sábado, setembro 01, 2007

Foro de São Paulo: Tudo O Que Você Precisa Saber (e Repassar)

Muitas manifestações anti-Lula estão ocorrendo no Brasil. Tenha o nome que tiver, de "Cansei" ou o simples e direto "Fora Lulla", todos reclamam do mesmo: chega de corrupção, violência, etc.
Mas o principal, a acusação mais séria, e a que justifica não só o impeachment de Lula mas a cassação de registro eleitoral do PT e de muitos outros partidos de esquerda no Brasil não são divulgadas.
Até o momento "Foro de São Paulo" passou por por algumas metamorfoses perante os círculos mais "intelectualizados".
No princípio, quando Olavo de Carvalho chamou a atenção sobre as atividades do grupo, tudo não passava de fantasia de um "paranóico" anti-comunista.
Em 2002, com artigos de Constatine Menges e Armando Valladares alertando sobre o "novo eixo do mal", o único jornalista brasileiro - Boris Casoy - a perguntar ao então candidato Lula da Silva sobre estas acusações, teve como resposta um "não fale mais sobre isso!".
Em 2005 quando o Foro voltou a acontecer em São Paulo, com a abertura do próprio presidente do Foro, ooops, do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, não dava mais para pregar a sua inexistência. Comemoravam-se em 2005 já 15 anos de atividade.
Passou-se à fase de "grupo de debates" inofensivo.
Em 2007 , com a divulgação do vídeo preparatório do terceiro (TERCEIRO? não me acusem de subliminares, hein?) congresso do PT, escancarando a importância do Foro em seu projeto de "Socialismo Petista", não deu para tapar o sol com a peneira.
Mas, mais uma vez, nossos "media" evitaram comentar o assunto, preferindo Renan, as vaias a Lula e as corrupções habituais.
Um amigo, do Retrospectiva Brasil
criou um documento em PDF já preparado para imprimir e distribuir, com um resumo do que é , quem faz parte e quais os objetivos.
Copie, imprima, distribua e repasse!
Aqui , o link para o folder em PDF do Foro de São Paulo


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quinta-feira, agosto 30, 2007

Sobre Concorrências "Perfeitas"

José Manuel Moreira, no "Diário Económico" sobre as idéias distorcidas que a média da população tem sobre o que seja uma "concorrência perfeita" (oriunda de um "mercado perfeito") e o custo que advém de sua busca em face de que os agentes econômicos (ou seja eu, tu, ele, nós, vós e eles) que a criam são intrisicamente imperfeitos.


O tema é tratado com o pretexto da concorrência entre os semanários "Expresso" e "Sol" aqui em Portugal.




No final, com a impossibilidade de se criar o perfeito do imperfeito, chama-se o onipotente Estado e toda a liberdade acaba virando um "pretérito imperfeito", face ao controle estatal no "presente mais que perfeito".


A citação final é preciosa e deve ser o mote de todos que defendem a liberdade de mercado: “mesmo os homens maus podem ser levados pelo mercado a fazer o bem,

enquanto homens bons podem ser induzidos pelo processo político a fazer

o mal”.


A concorrência entre o “Expresso” e o “Sol” está viva e recomenda-se. As tiragens anunciam-se elevadas e a coisa promete. Lá comprei o segundo número, mas é no primeiro que me quero fixar. Mais propriamente numa espécie de “carta de intenções” do Confidencial, intitulada “Concorrência Perfeita”. Mal vi a expressão fiquei logo preocupado e a leitura não desiludiu: está em linha com o que por aí anda e vende, embora tivesse sido levado a pensar que mais sol significasse mais luz. É o retrato perfeito da falta de clareza teórica que nos acompanha, e a que nem mesmo os “económicos” escapam.


Não há nada melhor na prática do que uma boa teoria. É por isso natural que as insuficiências teóricas inquinem as discussões mais sérias, como aconteceu com a proposta para a Segurança Social apresentada no Compromisso Portugal. Mas voltemos à “concorrência perfeita”. Depois de uma definição bastante imperfeita, diz-se: “Mas a verdade é que a realidade moderna mostra que estamos longe da concorrência perfeita, se é que alguma vez existiu”. Qual então a razão para a escolha da expressão? Mais surpreendente é que, depois de se considerar que “as denominadas falhas de mercado como as barreiras à concorrência, às vezes criadas pelo próprio Estado, a excessiva regulamentação e os monopólios constituem distorções que afectam negativamente uma economia”, se conclua: “O caderno Confidencial que está a ler pela primeira vez, vai assumir, sem ambiguidades, as vantagens da concorrência e o papel do Estado na correcção das falhas do mercado”. Tudo isto parece ambíguo e deveras confuso. Mas é o que vem nos livros. A essa luz, o texto é claro e ilustrativo do que continua a fazer escola.


De facto, se analisarmos um bom manual de economia veremos que, após um bom número de capítulos sobre o mercado e quase igual número sobre microeconomia, há um ou dois capítulos que resumem o que se pode afirmar sobre o mercado. Depois o livro não deixará de elogiar a utilidade dos mercados e o quão eficientes podem ser. Já na segunda parte desse mesmo capítulo (ou talvez num capítulo separado), o livro salientará que é evidente que essas vantagens de mercado só podem ser verdadeiras se tivermos condições de concorrência perfeita, de perfeito conhecimento, ou seja, se tivermos essas e outras muitas condições que, naturalmente, não temos. Portanto, o livro continua, as nossas análises ensinam-nos o quanto, de um ou outro modo, é importante a intervenção do Governo. Daí que a necessidade de intervenção governamental – sob a forma de leis anti-‘trust’, controle de preços ou qualquer outra – seja atribuída à diferença entre as realidades do mundo em que vivemos e as suposições abstractas exigidas para a validação dos principais modelos neoclássicos. Tudo isto parece contraditório, mas pode ter vantagens para quem quer seguir a vida académica: a primeira parte é essencial para um bom doutoramento e a segunda para um bom emprego (e reforma a condizer) numa das instituições públicas vocacionadas para regular ou corrigir as falhas do mercado. E com sorte ainda se chega ao topo nos dois lados.


Em tempos, um desses meus colegas com sorte foi descrito no “Expresso” como neoclássico e keynesiano, como se isso fosse questionável. Mas não é. Vendo bem, os pressupostos ideais associados a um modelo de equilíbrio geral perfeitamente competitivo exigem suposições tão fantásticas e tão exigentes que o próprio modelo se torna um argumento favorável à intervenção do governo.


Cheguei a pensar que o “Sol” nos ajudasse a ver que os mercados são sempre imperfeitos porque trabalham com e para pessoas imperfeitas: ou seja, perfeitamente humanas. Querer substituir a “imperfeição do mercado” pela “correcção” do Governo, sem ver que o mercado político pode ser mais imperfeito do que o mercado económico, é tão errado como perigoso. A evidência histórica mostra que as imperfeições do Governo estão mais enraizadas e são menos remediáveis do que as imperfeições do mercado. Daí o aviso de A. Seldon: “mesmo os homens maus podem ser levados pelo mercado a fazer o bem, enquanto homens bons podem ser induzidos pelo processo político a fazer o mal”.


____


José Manuel Moreira, Professor universitário e membro da Mont Pélérin Society


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Estagiária é condenada a 30 anos por morte colega

A que ponto uma criatura destas pode chegar. Incrível.


SÃO PAULO - A ex-estagiária da empresa Petrocoque, de Cubatão, Carolina de Paula Farias, de 24 anos, foi condenada nesta quarta-feira a 30 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato da colega Mônica Tamer Cruz de Almeida, de 42 anos, em dezembro de 2005, com o objetivo de ser efetivada na empresa.



terça-feira, agosto 28, 2007

Mais informações sobre a Manuela, pré-candidata da CSN...oops, do PCd$.

Rodrigo, do day after day, repassa mais informações sobre a candidata do aço & petróleo....


Caro Assumpção,

Esquerdista é sempre de uma hipocrisia impressionante, já que eles não vêem nenhum problema nisto para colocar em práticas suas idéias dementes. Gostaria de dizer que já tinha denunciado a Manuela D'Ávila, apelidada de Miss Cinqüentinha, no site do então PFL de Porto Alegre com o artigo " E aí, Beleza? Beleza total, a CSN me banca!" ainda em dezembro de 2006. E se tu quiseres mais informações sobre a Miss Cinqüentinha, acesse o tag " Manuela D'Ávila" do meu blog.


Crimes na floresta



A FUNAI (Fundação Nacional do Índio) , com a desculpa de proteger a "cultura" indígena acoberta assassinatos de crianças a sangue-frio. Nestes casos o "Estatuto de Criança de do Adolescente" nada vale.


É impressionante a reversão das coisas. O Estatuto, apelidado de "ECA" serve, nas metrópoles, para acobertar e proteger assassinos adolescentes e crianças a mando do tráfico. Nas selvas, nada vale, a não ser a vocação eugênica de muitas tribos que continuam a assassinar crianças inocentes por não estarem "de acordo" com suas regras morfológicas.


