sexta-feira, abril 27, 2007

VINTE CONSIDERAÇÕES SOBRE UMA DOENÇA DA ALMA (o anti-semitismo)

Este texto, que saiu no O insurgente é muito bom.

Transcrevo na íntegra.


VINTE CONSIDERAÇÕES SOBRE UMA DOENÇA DA ALMA


25 de Abril de 2007 às 2:17 pm por patricialanca


O anti-semitismo como defeito moral e intelectual


1. O anti-semitismo, como qualquer outra obsessão xenófoba é uma doença da alma, porque corrói e subverte os nossos sentimentos de solidariedade humana.


2. O anti-semitismo, porém, é a pior dessas doenças porque é a mais antiga e a que mais estragos e sofrimento têm causado tanto às vítimas como aos perseguidores.


3. O preconceito contra os judeus tem a sua origem no ódio persistente da sociedade pré-industrial ao capitalismo.


4. Os judeus, tendo sido expulsos da sua terra pelos romanos como castigo pela sua revolta contra o império, espalharam-se por todo o mundo conhecido e sobreviveram através do comércio.


5. Sendo um povo em que todos eram alfabetizados, foram muito bem sucedidos nos negócios.


6. Sendo um povo monoteísta e com as suas sagradas escrituras tinham um cimento poderoso para conservar a sua identidade e as ligações entre as suas comunidades.


7. Os camponeses de maneira geral odeiam e invejam os mercadores e os intrusos.


8. Os nobres improdutivos e dedicados à caça e à guerra sempre procuraram empréstimos onde havia dinheiro, quer dizer entre os judeus.


9. O devedor de maneira geral não gosta do credor.


10. A melhor maneira de liquidar as dívidas era de incitar os camponeses (que também tinha as suas próprias dividas) a pilhar os bens dos judeus e correr com eles. Daí a frequência dos pogroms.


11. Foi o próprio Marx quem disse que os judeus sentiram no capitalismo como peixes na água.


12. Foi o florescimento do capitalismo que trouxe a emancipação dos judeus.


13. O saudosismo dos tempos medievais pré-capitalistas anda muitas vezes em paralelo com o anti-semitismo.


14. A expulsão dos judeus da península ibérica foi uma das principais causas da decadência das outrora grandes potências: foi a expulsão da sua classe média. Quem veio a beneficiar foram os países baixos e a Inglaterra.


15. As contribuições materiais, morais, culturais e científicas dos judeus para o progresso de humanidade, proporcionalmente ao seu número excedem de longe as contribuições de qualquer outro povo.


16. A doença do anti-semitismo, quando encontrada em gente culta tem geralmente a sua origem no sentimento de inveja e a consciência de mediocridade. São estes impulsos atávicos que explicam o histerismo antijudaico dos islamistas.


17. A expressão anti-anti-semitismo é um nonsense. O que existe é a aversão ao anti-semitismo, uma posição perfeitamente fundamentada e partilhada por todas as pessoas sensatas. O que não quer dizer que seja desejável que essa aversão fosse traduzida em legislação. Não se pode legislar sobre os preconceitos ou a imbecilidade.


18. Em toda a parte os judeus são os melhores imigrantes, com a mais baixa taxa de criminalidade e das mais altas de produtividade.


19. Israel é uma pequena ilha ocidental e de progresso num oceano medieval.


20. O dever de todas as pessoas de bem é de defender Israel e o seu povo.


Source: oinsurgente.org

quarta-feira, abril 25, 2007

Artigo no Diego Casagrande..

Meu artigo, vejam só, foi publicado no site do jornalista gaúcho Diego Casagrande.



O "NOVO" ESTADO LAICO = O VELHO TOTALITARISMO

Source: diegocasagrande.com.br

Fidel e os seus animaizinhos de estimação

Comparem isso:



Expectativa de vida dos animais

"Animais em cativeiro ficam à salvo de secas, enchentes e predadores; eles são alimentados regularmente; se são feridos ou expostos à doenças, recebem cuidados médicos. Esta atenção os ajudam a viver mais e com saúde. Contudo, animais selvagens não tem estas vantagens. Eles vivem somente enquanto têm capacidade de se defenderem e encontrar comida"



Com isso (Discurso proferido pelo Presidente da República de Cuba, Fidel Castro Ruz, em 19 de setembro de 2005 ):

Cuba, país tropical, de clima caloroso e úmido, mais propício a vírus, bactérias e fungos, mistura de etnias sua população, submetida a um bloqueio cruel e a uma guerra econômica durante quase meio século, mostra, apesar de tudo, um índice de mortalidade infantil menor de 6 em cada mil nacidos vivos em seu primeiro ano de vida, abaixo do Canadá por uma estreita margem, e caminha para chegar a menos de 5 e, talvez menos de 4 em um futuro não longínquo, para ocupar o primeiro lugar do continente. Ao mesmo tempo, demorará metade do tempo que empregou a Suécia e o Japão para elevar de 70 para 80 anos sua expectativa de vida, que hoje chega aos 77,5 anos. Os seus serviços médicos têm elevado essa expectativa em quase 18 anos a partir de, aproximadamente 60 anos, quando do triunfo da Revolução, em primeiro de Janeiro de 1959.




Pequeno resumo:



Expectativa na América Latina:




  • De 1950-1955 a expectativa era de 52 anos de vida, Cuba tinha um índice de 58,8 anos de vida (6,8 anos além da média da América Latina)
  • Atualmente a expectativa de vida é de 70,1 anos de vida.


Expectativa em Cuba:

  • De 1950-1955 a expectativa era de 58,8 anos.
  • Atualmente a expectativa de vida é de 77,5 anos


Comparando.

  • Antes da revolução: Cuba tinha 6,8 anos além da média da América Latina.
  • Depois de quase 50 anos de vida : 7,4 anos além da média da América Latina.


Ou seja , as 73.000 vidas tiradas pela ditadura de Fidel serviram para levar a população de Cuba viver 0,6 anos a mais comparado com a média da América Latina em relação ao que já possuia em 1959. Um feito brilhante! Talvez ele tivesse feito uma melhoria genética em Cuba, tirando de sua população todos os fracos e não aptos. Resultou em um processo de "evolução" notável. Os Cubanos agora podem tolerar situações terríveis como estas. Vejam aqui as fotos que mostram como as pessoas idosas são tratadas em Cuba.











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Ao 25 de Abril

Como imigrante não tenho muito o que dizer, objectivamente, sobre esta data tão importante para Portugal. Posso simplesmente dizer das minhas impressões sobre o assunto. E minhas impressões notam uma dicotomia, uma "fractura" na opinião pública.

Perguntei a muitos jovens sobre o que era a data de 24 de abril. A maior parte disse que era o dia da "independência" de Portugal ("independência?" Ué, não sabia que Portugal tinha sido colónia), ou melhor , "Dia da Liberdade". Depois eu li que em 25 de abril de 1974 o regime Salazarista (pois Salazar, ele mesmo, não estava mais no poder) foi derrubado por um golpe de estado. O maior motivo? Parece que foi mesmo a guerra nas colónias, especialmente em Angola.


Leio os jornais. Todos celebram a data e reclamam que os jovens não lhe dão valor. Sei que os jornais daqui sofrem da mesma síndrome esquerdista do Brasil, portanto não são uma fonte fidedigna para entender. Podem explicar a metade da história não o todo. O outro lado, parece que foi muito ouvido na recente eleição do "Maior Português de Sempre" em que o ditador Salazar foi eleito por grande maioria, em votação popular.


