quinta-feira, abril 12, 2007

Raio X dos "debates" estudantis

Do blog do Luís Guilherme Pereira , Abafos e Desabafos, uma análise certeira dos debates estudantis..



Já vi, por exemplo, propostas de algum raro estudante que usa o cérebro que contemplavam os dois lados da contenda. E o que acontecia? A proposta era negada por ambos os grupos, porque eles não sabiam como agir. Não estavam preparados para pensar, desligaram o cérebro e reagiam com a medula. É irônico o suficiente que eles só concordassem em discordar do que ambos concordavam.

Também era notório o embasbacamento temporário a que eu os submetia falando qualquer coisa que fugisse do molde do debate. Eles demoravam algum tempo para dar partida no cérebro, e o cérebro respondia para que eles usassem o trator e discordassem logo, porque ele não queria trabalhar. Afinal, cérebro de comunista não foi feito para ser explorado. Ai de quem tentar extorquir-lhe a mais valia!


Source: lpereira.freehostia.com

Tags: proposta | estudantil | eles | decretos | ambos | algum | Universidade | Representantes | Medular | Intelectualmente | Digno | um | porque | pelos | pela | Para | ou | movimento | forma | Debate | Serra | por | O | Culture

quarta-feira, abril 11, 2007

Cenas da Entropia Brasileira

A onda da "Violência Jovem" acaba de chegar à sua última versão: O Vandalismo Ultra-Jovem.
Tudo por obra e graça de alguns fatores, em minha humilde opinião.

1) Educação pós-moderna: Aquela que, por um processo de luta de gerações, prega que fazer *exatamente* ao contrário dos seus pais é que é bom.
2) O Estatuto da Criança e do Adolescente: O tão mal falado ECA é uma das origens da criminalidade entre os adolescentes, por obra do "outsourcing" na execução dos crimes mais pesados encomendados pelos traficantes. Por quê? Por que com o ECA o risco econômico dos crimes mais hediondos caiu consideravelmente, afinal adolescente assassino não vai para a cadeia. O intrigante é que o ECA é tão criticado por todos os aplicadores de disciplina tradicionais, como professores (virtualmente desautorizados, junto com os pais, a qualquer tentativa de real "educação" às crianças) mas que ninguém tem coragem de mexer (até parece a decisão Roe X Wade do supremo dos EUA que liberou o aborto: ninguém tem coragem de reverter, mesmo com a maioria da população contra).

3) A cultura do crime: O fato é que o crime compensa no Brasil: O risco do crime é baixo. No Brasil é mais vantagem ser criminoso ou viver de bolsa família do que um trabalho honesto. Outra é que os criminosos têm apelo cultural forte no país. Lideranças do narcotráfico viram celebridades. A violência, travestida de "rebeldia" tem um atrativo maior ainda.

Eis a notícia...



Crianças destroem creche municipal no RS

Meninos com idades entre 7 e 11 anos destruíram a Creche Municipal Maria Liberato Fraga Prates, no bairro Pontes, em São Sepé, no Rio Grande do Sul, na Sexta-feira Santa. Ontem, dois dos meninos, de 10 e 11 anos, e um adolescente, apontado por eles como mandante, foram interrogados na polícia.


Source: noticias.terra.com.br

Tags: vandalismo | violência | jovem | eca | Culture | brasil

segunda-feira, abril 02, 2007

"Sin una oposición organizada, la democracia argentina se deteriora"

O plano está realmente dando certo!
Democracia Argentina também aderna... Mas são apenas "fatos isolados", claro.
Eu e a minha mania de unir os pontos.


"Sin una oposición organizada, la democracia argentina se deteriora"


El ensayista francés analizó la actualidad del país y habló de China, tema del libro que presentó aquí






"Advierto en la Argentina un deterioro político, pero no es la familia Kirchner la única responsable; el problema es la falta de oposición, la total ausencia de una alternativa."


Hacía un año y medio que Guy Sorman, catedrático, ensayista y periodista francés, no venía al país, donde estuvo muchas veces desde 1985 y al que le dedicó uno de sus 20 libros sobre el mundo contemporáneo.


Sorman presentó su última obra, China, el imperio de las mentiras, la semana pasada ante una calificada concurrencia en el Consejo Argentino para las Relaciones Internacionales (CARI). Y recibió a LA NACION en el hotel Sofitel, donde paró con su esposa, Marie Dominique, y dos de sus cuatro hijas: Lorraine, de 29 años, y Victoire, de 27. Sereno, distendido, sonriente, fue desgranando en inglés sus conceptos sobre la Argentina, China y América latina. El ensayista dijo que Kirchner ha avanzado sobre la independencia de la Justicia y que el sistema tiene rasgos caudillistas. Pero la pregunta que él se hace como observador es: "¿Cuál es la oposición?".


Source: lanacion.com.ar

Tags: veces | responsable | problema | periodista | pasada | organizada | muchas | mentiras | medio | imperio | hijas | falta | estuvo | ensayista | deterioro | deteriora | concurrencia | calificada | ausencia | Sorman | Relaciones | Internacionales | Argentino | una | sobre | Semana | se | pero | Para | obra | Mundo | libro | LA | hotel | familia | esposa | donde | desde | democracia | cuatro | ante | victoire | sofitel | Sin | Politics | Nacion | marie | LORRAINE | Kirchner | dominique | Consejo | China | Argentina

domingo, abril 01, 2007

A Nação Que Destruiu a Si Mesma

Este post teria outro título: "A Nação que Salvou a Si Mesma", em alusão ao movimento de Março-1964. Aí me perguntei: Salvou de quê?

Estamos em 2007 num estado de coisas muito,mas muito piores do que em 1964.

Mas nada acontece... O Brasil é um país entorpecido.. As vozes que se levantam para criticar, ou pelo menos dar uma visão abrangente são logo acusadas de "paranóicas" que acreditam em "teorias conspiratórias". Tudo são "fatos isolados", nada mais..