No final, as leis e instituições acabam protegendo os assassinos, seja na cidade, seja na floresta.


Outra questão que isso traz à tona é que o discurso da FUNAI é extremamente racista, pois coloca os índios como uma espécie animal irracional qualquer que não pode ter acesso aos mesmos direitos dos outros homens, de forma que as coloca em um nível inferiror.


Leia a história emocionante de missionários religiosos que salvaram uma menina indígena (Hakani) da morte certa e ganharam uma filha...





Crimes na floresta


Muitas tribos brasileiras ainda matam crianças - e a Funai nada faz para impedir o infanticídio


Por Leonardo Coutinho


Revista Veja - 15/08/2007


Photoon


A índia Hakani abraça a mãe adotiva, Márcia, no seu aniversário de 12 anos


A fotografia acima foi tirada numa festa de aniversário realizada em 7 de julho em Brasília. Para comemorar os seus 12 anos, a menina Hakani pediu a sua mãe adotiva, Márcia Suzuki, que decorasse a mesa do bolo com figuras do desenho animado Happy Feet. O presente de que ela mais gostou foi um boneco de Mano, protagonista do filme.


Mano é um pingüim que não sabe cantar, ao contrário de seus companheiros. Em vez de cantar, dança. Por isso, é rejeitado por seus pais. A história de Hakani também traz as marcas de uma rejeição. Nascida em 1995, na tribo dos índios suruuarrás, que vivem semi-isolados no sul do Amazonas, Hakani foi condenada à morte quando completou 2 anos, porque não se desenvolvia no mesmo ritmo das outras crianças.


Escalados para ser os carrascos, seus pais prepararam o timbó, um veneno obtido a partir da maceração de um cipó. Mas, em vez de cumprirem a sentença, ingeriram eles mesmos a substância.


O duplo suicídio enfureceu a tribo, que pressionou o irmão mais velho de Hakani, Aruaji, então com 15 anos, a cumprir a tarefa. Ele atacou-a com um porrete. Quando a estava enterrando, ouviu-a chorar. Aruaji abriu a cova e retirou a irmã. Ao ver a cena, Kimaru, um dos avôs, pegou seu arco e flechou a menina entre o ombro e o peito.


Tomado de remorso, o velho suruuarrá também se suicidou com timbó. A flechada, no entanto, não foi suficiente para matar a menina. Seus ferimentos foram tratados às escondidas pelo casal de missionários protestantes Márcia e Edson Suzuki, que tentavam evangelizar os suruuarrás.


Eles apelaram à tribo para que deixasse Hakani viver. A menina, então, passou a dormir ao relento e comer as sobras que encontrava pelo chão. "Era tratada como um bicho", diz Márcia. Muito fraca, ela já contava 5 anos quando a tribo autorizou os missionários a levá-la para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo.


Com menos de 7 quilos e 69 centímetros, Hakani tinha a compleição de um bebê de 7 meses. Os médicos descobriram que o atraso no seu desenvolvimento se devia ao hipotireoidismo, um distúrbio contornável por meio de remédios.


Márcia e Edson Suzuki conseguiram adotar a indiazinha. Graças a seu empenho, o hipotireoidismo foi controlado, mas os maus-tratos e a desnutrição deixaram seqüelas. Aos 12 anos, Hakani mede 1,20 metro, altura equivalente à de uma criança de 7 anos. Como os suruuarrás a ignoravam, só viria a aprender a falar na convivência com os brancos.


Ela pronunciou as primeiras palavras aos 8 anos. Hoje, tem problemas de dicção, que tenta superar com a ajuda de uma fonoaudióloga. Um psicólogo recomendou que ela não fosse matriculada na escola enquanto não estivesse emocionalmente apta a enfrentar outras crianças. Hakani foi alfabetizada em casa pela mãe adotiva. Neste ano, o psicólogo autorizou seu ingresso na 2ª série do ensino fundamental.


A história da adoção é um capítulo à parte. Mostra como o relativismo pode ser perverso. Logo que retiraram Hakani da aldeia, os Suzuki solicitaram autorização judicial para adotá-la. O processo ficou cinco anos emperrado na Justiça do Amazonas, porque o antropólogo Marcos Farias de Almeida, do Ministério Público, deu um parecer negativo à adoção.


No seu laudo, o antropólogo acusou os missionários de ameaçar a cultura suruuarrá ao impedir o assassinato de Hakani. Disse que semelhante barbaridade era "uma prática cultural repleta de significados".


Ao contrário do que acredita o antropólogo Almeida, os índios da tribo não decidem sempre da mesma forma. Em 2003, a suruuarrá Muwaji deu à luz uma menina, Iganani, com paralisia cerebral. A aldeia exigiu que ela fosse morta. Muwaji negou-se a executá-la e conseguiu que a tribo autorizasse seu tratamento em Manaus.


Médicos da capital amazonense concluíram que o melhor seria encaminhar Iganani para Brasília. Antes disso, porém, foi necessário driblar a Fundação Nacional do Índio (Funai). O órgão vetou sua transferência com o argumento de que um índio isolado não poderia viver na civilização. Só voltou atrás quando o caso foi denunciado à imprensa.


Agora, Iganani passa três meses por ano em Brasília. Aos 4 anos, consegue caminhar com o auxílio de um andador. Estaria melhor se a Funai permitisse que ela morasse continuamente em Brasília. Há dois anos, os suruuarrás voltaram a enfrentar uma mãe que se recusava a matar a filha hermafrodita, Tititu. A tribo consentiu que a menina fosse tratada por brancos. Em São Paulo, ela passou por uma cirurgia corretora. Sem a anomalia, Tititu foi finalmente aceita pela aldeia.


[img02] O infanticídio é comum em determinadas espécies animais. É uma forma de selecionar os mais aptos. Quando têm gêmeos, os sagüis matam um dos filhotes. Chimpanzés e gorilas abandonam as crias defeituosas. Também era uma prática recorrente em civilizações de séculos atrás.


Em Esparta, cidade-estado da Grécia antiga que primava pela organização militar de sua sociedade, o infanticídio servia para eliminar aqueles meninos que não renderiam bons soldados. Um dos seus mais brilhantes generais, Leônidas entrou para a história por ter liderado a resistência heróica dos Trezentos de Esparta no desfiladeiro de Termópilas, diante do Exército persa, em 480 aC.


Segundo o historiador Heródoto, Leônidas teria sido salvo do sacrifício apesar de ter um pequeno defeito em um dos dedos da mão porque o sacerdote encarregado da triagem pressentiu o grande futuro que o bebê teria.


Entre os índios brasileiros, o infanticídio foi sendo abolido à medida que se aculturavam. Mas ele resiste, principalmente, em tribos remotas - e com o apoio de antropólogos e a tolerância da Funai. É praticado por, no mínimo, treze etnias nacionais.


Um dos poucos levantamentos realizados sobre o assunto é da Fundação Nacional de Saúde. Ele contabilizou as crianças mortas entre 2004 e 2006 apenas pelos ianomâmis: foram 201. Mesmo índios mais próximos dos brancos ainda praticam o infanticídio. Os camaiurás, que vivem em Mato Grosso, adoram exibir o lado mais vistoso de sua cultura.


Em 2005, a tribo recebeu dinheiro da BBC para permitir que lutadores de judô e jiu-jítsu disputassem com seus jovens guerreiros a luta huka-huka, parte integrante do ritual do Quarup, em frente às câmeras da TV inglesa.


[img01]


Um ano antes, porém, sem alarde, os camaiurás enterraram vivo o menino Amalé, nascido de uma mãe solteira. Ele foi desenterrado às escondidas por outra índia, que, depois de muita insistência, teve permissão dos chefes da tribo para adotá-lo.


Há três meses, o deputado Henrique Afonso (PT-AC) apresentou um projeto de lei que prevê pena de um ano e seis meses para o "homem branco" que não intervier para salvar crianças indígenas condenadas à morte. O projeto classifica a tolerância ao infanticídio como omissão de socorro e afirma que o argumento de "relativismo cultural" fere o direito à vida, garantido pela Constituição.


"O Brasil condena a mutilação genital de mulheres na África, mas permite a violação dos direitos humanos nas aldeias. Aqui, só é crime infanticídio de branco", diz Afonso. Ao longo de três semanas, VEJA esperou por uma declaração da Funai sobre o projeto do deputado e as histórias que aparecem nesta reportagem.


A fundação não o fez e não justificou sua omissão. Extra-oficialmente, seus antropólogos apelam para o argumento absurdo da preservação da cultura indígena. A Funai deveria ouvir a índia Débora Tan Huare, que representa 165 etnias na Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira: "Nossa cultura não é estável nem é violência corrigir o que é ruim. Violência é continuar permitindo que crianças sejam mortas".


