnobismo pueril-cultural; é coisa de quem quer ser “melhor” do que os outros, mesmo sendo, efetivamente, melhor) para sermos mais um da “galera”, de forma geral, conhecemos melhor a gramática portuguesa. Pedir a um português – com curso superior – que explique o uso da crase (traduzindo em português europeu: “'a' com acento grave”) é tortura: eles não vão conseguir explicar. Por conseguinte, o uso correto da língua demonstra que é simples questão de costume. Ver um filme com legendas em português surpreende e decepciona, muitas vezes. O mais absurdo é que já peguei-me a explicar regras de gramática portuguesa para portugueses! E olha que eu não sou grande “sábio” na matéria.

E qual a visão dos portugueses sobre isso? Eles acreditam que todos os brasileiros escrevem exatamente como falam! Como nós costumamos engolir os “ss”, usamos a segunda pessoa do singular com o verbo da terceira, além de outros atentados, imaginam eles que escrevemos da mesma forma.

Outra surpresa linguística é perceber que o português brasileiro é , dentre todas as formas de português praticados pelas ex-colônias o mais diferente - em termos de fonética – e , também, pelo isolamento cultural, o mais repleto de arcaísmos. O meu sobrenome – Assumpção – inicialmente tido como uma forma errada (“ brasileira”) do que seria “Assunção” é , na verdade, com se escrevia primitivamente. Outros termos em voga no Brasil , como “ ônibus”, “trem” e até mesmo o gerúndio, já foram abandonados pelos portugueses há muito tempo (sim, eram termos utilizados: em um jornal de 1918 lia-se “omnibus” ao invés da forma atual “ auto-carro”). Guardamos termos e expressões que os portugueses perderam a ciência de que já foram utilizados anteriormente. Somos então, em termos de língua escrita, uma espécie de “celacanto”.

Quanto a fonética, não sei, realmente de onde provêm o “ amaciamento” de nossa forma de falar. Li numa matéria da Veja, há algum tempo, que foi por causa da influência dos escravos africanos. Mas aí tem alguma coisa errada, pois a fala de Angola e Moçambique é quase indistinguível da portuguesa.

A regra, pela percepção média do povo português, era eu ser uma espécie de libertino ou jogador de futebol. Ou ambos. O fato de ser brasileiro e conservador é algo que espanta a muita gente.

Mesmo morando em um país em que se fala a mesma língua, de alguma forma, sinto-me muitas vezes mais estrangeiro do que os ingleses que lotam as praias do sul de Portugal no verão...



domingo, outubro 26, 2008

O Que Estou Ouvindo: Electric Light Orchestra ("Time":1981)

Time cover
Na virada dos 70 para os 80 trabalhava em uma loja de discos (Bybo Som, Passo Fundo -RS) e era um ávido consumidor de pop e rock (basicamente movia-me para fora do som Discothéque e entrava no new wave, via Blondie "Eat to the beat".
Sim, havia já a Electric Light Orchestra e estava no seu auge. O grupo de Jeff Lynne havia lançado "Discovery" em 1979 (que alguns chamariam de "Very Disco" - pois foi o primeiro com uso de sintetizadores e batidinhas discô em massa) e havia colaborado na trilha de "Xanadu", o musical brega em patins da Olivia Newton John. O primeiro eu havia gostado, principalmente por "Last Train to London", mas não ao ponto de comprar um LP (era assim que se dizia) inteiro.

Quando saiu "Time" em 1981, a mim foi indiferente. Meus grupos favoritos eram Blondie, Pretenders e B-52´s. Um colega de faculdade foi quem me alertou para os sons futuristas de "Twilight". Escutei e realmente fiquei impressionado, principalmente com "Epilogue" a lhe fazer as honras iniciais.

Mas, novamente, não foi um LP que tenha comprado.

Eis que 27 anos depois, comprei o "reissue" de Time, feito em 2001 com mais duas faixas bônus e... Torna-se a minha atual paixão musical.