Lendo este texto - que não canso de reproduzir - dá para se ter uma idéia do que este era um país que tinha gente que sabia o real perigo representado pela esquerda revolucionária. E organizou-se contra isso.

Hoje, mesmo com o MST criando um país paralelo no Rio Grande do Sul, as FARC parabenizando a eleição do Lula, sabendo-se que ela controla o narcotráfico no Brasil, tudo são "fatos isolados"..

É. Pode ser que seja uma grande teoria conspiratória fora da realidade. O problema é que o Brasil escolheu as teorias conspiratórias como a sua realidade. A utopia é uma teoria conspiratória , a maior de todas. Quando um grupo realmente acredita nela e toma o poder, passamos imediatamente do terreno da realidade para a fantasia utópica.
Senhores, o Brasil está do outro lado do Espelho!!

Aqui o relato de quem trouxe o Brasil de volta á realidade, em 1964. Infelizmente o país de hoje já perdeu sua própria consciência..


manifestação anti-bush | 8 de março | av. paulista | sp

Tags: verdade sufocada | miltares | esquerda | Revolução | Politics | brasil | 1964

sábado, março 31, 2007

Os Vigilantes do Peso, de verdade!

Acho muito engraçado quando muitos se preocupam com o fato de um presidente ou líder ser cristão, pois logo associam à "perseguição" aos ateus, à liberdade sexual, proibição do aborto e tudo o que torna a sociedade ocidental mais "elevada". Pois bem, a perseguição real das tropas do politicamente correto são muito, mas muito maiores.

Enquanto os "carolas" simplesmente pregam a correção ou o comedimento, não proibem de se fazer o contrário. Tu é que tens de se entender com Deus.

Mas os politicamente corretos não, tudo tem de se transformar em valor absoluto e em lei ordinária auto-aplicável. As pessoas têm de ser "obrigadas" a fazer o bem (real ou imaginário). O mais estranho é que os apoioadores destas políticas gostam de chamar a si mesmo de "libertários" (é, vi muito esquerdista radical - como a Heloísa Helena - achar-se "libertário")..


Já proibiram o fumo em quase todos os lugares públicos, andar de carro (e ter um - principalmente na Europa) é quase um suplício... A bola da vez é a "obesidade".
Vejam a que nível chegamos..


Espanha: Criança obesa retirada aos avós

A criança, de dez anos, foi entregue aos cuidados de uma instituição de serviço social das Astúrias, a qual assumiu temporariamente a sua tutela. O peso do menor deve-se a uma alimentação excessiva e inadequada, a qual lhe estava a causar problemas de saúde. De acordo com fontes da instituição que recebeu o menino, a medida foi adoptada há dez meses e, nesse período, a criança já perdeu 20 quilos.


Source: correiomanha.pt

Pos-scriptum:

No blog "Atlântico" leio uma opinião que deve ser notada: A virtual proibição da obesidade é uma política nazista!! Estamos, depois de 80 anos, DE VOLTA AO FUTURO?.


Os Gordos de Hitler

"Leio isto no Público (que cita uma revista intitulada Cell Metabolism): "obesidade é uma falha biológica". Aqueles que sentem um arrepio na espinha quando lêem esta barbaridade não precisam de continuar.
Aqueles
que não sentem esse arrepio devem fazer este exercício: procurar a
mesma opinião nos manuais nazis. O nazismo, a utopia biológica (não
esquecer), também dizia que os gordos eram falhas biológicas.
A paranóia alimentar está a passar das marcas. E está a recuperar a utopia biológica e eugenista de Hitler."


Source: revista-atlantico.blogspot.com


Coke slammed in Birmingham

Tags: politicamente correto | obesidade | Health

quinta-feira, março 29, 2007

Médica nazista prega a eliminação física de "pessoas sem chances de vida social"

O debate sobre o caso Marcela, que nasceu praticamente sem massa
encefálica e que sobrevive além de quaisquer expectativas, lança
algumas luzes sobre os defensores do "direito de escolha" ou os
"direitos reprodutivos" da mulher.
Leia a matéria vinda do UOL.


Folha de São Paulo de 22/03/2007:
"Para médicos, vida social é impossível
(DA
REPORTAGEM LOCAL) Os médicos afirmam que não dá para prever o tempo de
sobrevida de Marcela, mas são unânimes em dizer que a possibilidade de
ela vir a ter uma vida relacional ou independente está totalmente
descartada.

"O sistema ventricular é completamente disforme, ela
tem uma massa encefálica totalmente irregular e anatomicamente
malformada", diz o ginecologista e obstetra Thomaz Rafael Gollop, da
USP. Para o ginecologista Jorge Andalaft, o tempo de sobrevida de
Marcela é explicado pelo fato de ela ter um pouco mais de tecido
encefálico que o normalmente visto em anencéfalos, que costumam morrer
horas após nascer. Ele diz que os casos de sobrevida mais longa são
exceções.

Para a advogada Débora Diniz e a médica Fátima
Oliveira, o caso suscita outro tipo de debate: até quando o Estado deve
usar recursos médicos e tecnológicos para manter viva uma pessoa sem
chances de vida social. "Todos os recursos que estão sendo
utilizados para manter este tronco cerebral funcionando são uma
imoralidade diante da falta de UTIs neonatal", diz Fátima
".
Para quem é assinante, o link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2203200714.htm


Comentário:
Se
a justificativa para o aborto era a "vontade" da mulher, seu direito de
escolha que deveria ser respeitado. Nota-se no caso da Marcela, que
esta bandeira é completamente hipócrita. Se a mãe decidir por manter a
vida, aí a "escolha da mulher" não tem mais a mínima importância. É
colocada no lixo como qualquer outra desculpa para implantar o que está
implícito aqui: O direito do Estado definir quem deve viver ou não.
Os pais de Marcela tomaram a decisão errada - de manter a gravidez. "Erro" que o Estado deve corrigir.
A mensagem é clara: "Decidam, mas decidam certo", ou seja, PELO ABORTO . Do contrário encarem a fúria dos "democráticos".