Qual foi o verdadeiro Salazar? O dos jornais, que criou a polícia política (PIDE) , que manteve a ferro e fogo as colónias na África quando todos os países europeus se retiravam dali? Que proibia Coca-Cola?
Ou o economista que soube conduzir a nação à um período de crescimento e prosperidade? Para os jornais, a primeira figura é a mais citada.; Para os jovens, a segunda. Parece que o tema económico é o mais importante no momento. Que momento? A revista "The Economist" acaba de citar Portugal como o novo "doente da Europa" .


Para um brasileiro, como eu, ver esta dicotomia, esta diferença de opiniões é algo bastante positivo pelo fato de haver. No Brasil, por exemplo, sobre os vinte anos de ditadura, para os jovens só se ouvirá a mesmíssima opinião da media: "porões da ditadura", "anos de chumbo", "tortura" e nenhuma discordância. Discordar é preciso.


Portugal, pelo que sinto, está num momento de decisão e isto é evidente pela opinião pública. Espero poder acompanhar isto de perto. Parabéns Portugal!

terça-feira, abril 24, 2007

Cem Anos de Eugenia

Há cem anos, as ondas de choque criadas por Darwin e sua obra "Origin of the species" chegava ao seu clímax: a primeira lei de esterilização em massa era aprovada, sob os auspícios da "coqueluche do momento", o Darwinismo Social. Aqui uma tradução do professor Enézio Almeida no seu blog "Desafiando a Nomenklatura Científica".


O WorldNetDaily deu a notícia de um aniversário de um outro grande debate bioético que passou. Há apenas um século atrás, a eugenia ― a tentativa de melhorar a raça humana através de melhor “cruzamento” ― era a coqueluche no mundo científico. E esta primavera marca o centenário da primeira lei mundial de esterilização forçada.

Embora os darwinistas modernos possam sobressaltarem-se, a eugenia inspirou-se claramente na teoria de Darwin. Naquele tempo, Francis Galton (primo de Darwin), levou a teoria da evolução seriamente, argumentando persuasivelmente que os hospitais, instituições mentais e de serviço social todos violavam a lei da seleção natural. Essas instituições preservam o fraco à custa do pool genéticol. Na natureza, tais pessoas morerriam naturalmente, desse modo mantendo a raça humana forte. Como o próprio Darwin declarou no seu livro “The Descent of Man” [A Linhagem do Homem] “Ninguém que já assistiu ao cruzamento de animais domésticos duvidará de que isso tem sido altamente prejudicial à raça do homem... Dificilmente alguém seja tão ignorante a ponto de permitir que cruzem os seus piores animais.”


+++++


E ainda têm a cara de pau [oops o despautério é mais chique] de dizer que Darwin não foi um ‘darwinista social’, que não apoiava a eugenia nesses termos, e otras cositas mais. Contem outra, que este degas aqui é “mais liso” do que Darwin.


Source: pos-darwinista.blogspot.com

Bill O´Reilly entrevista Richard Dawkins / Cristã entrevista Dawkins

O famoso apresentador da Fox News "entrevista" o não menos famoso "ateu" (como apresentado ao público) Richard Dawkins. Uma bela oportunidade perdida. O´Reilly não foi muito feliz neste entrevista. Sua melhor tirada foi "A minha fé (católica) explica de onde viemos. A sua explica?"
Dawkins : "Ainda não até o momento"
O´Reilly: "Então quando a tiver, voltamos a conversar"

Mas Dawkins se saiu melhor até por não ter tido oportunidade de falar. A legenda "atheist" colocada para anunciá-lo foi meio "mão pesada".

Melhor mesmo é o segundo vídeo, que mostra Dawkins sem resposta para uma simples pergunta: "O senhor pode me dar um exemplo de uma mutação qualquer que tenha aumentado o nível de informação do genoma?" A cara de Dawkins é impagável.

O`Reilly e Dawkins


Cristã e Dawkins


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domingo, abril 22, 2007

Mais sobre "Mais Armas, Menos Crimes"

Aqui um trecho do texto de Mark Steyn para o Sun-Times

Virginia Tech Was a Gun Free Zone, Oh Yeah | The News is NowPublic.com
"Virginia Tech, remember, was a "gun-free zone," formally and proudly designated as such by the college administration. Yet the killer kept his guns and ammo on the campus. It was a "gun-free zone" except for those belonging to the guy who wanted to kill everybody. Had the Second Amendment not been in effect repealed by VT, someone might have been able to do as two students did five years ago at the Appalachian Law School: When a would-be mass murderer showed up, they rushed for their vehicles, grabbed their guns and pinned him down until the cops arrived."


Traduzindo: "Virginia Tech, lembrem-se era uma "zona livre de armas",e formal e orgulhosamene designada assim pela administração da universidade. Ainda assim o assassino manteve suas armas e munição no campis. Era uma "zona livre de armas" mas só para aquelas que pertenciam ao cara que queria matar a todos. Não tivesse a segunda emenda repelida pela Virginia Tech, alguñem poderia fazer como dois estudantes fizeram há cinco anos na Appalcahian Law School: Quando um suposto assassino apareceu, eles correram para seus veículos, pegaram as suas armas e prenderam-no até que os policiais chegassem"

Não é terrível o grau de violência que o pacifismo orgulhoso acaba criando?
E botam a culpa nas armas!!


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Massacre na Virgínia: Mais armas. menos mortes

Desde que há uma semana Cho Seung-Hui matou 33 pessoas no pior massacre em uma escola americana, as opiniões gerais culpam os Estados Unidos:


* Pela sua "cultura violenta" (Como se o Brasil tivesse uma cultura "da paz"..)
* Por seu "capitalismo selvagem" (sim, o capitalismo "domesticado" na Europa só produz coisas boas, como desemprego, welfare state e alienação da juventude)
* Pela liberdade de se comprar armas


Os dois primeiros tópicos são irrelevantes, pois não tem nenhum vínculo com a realidade. São simplesmente achismos de pessoas que vêem tudo pela ótica ideológica. Uma tal de Sandra Dias- psicóloga da PUC, declarou ao Jornal Hoje que o coreano tinha até cometido um "ato heróico".

Mas voltando ao tema 3: liberdade de comprar e carregar armas.

Tenho notado que mesmo liberais acabam usando o discurso de que as armas (comércio e uso) deveriam ser banidas da vida pública para que acontecimentos como esse não se repetissem. Argumentos de que Cho Seung-Hui teria comprado a arma no mercado negro, de qualquer maneira, já que estava determinado a matar, se confrontam com suposições de que "talvez" a esta dificuldade pudesse resultar em um número menor de vítimas. E assim, de parte à parte o debate segue cirular.


Por acaso, via um link do blog "O direitista" um link para um texto interessante. Ann Coulter, citava um estudo feito pelos economistas John Lott and Bill Landes que, "estudando TODOS os incidentes envolvendo atiradores nos Estados Unidos de 1977 a 1999, concluíram que leis liberando o uso de armas eram as únicas leis que poderiam ter efeito na diminuição destas ocorrências. Estados americanos que liberam o porte de armas reduziram casos de massacres do tipo em 60 por cento e os mortos e feridos por estes ataques em aproximadamente 80 por cento". Permito-me reproduzir aqui suas conclusões,


CONCLUSION


The results of this paper support the hypothesis that concealed handgun or shall issue laws reduce the number of multiple victim public shootings. Attackers are deterred and the number of people injured or killed per attack is also reduced, thus for the first time providing evidence that the harm from crimes that still occur can be mitigated. The much greater level of deterrence for multiple victim public shootings than for other crimes like murder is consistent with the notion that a higher probability of citizens being able to defend themselves should produce a greater level of deterrence. The results are robust with respect to different specifications of the dependent variable, different specifications of the handgun law variable, and the inclusion of additional law variables (e.g., mandatory waiting periods, and enhanced penalties for using a gun in the commission of a crime).