"Time" é uma obra conceitual, coisa que, em 1981, fazia torcer o nariz dos puristas básicos do new-wave.: é a história de um homem que é sequestrado em 1981 e vai parar em 2095. Aprisionado lá, sem poder voltar, sente falta de seu amor em 1981 - lhe deram uma amante robô em 2095, incapaz de trocar reais sentimentos (alguém aí lembrou da D.D. Jackson?). Após muito penar, finalmente volta a 1981 para explicar ao mundo quais decisões erradas do mundo atual irão afetar para sempre os destinos da humanidade, agora e no futuro distante..
O enredo é meio science-fiction sabor H.G. Wells mas é a música que interessa.
"Time" é uma das minhas atuais paixões: Jeff Lynne é um compositor pop de primeira linha. Electric Light Orchestra é um dos grupos mais sub-avaliados das décadas de 70-80.
Enquanto Bee Gees e Abba conhecem a glória ainda hoje, quem realmente fazia música sofre um ocultamento cultural justamente quando a década de 80 (e 70) estão em voga???

Aqui, um anime muito criativo, tendo como base "Epilogue" / "Time" e "Yours Truly, 2095", é claro de "Time" da Electric Light Orchestra. Aproveitem..  


Electric Light Orchestra Prologue twilight yours truly 2095

quinta-feira, outubro 16, 2008

Surpresa: Existem Atores Brasileiros "Conservadores" ?

Os brasileiros conhecem Pedro Cardoso principalmente pela sua partiicipação no seriado global "A Grande Família" - um remake de um clássico da TV Globo à época do regime militar. O ator lançou um manifesto contra a pornografia gratuita na TV e no cinema brasileiros.
Característica muito apreciada em Portugal.
Pois em entrevista à Globo sobre o manifesto, expõe sua opinião sobre o tema e também assuntos recorrentes.
Subliminarmente, a quem - como eu - gosta de estabelecer as diferenças entre a psiqué brazuca e tuga (portuguesa) ,mostra como nós brasileiros gostamos não de  perguntas diretas mas da obliquidade que, por fim , acaba sendo muito mais ofensiva que perguntas diretas e claras. Na pergunta do repórter , reproduzida abaixo, ao invés de uma direta: "você seria a favor da demissão de um professor pelo fato de ser autor de poesias eróticas?", temos um longo prólogo de ilações para chegar ao ponto. Que o ator denuncia, de pronto. A resposta é ,em si mesma, um sopro de contraditório contra a "ditadura do prazer" da mídia brasileira. Que, infelizmente,  é importada por  Portugal como sendo o "status quo" da cultura e comportamentos nacionais...

Leia na íntegra a entrevista de Pedro Cardoso sobre manifesto contra pornografia na TV - O Globo Online
Essa discussão sobre a exploração da pornografia aconteceu no exato momento em que um professor de literatura foi afastado da Escola Parque por ser autor de poesia erótica. Comenta-se que você estava entre os pais que reagiram a isso. Qual a sua posição em relação a esse episódio?

CARDOSO: Não sei em quê este assunto tem a ver com o meu. A intenção da sua pergunta me parece ser a de sugerir ao leitor que eu sou um moralista puritano que poderia mesmo ter perseguido esse professor. Boa tentativa, mas a acusação é improcedente. Reproduzo mais um trecho do texto do Odeon: "A quem se afobe em me acusar de moralista, peço antes que procure conhecer o meu trabalho em teatro e que assista ao filme desta noite. Nele, assim como algumas vezes no teatro, tratei, junto com meus colegas, de assuntos bem distantes de uma moralidade puritana. Quem for me acusar, tente primeiro perceber a diferença entre a liberdade para tratar de qualquer assunto e a intenção de usar qualquer assunto para difundir pornografia usando a liberdade de costumes para disfarçá-la de obra dramatúrgica". Eu não conheço a obra poética do professor, a decisão de demiti-lo foi da escola, e ela não quer se pronunciar. Eu não vou tecer comentários baseados em suposições ("comenta-se") vagas que você está fazendo. As razões para a demissão dele, assim como para sua contratação, devem ser perguntadas à escola. Agora, acredite, é minha obrigação de pai saber quem diz o que para minha filha dentro da sala de aula e saber que livros escolhe para que ela leia. Caso este assunto verdadeiramente te interesse, informe-se melhor. E acredite (não sei se você tem filhos, mas se tiver vai me entender muito bem): num mundo confuso como este nosso, estamos bem sozinhos para olhar por eles.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Obama, os "Organizadores Comunitários" e a Crise..