E caindo a máscara, revelam o que são: adeptos de eugenia! "Morte às pessoas sem chances de vida social!".
No tempo que as coisas eram chamadas pelo o que elas eram, isso tinha uma palavra: Nazismo.


Tags: Life

domingo, março 25, 2007

Moral & Escola Austríaca com o professor José Manuel Moreira

Esta semana tive o imenso prazer de conhecer (e jantar) com o professor José Manuel Moreira, aqui pertinho da cidade do Porto onde eu estou morando.

Ele é um homem de grande sabedoria e já lançou diversos livros aqui em Portugal. É um grande conhecedor da Escola Austríaca e um estudioso da dependência entre o plano econômico (o mercado, as pessoas) e o sistema moral (a confiança). Uma de suas últimas contribuições foi prefaciar a tradução portuguesa do livro de Jesus Huerta de Soto "Escola Autríaca: Mercado e Criatividade Empresarial".

Além disso participa do (ex-)blog O Insurgente e publica regularmente artigos no Diário Económico de Portugal.


Este aqui é um trecho do seu último artigo para o "Diário". Um comentário pertinente sobre a moral sob o welfare-state.


O clima mudou, e muito, mas discute-se demais o aquecimento global e pouco as alterações no clima moral. Os novos fundamentalistas esqueceram a natureza humana e o seu fundamento: a ecologia moral. Ainda não perceberam que para conservar a sua vitalidade a sociedade depende de uma ecologia moral saudável. Uma sociedade livre é antes de mais um desafio moral. Será que instituições livres podem manter o seu vigor com uma moral qualquer?

Source: diarioeconomico.sapo.pt

Tags: People

sexta-feira, março 23, 2007

CNBB Bento XVI foi mal interpretado ao falar sobre 2º casamento

Outro título poderia ser "Cronista Católico 1 X Site do Vaticano 0"


Reinaldo Azevedo, ao comentar as palavras de Bento XVI disse que o termo correto não seria "praga" mas "chaga". Pronto foi "patrulhado" por muitos (como o Janer Cristaldo) por ser mais "realista do que o rei", uma vez que o site do Vaticano traduziu o termo como "praga" mesmo.

Agora vem o desmentido da CNBB revelando que a tradução estava errada...



Os bispos da CNBB consideraram que houve má interpretação nas palavras ditas pelo papa. O vice-presidente da conferência explicou que a tradução para o português causou o equívoco. “Praga traduz-se como ferida, algo que se alastra. Nesse sentido é que a palavra foi usada", explicou.

Source: g1.globo.com

Tags: tradução | polêmica | Reinaldo | Janer Cristaldo | Bento XVI | praga | Culture

quinta-feira, março 22, 2007

Se Simon "rebate", Collor "trebate"


Simon
rebate discurso de Collor e diz que STF errou ao absolver
ex-presidente

Source: www1.folha.uol.com.br


É incrível a capacidade da desinformatzia em distorcer os fatos.

Collor fez um belo discurso, em sua estréia no Senado, botando os pingos nos ii daquela CPI jafutona, feita de encomenda pelo PT e sua campanha pat-"ética na política", para tirar Collor do caminho. Collor era o único que poderia acabar de vez com as pretensões hegemônicas do partido-príncipe no país. Se Collor tivesse sucesso a agenda petista estaria definitivamente enterrada no Brasil (e acredito, na América Latina, por extensão de sua influência).
Mas então surge o senador-espetáculo Pedro Simon (aquele que faz discursos igual ao show dos fogos em Copacabana) para tentar "rebater" o discurso de Collor.. E saiu rebatido.
A manchete da folha é mentirosa. No texto existem evidências de que aconteceu o contrário: Simon "veio pegar lã e saiu tosquiado". Que Simon é superavaliado nas editorias (e manchetes) políticas do Brasil é fato mas aqui se vai um pouco além. Se distorce a própria notícia para se dar uma "vantagem" hipotética a Simon, quando a verdade é diversa disso.
Leiam como Simon "rebateu":

"Simon lamentou a absolvição de Collor pela Justiça e disse que o fato de
o STF (Supremo Tribunal Federal) ter alegado que não encontrou provas
contra ele não pode ser usado como argumento para que o processo de
perda de mandato seja considerado um erro. "O Supremo não disse que não
tinha provas, mas que houve falta de provas", afirmou.

Para o
senador, o maior erro nesse processo foi do STF, que desconsiderou a
"farta documentação" produzida pela CPI. Segundo ele, Collor não pode
se considerar inocente com base na decisão do Supremo porque até hoje a
Corte não julgou nenhum político.

"O STF jamais poderia ter
alegado falta de provas para encerrar o processo. A CPI produziu
milhares de documentos, ouviu várias pessoas", afirmou. Depois
prosseguiu: "O STF até hoje não julgou um político brasileiro, um
deputado, um senador. Os processos ficam todos na gaveta".

Collor
retrucou: "O que eu trago são fatos, vossa excelência tem as suas
opiniões. Houve atropelo nas investigações, erro crasso que vai de
encontro a nossa carta maior
", disse. "A sensação de impunidade que há
no país não pode ser imputada a mim porque eu fui punido. Perdi os meus
direitos políticos por oito anos, que é a pior punição que um homem
público pode receber", reiterou.

Simon disse que o país não
poderia se esquecer da "roubalheira", e foi novamente interrompido por
Collor. "A vossa excelência parte para o ataque pessoal. O STF não me
acusou." O senador pediu para que a expressão "roubalheira" fosse
retirada de seu discurso,
mas avisou que mantinha suas convicções de
que a cassação do ex-presidente não foi apenas política, mas baseada em
irregularidades encontradas pela CPI."