Not only does the passage of a shall issue law have a significant impact on multiple shootings but it is the only law related variable that appears to have a significant impact. Other law enforcement efforts from the arrest rate for murder to the death penalty to waiting periods and background checks are not systematically related to multiple shootings. A particularly surprising result is how the death penalty is so important in deterring murders generally, but has no significant impact on multiple victim public shootings. Finally, the data provides little evidence of either a substitution from shootings to bombings or of "copycat" effects.




Source: tysknews.com



Aqui o texto da Ann Coulter:

Only one policy has ever been shown to deter mass murder: concealed-carry laws. In a comprehensive study of all public, multiple-shooting incidents in America between 1977 and 1999, the inestimable economists John Lott and Bill Landes found that concealed-carry laws were the only laws that had any beneficial effect.


And the effect was not insignificant. States that allowed citizens to carry concealed handguns reduced multiple-shooting attacks by 60 percent and reduced the death and injury from these attacks by nearly 80 percent.



Massacre na Virgina Tech: Mais armas, menos mortes | The News is NowPublic.com


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O “Novo” Estado Laico = O Velho Totalitarismo

Este artigo foi publicado no Mídia Sem Máscara hoje.

Toda esta discussão sobre o Estado Laico, aquela abstração pretendida pelos liberais-ateus na qual qualquer aspecto religioso, ou que pareça religioso, tem de ser eliminado da vida cultural da sociedade - de modo a permitir uma verdadeira "liberdade" dos indivíduos - tem vários problemas congênitos.

O primeiro tem a ver com a definição do que seja 'liberdade'. A vontade de eliminar qualquer traço religioso ou meramente metafísico, traz embutida a concepção de que, por definição, os crentes não gozam de verdadeira liberdade pois estão “presos” a um sistema de crenças irracionais. Eles pretendem ser então os “libertadores” dos grilhões da 'fé', numa versão farsesca daquilo que pretendem denunciar.

Também acabam igualando-se aos marxistas e comunistas que consideravam a religião o 'ópio do povo'. É impossível negar que o liberalismo como ideologia se iguala ao comunismo em sua auto-imagem totalitária e elitista de uma 'vanguarda revolucionária', que tem por missão destruir ou minimizar qualquer aspecto cultural - religiões, especialmente as judaico-cristãs - que impeçam o seu avanço.

A entrevista de Tarso Genro à “Veja” da semana passada corrobora esta ligação improvável à primeira vista. Nela, Tarso afirma: “Lênin conseguiu introduzir, num país atrasado (sim, a Rússia era atrasada também porque tinha uma cultura profundamente religiosa!), princípios politicos e organização política modernos, que, mais tarde (muito mais tarde!!), se revelaram como uma Revolução Francesa tardia”. Em outro trecho afirma que “Antonio Gramsci foi o grande intérprete da cultura política revolucionária originária do Renascimento e do Iluminismo”.

Em suma, tanto comunistas como liberais iluministas pretendem criar um 'novo homem'. Para isso, destruir ou minimizar a religião ocidental é necessário. Para comunistas, para permitir que a tal 'consciência de classe' aflore; para liberais, o 'cientificismo ateu'. Ambos parecem não sobreviver à visão de um simples crucifixo.

A outra contradição vem a ser o fato de que o liberalismo prega o laisez-faire para a economia, que é a não intervenção do Estado, mas não pode prescindir do Estado para realizar a suas fantasias de Estado Laico. Somente tornando-o um Estado policialesco e totalitário, extirpando os traços religosos à força, é que o objetivo poderá ser atingido. A contradição é evidente.

O Estado Laico como pregam é uma fantasia, uma reinterpretação da velha encarnação de Estado Laico – o comunismo. Não é uma experiência “nova” e libertadora como tentam provar mas exatamente o seu contrário. A experiência real mais próxima deste Estado Laico foi mesmo o comunismo real implantado na Rússia, China, Vietnam, Camboja, Cuba… Mesmo nestas experiências, a tentativa de eliminar por completo a religião falhou, derivando para a estratégia de contaminá-la por dentro.

Por último, apontar a derrocada do comunismo a simples fator econômico é outro erro brutal. O colapso do comunismo não se deu pela incapacidade de encher as prateleiras dos supermercados, mas sim pela tentativa de eliminar a religião por completo de sociedade. A decadência moral conseqüente é algo que nem a 'democracia' e o 'livre-mercado' atuais vão corrigir. O fato de a Rússia atual ser um país de mafiosos e a China exportar orgãos humanos de prisioneiros políticos assassinados é a consequência do que Alexander Soljenitsyn já apontava: os homens se afastaram de Deus. E quanto maior a distância, menor a humanidade.

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quarta-feira, abril 18, 2007

Experiências com bebês abortados

Este artigo foi repugnante o bastante para que eu decidisse publicá-lo na íntegra. As práticas aqui descritas me lembram o pior do nazismo.



Experiências com bebés abortados


Logo após a publicação da Encíclica O Evangelho da Vida, de João Paulo II, apareceu num jornal português um artigo assinado por uma professora universitária de Biologia e onde esta pretendia que o "Papa mente" ao afirmar que se usam bebés abortados em experiências cientificas.


É obvio que a professora de Biologia "tem" razão...:


Na Universidade de Helsínquia, o Dr. Peter Adam participou em experiências com bebés que tinham até vinte semanas de gestação [cerca de 5 meses] e que foram abortados por cesariana. Os bebés foram mantidos vivos e depois decapitados [os investigadores, no artigo, preferiram dizer que "a cabeça foi cirurgicamente isolada dos restantes órgãos"]. Os tecidos do cérebro foram mantidos vivos durante cerca de 30 minutos e o objectivo da experiência era verificar a capacidade de processamento químico do cérebro.


(Cf. "Post-Abortion Fetal Study Stirs Storm," Medical World News, June 8, 1973, p. 21)


O Dr. Gerald Gaull, director do serviço de pediatria do Instituto de Investigação Fundamental em Atraso Mental, Nova York, injectou químicos radioactivos no cordão umbilical de bebés acabados de abortar e, enquanto o coração ainda batia, tirou-lhes o cérebro, os pulmões, o fígado e os rins.


(Cf. Washington Post , 15 de Abril de 1973.)


Na Universidade de Manitoba, Canada, foram feitos três tipos de estudos. No primeiro, 54 bebés normais foram abortados por cesariana. Depois, foi-lhes aberto o abdómen para exame dos órgãos sexuais e de certas glândulas.


O segundo estudo envolveu 79 bebés (alguns com 26 semanas de gestação) abortados vivos por cesariana e que foram mortos por perfuração do coração.


O terceiro estudo envolveu 116 bebés (alguns com 22 semanas de gestação) abortados vivos por cesariana e que depois foram mortos mediante a abertura do crânio e remoção da glândula pituitária.


(Cf. F. Reyes et al., "Studies on Human Sexual Development," Parts I, II, III. Jour. Clinical Endocrinology /&/amp; Metabolism, (I) vol. 37, no. 1, 1973, pp. 74-78, (II) vol. 38, no. 4, 1974, pp. 612-617, (III) vol. 42, no. 1, 1976, pp. 9-19)


O Dr. Ian Donald, o primeiro ginecologista a usar ultra-sons em obstetrícia, afirmou ter visto experiências em bebés com mais de oito meses de gestação no Karolinska Institute da Suécia. Estes bebés -que nem direito a anestesia tiveram- esperneavam e choravam em agonia, e quando a sua utilidade cessava, eram simplesmente executados e atirados ao lixo.


(Cf. P. Marx, Confessions of a Pro-Life Missionary . Gaithersburg, Maryland: Human Life International, page 111.)


Varias experiências foram feitas dando medicamentos à mãe, antes do aborto, para que a concentração do medicamento nos tecidos do bebé fosse analisada depois do aborto.