Bom achado do Little Green Footballs.
Sabem o que fazem os "organizadores sociais" como Obama ?
Pois, "em nome da igualdade às minorias, os organizadores comunitários ocupam escritórios privados, cantam nos saguões de bancos e confrontam executivos em suas próprias casas - de modo a forçar instituições financeiras a direcionar milhões de dólares em hipotecas para clientes de alto risco".

Isso soa familiar??



Little Green Footballs - Obama and ACORN
In the name of fairness to minorities, community organizers occupy private offices, chant inside bank lobbies, and confront executives at their homes - and thereby force financial institutions to direct hundreds of millions of dollars in mortgages to low-credit customers.

In other words, community organizers help to undermine the US economy by pushing the banking system into a sinkhole of bad loans. And Obama has spent years training and funding the organizers who do it.

segunda-feira, setembro 29, 2008

A Turma do Chavez

No Brasil, um programa de grande sucesso entre as crianças (desde os anos 80) foi o "Chaves" (uma adaptação de um original mexicano chamado "Chavo").
No início, Chavez na Venezuela foi considerado um comediante.
Mas que tipo de comédia seria possível para um ditador sentado sob reservas incomensuráveis de petróleo, com armas russas e que hoje já comanda dois países (Bolívia e Equador) além de ser amigo de terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia?
Pois em Portugal, tal líder é recebido como um "amigo" pelo primeiro ministro português, José Sócrates.
Nem mesmo Lula da Silva no Brasil - que é amigo de longa data de Chávez, tendo usado o seu cargo como presidente do Brasil para ajudá-lo durante sua destituição em 2003 - teria coragem de recebê-lo com os rapapés com que foi recebido por aqui.

Muitos portugueses comentam que não se pode levar em conta a ideologia nestes casos. Que é puro pragmatismo político.

Será que o mesmo Sócrates daria a mesma recepção à George W. Bush?
Duvido.
No link abaixo, reportagem da SIC.
SIC Online

E aqui, um sketch do grupo "Gato Fedorento" sobre um encontro anterior da dupla, com participação especial de um conhecido treinador brasileirto..



Gato Fedorento - Sócrates e Hugo Chávez (subtitled)

domingo, setembro 28, 2008

Fwd: Pró-Culpa - J.R. Guzzo - Muito interessante artigo!

No meu post anterior -- sobre minhas férias no Brasil- comentei o clima de "todos X todos" reinante no país, especialmente se fores branco, homem e heterossexual.
Pois este artigo, de J. R. Guzzo, publicado na Veja, chega às mesmíssimas conclusões.
Isto significa que ainda há pessoas que pensam no país. Infelizmente esta inteligência e bom senso não servem mais de guia ao país, mas apenas como contraponto.
A burrice estupificante esquerdista reina absoluta, enquanto à inteligência é dado o papel de simples crítica sem nenhuma aderência a quem define os destinos da nação.

Obrigado à Graça Salgueiro, do NotaLatina, pela dica. 

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Publicado na Veja, edição de 01.10.08


Pró-Culpa

J.R. Guzzo

"O Brasil será um país bem mais arrumado
quando tomar a decisão de concentrar-se na
multiplicação de chances para quem está
pior – e deixar em paz quem está melhor"