Para quem quiser recordar os motivos da campanha pat-"ética na política" aqui algumas pistas:

"Quando essa gangue uspiana começou a "campanha pela ética na política",
uma década e meia atrás, já anunciei que era tudo uma empulhação
destinada a entregar o poder total à esquerda, usando e prostituindo a
indignação moral do povo com os miúdos corruptos da época para encobrir
a montagem da maior máquina de corrupção de todos os tempos.
" - Olavo de Carvalho




Tags: ética | senador | discurso | corrupção | Stf | Collor | brasil | simon | Politics

segunda-feira, março 19, 2007

Operação "Primavera Negra" - Cuba

Escrevi o último post sobre os quatro anos do recrudescimento da repressão contra jornalistas em Cuba, no episódio que ficou conhecido com "Primavera Negra".
Este ano todos os bloggers que lutam pela liberdade na América Latina lembram desta data com uma campanha especial. O "Nadando" também participa.

Apresento-os agora oficialmente a operação "Primavera Negra". O mundo parece ter se esquecido. Mas nós, não. Olha aí acima, ou neste link http://tvprimaveranegra.blogspot.com

sábado, março 17, 2007

Primavera Negra em Cuba..

Há quatro anos Fidel Castro botou na cadeia 75 jornalistas e escritores com penas de 14 a 25 anos de prisão.
A reação mundial foi grande mas hoje estas 75 pessoas estão quase esquecidas. O mundo parece muito mais preocupado com a saúde D´el Comandante (El Coma Andante ou Kasstro, segundo seus detratores) do que a saúde de suas vítimas.

Muitos jornalistas, da mesma profissão dos seus colegas que apodrecem na prisão em Cuba, preferem - ao invés de denunciar tais atrocidades - tecer loas à Revolución e a Fidel.
Parecem não conectar que esta mesma atividade, que no Brasil exercem tão livremente, é virtualmente impossível em Cuba.

Para os que querem saber mais, sugiro esta página na internet http://www.primaveradecuba.org/

E este filme do you tube, muito instrutivo..

sexta-feira, março 16, 2007

Eucalipto e a Revolução

O jornalista Políbio Braga

denuncia outra falácia pseudo científica dos radicais de esquerda do Brasil: Eucalipto "bebe" muita água..



"A inquisição trotskista do governo Lula acha que eucalipto devora água. 15.03.07 | 17:59 -

`Este não vai mais beber água !´

bah, tchê: é duro ter que agüentar um bagual desses dizer uma barbaridade dessas, tentando justificar a ordem que veio de cima (da turma do DS, a Democracia Socialista, uma espécie de moderna inquisição trotskista, do ministério do Desenvolvimento Agrário) para destruir as plantações de eucalipto do assentamento Novo Pedro Osório, do MST, no município gaúcho de Pedro Osório. A declaração calhorda foi reproduzida por Zero Hora. . O MDA não está interessado em destruir o eucalipto, mas em destruir o capitalismo e a democracia. Qualquer palavra de ordem serve. É só encontrar ativistas de extrema esquerda, analfabetos funcionais e ressentidos pela frente."

O próprio jornalista dá um link para o desmentido científico desta falácia, aqui



Encontreio outra, muito interessante, aqui.

Um trecho:



"ma das críticas que se costuma fazer ao eucalipto é que ele precisa de muita água durante a fase de crescimento. Isto é desmentido por estudos recentes, que têm mostrado não haver muita diferença entre o consumo de água de diversas espécie florestais e o eucalipto.

Isso também é verdade em comparação com a agricultura: ele apresenta consumo parecido com o do café e menor do que o da cana-de-açucar. Em países com pouca disponibilidade de água, como Espanha, Itália, Israel e Marrocos, grandes áreas estão sendo usadas para o plantio de eucaliptos, sem problemas. No caso de Israel, inclusive áreas de deserto estão sendo usadas para agricultura, depois do cultivo do eucalipto por períodos entre 20 e 30 anos."



Comentário:

Concordo com o Políbio: não tem nada a ver com água ou ecologia, mas sim uma desculpa para acabar com um agro-negócio lucrativo. Quanto mais lucrativo o agro-negócio, menor a importância do MST.

Históricamente a esquerda sempre achou desculpas para denunciar qualquer atividade agrícola lucrativa:

- A monocultura da soja n

- O uso de agrotóxicos

- O gado de corte



Tudo têm uma desculpa, quase sempre ecológica para seus ataques...



Nada mais é que mais um round da "revolução"





powered by performancing firefox

terça-feira, março 13, 2007

Politeísmo & Monoteísmo


Um dos argumentos mais conhecidos dos ateus contra as religiões é o de que elas foram criadas pelo homem e não por uma centelha de revelação divina. Os homens, por sua atemporal necessidade de explicar suas origens – e seu futuro- , “inventaram” as religiões. O conceito de um Criador amoroso que criou o homem à sua imagem é reconfortante em face à dura realidade de que somos fruto do acaso. As religiões então nada mais são do que “muletas emocionais” para “fracos”. Este é o argumento ateísta, em resumo.


Uma das principais provas desta concepção é o entedimento quase que unânime de que na sua origem, todas as religiões foram ou ainda são politeístas. As religiões politeístas da antiguidade encaixam-se perfeitamente no modelo pois confirmam algumas teses:


  1. Têm como base a 'divinização' dos fenômenos da natureza, ou seja, para tudo o que não tinha explicação racional, atribuíam a uma deidade. Isso é facilmente observável ainda hoje, em diversas populações ao redor do mundo que continuam a adorar o sol, a chuva, as montanhas, o fogo, etc. Religião seria explicação irracional para o mundo. Totalmente então descartável em função do conhecimento científico.


  1. Todas as civilizações antigas eram politeístas em função da profusão de deuses para explicar cada um do fenômenos “inexplicáveis” da natureza.


  1. O monoteísmo “evoluiu” do politeísmo, pelo próprio aumento do conhecimento humano e a percepção de que todos os fenômenos antes considerados isolados, têm conexão entre si. Os deuses antigos se fundiram num só. Isto prova que as religiões monoteístas não receberam nenhuma “revelação divina” da existência de um só deus, mas sim adaptaram sua crença face a conhecimentos mais evoluídos.