(Cf. Philipson et al., "Transplacental Passage of Eythromycin /&/amp; Clindamycin," New England Jour. Med., vol. 288, no. 23, pp. 1219-1221)


Na Universidade de Szeged, Hungria, fizeram-se experiências com o coração de bebés abortados vivos. Os corações foram retirados quando ainda batiam.


(Cf. Resch. et al., "Comparison of Spontaneous Contraction Rates of In-Situ and Isolated Fetal Hearts in Early Pregnancy," Amer. Jour. OB/GYN, vol. 118, no. 1, Jan. 1, 1974)


Em 1972 foram feitas experiências para verificar se a vacina contra a rubéola quando administrada à gravida infectava o filho. Depois de vacinadas as mães, os bebés -numa fase adiantada da gestação- eram abortados por cesariana de forma a chegarem ao laboratório ainda envolvidos por membranas intactas.


(Cf. Anttis Vaheri, Time Vesikari, et al . "Isolation of Attenuated Rubella-Vaccine Virus From Human Products of Conception and Uterine Cervix." New England Journal of Medicine . May 18, 1972, Volume 286, Number 20, pages 1,071 to 1,074.)


No Arizona, em 1981, a empresa E. R. Squibb Drug Company ofereceu 14 abortos a outras tantas mulheres na condição de elas tomarem um medicamento (chamado Naldol) antes do aborto. Os bebés foram depois mortos e o seu sangue analisado.


(Cf. R. Collins, Arizona Republic, Mar. 26, 1981)


No Yale-New Haven Medical Center abriu-se o peito, sem anestesia, a um rapaz vivo que respirava e urinava, depois de ele ter sido abortado por cesariana.


(Cf. Able vs. Markle, Affidavit, U.S. Supreme Court, 72-56 /&/amp; 72-730, Feb. 26, 1973)


Um legislador australiano perguntou a um investigador em genética porque se usavam em experiências fetos humanos em vez de macacos. O investigador respondeu que os macacos eram preciosos visto haver muito menos macacos disponíveis [para experiências] do que bebés.


(Cf. Mark Kahabka. "Eugenics Revisited." Fidelity Magazine, July/ August 1988, page 13.)


Um relatório de 1983, elaborado por A. Gherto para o Parlamento Europeu, refere que na Europa se abortavam [até à altura] por cesariana bebés com mais de 12 e menos de 21 semanas de gestação. Estes bebés eram depois usados em experiências. O relatório refere ainda que algumas das partes dos bebés eram congeladas e vendidas para os cosméticos.


(Cf. Cork Examiner, Ireland, Aug. 25, 1983)


Na Dalhouse University, Halifax, Nova Scotia os rins de bebés abortados foram usados para estudar a malformação do rim. Os bebés usados no estudo foram mortos.


(Cf. British Medical News, April 2, 1973)


"O Dr. R. Goodlin da Universidade de Stanford, Califórnia, fez experiências tais como cortar a caixa torácica de bebés abortados vivos, de forma a poder ver o coração a bater. Algumas dos bebés tinham 24 semanas de gestação". Testemunho sob juramento de Mark Swedsen, 1 de Junho de 1972.


"Era chocante ver fetos serem metidos em gelo, enquanto ainda esbracejavam e tentavam respirar, para depois seguirem a toda a pressa para laboratórios."


A anestesista W. Dick, do Magee-Women's Hospital, Pittsburgh, pediu para ser dispensada de assistir abortos para não mais ter que ver estas coisas. O seu pedido foi recusado, pelo que ela acabou por se despedir.


(Cf. The Pitsburgh Catholic, Mar. 17, 1972)


TRANSPLANTES


Com o advento do aborto livre, parece impossível travar o uso de abortos com o único propósito de conseguir órgãos ou tecidos para transplantes. Ficaram famosas as historias dos pais que decidiram ter mais um filho com o único objectivo de arranjar um dador de medula óssea para um irmão mais velho. Nestes casos, o bebé dador poderia viver. Contudo, imaginemos casos semelhantes em que o bebé não pode sobreviver (como será o caso de ser necessário um transplante de coração, fígado, rins, etc). Haverá alguma lei que impeça os pais de gerarem um filho só para retirar órgãos para o outro filho doente?


Um adulto de 28 anos recebeu os testículos de um rapaz abortado aos seis meses. A cirurgia foi um sucesso. O bebé foi morto.


(Cf. Reuters News Agency, June 12, 1972)


O Dr. A. Ammann, da Universidade da Califórnia, transplantou glândulas de dois fetos para duas crianças mais velhas. Os dois "dadores" foram mortos.


(Cf. Time Magazine, Feb. 28, 1972, p. 54)


O Dr. Kekomaki "saqueou" os órgãos de bebés com mais de sete meses, abortados vivos, sem sequer lhes dar anestesia. Uma enfermeira que viu uma destas "operações" disse que o bebé era um rapaz, com o corpo completamente formado e que fora abortado vivo. O medico tirou-o da incubadora ainda vivo e abriu-lhe o abdómen para lhe tirar o fígado. Quando pediram ao medico que explicasse uma tal operação, ele limitou-se a dizer que um bebé abortado é lixo.


(Cf. Ur Sunday Visitor . "Cardinal Relates Horror Story About Human Fetuses." March 29, 1987, page 23.)


Uma californiana, cujo pai sofria da doença de Alzheimer, pediu para ser submetida ao seguinte processo: ser inseminada artificialmente com esperma do pai; abortar o filho; transplante de tecidos do cérebro do filho para o pai/avô.


Uma outra mulher, cujo pai tinha um problema de rins, pediu para ser submetida a um processo semelhante: inseminada com esperma do pai; aborto do bebé no final da gravidez; transplante dos rins para o pai/avô.


(Cf. Scoreboard, 1988 General Election Special Edition, page 10.)


O leitor interessado em mais informações sobre o assunto poderá consultar


"Fetal Tissue Research: Cannibalizing Our Children." Folheto de quatro páginas e que pode ser pedido à American Life League, Post Office Box 1350, Stafford, Virginia 22554.


Source: aborto.aaldeia.net

Tags: aborto | Life | experiências

segunda-feira, abril 16, 2007

Aznar e Peña Esclusa em Porto Alegre

O site Fuerza Siolidaria publicou um article saudando o Forum da Liberdade em Porto Alegre, Brasil. Cidade na qual eu morava no Brasil.
O Forum da Liberdade é o unico forum realmente liberal no Brasil, onde o liberalismo clássico, libertarianismo e mesmo conservadorismo têm algum espaço. Quando morava no Brasil o filósofo Olavo de Carvalho era presença constante no evento.
Mas parece que desta vez alguma coisa está fora do lugar.
Além de Aznar e Esclusa, teremos Fernando Henrique Cardoso - um social democrata (PSDB) cujo partido de "oposição" é o que mais apóia o PT de Lula no final das contas.
Frei Betto, aquela ersatz de católico, um dos maiores apoiadores de Lula será outro palestrante. E para finalizar soube que Miguel Rosetto, ex-participante de governos petistas estaduais e nacional, também se fará presente.
Rosetto e Betto estariam mais adequados num Forum Social Mundial do que no da Liberdade, ao lado de um agitador como José Bové, do que ao lado de figuras da estatura de Esclusa e Aznar.
O que podemos esperar?

Vamos ver.
Aqui a matéria da Fuerza Solidaria.