A fotografia acima foi tirada numa festa de aniversário realizada em 7 de julho em Brasília. Para comemorar os seus 12 anos, a menina Hakani pediu a sua mãe adotiva, Márcia Suzuki, que decorasse a mesa do bolo com figuras do desenho animado Happy Feet. O presente de que ela mais gostou foi um boneco de Mano, protagonista do filme.


Mano é um pingüim que não sabe cantar, ao contrário de seus companheiros. Em vez de cantar, dança. Por isso, é rejeitado por seus pais. A história de Hakani também traz as marcas de uma rejeição. Nascida em 1995, na tribo dos índios suruuarrás, que vivem semi-isolados no sul do Amazonas, Hakani foi condenada à morte quando completou 2 anos, porque não se desenvolvia no mesmo ritmo das outras crianças.


Escalados para ser os carrascos, seus pais prepararam o timbó, um veneno obtido a partir da maceração de um cipó. Mas, em vez de cumprirem a sentença, ingeriram eles mesmos a substância.


O duplo suicídio enfureceu a tribo, que pressionou o irmão mais velho de Hakani, Aruaji, então com 15 anos, a cumprir a tarefa. Ele atacou-a com um porrete. Quando a estava enterrando, ouviu-a chorar. Aruaji abriu a cova e retirou a irmã. Ao ver a cena, Kimaru, um dos avôs, pegou seu arco e flechou a menina entre o ombro e o peito.


Tomado de remorso, o velho suruuarrá também se suicidou com timbó. A flechada, no entanto, não foi suficiente para matar a menina. Seus ferimentos foram tratados às escondidas pelo casal de missionários protestantes Márcia e Edson Suzuki, que tentavam evangelizar os suruuarrás.


Eles apelaram à tribo para que deixasse Hakani viver. A menina, então, passou a dormir ao relento e comer as sobras que encontrava pelo chão. "Era tratada como um bicho", diz Márcia. Muito fraca, ela já contava 5 anos quando a tribo autorizou os missionários a levá-la para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo.


Com menos de 7 quilos e 69 centímetros, Hakani tinha a compleição de um bebê de 7 meses.


Os médicos descobriram que o atraso no seu desenvolvimento se devia ao hipotireoidismo, um distúrbio contornável por meio de remédios.


Márcia e Edson Suzuki conseguiram adotar a indiazinha. Graças a seu empenho, o hipotireoidismo foi controlado, mas os maus-tratos e a desnutrição deixaram seqüelas. Aos 12 anos, Hakani mede 1,20 metro, altura equivalente à de uma criança de 7 anos. Como os suruuarrás a ignoravam, só viria a aprender a falar na convivência com os brancos.


Ela pronunciou as primeiras palavras aos 8 anos. Hoje, tem problemas de dicção, que tenta superar com a ajuda de uma fonoaudióloga. Um psicólogo recomendou que ela não fosse matriculada na escola enquanto não estivesse emocionalmente apta a enfrentar outras crianças. Hakani foi alfabetizada em casa pela mãe adotiva. Neste ano, o psicólogo autorizou seu ingresso na 2ª série do ensino fundamental.


A história da adoção é um capítulo à parte. Mostra como o relativismo pode ser perverso. Logo que retiraram Hakani da aldeia, os Suzuki solicitaram autorização judicial para adotá-la. O processo ficou cinco anos emperrado na Justiça do Amazonas, porque o antropólogo Marcos Farias de Almeida, do Ministério Público, deu um parecer negativo à adoção.


No seu laudo, o antropólogo acusou os missionários de ameaçar a cultura suruuarrá ao impedir o assassinato de Hakani. Disse que semelhante barbaridade era "uma prática cultural repleta de significados".


Ao contrário do que acredita o antropólogo Almeida, os índios da tribo não decidem sempre da mesma forma. Em 2003, a suruuarrá Muwaji deu à luz uma menina, Iganani, com paralisia cerebral. A aldeia exigiu que ela fosse morta. Muwaji negou-se a executá-la e conseguiu que a tribo autorizasse seu tratamento em Manaus.


Médicos da capital amazonense concluíram que o melhor seria encaminhar Iganani para Brasília. Antes disso, porém, foi necessário driblar a Fundação Nacional do Índio (Funai).


O órgão vetou sua transferência com o argumento de que um índio isolado não poderia viver na civilização. Só voltou atrás quando o caso foi denunciado à imprensa.


Agora, Iganani passa três meses por ano em Brasília. Aos 4 anos, consegue caminhar com o auxílio de um andador. Estaria melhor se a Funai permitisse que ela morasse continuamente em Brasília. Há dois anos, os suruuarrás voltaram a enfrentar uma mãe que se recusava a matar a filha hermafrodita, Tititu. A tribo consentiu que a menina fosse tratada por brancos. Em São Paulo, ela passou por uma cirurgia corretora. Sem a anomalia, Tititu foi finalmente aceita pela aldeia.


Hulton Archieve/Getty Images{txtalt}


Leônidas, o herói que entrou para a história: em sua Esparta bebês defeituosos eram mortos


O infanticídio é comum em determinadas espécies animais. É uma forma de selecionar os mais aptos. Quando têm gêmeos, os sagüis matam um dos filhotes. Chimpanzés e gorilas abandonam as crias defeituosas. Também era uma prática recorrente em civilizações de séculos atrás.


Em Esparta, cidade-estado da Grécia antiga que primava pela organização militar de sua sociedade, o infanticídio servia para eliminar aqueles meninos que não renderiam bons soldados. Um dos seus mais brilhantes generais, Leônidas entrou para a história por ter liderado a resistência heróica dos Trezentos de Esparta no desfiladeiro de Termópilas, diante do Exército persa, em 480 aC.


Segundo o historiador Heródoto, Leônidas teria sido salvo do sacrifício apesar de ter um pequeno defeito em um dos dedos da mão porque o sacerdote encarregado da triagem pressentiu o grande futuro que o bebê teria.


Entre os índios brasileiros, o infanticídio foi sendo abolido à medida que se aculturavam. Mas ele resiste, principalmente, em tribos remotas - e com o apoio de antropólogos e a tolerância da Funai. É praticado por, no mínimo, treze etnias nacionais.


Um dos poucos levantamentos realizados sobre o assunto é da Fundação Nacional de Saúde. Ele contabilizou as crianças mortas entre 2004 e 2006 apenas pelos ianomâmis: foram 201.


Mesmo índios mais próximos dos brancos ainda praticam o infanticídio. Os camaiurás, que vivem em Mato Grosso, adoram exibir o lado mais vistoso de sua cultura.


Em 2005, a tribo recebeu dinheiro da BBC para permitir que lutadores de judô e jiu-jítsu disputassem com seus jovens guerreiros a luta huka-huka, parte integrante do ritual do Quarup, em frente às câmeras da TV inglesa.



Photoon{txtalt}


Amalé: sobrevivente de uma tribo que fez pose para a BBC


Um ano antes, porém, sem alarde, os camaiurás enterraram vivo o menino Amalé, nascido de uma mãe solteira. Ele foi desenterrado às escondidas por outra índia, que, depois de muita insistência, teve permissão dos chefes da tribo para adotá-lo.


Há três meses, o deputado Henrique Afonso (PT-AC) apresentou um projeto de lei que prevê pena de um ano e seis meses para o "homem branco" que não intervier para salvar crianças indígenas condenadas à morte. O projeto classifica a tolerância ao infanticídio como omissão de socorro e afirma que o argumento de "relativismo cultural" fere o direito à vida, garantido pela Constituição.


"O Brasil condena a mutilação genital de mulheres na África, mas permite a violação dos direitos humanos nas aldeias. Aqui, só é crime infanticídio de branco", diz Afonso. Ao longo de três semanas, VEJA esperou por uma declaração da Funai sobre o projeto do deputado e as histórias que aparecem nesta reportagem.


A fundação não o fez e não justificou sua omissão. Extra-oficialmente, seus antropólogos apelam para o argumento absurdo da preservação da cultura indígena. A Funai deveria ouvir a índia Débora Tan Huare, que representa 165 etnias na Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira: "Nossa cultura não é estável nem é violência corrigir o que é ruim. Violência é continuar permitindo que crianças sejam mortas".





Tags: crianças | cultura | EUGENIA | Funai | indios | missionarios | morte

segunda-feira, agosto 27, 2007

Manu, a "Barbie" do PCdo$

A Barbie do PcdoB (Manuela – os pais dela gostavam do Júlio Iglesias, pelo visto) tem campanha em nível industrial.

Já espoucam outdoors em Porto Alegre agora, com mais de um ano adiante das eleições 2008. Apresentada como a “candidata da juventude” com campanha preparada por (parece ser) por publicitários (“e aí? Beleza?”) os outdoors têm estilo modernoso. O slogan é “Viva um novo Brasil”. Estranho para uma candidata a prefeita, querendo mudar o Brasil, né?

A campanha da Manu parece estar de vento em popa. De candidata a vereadora em 2004, salta para candidata vitoriosa e com recorde de votação para Deputada Federal. E agora ensaia avançar sobre a prefeitura de Porto Alegre.