  1. Conclusão: A ciência moderna prescinde de existência de qualquer religião, pois estas só vieram e existir para explicar o mundo, o que não é mais necessário.


Por todos os meios, este entedimento da história das religiões confirma , num só tempo a teoria da evolução (sistemas menos complexos – politeísmo – se transformando em sistemas medianamente complexos – monoteísmo – até atingir o estado atual – científico – que elimina a necessidade dos anteriores) e a inexistência de um Deus único, que não passou de um estágio intermediário do conhecimento/evolução da humanidade.


Esta visão - de que o politeísmo é anterior e “evoluiu” para o monoteísmo, carregando boa parte de suas histórias e tradições – foi muito difundida depois de Darwin. Ele mesmo compartilha (e amplia ) esta percepção em “Descent of Man” (1896) “Belief in God – Religion. -- There is no evidence that man was aboriginally endowed with the ennobling belief in the existence of an Omnipotent God.”

Então o senso comum científico reza que o monoteísmo provêm de uma evolução do politeísmo.


Mas o assunto não está encerrado.


Em primeiro lugar não posso conceber que o monoteísmo seja uma “evolução” do politeísmo, pois na verdade é a sua completa negação. Por quê? Por que o tipo de sociedade criada em torno de uma religião politeísta e de outra monoteísta são tão radicalmente opostos que não há sentido de continuidade possível. Compare religiões como a Maia (recentemente mostrada no excelente filme “Apocalipto”) ou a Egípcia ou talvez mesmo a Grega com a Judaica. Sacrifícios humanos, deuses com desejos e paixões “humanas”, total eliminação do livre-arbítrio, a religião como função do estado de um lado e de outro lado a responsabilidade pessoal, valores morais e livre-arbítrio.

Não há possibilidade de que uma ruptura tão gritante possa ser fruto de uma evolução. Não. A passagem do politeísmo para monoteísmo caracteriza uma “revolução” e não uma “evolução”.


Como nunca existiu nenhuma civilização laica, o papel da religião era central em qualquer uma delas. Digo mais, a forma como o seres humanos percebiam a sua própria consciência era fruto do modelo cultural-religioso. Ora, o politeísmo vivia de diversos deuses, muitos deles em eterno conflito. Pois o ser humano que se desenvolvia neste ambiente cultural tinha, por sua estreita ligação com a religião, uma auto-consciência espelho disto: era fragmentária, não raro conflituosa e sem uma unidade de pensamento, um centro.

Nas religiões monoteístas era justamente o contrário. O fato de haver um Deus único desencadeou várias consequências inevitáveis: Se existe um Deus, existe somente UMA verdade. Se as pessoas apreenderem esta verdade fundamental estarão em harmonia com o universo. A consciência que brota destas percepções tem de ser também única e integral. Não vou dizer mais, mas isso é a gênese não só da auto-consciência mas da própria “ciência” como a conhecemos: Se há uma verdade, ela deve ser buscada. Pois esta verdade é Deus, também. Esta é a grande mensagem do monoteísmo.


Há também diversos outros estudos que apontam para outra direção.


O professor Clifford Wilson antigo diretor do Instituto Australiano de Arqueologia (em “”The A.B.C. Of Biblical Archaeology,” ) fala “Monotheism was known in very early times. The Egyptian Book of the Dead demonstrates that the Egyptian people originally believed in one great God and not many. With the passage of time, each of the known attributes of the true God were personified as new and individual deities – and so, polytheism developed.”


O monoteísmo como a crença inicial das religiões politeístas antigas, marca não só o Egito como também a China e India. Isto é citado por Arthur C. Custance (“it may safely be said without the slightest hesitation that monotheism never evolved out of polytheism in any part of the world’s earliest history for which we have documentary evidence. ...This was true also in China.”)


Estes fatos derrubam a tese oficial em duas frentes.


O judaísmo-cristianismo não de originou de um amálgama de tradições politeístas anteriores mas, pelo contrário RECUPEROU os aspectos monoteístas destas religiões perdidos ao longo do tempo. Com isso, podemos comprovar também que o conceito físico da entropia se aplica perfeitamente à história. E refuta o darwinismo (”A entropia Refuta a Evolução”? Conheço os argumentos de ambos os lados. Escreverei sobre isso mais tarde, mas o que posso admitir é um ‘sim’ a esta questão) pois prova que qualquer sistema (aberto ou fechado) tende a entrar em equilíbrio ao longo do tempo. “Equilíbrio” na física significa sistemas menos organizados, portanto mais “simples” e não o contrário. A decadência e não evolução seria o desdobramento natural de qualquer sistema ao longo do tempo.


Outra consequencia destas descobertas é o que estudiosos como René Guenon ou Olavo de Carvalho já descobriram pelo estudo comparado das religiões: que elas – muitas delas completamente diversas entre si – com crenças (atuais) tão diferentes como os vedas e xintoístas têm um fundo de verdade em comum.

Sabemos que a “verdade” em comum é que todas elas têm uma origem monoteísta. Então é possível concluir que o conhecimento original de um Deus único foi dado a humanidade em tempos imemoriais sendo perdido – misturado a outros deuses ao longo do tempo -, para ser recuperado mais tarde pelo judaísmo.

Isto é incrivelmente coincidente com o registro bíblico sobre as origens do favor divino para com o Hebreus: É por que eles, remando contra a maré, restauraram a adoração ao Deus único. O favor de Deus foi uma retribuição e não uma “escolha” divina.

segunda-feira, março 05, 2007

O estado da inteligência atual do Brasil - um pequeno retrato..

Na comunidade "rede liberal" no orkut podia se ler tal mensagem, auto explicativa. Nem é necessário comentários adicionais..