Aznar y Peña Esclusa en Porto Alegre


Porto Alegre, Brasil, 16 de abril.- El escritor y dirigente político venezolano, Alejandro Peña Esclusa, llegó hoy a esta ciudad para dictar una conferencia en el Foro de la Libertad, en el cual participarán también el ex primer ministro de España, José María Aznar, y el ex presidente de Brasil, Fernando Enrique Cardoso.
El Foro de la Libertad ( http://www.forumdaliberdade.com.br) es un evento internacional de gran prestigio que en esta oportunidad se realizará en el aula magna de la Pontificia Universidad Católica de Río Grande do Sul. Este año el Foro celebra su vigésimo aniversario y contará con la presencia de seis mil asistentes.
Entre los expositores también se encuentran la vicepresidenta de la Heritage Foundation de los Estados Unidos, Becky Norton Dunlop; el fundador del Liberty Institute de la India, Barun Mitra; y el Director del Banco Central de Islandia, Hannes Gissurarson 1.
Peña Esclusa participará en el panel titulado "El Estado, las empresas estatales y las expropiaciones públicas" 2 y explicará cómo el modelo de Chávez, en lugar de beneficiar a los pobres, los ha perjudicado, a pesar de que su gobierno ha recibido más ingresos que los tres quinquenios anteriores juntos. Para demostrar su punto de vista, el dirigente político presentará veinte gráficos sobre la gestión económica del régimen venezolano 3.
Además, explicará cómo los ataques a la propiedad privada, las invasiones auspiciadas por el oficialismo, las expropiaciones injustificadas, las amenazas a los medios de comunicación y el despido arbitrario de 20 mil empleados de la estatal petrolera, han contribuido enormemente a la destrucción de la economía nacional 4.
El martes 17 de abril, Peña Esclusa dará entrevistas a los medios de comunicación, para dar a conocer nueva información sobre las irregularidades del sistema electoral venezolano y los fraudes cometidos en el referendo revocatorio de 2004 y las elecciones presidenciales de 2006.
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A Face Real da Comissão de Direitos Humanos da ONU

Este rapaz pertence a ONG UN Watch e teve a coragem de falar a verdade ante o famoso comitê da ONU.
Vejam o que aconteceu depois: seu discurso foi banido dos registros e ele foi admoestado para não mais fazer este "tipo" de discurso novamente.
E pensar que milhões confiam neste comitê para restaurar os direitos humanos no mundo.
Cadê o Bono Vox numa hora destas?

Fim da campanha "Primavera Negra"

Acabei de retirar o banner dedicado à "Primavera Negra" cubana. Para quem quiser continuar vistando a "TV Primavera Negra", um projeto maravilhoso do meu amigo Asha, por favor utilize este link: http://tvprimaveranegra.blogspot.com

A primavera negra TV será um link fixo a partir de agora, colocado no sidebar aqui ao lado.

quinta-feira, abril 12, 2007

Raio X dos "debates" estudantis

Do blog do Luís Guilherme Pereira , Abafos e Desabafos, uma análise certeira dos debates estudantis..



Já vi, por exemplo, propostas de algum raro estudante que usa o cérebro que contemplavam os dois lados da contenda. E o que acontecia? A proposta era negada por ambos os grupos, porque eles não sabiam como agir. Não estavam preparados para pensar, desligaram o cérebro e reagiam com a medula. É irônico o suficiente que eles só concordassem em discordar do que ambos concordavam.

Também era notório o embasbacamento temporário a que eu os submetia falando qualquer coisa que fugisse do molde do debate. Eles demoravam algum tempo para dar partida no cérebro, e o cérebro respondia para que eles usassem o trator e discordassem logo, porque ele não queria trabalhar. Afinal, cérebro de comunista não foi feito para ser explorado. Ai de quem tentar extorquir-lhe a mais valia!


Source: lpereira.freehostia.com

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quarta-feira, abril 11, 2007

Cenas da Entropia Brasileira

A onda da "Violência Jovem" acaba de chegar à sua última versão: O Vandalismo Ultra-Jovem.
Tudo por obra e graça de alguns fatores, em minha humilde opinião.

1) Educação pós-moderna: Aquela que, por um processo de luta de gerações, prega que fazer *exatamente* ao contrário dos seus pais é que é bom.
2) O Estatuto da Criança e do Adolescente: O tão mal falado ECA é uma das origens da criminalidade entre os adolescentes, por obra do "outsourcing" na execução dos crimes mais pesados encomendados pelos traficantes. Por quê? Por que com o ECA o risco econômico dos crimes mais hediondos caiu consideravelmente, afinal adolescente assassino não vai para a cadeia. O intrigante é que o ECA é tão criticado por todos os aplicadores de disciplina tradicionais, como professores (virtualmente desautorizados, junto com os pais, a qualquer tentativa de real "educação" às crianças) mas que ninguém tem coragem de mexer (até parece a decisão Roe X Wade do supremo dos EUA que liberou o aborto: ninguém tem coragem de reverter, mesmo com a maioria da população contra).

3) A cultura do crime: O fato é que o crime compensa no Brasil: O risco do crime é baixo. No Brasil é mais vantagem ser criminoso ou viver de bolsa família do que um trabalho honesto. Outra é que os criminosos têm apelo cultural forte no país. Lideranças do narcotráfico viram celebridades. A violência, travestida de "rebeldia" tem um atrativo maior ainda.

Eis a notícia...



Crianças destroem creche municipal no RS

Meninos com idades entre 7 e 11 anos destruíram a Creche Municipal Maria Liberato Fraga Prates, no bairro Pontes, em São Sepé, no Rio Grande do Sul, na Sexta-feira Santa. Ontem, dois dos meninos, de 10 e 11 anos, e um adolescente, apontado por eles como mandante, foram interrogados na polícia.


Source: noticias.terra.com.br

Tags: vandalismo | violência | jovem | eca | Culture | brasil

segunda-feira, abril 02, 2007

"Sin una oposición organizada, la democracia argentina se deteriora"

O plano está realmente dando certo!
Democracia Argentina também aderna... Mas são apenas "fatos isolados", claro.
Eu e a minha mania de unir os pontos.


"Sin una oposición organizada, la democracia argentina se deteriora"


El ensayista francés analizó la actualidad del país y habló de China, tema del libro que presentó aquí






"Advierto en la Argentina un deterioro político, pero no es la familia Kirchner la única responsable; el problema es la falta de oposición, la total ausencia de una alternativa."


Hacía un año y medio que Guy Sorman, catedrático, ensayista y periodista francés, no venía al país, donde estuvo muchas veces desde 1985 y al que le dedicó uno de sus 20 libros sobre el mundo contemporáneo.


Sorman presentó su última obra, China, el imperio de las mentiras, la semana pasada ante una calificada concurrencia en el Consejo Argentino para las Relaciones Internacionales (CARI). Y recibió a LA NACION en el hotel Sofitel, donde paró con su esposa, Marie Dominique, y dos de sus cuatro hijas: Lorraine, de 29 años, y Victoire, de 27. Sereno, distendido, sonriente, fue desgranando en inglés sus conceptos sobre la Argentina, China y América latina. El ensayista dijo que Kirchner ha avanzado sobre la independencia de la Justicia y que el sistema tiene rasgos caudillistas. Pero la pregunta que él se hace como observador es: "¿Cuál es la oposición?".


Source: lanacion.com.ar

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domingo, abril 01, 2007

A Nação Que Destruiu a Si Mesma

Este post teria outro título: "A Nação que Salvou a Si Mesma", em alusão ao movimento de Março-1964. Aí me perguntei: Salvou de quê?

Estamos em 2007 num estado de coisas muito,mas muito piores do que em 1964.

Mas nada acontece... O Brasil é um país entorpecido.. As vozes que se levantam para criticar, ou pelo menos dar uma visão abrangente são logo acusadas de "paranóicas" que acreditam em "teorias conspiratórias". Tudo são "fatos isolados", nada mais..