Para responder a esta questão, afinal “beleza” não é o quesito adequado para eleger alguém.

Checando a lista de doações das eleições 2006 obtida no site do TSE , temos algumas pistas. Abaixo reproduzo as 8 maiores doações da vitoriosa campanha da “Manu” para deputada federal pelo PcdoB. Eis as doações acima de R$ 10.000,00.

Total Doações : R$ 359.758,67

Nome

Valor

1

CIA SIDERÚRGICA NACIONAL

R$ 50,000.00

2

Comitê Financeiro Único PC do B-RS

R$ 33,000.00

3

Comitê Financeiro Único PC do B-RS

R$ 15,000.00

4

BRASKEM SA

R$ 10,000.00

5

CIA ZAFFARI COM INDUSTRIA

R$ 10,000.00

6

ANTÔNIO CARBONARI NETTO

R$ 10,000.00

7

WALTER OLIVEIRA

R$ 10,000.00

8

MANUELA PINTO D'AVILA

R$ 10,000.00

Total dos doadores acima R$10.000,00

R$ 148,000.00



Em primeiríssimo lugar , a CSN doou 50 K para a campanha. O quê a CSN teria a ganhar financiando uma candidata anti-capitalista, com propostas velhas e bolorentas como ela?

Para quem não sabe a CSN é “empresa de capital aberto, com ações negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo e de Nova Iorque (NYSE), a CSN é um dos maiores e mais competitivos complexos siderúrgicos integrados da América Latina. Com capacidade de produção anual de 5,8 milhões de toneladas e cerca de oito mil empregados, a CSN concentra suas atividades em siderurgia, mineração e infra-estrutura. Oferece uma das mais completas linhas de aços planos do continente, de alto valor agregado.”

Qual seria o interesse da CSN na Manu?

Seria a candidata na verdade uma representante dos interesses da CSN na câmara federal?

O que uma empresa de perfil capitalista e global teria a ganhar financiando candidatos de partidos que, em última análise, pregam a tomada do poder em conjunto com o PT para instituição do “Socialismo Petista” sob as bênçãos de Fidel, Chávez no Foro de São Paulo?

Mas tem mais.

Outra companhia peso pesado no setor petrolífero , a Braskem, também contribuiu para a nossa Barbie.

Além da Cia Zaffari de supermercados, habitual doadora para candidatos petistas à prefeitura de Porto Alegre

Não há apelido mais certeiro para a Manuela. A propaganda a vende como jovem e rebelde. Nada mais falso, o “grande capital” ajudou na maior parte dos recursos de sua campanha.

E quais serão os resultados? Manu vai comprometer-se com o livre mercado, com o empreendedorismo? Não. Ela vai continuar sua cantilena socialista em busca da “superação da 'opressão' do capitalismo”.

Como Lênin já disse uma vez sobre os capitalistas : ““O capitalismo nos fornecerá a corda com que o enforcaremos.” No caso da Manuela, nada mais certeiro.

Eu me pergunto o que passa na cabeça dos dirigentes destas empresas, para financiar estúpidas decisões eleitorais. Os comunistas enchem a burra de doações enquanto candidatos comprometidos com o mercado, com o desenvolvimento são deixados morrendo à míngua.

No Brasil até passeata gay tem mais financiamentos privados do que qualquer atitude comprometida com a geração de riqueza, empregos ou o desenvolvimento do país.

É claro, vão dizer que os empresários buscam proteção e influência sobre determinado candidato. E ganham na loteria se o seu escolhido acabar por ganhar eleições e o poder. Conta-se que os Bildenbergs tiraram na loteria quando convidaram o obscuro governador do Arkansas, Bill Clinton em um de seus ultra-secretos encontros no início de 1992. Em novembro ele era eleito (quase milagrosamente) o novo presidente dos Estados Unidos.

Imaginar que algum capitalista poderá ter influência sobre um candidato de um partido comunista é como fazer um pacto com o Diabo. Pior, pois o Diabo costuma cumprir a sua parte..

Será que tudo isso então é por causa da “beleza” da candidata? Se for isso, é bom avisar aos incautos que esta Barbie pode ser perigosa. Mortalmente perigosa. Já dizia o velho ditado “ por fora, bela viola...”.



sábado, agosto 25, 2007

"A batalha da FIERGS"

Repasso mensagem recebida por e-mail sobre os acontecimentos de hoje, 24 de agosto, em frente à FIERGS (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) em Porto Alegre, RS onde o presidente Lula se econtrava.

Olhem só o que está acontecendo. Depois das manifestações pacíficas do Fora Lula e Cansei, a turma democrática do PT mostra a sua sanha totalitária com a complacência da PM (parece que proteger passeata do MST e "movimentos populares" é o seu único e exclusivo dever, não o de proteger cidadãos).

Repassem!!

LA

----- Original Message -----  
O horror.O horror. O  horror  





O clima era de guerra. Embora  não fossemos  suficientemente ingênuos, a ponto de acharmos que seríamos bem recebidos, uma  série de  grupos e de demais cidadãos  se  reuniram na frente a FIERGS. Conclamados por uma troca   incessante de e-mails a fim de, aproveitando a visita do presidente,    protestar contra a imoralidade   desse governo.  Não havia uma só bandeira  de partido, era de fato uma reunião de muitos que   queriam  gritar um pouco e extravasar a  indignação  que está trancada nos  "corações  e mentes".



Mas fomos ingênuos suficientes para menosprezar  a  sanha totalitária e fascistóide da gestapo petista, supondo que a Brigada  Militar ou mesmo a FIERGS nos reservaria um espaço para a  manifestação.



Éramos inicialmente cerca de vinte pessoas,  mulheres e  senhoras na sua maioria, reunidos em torno do carro de som que havia sido  providenciado por um dos grupos. Imediatamente fomos cercados por leões-de-  chácara  do sindicato dos metalúrgicos, estudantes da UFRGS e  outros  enrolados na bandeira  do PT, que   iniciaram uma intimidação covarde e agressiva. Avançando  sobre nós  e arrancando os materiais que portávamos.  



Um empurra-empura entre jovens e raivosos contra corajosas mulheres de  aparente fragilidade.  Nisso começaram apedrejar o nosso carro  de som, quebrando uma das janelas e cobrindo-lhe de adesivos com a estrela do  PT.



O empresário do  carro de som , a fim de evitar maiores  danos ao seu patrimônio e mesmo  temendo por sua integridade,  fez por bem  abandonar o locar. E o nosso grupo, agora  desfalcado por alguns que  já não mais suportavam as  agressões,  foi se posicionar a cerca de 500 metros, em um   espaço vazio  próximo ao portão de serviço  da FIERGS.



Não obstante, fomos seguidos e hostilizados  de maneira  acintosa e agressiva pelos petistas.

Os insistentes pedidos  à Brigada Militar para que  isolasse e garantisse um espaço para nós  se mostraram  inúteis. "Eles estão sobre via publica e não podemos fazer nada." Justificou um  tenente que  parecia  estar   no comando das operações.

      

Os repórteres que cobriam o lado de fora da FIERGS se mostravam  solidários e escandalizados  com a displicência com que a  Policia Militar agia ante as cenas covardes . Nos deixaram   jogados às feras.



O furor totalitário então se exacerbou. Fomos intimidados,  empurrados  jogados contra a pista  sob os  olhares  complacentes da PM. Confesso que tive que   buscar dentro de mim toda a tranqüilidade que me restava  para  não reagir violentamente  contra os  empurrões  e as "mão na cara" que sofremos dos  petralhas.



Cercados e escorraçados , nos refugiamos no outro lado da pista. De nada  adiantou. A turba voltou a nos acuar, num show  de intimidação  e arrogância. O clima estava ficando carregadíssimo, quando fomos orientados  pela Brigada Militar a deixar o local, alertados que não poderiam garantir nossa  segurança. "Há uma série de ocorrências hoje  na cidade e  nosso efetivo aqui é pequeno" Isso depois que   vários   sofreram agressões das mais diversas formas,   escoriações e luxações.  Fomos escoltados   até um posto de gasolina onde estavam nossos carros   e, "por segurança", pediram para que tirássemos qualquer    identificação e adesivos "hostis"  .



As bravas senhoras restantes, assim como eu e  nosso  pessoal   então escapamos,   enxotados como cães  pestilentos. Ao melodioso som  de  "fora dondoca ! Conheço a tua raça."  



Nos telejornais da noite,  a despeito  do que viram e sentiram os repórteres, a versão era que houve "conflito entre               'familiares do acidente da TAM'  e   apoiadores do Presidente Lula"  

Mentira ! Ninguém estava ali como enlutado da TAM   (como se deles toda exacerbação fosse   compreensível). Todos estavam lá  para vaiar  Lula.