"EU ODEIO LIBERAIS II"
OS PSEUDO - ECONOMISTAS QUE SE DEFINEM COMO LIBERAIS E , ASSIM , TENTAM SER REPRESENTANTES DO PODER ECONÔMICO EXTERNO E INTERNO NA SOCIEDADE , SEM QUALQUER PRESSUPOSTO TEÓRICO DIGNO DE ANÁLISE E QUE BASEIAM SUAS ANÁLISES NUM VAGO COCEITO DE LIBERDADE ... PARA ELES , É CLARO ..... INCAPAZES DE ADMITIR SUA INSUFICIÊNCIA , ESMERAM - SE EM PLANILHAS DE CUSTO E REGRAS ECONOMÊTRICAS QUE TENTAM PREVER O FUTURO BASEADO NA REALIDADE PASSADA.
NA VERDADE , TÊM ALERGIA DA DEMOCRACIA E REPELEM QUALQUER MÍNIMA PROBABILIDADE DE INDEPENDÊNCIA DO POVO BRASILEIRO .
Encarecidamente
Se forem tentar debater , sejam honestos e sem ataques infudados".

Comentário:

Merece sim um comentariozinho. Então o sujeito comete os ataques mais "infudados" e desonestos possíveis , baseado em "coceitos" inviesados, postado EM LETRAS GARRAFAIS  e depois vem ainda pedir que aos que por acaso "tentarem" (ou seja, a premissa assima - digo acima, fiquei "influeciado" pelo tópico -é automaticamente, não uma opinião rasteira e ignorante do autor, mas uma VERDADE absoluta) que sejam exatamente o inverso do que ele é, ou , "honestos e bem-intencionados".

Incrível como o duplipensar já é a expressão corrente do brasileiro, exatamente daqueles que poderiam ainda reverter alguma coisa do triste cenário emburrecedor nacional.

Uma fotinho 3X4 do Brasil.

O pior mesmo é o transbordo de ódio que exala. O Brasil está ao mesmo tempo em guerra civil e numa luta de classes absoluta!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Carros na Europa

Para quem gosta de carros (como eu e a minha filha), aqui um prato cheio: fotos de carros aqui de Portugal.


sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Desmascarando os argumentos pró-aborto

O médico italiano Renzo Puccetti, especialista em medicina interna de Pisa/Itália concedeu esta entrevista ao site Zenit em Portugal, desmascarando todos os argumentos da turma pró-aborto "pela saúde da mulher".

Leia aqui um trecho (agradeço a Cícero Harada pela matéria).


«Afirma-se que a legalização do aborto fará acabar o aborto clandestino, mas isto é falso. Na Itália, depois de 29 anos de aborto legal e mais de 4.600.000 abortos legais, o Instituto Superior de Saúde estima em 20.000 o número de abortos clandestinos por ano (Relatório do ministro da saúde sobre a atuação da lei sobre a tutela social da maternidade e a interrupção voluntária da gravidez (lei 194/78) no ano de 2006)».

A quem diz que legalizando o aborto e combatendo assim o aborto clandestino se evita que as mulheres morram por causa das complicações de tal prática que, por sua própria natureza, não assegura a mesma segurança de um aborto legal, o Dr. Puccetti respondeu: «Os dados da OMS referem que a mortalidade materna (a mortalidade da mulher no período do início da gravidez até o quadragésimo segundo dia depois do término da gravidez, conduzida ao término ou interrompida) em Portugal, Irlanda e Polônia, onde o aborto é ilegal, é em média mais baixa em relação a dos países vizinhos, respectivamente Espanha, Inglaterra e República Tcheca».


«Por outro lado —acrescentou— há um estudo que fez definitivamente cair o presumido rol “salvífico” do aborto em relação à mulher. Na Finlândia foram avaliados os falecimentos de todas as mulheres em idade fértil entre um ano do término da gravidez; o resultado é que as mulheres que abortaram voluntariamente tiveram uma mortalidade três vezes maior em relação àquelas que deram à luz, com uma taixa de suicídio de 700% (Gisler M, Berg C, Bouvier-Colle MH, Buekens P. Am J Obstet Gynecol. 2004 Feb; 190(2):422-7).


Source: zenit.org

Tags: referendo | Aborot | vida | saúde | mulher | Portugal | Health

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Repressão ao crime é a arma mais eficaz contra o crime..Óbvio (?!!)

O primeiro mês do governo Yeda Crusius no RS (Brasil) tem uma grande
vitória: Os números do combate ao crime. Vejam os
resultados.



Entre
os 16 indicadores com números positivos, em relação
ao mês de janeiro de 2006, está o estelionato, que teve
redução de 52,33%, o latrocínio, que caiu
14,29%, o abigeato, com queda de 27,55%, o roubo a motorista de
lotação, com redução de 11,11%, o
seqüestro-relâmpago, que registrou queda de 24,24%, o
roubo a motorista de caminhão de carga, reduzido em 5,41%, o
furto de veículo, com queda de 15,47%, o roubo a motorista
particular, reduzido em 26,55%, o roubo a carro forte, que teve queda
de 100%, o furto/arrombamento a estabelecimento bancário, que
diminuiu em 77,78%,
furto/arrombamento a caixa eletrônico, reduzido em 100%, e os
homicídios, que caíram em 9,09%. Os itens posse de
entorpecentes e tráfico de entorpecentes tiveram redução
de 6,34% e de 0,48%, respectivamente.

Source: sjs.rs.gov.br





Tudo isso se deve a escolha acertada da governadora para a
secretaria da seguranca: Enio Bacci.


Apesar de ser do PDT Enio teve uma grande atuação na
vitória do "não" no referendo sobre a
proibição da venda de armas no ano retrasado.


Enio e um defensor de uma política obvia de combate ao
crime, o combate aos criminosos. E obvio mas no Brasil de hoje, se
acha que tratar os criminosos com casa, comida e carinho, sendo
simpáticos e solícitos quando abordados por eles os
fará saber que o crime não compensa..