Lendo este texto - que não canso de reproduzir - dá para se ter uma idéia do que este era um país que tinha gente que sabia o real perigo representado pela esquerda revolucionária. E organizou-se contra isso.

Hoje, mesmo com o MST criando um país paralelo no Rio Grande do Sul, as FARC parabenizando a eleição do Lula, sabendo-se que ela controla o narcotráfico no Brasil, tudo são "fatos isolados"..

É. Pode ser que seja uma grande teoria conspiratória fora da realidade. O problema é que o Brasil escolheu as teorias conspiratórias como a sua realidade. A utopia é uma teoria conspiratória , a maior de todas. Quando um grupo realmente acredita nela e toma o poder, passamos imediatamente do terreno da realidade para a fantasia utópica.
Senhores, o Brasil está do outro lado do Espelho!!

Aqui o relato de quem trouxe o Brasil de volta á realidade, em 1964. Infelizmente o país de hoje já perdeu sua própria consciência..


manifestação anti-bush | 8 de março | av. paulista | sp

Tags: verdade sufocada | miltares | esquerda | Revolução | Politics | brasil | 1964

sábado, março 31, 2007

Os Vigilantes do Peso, de verdade!

Acho muito engraçado quando muitos se preocupam com o fato de um presidente ou líder ser cristão, pois logo associam à "perseguição" aos ateus, à liberdade sexual, proibição do aborto e tudo o que torna a sociedade ocidental mais "elevada". Pois bem, a perseguição real das tropas do politicamente correto são muito, mas muito maiores.

Enquanto os "carolas" simplesmente pregam a correção ou o comedimento, não proibem de se fazer o contrário. Tu é que tens de se entender com Deus.

Mas os politicamente corretos não, tudo tem de se transformar em valor absoluto e em lei ordinária auto-aplicável. As pessoas têm de ser "obrigadas" a fazer o bem (real ou imaginário). O mais estranho é que os apoioadores destas políticas gostam de chamar a si mesmo de "libertários" (é, vi muito esquerdista radical - como a Heloísa Helena - achar-se "libertário")..


Já proibiram o fumo em quase todos os lugares públicos, andar de carro (e ter um - principalmente na Europa) é quase um suplício... A bola da vez é a "obesidade".
Vejam a que nível chegamos..


Espanha: Criança obesa retirada aos avós

A criança, de dez anos, foi entregue aos cuidados de uma instituição de serviço social das Astúrias, a qual assumiu temporariamente a sua tutela. O peso do menor deve-se a uma alimentação excessiva e inadequada, a qual lhe estava a causar problemas de saúde. De acordo com fontes da instituição que recebeu o menino, a medida foi adoptada há dez meses e, nesse período, a criança já perdeu 20 quilos.


Source: correiomanha.pt

Pos-scriptum:

No blog "Atlântico" leio uma opinião que deve ser notada: A virtual proibição da obesidade é uma política nazista!! Estamos, depois de 80 anos, DE VOLTA AO FUTURO?.


Os Gordos de Hitler

"Leio isto no Público (que cita uma revista intitulada Cell Metabolism): "obesidade é uma falha biológica". Aqueles que sentem um arrepio na espinha quando lêem esta barbaridade não precisam de continuar.
Aqueles
que não sentem esse arrepio devem fazer este exercício: procurar a
mesma opinião nos manuais nazis. O nazismo, a utopia biológica (não
esquecer), também dizia que os gordos eram falhas biológicas.
A paranóia alimentar está a passar das marcas. E está a recuperar a utopia biológica e eugenista de Hitler."


Source: revista-atlantico.blogspot.com


Coke slammed in Birmingham

Tags: politicamente correto | obesidade | Health

quinta-feira, março 29, 2007

Médica nazista prega a eliminação física de "pessoas sem chances de vida social"

O debate sobre o caso Marcela, que nasceu praticamente sem massa
encefálica e que sobrevive além de quaisquer expectativas, lança
algumas luzes sobre os defensores do "direito de escolha" ou os
"direitos reprodutivos" da mulher.
Leia a matéria vinda do UOL.


Folha de São Paulo de 22/03/2007:
"Para médicos, vida social é impossível
(DA
REPORTAGEM LOCAL) Os médicos afirmam que não dá para prever o tempo de
sobrevida de Marcela, mas são unânimes em dizer que a possibilidade de
ela vir a ter uma vida relacional ou independente está totalmente
descartada.

"O sistema ventricular é completamente disforme, ela
tem uma massa encefálica totalmente irregular e anatomicamente
malformada", diz o ginecologista e obstetra Thomaz Rafael Gollop, da
USP. Para o ginecologista Jorge Andalaft, o tempo de sobrevida de
Marcela é explicado pelo fato de ela ter um pouco mais de tecido
encefálico que o normalmente visto em anencéfalos, que costumam morrer
horas após nascer. Ele diz que os casos de sobrevida mais longa são
exceções.

Para a advogada Débora Diniz e a médica Fátima
Oliveira, o caso suscita outro tipo de debate: até quando o Estado deve
usar recursos médicos e tecnológicos para manter viva uma pessoa sem
chances de vida social. "Todos os recursos que estão sendo
utilizados para manter este tronco cerebral funcionando são uma
imoralidade diante da falta de UTIs neonatal", diz Fátima
".
Para quem é assinante, o link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2203200714.htm


Comentário:
Se
a justificativa para o aborto era a "vontade" da mulher, seu direito de
escolha que deveria ser respeitado. Nota-se no caso da Marcela, que
esta bandeira é completamente hipócrita. Se a mãe decidir por manter a
vida, aí a "escolha da mulher" não tem mais a mínima importância. É
colocada no lixo como qualquer outra desculpa para implantar o que está
implícito aqui: O direito do Estado definir quem deve viver ou não.
Os pais de Marcela tomaram a decisão errada - de manter a gravidez. "Erro" que o Estado deve corrigir.
A mensagem é clara: "Decidam, mas decidam certo", ou seja, PELO ABORTO . Do contrário encarem a fúria dos "democráticos".

E caindo a máscara, revelam o que são: adeptos de eugenia! "Morte às pessoas sem chances de vida social!".
No tempo que as coisas eram chamadas pelo o que elas eram, isso tinha uma palavra: Nazismo.


Tags: Life

domingo, março 25, 2007

Moral & Escola Austríaca com o professor José Manuel Moreira

Esta semana tive o imenso prazer de conhecer (e jantar) com o professor José Manuel Moreira, aqui pertinho da cidade do Porto onde eu estou morando.

Ele é um homem de grande sabedoria e já lançou diversos livros aqui em Portugal. É um grande conhecedor da Escola Austríaca e um estudioso da dependência entre o plano econômico (o mercado, as pessoas) e o sistema moral (a confiança). Uma de suas últimas contribuições foi prefaciar a tradução portuguesa do livro de Jesus Huerta de Soto "Escola Autríaca: Mercado e Criatividade Empresarial".

Além disso participa do (ex-)blog O Insurgente e publica regularmente artigos no Diário Económico de Portugal.


Este aqui é um trecho do seu último artigo para o "Diário". Um comentário pertinente sobre a moral sob o welfare-state.


O clima mudou, e muito, mas discute-se demais o aquecimento global e pouco as alterações no clima moral. Os novos fundamentalistas esqueceram a natureza humana e o seu fundamento: a ecologia moral. Ainda não perceberam que para conservar a sua vitalidade a sociedade depende de uma ecologia moral saudável. Uma sociedade livre é antes de mais um desafio moral. Será que instituições livres podem manter o seu vigor com uma moral qualquer?