Resultado : meia dúzia de escoriações, cartazes e faixas "confiscadas",  carros apedrejados, uma bolsa arrancada, muitos empurrões, muita mão-na-cara,  xingamentos, cusparadas e uma baita sensação de que algo muito rim está  acontecendo com a democracia. 

quarta-feira, agosto 22, 2007

Roy Orbison em Cover de Chris Isaak

Pausa para música: A melhor cover de "Only the Lonely", por Chris Isaak.
No Brasil Isaak é conhecido só e unicamente por "Wicked Game" mas esta cover é perfeita! Talvez até melhor do que o original.
Saiu no CD "Baja Sessions" de 1997, um CD que é um dos meus "best of".

terça-feira, agosto 21, 2007

Sobre a Petição Contra o Olavo

Em recente polêmica com Olavo de Carvalho, JOÃO QUARTIM DE MORAES, ao invés de responder à acusação direta de Olavo (sobre sua culpa na morte do Capitão Chandler num daqueles tribunais revolucionários muito comuns aos nossos "defensores da democracia"), recorreu (ele ou alguns de seus aliados) ao recurso ridículo de criar uma petição "em solidariedade".

Olavo, um pensador solitário, nesta emulação de "perigoso" direitista aparece como uma ameaça ao processo "democrático" enquanto as dezenas de nulidades que assinaram a petição são "defensores" da democracia. Como se convidar a turma de amigos para bater num desafeto fosse sinal de compromisso com democracia. Ou de sinceridade.

Quanto ao fato em si, é claro que Quartim já foi julgado como culpado. E só foi liberado por causa da Anistia.  Outros revolucionários também, se não foram os executores, foram coniventes com o processo "democrático" de assassinar uma pessoa pela sua nacionalidade. Tribunais revolucionários são feitos para isso. Quem pensava em não concordar com tal atitude, representava em risco à sua própria vida. Os tais "justiçamentos" não recaíam somente aos inimigos reais ou aparentes do lado externo. Também colegas de revolução que não o bastante "convictos" ou com alguma réstia de dúvidas quanto ao processo, também viravam alvo de tais procedimentos, como muito bem demonstrado no livro do Coronel Ustra " A Verdade Sufocada".

Eu fico do lado do Olavo, pois apesar dos palavrões (aliás, muitos bem merecidos), nunca falou mentiras. O que não é o caso da "gloriosa" esquerda...

O número de assinaturas do "manifesto" é atualmente de 636. Era de 200 até ontem. Os 400 e tantos desde ontem são pessoas contra a petição. Uma delas é o próprio Olavo que se entitula

Olavo de Carvalho ("Apaniguado da ditadura, agente da CIA e do Mossad, presidente da Internacional Fascista e, nas horas vagas, perseguidor político do João Quartim")-  "Vendo que o Quartim não tem colhões nem mesmo para usar do direito de resposta que a lei lhe assegura, e observando que em vez de discutir de homem para homem o rapaz precisa de muita ajuda corporativa para se defender da minha falta de argumentos, resolvi eu mesmo lhe dar uma forcinha e assinar esta porcaria. Maiores esclarecimentos em www.blogtalkradio/olavo. Só protesto contra o signatário que diz que me alardeio sociólogo. Jamais digo palavrões contra mim mesmo."

Outra resposta foi dada no  True Outspeak de ontem.

Para mais detalhes, leiam a "ficha" policial de Quartim na página do Ternuma.com.br

" JOAO CARLOS KFOURI QUARTIM DE MORAIS ("MANOEL", "MANÉ", "MANECO") - Formado em Direito e em Filosofia pela USP, foi militante da Política Operária (POLOP)
. Em 1968, após regressar depois de dois anos de estudos na França, foi um dos fundadores da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), onde chegou a participar de algumas ações armadas.
- Em Set 68, integrou o "Tribunal Revolucionário" que condenou à morte o Cap Chandler, "justiçado" em 12 Out 68 (ver "Justiçamento, O assassinato do Cap Chandler") , (ver "A Grande Farsa").
- Em Dez 68, por divergências políticas, foi expulso da VPR. Quatro meses depois, com nome falso, fugiu para o Uruguai.
- Em Out 70, foi para Paris, onde viveu dez anos, mas também passou pela Inglaterra, Itália, Iugoslavia e Chile.
- Em Fev 70, no Chile, foi um dos fundadores da revista "Debate", posteriormente também editada na Europa e que defendia, basicamente, a constituição de uma "plataforma para a união dos comunistas brasileiros".
- Com a anistia de 1979, regressou ao Brasil, onde passou a atuar na ABI/SP e foi contratado para ser professor da UNICAMP. Em 1983, foi nomeado Secretário de Imprensa do governo de São Paulo, pelo governador Franco Montoro.
- Atualmente, é professor titular do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP."

Leiam mais sobre o Justiçamento do Capitão Chandler.

segunda-feira, agosto 20, 2007

O PT Continua o Mesmo.. Nenhuma Surpresa.

Cristina Fontenelle repassa um vídeo que mostra a cara - a de sempre - do PT.
Esqueçam a "Carta ao Povo Brasileiro" de 2002. Era apenas um embuste.
O vídeo em questão mostra a agenda do PT. A real, não a "pragmática".
As lutas são as mesmas, as palavras de ordem são as mesmas. "Socialismo Petista" é a palvra chave.
E quanto mais diz rejeitar o "socialismo real" mais lança mão dos chavões mais batidos das "lutas". O objetivo final é, reconhecendo que a realidade é diferente de seus sonhos, mudar a realidade. O discurso de "mudança da sociedade" é tão claro que não pode haver dúvidas que se trata do velho socialismo, só que com paletó e gravata.
Será que ainda assim vão dizer que o PT "mudou"?
Aqui está. Ainda deixa claro que o "Foro de São Paulo" veio para ficar. Chegam a mostrar Fidel Castro quando falam em "vitória eleitoral dos progressistas" na América Latina.
Fétido. Velho e totalitário. Ou seja, o mesmo PT de sempre.

A única mudança é o número "3" vinculado à velha estrela. O que será?

Obras do Mário Ferreira dos Santos!!

Recebi do meu amigo Dartagnan Zanela a seguinte mensagem.

Acabei de linkar na BIBLIOTECA de meu site as seguintes obras do Mário Ferreira dos Santos que eu encontrei na web:

SANTOS, Mário Ferreira dos. Tratado de economia - tomo I

SANTOS, Mário Ferreira dos. Tratado de economia - tomo II

SANTOS, Mário Ferreira dos. Filosofia e História da Cultura - tomo I

SANTOS, Mário Ferreira dos. Filosofia e História da Cultura - tomo II

SANTOS, Mário Ferreira dos. Filosofia e História da Cultura - tomo III

SANTOS, Mário Ferreira dos. Tratado de Simbólica

SANTOS, Mário Ferreira dos. Filosofia da Crise

SANTOS, Mário Ferreira dos. Análise de temas sociais - tomo I

O endereço da página do Dartagnan é http://dartagnanzanela.k6.com.br/. Para ir à Biblioteca, acessar a página inicial e clicar em "Biblioteca", ou acessar o link abaixo diretamente.
http://geocities.yahoo.com.br/opontoarquimedico/biblioteca

Obrigado, Zanela. Grande contribuição.



domingo, agosto 19, 2007

"I Can´t Say" (Eu Cansei)

Repassando o protesto de meu amigo Carlos Reis que também está cansado de falar as mesmas coisas há tempos...

O título parece música antiga do Ozzy Osbourne, mas na verdade, heavy metal está mesmo o Brasil..
Concordo com ele "I Can´t Say" too..

I'm so tired!
Carlos Reis

15/08/2007

 

De repente, eis que as minhas palavras escassearam! O que aconteceu, perguntam os que me conhecem? Ficaste mudo? Sem assunto? Respondo apenas que assunto não me falta – e que é exatamente a repetição do mesmo assunto o que me cansa. Então estou tomado da nova onda do CANSEI!? É provável. Cansei de escrever sempre a mesma ladainha antipetista, anticomunista, anticorrupção, antianticristã, desses últimos governos que nos assolam. Cansei de me antecipar às coisas; coisas que digo há muitos anos sem que ninguém desse bola. De repente, eis-me mudo. E o paradoxal: justo quando o povo começa ir às ruas, protestando, gritando contra esse desgoverno criminoso do socialismo brasileiro, bem na hora em que o povo está cansando.

 

Mas como é difícil parar de escrever. Já estou a 10 minutos escrevendo.... E nada acontece; Lula é o mesmo, isto é, continua em liberdade consentida pela covardia, pelo oportunismo político, empresarial, jornalístico e universitário. Cobrar destes inteligência, raciocínio claro, já é demais – prefiro chamá-los de covardes, maricas, boiolas, filhos da p... que entortaram o país de tal jeito que ele a continuar como está não tem mais jeito. É disso que cansei, não da ignorância de Lula e de sua desonestidade calculada, do seu baixo caráter; cansei mesmo é dos que o adulam, dos governadores fracos e submissos; dos que somente almejam o poder desde que tudo fique como está. Cansei da anuência ao crime, da cumplicidade de tantos que têm poder para não serem assim; cansei da falta de escrúpulos dessa cambada de covardes.