Bacci sabe que existe uma regra básica para a queda das
taxas de criminalidade: sempre que o risco da atividade criminosa se
torna alto (risco de morte, risco de acabar na cadeia) ela deixa de
ser economicamente interessante para muitos delinqüentes ou
criminals wannabes.


E isto se faz com repressão


Como diria Dostoiveski: "Crime e Castigo".


Mas e claro que isto cria um outro problema, pois as detenções
aumentaram, há mais bandidos nas cadeias e o sistema
carcerário está superlotado.


Muitos veículos adeptos do "peace and love" para com os
bandidos, já adotaram o novo problema. Parece que a
superlotação dos presídios incomoda mais ao
cidadão médio do que a queda nos índices de
criminalidade!!


Mas estou tranqüilo pelo que li na Zero
Hora de domingo passado


"Para promotores que fiscalizam a execução das
penas, outra alternativa para desafogar as prisões é
garantir que detentos com direito à progressão de
regime seja retirados das casas de regime fechado".


Agora eu entendi!! Para acabar com o problema das prisões
lotadas o negocio e soltar os presos...


O Brasil virou um circo.... Para cada um cidadão com o mínimo de bom
senso , existem dezenas de idiotas a botar tudo a perder...

Tags: superlotacao | repressao | cadeias | brasil | Crime

domingo, janeiro 28, 2007

Críticas severas ao livro de Steven Levitt


Parece que minha percepção sobre o livro de Steven Levitt "Freakonomics" estava corretas...


Críticas severas ao livro de Steven Levitt

17/12/2005


Christopher Foote e Christopher Goetz são os economistas da Federal Reserve de Boston que estão evidenciando falhas na teoria de "Freakonomics". Eles apontam um erro que, se corrigido, reduziria pela metade ou até em dois terços o impacto do aborto sobre as prisões analisadas. Além disso, a dupla de críticos, avaliando taxas relativas – não analisadas no livro - concluiu que, dessa forma, o impacto do aborto sobre as prisões desaparece completamente


Source: opiniaoenoticia.com.br

Tags: severas | livro | impacto | ao | analisadas | Levitt | sobre | de | aborto | steven | Crime | Boston

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Ainda a polêmica sobre o aborto X criminalidade (ou “Le Freak-o-Moron”)

Tenho recebido milhares de um ou dois e-mails contestando minha crítica
ao que Políbio Braga escreveu sobre o livro de Steve Levitt e de um outro autor chamado “Freakoconomics” onde o aborto é citado como uma das causas (a mais comentada por sinal) da redução da criminalidade nos EUA durante os anos 90.

Minha crítica se valeu muito do que Ann Coulter cita em seu livro “Godless” sobre a politização das ditas causas da redução da criminalidade.

Mas os defensores de Roe vs Wade (o caso que deu origem à decisão da Suprema Corte americana em 1973 liberando o aborto) citam exaustivamente o trabalho sério de Levitt no livro supra-citado.

Não li o livro e isto tem sido o cavalho de batalha desde então.

Obtive na internet o trabalho de Steve Levitt intitulado “Understanding Why Crime Fell in the 1990s: Four Factors that Explain the Decline and Six that Do Not”, que parece ser o cerne do argumento exposto no livro.

Nele, Levitt “separa” o que ele acredita que tenha a ver com a queda e os fatores que ele acredita que não.Entreos que ele coloca como os responsáveis estão (na ordem que ele mesmo menciona)

  1. Aumento do efetivo policial

  2. Aumentoda população carcerária
  3. Término da onda epidêmica do crack
  4. Legalização do aborto
E os fatores que ele acredita que não tiveram influência sobre as estatísticas

  1. Boom econômico dos anos 90

  2. Envelhecimento da população
  3. Melhoria nas estratégias policiais (efeito "Giuliani")
  4. Leis proibindo o porte de armas
  5. Leis permitindo o porte de armas
  6. Aumento no número de penas de morte
Analisando o documento, tiro a minha conclusão de que é completamente tendencioso.

Vejamos:

Dos pontos tidos como responsáveis pela queda, número um e dois são inquestionáveis. Sobre o aumento da população carcerária, eu reproduzo o gráfico do estudo abaixo.

http://luis.afonso.googlepages.com/carceration_rate.jpg


O ponto número 3 é duvidoso. Como a onda do crack terminou? Me parece que foi fruto dos pontos 1 e 2 do que um fator “aleatório”: Com mais policiais nas ruas e o aumento da população carcerária, é óbvio que
muitos trraficantes foram tirados de circulação.

O ponto 4 é o menos citado no estudo mais o mais comentado. A liberação do aborto como causa da redução
da criminalidade. Estranhamente sobre este ponto não há nenhum gráfico mostrando por exemplo o número de
abortos ilegais pré e pós 1973. Nada disso. Apenas isso é citado:

A teoria se baseia em duas premissas 1) crianças não desejadas são mais propensas ao crime e 2) o aborto legalizado leva a uma redução no número de filhos não desejados”

E tome muitos dados sobre a redução no número de crimes contra a criança onde existe o aborto legalizado.

Na minha opinião se trata simplesmente não de redução no crime, mas de não contabilização deles, afinal o aborto não é um crime contra uma criança (ainda não nascida)?

Agora dentre os fatores que “não têm” a ver com a queda ele cita o efeito Giuliani (número três) como
insignificante. Isto é uma mentira deslavada.

Diz que a taxa já estava caindo desde o início dos anos 90. Vejamos o que diz a Ann Coulter em “Godless”:

Mesmo depois do sucesso triunfal de Giuliani, democratas negaram seu reconhecimento. Aqueles que não acreditam nunca irão acreditar. Eles começaram dizer que as taxas de criminalidade já estavam caindo durante a gestão de Dinkis (prefeito democrata de NY antes de Giuliani) - como se a
redução de 2.154 mortes em 1991 para 1.995 em 1992 fosse o equivalente à Batalha de Midway. Provavelmente foi erro de totalização”.