Source: diarioeconomico.sapo.pt

Tags: People

sexta-feira, março 23, 2007

CNBB Bento XVI foi mal interpretado ao falar sobre 2º casamento

Outro título poderia ser "Cronista Católico 1 X Site do Vaticano 0"


Reinaldo Azevedo, ao comentar as palavras de Bento XVI disse que o termo correto não seria "praga" mas "chaga". Pronto foi "patrulhado" por muitos (como o Janer Cristaldo) por ser mais "realista do que o rei", uma vez que o site do Vaticano traduziu o termo como "praga" mesmo.

Agora vem o desmentido da CNBB revelando que a tradução estava errada...



Os bispos da CNBB consideraram que houve má interpretação nas palavras ditas pelo papa. O vice-presidente da conferência explicou que a tradução para o português causou o equívoco. “Praga traduz-se como ferida, algo que se alastra. Nesse sentido é que a palavra foi usada", explicou.

Source: g1.globo.com

Tags: tradução | polêmica | Reinaldo | Janer Cristaldo | Bento XVI | praga | Culture

quinta-feira, março 22, 2007

Se Simon "rebate", Collor "trebate"


Simon
rebate discurso de Collor e diz que STF errou ao absolver
ex-presidente

Source: www1.folha.uol.com.br


É incrível a capacidade da desinformatzia em distorcer os fatos.

Collor fez um belo discurso, em sua estréia no Senado, botando os pingos nos ii daquela CPI jafutona, feita de encomenda pelo PT e sua campanha pat-"ética na política", para tirar Collor do caminho. Collor era o único que poderia acabar de vez com as pretensões hegemônicas do partido-príncipe no país. Se Collor tivesse sucesso a agenda petista estaria definitivamente enterrada no Brasil (e acredito, na América Latina, por extensão de sua influência).
Mas então surge o senador-espetáculo Pedro Simon (aquele que faz discursos igual ao show dos fogos em Copacabana) para tentar "rebater" o discurso de Collor.. E saiu rebatido.
A manchete da folha é mentirosa. No texto existem evidências de que aconteceu o contrário: Simon "veio pegar lã e saiu tosquiado". Que Simon é superavaliado nas editorias (e manchetes) políticas do Brasil é fato mas aqui se vai um pouco além. Se distorce a própria notícia para se dar uma "vantagem" hipotética a Simon, quando a verdade é diversa disso.
Leiam como Simon "rebateu":

"Simon lamentou a absolvição de Collor pela Justiça e disse que o fato de
o STF (Supremo Tribunal Federal) ter alegado que não encontrou provas
contra ele não pode ser usado como argumento para que o processo de
perda de mandato seja considerado um erro. "O Supremo não disse que não
tinha provas, mas que houve falta de provas", afirmou.

Para o
senador, o maior erro nesse processo foi do STF, que desconsiderou a
"farta documentação" produzida pela CPI. Segundo ele, Collor não pode
se considerar inocente com base na decisão do Supremo porque até hoje a
Corte não julgou nenhum político.

"O STF jamais poderia ter
alegado falta de provas para encerrar o processo. A CPI produziu
milhares de documentos, ouviu várias pessoas", afirmou. Depois
prosseguiu: "O STF até hoje não julgou um político brasileiro, um
deputado, um senador. Os processos ficam todos na gaveta".

Collor
retrucou: "O que eu trago são fatos, vossa excelência tem as suas
opiniões. Houve atropelo nas investigações, erro crasso que vai de
encontro a nossa carta maior
", disse. "A sensação de impunidade que há
no país não pode ser imputada a mim porque eu fui punido. Perdi os meus
direitos políticos por oito anos, que é a pior punição que um homem
público pode receber", reiterou.

Simon disse que o país não
poderia se esquecer da "roubalheira", e foi novamente interrompido por
Collor. "A vossa excelência parte para o ataque pessoal. O STF não me
acusou." O senador pediu para que a expressão "roubalheira" fosse
retirada de seu discurso,
mas avisou que mantinha suas convicções de
que a cassação do ex-presidente não foi apenas política, mas baseada em
irregularidades encontradas pela CPI."

Para quem quiser recordar os motivos da campanha pat-"ética na política" aqui algumas pistas:

"Quando essa gangue uspiana começou a "campanha pela ética na política",
uma década e meia atrás, já anunciei que era tudo uma empulhação
destinada a entregar o poder total à esquerda, usando e prostituindo a
indignação moral do povo com os miúdos corruptos da época para encobrir
a montagem da maior máquina de corrupção de todos os tempos.
" - Olavo de Carvalho




Tags: ética | senador | discurso | corrupção | Stf | Collor | brasil | simon | Politics

segunda-feira, março 19, 2007

Operação "Primavera Negra" - Cuba

Escrevi o último post sobre os quatro anos do recrudescimento da repressão contra jornalistas em Cuba, no episódio que ficou conhecido com "Primavera Negra".
Este ano todos os bloggers que lutam pela liberdade na América Latina lembram desta data com uma campanha especial. O "Nadando" também participa.

Apresento-os agora oficialmente a operação "Primavera Negra". O mundo parece ter se esquecido. Mas nós, não. Olha aí acima, ou neste link http://tvprimaveranegra.blogspot.com

sábado, março 17, 2007

Primavera Negra em Cuba..

Há quatro anos Fidel Castro botou na cadeia 75 jornalistas e escritores com penas de 14 a 25 anos de prisão.
A reação mundial foi grande mas hoje estas 75 pessoas estão quase esquecidas. O mundo parece muito mais preocupado com a saúde D´el Comandante (El Coma Andante ou Kasstro, segundo seus detratores) do que a saúde de suas vítimas.

Muitos jornalistas, da mesma profissão dos seus colegas que apodrecem na prisão em Cuba, preferem - ao invés de denunciar tais atrocidades - tecer loas à Revolución e a Fidel.
Parecem não conectar que esta mesma atividade, que no Brasil exercem tão livremente, é virtualmente impossível em Cuba.

Para os que querem saber mais, sugiro esta página na internet http://www.primaveradecuba.org/

E este filme do you tube, muito instrutivo..

sexta-feira, março 16, 2007

Eucalipto e a Revolução

O jornalista Políbio Braga

denuncia outra falácia pseudo científica dos radicais de esquerda do Brasil: Eucalipto "bebe" muita água..



"A inquisição trotskista do governo Lula acha que eucalipto devora água. 15.03.07 | 17:59 -

`Este não vai mais beber água !´

bah, tchê: é duro ter que agüentar um bagual desses dizer uma barbaridade dessas, tentando justificar a ordem que veio de cima (da turma do DS, a Democracia Socialista, uma espécie de moderna inquisição trotskista, do ministério do Desenvolvimento Agrário) para destruir as plantações de eucalipto do assentamento Novo Pedro Osório, do MST, no município gaúcho de Pedro Osório. A declaração calhorda foi reproduzida por Zero Hora. . O MDA não está interessado em destruir o eucalipto, mas em destruir o capitalismo e a democracia. Qualquer palavra de ordem serve. É só encontrar ativistas de extrema esquerda, analfabetos funcionais e ressentidos pela frente."

O próprio jornalista dá um link para o desmentido científico desta falácia, aqui



Encontreio outra, muito interessante, aqui.

Um trecho:



"ma das críticas que se costuma fazer ao eucalipto é que ele precisa de muita água durante a fase de crescimento. Isto é desmentido por estudos recentes, que têm mostrado não haver muita diferença entre o consumo de água de diversas espécie florestais e o eucalipto.

Isso também é verdade em comparação com a agricultura: ele apresenta consumo parecido com o do café e menor do que o da cana-de-açucar. Em países com pouca disponibilidade de água, como Espanha, Itália, Israel e Marrocos, grandes áreas estão sendo usadas para o plantio de eucaliptos, sem problemas. No caso de Israel, inclusive áreas de deserto estão sendo usadas para agricultura, depois do cultivo do eucalipto por períodos entre 20 e 30 anos."