É raro passar muito tempo, hoje em dia, sem que o brasileiro comum se veja acusado de alguma coisa. Se algo está errado, se um grupo de pessoas tem um problema ou se alguém sofre um tipo qualquer de injustiça, o cidadão já pode ir se preparando: a culpa provavelmente é dele. A maneira de dizer isso é conhecida: "A culpa é da sociedade". Ou: "A culpa é de todos nós". A culpa também pode ser "das elites", ou "da classe média" – sendo pior, ainda, a situação dos que caem na classificação "elites brancas" e, pior do que tudo, "elites brancas do sul". A hipótese de que as pessoas atingidas por qualquer dificuldade da vida tenham alguma responsabilidade, por menor que seja, em sua situação não é sequer considerada. Os culpados são sempre os outros, e esses outros são sempre os que conseguiram um grau qualquer de sucesso, mesmo modesto, naquilo que fazem ou que são. Pouco importa se obtiveram isso em razão de mérito pessoal – na forma de esforço próprio, talento individual ou simples trabalho duro. Os responsáveis pelas carências alheias, na falta de alguém que possa ser acusado de imediato, são eles. É como acontece em certas rodas de pôquer: se depois de dez minutos de jogo ainda não deu para descobrir quem é o pato da mesa, cuidado – é quase certo que ele seja você. No Brasil de hoje, num leque de problemas que vai dos índios macuxis de Roraima aos meninos de rua de São Paulo, nem é preciso esperar tanto. O culpado não vai aparecer. Prepare-se, então, para ser denunciado.

Tome-se o caso dos índios de Roraima, para quem o governo deu uma reserva com área de 17 000 quilômetros quadrados. Resulta que há, na terra demarcada para os índios, gente que pelos mapas oficiais não deveria estar lá. Quem entra nesse tipo de bola dividida assume riscos; mas, enquanto o Supremo Tribunal Federal delibera a respeito, não apenas os fazendeiros que cultivam áreas na reserva se vêem em julgamento. Vai se formando, ao mesmo tempo, um vago clima de denúncia contra os "brancos" em geral, especialmente os que decidem ir para lugares como Roraima – ou para a Amazônia como um todo. Em outros tempos podiam ser considerados desbravadores, heróis ou patriotas, como o marechal Rondon ou Plácido de Castro. Hoje são freqüentemente vistos como bandoleiros.

O episódio de Roraima é apenas um entre muitos. Avança no Brasil, cada vez mais, um movimento nacional pró-distribuição de culpa – uma espécie de xis-tudo onde qualquer ingrediente pode entrar, desde que sirva para criar algum tipo de réu. O brasileiro é culpado pela pobreza em sua volta, pelas violências que ele mesmo sofre e, 120 anos depois da abolição, pelos problemas da população negra. Também é culpado por não ir para o trabalho em transporte coletivo, de bicicleta ou a pé. Cabe-lhe culpa pela degradação do bioma da Amazônia, do cerrado e da Mata Atlântica, embora muitas vezes nem saiba o que é o bioma. É acusado de não morar nas periferias, não ganhar o salário mínimo e não usar madeira certificada. É criticado por colocar seus filhos em escolas particulares – como se fizesse isso porque gosta de torrar dinheiro pagando mensalidade. É culpa sua, enfim, que o Brasil seja injusto, dentro da idéia pela qual a desigualdade é provocada por quem, individualmente, é melhor – e, como resultado disso, tem uma vida melhor. O problema, nessa maneira de ver o mundo, não é a escassez de maiores oportunidades para todos; é o fato de haver recompensas diferentes para resultados diferentes.

O sujeito oculto de toda essa questão, no fundo, é a hostilidade ao mérito. Ter mérito, para os agentes do Pró-Culpa, é prejudicar alguém. Não é um ativo; é um débito. Em vez de ser razão para incentivo, é algo a ser "compensado" – uma maneira disfarçada de dizer desencorajado, limitado ou punido. É animador, nesse clima, ver um político como o deputado Ciro Gomes observar que o interesse comum só tem a ganhar com o estímulo ao mérito individual – a "desigualdade positiva", diz ele. O deputado gosta de ver a si próprio como um homem de esquerda; mas não acha que isso o obrigue a ser cego. O que ele parece estar perguntando é: "Que culpa um cidadão tem de ser inteligente?". A isso se poderia acrescentar que também não há nada de errado em ser talentoso, eficaz ou em trabalhar mais – e, sobretudo, no fato de haver benefícios maiores para quem produz mais e melhor. O Brasil será um país bem mais arrumado quando tomar a decisão de concentrar-se na multiplicação de chances para quem está pior – e deixar em paz quem está melhor.

 

Publicado na Veja, edição de 01.10.08