"No primeiro ano de Giuliani (1993) as taxas de criminalidade caíram 16% no primeiro ano e mais 14% no segundo. 35% da queda nas taxas nacionais de criminalidade de 1993 a1995 foram atribuídas somente â redução do crime em Nova York, durante a gestão de Giuliani e William Bratton (chefe de polícia)”.

Isto é “bias” em sua mais perfeita forma. O que Levitt credita para o aumento extraordinário do número do população carcerária? A falta de crack para traficar fez os criminosos se entregarem? É óbvio que a mudança na
estratégia policial sob Giuliani teve sim um efeito no aumento do número das prisões.

E mente dizendo que não houve grandes mudanças entre a “queda” em pouco menos de 160 mortes entre 1991 e 1992 sob Dinkis e a devastação do crime sob Giuliani.

O ponto 5 – a permissão de portar armas não ter peso significativo na redução dos crimes- é outro furo, mas o pior fica por conta do argumento de número seis.

A quatruplicação do número de penas capitais entre os anos 80 e os 90 é citada como um “fraco desestimulante ao crime” pois a longa espera no “corredor da morte” com dezenas de recursos e protelações faz a idéia da morte distante do possível criminoso. Nada é tão falso.

Veja o gráfico que eu preparei (me pareceu intencional que um dado estatístico tão importante não tenha sido agraciado com um gráfico comparativo).http://luis.afonso.googlepages.com/penademorte_eua.jpg

A diferença é brutal! De 117 nos anos 80 para 478 nos anos 90.Pode ser que o tempo passado no corredor da morte seja realmente alto, mas o fato é que se matou quatro vezes mais de criminosos nos anos 90! Será que isso não tem nenhum efeito na mente e nas intenções de um futuro criminoso? É óbvio que sim!

Devo admitir isso mesmo sendo pessoalmente contra a pena de morte.

Conclusão:

O bias politicamente correto (e democrata) de tal trabalho é escancarado. Diminui a responsabilidade por todos as iniciativas de combate direto ao crime, tomando o cuidado de conceder a alguns pontos (consequências) um peso alto nas causas da queda ao mesmo tempo que define como irrelevantes as causas primeiras das consequências, trocando-as pela teoria – sem nenhum dado mais apurado do que “sugestões” como Levitt a define – da liberação do aborto como uma das causas principais.

Levitt no final das contas é um dedicado pregador de sua religião, o esquerdismo politicamente correto.

Tags: steve levitt | polibio braga | pena de morte | Giuliani | freakonomics | Ann Coulter | aborto | Crime

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Políbio Braga cai no conto de que o aborto diminui a criminalidade

Políbio Braga cai na asneira politicamente correta de que aborto diminui a criminalidade. E apóia sua "tese" em literatura de terceira. No Brasil, qualquer idiotice que lidera os mais vendidos é lida como verdade absoluta... Leia o trecho.

Steven Levitt e Stephen Dubner, no livro “Freakonomics”, no capítulo 4,
(página 119, “Onde foram parar os criminosos ?”) demonstram que 20 anos
depois que a Suprema Corte dos EUA autorizou o aborto (caso Roe x
Wade), os índices de criminalidade despencaram drasticamente. 20 anos
depois é o tempo que as crianças nascidas de modo indesejado levariam
para se tornar adultos (e criminosos).


O trecho foi citado dentro de uma matéria que fala que pais responsáveis (e heterossexuais) diminuem a possibilidade dos filhos serem criminosos!!!

O absurdo é patente em várias fases:

  1. O aborto só poderia ser a causa de menor criminalidade se ele mesmo não fosse considerado um crime.
  2. Dá a entender que todos os filhos abortados seriam criminosos, ou pelo menos a maior parte deles, o que é um determinismo idiota (filho de pobre ou criminoso seriam automaticamente criminosos).
    No fim acaba justificando a pena de morte, pois ela só é aplicada a quem realmente cometeu algum crime, o que , frente ao aborto indiscriminado é muito mais justo.
  3. Esta estória de que a liberação do aborto é causa da diminuição da criminalidade é invencionice dos democratas para não admitir a vitória das políticas republicanas implantadas na década de 90 em Nova York e em muitas outras cidades americanas.(Veja matéria no Mídia Sem Máscara)
    .
Qual a política implantada?
A criminalização do crime, oras. Construção de mais prisões, tolerância zero e sem programas de liberação ou indultos de presos.
Só para citar um livro também:
"Godless - The Church of Liberalism" Ann Coulter página 46.
"Mesmo depois do sucesso triunfal de Giuliani, democratas negaram seu reconhecimento. Aqueles que não acreditam nunca irão acreditar. Eles começaram dizer que as taxas de criminalidade já estavam caindo durante a gestão de Dinkis (prefeito democrata de NY antes de Giuliani) - como se a redução de 2.154 mortes em 1991 para 1.995 em 1992 fosse o equivalente à Batalha de Midway. Provavelmente foi erro de totalização. Ou eles atribuem a queda brutal da taxa de criminalidade sob Giuliani ao fim da epidemia do crack, à economia, e mais elegantemente, ao aumento dos abortos entre os `pobres` no início dos anos setenta.
O que espanta é que para os `liberals`a queda da criminalidade nunca tem a ver com a prisão e punição dos criminosos!! Sob nenhuma circunstância váo concordar com as causas da reduçáo da criminalidade serem explicadas pela aplicação da lei, penas mais longas aos criminosos e apoio à polícia.
Dizer que o fim da epidemia do crack acabou com a onda de crimes não responde à questão. Afinal quem acabou com a epidemia de crack? É como dizer que a o fim da onda de crimes acabou com a onda de crimes.
E deve ter havido uma taxa de abortos dos infernos na primeira metade do século vinte para que a nação tenha gozado de tão baixas taxas de criminalidade até os anos sessenta..."

Tags: polibio braga | GODLESS | freakconomics | criminalidade | Ann Coulter | aborto | Health