Comentário:

Concordo com o Políbio: não tem nada a ver com água ou ecologia, mas sim uma desculpa para acabar com um agro-negócio lucrativo. Quanto mais lucrativo o agro-negócio, menor a importância do MST.

Históricamente a esquerda sempre achou desculpas para denunciar qualquer atividade agrícola lucrativa:

- A monocultura da soja n

- O uso de agrotóxicos

- O gado de corte



Tudo têm uma desculpa, quase sempre ecológica para seus ataques...



Nada mais é que mais um round da "revolução"





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terça-feira, março 13, 2007

Politeísmo & Monoteísmo


Um dos argumentos mais conhecidos dos ateus contra as religiões é o de que elas foram criadas pelo homem e não por uma centelha de revelação divina. Os homens, por sua atemporal necessidade de explicar suas origens – e seu futuro- , “inventaram” as religiões. O conceito de um Criador amoroso que criou o homem à sua imagem é reconfortante em face à dura realidade de que somos fruto do acaso. As religiões então nada mais são do que “muletas emocionais” para “fracos”. Este é o argumento ateísta, em resumo.


Uma das principais provas desta concepção é o entedimento quase que unânime de que na sua origem, todas as religiões foram ou ainda são politeístas. As religiões politeístas da antiguidade encaixam-se perfeitamente no modelo pois confirmam algumas teses:


  1. Têm como base a 'divinização' dos fenômenos da natureza, ou seja, para tudo o que não tinha explicação racional, atribuíam a uma deidade. Isso é facilmente observável ainda hoje, em diversas populações ao redor do mundo que continuam a adorar o sol, a chuva, as montanhas, o fogo, etc. Religião seria explicação irracional para o mundo. Totalmente então descartável em função do conhecimento científico.


  1. Todas as civilizações antigas eram politeístas em função da profusão de deuses para explicar cada um do fenômenos “inexplicáveis” da natureza.


  1. O monoteísmo “evoluiu” do politeísmo, pelo próprio aumento do conhecimento humano e a percepção de que todos os fenômenos antes considerados isolados, têm conexão entre si. Os deuses antigos se fundiram num só. Isto prova que as religiões monoteístas não receberam nenhuma “revelação divina” da existência de um só deus, mas sim adaptaram sua crença face a conhecimentos mais evoluídos.


  1. Conclusão: A ciência moderna prescinde de existência de qualquer religião, pois estas só vieram e existir para explicar o mundo, o que não é mais necessário.


Por todos os meios, este entedimento da história das religiões confirma , num só tempo a teoria da evolução (sistemas menos complexos – politeísmo – se transformando em sistemas medianamente complexos – monoteísmo – até atingir o estado atual – científico – que elimina a necessidade dos anteriores) e a inexistência de um Deus único, que não passou de um estágio intermediário do conhecimento/evolução da humanidade.


Esta visão - de que o politeísmo é anterior e “evoluiu” para o monoteísmo, carregando boa parte de suas histórias e tradições – foi muito difundida depois de Darwin. Ele mesmo compartilha (e amplia ) esta percepção em “Descent of Man” (1896) “Belief in God – Religion. -- There is no evidence that man was aboriginally endowed with the ennobling belief in the existence of an Omnipotent God.”

Então o senso comum científico reza que o monoteísmo provêm de uma evolução do politeísmo.


Mas o assunto não está encerrado.


Em primeiro lugar não posso conceber que o monoteísmo seja uma “evolução” do politeísmo, pois na verdade é a sua completa negação. Por quê? Por que o tipo de sociedade criada em torno de uma religião politeísta e de outra monoteísta são tão radicalmente opostos que não há sentido de continuidade possível. Compare religiões como a Maia (recentemente mostrada no excelente filme “Apocalipto”) ou a Egípcia ou talvez mesmo a Grega com a Judaica. Sacrifícios humanos, deuses com desejos e paixões “humanas”, total eliminação do livre-arbítrio, a religião como função do estado de um lado e de outro lado a responsabilidade pessoal, valores morais e livre-arbítrio.

Não há possibilidade de que uma ruptura tão gritante possa ser fruto de uma evolução. Não. A passagem do politeísmo para monoteísmo caracteriza uma “revolução” e não uma “evolução”.


Como nunca existiu nenhuma civilização laica, o papel da religião era central em qualquer uma delas. Digo mais, a forma como o seres humanos percebiam a sua própria consciência era fruto do modelo cultural-religioso. Ora, o politeísmo vivia de diversos deuses, muitos deles em eterno conflito. Pois o ser humano que se desenvolvia neste ambiente cultural tinha, por sua estreita ligação com a religião, uma auto-consciência espelho disto: era fragmentária, não raro conflituosa e sem uma unidade de pensamento, um centro.

Nas religiões monoteístas era justamente o contrário. O fato de haver um Deus único desencadeou várias consequências inevitáveis: Se existe um Deus, existe somente UMA verdade. Se as pessoas apreenderem esta verdade fundamental estarão em harmonia com o universo. A consciência que brota destas percepções tem de ser também única e integral. Não vou dizer mais, mas isso é a gênese não só da auto-consciência mas da própria “ciência” como a conhecemos: Se há uma verdade, ela deve ser buscada. Pois esta verdade é Deus, também. Esta é a grande mensagem do monoteísmo.


Há também diversos outros estudos que apontam para outra direção.


O professor Clifford Wilson antigo diretor do Instituto Australiano de Arqueologia (em “”The A.B.C. Of Biblical Archaeology,” ) fala “Monotheism was known in very early times. The Egyptian Book of the Dead demonstrates that the Egyptian people originally believed in one great God and not many. With the passage of time, each of the known attributes of the true God were personified as new and individual deities – and so, polytheism developed.”


O monoteísmo como a crença inicial das religiões politeístas antigas, marca não só o Egito como também a China e India. Isto é citado por Arthur C. Custance (“it may safely be said without the slightest hesitation that monotheism never evolved out of polytheism in any part of the world’s earliest history for which we have documentary evidence. ...This was true also in China.”)


Estes fatos derrubam a tese oficial em duas frentes.


O judaísmo-cristianismo não de originou de um amálgama de tradições politeístas anteriores mas, pelo contrário RECUPEROU os aspectos monoteístas destas religiões perdidos ao longo do tempo. Com isso, podemos comprovar também que o conceito físico da entropia se aplica perfeitamente à história. E refuta o darwinismo (”A entropia Refuta a Evolução”? Conheço os argumentos de ambos os lados. Escreverei sobre isso mais tarde, mas o que posso admitir é um ‘sim’ a esta questão) pois prova que qualquer sistema (aberto ou fechado) tende a entrar em equilíbrio ao longo do tempo. “Equilíbrio” na física significa sistemas menos organizados, portanto mais “simples” e não o contrário. A decadência e não evolução seria o desdobramento natural de qualquer sistema ao longo do tempo.


Outra consequencia destas descobertas é o que estudiosos como René Guenon ou Olavo de Carvalho já descobriram pelo estudo comparado das religiões: que elas – muitas delas completamente diversas entre si – com crenças (atuais) tão diferentes como os vedas e xintoístas têm um fundo de verdade em comum.

Sabemos que a “verdade” em comum é que todas elas têm uma origem monoteísta. Então é possível concluir que o conhecimento original de um Deus único foi dado a humanidade em tempos imemoriais sendo perdido – misturado a outros deuses ao longo do tempo -, para ser recuperado mais tarde pelo judaísmo.

Isto é incrivelmente coincidente com o registro bíblico sobre as origens do favor divino para com o Hebreus: É por que eles, remando contra a maré, restauraram a adoração ao Deus único. O favor de Deus foi uma retribuição e não uma “escolha” divina.