 

Cansei mesmo é de caras como Stephen Kanitz que escreveu na Veja: se o Brasil continuar assim em 20 anos as pessoas não confiarão mais no Congresso! Vinte anos, seu Kanitz?! Há alguém que não esteja rico com essa bandidagem organizada que seja ainda simpático a esse Congresso? Essa é a ótica da imprensa vendida, comprada, alugada, prostituída.

 

Cansei de escrever. Agora aguardo em casa a notícia da queda do vôo do Lula e de sua equipe. Agora aguardo o naufrágio da Universidade vendida, da imprensa comprada. Torço sim, e não tenho medo de dizer, por um colapso econômico desse país. Pela quebra total de sua falsa economia! Isso mesmo! Torço pelo pior, ou por outra, por aquilo que vem antes do pior, a quebra econômica da ditadura socialista que infelicita o país há 15 anos! Somente   um quebra-quebra geral afastará o câncer comunista de Lula e sua quadrilha. Somente o colapso, a fome de verdade -  não o Fome Zero de que a Globo ainda faz propaganda - somente o caos econômico ou a recessão verdadeira tira de nossas costas o carrapato Lula e todas as espécies sub-animais que o cortejam. E não me venham com essa de falta de patriotismo. Lembrem-se: o patriotismo é o último refúgio dos canalhas! Patriotismo fica bem nos discursos do socialista Arthur Virgílio, como hoje ainda pude ouvir, que quer salvar o Brasil de Lula, do seu amigo Guido Mantega, e dele mesmo.

 

Ou o quebra-quebra geral ou o totalitarismo comunista que já pesa sobre a América Latina. Um totalitarismo de ratos, como os ratos argentinos e sua epidemia de malas de dinheiros. Ratos parentes nossos, da mesma cor vermelha. Ou a quebradeira das pernas desses corruptos infelizes ou o fim definitivo do Brasil. Cansei de esperar pelo suicídio de Lula ou a prisão dos seus colaboradores. Cansei de esperar pelo ato de desespero terrorista que mandasse o Lula e sua quadrilha para o espaço. É mais provável esperar pelo colapso econômico dessa República de Bananas chamada Brasil. Não cheguei a rezar por isso, mas os deuses e as bolsas me ouviram!

Cansei.

sábado, agosto 18, 2007

Documentário Sobre Cuba: A Realidade, Afinal..

A RTP de Portugal realizou este documentário sobre Cuba que mostra o lado bom e o lado ruim do país.
Nenhum outro documentário em língua portuguesa poderia ir tão fundo: entrevistaram muitos dos 75 opositores - ora libertos - que foram presos por Fidel em 2003 , no que foi chamado de "Primavera Negra".
Entrevistaram a Guillermo Fariñas em sua luta (greve de fome) pela liberdade de acesso à internet na ilha.
Tanto fizeram que acabaram eles mesmos sendo vítimas da ira persecutória do regime: agentes do governo queriam saber o que eles filmaram, queriam de volta as imagens. Mas não sucederam.
Pior mesmo foi para alguns dissidentes que - tendo os seus telefones eternamente grampeados pelo regime - receberam ameaças de morte por causa destas entrevistas.
Enfim, um conteúdo que nunca seria realizado por alguma televisão brasileira. Lá só sobram a idolatria de um Walter Salles ao Che em filmes como "Diários da Motocicleta".
Link direto da página de Martha Colmenares, indicado por um amigo.
Portugês (europeu) com legendas em espanhol.

Finalmente Revelado: A Oposição Ganhou as Eleições na Venezuela!

Ana Mercedes Díaz, como ela mesma se apresenta "ex-diretora geral de Partidos Políticos e que trabalhou no Conselho Nacional Eleitoral durante 25 anos", criou uma página de internet onde torna pública todos os dados de irregularidades absurdas havidas na "re-eleição" de Hugo Chávez em novembro de 2006.
Quais irregularidades?
  • O aumento de um milhão, trinta e nove mil e cento e vinte três (1.339.123)  eleitores na Venezuela entre janeiro de 2006 e o que foi registrado na infraestrutura do Conselho Nacional Eleitoral, que seria utilizada no dia das eleições.
  • Pessoas que tetiam o mesmo nome , a mesma data de nascimento com duas ou mais cédulas de indentidade com números de série diferentes.
  • O inexplicável fato de que um terço dos municípios do país existiam mais votantes do que habitantes.
  • A quantidade de um milhão, duzentos e setenta mil e novecentos e quarenta (1.270.940) registros eleitorais modificados.
  • Pessoas maiores de 100 anos devidamente inscritas para votar.
  • A alteração de data de nascimento de dezoito mil novecentos e ooitenta e um ( 18.981) que supostamente haviam nascido em 15 de março de 1974.
Tudo isso pode ser encontrado na página criada pela corajosa Ana Díaz, a www.llegoelmomento.com.

Abaixo , o texto inicial ..

Llegó el Momento, escrito por Ana Díaz

.Hugo Chávez no es el presidente de Venezuela y aquí están las pruebas Antes del proceso electoral presidencial  que se llevaría a cabo el 3 de
Diciembre del 2006, muchas fueron las denuncias que se expresaron relacionadas con el Registro Electoral Permanente, tales como:

  •  El incremento de  un millón trescientos treinta y nueve mil ciento veintitrés  ( 1.339.123)  electores   entre Enero del 2006 y lo registrado en la Infraestructura del Consejo Nacional Electoral, ha ser utilizada el día de las elecciones.
  •  Personas que tenían el mismo nombre, la misma fecha de nacimiento con dos o más cédulas de identidad con seriales (números) diferentes.
  •  Lo inexplicable que resulta el hecho que en un tercio de los municipios del país existieran más votantes que habitantes.
  •  La cantidad de un millón doscientos setenta mil novecientos cuarenta 1.270.940  de registros cambiados.
  •  Personas mayores de 100 años debidamente inscritas para votar.
  •  El cambio de fecha de nacimiento de dieciocho mil novecientos ochenta y un votantes ( 18.981) que  supuestamente habían nacido el 15 de Marzo de 1974.

Sin embargo a pesar de los esfuerzos de diferentes personalidades: expertos electorales, organizaciones políticas, sociales, civiles y hasta militares
en situación de retiro; que clamaban por un Registro Electoral confiable, depurado y transparente. Esto fue sencillamente imposible debido a la
parcialidad, sumisión y subordinación de las autoridades del Consejo Nacional Electoral al presidente en ejercicio- candidato Hugo Rafael Chávez
Frías.Ahora bien , en la pagina web www.llegoelmomento.com bajo mi responsabilidad. Yo, Ana Mercedes Díaz, venezolana, cédula de identidad No.
5.564.445, ex-directora general de Partidos Políticos y quien trabajó en el Consejo Nacional Electoral  durante 25 años, hago público la Infraestructura
del Consejo Nacional Electoral, elaborada el 8 de  Noviembre  del 2006 a las 10:50 am, la cual contiene la base de datos utilizada para el proceso
electoral del 3 de Diciembre del 2006, con la que se evidencia de manera indudable, con un instrumento fuente del propio CNE , que todas las denuncias presentadas resultaban ser ciertas.

Esta Base de Datos (elaborada y utilizada por el propio Consejo Nacional Electoral) sirve para elaborar y correr "query" de información que demuestren:
  •   Municipios donde existen más electores que pobladores.
  •   Los cambios de registro de electores de manera fraudulentos.
  •   La existencia de personas con un mismo nombre, una misma fecha de  nacimiento y más de una cedula de identidad, entre otros casos.

Lo más importante es que se podrá determinar las personas extranjeras (terroristas o no ) que fueron dotadas de identificación venezolana para votar y para entrar a otros países  utilizando la nacionalidad venezolana. ¿Cómo? Existe una relación entre la fecha de nacimiento, la edad y el número de cédula, por ejemplo, aquellas personas que nacieron  en los años  60, en general tienen cédulas de identidad en el rango de los 5 millones, lo que permite identificar cualquier excepción a la regla. Esta correlación aplica hasta el año 2000 que fue cuando se eliminó la fiscalía de cedulación y se incorporó la misión identidad.

En esa misma página web usted encontrará toda la denuncia y las pruebas relacionadas a la adquisición de 5.040 máquinas de votación que no fueron auditadas, con las que se pudieron manipular más de tres millones seiscientos mil votos .

Después de acceder a todas estas pruebas, podemos concluir que todo aquel que hable de ir a cualquier tipo de proceso electoral bajo estas premisas, tiene interés de legitimar en el poder a Hugo Rafael Chávez  Frías.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Lula e Cabral atacam 12 jovens após vaias

Dá para levar a sério um presidente e governador que ficam irritadinhos com 12 estudantes?


Parece que, se levarmos digamos algumas centenas de pessoas às ruas, tanto Lula como seus aliados vão pensar que "o céu está caindo" e correram para suas tocas...


Outra coisa é notar como a palavra democracia só funciona em sentido único. Quando oposição, "Fora FHC", "caras pintadas", "Agora, São Outros 500", "destruição do relógio dos 500 anos" em POA, tudo, tudo mesmo era saudado pela esquerda como demonstração democrática e quem criticava como pessoas com "alergia ao contraditório".


Discurso único é isso aí.


Assim a democracria brasileira vai ficando do jeito que o diabo gosta... Seria então uma "demo"-cracia?




Lula e Cabral atacam 12 jovens após vaias


17 de Agosto de 2007 | 08:02


As vaias de doze estudantes com nariz de palhaço foram o bastante para tirar do sério o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio, Sérgio Cabral, durante uma inauguração de obra em Campos dos Goytacazes, na quinta-feira. Os jovens, que furaram o bloqueio montado para permitir a entrada apenas de simpatizantes de Lula e Cabral, foram alvos de provocações e de ironias do presidente e do governador -- esse último, bastante nervoso.


Sérgio Cabral não conseguiu esconder a irritação quando começou a ser vaiado em meio ao seu discurso. "Vocês vão ser vaiados aí, meia dúzia vaiados pela multidão. Vamos dar uma vaia para eles! Uhh, uhh!", pediu o governador do Rio. "Pronto! Agora deixem eu falar, companheiros! Meia dúzia de meninos pequeno-burgueses exercendo o mau humor de quem reclama de barriga cheia. Fica quieto aí. Deixa eu falar, rapaz!" Cabral fez discurso curto, de menos de 3 minutos.


Em meio a novas vaias do grupo de estudantes, alunos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Lula subiu ao palco e também provocou os alunos. "Antes de começar a falar, Sérgio, eu queria dizer: nunca mais fique nervoso com o pessoal que protesta ali. Porque esse pessoal é tão jovem e desprovido de consciência política que vem protestar com nariz de palhaço! Palhaço é coisa alegre. Eles precisam arrumar outra coisa para protestar."


Os alunos reclamaram do bloqueio que impediu a entrada de mensagens contra as autoridades. "O segurança abriu a faixa, leu e disse que não podia entrar por causa do conteúdo. Só entravam aquelas que diziam 'Lula é bonitão'", disse um deles, Frederico Graniço, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. "Cabral gaguejava porque estava prestando atenção na gente. Aí ele perdeu a compostura. A partir do momento em que ele falaram da gente ao microfone, ganhamos."



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Foro de São Paulo Ataca de Novo

Desde que Chávez fez o "test-drive" acabando com a concessão da TV mais popular da Venezuela (RCTV) e saiu-se vitorioso (à golpes de gás lacrimogênio, jatos de água e tiros), abriu-se um novo "leque de possibilidades" interessantes no maior país da Amárica Latina.


Se o "piloto" venezuelano resultou, por que não estendê-lo ao Brasil?


Vai ser como tirar doce de criança. A oposição de lá sempre foi estridente e lutadora. Mas perdeu. Imagine a nossa. Já prevejo um novo movimento, o "I Can´t Say", com uma manifestação monstro de MEIA-HORA de silêncio contra o fim da concessão da Globo, Record, etc..


Olhem o que eles já estão tramando..



Movimento vai fiscalizar concessões de TV


Um grupo de entidades de esquerda está articulando um movimento nacional que buscará a criação de "mecanismos públicos" para fiscalizar a distribuição e a renovação de concessões de canais de TV e rádio.


Manifestações populares estão agendadas para 5 de outubro, quando vencem as cinco concessões da TV Globo (São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte e Recife) e as da Record, Band, TV Gazeta e TV Cultura em São Paulo, entre outras


Já fazem parte do movimento a CUT, a UNE e o MST, além de ONGs atuantes na área de comunicação como o coletivo Intervozes e o FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação).


"A idéia não é fazer caça às bruxas. É mostrar que as concessões não são tratadas como coisa pública e exigir critérios objetivos para a renovação das concessões, como o cumprimento dos princípios constitucionais [a programação deve dar "preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas]", diz Diogo Moyses, do Intervozes.


Segundo Moyses, o movimento fará "avaliação sistêmica das concessões". "Hoje, as concessões são renovadas em bloco [pelo Congresso]. Não há avaliação dos princípios constitucionais. O Ministério das Comunicações apenas checa certidões", afirma. O Intervozes acaba de fazer estudo que mostra que quase todas as FMs de São Paulo estão irregulares.



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quinta-feira, agosto 16, 2007

Portugueses Seqüestrados na Venezuela: 15 em Agosto

Enquanto setores da esquerda mais festiva dão apoio aberto ao Chávez (PCdoB, PSTU, P-SOL, PCO) além de outros (PT, PCB, PSB) que fazem a linha de apoio velado, o "proto-ditador" da Venezuela segue com seus crimes. Saiu na imprensa portuguesa.


Nominalmente os crimes estão sendo executados pelos amigos da FARC na Colômbia, mas como a FARC é coleguinha de Chávez, Lula, Fidel, Kirchner, Morales no Foro de São Paulo, pode-se considerá-los simples capangas, ou braços armados do FSP.




Só em Agosto já foram raptados oito portugueses na Venezuela






Preocupação


Amigos e vizinhos


O comerciante português David Barreto Alcedo, de 37 anos, o filho

David, de 11, e os sobrinhos Alberto Luís (13) e José David (10), foram

raptados por um grupo de desconhecidos no domingo à tarde, quando

regressavam de um passeio pela barragem de Uribante-Caparo. Ao saber do

sequestro, dezenas de amigos e de vizinhos, inclusivamente em Portugal,

têm contactado telefonicamente e visitado pessoalmente os familiares, a

quem tentam demonstrar solidariedade. Entretanto, autoridades policiais

venezuelanas e colombianas passam a pente fino as zonas montanhosas de

Los Andes, a sul do Estado de Táchira, nas proximidades da fronteira

colombo-venezuelana, para dar com o paradeiro dos quatro portugueses e

evitar que sejam levados para a vizinha Colômbia.


Este ano já foram sequestrados 15 portugueses na Venezuela, oito dos quais apenas no mês de Agosto, incluindo os quatro que foram raptados há dois dias. A contabilidade é feita pela imprensa local portuguesa. Contudo, a realidade é superior a todas as estatísticas conhecidas, uma vez que muitas famílias preferem não comunicar o sequestro às autoridades, com medo de represálias. Limitam-se a pagar o resgate.


A família dos quatro portugueses que estão actualmente raptados ainda não deu nenhuma informação sobre o pedido de resgate. Mariano Barreto, de 37 anos, o seu filho David de 11 anos e os dois sobrinhos Alberto Luís e José David Parra Barreto, de 13 e 10 anos, que foram sequestrados no domingo na zona de Táchira, podem estar na mão dos guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) da Colômbia.





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terça-feira, agosto 14, 2007

A Foto do Ano

Posted by Picasa

"Como a Igreja Católica..": Capítulo Grátis!


Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental” é o nome do livro de Thomas E. Woods Jr. (“How Catholic Church Built Western Civilization” ) que trata dos – desconhecidos pela maioria – feitos em diversas áreas (cultura (a criação do conceito de caridade, direito das mulheres) , arquitetura, agricultura, ciência, direito internacional (direito dos índios e outros povos, guerra justa) , economia e muitos outros que moldaram definitivamente a cultura ocidental. Clicando sobre a figura ao lado, podes obter um capítulo da obra entitulado “Como Os Monges Salvaram a Civilização”



segunda-feira, agosto 13, 2007

"Sicko", de Michael Moore, Censurado. Em Cuba!

Blog “El Cafe Cubano” destaca queCensurarán en Cuba documental de Maikel Moore(sic).”

Isso mesmo! Enquanto Moore é aplaudido pela esquerda em seus ataques – quase sempre infundados- ao sistema de saúde americano comparado ao cubano, em Cuba seu “documentário” (merece as aspas pela falta de distanciamento crítico dos seus assuntos) “Sicko” foi censurado. Ou seja, o povo cubano não pode ver esta propaganda dos seus serviços de saúde. Por quê será?

O “Café”, transcrevendo notícia publicada no Cuba, Democracia y Vida pelo Dr. Darsi Ferrer (diretor do Centro de Saúde e Direitos Humanos Juan Bruno Zayas) sobre o documentário do “ aliado” de Fidel, Maikel (sic), “ mesmo que pareça contraditório, a propaganda que permeia o filme para desqualificar o sistema de saúde dos Estados Unidos e destacar as bondades do cubano, resulta subversiva neste país, por sustentar-se com mentiras grosseiras que em nada representam o drama da saúde em Cuba”. Destaca ainda, que o líder máximo do país, Fidel Castro,apelou para um médico espanhol quando o seu estado de saúde agravou-se. Do mesmo modo que Domingo, médico integrante da equipe pessoal de Castro e chefe de docência do Hospital CIMEQ, recorreu a serviços oftalmológicos da Inglaterra.”

A real situação do sistema de saúde cubano é esta: caos. “ a maioria das instituições estão em ruínas, com profundas marcas de deterioração estrutural e péssimas condições”. “ Quando alguém é admitido nos hospitais, deve providenciar desde a alimentação até pijamas, roupa de cama, copos, cobertas, incluindo ocasiões em que se chega ao cúmulo de que os pacientes são obrigados a levar lâmpadas elétricas, materiais de limpeza (paliativo para falta de higiene durante sua estadia), assim como obter “por baixo dos panos” medicamentos, reagentes e outros insumos para seu tratamento”.

É claro que, se tratando da classe dirigente, turistas e militares de alta patente tudo muda de figura. Este público desfruta de excelentes serviços médicos em exclusivas instituições de saúde. Um destes hospitais é o Hospital Almeijeiras, cujos melhores pisos são dedicados a este público. Lá se pode encontrar pessoal médico de excelente qualificação e formação, música ambiente, televisão à cabo, higiene e equipamentos adequados. Tudo o que é negado à população em geral.

Pois foi exatamente o Hospital Almeijeiras o escolhido por Michael Moore para retratar a excelência dos serviços de saúde cubano. E a causa de sua censura na ilha, pois ao cubano médio, saber que existem hospitais de alta qualidade aos quais ele não tem acesso, é mais um motivo de revolta. E parece que o povo cubano está perdendo o medo do regime a cada dia que passa.

O incrível mesmo é notar como os métodos destes novos “cineastas” à esquerda, especialmente aqueles dedicados à denúncia em tom documental, seja Moore, seja um Furtado, tem a mesma base comum na mentira e na mistificação. Sebem que mesmo mentindo descaradamente, ao final estarão servindo à “boa causa” pois o capitalismo, Estados Unidos e Bush são sempre culpados. Nem Agatha Christie usava mais esta fórmula de sempre culpar o mordomo em suas novelas policiais. A criatividade deles se resume em achar novos meios para culpar os culpados de sempre. Os Estados Unidos, de uma só tacada, são o “mordomo” e os “usual suspects” mundiais, usando uma linguagem cinematográfica.

No caso de Moore, “ Sicko” vai além pois une duas bandeiras numa só: a satanização do capitalismo pelos efeitos “ mórbidos” da iniciativa privada quando se fala em “saúde”(“lucro!”, palavra proibida), segundo ele, e a divinização do regime “ igualitário” cubano. Nem os cubanos poderiam engolir esta.

Para terminar: Aqui em Portugal, os efeitos de uma medicina socializada são perversos também. Na edição de sábado, 11 de agosto, foi noticiado pelo “Jornal de Notícias” que mais de “ 41 mil doentes esperam cirurgia há mais de um ano”. O pior é que, como o setor privado é virtualmente inexistente, as pessoas não tem outra coisa a fazer.



quarta-feira, agosto 08, 2007

Não existem homossexuais

Texto improvável mas publicado pelo esquerdista até-os-ossos "Folha de São Paulo".
É claro que o autor não é brasileiro.
João Pereira Coutinho é português, mas poderia ter sido escrito por alguns de nossos conservadores, como Olavo de Carvalho ou Reinaldo Azevedo.

Veja o blog do autor.
http://www.jpcoutinho.com/


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0808200710.htm


São Paulo, quarta-feira, 08 de agosto de 2007



      
JOÃO PEREIRA COUTINHO

Não existem homossexuais
Acreditar que um adjetivo se converte em substantivo é uma forma de
moralismo pela via errada
NÃO CONHEÇO homossexuais. Nem um para mostrar. Amigos meus dizem que
existem. Outros dizem que são. Eu coço a cabeça e investigo: dois olhos,
duas mãos, duas pernas. Um ser humano como outro qualquer. Mas eles recusam
pertencer ao único gênero que interessa, o humano. E falam do "homossexual"
como algumas crianças falam de fadas ou duendes. Mas os homossexuais
existem?
A desconfiança deve ser atribuída a um insuspeito na matéria. Falo de Gore
Vidal, que roubou o conceito a outro, Tennessee Williams: "homossexual" é
adjetivo, não substantivo. Concordo, subscrevo. Não existe o "homossexual".
Existem atos homossexuais. E atos heterossexuais. Eu próprio, confesso, sou
culpado de praticar os segundos (menos do que gostaria, é certo). E parte da
humanidade pratica os primeiros. Mas acreditar que um adjetivo se converte
em substantivo é uma forma de moralismo pela via errada. É elevar o sexo a
condição identitária. Sou como ser humano o que faço na minha cama.
Aberrante, não?
Uns anos atrás, aliás, comprei brigas feias na imprensa portuguesa por
afirmar o óbvio: ter orgulho da sexualidade é como ter orgulho da cor da
pele. Ilógico. Se a orientação sexual é um fato tão natural como a
pigmentação dermatológica, não há nada de que ter orgulho. Podemos sentir
orgulho da carreira que fomos construindo: do livro que escrevemos, da
música que compusemos. O orgulho pressupõe mérito. E o mérito pressupõe
escolha. Na sexualidade, não há escolha.
Infelizmente, o mundo não concorda. Os homossexuais existem e, mais, existe
uma forma de vida gay com sua literatura, sua arte. Seu cinema. O Festival
de Veneza, por exemplo, pretende instituir um Leão Queer para o melhor filme
gay em concurso. Não é caso único. Berlim já tem um prêmio semelhante há
duas décadas. É o Teddy Award.
Estranho. Olhando para a história da arte ocidental, é possível divisar
obras que versaram sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo. A arte
greco-latina surge dominada por essa pulsão homoerótica. Mas só um
analfabeto fala em "arte grega gay" ou "arte romana gay". E desconfio que o
imperador Adriano se sentiria abismado se as estátuas de Antínoo, que mandou
espalhar por Roma, fossem classificadas como exemplares de "estatuária gay".
A arte não tem gênero. Tem talento ou falta de.
E, já agora, tem bom senso ou falta de. Definir uma obra de arte pela
orientação sexual dos personagens retratados não é apenas um caso de
filistinismo cultural. É encerrar um quadro, um livro ou um filme no gueto
ideológico das patrulhas. Exatamente como acontece com as próprias
patrulhas, que transformam um fato natural em programa de exclusão. De
auto-exclusão.
Eu, se fosse "homossexual", sentiria certa ofensa se reduzissem a minha
personalidade à inclinação (simbólica) do meu pênis. Mas eu prometo
perguntar a um "homossexual" verdadeiro o que ele pensa sobre o assunto,
caso eu consiga encontrar um no planeta Terra.

Alerta: Vídeo Editorial de Olavo no FDR

Nem só de manifestações vive o homem.
Neste vídeo extremamente educativo, Olavo de Carvalho explica as causas da vitória de Lula no Brasil, seus apoiadores explícitos e até impensados (FHC) e os perigos de aderir a um "Fora Lula" e somente Lula, como se tirar o Lula fosse a única coisa a fazer. Não é. Como já escrevi, acho que as manifestações espontâneas contra o governo um bom início, mas não se pode abandonar o estudo sério da estratégia revolucionária, pois caimos no risco de trocar um Kerensky por um Lenin achando que o último seria o remédio para o primeiro.
Imperdível. Graças à maravilhosa iniciativa do "Farol da Democracia Representativa"

Vídeos: Manifestações Fora Lula (enfim um bom uso para o Orkut!)

Os brasileiros dominam o orkut. A maior parte do conteúdo brasileiro no orkut é totalmente dispensável. Mas há espaço para coisas positivas, principalmente para agregar os descontentes com o governo mas que não tinha "voz" nem apoio na mídia oficial ( a mesma que incensou Lula até as raias do absurdo em 2002 (Até coluna de jornal Lula "escrevia" - isso seria caso para um processo de falsidade ideológica! Quem escrevia aquelas colunas hein?). Mas este pessoal conseguiu organizar-se e furar o monopólio da esquerda nas manifestações de rua.

Não ligue para o locutor que diz que a "previsão era de muito mais participantes". Isso é o de menos. Na primeira manifestação das "Diretas Já" em 1983 o número de pessoas foi mínimo. Em 15 de junho de 1983, por exemplo, a manifestação do "Diretas Já" teve um público de 5 mil pessoas.

O "Fora Lula" nasceu com 10.000 em São Paulo.

O que os grandes jornais esperavam? Que haveria ônibus na porta do sindicato para levar os "mainfestantes" com distribuição de camisetas, cartazes e cachorro-quente para todos? Oras, foi uma manifestação espontânea e não o set de filmagens de um " Ilha das Flores" do Furtado, por exemplo - que pagou lanche para as pessoas fingirem que disputavam comida estragada com o porcos para satanizar o "capitalismo".
Isso é o mundo real e não o "outro mundo possível" de ongs milionárias.
Aqui a coleção dos vídeos...